O Manual da Reforma Sustentável

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O Manual da Reforma Sustentável

Já existe muito edifício construído no mundo, não é mesmo?

O que isso significa?

De certa forma, pode-se dizer que é necessário parar de construir. E começar a reaproveitar os edifícios existentes.

Em um mundo onde o lixo é um problema grave, é urgente que a arquitetura se adapte.

A maior parte dos resíduos da construção civil não é reciclável. Ou seja, ele precisa ser encaminhado a aterros especiais. Porém, é comum que eles não sejam descartados da maneira correta. Portanto, é urgente encontrar alternativas para reduzir o volume desse lixo.

Cada vez mais a demanda por reformas vai aumentar. É muito comum vermos edifícios sendo reformados, adaptados, remodelados. Muitos mudam de função.

O mundo evolui e a apropriação dos espaços também muda. A arquitetura, por sua vez, precisa acompanhar essas mudanças. Com novas tecnologias, materiais e estratégias.

A questão é saber usar essas tecnologias a nosso favor. Em uma reforma, deve haver discernimento entre o que é preservado e o que precisa ser descartado.

Existem muitos aspectos que envolvem a reforma de um espaço. Ou seja, há diversas maneiras de torná-la mais sustentável.

Será que é possível adaptar a arquitetura? Conseguimos transformar um edifício antigo para usos modernos?

Neste artigo, você vai aprender tudo o que é necessário para realizar uma reforma sustentável.

  1. Restaurar e reaproveitar itens
  2. Métodos construtivos
  3. Como evitar as surpresas de obra
  4. Projeto e execução

O que vamos abordar aqui vale para todos os tipos de reforma. Desde pequenos apartamentos até edifícios corporativos.

1. Restaurar e reaproveitar itens

O primeiro passo de uma reforma sustentável é conhecer bem o local e sua história. Assim como saber quais as necessidades futuras.

A partir disso, é possível fazer um levantamento de itens que podem ser reaproveitados. Torneiras, portas, esquadrias, por exemplo, são itens que podem ser realocados.

Ou seja, tudo deve ser ponderado. Às vezes, alguns itens podem estar comprometidos, o que impede que eles sejam reaproveitados. Outras vezes, não haverá mais uso para eles no futuro.

Nesse último caso, é importante analisar o que pode ser vendido ou doado. Dessa forma, evita-se que coisas boas sejam descartadas.

A prática de vender ou doar itens usados é muito sustentável. Uma vez que você promove a reutilização. Além disso, permite que as pessoas comprem produtos usados a valores mais acessíveis. Isso entra na esfera econômica e social da sustentabilidade.

No caso da restauração, além de reaproveitar, você pode preservar a história do edifício.

Existem itens construtivos antigos que podem durar muito tempo. Desde que a manutenção correta seja feita. Esquadrias, pisos de madeira, cerâmicas, torneiras, puxadores, e assim por diante.

A restauração de uma peça não precisa necessariamente deixar ela nova. Às vezes, é possível preservar as marcas de uso e conferir um ar mais rústico ao conjunto.

2. Métodos construtivos

Além da reforma, é importante falar sobre como projetar um edifício considerando reformas futuras.

Imagine que você vai projetar um edifício que será a sede de uma empresa.

Existem muitos pontos a serem considerados:

  • E se no futuro outra empresa for usar esse espaço?
  • E se a empresa precisar adaptar seus postos de trabalho e salas?

Nesse caso, é interessante utilizar elementos construtivos flexíveis. Divisórias que podem ser trocadas de lugar, planta livre com o mínimo possível de pilares e vigas.

Estruturas metálicas ou de madeira são mais fáceis de serem adaptadas. Elas podem ser pré moldadas e encaixadas na própria construção. No caso das estruturas metálicas, elas são recicláveis e também podem ser desmontadas e relocadas.

Algo muito recorrente em reformas é a necessidade de reforço estrutural. A estrutura metálica é ideal para essas situações, já que ela pode estar ligada à estrutura de concreto armado.

3. Como evitar surpresas de obra

Algo muito recorrente em obras de reforma são as surpresas durante o processo.

Um cano que não estava previsto.

Uma tubulação estragada.

Um pilar no meio da sala.

Essas surpresas, muitas vezes acabam exigindo adaptações de projeto e retrabalhos. Mas existe uma maneira de evitá-las.

Você já ouviu falar em projeto “as biult”?

Na maioria das vezes, um projeto não é executado exatamente como foi desenhado. Muitas coisas são adaptadas ou mudadas durante a obra.

Para garantir que haja um projeto mostrando como o edifício realmente foi construído, é feito o projeto “as biult”. Ele é realizado após a construção, e mostra exatamente onde está a estrutura e a infraestrutura elétrica e hidráulica.

Quando o edifício passar por reformas, é muito importante que esse projeto seja continuamente atualizado.

Dessa forma, o projeto de reforma pode ser muito mais eficiente.

4. Projeto e execução

O projeto é uma parte essencial da reforma. Projeto é planejamento, ponderação e organização. Com o acompanhamento de um profissional da área, você garante que a sua reforma seja feita de acordo com suas necessidades.

A garantia da sustentabilidade em uma obra está no diálogo entre projeto e execução.

De nada adianta fazer um projeto sustentável, se não há um alinhamento com a execução. Em especial, nos edifícios históricos. A execução deve ser um trabalho muito cuidadoso e bem feito.

Dessa forma, se garante que o máximo seja reaproveitado e preservado.

A sustentabilidade na reforma

Hoje já existem igrejas que se transformaram em escritórios. Galpões industriais que se transformaram em apartamentos. E até casas antigas que se transformaram em museus.

Toma partido da tecnologia não significa que o velho precisa ser descartado. E sim, que existem maneiras sustentáveis de reutilizar a arquitetura. Dando a ela novos usos.

Com um bom projeto e execução, e considerando a história do edifício, a reforma pode sempre se tornar mais sustentável.

O que é uma casa ecológica

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O Que é uma Casa Ecológica

Imagine morar em uma casa integrada à natureza, bem iluminada e com temperaturas agradáveis o ano todo. Além disso, em uma casa ecologicamente correta.

Uma casa ecológica é saudável tanto para seus moradores quanto para o meio ambiente.

Hoje, a escassez de recursos naturais é um incentivo para que cada vez mais pessoas busquem viver com um menor impacto.

Nesse sentido, a casa se torna uma grande aliada. Uma casa ecológica acaba transformando a rotina de seu morador em uma rotina mais ecológica também. Ela permite viver em maior harmonia com o meio natural.

Hoje, existe um grande movimento de valorização de iniciativas ecológicas. Por esse motivo, essas casas tendem a ser valorizadas pelo mercado imobiliário. Além disso, sua concepção permite economia de água e energia elétrica, gerando um bom retorno financeiro.

Se você ainda não sabe o que é uma casa ecológica, fique tranquilo. Neste artigo você vai aprender:

  • Diferença entre uma casa ecológica e uma casa sustentável
  • O que é uma casa ecológica
  • Primeiros passos para construir uma casa ecológica
  • Materiais e técnicas utilizadas

Mas fique atento, para construir qualquer casa, é necessário um suporte técnico de um profissional.

1. O que é uma casa ecológica

Uma casa ecológica é pensada desde o início para tirar partido da natureza ao seu redor. Ela é projetada considerando inúmeros aspectos, como:

  • Orientação solar
  • Clima
  • Tradições locais
  • Materiais disponíveis na região e de baixo impacto
  • Ventos
  • Sombras
  • Relevo
  • Cursos d’água

Muitas vezes, casas ecológicas podem ser uma alternativa mais barata para construir. Afinal, elas tiram proveito da matéria-prima natural disponível.

Utilizando diferentes técnicas construtivas, muitas casas hoje são construídas em forma de mutirão. Assim, a própria comunidade ajuda e aprende em simultâneo.

Em geral, essas casas buscam a autossuficiência. Ou seja, não depender de recursos externos, como água e energia. Mas sim, apoiar-se em uma tecnologia de captação de água e energia de acordo com a disponibilidade.

Você pode estar pensando que todas essas são características de uma casa sustentável, não é mesmo?

Então, qual seria a diferença entre uma casa ecológica e uma casa sustentável?

2. Diferença entre uma casa ecológica e uma casa sustentável

Como visto acima, uma casa ecológica deve ser pensada desde o início para ser concebida em harmonia com a natureza.

