Construções Sustentáveis – Relatório com 76 Estratégias (Guia Incluso)

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Você gostaria de conhecer mais sobre construções sustentáveis? Claro que gostaria!

Porém, é provável que você não dedique o tempo necessário para avaliar as melhores alternativas para seu projeto.

Queremos ajudá-lo a mudar isso. Esse artigo servirá como um super guia para você conhecer sobre construções sustentáveis. Utilizaremos como base o guia os créditos da certificação LEED v4 (versão mais recente).

Inclusive, você poderá pegar para você estes créditos e criar sua própria metodologia. Voltarei a esse assunto em um minuto, mas antes…

Você precisa entender como a maneira em que você aplica as estratégias pode matar ou alavancar seu projeto. Nosso guia trará uma metodologia que facilitará uma visão global sobre construções sustentáveis.

Assim você dedica mais energia no que realmente traz resultado e de forma que seus clientes percebam…

Então continue lendo para entender cada um dos 76 créditos do LEED. Acima disso, como utilizá-los para melhorar a forma de projetar ou gerenciar construções. Você aprenderá sobre:

  • Projeto Integrativo: Como uma equipe coesa desde o início faz toda a diferença
  • Localização do Projeto: Seu grande impacto na sustentabilidade
  • Lotes Sustentáveis: Como realizar boas decisões diminuindo impactos significativos
  • Economia de água: parece simples, mas não deixe isso te enganar
  • Eficiência Energética: a categoria com mais pontuações, por que?
  • Materiais: por que a categoria se tornou mais difícil e como isso irá impulsionar o mercado para melhor
  • Qualidade interna: O foco não é no projeto e nem na obra. É na ocupação pelas pessoas
  • Inovação: é só sobre o projeto e sua comunicação com a sociedade

Pronto para criar construções sustentáveis com base nos créditos do LEED? Como mencionamos, este é um resumo, mas você poderá se aprofundar ainda mais em cada crédito posteriormente.

Importante! Antes de proceder com o processo para construções sustentáveis…

O objetivo é demonstrar como os créditos do LEED podem te ajudar a aplicar sustentabilidade de forma coerente em seu projeto e não é focado na certificação.

O processo de certificação é minucioso, de longo prazo, com pré-requisitos e créditos aplicáveis para apenas algumas tipologias de projeto, tornando altamente recomendada a contratação de uma equipe de profissionais específica. Procure estes profissionais para que o processo ocorra da melhor maneira possível.

ANTES DE INICIAR O PROJETO…

A versão 4 do LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) colocou um grande foco no Projeto Integrado. Ele entende que as melhores oportunidades de projeto estão justamente nesta primeira fase. Por isso foram criados dois créditos para incentivar equipes de projeto a serem formadas logo no início e buscar mais alternativas de construir de maneira sustentável.

Processo Integrativo

É um crédito para a grande maioria das tipologias construtivas. Busca-se aqui dar suporte ao projeto com alta performance e boa relação de custo-benefício através da análise antecipada e inter relações entre sistemas.

Você precisa mesmo antes de iniciar o projeto identificar oportunidades para a sinergia entre disciplinas e sistemas da edificação. Entre estas oportunidades estão os Sistemas Relacionados à Energia (condições do lote, orientação, envoltória, iluminação, conforto térmico, equipamentos, parâmetros operacionais) e Água (demandas de água interna, externa, de processos e suprimento).

Design e Planejamento de Projeto Integrativo para Construções Sustentáveis

Este crédito é aplicado apenas para hospitais. Como é um pré-requisito, se você não atingi-lo, você não poderá obter a certificação. O objetivo é encontrar as melhores oportunidades de projeto com ênfase na saúde por meio de uma equipe multidisciplinar.

Para atender ao LEED você deve criar uma equipe de projeto integrado (mínimo de 4 pessoas) no início do projeto e discutir as melhores estratégias pela expertise multidisciplinar em uma “charrete”.

Você deve criar um documento com os Requisitos de Projeto delineando objetivos e estratégias para garantir a saúde de todos os ocupantes da construção, a comunidade local e o meio ambiente por um ambiente de alta performance.

Deve ainda estabelecer os Objetivos Preliminares, como o nível de certificação que será perseguido e cada responsável para esta obtenção.

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CATEGORIA DE LOCALIZAÇÃO E TRANSPORTE

Esta primeira categoria do LEED se refere a decisões sobre a localização do lote, com créditos que encorajam o desenvolvimento compacto, transportes alternativos e conexão com serviços.

Construções sustentáveis bem localizados tiram vantagem de infraestrutura existente, como o transporte público, vias, calçadas, ciclovias, serviços e lazer, assim como eletricidade, água, gás e esgoto.

Manter edifícios perto de uma boa infraestrutura diminui drasticamente os custos materiais e ecológicos que acompanham a sua criação, como vias e estrutura de acesso. Gera um maior aproveitamento da estrutura urbana, facilitando a vida de usuários, empregados e visitantes. Promove ainda uma grande economia de dinheiro e recursos ambientais pela diminuição da distância de tráfego.

LEED para a Localização de Desenvolvimento de Bairros

A intenção é evitar o desenvolvimento em lotes inapropriados, reduzir a distância de viagens por veículos e melhorar a qualidade de vida encorajando atividades físicas diárias.

Se você possuir o projeto dentro de um condomínio ou masterplan já certificado, você não necessita correr atrás das pontuações de LT (Localização e Transporte) do LEED, já que elas estão automaticamente computadas. Você pode iniciar seu projeto com o máximo de 16 pontos.

Proteção de Terra Sensível para Construções Sustentáveis

O intuito é evitar o desenvolvimento em áreas ambientais sensitivas, reduzindo o impacto ambiental da construção no lote.

Para isto você pode focar o desenvolvimento em áreas anteriormente desenvolvidas ou mesmo localizar o projeto em áreas que não atendam aos critérios de terra sensível. Entre estes exemplos indicados pelo LEED estão regiões agrícolas definidas pelo governo local, várzeas, habitats de espécies ameaçadas, corpos d’agua ou pântanos.

Lote de Alta Prioridade

O objetivo é encorajar a localização do projeto em áreas com restrições de desenvolvimento e promover a saúde do espaço circundante. Entre estes ambientes estão bairros históricos, lotes prioritários ou mesmo contaminados.

Densidade Circundante e Usos Diversos

O objetivo é proteger terras e o habitat encorajando o desenvolvimento em áreas com infraestrutura existente. Promove-se assim o caminhar, a eficiência de transporte e a redução da distância de transporte por veículos. Melhora-se ainda a saúde pública encorajando atividades físicas diárias.

Para atingir o objetivo, resumidamente é necessário construir em lotes onde a densidade existente dentro dos 400 metros dos limites do projeto seja considerável.

Ainda, é necessário construir ou reformar espaços em que a entrada principal esteja a 800 metros de distância a pé da entrada principal de no mínimo 4 usos diversos publicamente disponíveis.

Acesso ao Trânsito de Qualidade

A intenção é encorajar o desenvolvimento em localizações em que exista a escolha de transportes intermodais ou reduzir o uso de veículos, tanto para reduzir emissões de gases, poluição do ar e outros problemas ambientais e de saúde associados aos usos de veículos.

Para atender ao LEED localize o projeto dentro de 400 metros da distância a pé de paradas de ônibus, bondes ou caronas compartilhadas. Você pode ter seu projeto também a 800 metros de distância a pé de estações ferroviárias, terminais de ônibus ou ferry, existentes ou planejadas. O serviço de trânsito nessas paradas e estações devem atender aos requisitos mínimos das tabelas específicas.

Instalações de Bicicleta em Construções Sustentáveis

O objetivo é promover a eficiência do uso e transporte por bicicleta e reduzir o trafego de veículos, além de melhorar a saúde pública encorajando atividades físicas utilitárias e de recreação.

Para isso, a entrada funcional ou estocagem de bicicletas do projeto deve estar à 180 metros de distância a pé de uma rede de bicicletas. Deve se conectar em até 4800 metros com no mínimo 10 usos diversos, ou pontos de ônibus, terminais, estações de ferry ou ciclovias.

O LEED solicita que o projeto também deve prever armazenamento de curto prazo e chuveiros com vestiário dependendo do seu uso e número de ocupantes.

Pegada de Estacionamento Reduzida

A intenção deste crédito do LEED é minimizar os danos ambientais associados com estruturas de estacionamento, diminuindo a dependência de automóveis, o uso do solo e o escoamento de águas pluviais.

Para isso é importante não exceder o código local para a capacidade de estacionamento. Existem incentivos para veículos de frota ou estacionamentos para veículos com caronas.

Veículos Verdes

A ideia é reduzir a poluição promovendo alternativas para automóveis verdes. Para isso projete 5% de todos os espaços de estacionamento para vagas preferenciais para veículos verdes.

Instale equipamentos de abastecimento para veículos elétricos (EVSE) em 2% de todos os espaços de estacionamento.

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CATEGORIA DE LOTES SUSTENTÁVEIS

Esta categoria é sobre as decisões relacionadas ao edifício no lote, enfatizando relações vitais entre edifícios e ecossistemas. Foca em restaurar elementos do lote, integrá-lo com os ecossistemas locais e preservar a biodiversidade em que esses sistemas naturais necessitam.

O projeto que cumpre estas solicitações protege ecossistemas pela avaliação correta do local e o planejamento da localização do edifício e do paisagismo. Não prejudica o habitat, os espaços abertos e corpos d’água.

Utiliza métodos de desenvolvimento de baixo impacto minimizando a poluição da construção, os efeitos da ilha de calor, a poluição luminosa e o escoamento da água da chuva. Podem até mesmo remediar lotes decadentes, promovendo uma maior qualidade de vida para todos ao redor.

Prevenção da Poluição nas Atividades de Construção

O objetivo deste pré-requisito do LEED é reduzir a poluição das atividades da construção por controle da erosão do solo, sedimentação fluvial e poeira do ar.

Para que isso aconteça crie e implemente um plano de controle da erosão e sedimentação para todas as atividades construtivas relacionadas ao projeto.

Avaliação Ambiental do Lote

O intuito deste pré-requisito é proteger a saúde dos usuários assegurando que o lote é verificado de contaminações ambientais e que qualquer eventual contaminação será remediada. É valido apenas para escolas e edifícios relacionados à saúde.

Para atingir o objetivo do LEED conduza uma Avaliação Ambiental do lote para determinar a existência de contaminações. Se existir a suspeita, conduza uma Avaliação Ambiental do Lote de Fase II. Se o lote estiver contaminado, reabilite-o para atender aos níveis previstos em legislação.

Avaliação do Lote

O objetivo é avaliar as condições do lote antes do início do projeto para avaliar as opções sustentáveis e criar base para as decisões de desenvolvimento.

Você precisa documentar uma avaliação do lote que inclua as seguintes informações: topografia, hidrologia, clima, vegetação, solo, usos humanos e efeitos humanos à saúde. Demonstre como essas características influenciam o projeto.

Desenvolvimento do Lote – Proteger ou Restaurar o Habitat

O objetivo é conservar áreas existentes naturais e restaurar áreas prejudicadas, promovendo um habitat sustentável e a biodiversidade.

Preserve e proteja de todas as atividades de desenvolvimento e construção 40% das áreas verdes do lote, se elas existirem. Utilize plantas nativas ou adaptadas, restaurando 30% de todas as porções do lote identificadas como anteriormente desenvolvidas. Caso isso não seja possível, forneça suporte financeiro de pelo menos US$4,00/m2 para a área total do lote.

Espaços Abertos

O intuito é criar espaços externos abertos em construções sustentáveis que encorajem a interação social, com o meio ambiente, a recreação e atividades físicas.

Forneça espaços abertos de no mínimo 30% da área total do terreno. Um mínimo de 25% dos espaços abertos devem possuir vegetação ou plantas altas que forneçam sombra.

Gerenciamento de Água de Chuva em Construções Sustentáveis

O objetivo é reduzir o volume de escoamento e melhorar a qualidade da água do lote, replicando a hidrologia natural baseado na história dos ecossistemas da região.

