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O que é o tijolo de vidro e como usá-lo na arquitetura

Os tijolos de vidro são novamente uma tendência na arquitetura.

Como assim, tijolos de vidro?

Se você não sabe de que se trata um tijolo de vidro, siga acompanhando este artigo.

Tijolo de Vidro

O tijolo de vidro não é uma novidade na arquitetura. Eles já são utilizados há mais de 100 anos.

O produto foi patenteado em 1907. A ideia surgiu a partir da utilização de prismas em coberturas. Na época, esses elementos de vidro eram utilizados para iluminar espaços subterrâneos.

O tijolo de vidro surgiu como uma alternativa mais fácil para esses prismas. Na época, o vidro era um grande símbolo do futuro.

Contudo, ele se tornou acessível e se disseminou na arquitetura somente entre 1930 e 1940. Nesta época houve um verdadeiro “estouro” dos tijolos de vidro em construções. Ele foi inclusive utilizado em algumas obras de Oscar Niemeyer.

Logo depois o elemento se tornou ultrapassado.

Porém, as tendências são cíclicas. Muitas vezes nos deparamos com modas que se repetem depois de anos em desuso.

Foi o caso do tijolo de vidro.

Hoje, ele voltou a ser muito usado na arquitetura. Suas características técnicas fazem dele um elemento construtivo muito vantajoso. Além de permitir a entrada de luz natural, ele garante privacidade.

Siga neste artigo para aprender mais sobre o tijolo de vidro. Você vai ler sobre:

  • O que é um tijolo de vidro
  • As diferentes categorias de tijolo de vidro
  • Vantagens do tijolo de vidro
  • Alguns cuidados
  • Como o tijolo de vidro pode ser usado na arquitetura

1. O que é um tijolo de vidro

O tijolo de vidro é um elemento construtivo. Ele se comporta quase como um tijolo. Pode formar paredes que separam dois ambientes internos ou a área externa da área interna.

A construção de uma parede é semelhante ao método da alvenaria. É necessária uma argamassa específica, espaçadores, cimento e também um reforço em aço.

Ao contrário do que alguns pensam, o tijolo de vidro é um material muito resistente. Mesmo sendo feita a partir do vidro.

Isso porque ele possui uma espessura de 5 a 12 centímetros. Além disso, é formado por duas peças de vidro que são fundidas entre si, criando uma camada de ar entre elas. Ou seja, o tijolo de vidro possui uma camada de ar em seu interior.

A sustentabilidade do tijolo de vidro não está relacionada somente aos benefícios biofílicos. Mas também está presente em sua composição.

Esse material é composto a partir de restos de vidro, sílica, carbonato de sódio e cálcio.

E, dependendo do modelo, pode receber alguns elementos adicionais.

2. As diferentes categorias de tijolo de vidro

A fabricação dos tijolos de vidro permite variação de cores e texturas.

Eles podem ter acabamento liso, ondulado, ou texturizado. Podem ser incolores ou coloridos. Existem versões metalizadas, translúcidas o jateadas.

Todas essas características, somadas às variações de cor, podem oferecer efeitos muito interessantes de luz e sombra.

tijolo de vidro

Eles podem ser blocos totalmente fechados, ou blocos vazados. Os blocos vazados permitem a passagem de ventilação no ambiente, além da luz.

Independentemente do acabamento, todos oferecem privacidade. Mesmo nos tijolos mais lisos, não é possível enxergar com detalhes o que está do outro lado, somente silhuetas.

Além disso, a iluminação que passa pelo tijolo se torna difusa, nunca uma luz direta.

3. Vantagens do tijolo de vidro

As principais vantagens estão ligadas à sua propriedade translúcida.

Isso permite que ele seja utilizado como uma divisória de ambientes que permite a passagem de luz. Ou seja, você pode substituir uma parede com grandes janelas por uma parede de tijolo de vidro. E assim garantir sua privacidade.

Além disso, o vidro é um material muito fácil de limpar. Ele não acumula sujeira e é resistente à poeira, maresia, poluição e produtos de limpeza.

Se bem executado, sua durabilidade é muito longa.

O ar presente em seu interior, faz com que ele seja um ótimo isolante térmico e acústico. Afinal, ele reduz a propagação de ondas sonoras e barra a passagem de calor por condução ou convecção.

4. Alguns cuidados

Antes de mostrar exemplos de como ele é usado na arquitetura, é importante destacar alguns detalhes.

O tijolo de vidro não possui função estrutural, ele é somente um elemento de vedação. Ou seja, não é resistente e não pode servir como apoio para outros elementos construtivos.

Em uma linguagem mais fácil, não coloque nada muito pesado apoiado em uma parede de tijolos de vidro.

Existe uma norma internacional que discorre sobre os tipos de tijolos de vidro, a ISO TC 106/SG1. Essa norma garante que o processo de fabricação seja realizado seguindo padrões de qualidade.

A espessura de um tijolo de vidro pode variar de 5 a 12 centímetros. Portanto, é necessário cuidar no alinhamento ao combina-lo com alvenaria convencional.

Se a parede de tijolos de vidro não estiver entre paredes de alvenaria, é necessário cuidar com as quinas. Geralmente, são utilizados acabamentos como granito, mármore, madeira, ou a própria argamassa.

5. Como o tijolo de vidro pode ser usado na arquitetura

  • Em Fachadas

Tijolo de vidro

Quando utilizado em fachadas, ele permite iluminar o interior de uma construção. Mantendo a privacidade pela vista de fora.

  • Divisórias internas

Sabe aquela sala ou banheiro mal iluminado? Uma divisória com tijolos de vidro pode resolver esse problema. Dessa maneira, ele transmite a luz de um ambiente para o outro, sem a necessidade de integrá-los.

  • Sensações e experiência na arquitetura comercial

O jogo de luz, sombras e cores que o ele oferece pode ser um aliado da arquitetura comercial. Afinal, está sempre em busca de chamar atenção das pessoas através de experiências inusitadas.

Conclusão

O tijolo de vidro é um elemento de grande potencial. Se bem explorado, traz inúmeras vantagens para a arquitetura e o bem-estar dos espaços.

Como as tendências são variáveis, nada impede que ele logo saia de moda novamente. Por esse motivo, deve-se garantir que o material seja utilizado com um propósito funcional. E não somente por estar na moda.

Fonte das Imagens: Archdaily

fevereiro 9, 2021
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