Isso significa que ela precisa estar mais próxima desses recursos naturais. De preferência em áreas rurais ou afastadas de grandes centros urbanos.

Já casas sustentáveis, tem uma característica mais adequada à realidade urbana. Contudo, possuem tecnologias que aumentam sua eficiência energética e diminuem seu impacto ambiental.

Portanto, uma casa “normal”, pode se tornar uma casa mais sustentável se, por exemplo, adotar um sistema de coleta de água da chuva. Ou também ao instalar painéis para captação de energia solar.

Se sua intenção é construir uma casa ecológica, veja agora por onde começar.

3. Primeiros passos para construir uma casa ecológica

Antes de qualquer coisa, você deve se familiarizar com o espaço, isto é:

  • Analisar o clima do local

É seco ou úmido? Frio ou quente? As chuvas são frequentes, ou chove pouco? Quanto melhor for esta análise, mais confortável a casa irá ficar.

  • Observe as matérias-primas disponíveis

Veja se há disponibilidade de madeira, terra, areia, bambu, palha e outros mat1eriais que podem ser utilizados na construção.

  • Converse com vizinhos e população local

Com certeza, pessoas que já moram nas proximidades saberão informar sobre o clima e possíveis desvantagens da região. Além disso, elas poderão indicar mão de obra local e serviços para a construção da casa.

  • Observar o caminho do sol e o sombreamento

Essa parte é essencial para o conforto térmico da casa. Ao analisar as partes mais ensolaradas e sombreadas do terreno, é possível otimizar a climatização da casa.

As partes mais sombreadas serão usadas no verão. Já as partes mais ensolaradas, no inverno. O ideal é posicionar os quartos na direção leste, para que recebam o sol da manhã.

Já as varandas, ao serem posicionadas na direção oeste, ajudam a minimizar o aquecimento da casa durante a tarde.

  • Pedir auxílio técnico de um arquiteto ou engenheiro civil

A construção de uma casa envolve inúmeros riscos na questão de segurança. Por isso, é imprescindível ter um profissional capacitado que acompanhe o projeto e a obra.

Além disso, ele possui conhecimentos que auxiliarão na disposição dos espaços, escolha da técnica construtiva, entre outros detalhes importantes.

A bioconstrução é um estilo construtivo presente casas ecológicas e que utiliza de materiais naturais.

4. Materiais e técnicas utilizadas

Existem diversas técnicas construtivas envolvendo a bioconstrução. A escolha da técnica irá depender da mão-de-obra e da matéria-prima presente no local.

Em geral, um dos materiais mais disponíveis no Brasil é a terra. Portanto, a maior parte das técnicas de bioconstrução utilizam terra como matéria-prima.

Aqui, iremos mostrar as técnicas mais comuns no Brasil:

  • Pau a pique ou taipa de mão

Casa ecológica

Técnica original das regiões norte e nordeste, mas também utilizada no cento e sul do país. Primeiro, é feita uma estrutura gradeada com galos, varas ou bambu. Depois, aplica-se manualmente uma massa com terra úmida, composta 40% por argila.

  • Adobe

Casa ecológica

Adobe são tijolos feitos de terra. Utiliza-se o mesmo tipo de terra que o pau a pique. A massa é colocada em formas retangulares, e logo depois retirada e colocada para secagem.

O tijolo maciço, após pronto, é utilizado para levantar paredes. Para o assentamento, geralmente se utiliza de uma massa a base de terra.

  • Tijolo de solo-cimento

Essa ta técnica consiste em uma mistura de terra com 10% de cimento. É um tijolo semelhante aos presentes nas paredes de tijolos aparentes. Sua preparação é feita em uma máquina semi manual que compacta a massa. Então, ele seca por 7 dias e está pronto para ser utilizado.

  • Cob

É uma mistura de terra com palha seca. Essa mistura é aplicada na parede como se fosse uma massa de modelar, sem estrutura adicional. Essa técnica permite formas mais orgânicas e resulta em paredes muito resistentes.

Casa ecológica

Uma técnica conhecia e utilizada no mundo inteiro, é a construção de paredes utilizando formas feitas com tábuas ou chapas metálicas. Essas formas são posicionadas paralelamente entre si. A massa composta de terra e palha é inserida no meio dessa forma. Um pilão manual irá compactar essa terra até que ela se torne um monólito.

Essas técnicas, somadas às estratégias bioclimáticas irão compor uma casa verdadeiramente ecológica.

Afinal, uma casa ecológica

É uma verdadeira sinergia entre o homem e a natureza. Uma possibilidade de morar em um local aconchegante causando o menor impacto possível no meio ambiente.

Casas ecológicas são casas mais saudáveis e que colaboram para um estilo de vida mais sustentável.

Além disso, elas estão sendo cada vez mais valorizadas. O valor de uma casa confortável, aconchegante e próxima da natureza é imensurável. Inclusive, essas casas são mais que necessárias no mundo atual.

Uma casa que sequestra carbono, preserva o ecossistema da fauna e flora local e cria um ‘habitat’ adequado ao ser humano.

Fonte:  IPOEMA

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O vidro reflecta e as vantagens do vidro na arquitetura

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O vidro reflecta e as vantagens do vidro na arquitetura

O uso do vidro na arquitetura e no design de interiores cresce a cada dia.

Enquanto isso, a tecnologia de fabricação de vidros se desenvolve. Hoje já existem diversas opções no mercado. Cada tipo de vidro é ideal para um determinado uso.

Houve um tempo em que vidro era apenas vidro. Todos os vidros eram praticamente iguais. Hoje, com tantas opções no mercado, por vezes ficamos perdidos ao escolher o modelo ideal.

Temperado, laminado, reflecta, vidro de controle solar… Felizmente, essa variedade permite maior segurança e agrega valor estético aos projetos.

Um vidro que têm se popularizado recentemente é o vidro reflecta. Neste artigo, vamos mostrar as características e seus usos na arquitetura e em interiores.

Antes, vamos contextualizar o uso do vidro na arquitetura. Falando sobre:

  • Vantagens do uso do vidro na arquitetura
  • Tipos de vidro e suas características
  • Vidro reflecta: o que é
  • Modelos de vidro reflecta e imagens de referência

Vantagens do uso do vidro na arquitetura

A transparência do vidro confere um aspecto muito importante da arquitetura hoje, que é a relação visual.

O vidro divide e integra ambientes ao mesmo tempo. Ele permite a entrada de sol, passagem de luz, e tem potencial de ampliar visualmente os ambientes. Além disso, integra interior e exterior.

Imagine uma casa que conta com uma paisagem bonita. Quanto mais vidro na fachada da casa, mais ela será valorizada, certo?

Entra as vantagens do vidro estão:

Sustentabilidade: o vidro é um material que pode ser 100% reciclável. No processo, ele é derretido e moldado novamente em uma nova forma. Porém, não são todos os tipos de vidro que podem passar por esse processo. Dependendo de sua fabricação, ele pode receber aditivos que impedem a reciclagem.

Higiene: por ser um material liso e pouco poroso, o vidro é muito fácil de limpar. Ele não acumula ou retém sujeira.

Durabilidade: é resistente ao tempo e não sofre com ataques de compostos químicos.

Aspectos de segurança, no entanto, devem ser levados em consideração e são prioridades.

A Norma Brasileira (NBR 7199-2016) que trata de “Vidros na construção civil – Projeto, execução e aplicações” traz algumas regras para o uso do material. Os profissionais que executam serviços relacionados à vidraçaria são responsáveis por garantir segurança ao usuário.

Pensando justamente na segurança, hoje já foram desenvolvidos vidros mais resistentes. Entre eles estão o vidro temperado e o vidro laminado.

Tipos de vidro e suas características

Aqui, iremos focar somente nos principais tipos de vidro do mercado. Hoje, já existe uma variedade imensa. Contudo, abaixo estão os mais comuns.

  • Vidro comum:

É um vidro monolítico, o mais comum e antigo do mercado. Ele é produzido através do resfriamento de uma massa líquida sílica. É impermeável e pode ser cortado.

O vidro comum pode ser encontrado liso ou com superfície texturizada. Também pode apresentar diferentes cores, como verde, fumê, bronze ou transparente.

Esse vidro pode ser 100% reciclado.