Você possui três caminhos pelo LEED: O primeiro, mais básico, é a captação a água no lote e gerenciar o escoamento a partir do 95º percentil de eventos regionais ou locais de precipitação usando o desenvolvimento de baixo impacto e/ou infraestrutura verde.

O segundo caminho é idêntico ao primeiro, mas para o 98º percentil de eventos regionais ou locais de precipitação. Para projetos com taxa de ocupação de 100% em áreas urbanas e densidades mínimas de 1,5 existe uma terceira opção, que é pelo 85º percentil.

Redução da Ilha de Calor

O objetivo do crédito é minimizar os efeitos no microclima e habitats humanos e selvagens minimizando as ilhas de calor.

Para que isto aconteça você pode escolher opções para a cobertura, como telhados verdes ou coberturas com alto índice de refletância. Para outros pavimentos você pode utilizar plantas existentes ou plantas que forneçam sombras sobre áreas pavimentadas. Estacionamentos cobertos também são permitidos.

Redução da Poluição da Luz

O objetivo é melhorar o contato com a noite, melhorando a visibilidade noturna e reduzindo as consequências prejudiciais para as pessoas e a vida selvagem.

Para atingir os requisitos do LEED é necessário efetuar cálculos da iluminação e sua transgressão. Existem dois métodos: o primeiro é o backlight uplight glare ou o método de cálculo. Isso vale para todas as luminárias externas localizadas dentro dos limites do projeto, com base nas características fotométricas de cada luminária e a zona de iluminação do limite da propriedade.

Master Plan do Lote para Construções Sustentáveis

Neste crédito restrito para escolas, assegure que os benefícios alcançados pelo projeto continuem independentes de mudanças futuras na região.

O LEED solicita que projeto deve atingir pelo menos 4 dos créditos abaixo. Eles devem ser recalculados usando dados do masterplan. Entre eles estão: LT- Lote de Alta Prioridade, SS- Desenvolvimento do Lote- Proteger ou Restaurar o Habitat, SS- Espaços Abertos, SS- Gerenciamento de Águas de Chuva, SS- Redução das Ilhas de Calor e SS- Redução da Poluição da Luz.

Diretrizes do Projeto e Construção para Inquilinos

O objetivo neste crédito de LEED para Core and Shell é educar os inquilinos para implementar o design sustentável e características da construção no layout dos escritórios.

Para atingir o objetivo publique para os inquilinos um documento com a descrição das características do design sustentável. Faça recomendações, incluindo exemplos de estratégias sustentáveis e produtos, materiais, serviços ou Informações que permitam o inquilino a coordenar da melhor forma o design do espaço.

Acesso Externo Direto

Neste crédito apenas aplicado para espaços de saúde o objetivo é fornecer aos pacientes e ao staff os benefícios associados com o acesso direto ao meio ambiente natural.

O LEED pede para que você projete um acesso direto para um pátio externo, terraço, jardim ou sacada. O espaço deve ser de pelo menos 0,5m² por paciente para 75% de todos os pacientes internados e 75% para pacientes externos cujo tempo de permanência exceda 4 horas.

Locais de Descanso

O intuito deste outro crédito referente à hospitais é fornecer aos pacientes, funcionários e visitantes os benefícios para a saúde pelo contato com a natureza por espaços abertos de descanso.

Forneça locais de descanso que sejam acessíveis aos pacientes e visitantes, iguais a 5% da área do programa da edificação. Forneça também espaços adicionais dedicados para descanso de funcionários, para 2% da área do programa da edificação.

Utilização Conjunta de Instalações

O objetivo deste crédito exclusivo para escolas é integrar a escola com a comunidade pelo compartilhamento da construção e seus campos de esportes para eventos ou funções que não sejam da escola.

Para atingir o crédito você deve criar contratos com entidades para utilizar seus espaços ou mesmo liberar espaços específicos para o uso comunitário, como auditórios, ginásios, cafeteria, uma ou mais salas de aula, estacionamentos ou mesmo estádios ou campos de esportes.

É possível ainda criar espaços específicos para a contribuição comunitária, como escritórios comerciais, clinicas de saúde, centros de serviços comunitários, escritório de polícia, biblioteca ou estacionamento.

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construções sustentáveis

CATEGORIA DE EFICIÊNCIA DA ÁGUA

A categoria aborda a água de maneira holística, olhando para o uso interno, externo, usos especializados e sua medição. Os créditos se baseiam na abordagem da maior eficiência na conservação.

Como resultado, cada pré-requisito busca a eficiência da água e as reduções do uso de água potável. Em seguida, são verificados os usos de água não potável ou fontes alternativas de abastecimento.

Além dos problemas da própria água que são bem conhecidos no mundo todo, devemos pensar que a energia necessária para o seu tratamento, o transporte para um edifício, a utilização e descarte representa uma quantidade significativa de energia.

Arquitetos e construtores podem construir edifícios que utilizem significativamente menos água do que a construção convencional através da incorporação de paisagens nativas que eliminem a necessidade de irrigação, a instalação de equipamentos eficientes e a reutilização de águas residuais para as necessidades de água não potável.

Os créditos incentivam as equipes de projeto para aproveitar todas as oportunidades para reduzir significativamente o consumo total de água.

Redução do Uso de Água Externo em Construções Sustentáveis

O objetivo deste pré-requisito do LEED é bem simples: reduzir o consumo de água externo.

Reduza através das opções seguintes: A primeira é utilizar um paisagismo que não necessite de um sistema de irrigação permanente ou um paisagismo com irrigação reduzida. Atinja pelo menos 30% de redução referente a um patamar base.

Redução do Uso de Água Interno

O objetivo deste pré-requisito é reduzir o consumo de água interno.

Reduza o consumo de água para pelo menos 20% da tabela base disponibilizada pelo USGBC (órgão responsável pelo LEED) para todos os equipamentos. Todos os vasos, mictórios, torneiras privativas e chuveiros devem possuir padrão WaterSense ou equivalente. Ainda, devem-se estabelecer equipamentos e processos complementares que atendam aos requisitos.

Medição do Uso de Água

O objetivo é dar suporte ao gerenciamento de água e identificar oportunidades para economias adicionais pelo rastreamento do consumo.

Para isso é necessário instalar equipamentos de medição permanentes para o uso total da água na construção e áreas associadas. Os medidores devem ser compilados em resumos mensais e anuais. É necessário compartilhar com o Green Building Council dos Estados Unidos os resultados por um período de 5 anos começando na data em que o projeto receber certificação ou ocupação típica, o que vier primeiro.

Redução do Uso de Água Externo

O Objetivo é reduzir ainda mais o consumo de água externo utilizando exatamente o que foi estabelecido no pré-requisito. Quanto mais for reduzir o uso e comprovar para o USGBC, mais pontuações você recebe em construções sustentáveis.

Redução do Uso de Água Interno

O objetivo também é reduzir o consumo de água interno em construções sustentáveis conforme estabelecido no pré-requisito.

Reduza o uso da água nos equipamentos além dos 20% do pré-requisito. Economias adicionais de água potável podem ser ganhas utilizando de fontes alternativas de água.

Utilização de Água da Torre de Resfriamento

A intenção é aproveitar ao máximo a água utilizada na torre de resfriamento enquanto controla micróbios, corrosões e escamas no sistema de condensação.

Para torres de resfriamento e condensadoras de evaporação, conduza uma análise de água potável, medindo parâmetros como Cálcio, Alcalinidade, Dióxido de Silício, Cloro e Condutividade.

Calcule o número de ciclos da torre de resfriamento dividindo o nível máximo de concentração de cada parâmetro pelo nível de concentração atual encontrado na água potável de reposição. Limite os ciclos da torre de resfriamento evitando exceder valores máximos para cada um desses parâmetros. Você ganha créditos dependendo do número de ciclos alcançados para até um máximo de 10.

Medição de Água em Construções Sustentáveis

A intenção é dar suporte ao gerenciamento de água em construções sustentáveis e identificar oportunidades para economias adicionais pelo rastreamento do uso da água.

Para isso o LEED pede que você instale medidores de água permanentes para 2 ou mais subsistemas de água como por exemplo: irrigação, encanamentos de interior e acessórios, água quente, água recuperada, boilers – com uso anual de no mínimo 378.500 litros ou 150kW – ou outras águas de processo.

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CATEGORIA DE ENERGIA E ATMOSFERA

A categoria de Energia e Atmosfera aborda a energia a partir de uma perspectiva holística, abordando a redução do uso de energia em construções sustentáveis, estratégias do projeto de eficiência energética e fontes de energia renováveis.

A eficiência energética em um edifício verde começa com foco em um projeto que reduz as necessidades de energia, como a orientação e a posição dos vidros, além da escolha de materiais de construção adequados ao clima.

Estratégias como o aquecimento e refrigeração passivos, ventilação natural, e sistemas de HVAC de alta eficiência em conjunto com controles inteligentes reduzem ainda mais o consumo energético. A geração de energia renovável no lote ou a compra de energia verde permite que parte do consumo de energia remanescente seja atendida com a energia de combustíveis não fósseis, reduzindo a demanda por fontes tradicionais.

O processo de comissionamento em construções sustentáveis é fundamental para garantir edifícios de alto desempenho. O envolvimento precoce de uma autoridade de comissionamento ajuda a evitar problemas de manutenção e desperdício de energia, verificando que o projeto satisfaz os requisitos.

Em um prédio operacionalmente eficiente, a equipe entende quais sistemas estão instalados e como eles funcionam. Os usuários devem possuir formação e serem receptivos para aprender novos métodos para otimizar o desempenho do sistema para que o projeto tenha o desempenho mais eficiente.

A categoria do LEED reconhece que a redução do uso de combustíveis fósseis se estende muito para além das paredes do edifício. A resposta à demanda permite as concessionárias a recorrer a edifícios para reduzir seu uso de energia elétrica nos horários de pico, reduzindo a pressão sobre o grid e a necessidade de operar mais usinas de energia. Da mesma forma, no local de energia renovável não só se fomenta um mercado independente de combustíveis fósseis, mas também uma fonte de eletricidade confiável para a região.

Comissionamento e Verificação Fundamental

O objetivo do pré-requisito é dar suporte ao projeto, sua construção e operação adequando-o aos requisitos do proprietário para energia, água, qualidade interna do ambiente e durabilidade.

Para isso complete as atividades do processo de comissionamento para sistemas de mecânica, elétrica, hidráulica e energia renovável conforme diretrizes da ASHRAE1.1.2007 para sistemas HVAC.

Performance Mínima de Energia

O objetivo deste pré-requisito do LEED para construções sustentáveis é reduzir os danos ambientais e econômicos do uso excessivo de energia pela conquista de uma eficiência de energia mínima da edificação e seus sistemas. Você possui três opções:

Opção 1. Simulação da Energia da Construção Completa: Demonstre uma melhoria de 5% para novas construções, 3% para Reformas e 2% para Core and Shell no edifício proposto utilizando o parâmetro base, calculado de acordo com a ASHRAE 90.1.2010, Apêndice G, utilizando um modelo de simulação.

Opção 2. Conformidade Normativa: ASHRAE 50% Advanced Energy Design Guide: Obedeça as disposições da ASHRAE 90.1.2010. Obedeça os requisitos de HVAC e aquecimento de água, incluindo eficiência dos equipamentos, economizadores, ventilações, dutos e dampers para a zona apropriada do ASHRAE 50% Advanced Energy Design Guide.

Opção 3. Conformidade Normativa: Advanced Buildings Core Performance Guide: Obedeça as disposições da ASHRAE 90.1-2010. Siga a Seção 1: Design Process Strategies, Seção 2: Core Performance Requirements e as 3 estratégias abaixo na Seção 3: Enhanced Performance Strategies, se aplicável. Onde os padrões conflitam, siga o que for mais restritivo. Consulte os apêndices da ASHRAE para determinar a zona climática correta.

Medição de Nível de Energia da Edificação

O objetivo do crédito do LEED para construções sustentáveis é dar suporte ao gerenciamento de energia e identificar oportunidades para a economia adicional pelo rastreamento do uso de energia na edificação.

Para que isso aconteça é necessário instalar medidores e prover informações da edificação para o USGBC com o consumo total de energia (elétrico, gás natural, água refrigerada, vapor, óleo combustível, propano, biomassa, etc).