  • Vidro laminado

É composto por duas ou mais camadas de vidro. Essas camadas são unidas por uma película plástica (polinil butiral – PVB). A película que une o vidro pode ser transparente ou receber um tom de cor.

Ele é considerado um vidro de segurança. Isso se deve ao fato de que, quando ele quebra, a película plástica mantém os cacos presos. Ele fica somente com as rachaduras, mas se mantém firme.

  • Vidro Temperado

O vidro temperado recebe esse nome devido ao seu tratamento. Em um processo denominado “têmpora”, ele aquece até uma temperatura de 700ºC. Então, é resfriado bruscamente.

Esse tratamento o torna mais resistente, sendo considerado também um vidro de segurança. Ele chega a ser cinco vezes mais resistente que um vidro comum.

Quando quebra, forma cacos arredondados e pouco cortantes, diminuindo as chances de acidentes.

Além desses três tipos, existe uma grande variedade de outros modelos de vidro. Desde vidros de controle solar até os vidros duplos, que são acústicos.

O vidro reflecta é um vidro que está se popularizando por sua estética.

Vidro reflecta: o que é

O vidro reflecta é translucido e reflexivo em simultâneo.

Sua superfície é espelhada e reflete o ambiente conforme a incidência de luz. Contudo, também possui certa transparência que permite enxergar o que tem dentro.

Mesmo sendo reflexivo, o vidro não apresenta a função de espelho, pois não dá a sensação de profundidade.

Essa característica têm sido muito valorizada no design de interiores. O vidro reflecta pode ser utilizado em portas de armários, cristaleiras, em divisórias e até painéis de TV. Ele deixa o ambiente com aspecto mais sofisticado e aconchegante.

Como o vidro pode ter diferentes cores, ele é adaptável a diferentes estilos e gostos.

O vidro reflecta também pode ser utilizado em fachadas.

vidro reflecta

Guarda corps executado em vidro Reflecta. (Fonte: Archdaily)

Modelos de vidro reflecta e imagens de referência

Existem diferentes tonalidades do vidro reflecta disponíveis.

O reflecta natural já possui um efeito bronze. Contudo, ele pode ser combinado com outras cores a fim de gerar outros efeitos de cor.

As cores principais são: bronze, prata, champanhe e fumê. Veja abaixo alguns exemplos.

Vidro Reflecta Fumê.

Vidro Reflecta Champanhe.

Vidro Reflecta Bronze.

Vidro Reflecta Prata.

Também existe a possibilidade de embutir uma televisão atrás do vidro. Dessa forma, quando a TV estiver desligada, ela não aparece. E quando ela for ligada, ela aparece.

Conclusão

O vidro é um grande aliado da arquitetura e do design. Hoje, a tecnologia permite que ele seja utilizado de diversas formas, cumprindo diferentes funções.

As possibilidades de explorar o material são inúmeras. O vidro, se for usado com criatividade, agrega muito valor à arquitetura.

Casa de Madeira é Sustentável? Confira as Vantagens e Desvantagens

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Casa de Madeira é Sustentável? Confira as Vantagens e Desvantagens

Você moraria em uma casa de madeira?

No Brasil, é muito comum classificar essas casas somente como a mais barata. Por esse motivo, as pessoas ainda possuem certo preconceito com a ideia de ter uma casa de madeira.

De fato, a cultura construtiva aqui está mais voltada para alvenaria e concreto armado.

Casas de madeira são mais comuns no exterior.

Quem nunca viu um programa de televisão mostrando uma casa de madeira ser montada em uma semana?

Em países onde essa técnica já se popularizou, é mais fácil encontrar fornecedores e trabalhadores. Devagar, as casas de madeira estão se popularizando no Brasil também.

Hoje, já existem diversas empresas especializadas nesse método construtivo.

As diversas vantagens da casa de madeira estão quebrando os antigos preconceitos. Muitas pessoas estão optando por essa opção.

Mas será que uma casa de madeira pode ser sustentável?

Com certeza, ela pode.

Confira neste artigo:

  1. Como se constrói uma casa de madeira
  2. Vantagens e desvantagens da casa de madeira
  3. A sustentabilidade na casa de madeira

Se você nunca tinha ouvida falar, ou sonha em morar em uma casa de madeira, leia este artigo até o fim.

1. Como se constrói uma casa de madeira

Uma casa de madeira pode abranger diferentes métodos construtivos.

Ela pode ser inteira de madeira. Desde a estrutura, até piso, paredes, forro, etc. Ou então, pode ser de madeira com outro material. Existem muitas casas de madeira que possuem as paredes hidráulicas (do banheiro e cozinha) de alvenaria, por exemplo.

Casa de madeira

Na maioria das vezes, a parte de madeira é pré-fabricada. Ou seja, tanto a estrutura quando os fechamentos são fabricados fora da construção. Eles chegam na obra prontos para serem montados. Isso traz diversas vantagens na obra, que você verá logo abaixo.

Muitas empresas que vendem casa pré-fabricadas, possuem modelos de casa padronizados. Partindo desses modelos, e permitindo algumas adaptações.

De qualquer maneira, essas casas também precisam de alvará da prefeitura. Assim como aprovação do projeto arquitetônico legal.

As principais madeiras que são utilizadas para construir são:

  • Imbuia;
  • Pinus;
  • Macaranduba;
  • Angelim
  • Ipê

A qualidade da casa dependerá muito da qualidade da madeira que for utilizada. É sempre importante verificar a procedência da madeira com seu fornecedor. Assim você garante que não estará destruindo florestas.

2. Vantagens e desvantagens

A melhor maneira de conhecer esse método construtivo é discutir suas vantagens e desvantagens.

Vantagens

  • Custo

Sim, uma das principais vantagens da casa de madeira realmente é o custo reduzido. Tudo o que envolve seu método construtivo tem custos menores em relação à alvenaria.

Isso porque geralmente elas são pré-fabricadas. Ou seja, é tudo modulado, montado e entregue “pronto”.

Você pode economizar de 15% a 60% optando por uma casa de madeira.

  • Rapidez

A casa de madeira pode ser construída muito mais rápido. As paredes, a estrutura e as esquadrias vêm prontas e precisam somente ser encaixadas.

Dessa forma, a montagem dessas casas podem levar menos de dois meses.

  • Isolamento térmico

Você já percebeu como é mais confortável andar descalço em um piso de madeira. Ele é mais quente, mais aconchegante.

A madeira é um isolante térmico natural. Por isso, ela tende a deixar a casa sempre em uma temperatura ambiente e confortável. Mantendo-se fresca no verão e confortável no inverno.

Além disso, em técnicas como o woodframe permitem reforçar o isolamento. Nesse caso, inserem-se camadas intermediárias de material isolante. Que pode ser lã de vidro ou poliestireno expandido.

  • Beleza

A madeira é um material natural. Além de trazer a biofilia para o ambiente, ela traz a sensação de aconchego e acolhimento. Confere um toque mais natural e rústico para as casas.

  • Durabilidade

Uma casa de madeira possui ótima durabilidade. Isso, contudo, dependerá de dois fatores: sua execução e manutenção. Se a casa foi bem executada, e a manutenção é feita periodicamente, ela pode durar muitos anos.

Agora, fique atente a algumas desvantagens da casa de madeira.

Desvantagens:

  • Logística

Toda a facilidade de montagem da casa citada anteriormente, depende das características do terreno. Se ele for muito acidentado, precisará ser nivelado antes.

Nesse caso, casas padronizadas não se adaptam muito bem a terrenos com diferentes níveis.

  • Manutenção

Com certeza, a manutenção de uma casa de madeira deve ser mais frequente. A madeira pode sofrer com insolação, umidade, ou insetos.

Por isso, é necessário que, antes da construção, o terreno seja detetizado. Além disso, a madeira precisa de tratamento antichamas e contra pragas. E esse tratamento precisa ser refeito periodicamente.

  • Ruídos

Com o tempo, é possível que a madeira trabalhe. Por ser um material natural, é normal que ela sofra algumas alterações ao longo do tempo e do ano. Principalmente com as mudanças de temperatura, que podem fazer com que a madeira provoque pequenos estalos.

Com o tempo, um piso de madeira também pode provocar ruídos enquanto as pessoas andam por cima.

  • Pouca flexibilidade

No caso das casas pré-fabricadas, muitas vezes o projeto da casa é pouco flexível. Ou seja, você não encontra nada muito personalizado. Você pode escolher entre os modelos prontos, o que se adapta melhor para sua necessidade.

Analisando essas vantagens e desvantagens, é necessário olhar para cada contexto e ver onde essa casa se adapta melhor.

3. A sustentabilidade na casa de madeira

Ao avaliar a sustentabilidade, é necessário observar suas três esferas: ambiental, econômica e social.

Casa de Madeira

Na esfera ambiental, é preciso avaliar principalmente a origem da madeira. Se a madeira for de reflorestamento, ela será mais ecológica. E quanto mais perto sua origem, melhor. Sempre que possível, dê preferência a materiais de sua região.

Além disso, a construção com materiais pré fabricados evita que haja desperdício de material na obra.

O conforto térmico que ela oferece ao usuário, e a facilidade de execução podem ser considerados os fatores sociais.

Contudo, até a técnica se popularizar, é possível que não haja mão de obra especializada em todos os lugares ainda.

Em relação à economia, as casas de madeira se apresentam como uma opção verdadeiramente econômica. Sendo sua construção mais rápida, tem-se um bom custo benefício em um curto espaço de tempo.

Uma casa de madeira sustentável

É uma ótima alternativa para quem precisa de uma obra rápida e aprecia o aconchego da casa de madeira.

Dependendo do contexto, pode ser considerada uma opção muito sustentável. Se você pensa em construir, confira a disponibilidade do serviço na sua região.

E não se esqueça de contratar um profissional especializado para garantir segurança e qualidade em sua casa.

As Vantagens e Desvantagens da Telha de Plástico

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As Vantagens e Desvantagens da Telha de Plástico

Vocês já viram as palavras telha e plástico na mesma frase? Não parece combinar muito bem, não é mesmo?

As telhas de plástico são um produto relativamente novo na construção civil. E têm se popularizado nos últimos anos. Elas são feitas a partir de PVC, que é um material reciclável. E são produzidas em formatos grandes, o que facilita a instalação.

Vistas de longe, podem parecer um telhado comum, de telhas coloniais.

Isso porque as telhas de plástico imitam diversos formatos de telhado. Elas possuem alguns modelos com formas e cores diferentes.

Telha de Plastico

Chegando mais perto, você percebe que, na verdade, as telhas são uma grande placa de plástico.

Porque alguém teria um telhado de plástico?

Além de ser um produto versátil, existem algumas vantagens. Neste artigo, você irá conhecer:

  1. O que são as telhas de plástico
  2. Vantagens e desvantagens
  3. Questão sustentável – durabilidade e reciclagem

O telhado é uma parte muito importante de uma construção. Por isso, é essencial que ele seja de boa qualidade.

Também é importante que ele se adapte ao modelo de construção que você pretende realizar.

Ou seja, é interessante que você conheça muito bem o produto antes de adotá-lo em seus projetos ou obras.

1. O que são as telhas de plástico

As telhas de plástico, na verdade, não são telhas. São placas para cobertura que geralmente apresentam as seguintes medidas:

  • 230 cm x 86 cm
  • 242 cm x 88 cm
  • 328 cm x 88 cm

A parte superior dessas placas possui uma textura que imita um telhado convencional. Por isso, são chamadas telhas de plástico.

Elas são feitas de PVC (Policloreto de Vinila). O PVC é um polímero 100% reciclável. Porém, depois você vai ver que isso não o torna tão sustentável assim.

Telha de Plastico

Em sua composição, estão microesferas de borracha. Isso lhe confere mais resistência, evita que ele resseque e reduz o ruído da chuva.

Geralmente, as telhas de plástico são encontradas nas cores alaranjado, marfim ou branca.

Por ser um elemento relacionado à segurança das construções, as telhas de plástico precisam atender a normas. Deste modo, garante-se que elas sejam resistentes. Também, são apropriadas à praticamente qualquer construção em qualquer lugar do mundo.

A preparação da estrutura do telhado também é importante. Ela deve obedecer às especificações do fabricante da telha. Respeitando a distância entre os apoios.

2. Vantagens e desvantagens

Abaixo, seguem algumas vantagens e desvantagens do uso da telha de plástico.

Vantagens:

  • Economia:

A economia da telha de plástico não está relacionada somente ao valor da telha em si. Como ele é muito mais leve que um telhado cerâmico, não exige tanta estrutura. Ou seja, você economiza na madeira que vai abaixo do telhado como apoio.

Telha de Plastico

Além disso, o manuseio e instalação desse talhado é muito mais fácil e rápido. O que diminui o valor da mão de obra.

  • Fácil manuseio

A segunda vantagem está relacionada justamente ao manuseio. O tamanho maior e a leveza traz muita rapidez e eficiência na sua instalação.

  • Antichamas

O PVC é um material que não propaga fogo. Essa característica traz muita segurança para a construção.

  • Inclinação baixa

A inclinação mínima de um telhado com telhas de plástico é de 10%. Quando o telhado possui só uma água, a inclinação pode diminuir para 5%. Inclinações baixas também facilitam a construção de um telhado. E tornam ele mais versátil.

  • Proteção UV

As telhas de plástico possuem uma camada de proteção feito com acrílico. Essa proteção atua refletindo os raios UV. Dessa maneira, protege e preserva a cor da telha.

  • Limpeza

O plástico é um material de fácil limpeza. Água e sabão são suficientes. As telhas são, inclusive, autolimpantes, ficando limpas apenas pela ação da chuva.

Além disso, não retém sujeira, fungos ou bactérias.

Apesar das inúmeras vantagens. As telhas de plástico também possuem algumas desvantagens que devem ser levadas em consideração.

Desvantagens:

  • Pouco resistente ao vento

A leveza do material lhe confere tanto uma vantagem como também uma desvantagem. Se as telhas não estiverem muito bem presas à estrutura, elas podem ser arrancadas pela força do vento. Principalmente quando há entrada de ar abaixo das telhas.

A ventilação, no entanto, pode ser necessária em outra situação.

  • Desempenho térmico

Na questão térmica, a telha de plástico pode apresentar alguns problemas.

Como o plástico é um material que não absorve umidade, as telhas podem sofrer condensação na parte inferior. Ou seja, a parte de baixo do telhado fica molhada em ocasiões de mudança de temperatura. Nesse caso, a ventilação seria benéfica.

Outra questão é sua espessura. Por ser um elemento fino, ele permite grande passagem de calor. Ou seja, no momento em que recebe muitos raios solares, irá transmitir esse calor para o ambiente.

3. Questão sustentável – durabilidade e reciclagem

E agora?

Vivem dizendo por aí que plástico não é um material sustentável, não é mesmo?

De fato, a reciclagem do plástico ainda é muito difícil de ocorrer. Isso acarreta um nível muito alto de poluição por este material. Afinal, o plástico precisa de 400 anos em média para se decompor.

Portanto, é aconselhável conferir com o fabricante acerca da responsabilidade de descarte. Ou até mesmo se a empresa recolhe o material e se responsabiliza por encaminhar para a reciclagem.

Consideramos que um produto possui um design sustentável, quando ele é pensado nos princípios “Cradle to Cradle”, que significa “do berço ao berço”.

Neste princípio, um produto deve ser criado considerando seu descarte e reciclagem.

Outro ponto, é o custo benefício, tendo em conta sua durabilidade de 20 anos e a resistência. Muitas vezes, esse é um fator social importante a ser considerado. Outro fator social é a facilidade de instalação, tornando o trabalho da mão de obra muito mais fácil.

Além disso, há a economia de madeira na estrutura do talhado.

Ou seja, se é sustentável ou não, depende do contexto.

Conclusão

Agora você conhece mais um material novo e diferenciado do mercado. Todos os materiais que imitam outros materiais, tendem a trazer vantagens econômicas ou de desempenho.

No caso da telha de plástico em comparação a um telhado cerâmico, a principal diferença fica na leveza e processo de instalação. Porém, a telha cerâmica também possui vantagens sobre a de plástico.

Por isso, é muito importante levar todos os fatores em consideração.

8 Maiores Tendências Deste Ano na Arquitetura e Design de Interiores

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8 Maiores Tendências Deste Ano na Arquitetura e Design de Interiores

Neste artigo iremos abordar as principais tendências deste ano na arquitetura.

Afinal, precisamos estar sempre abertos às novidades e atentos ao desenvolvimento do mercado. A sustentabilidade também evolui, junto às suas estratégias. É importante prestar atenção nas tendências para que possamos ser resilientes.