Gerenciamento Fundamental de Refrigeração

O objetivo do pré-requisito é reduzir a destruição da camada de ozônio. É necessário impedir o uso de refrigerantes com base em CFC (Clorofluorocarboneto) em novas construções nos sistemas de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (HVAC&R). Quando reutilizar equipamento HVAC&R, planeje uma redução por fases antes da conclusão do projeto.

Comissionamento Avançado

Objetivo de dar mais suporte ao projeto, a construção e a operação do edifício que já está adequado aos requisitos do proprietário para energia, água, qualidade interna do ambiente e durabilidade. Implemente um processo de comissionamento com o escopo além do solicitado no pré-requisito.

Otimizar a Performance de Energia

É o crédito com o maior número de pontos no LEED para construções sustentáveis. O objetivo é conquistar níveis de performance energética além do pré-requisito para reduzir danos ambientais e econômicos associados com o uso excessivo de energia.

Para atingir o objetivo estabeleça uma meta de desempenho energético não pior que o da fase de desenho esquemático. Você possui duas opções:

Opção 1. Simulação da Energia da Construção Completa: Analise medidas de eficiência durante o processo de projeto e leve em conta os resultados na decisão do edifício. Utilize a simulação energética para oportunidades de eficiência, analises do passado de edificações similares, ou dados publicados para análises de construções similares. Analise medidas de eficiência, focando em redução de carga e estratégias relacionadas a HVAC apropriadas para instalação. Projete economias de energias potenciais e implicações de custos de projeto para todos os sistemas afetados.

Opção 2. Conformidade Normativa: ASHRAE 50% Advanced Energy Design Guide: Para ser possível esta opção, o projeto deve ter utilizado a Opção 2 do pré-requisito Minimum Energy Performance. Implemente e documente concordância com as recomendações aplicáveis do Capítulo 4, Design Strategies and Recommendations by Climate Zone para o guia apropriado da ASHRAE.

Medição Avançada de Energia da Edificação

O objetivo é dar suporte ao gerenciamento de energia e identificar oportunidades para economizar energia adicional por rastreamento do nível de uso e dos sistemas de energia da edificação. Instale medidores avançados de energia para todas as fontes de energia utilizadas pela construção e todos usos finais de energia que representem 10% ou mais do consumo anual da edificação.

Resposta à Demanda

O intuito é de aumentar a participação em tecnologias de Resposta à Demanda e tornar a geração de energia e sistemas de distribuição mais eficientes, aumentando a confiabilidade da rede e reduzir a emissão de gases de efeito estufa.

Projete para que a construção e os equipamentos participem em programas de Resposta à Demanda através de corte de carga ou deslocamento.

Produção de Energia Renovável

Intuito de reduzir os danos ambientais e econômicos associados com a energia de combustíveis fósseis aumentando o suprimento de energia renovável.

Para atingir o objetivo utilize sistemas de energia renovável para diminuir os custos de energia, como por exemplo a utilização de painéis fotovoltaicos para obtenção de energia solar. Créditos são obtidos conforme a porcentagem do custo produzido referente ao consumo do edifício.

Gerenciamento Avançado de Refrigeração

O objetivo principal deste crédito do LEED é reduzir a destruição da camada de ozônio e apoiar o cumprimento antecipado com o Protocolo de Montreal, minimizando as contribuições diretas para a mudança climática.

Você possui duas opções em construções sustentáveis:

Opção 1. Sem uso de Refrigerantes ou de Baixíssimo Impacto: Não utilizar refrigerantes, ou apenas utilizar refrigerantes que possuam um potencial de destruição da camada de ozônio igual a zero e um potencial de aquecimento global menor que 50.

Opção 2. Cálculo do Impacto: Selecionar refrigerantes que são utilizados em equipamentos de aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração (HVAC&R) para minimizar ou eliminar compostos que contribuem para a destruição da camada de ozônio e mudança climática. Realize cálculo específico para atender ao requisito.

Energia Verde e Créditos de Carbono

O objetivo é encorajar a redução de gases de efeito estufa através de uma fonte na rede, tecnologias de energia renovável ou projetos de atenuação de carbono.

Para que isso aconteça esteja engajado em um contrato para recursos qualificados que estejam online desde 1o de janeiro de 2005, para um mínimo de 5 anos, para ser distribuído pelo menos anualmente. O contrato deve especificar o fornecimento de pelo menos 50% por Energia Verde, Créditos de Carbono ou Certificados de Energia Renovável (RECs) em construções sustentáveis.

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CATEGORIA DE RECURSOS E MATERIAIS

A categoria de Materiais e Recursos é a que mais foi modificada no LEED v4. O principal motivo foi a necessidade da melhor comprovação dos materiais aplicados em projeto e beneficiar aqueles que possuem uma análise completa de sua cadeia de produção e buscam melhorias em seus processos para garantir maiores benefícios para o planeta.

A categoria se concentra em minimizar a energia incorporada e outros impactos associados com a extração, processamento, transporte, manutenção e descarte de materiais de construção.

Os requisitos possuem o foco em uma abordagem de ciclo de vida que melhore o desempenho e promova a eficiência dos recursos naturais. Cada requisito identifica uma ação específica que se encaixa no contexto mais amplo de uma abordagem de ciclo de vida para a redução dos impactos.

A redução na fonte é o objetivo mais importante porque evita danos ambientais ao longo do ciclo de vida de um material, desde da cadeia de abastecimento, seu uso, até a reciclagem e eliminação de resíduos. A redução na fonte incentiva o uso de estratégias de construção inovadoras, tais como pré-fabricação e concepção de materiais de construção com dimensões, minimizando cortes de materiais e ineficiências.

A construção e a reutilização de materiais é a próxima estratégia mais eficaz, porque a reutilização evita o impacto ambiental do processo de fabricação. A substituição de materiais existentes por novos implicaria na produção e transporte de novos materiais, o que levaria muitos anos para compensar os gases de efeito estufa.

O LEED tem consistentemente recompensado ​​a reutilização de materiais, e a versão 4 oferece ainda mais flexibilidade, premiando todos os materiais reutilizados em um projeto: tanto no lote, como parte de uma estratégia de reutilização do edifício, como fora, como parte de uma estratégia de reutilização.

A reciclagem é a maneira mais comum para desviar os resíduos dos aterros. Na prática convencional, a maioria dos resíduos são depositados nestes espaços, uma solução cada vez mais insustentável. Nas áreas urbanas, o espaço dos aterros muitas vezes já atingiram sua capacidade, necessitando de mais terras em outros lugar e aumentando os custos de transporte. Inovações em tecnologia de reciclagem melhoram a triagem e processamento para fornecer matérias-primas para mercados secundários, mantendo esses materiais em um fluxo de produção mais longo.

A próxima utilização mais benéfica de resíduos é a conversão de energia. Muitos países estão diminuindo a carga sobre aterros através desta solução. Quando as medidas de controle rigoroso de qualidade do ar são aplicadas, a transformação em energia pode ser uma alternativa viável para extração de combustíveis fósseis.

Sobre a Análise do Ciclo de Vida, o LEED visa acelerar o uso de ferramentas para tomada de decisão baseada nessa análise, estimulando, assim, a transformação do mercado e melhorar a qualidade das bases de dados. Reconhecendo as limitações da abordagem de ciclo de vida para abordar a saúde humana e as consequências do ecossistema da extração de matéria-prima, o LEED utiliza abordagens alternativas, complementares a Análise do Ciclo de Vida nos créditos que abordam esses temas.

Armazenagem e Coleta de Recicláveis em Construções Sustentáveis

O pré-requisito possui o Intuito de reduzir o desperdício gerado por ocupantes da edificação que são transportados e descartados em aterros sanitários.

Forneça áreas dedicadas acessíveis para transportadores de lixo e ocupantes da edificação para a armazenagem e coleta correta de materiais recicláveis. Realize medidas apropriadas para a coleta segura, a armazenagem e o descarte de pelo menos dois dos elementos entre estes: baterias, lâmpadas contendo mercúrio e lixo eletrônico.

Gestão de Resíduos de Construção e Demolição

A intenção do pré-requisito é reduzir o desperdício de construção e demolição enviado para aterros sanitários e fabricas de incineração recuperando, reutilizando e reciclando materiais.

Desenvolva e implemente um plano de gerenciamento de resíduos de construção e demolição estabelecendo metas de desvio de resíduos para o projeto identificando pelo menos 5 materiais e sua estratégia de gestão.

Redução de Fontes de PBT- Mercurio em Construções Sustentáveis

Neste pré-requisito exclusivo para consruções sustentáveis de saúde o objetivo é eliminar produtos contendo mercúrio através da sua substituição, captura e reciclagem.

Como parte do programa de reciclagem, identifique os produtos contendo mercúrio e os equipamentos a serem coletados. Relate como eles serão manuseados pelo programa de reciclagem e o método de descarte.

Redução de Impacto do Ciclo-de-vida da Construção

O intuito é encorajar o reuso adaptativo e otimizar a performance ambiental de produtos e materiais em construções sustentáveis.

Para atingir o objetivo do LEED é necessário demonstrar efeitos ambientais reduzidos nas decisões de projeto reutilizando recursos existentes da construção ou demonstrando uma redução de uso de materiais durante a Analise do Ciclo de Vida. Atinja uma das opções mais apropriadas para seu projeto, como: o Reuso de Construção Histórica, a Reforma de Construção Arruinada ou Abandonada, o Reuso de Materiais e Construção ou mesmo uma Avaliação do Ciclo de Vida Completo da Construção.

Otimização e Divulgação de Produtos da Construção- Declaração de Produtos Ambientais em Construções Sustentáveis

O intuito é encorajar o uso de produtos e materiais cujas informações do ciclo de vida estejam disponíveis e possuam um bom impacto econômico, social e ambiental. O LEED recompensa times de projeto que selecionam produtos cujos fabricantes possuem prova de melhores ciclos de vida ambientais em construções sustentáveis.

Para atingir o objetivo deste crédito do LEED atinja uma ou mais das opções abaixo:

Opção 1. Declaração de Produtos Ambientais (EPD): Utilize pelo menos 20 produtos instalados permanentemente de pelo menos 5 diferentes fabricantes que estejam de acordo com um critério de declaração ambiental em construções sustentáveis. Entre eles estão produtos com avaliação do ciclo de vida publicamente disponível, a certificação de terceiros (indústrias ou específicos), ou outros aprovados pelo USGBC.

Opção 2. Otimização de Múltiplos Atributos: Utilize produtos que estejam de acordo com um dos critérios abaixo para 50% do custo do valor total de produtos permanentemente instalados no projeto. Produtos serão avaliados como: Produtos com impacto ambiental inferior da média da indústria ou programas aprovados pelo USGBC.

Para cálculo do crédito, produtos provenientes (extraídos, fabricados, comprados) de no máximo 160km do terreno de projeto são contados como 200% do seu custo base de contribuição.

E o que são EPDs para Construções Sustentáveis?

Um EPD é um caminho padronizado de comunicar os impactos ambientais de produtos e facilitar a utilização de materiais ecologicamente corretos. Menciona o potencial de aquecimento global e esgotamento de recursos energéticos de um produto ou sistema.

Otimização e Divulgação de Produtos da Construção- Origem de Matérias-Primas

O objetivo é encorajar o uso de produtos e materiais em construções sustentáveis cujas informações do ciclo de vida estejam disponíveis e possuam um bom impacto econômico, social e ambiental. O LEED recompensa profissionais que selecionam produtos verificados por serem extraídos e armazenados de maneira responsável.

Opção 1. Relatório de Origem e Extração de Matérias-primas: Utilize pelo menos 20 diferentes produtos de pelo menos 5 diferentes fabricantes que tenham lançado um relatório público de seus fornecedores de matérias-primas que incluam a localização da extração desses materiais, o compromisso tanto para uso do solo ecologicamente responsável, como reduzir impactos ambientais da extração e do processo de fabricação e serem voluntários em programas que demonstrem um critério de origem responsável.