Contudo, antes de começar, você sabe o que é uma tendência?

Ao contrário do que muitos pensam, tendência não é uma previsão do futuro. Mas sim, uma observação atenta do momento presente. Sobre o que está acontecendo no mundo. A partir dessa observação, definem-se os comportamentos que tendem a ser adotados.

No último ano, o mundo passou por diversos desafios e transformações. Isso mudou a maneira com a qual muitas pessoas se relacionam com a arquitetura.

Portanto, muitas tendências para este ano estão relacionadas à essas mudanças.

As pessoas passaram mais tempo em casa. Inclusive, muitas começaram a trabalhar em casa. As empresas foram obrigadas a investir em presença digital. Muitas reuniões passaram a ser feitas à distância.

Tudo isso despertou nas pessoas algumas necessidades. Entre elas, estão um contato maior com a natureza, a percepção do que é essencial e o reconhecimento da tecnologia como aliada.

Também é interessante observar como algumas tendências são recorrentes. Um material que era utilizado nos anos 40, pode, por exemplo, voltar a ser tendência hoje.

A partir disso, listamos 8 tendências para o ano de 2021. Relacionadas a materiais, formas, conceitos e comportamentos.

1. Formas curvas

Uma grande tendência principalmente no design de interiores. As formas curvas vem ganhando cada vez mais espaço. Elas estão diretamente relacionadas ao design biofílico.

As formas curvas estão intensamente presentes na natureza. Diferente de formas retas, ou elementos pontiagudos. Além disso, elas transmitem uma sensação de segurança e de acolhimento.

Tendência

As formas curvas aparecem em móveis, em estampas e na decoração.

2. Urban Jungle – Floresta urbana

Esse nome, original do inglês, surgiu para definir um ambiente que possui muitas plantas. O que seria quase uma floresta urbana.

Tendência

A necessidade de um maior contato com a natureza sem poder sair de casa, despertou o desejo de ter plantas em casa. Ou em espaços corporativos.

As plantas trazem vida, purificam o ar e são consideradas por muitos, como terapêuticas. Contudo, é importante escolher as espécies corretas que irão se adaptar bem ao ambiente interno.

Se você é uma dessas pessoas que gosta de decorar a casa com plantas, vai gostar deste artigo sobre plantas para interiores.

3. Tijolo de vidro

Esse é um daqueles materiais que “voltou à moda”. Foi muito utilizado nos anos 40, inclusive em famosas obras de arquitetura. E hoje, o tijolo de vidro está de volta nos mais recentes projetos de arquitetura e interiores.

Por ser um elemento que permite a passagem de luz, sua função é muito vantajosa. Já que, em simultâneo, distorce os elementos que estão do outro lado. Ele pode ser utilizado em fachadas e divisórias, mantendo a privacidade dos ambientes.

4. Estruturas metálicas

Hoje, muitas pessoas estão preferindo reformar e preservar construções mais antigas. Isso é muito bom de um ponto de vista sustentável. Reutilizar ao invés de demolir.

Nesse contexto, as estruturas metálicas surgem como alternativas de reforço estrutural. Em diversos casos, elas ficam aparentes, compondo com a decoração do espaço, em um estilo mais industrial.

Estruturas metálicas também são modulares e leves. Características que lhe confere grande flexibilidade. Podem ser montadas, desmontadas, e transferidas para outros locais com certa facilidade. Além de o metal ser um material reciclável.

5. Tecnologia e automação

A tecnologia está cada vez mais presente na arquitetura. Ao aproveitá-la de maneira consciente, as vantagens incluem economia, conforto e eficiência.

Tendência

É importante destacar que a tecnologia não é o oposto do contato com a natureza. Mas sim, pode facilitar esse contato. Como revestimentos que permitem a entrada de luz do sol, texturas naturais, ilusões de ótica e assim por diante.

Inclusive, a tecnologia é uma grande aliada na eficiência energética. Desde a captação de energias renováveis até no desempenho de aparelhos eletrônicos. Dessa forma, é imprescindível que a arquitetura sustentável conte com boas soluções tecnológicas.

6. Experiências

A arquitetura sensorial e o espaço como palco de experiências também é uma grande tendência. Principalmente na arquitetura comercial.

As pessoas amam encontrar o inesperado e a novidade. Com a ascensão das redes sociais, quando mais personalidade um espaço possui, mais ele será divulgado. As pessoas estão sempre em busca de cenários para suas fotos.

Nesse sentido, a arquitetura em sintonia com a natureza também pode criar essas experiências. Com efeitos de luz e sombra, janelas que valorizam a vista, paredes verdes e participação de materiais naturais como terra, madeira e bambu.

7. Minimalismo

Outra atitude que tende a aumentar é o desapego. Devagar, as pessoas vão percebendo o que é realmente essencial. Durante o período de quarentena, muitos se depararam com uma casa cheia de objetos entulhados e sem uso.

Tiny House

Dessa forma, percebe-se o que é realmente essencial. Muitas pessoas, inclusive, estão mudando para casa menores. Você já ouviu falar em Tiny Houses? Esse é um movimento que surgiu do minimalismo.

Inspiradas nesse movimento, muitas pessoas estão se desapegando de seus bens materiais. Para então, morar em casas verdadeiramente pequenas.

8. Decoração afetiva

Outra questão que ganha mais importância é sobre a decoração. As pessoas estão mudando a maneira como decoram a casa.

Muitos pararam de adquirir somente objetos de decoração da moda. Ou de decorar toda a casa de uma vez.

A tendência é decorar a casa de acordo com a sua personalidade e história. A decoração afetiva é sobre trazer objetos importantes e especiais para a casa. Dessa forma, o espaço ganha uma decoração que faz sentido. Assim, ela não se torna cansativa. E você não fica refém de modismos.

A grande tendência é sempre evoluir

Mais sustentabilidade, mais conforto, mais alegria, mais economia, mais saúde. As tendências são o retrato da nossa evolução como sociedade. Na arquitetura, é muito importante estar a par das novidades. Para que nossos projetos sejam cada vez melhores.

É importante ressaltar que uma tendência difere de algo que está na moda. As modas momentâneas devem ser utilizadas com muito cuidado.

De maneira geral, pode-se dizer que tudo deve ser usado com propósito. Ou seja, não é a moda pela moda. Nem a tendência pela tendência. Mas sim, perceber as necessidades da sociedade para que a arquitetura evolua para atendê-las.

Novidade nos negócios: tudo o que você precisa saber sobre ESG

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Novidade nos negócios: tudo o que você precisa saber sobre ESG

Você já ouviu falar na sigla ESG?

Ela vem aparecendo nas mais recentes notícias sobre investimentos e bolsa de valores.

Basicamente, esta é uma forma de se investir em sustentabilidade. E ela tem se disseminado cada vez mais no mundo dos negócios

A sigla ESG, em inglês, significa Environment, Social e Gonvernance. Traduzindo, têm-se os termos meio ambiente, social, e governança. Ou seja, se aproxima muito dos três pilares da sustentabilidade, que são o econômico, o social e o ambiental.

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O ESG auxilia na avaliação sobre o quanto uma empresa possui boas práticas nesses três quesitos. De certa forma, ele incentiva que empresas adotem ações e valores relacionados à sustentabilidade.

Mas como a sustentabilidade e os investimentos podem se relacionar?

Neste artigo, você verá que sim, a sustentabilidade é o futuro dos negócios. E diversos fatores já comprovam isso.

Hoje, a maior parte dos consumidores quer saber de onde vem o produto que estão comprando.

As pessoas já não compram de empresas envolvidas com trabalho escravo, ou desastres ambientais. Além de muitos outros fatores que demonstram falta de seriedade.

Questões como os valores de uma empresa se tornaram muito importantes.

E no mundo dos investimentos não é diferente. Todos preferem investir nas empresas com as quais se identificam.

E o ESG, onde fica?

Fique tranquilo, neste artigo você vai aprender:

  1. O que é, exatamente, o ESG
  2. Como investir em fundos ESG
  3. Quais os fatores que o índice mede
  4. Vantagens e desvantagens

Esteja preparado para conhecer uma revolução nos investimentos.

Antes de tudo, é necessário definir mais precisamente o ESG.

1. O que é, exatamente, o ESG

Tempos atrás, adotar ações sustentáveis era sinônimo de abrir mão do desempenho da empresa. Muitas empresas praticavam ações corruptas em busca de um lucro sempre maior.

Hoje não é mais assim. Além de os clientes estarem mais conscientes, práticas sustentáveis são beneficiais ao longo prazo. E ajudam no crescimento de empresas.

O ESG é um índice que avalia as boas práticas de uma empresa. Essas boas práticas vão demonstrar a sua solidez. E também, sua responsabilidade com a sustentabilidade.

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O índice permite que você saiba quais empresas possuem princípios sustentáveis. Ele é uma possibilidade de se investir na bolsa de valores, porém em algo que vai além de somente dinheiro. Assim, garante mais segurança em investimentos de longo prazo.

De certa forma, você estará investindo e apoiando boas práticas.

Porque esses investimentos são mais seguros?

Uma empresa que possui boas práticas ambientais, sociais e de governança, possui muito mais chances de prosperar. Pode-se dizer que elas não são propensas à corrupção.

Do outro lado, empresas irresponsáveis podem acabar arcando com multas e penalidades. Além de perder clientes ao longo do tempo. Já é clara a perda de credibilidade de uma empresa quando envolvida em desastre ambiental ou escândalo

2. Como investir em fundos ESG

Primeiro, é necessário conhecer as companhias listadas na bolsa de valores que atendem aos critérios ESG.

Para isso, existem os indicadores de sustentabilidade da B3, que são:

  • ISE: Índice de Sustentabilidade Empresarial
  • ICO2: Índice de Carbono Eficiente
  • IGCT: Índice de Governança Coorporativa

Também é possível investir na rentabilidade de cada um desses índices, através de ETFs. ETF é uma maneira de investir diretamente na rentabilidade de determinado ativo. Como os índices acima.

Ou, também é possível investir em fundos de fundos, os FOF. Existem alguns fundos em que as taxas de manutenção são doadas a projetos sociais, por exemplo.

Uma grande questão é, como medir a sustentabilidade? Quais são os critérios?

Alguns fundamentos são necessários para quantificar boas práticas. Afinal, isso pode ser algo muito relativo.

3. Quais os fatores que o índice mede

Às vezes, nos vemos muito pequenos para tomar atitudes que realmente façam diferença no mundo. É muito comum que as pessoas coloquem toda a responsabilidade em grandes empresas. Contudo, cabe a nós, decidir qual empresa merece ou não o nosso apoio.

Dentro de cada um dos três termos do ESG, existem diversas ações que são medidas. Através de relatórios e dados, qualquer empresa pode ser avaliada através do padrão da ESG.

Veja abaixo os principais critérios:

Environment / Meio Ambiente:

  • Uso da água
  • Gerenciamento de resíduos e efluentes
  • Eficiência Energética
  • Uso de recursos naturais
  • Poluição

Social:

  • Boas relações com os trabalhadores
  • Boas relações com os clientes
  • Inclusão e diversidade
  • Direitos Humanos
  • Relação com a comunidade
  • Privacidade e proteção de dados

Governança:

  • Ética e transparência
  • Decisões administrativas democráticas
  • Diversidade na composição do conselho administrativo
  • Políticas de remuneração

Todas essas são consideradas boas práticas. Que, além de sustentáveis, trazem inúmeros benefícios ao crescimento da empresa.

Dessa maneira, quando você investe em ESG, estará investindo e incentivando todos os fatores listados acima.

Vantagens e desvantagens

É importante analisar o conceito de uma maneira global. Ressaltando não somente as vantagens. Mas também alguns pontos onde o ESG ainda precisa se desenvolver.

Muitas vantagens já foram citadas aqui. Como:

  • Competitividade de longo prazo
  • Investimentos socialmente positivos
  • Melhores fundamentos para aplicação de dinheiro

O índice ESG também é muito bom e eficiente para comparar empresas. Ou seja, analisar o desempenho da empresa A, em relação à empresa B.

Contudo, essa análise é feita a partir de dados. Dessa forma, dificulta compreender questões mais implícitas. Como, por exemplo, observar qual a missão geral da empresa.

Além disso, existem algumas divergências sobre quais aspectos são mais importantes. Questões ambientais, sociais ou de governança? Tudo é muito relativo.

Isso significa que, quanto mais empresas adotarem estratégias sustentáveis, melhor será o padrão de comparação.

Se todas as empresas fossem corruptas, bastaria uma empresa não ser corrupta para se destacar. Porém, com mais empresas adotando boas práticas, dissemina-se essa necessidade.

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O ESG e as boas práticas

Se você leu até aqui, já está familiarizado com o conceito de investir em sustentabilidade. Através da bolsa de valores e o ESG, a responsabilidade de incentivar boas companhias está ao alcance de cada vez mais pessoas.

Já passou a época em que o lucro era justificativa para más ações. Com a disseminação de informações e dados, as pessoas estão hoje mais exigentes.

Como empresa, como pessoa e como sociedade, vale lembrar que boas práticas trazem somente vantagens.

O que Nunca te Contaram Sobre a Reciclagem

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O que Nunca te Contaram Sobre a Reciclagem

Você separa o lixo para reciclagem em sua casa?

Muitas pessoas pensam que o simples fato de separar os resíduos recicláveis já garante que eles serão reciclados. Porém, a reciclagem é um sistema muito mais complexo.

Os resíduos sólidos ainda são um tema pouco discutido. Na falta de informações, muitas pessoas não sabem a maneira correta de separar os resíduos.

Perguntas como estas costumam surgir:

  • Qual a diferença entre reciclável e reciclado?
  • É necessário lavar o lixo reciclável?
  • Tudo o que se coloca no lixo reciclável é reciclado?
  • Isopor é reciclável?
  • Precisamos separar o vidro de outros resíduos?

Essas e mais perguntas serão respondidas neste artigo.

Na verdade, nós não somos os únicos responsáveis pelo sucesso da reciclagem. Ela depende da colaboração do estado, empresas e sociedade civil.

O fato de um produto ser reciclado está diretamente ligado ao seu valor de mercado.

Iremos começar este artigo esclarecendo a diferença entre reciclável e reciclado. Então, você vai aprender como funciona a reciclagem e quais materiais são recicláveis e quais não são.

Quanto mais conhecimento se adquire, mais se pode tomar atitudes corretas.

1. Reciclado x Reciclável

Materiais reciclados são aqueles provenientes de um processo de reciclagem. Ou seja, a matéria-prima utilizada para produzi-lo vem de outro produto ou desse mesmo produto.

Um exemplo muito claro é o papel reciclado. A folha de papel reciclado contém diversas fibras. Afinal ele é proveniente de um processo de reciclagem de papel.

Já os materiais recicláveis são materiais com potencial de passar pelo processo de reciclagem. E assim, dar origem a um produto reciclado.

O papel branco, por exemplo, é um produto reciclável. Afinal, ele foi produzido a partir da extração da matéria-prima virgem. Após ser utilizado, pode passar por um processo de reciclagem e se tornar um papel reciclado.

O plástico, um dos materiais com maior tempo de decomposição, pode passar por várias etapas de reciclagem. Contudo, ao passar por cada uma dessas etapas, ele vai perdendo sua qualidade. Até chegar ao fim da cadeia e se tornar um plástico reciclado, mas não reciclável.

2. Como funciona a reciclagem

O processo de reciclagem vai depender de cada cidade.

Antes de tudo, é necessário saber se há coleta seletiva em sua cidade. Muitas cidades brasileiras ainda não contam com a coleta separada de resíduos. Nesse caso, não é possível encaminhar o lixo reciclável.

Onde há coleta seletiva, o lixo reciclável é recolhido e encaminhado para cooperativas de reciclagem. Lá, os coletores separam o lixo em diversas categorias. Após separado, o resíduo é encaminhado de volta para a indústria.

Ou seja, a reciclagem depende da indústria que vai utilizar os resíduos como matéria-prima. Dessa forma, a reciclagem dos materiais vai depender muito de cada cidade.

Em geral, os materiais recicláveis são divididos em quatro categorias:

  • Papel
  • Plástico
  • Vidro
  • Metal

Reciclagem

Dentro dessas categorias, ainda existem inúmeras subcategorias. Essas subcategorias separam os materiais recicláveis dos não recicláveis.

3. O que pode e o que não pode ser reciclado

Veja abaixo, quais materiais você pode separar no lixo reciclável e quais deixar no lixo comum.