Opção 2. Liderança em Práticas de Extração: Utilize produtos que atendam pelo menos um dos critérios responsáveis de extração abaixo para pelo menos 25%, do custo, do valor total dos produtos instalados permanentemente no projeto. Entre eles estão a Responsabilidade estendida do produtor, Materiais bio formados, Produtos em madeira, Reuso de materiais e Conteúdo reciclável.

Produtos originários (extraídos, manufaturados e comprados) em até 160km do local do projeto contam como 200% do seu custo base.

Otimização e Divulgação de Produtos da Construção- Ingredientes de Materiais

A intenção do LEED é encorajar o uso de produtos e materiais cujas informações do ciclo de vida estejam disponíveis e possuam um bom impacto econômico, social e ambiental.

O LEED recompensa times de projeto que selecionam produtos em que os ingredientes químicos são inventariados utilizando uma metodologia aceitável e por selecionar produtos verificados em minimizar o uso e geração de substâncias prejudiciais. Recompensa ainda fabricantes de matérias-primas cujos produtos são comprovados em possuir um ciclo-de-vida avançado.

Opção 1. Relatório de Ingredientes Materiais: Utilize pelo menos 20 diferentes produtos de pelo menos 5 diferentes fabricantes que utilizem qualquer um dos programas abaixo que demonstrem um inventário químico de produto de pelo menos 0,1%, como: Inventário de fabricação, Declaração de Saúde de Produto (HPD), Cradle to Cradle ou Programas aprovados pelo USGBC.

e/ou Opção 2. Otimização de Ingredientes de Materiais: Utilize produtos que documentem a otimização de ingredientes utilizando os caminhos abaixo para pelo menos 25%, do custo, do valor total de produtos permanentemente instalados no projeto. Entre eles estão: Greenscreen v1.2 benchmark, Certificação Cradle to Cradle, REACH Optimization e Programas aprovados pelo USGBC.

e/ou Opção 3. Otimização de Cadeia de Produto do Fabricante: Utilize produtos com pelo menos 25% do custo do valor total dos produtos permanentemente instalados no projeto que se originem de fabricantes que participem em programas válidos de segurança.

Deve ser avaliada a saúde, dano ou risco com uma documentação mínima de pelo menos 99% dos ingredientes utilizados para criar o produto ou material. Como alternativa, é possível utilizar produtos de fabricantes com verificação independente de terceiros da cadeia de matérias-primas que verifiquem itens mínimos que podem ser consultados no LEED Reference Guide.

Para atendimento de crédito das opções 2 e 3 em construções sustentáveis, produtos originados (extraídos, fabricados, comprados) em 160km do endereço do projeto constam como 200% do custo base.

Redução de Fontes de PBT- Mercurio

O objetivo neste crédito para edifícios de saúde é reduzir o lançamento de PBTs (persistentes, biocumulativos e tóxicos) associados com o ciclo de vida dos materiais de construção.

Para atender o LEED especifique e instale lâmpadas fusflorescentes com pouco conteúdo de mercúrio e longo tempo de vida, além do pré-requisito dito no começo desta categoria. Consulte o reference guide para este guia de materiais.

Redução de Fontes de PBT- Chumbo, Cádmio e Cobre

O objetivo neste crédito para edifícios de saúde é também reduzir o lançamento de PBTs (persistentes, biocumulativos e tóxicos) químicos associados com o ciclo de vida dos materiais de construção.

O requisito é especificar materiais que substituam chumbo, cádmio e cobre.

Chumbo: Para a água de consumo humano, especifique e use soldas para conectar o encanamento de acordo com padrões específicos. Isso vale para canos, acessórios para tubos, acessórios sanitários e torneiras. Especifique também pinturas e telhados livres de chumbo. Especifique e use fios e cabos elétricos com o uso reduzido.

Cádmio: Não especifique pinturas internas ou externas contendo cádmio.

Bronze: Para canos de bronze, reduza ou elimine fontes de corrosão relacionadas à juntas.

Móveis e Decorações Médicas

O objetivo deste crédito do LEED para construções sustentáveis de saúde é melhorar os atributos da saúde humana e ambiental associados com móveis e mobiliário médico.

O requisito é utilizar pelo menos 30%, do custo, de todos os móveis e decorações médicas que atendam aos critérios. Você possui a opção de utilizar materiais com conteúdo químico mínimo, realizar testes de modelagem ou mesmo produtos com EPD`s conforme mencionado no crédito específico desta categoria.

Produtos que atendam os critérios acima contam de acordo com sua localização (extração, fabricação e compra). Para calculo de crédito, produtos vindos de 160km do terreno de projeto valem como 200% do custo base.

Design para Flexibilidade em Construções Sustentáveis

Neste crédito apenas para construções sustentáveis relacionada à saúde, conserve recursos associados com a construção e gerenciamento de edifícios projetando com o intuito de proporcionar flexibilidade, a futura adaptação e o tempo de vida de componentes e conexões.

Para que isso aconteça aumente a flexibilidade da construção e o uso adaptativo no tempo de vida da estrutura empregando pelo menos 3 das seguintes estratégias:

  1. Utilização de espaços intersticiais;
  2. Espaços leves programados, como administração e depósitos;
  3. Shell spaces (espaços não finalizados);
  4. Identifique capacidade de expansão horizontal para espaços clínicos como diagnóstico e tratamento igual a pelo menos 30% da área existente de piso sem a demolição de espaços ocupados.
  5. Projetar para uma futura expansão vertical de pelo menos 75% do teto, se assegurando que operações e serviços existentes possam continuar por total ou capacidade similar durante a expansão;
  6. Projetar espaços para futuras estruturas de estacionamento igual a 50% da capacidade existente, com acesso direto ao lobby ou circulação principal do hospital;
  7. Partições desmontáveis para 50% das áreas aplicáveis;
  8. Móveis modulares para pelo menos 50% dos móveis ou mobílias customizadas.

Gerenciamento de Resíduos da Construção e Demolição

O intuito é reduzir a quantidade de resíduos de construção e demolição descartados em aterros sanitários e fábricas de incineração pela recuperação, reuso e materiais de reciclagem.

Para atender ao crédito do LEED recicle e /ou restaure materiais de construção ou demolição não perigosos. Cálculos podem ser feitos por peso ou volume mas devem ser consistentes.

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construções sustentáveis

CATEGORIA DE QUALIDADE AMBIENTAL INTERNA

A categoria do LEED de Qualidade Ambiental Interna premia decisões tomadas por equipes de projeto sobre a qualidade do ar interior, visual, conforto térmico e acústico em construções sustentáveis. Edifícios verdes com boa qualidade ambiental interna protegem a saúde e conforto dos ocupantes do edifício.

Ambientes internos de alta qualidade também aumenta a produtividade, diminuem o absentismo e melhoram o valor do edifício. Esta categoria ainda aborda as estratégias de design ​​e a qualidade nos fatores do ar, a qualidade de iluminação, o design acústico e o controle sobre o própria ambiente. Influencia-se positivamente a forma como as pessoas aprendem, trabalham e vivem.

Performance de Qualidade Mínima do Ar Interno em Construções Sustentáveis

Neste pré-requisito do LEED para construções sustentáveis, contribua para o conforto e bem-estar dos ocupantes por estabelecer padrões mínimos para qualidade interna do ar.

Estabeleça requisitos tanto para ventilação e monitoramento. Para a ventilação você possui medidas para espaços mecanicamente e naturalmente ventilados.

Ventilação. Espaços Mecanicamente Ventilados: A primeira opção é utilizar a normativa da ASHRAE 62.1-2010. A segunda é utilizar a CEN STANDARDS EN 15251-2007 e EN 13779-2007

Ventilação. Espaços Naturalmente Ventilados: determine as aberturas mínimas de ar externo e requisitos de configuração do espaço usando os procedimentos de ventilação natural da ASHRAE 62.1-2010 ou equivalentes locais, qual for mais restringente.

Monitoramento. Espaços Mecanicamente Ventilados: Para sistemas de volumes de ar variáveis, forneça um dispositivo medidor de vazão direta de ar externo capaz de medir a vazão mínima.

Este aparelho deve medir esta vazão mínima com uma precisão de +/- 10%, definida pelos requisitos de ventilação citados acima. Um alarme precisa indicar quando o valor de vazão externa variar em 15% ou mais do fluxo de ar externo.

Para sistemas de volume constantes, equilibre a vazão externa com a taxa mínima de vazão de ar externo definidos pela ASHRAE 62.1-2010, ou maior.

Monitoramento. Espaços Naturalmente Ventilados: Forneça um dispositivo medidor de vazão direta de ar externo capaz de medir a vazão mínima em construções sustentáveis.

Este aparelho deve medir esta vazão mínima com uma precisão de +/- 10%, definida pelos requisitos de ventilação citados acima. Um alarme precisa indicar quando o valor de vazão externa variar em 15% ou mais do fluxo de ar externo. Forneça dispositivos automáticos de indicação em todas as aberturas naturalmente ventiladas que se pretende atender os requisitos mínimos de aberturas.

Um alarme deve indicar quando qualquer uma das aberturas forem fechadas durante as horas de ocupação. Monitore as concentrações de dióxido de carbono (CO2) em cada zona térmica. Monitores devem estar entre 3 e 6 pés (0,9 e 1,8m) acima do piso e dentro de cada zona térmica.

Monitores de CO2 devem ter um indicador audível ou visual ou alertar o sistema de automação da edificação se a concentração de CO2 exceder os limites em mais de 10%. Calcule os limites apropriados do CO2 usando métodos da ASHRAE 62.1-2010, Apêndice C.

Controle de Fumaça de Tabaco no Ambiente

A intenção deste crédito do LEED é prevenir e minimizar a exposição dos ocupantes da construção, as superfícies internas, os sistemas de ventilação e a distribuição da fumaça de tabaco.

Para tanto proíba o fumo dentro da construção, exceto em áreas designadas localizadas a pelo menos 7,5 metros de todas as entradas, tomadas de ar e janelas operáveis. Também proíba o fumo dentro da linha da propriedade em espaços utilizados para intuitos de negócio.

Se o requisito de proibir fumo dentro de 7,5 metros não pode ser implementado por causa de legislação, forneça a documentação para esses regulamentos.

Sinalizações devem ser colocadas a pelo menos 3 metros de todas as entradas das construções indicando a política anti-fumo.

Para Edifícios Residenciais, ou atende-se aos requisitos acima ou compartimenta-se as áreas de fumo dentro da construção. Para cumprir da segunda forma, deve-se:

Proibir o fumo dentro de todas as áreas comuns do edifício. A proibição deve ser comunicada na construção de contratos de arrendamento ou de locação ou de convênios e restrições do condomínio ou de associações cooperativas.

Cada unidade precisa ser compartimentada para prevenir vazamento excessivo entre unidades:

  • Sele todas as portas externas e janelas operáveis nas unidades residenciais para minimizar o vazamento para áreas externas;
  • Sele todas as portas que levam as unidades residenciais entre circulações comuns;
  • Minimize caminhos não controlados para transferência de fumaça e outros poluentes entre unidades residenciais selando pontos nas portas, tetos e pisos selando dutos verticais (incluindo lixo, correio e elevadores) adjacentes às unidades;
  • Demonstre um vazamento máximo de 1,17 litros por segundo por metro quadrado) em 50 Pa de fechamentos (todas as superfícies fechando o apartamento, incluindo paredes externas, pisos e forros).

Performance Acústica Mínima em Construções Sustentáveis

Para atender a este pré-requisito apenas para escolas forneça para as salas de aula uma comunicação facilitada entre professores-estudantes e estudantes-estudantes através do design acústico.

Para isso atenda aos requisitos como:

Ruído de fundo de Ar-condicionado: Atinja um nível máximo de barulho de 40dBA dos sistemas de aquecimento, ventilação e ar-condicionado (HVAC) em salas de aula e outros espaços de aprendizado.

Ruidos Externos: Para localizações com muito ruído (pico acima de 60dBA durante horários escolares) implemente tratamento acústico e outras medidas para minimizar ruídos de fontes externas e controle a transmissão de som entre salas de aula e outros espaços de aprendizado.

Níveis de Reverberação: Para Salas de Aula e outros Espaços de Aprendizado menores que 556m³, projete salas de aula que incluam acabamentos suficientes absorventes de som para se adequar aos tempos de reverberação especificados nos padrões ANSI 60-2010, parte 1, critérios de performance acústica, requisitos de projeto e diretrizes para escolas, ou equivalente para projetos fora dos EUA.