Papel

Pode ser reciclado: papel sulfite, jornais, revistas, caixas, papelão, cartolinas, cartões e folhas impressas, em geral.

Não pode ser reciclado: adesivos, fita crepe, etiquetas, papel carbono, papel higiênico, guardanapos e papéis engordurados, metalizados, parafinados ou plastificados.

Plásticos:

Pode ser reciclado: tampas, embalagens de refrigerante (PET), peças de brinquedo, sacos plásticos em geral, potes de alimentos, frascos, tubos e conexões de PVC.

Não pode ser reciclado: acrílicos, espuma, teclados de computador, adesivos, tomadas e tampas de panela.

Metais:

Pode ser reciclado: latas de alumínio, latas de aço (óleo, sardinha, molho de tomate…), canos, ferragens, esquadrias e molduras de quadros.

Não pode ser reciclado: pilhas, esponjas de aço, latas de tinta ou combustível, clipes e grampos.

Vidro:

Pode ser reciclado: potes, frascos, garrafas de bebida, copos e embalagens.

Não pode ser reciclado: espelhos, cristal, vidros temperados, lâmpadas, ampolas de medicamentos, cerâmicas e louças.

É importante lembrar que a reciclagem dos materiais recicláveis depende da indústria e logística de cada cidade.

Por exemplo, o isopor e as embalagens de plástico metalizadas são ambos materiais recicláveis. Contudo, raramente eles são, de fato, reciclados.

Isso se deve ao fato desses produtos serem muito leves. Como eles são vendidos por peso, é necessário separar um grande volume para ter um bom retorno financeiro.

Além disso, tanto o isopor quanto o plástico metalizado chegam sujos nos locais de separação. Isso acaba dificultando as hipóteses de eles serem separados. Ou seja, é uma questão de logística, e não das propriedades do material.

4. Como separar o lixo em casa

Atente-se para os materiais que não podem ser reciclados e não os misture com os materiais recicláveis.

Você pode deixar um bilhete próximo à lixeira com a lista de materiais recicláveis, assim você garante que irá lembrar.

Os resíduos recicláveis devem ser lavados antes de ir para a lixeira. Assim, garante-se a salubridade dos galpões de reciclagem. Também se evita a proliferação de mau cheiro e de animais no local de trabalho das cooperativas.

Os materiais não recicláveis devem ser separados com os rejeitos. Rejeito é o nome dado ao lixo que não pode ser compostado nem reciclado. A destinação mais correta para os rejeitos são os aterros sanitários.

Para o lixo orgânico, existe a alternativa da compostagem. A compostagem pode ser feita em casa ou em hortas comunitárias.

Veja neste artigo tudo o que você precisa saber sobre Composteiras.

Tome muito cuidado ao descartar o vidro. Como é um material que quebra e pode machucar, separe em recipientes exclusivos e indique que eles contêm vidro.

Concluindo…

Se a sua cidade ainda não possui coleta seletiva, cobre do município para que ela seja implementada. Se há coleta seletiva, faça sua parte ao separar corretamente os resíduos.

A reciclagem é uma alternativa à poluição do meio ambiente. Contudo, hoje poucos produtos recicláveis são realmente reciclados. Precisamos nos responsabilizar pelos resíduos que geramos.

Diversas atitudes podem contribuir, como dar preferência para embalagens recicláveis ou biodegradáveis. Uma atitude muito importante é conhecer a logística de reciclagem de sua cidade para contribuir de forma correta.

O que é o tijolo de vidro e como usá-lo na arquitetura

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O que é o tijolo de vidro e como usá-lo na arquitetura

Os tijolos de vidro são novamente uma tendência na arquitetura.

Como assim, tijolos de vidro?

Se você não sabe de que se trata um tijolo de vidro, siga acompanhando este artigo.

Tijolo de Vidro

O tijolo de vidro não é uma novidade na arquitetura. Eles já são utilizados há mais de 100 anos.

O produto foi patenteado em 1907. A ideia surgiu a partir da utilização de prismas em coberturas. Na época, esses elementos de vidro eram utilizados para iluminar espaços subterrâneos.

O tijolo de vidro surgiu como uma alternativa mais fácil para esses prismas. Na época, o vidro era um grande símbolo do futuro.

Contudo, ele se tornou acessível e se disseminou na arquitetura somente entre 1930 e 1940. Nesta época houve um verdadeiro “estouro” dos tijolos de vidro em construções. Ele foi inclusive utilizado em algumas obras de Oscar Niemeyer.

Logo depois o elemento se tornou ultrapassado.

Porém, as tendências são cíclicas. Muitas vezes nos deparamos com modas que se repetem depois de anos em desuso.

Foi o caso do tijolo de vidro.

Hoje, ele voltou a ser muito usado na arquitetura. Suas características técnicas fazem dele um elemento construtivo muito vantajoso. Além de permitir a entrada de luz natural, ele garante privacidade.

Siga neste artigo para aprender mais sobre o tijolo de vidro. Você vai ler sobre:

  • O que é um tijolo de vidro
  • As diferentes categorias de tijolo de vidro
  • Vantagens do tijolo de vidro
  • Alguns cuidados
  • Como o tijolo de vidro pode ser usado na arquitetura

1. O que é um tijolo de vidro

O tijolo de vidro é um elemento construtivo. Ele se comporta quase como um tijolo. Pode formar paredes que separam dois ambientes internos ou a área externa da área interna.

A construção de uma parede é semelhante ao método da alvenaria. É necessária uma argamassa específica, espaçadores, cimento e também um reforço em aço.

Ao contrário do que alguns pensam, o tijolo de vidro é um material muito resistente. Mesmo sendo feita a partir do vidro.

Isso porque ele possui uma espessura de 5 a 12 centímetros. Além disso, é formado por duas peças de vidro que são fundidas entre si, criando uma camada de ar entre elas. Ou seja, o tijolo de vidro possui uma camada de ar em seu interior.

A sustentabilidade do tijolo de vidro não está relacionada somente aos benefícios biofílicos. Mas também está presente em sua composição.

Esse material é composto a partir de restos de vidro, sílica, carbonato de sódio e cálcio.

E, dependendo do modelo, pode receber alguns elementos adicionais.

2. As diferentes categorias de tijolo de vidro

A fabricação dos tijolos de vidro permite variação de cores e texturas.

Eles podem ter acabamento liso, ondulado, ou texturizado. Podem ser incolores ou coloridos. Existem versões metalizadas, translúcidas o jateadas.

Todas essas características, somadas às variações de cor, podem oferecer efeitos muito interessantes de luz e sombra.

tijolo de vidro

Eles podem ser blocos totalmente fechados, ou blocos vazados. Os blocos vazados permitem a passagem de ventilação no ambiente, além da luz.

Independentemente do acabamento, todos oferecem privacidade. Mesmo nos tijolos mais lisos, não é possível enxergar com detalhes o que está do outro lado, somente silhuetas.

Além disso, a iluminação que passa pelo tijolo se torna difusa, nunca uma luz direta.

3. Vantagens do tijolo de vidro

As principais vantagens estão ligadas à sua propriedade translúcida.

Isso permite que ele seja utilizado como uma divisória de ambientes que permite a passagem de luz. Ou seja, você pode substituir uma parede com grandes janelas por uma parede de tijolo de vidro. E assim garantir sua privacidade.

Além disso, o vidro é um material muito fácil de limpar. Ele não acumula sujeira e é resistente à poeira, maresia, poluição e produtos de limpeza.

Se bem executado, sua durabilidade é muito longa.

O ar presente em seu interior, faz com que ele seja um ótimo isolante térmico e acústico. Afinal, ele reduz a propagação de ondas sonoras e barra a passagem de calor por condução ou convecção.

4. Alguns cuidados

Antes de mostrar exemplos de como ele é usado na arquitetura, é importante destacar alguns detalhes.

O tijolo de vidro não possui função estrutural, ele é somente um elemento de vedação. Ou seja, não é resistente e não pode servir como apoio para outros elementos construtivos.

Em uma linguagem mais fácil, não coloque nada muito pesado apoiado em uma parede de tijolos de vidro.

Existe uma norma internacional que discorre sobre os tipos de tijolos de vidro, a ISO TC 106/SG1. Essa norma garante que o processo de fabricação seja realizado seguindo padrões de qualidade.