Primeira opção: para cada sala, confirme que a superfície total dos painéis de parede, acabamentos de teto, e outros acabamentos absorventes de som são iguais ou excedem a área total do teto da sala (excluindo luzes, difusores e grades).

Materiais devem possuir um NRC de 0,70 ou mais para serem incluídos no cálculo. Segunda opção: Confirme através de cálculos descritos no padrão ANSI S12.60-2010 que salas são projetadas para atender aos requisitos especificados nas diretrizes.

Já para Salas de Aula e outros Espaços de Aprendizado maiores que 556m³, atinja os requisitos de reverberação descritos no NRC-CNRC Construction Technology Update No 51, Acoustical Design of Rooms for Speech (2002), ou equivalentes locais.

Estratégias de Qualidade Interna Melhorada do Ar

O objetivo deste crédito da certificação LEED para construções sustentáveis é promover o conforto dos ocupantes, bem estar, e produtividade pela melhora da qualidade interna do ar.

Opção 1. Estratégias de Melhor Qualidade Interna do Ar: Para espaços mecanicamente ventilados, utilize um “capacho” de 3 metros nas entradas, a prevenção interior de contaminação cruzada e sistema de filtragem. Já para espaços naturalmente ventilados, utilize também o capacho e cálculos de ventilação natural. Para sistemas mistos, utilize todos os sistemas além do cálculo de modo misto.

Opção 2. Estratégias Adicionais: Para espaços mecanicamente ventilados, realize uma prevenção da contaminação externa, ventilação aumentada, o monitoramento de dióxido de carbono ou fontes adicionais de controle e monitoramento. Já em espaços Naturalmente Ventilados, realize uma prevenção de contaminação externa, fontes adicionais de controle e monitoramento ou cálculos ambiente por ambiente de ventilação natural.

Materiais de Pouca Emissão em Construções Sustentáveis

O objetivo é reduzir as concentrações de contaminantes químicos que possam danificar a qualidade do ar, a saúde humana, produtividade e o meio ambiente.

Para isso é necessário diminuir ao máximo as emissões de Compostos Voláteis Orgânicos (VOC) no ar interno e o conteúdo de VOC dos materiais, como também os métodos de teste para qual as emissões internas de VOC são determinadas.

Opção 1. Cálculos de Categoria do Produto: Atinja os níveis limites de atendimento com as emissões e padrões de conteúdo para o número das categorias de produtos listados em uma tabela específica.

Opção 2. Método de Cálculo Orçamental: Se alguns produtos em uma categoria não atenderam ao critério, times de projeto podem usar o método um cálculo orçamental. O método de cálculo organiza o interior da construção em seis partes: pisos, tetos, paredes, mobiliário e isolamento térmico e acústico.

Plano de Gerenciamento da Qualidade Interna do Ar da Construção

Objetivo de promover o bem-estar dos trabalhadores da construção e ocupantes minimizando os problemas de qualidade interna do ar associados com a construção e reforma.

Desenvolva e implemente um plano de gerenciamento da qualidade interna do ar para as fases de construção e pré-ocupação da construção. Deve atender as medidas do guia Sheet Metal and Air Conditioning National Contractors Association (SMACNA). Proteja materiais absorventes armazenados no local da prevenção da umidade.

Não opere equipamentos permanentemente instalados de tratamento de ar durante a construção a menos que a eficiência mínima dos filtros MERV de 8, como determinados na ASHRAE 52.2.2007 sejam instalados em cada grade do ar de retorno e devolvam ou transfiram a entrada do duto abertura de tal forma que não exista nenhum desvio em torno dos meios de filtração.

Imediatamente antes da ocupação, substitua todos os meios de filtração com a mídia de filtragem do projeto final, instalados de acordo com as recomendações do fabricante. Proíba o uso de produtos de tabaco dentro da construção dentro de 7,5 metros da entrada durante a construção.

Avaliação da Qualidade Interna do Ar para Construções Sustentáveis

O intuito deste crédito do LEED é estabelecer uma melhor qualidade do ar interna em construções sustentáveis depois da obra e durante a ocupação.

Para isso selecione uma das 2 opções seguintes, para serem implementadas depois que a construção termina e tenha sido completamente limpa. Todos os acabamentos internos, como marcenarias, portas, pinturas, carpet, azulejos acústicos e mobiliário móvel devem ser instalados, e os principais itens da lista de VOCs devem ser concluídos.

Opção 1.1. Flush-out: Instale todos os filtros e realize um flush-out da construção fornecendo um volume de ar total de 4.267.140 litros/s/m2 da área bruta, enquanto mantém a temperatura interna de pelo menos 15ºC e não mais que 27ºC, além da umidade relativa não maior que 60%.

Opção 1.2. Durante a Ocupação: Se a ocupação é desejada antes que o flush-out esteja concluído, o espaço pode ser ocupado apenas após uma entrega mínima de 1.066.260 litros/s/m2 da área bruta enquanto mantém a temperatura interna de pelo menos 15ºC e não mais que 27ºC, além da umidade relativa não maior que 60%.

Uma vez que o espaços esteja ocupado, ele deve ser ventilado em uma taxa mínima de 1,5 litros de ar externo/s/m2 ou a taxa mínima de ar externo determinada pelo pré-requisito EQ Minumum Indoor Air Quality Performance, o que for maior. Durante cada dia do período de flush-out a ventilação deve começar pelo menos 3 horas antes da ocupação e continuar durante a ocupação.

Essas condições devem ser mantidas até que um total de 4.267.140 litros/s/m2 tenha sido entregue ao espaço.

Opção 2. Teste do Ar: Após o término da construção e antes da ocupação, mas dentro das condições típicas de ventilação para ocupação, conduza testes usando protocolos consistentes para todos os espaços ocupados.

Laboratórios que conduzirem testes para as análises químicas de formaldeídos e VOCs devem ser acreditados dentro da ISO/IEC 17025 para os métodos utilizados. Demonstre que contaminantes como Formaldeídos, Partículas, Ozônio, VOC`s, Monóxido de Carbono e Químicos listados no CDPH não excedam as concentrações listadas na tabela do guia de referência do USGBC.

Conduza todas as medidas antes da ocupação e durante horas normais ocupadas, com o sistema de ventilação iniciado na hora normal diária e operada na taxa de fluxo de ar externo mínima. Para cada ponto de amostra onde as concentrações excederem o limite, faça as ações corretivas para os contaminantes não atendidos nos mesmos pontos de amostra. Repita até que todos os requisitos sejam atendidos.

Conforto Térmico em Construções Sustentáveis

O objetivo é promover a produtividade dos ocupantes, conforto e bem-estar pela qualidade no conforto térmico em construções sustentáveis.

Para atender ao requisito do LEED e verifique questões tanto de design quanto de controle do conforto térmico.

Projeto do Conforto Térmico. Opção 1. ASHRAE 55-2010: Projete o aquecimento, ventilação e sistemas de ar condicionado (HVAC) e o fechamento da construção para atender aos requisitos do padrão a ASHRAE 55-2010, Thermal Confort Conditions for Human Occupancy, ou equivalentes locais.

Projeto do Conforto Térmico. Opção 2. Padrões ISO e CEN: Projete sistemas de HVAC e fechamento da edificação para atender aos requisitos dos padrões aplicáveis, como a ISO 7730:2005, Ergonomics of the Thermal Environment ou o Padrão CEN EN 15251:2007, Indoor Environmental Input parameters for Design and Assessment of Energy Performance of Buildings.

Controle do Conforto Térmico: Forneça controles individuais para pelo menos 50% dos espaços individuais ocupados. Forneça controles de conforto térmico de grupo para todos os espaços multi-ocupantes. Controles de conforto térmico permitem aos ocupantes, seja em espaços individuais ou espaços multi-occupantes compartilhados, a ajustar em pelo menos uma das seguintes opções no ambiente local: temperatura do ar, temperatura radiante, velocidade do ar e umidade.

Iluminação Interna em Construções Sustentáveis

A intenção deste crédito do LEED é promover a produtividade dos ocupantes, conforto e bem-estar na arquitetura por fornecer iluminação de alta qualidade dentro das construções sustentáveis.

Para que isso aconteça utilize o controle e/ou qualidade de iluminação:

Controle de Iluminação: Para pelo menos 90% dos espaços individuais ocupados, forneça controles individuais de iluminação que permitam aos ocupantes a ajustar a iluminação de forma sustentável pode ndo se adequar as tarefas e preferencias individuais, com pelo menos 3 níveis de iluminação ou cenas (on, off, meio nível).

Para todos os espaços multi-ocupados, atenda todos os requisitos seguintes: Tenha um sistema de controle multizona colocado que permita aos ocupantes a ajustar a iluminação para atender as necessidades do grupo e preferências, também com pelo menos 3 níveis ou cenas de iluminação.

Qualidade de Iluminação: Escolha 4 das seguintes estratégias:

  1. Para todos os espaços regularmente ocupados, utilize luminárias com iluminação de menos que 2.500cd/m2 entre 45º e 90º;
  2. Para o projeto como um todo, utilize luminárias com um CRI de 80 ou mais;
  3. Para pelo menos 75% dos carregamentos de iluminação conectados totais, utilize luminárias que tenham uma vida útil para pelo menos 24.000 horas;
  4. Utilize iluminação alta diretas apenas para 25% ou menos que o carregamento de iluminação total conectado para todos os espaços regularmente ocupados;
  5. Para pelo menos 90% dos espaços regularmente ocupados, atenda ou exceda os seguintes limites para a média refletância de superfície ponderada por área: 85% para os tetos, 60% para as paredes, e 25% para pisos.
  6. Se o mobiliário estiver incluído no escopo de trabalho, selecione acabamentos de mobiliário para atender ou exceder os seguintes limites para a média refletância de superfície ponderada por área: 45% para áreas de trabalho e 50% para partições móveis.
  7. Para pelo menos 75% da área de piso regularmente ocupada, atenda as taxas médias para iluminação de superfície (excluindo fenestração) para a média da iluminação do plano de trabalho que não exceda 1:10. Deve também atender a estratégia E, F, ou demonstrar uma média refletância de superfície ponderada por área de pelo menos 60% para paredes.
  8. Para pelo menos 75% da área de piso regularmente ocupada, atenda as taxas médias para iluminação de superfície (excluindo fenestração) para iluminação do plano de trabalho que não exceda 1:10. Deve atender também a opção E, F, ou demonstrar uma média refletância de superfície ponderada de pelo menos 85% para tetos.

Luz do dia em Construções Sustentáveis

O objetivo é conectar os ocupantes da edificação com o lado de fora, reforçando ritmos circadianos e reduzir o uso de luz elétrica introduzindo iluminação natural ao espaço.

Para atingir este objetivo do LEED forneça dispositivos manuais ou automáticos (com cancelamento manual) para todos os espaços regularmente ocupados. Selecione uma das seguintes 3 opções:

Opção 1, Simulação: Autonomia Espacial da Luz do Dia e Exposição Anual da Luz do Sol: Demostre através de simulações por computador que a autonomia espacial da luz do dia (sDA) de pelo menos 55%, 75% ou 90% sejam atendidas para áreas regularmente ocupadas.

Opção 2, Simulação: Cálculos de Iluminação: Demonstre através da modelagem por computador que os níveis de iluminação serão entre 300 lux e 3.000 luz tanto as 9 da manhã e 3 da tarde, com dia de céu limpo no equinócio. Utilize Áreas regularmente ocupadas.

OPÇÃO 3. Medidas: Atinjam níveis de iluminação entre 300 lux e 3.000 lux para as áreas de piso conforme tabela específica.

Veja como aplicar a Opção 1 (Simulação por Autonomia Espacial da Luz do Dia e Exposição Anual da Luz do Sol) neste link.

Vistas de Qualidade em Construções Sustentáveis

O objetivo deste crédito do LEED é dar aos ocupantes da construção sustentável uma conexão com o ambiente externo natural por fornecer vistas de qualidade.

Para que isso aconteça, é necessário obter uma linha direta de visão para a área externa através de vidros para 75% dos espaços regularmente ocupados de piso. Vistas que contribuem devem fornecer uma imagem clara do exterior, não obstruídas por divisórias fibras, vidros modelados ou com tintas adicionadas que distorçam o balanço de cores.

Ainda, 75% dos espaços regularmente ocupados devem ter pelo menos 2 dos 4 tipos de vistas: Linhas múltiplas para a visão em diferentes direções para pelo menos 90 graus separados;

  • Vistas que incluem pelo menos 2 dos seguintes: (1) flora, fauna ou céu (2) movimento; e (3) objetos pelo menos 25 pés (7,5 metros) do exterior do vidro;
  • Vistas não obstruídas localizadas na distância de 3 vezes a altura da cabeça na visão para o vidro;
  • Vistas com fator de visão de 3, ou mais, como definidos em “Windows and Offices: A Study of Office Worker Performance and the Indoor Environment.

Performance Acústica em Construções Sustentáveis

O objetivo deste crédito LEED é fornecer aos espaços de trabalho e salas de aula bem estar dos ocupantes, produtividade e comunicação através de um efetivo design acústico.

Para todos os espaços ocupados, é necessário atender aos seguintes requisitos, se aplicáveis, para ruídos em sistemas de HVAC, isolamento acústico, tempo de reverberação, sonorização e mascaramento.

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construcoes sustentaveis

CATEGORIA DE INOVAÇÃO

Inovação

Encorajar projetos a atingir performance excepcional ou inovadora em construções sustentáveis. Times de projeto podem usar qualquer combinação de estratégias para inovação, créditos piloto ou performance exemplar.

Para a inovação, você deve alcançar um desempenho ambiental significativo e mensurável usando uma estratégia não abordada no sistema de classificação LEED.

Vocé pode também atingir créditos piloto do USGBC`s LEED Pilot Credit Library ou mesmo atingir performance exemplar em um pré-requisito ou crédito permitido do LEED V4, como especificado no guia de referência.

LEED Accredited Professional

O objetivo é encorajar a integração do time de projeto LEED e simplificar o processo de certificação de construções sustentáveis. Para tanto tenha pelo menos um participante principal do time de projeto deve ser um LEED AP com especialidade apropriada para o projeto.

Prioridade Regional

O objetivo é Incentivar a conquista de créditos em construções sustentáveis que abordem a geografia ambiental, igualdade social e prioridades de saúde pública. Procure as prioridades para a sua região no site do USGBC (www.usgbc.org).

Conclusão Sobre As Estratégias em Construções Sustentáveis

É perceptível que para realizar construções sustentáveis são necessárias uma série de estratégias. Porém, utilizando os processos certos é possível aprender e aplicar as estratégias em qualquer projeto.

Pronto para aprender construções sustentáveis de forma concreta e objetiva? Conheça nossos cursos.

Fonte do conteúdo relacionado ao LEED: www.usgbc.org.

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Desvendando os Segredos de Uma Casa Sustentavel (Com Exemplos)

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Desvendando os Segredos de Uma Casa Sustentavel (Com Exemplos)

Muitos pensam em projetar ou construir uma casa sustentável.

Porém, poucos conhecem a variedade de elementos e dificuldades para a realizar com eficácia.

Alguns conhecem um pouco sobre materiais que podem ser aplicados, como lâmpadas de LED e painéis solares. Outros compreendem sobre elementos que geram economia de água, ou sobre materiais sustentáveis.

A verdade é que uma casa sustentável está ligada a diversos elementos, como:

  • Implantação
  • Conectividade
  • Materiais
  • Conforto
  • Energia
  • Água

Com a finalidade de mudar sua forma de pensar sobre uma casa sustentável…

Vamos apresentar todos estes elementos em um único artigo. Após a leitura, tenho certeza que você terá uma base sólida para continuar seus estudos.

Portanto, se você procura saber tudo sobre uma casa sustentável, continue lendo este artigo.

O Que é Uma Casa Sustentável?

Uma casa sustentável é conceituada como parte de um ecossistema. Portanto, é considerada parte de um habitat vivo.

Pode contrastar com o trabalho de muitos arquitetos que consideram uma casa “arte”. Ou, como muitos dizem, “uma escultura habitável”.

Acredito fortemente que uma casa deve procurar uma conexão profunda com o entorno. O clima, a região, o terreno e o ser humano.

Por quê? Porque projetos que ignoram seu entorno simplesmente não são mais aceitáveis em uma era de mudanças climáticas.

O famoso arquiteto Le Corbusier disse no início do século passado que “casas são máquinas de morar”. Portanto, é mais que hora desta máquina evoluir da mesma forma que a sociedade evoluiu. A consciência social e ambiental faz parte desta evolução.

Exemplo de implantação bioclimática, por UGREEN:

casa sustentável

Logo, esta é a minha visão de uma casa sustentável. Continue lendo para compreender todos os elementos que a compõe.

Qual a Importânica de Uma Casa Sustentável?

O uso de energia elétrica no Brasil é dividido pelos seguintes setores:

 

Portanto, o setor residencial é o segundo maior consumidor de energia no país.

A utilização de energia muitas vezes leva ao consumo de combustíveis fósseis. Consequentemente ao aquecimento global.

Logo, devemos ser mais sábios na utilização da energia em nossas residências. Isso vale tanto para a fabricação quanto para o uso, que ocorre por dezenas de anos.

Uma casa sustentável consiste em diversos elementos que estão intimamente interligados.

São estes elementos que você aprenderá logo a seguir…

Elemento #1: Implantação

Uma casa sustentável procura impactar ao mínimo o entorno no qual está inserido. As seguintes estratégias podem ser utilizadas para uma implantação de baixo impacto:

Captação da Água da Chuva

Uma casa sustentável não deixará a chuva não absorvida no próprio lote para a cidade cuidar. Portanto, levará em conta os índices pluviométricos para a captação da água da chuva e uma maior permeabilidade. Logo, podemos reutilizar a água e ao mesmo tempo ajudar a prevenir inundações em sua cidade.

Outra estratégia é o uso de telhados verdes. Além de promover a biodiversidade e a redução da carga térmica, promove também maior captação da água da chuva.

Espaços abertos

Uma casa sustentável deixa ela mesma e seu entorno respirar. Ao mesmo tempo, permite afastamentos suficientes entre edificações vizinhas. Promoverá o andar por meio de um paisagismo consciente que use menos água na irrigação.

Prevenção de Ilhas de Calor

Podemos prevenir o aquecimento das superfícies com cores mais claras e lisas. Esta relação se chama absortância e o quanto mais baixa, melhor.

A Norma de Desempenho privilegia absortâncias baixas. A referência são absortâncias abaixo de 60% em algumas regiões brasileiras e 40% em outras. As edificações obterão cargas térmicas inferiores e menor uso do ar condicionado. Simultaneamente, o meio urbano agradece pela contribuição com o microclima local.

Elemento #2: Conectividade

Uma casa sustentável promove o ir de vir de seus usuários. Portanto, uma casa dissociada do meio urbano não pode ser considerada uma casa sustentável.

Como assim?

A verdade é que uma casa sustentável deve possuir uma relação próxima com a cidade. Tornar os hábitos corriqueiros, como comprar um pão na padaria ou ir a uma loja, mais acessíveis.

É comum alguns pensarem que casas sustentáveis podem existir no campo. Porém, estas casas utilizam mais veículos nas atividades corriqueiras, poluindo mais. Consomem mais da infraestrutura urbana, necessitando de mais vias até estas residências. Consome até mais do meio ambiente, impactando uma flora e fauna de regiões que antes eram intocadas.

Portanto, cidades na densidade certa promovem sim a sustentabilidade.

Uma casa no meio urbano é mais independente do carro, poluindo menos. Promove atividades físicas como caminhar, ou o uso de bicicleta por ciclovias. Possui conexão com um bom sistema de transporte coletivo, facilitando o ir e vir.

Sabemos que desfrutar de uma boa estrutura urbana é privilégio de poucos brasileiros. Inegavelmente uma casa sustentável vai de encontro a um urbanismo sustentável. É uma evolução conjunta que necessita ocorrer.

Elemento #3: Conforto

Podemos separar o conforto de uma casa sustentável em:

  • Conforto Térmico
  • Conforto Lumínico Natural
  • Conforto Lumínico Artificial
  • Conforto Acústico
  • Qualidade do Ar
  • Vistas de Qualidade

Conforto Térmico

Imagine dez pessoas em um único ambiente. Mesmo que elas estejam nesta mesma situação, algumas podem estar sentindo mais frio ou mais calor.

A relação de bem estar é diferente para cada pessoa, devido ao seu metabolismo. Somando a este fator existe a vestimenta, que gera novas combinações de conforto….

Ainda existe a umidade, a velocidade do vento, a temperatura das superfícies e a temperatura do ambiente…

Todos estes fatores somados tornam as estratégias de conforto térmico mais difíceis de atingir. Para a maior eficácia, exige um profissional para simular o projeto e otimizar os custos.

Uma pessoa que projeta com foco em conforto térmico irá buscar uma relação intensa com a sua região bioclimática. Desta forma o conforto será garantido em grande parte de forma passiva. Dependerá menos do aquecimento ou ar condicionado e reduz o consumo de energia elétrica.

Regra rásica de envoltória para região norte e sul em uma casa sustentável

No sul do país será geralmente privilegiada uma envoltória com transmitância mais baixa. Ou em um bom português, uma parede que deixe passar menos o calor ou o frio.

Já a capacidade térmica da envoltória deve ser mais alta. Desta forma ela terá maior inércia térmica, absorvendo o calor externo no verão e a utilizando a noite, quando está mais frio.

Já no norte do Brasil será privilegiada uma ventilação mais acentuada. Portanto, utilizar pisos elevados é uma estratégia válida. Simultaneamente, aberturas abaixo da cobertura permitirá o controle térmico mais eficiente.

Contudo, o ideal é sempre avaliar cada projeto isoladamente em conjunto com o bioclima. Diversas ferramentas estão disponíveis para quem busca realizar arquitetura bioclimática.

Uma das ferramentas mais simples e eficientes é o Projeteee. Ela foi desenvolvida pelo Governo Federal em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente.

Existem outras ferramentas voltadas para especialistas, que incluem simulação computacional. A mais famosa é o Energyplus, mas existem outras como Designbuilder, Sefaira e IES. Conheça nossos cursos para aprender a utilizá-las.

Conforto Lumínico Natural

O Conforto lumínico em uma casa sustentável deve privilegiar a distribuição máxima da luz, evitando o uso da luz elétrica.

No entanto, apenas distribuir a iluminação sem critério pode gerar grandes problemas. Um efeito comum é um grande índice de ofuscamento e uma maior carga térmica. Como resultado é necessário o maior uso do ar condicionado e energia.

Uma recomendação eficaz é obter a iluminação próxima a 300 lux durante o ano todo em áreas regularmente ocupadas. Estas áreas são geralmente salas, cozinhas e quartos. Por outro lado, não permitir áreas acima de 1250 lux durante o ano todo previne o ofuscamento.

Abaixo está um exemplo realizado por nosso escritório:

Parece difícil, certo? E realmente é, se o projeto foi conceituado com poucos recursos. Porém, com simulações computacionais e um bom conceito arquitetônico você terá ótimos resultados.

Recomendações para a otimização da iluminação em uma casa sustentável

  • A orientação é o elemento rei para uma edificação sustentável. Determinar a melhor posição para os ambientes otimizará a eficiência de uma residência.
  • Uma menor profundidade dos ambientes em relação a fachada gera ambientes mais claros e econômicos.
  • A avaliação criteriosa das proporções vidro/fachada para cada orientação da edificação é crucial. Edifícios com muito vidro necessitarão de vidros de alta performance para obter um bom nível de conforto.
  • Brises são ótimos elementos para o controle passivo do calor externo. No norte são indicados brises horizontais e no leste/oeste brises verticais.

Regra comum das aberturas e brises em uma casa sustentável

  • Norte: aberturas médias com brises horizontais.
  • Leste: aberturas médias com brises verticais
  • Sul: aberturas sem brises.
  • Oeste: menos aberturas e mais inércia térmica, bloqueando e retardando a intensidade do sol.