A espessura de um tijolo de vidro pode variar de 5 a 12 centímetros. Portanto, é necessário cuidar no alinhamento ao combina-lo com alvenaria convencional.

Se a parede de tijolos de vidro não estiver entre paredes de alvenaria, é necessário cuidar com as quinas. Geralmente, são utilizados acabamentos como granito, mármore, madeira, ou a própria argamassa.

5. Como o tijolo de vidro pode ser usado na arquitetura

  • Em Fachadas

Tijolo de vidro

Quando utilizado em fachadas, ele permite iluminar o interior de uma construção. Mantendo a privacidade pela vista de fora.

  • Divisórias internas

Sabe aquela sala ou banheiro mal iluminado? Uma divisória com tijolos de vidro pode resolver esse problema. Dessa maneira, ele transmite a luz de um ambiente para o outro, sem a necessidade de integrá-los.

  • Sensações e experiência na arquitetura comercial

O jogo de luz, sombras e cores que o ele oferece pode ser um aliado da arquitetura comercial. Afinal, está sempre em busca de chamar atenção das pessoas através de experiências inusitadas.

Conclusão

O tijolo de vidro é um elemento de grande potencial. Se bem explorado, traz inúmeras vantagens para a arquitetura e o bem-estar dos espaços.

Como as tendências são variáveis, nada impede que ele logo saia de moda novamente. Por esse motivo, deve-se garantir que o material seja utilizado com um propósito funcional. E não somente por estar na moda.

Fonte das Imagens: Archdaily

O que são águas pluviais e por que elas merecem sua atenção

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O que são águas pluviais e por que elas merecem sua atenção

Ao contrário do que muitos pensam, águas pluviais não são consideradas esgoto. Os sistemas de esgoto e de águas pluviais funcionam de maneira separada.

Em geral, as cidades possuem sistemas que garantem serviços básicos à população. Entre eles, estão os sistemas de distribuição de água, energia elétrica, sistema viário, tratamento de esgoto e drenagem urbana.

A drenagem é a responsável pelo recolhimento da água da chuva, as águas pluviais.

Esse sistema é muito importante, visto que as cidades estão cada dia mais impermeáveis.

Ou seja, águas pluviais são as águas da chuva. Estas, ao não serem absorvidas pelo solo, precisam de um sistema que as direciona aos rios e córregos mais próximos.

Existem diversos problemas que envolvem a falta de drenagem urbana.

Neste artigo, iremos mostrar esses problemas e apresentar algumas soluções.

Você irá aprender:

  • Como é o ciclo da água no planeta
  • Como funciona um sistema de águas pluviais
  • Problemas gerados pelo mau gerenciamento de águas pluviais
  • Algumas alternativas para as cidades

Para entender a importância de um bom sistema de drenagem, é necessário compreender os ciclos da água.

1. Como é o ciclo da água no planeta

Você sabia que a floresta amazônica é uma das principais fontes de chuva do Brasil?

As árvores, através da transpiração, liberam vapor para a atmosfera. Vapor é a água em seu estado gasoso. Assim como acontece na evaporação das águas de rios e mares, esses vapores formam as nuvens.

Quando essas nuvens se chocam com massas de ar frias, o vapor se transforma em água no estado líquido, causando chuva.

Em florestas ou regiões rurais, a água da chuva é absorvida pelo solo e chega em lençóis freáticos e rios. A partir desse ponto, o ciclo se repete, com a evaporação e transpiração dessa água formando nuvens.

Contudo, nesse ciclo contamos com a perfeita absorção da água pelo solo. Infelizmente, isso não acontece em grandes cidades.

2. Como funciona um sistema de águas pluviais

Imagine o seguinte trajeto:

  • A água da chuva cai no telhado de uma casa
  • É recolhida através das calhas
  • Um cano leva a água da calha até a canalização pública
  • O sistema público leva essa água até rios e córregos através de uma canalização subterrânea.

Esse é um sistema de águas pluviais. Teoricamente, todas as construções deveriam estar conectadas a essa canalização. Teoricamente também, todas as cidades deveriam possuir essa infraestrutura.

Mas, porque não deixar a água ser absorvida pelo solo?

Em cidades, boa parte do solo está coberto por asfalto e concreto. Embora eles não sejam completamente impermeáveis, sua absorção da água se dá de maneira mais lenta.

Ou seja, quando a cidade não possui sistema de drenagem, a água demora muito mais tempo para ser absorvida. Em períodos de chuvas intensas, isso podendo causar alagamentos.

Dessa forma, a solução é aumentar as áreas verdes da cidade, aliadas a um bom sistema de drenagem. Deve-se tomar muito cuidado no dimensionamento do sistema. Procurando sempre alinhar o crescimento das cidades com a manutenção de sua drenagem.

Além, de alagamentos, existem outros problemas relacionados ao recolhimento de águas pluviais.

3. Problemas gerados pelo mau gerenciamento de águas pluviais

Esses problemas não são necessariamente gerados apenas pelo sistema de drenagem. Muitos deles são um conjunto de problemas urbanos que, somados, acabam se agravando.

Enchentes

Como já foi comentado acima, esse é o primeiro problema a ser considerado na questão de águas pluviais.

As enchentes podem ser causadas pelo simples fato de uma cidade estar localizada próxima de um rio.

Outras vezes, as enchentes, e até mesmo enxurradas, são causadas ou agravadas por falhas de drenagem. Essas falhas podem ser:

  • Ausência de canalização de águas pluviais
  • Sobrecarga do sistema
  • Bloqueio de bueiros por resíduos urbanos
  • Construções irregulares
  • Falta de parques urbanos e áreas permeáveis na cidade

Tudo isso impede que a água seja escoada rapidamente. Então, ela se acumula na superfície até ser absorvida.

Poluição de rios

Um problema muito comum e também muito grave é a junção dos sistemas de água e esgoto. Ou até mesmo, a falta de ambos.

Nesse último caso, tanto a drenagem quanto o esgoto são absorvidos por pequenos córregos. Ou ainda, por onde a água encontrar um caminho de escoamento.

Isso, aliado às chuvas muito fortes, pode gerar uma corrente de água que causa estragos.

Além disso, é importante lembrar que esgoto precisa passar por um tratamento. Caso contrário, causa graves problemas ambientais.

O lixo jogado na rua também é um problema grave nesse aspecto. Muitas vezes, o excesso de lixo acaba obstruindo a passagem de água e bloqueando boeiros. Isso atrapalha o sistema de drenagem e também pode agravar alagamentos. Além disso, esses resíduos terão uma destinação inadequada, poluindo a natureza e a cidade.

4. Algumas alternativas para as cidades

Com esses problemas em vista, fica clara a importância de sistemas de esgoto e drenagem urbana.

Mesmo com esses sistemas, algumas cidades enfrentam problemas com enchentes e alagamentos.

Existem algumas alternativas a esses problemas, que visam criar maneiras de a água ser absorvida pelo solo.

Parques alagáveis


Parque alagável em Jinhua, na China. Foto: G1.

São parques localizados na beira de rios. Sua estrutura já conta com a possibilidade de alagamentos. Portanto, ele é dimensionado para suportar a água de alagamentos. Dessa forma, evita que a inundação chegue na cidade.

Geralmente, esses parques apresentam passarelas elevadas. Elas que permitem a circulação de pessoas mesmo em períodos de cheia.

Jardins de chuva

águas pluviais
Jardim de chuva em São Paulo.

São jardins que ficam abaixo do nível do terreno, e por esse motivo, absorvem os fluxos de água superficiais.

Por serem mais baixos, podem formar pequenos lagos que armazenam a água até que ela seja completamente absorvida pelo solo.

Biovaletas

águas pluviais

As biovaletas são depressões lineares que absorvem a água da chuva. Essa água pode ser encaminhada ao sistema urbano de drenagem ou a jardins de chuva, por exemplo.

Esses elementos processam uma limpeza da água da chuva e, em simultâneo, aumentam seu tempo de escoamento.

Concluindo

As águas pluviais fazem parte de um grande sistema cíclico da água no planeta. A atual conformação das cidades por vezes interrompe ou dificulta esse ciclo.

O sistema de drenagem que é implantado nas cidades impede alagamentos. Contudo, ele leva a água até os rios, ao invés de permitir que essa água seja absorvida pelo solo.

Quando mais áreas verdes e sistemas de absorção de água, melhor será a drenagem desta cidade. E menos ela irá impactar nos ciclos da água.