A simulação computacional é a melhor forma de gerar informações para as melhores decisões de projeto. Caso necessite de uma dessas análises, fale conosco.

Conforto Lumínico Artificial

Apesar das tão faladas lâmpadas de LED fornecerem economia, cuidados devem ser tomados.

A principal delas é a compreensão do uso de cada espaço. A Norma de Desempenho determina como parâmetro superior pelo menos 200 lux em salas. Porém, a CIBSE (Chartered Institution of Building Services Engineers) determina 300 lux.

Já para cozinhas a iluminância confortme NBR15575 deve ser maior, 400 lux. Neste caso a CIBSE indica 500 lux.

Portanto, verifique os níveis que você possui nos ambientes projetados. A simulação é a melhor forma de avaliação em projeto, assim garante-se maior economia na solução.

Para ambientes já construídos, é possível medir no próprio local com um luxímetro ou, com menor precisão, aplicativos. Atenha-se aos centros do ambiente e a uma altura de 80cm do solo para otimizar a precisão.

Conforto Acústico

A acústica trata de fenômenos importantes como a reverberação e o mascaramento.

No entanto, o mais importante para residências é a redução do ruído externo. Isso vale para a fachada e também entre ambientes, no caso de apartamentos distintos.

A Norma de Desempenho (NBR15575) apresenta regras claras neste quesito. São determinados limites que pisos, paredes e esquadrias devem suportar. Sua variação depende da classe de ruído da edificação e dos ambientes a serem avaliados.

Um exemplo são paredes externas em apartamentos em localização tranquila. Em um ensaio, as vedações externas devem suportar pelo menos 20 db de fontes de ruído localizadas a 2 metros de distância. Já em ambientes com maior ruído o requisito é maior, devendo suportar 25db.

Esta é apenas uma amostra dos critérios que uma casa deve fornecer para garantir a qualidade de vida dos usuários.

Qualidade do Ar

Uma casa sustentável estabelece um padrão mínimo para qualidade interna do ar. Realiza a troca do ar em condições determinadas pela sua região bioclimática.

A seriedade desta questão deve-se a síndrome dos edifícios doentes. Ela prejudica a saúde das pessoas que vivem em espaços inadequados na qualidade do ar.

As causas dos edifícios doentes estão na falha no sistema de aquecimento, ventilação e ar condicionado. Também são relacionados aos COV’s (Compostos Orgânicos Voláteis) usados na construção, altamente poluentes.

Este é um problema que não tem distinção de raça, gênero e mata tanto gente pobre quanto gente em melhores condições. Um exemplo é o ex-ministro Sérgio Mota, que foi vítima da bactéria Legionella sp, que causa pneumonia.

Portanto, utilizar produtos com uma quantidade reduzida de COV’s é uma solução simples e eficaz. Verifique principalmente a composição das pinturas utilizadas.

Outra ótima forma de privilegiar a qualidade do ar em uma casa é promover a ventilação adequada. A NBR15575 determina uma área de ventilação de pelo menos 7% da área do piso em grande parte das regiões brasileiras. Pode variar de 8 até 12% em regiões mais quentes.

Vistas de Qualidade

Olhar para fora traz saúde. Portanto, privilegie janelas que tenham vistas para elementos da cidade. A flora, fauna e até pessoas ajudam drasticamente na regulagem dos ritmos circadianos.

Sim, uma casa sustentável procura estabelecer a relação com o ritmo biológico humano. Afinal, é um ritmo estabelecido após dezenas de milhares de anos em contato com a natureza. Mas ainda sim, muitos insistem em ignorá-lo com edificações ineficientes.

Elemento #4: Materiais

Uma casa não pode ser considerada sustentável sem pensarmos na procedência dos seus materiais. Elas se distribuem nas seguintes estratégias:

  • Redução do uso de materiais na construção ou reforma.
  • Reutilização de materiais, tanto no próprio lote quanto fora dele.
  • Utilização de materiais orgânicos (madeira, pedra natural).
  • Utilização de materiais rapidamente renováveis (bambu, linóleo, cortiça, que se regeneram em um período máximo de 10 anos).
  • Utilização de materiais com conteúdo reciclável.
  • Utilização de materiais regionais.

Exemplo de aplicação de materiais sustentáveis em projeto, por UGREEN:

casa sustentavel

Porém, não é apenas especificar o que fornecedores dizem ser bom que irá gerar uma casa sustentável. A investigação deve ser parte da vida de quem possui compromisso com a sustentabilidade.

Para sua sorte, temos alguns materiais sustentáveis disponíveis para download aqui.

Qual a importância da investigação para uma casa sustentável?

Muitos materiais podem ser sustentáveis na sua composição. Porém, podem ser extraídos ou processados por pessoas em condições desumanas de trabalho.

Materiais podem ser sustentáveis, mas a matéria prima vir de longas distâncias. Utilizam muito combustível e podem, no final, ser menos sustentável que um produto comum fabricado em região próxima.

Um material sustentável pode originar um produto insustentável também. No processo de fabricação podem surgir componentes ou químicos que alteram sua característica. Pode inclusive prejudicar a saúde dos seres humanos durante o processo ou uso a longo prazo.

Uma ótima forma de obter materiais sustentáveis para uma casa é por certificações. Para produtos em madeira o FSC é uma sigla comum.

Porém, existem outras, como o Cradle to Cradle. Esta certificação considera um processo produtivo menos agressivo, promovendo a economia circular.

Existem ainda outras de relevância. Os EPD`s, Greenscreen e Declare da Living Future Institute são exemplos expressivos. Elas incentivam os fabricantes a comunicarem com mais clareza seus processos industriais. Estabelecem ainda parâmetros para a melhoria da sustentabilidade em seus processos.

Para saber mais sobre o tema, assista a palestra que realizamos na Expo Revestir em março de 2019:

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Elemento #5 Para Uma Casa Sustentável: Energia

A energia é a categoria que mais impacta o meio ambiente quando negligenciada. Em certificações, buscar a performance energética equivale a quase 1/3 de todo o processo.

Portanto, buscar a eficiência energética deve ser foco em um projeto que vise a sustentabilidade.

Porém, é um erro pensar que um projeto eficiente deve focar em energias renováveis. Entre leigos é aceitável, porém, não entre empresas e certificadoras.

Uma casa verdadeiramente sustentável deve economizar energia diretamente na fonte. Resumindo, o foco deve ser na concepção arquitetônica. Abaixo está um exemplo realizado pela UGREEN:

casa sustentável
Otimizações energéticas em uma casa sustentável, por UGREEN.

Uma das formas mais eficazes de obter economia de energia em projeto é simulando. Os resultados são otimizados se trabalhados em conjunto com o conforto térmico e lumínico.

É bastante importante nunca dissociar estes elementos em uma simulação. Afinal, mais conforto térmico e lumínico em uma edificação significa redução no consumo de energia.

Dentro do gráfico de uso residencial podemos verificar que os consumos possuem variações entre o verão e inverno. Os maiores usos são, em ordem, os refrigeradores, chuveiros, iluminação e ar condicionado.

Portanto, focar na economia destes elementos tornará sua casa mais econômica e sustentável. Como podemos trabalhar?

  • Economia no ar condicionado. Pode ser obtido com a melhoria dos índices de conforto térmico, como detalhado logo antes neste artigo.
  • Chuveiros. Equipamentos mais eficientes, que consomem menos água podem ser uma ótima solução.
  • Refrigerador e outros Equipamentos. Equipamentos mais eficientes, como os com selo PROCEL, são uma boa alternativa.
  • Iluminação. Podemos otimizá-la por um projeto bioclimático eficiente e o uso de lâmpadas adequadas, como já mencionado.

Elemento #6 Para Uma Casa Sustentável: Água

Uma casa sustentável utiliza a água mais sabiamente que casas comuns. Afinal, a população mundial continua crescendo junto com a poluição de rios e as mudanças climáticas.

Gosto de pensar na economia de acordo com o próprio fluxo da água.

“Reuso > Eficiência do Uso Externo > Eficiência do Uso Interno > Mudanças de Hábito.”

Reuso (e reciclagem)

O reuso é uma opção de baixo custo, já que a água é reutilizada com pouco tratamento adicional. Alguns exemplos são:

  • A coleta de chuva.
  • Pontas de água.
  • Irrigação com água cinza.
  • Água de banho compartilhada.

Já a reciclagem exige mais energia ou até mesmo produtos químicos para o tratamento. Alguns exemplos são a reciclagem de água cinza ou até mesmo a água negra.

Eficiência no Uso Externo

  • Plantas mais eficientes no paisagismo.
  • Irrigação eficiente. Um exemplo são os sistemas por gotejamento, que podem utilizar até 90% menos água que os convencionais.

Eficiência no Uso Interno

Para obtermos uma boa economia no uso interno da água, o ideal é conhecermos os maiores vilões do consumo. Abaixo podemos observar o perfil de consumo de água interno médio de uma residência brasileira.

 

Observando o gráfico, notamos que os 3 maiores usos são o vaso sanitário, o chuveiro e a pia de cozinha. Portanto, estes devem ser os principais itens a serem mitigados. Aqui estão alguns elementos que podem ajudar nesta economia:

  • Aeradores.
  • Banheiras com menor volume de água.
  • Louças mais eficientes, como vasos dual-flush ou mictórios sem uso d’agua.
  • Equipamentos mais eficientes, como chuveiros, máquinas de lavar roupa, entre outros.
  • Vasos sanitários por compostagem.
  • Conserto de vazamentos.

É importante notar no gráfico que o chuveiro encontra-se em 2 º lugar. Porém, o chuveiro é considerado também o 2 º maior consumidor de energia de uma edificação…

Portanto, obter reduções no consumo de água no chuveiro também irá impactar na redução do consumo de energia. Obtemos aqui um duplo benefício.

Mudanças de habito para uma casa sustentável

Após obtermos todas as reduções possíveis, é interessante promover ainda uma mudança de hábito. Desta forma obtemos ainda maiores economias.

Algumas estratégias são:

  • Não lavar o carro tão frequentemente.
  • Não irrigar a grama.
  • Tomar banhos mais curtos.

Exemplos Diferentes e Inovadores de Casas Sustentáveis Pelo Mundo

Casa Sustentável na Holanda

A casa de papelão Wikkel House pode ser construída em apenas um dia. Sua principal composição é o papelão em conjunto com uma supercola sem VOC’s. 

Apesar do papelão parecer algo não durável, esta residência pode durar até 100 anos. Portanto, possui uma vida útil superior a muitas residências convencionais.

Os espaços são pequenos, mas ainda acolhedores. Possui um quarto e uma sala que são separados pela cozinha e o banheiro.

casa sustentável

Para os nômades de plantão, outra vantagem. A residência pode facilmente ser transportada para qualquer lugar.

Porém, um impeditivo é o preço. Ela custa, em média, R$ 130 mil. Logo, não seria um atrativo para a maioria das famílias brasileiras.

Casa Sustentável em Milão: Aconchego no Meio da Floresta

Já falarmos que construir em ambientes virgens pode prejudicar a fauna e flora local.

No entanto, estas casas visam uma implantação no meio da floresta com um mínimo impacto no solo.

As casas na árvore, projetadas por Peter Pichler, trazem a sensação de viver dentro da floresta. Possuem entre 35 a 45m², sendo possíveis de serem utilizadas por famílias pequenas.

Apesar de bonitas, nota-se que a quantidade grande de peles de vidro e cores escuras. Portanto, não seria uma solução adequada para a maioria das zonas bioclimáticas brasileiras.

Porém, com algumas adaptações, seria possível obter bons resultados até mesmo em nosso país.

Casa Sustentável Pré-Fabricada Na Austrália

Esta é uma casa australiana pensada na eficiência energética e o impacto mínimo no meio ambiente. Inspirada nos princípios da permacultura, é auto-suficiente e reduz a pegada de carbono.

As abas horizontais no norte demonstram cuidado com a insolação predominante.

Outros elementos sustentáveis são tanques de água da chuva, fossa séptica e queimador de madeira para o inverno.

Janelas e portas operáveis são estrategicamente posicionadas para ventilação cruzada no verão.

No entanto, o mais importante é que os proprietários são apaixonados pela morada e o estilo de vida que ela promove.

Casa Sustentável Até Para Seu Cachorro!

Se cachorros pudessem falar, eles demonstrariam surpresa com esta casa logo abaixo.

O Studio Schicketanz criou esta estrutura para fornecer abrigo para seus animais. É perceptível que o cliente adorou o resultado…

Apesar de parecer exagerado, a casa possui sim, diversos elementos sustentáveis. Existe uma envoltória eficiente, telhados verdes, refrigeração e até mesmo painéis solares.

E você, gostou do resultado?

Concluindo, uma casa sustentável…

É como uma terceira pele. Ela nos fornece abrigo dos elementos externos da mesma forma que nossas roupas.

Logo, deve se adaptar as condições climáticas adversas. Desta forma, ela contribui para não prejudicar o meio ambiente também.

Nenhum destes princípios citados podem ser ignorados na construção de uma casa. São estes elementos que tornam uma residência verdadeiramente sustentável.

Espero que você tenha gostado deste artigo. Comente abaixo o que você espera da sua casa sustentável!

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Criando um Sistema de Relacionamento Educacional e ajudar mais pessoas

No capítulo anterior você viu a importância de ter e fortalecer nosso posicionamento, aumentando nosso valor intrínseco através da criação de símbolos de valor.

E você pode ter entendido que se posicionando corretamente, será mais fácil a aquisição de clientes.

Mas por que parece tão difícil adquirir mais clientes?

O problema é que para conquistar clientes, grande parte dos profissionais usa a seguinte estratégia:

Grito -> Expectativa Por Uma Ligação -> Expectativa Por Um Projeto

…e se todos estão gritando ao mesmo tempo, a probabilidade de ser ouvido é pequena, concorda?

Não que essa estratégia não funcione algumas vezes, mas aqui na UGREEN utilizamos uma estratégia que consideramos muito mais produtiva, que chamamos de “Processo Educacional de Vendas”.

Portanto, essa estratégia visa estabelecer um relacionamento com nossos possíveis clientes, e possui o seguinte processo:

Mensagem -> Atrator -> Captura -> Relação -> Ligação -> Pequena (Grande) Oferta -> Projeto -> Recomendação

Assim sendo, como você pode ver, a partir do momento que o cliente é “capturado”, estabelecemos uma relação com ele em todas as próximas etapas.

Explicando um pouco melhor cada etapa do Processo Educacional de Vendas:

1. Mensagem: é o que você se propõe a fazer para ajudar pessoas que necessitam de sua solução.

2. Atrator: é o estímulo que faz uma pessoa conhecer o seu trabalho.

3. Captura: é o ambiente que você consegue “fisgar” o seu cliente.

4. Relação Educacional: é a proximidade entre você e o seu cliente.

5. Ligação: é o primeiro contato pessoal entre você e seu cliente.

6. Pequena (Grande) Oferta: é a sua oferta que resolve um problema inicial do cliente.

7. Projeto: é a solução completa para o cliente.

8. Recomendação: é o que acontece quando você entrega um excelente trabalho para seus possíveis clientes.

Mas, mesmo assim, Como levar uma pessoa que nunca te viu na vida a manter uma relação com você e se tornar o seu cliente?

Para entender este processo, leia abaixo as 8 etapas para alcançar mais clientes pelo Processo Educacional de Vendas:

Etapa 1: Mensagem

Inicialmente é válido lembrar que você deve estar bem posicionado num nicho para atingi-lo com impacto.

Falamos sobre isso no primeiro capítulo.

A sua mensagem deve ser clara e objetiva, sempre destinada para o nicho que você escolheu.

Etapa 2: Atrator

Para uma pessoa começar uma relação com você e conhecer o seu trabalho, ela precisa de um estímulo.

O estímulo é aquilo que agita a pessoa e faz ela ser atraída para tomar uma ação.

Este estímulo pode ser criado com anúncio de Facebook, em um artigo no Linkedin, até mesmo numa conversa.

Esta ação vai fazê-la pensar sobre sua situação atual e obter acesso para a situação desejada, que é saber mais sobre uma questão de seu interesse. E esta tomada de ação irá gerar o primeiro vínculo entre vocês.

Porém, cada pessoa possui o seu processo de tomar ações. Algumas estão prontas. Outras só daqui a 1 mês. Outras nunca. E é assim que as coisas são.

Portanto, é importante aumentarmos ao máximo as possibilidades utilizando a tecnologia ao nosso favor.

Desta forma, você pode mantê-las sempre próximas para que, quando esta ação aconteça, você esteja no lugar certo.

Na UGREEN, temos pessoas que estiveram em nossa “órbita” por 3 anos antes de adquirir algum produto ou serviço. Cada um tem o seu processo de decisão, e é importante respeitarmos isso.

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A seguir, veremos uma estratégia para chamar a atenção de seus possíveis clientes:

Etapa 3: Captura – Pescando o seu Peixe

Você lembra da Jornada do Herói em que você (profissional) é o Mentor e o cliente é o Herói?

Então, agora utilizaremos outra metáfora para entender como ocorre a aquisição de clientes: a pescaria.

Nessa metáfora, o cliente é o peixe e você é o pescador.

A seguir mostraremos os 5 itens necessários para fazer uma boa pesca e o que cada um deles representa:

• O Peixe: é o seu cliente ideal. Aquele que você especificou quando escolheu seu nicho de mercado.
• O Lago: representa a localização correta da sua audiência.
• A Isca: é a oferta correta. A oferta correta é o que fará seu cliente comprar o que você está vendendo, como os e-books, vídeos e artigos.
• O Anzol: equivale a conhecer o problema do cliente e fazer uma boa chamada para a ação. Para a ação funcionar, a chamada precisa ser efetiva e na hora certa.
• A Vara + Linha: representam o processo de negociação e vendas bem feito. Além disso, a linha manterá seu cliente por perto, enquanto ele não pagou pelo seu produto.

Mantendo Seus Clientes na Linha

Como citamos anteriormente, cada pessoa tem o seu processo. E mesmo que o seu possível cliente seja fisgado, mas não compre a solução para o problema dele, você pode (e deve) mantê-lo na linha.

Você pode pensar nessa linha como uma órbita.

A isca que você utilizou para fisgar o seu cliente (e-books, artigos, vídeos, podcast…) também pode manter os possíveis clientes na sua órbita.

Assim, eles terão mais contato com o seu trabalho e com o tempo entenderão o valor do seu serviço.

Tendo isso em mente, podemos concluir que quem educa o mercado, possui o mercado. E “Educação” é uma forma cativante de dizer
“venda”.

Então… Como educar o meu cliente?

Etapa 4: Educação é Poder – Relação e Conexão

O que é venda?

Venda é a arte de dar algo que as pessoas PRECISAM e receber um retorno por isso.

Pode acontecer do seu possível cliente nem saber o produto ou serviço que você vende. Portanto você não deve ser monótono. E a educação é uma das melhores formas de apresentar o valor do seu produto.

Mostre o real valor do seu produto, que foi o que você aprendeu a fazer no capítulo anterior.

Agora, sobre o que exatamente devo educar o meu cliente?

Vamos usar um exemplo prático:

Vamos supor que você trabalha num nicho de projetos feitos em encostas.

  • O seu cliente quer construir em uma encosta e vai procurar mais sobre o assunto.
  • Ele encontra o seu site e nele tem um artigo sobre “5 erros cometidos ao construir em encostas”.
  • A pessoa lê e no final tem um link para ver o seu vídeo mostrando uma obra em uma encosta.
  • O possível cliente vê o vídeo que no final o direciona para uma consultoria inicial.

Você consegue perceber os “micro-comprometimentos”?

O seu plano de ação para a aquisição de um cliente é, na verdade, composto de várias pequenas ações.

Portanto, quando o seu cliente diz “sim” para vários microcomprometimentos, ele vai aos poucos eliminando o peso e a distância entre você e ele.

Assim se torna cada vez mais fácil receber um “sim” para colocar em prática a solução total que leva o seu herói ao sucesso.

Etapa 5: A Ligação

Para que o processo de venda seja efetivo, é crucial entender o problema do seu cliente e compreender se você realmente pode ajuda-lo.

O que mais acontece são profissionais realizando projetos para clientes que eles não o procuram. É extremamente prejudicial para ambos, e é por este motivo que acreditamos no foco e na educação apenas para clientes que realmente buscamos.

Portanto, no primeiro contato você deve:

Apresente para a pessoa que ela realmente tem um problema. Mostre a situação atual que ela está e a situação ideal que ela pode chegar por meio de suas soluções.
Apresente também os possíveis cenários de sucesso e fracasso, para que seu cliente fique ciente do problema que ele tem e o que ganha tomando uma ação.

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Etapa 6: Elaborando sua Pequena (Grande) Oferta

Você achou o lago, fisgou o peixe, ele está na sua linha e agora está na hora de realmente pescá-lo com a sua Pequena Grande Oferta.

Lembra das pequenas soluções que você gerou criando os microcomprometimentos?

Então, a Pequena Grande Oferta tem o objetivo de solucionar um problema inicial, porém mais complexo que o problema resolvido com a isca.

Essa oferta pode ser uma consultoria inicial, uma análise inicial… Mas é importante que ela resolva uma dor do seu cliente, mesmo que não seja toda a dor.

Ok, mas como fazer essa oferta?

Na sua Pequena Grande Oferta, é importante focar nos resultados que você vai entregar. O público não quer projeto ou consultoria, eles querem resultados.

A sua oferta deve ser sobre transformação e resultados. E o valor da sua oferta deve ser proporcional ao tamanho do problema, não ao tempo de trabalho.

Quando você foca no resultado, está focando no sucesso do seu herói.

Etapa 7: Projeto

Nessa etapa você vai entregar a solução completa para o seu cliente. E se você já faz um bom trabalho, não há muito sobre o que ser dito sobre isso aqui.

Como foi dito no primeiro capítulo, você não é o herói, é o mentor. Portanto, se comporte como tal e leve seu herói para o sucesso.

Etapa 8: Sendo Recomendado

Quando você utiliza boas ferramentas e oferece bons serviços, os clientes te referenciam e você tem resultados.

Quando isso começa a acontecer, tudo o que você esquematizou começa a se alimentar e funcionar continuamente. Assim novos clientes, projetos, consultorias começam a surgir.

Aqui na UGREEN, por exemplo, temos alunos de mais de 5 países. Muitos deles vieram por meio de referências.

Seguindo todas essas etapas, você com certeza irá se manter presente na cabeça do seu cliente e as recomendações serão consequências de todo o seu trabalho.

Concluindo…

Criar um estímulo correto e uma órbita para que seu cliente mantenha-se próximo é o diferencial que te trará mais resultados.

Estimular, atrair e fisgar o seu cliente, além de manter uma boa relação nas fases de Ligação, Pequena Grande Oferta, Projeto e Recomendação uma estratégia que manterá pessoas próximas de você, e o melhor de tudo, lhe vendo cada vez mais como uma autoridade no nicho que você atua.

E você? Pronto para colocar essa estratégia em prática?

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Norma de Desempenho: Um Guia Para Profissionais (Com Checklist)

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Norma de Desempenho: Um Guia Para Arquitetos, Engenheiros e Construtores

Você atua com projetos, fornecimento de materiais, incorporações ou construções?
Portanto, deve saber que cumprir com a Norma de Desempenho é imprescindível. Pertinente para garantir habitações eficientes e também para se prevenir de riscos.
 
Se você ainda não conhece a Norma de Desempenho ou os seus detalhes mais importantes, saiba que você está no lugar certo.
 
Continue lendo para saber tudo sobre a norma e como elevar o padrão de seus projetos ou empreendimentos.

Um Breve Histórico

A norma foi publicada em julho de 2013, estabelecendo requisitos para edificações residenciais. Foi resultado de um trabalho de mais de 15 anos para o PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat).
 
Porém, vale ressaltar que a NBR 15.575 não é um padrão isolado. É um compêndio de centenas de outras normas como a ISO, ANSI, ASHRAE, ASTM, Eurocode, além de diversas normas da própria ABNT.
 
Portanto, diversos critérios da Norma de Desempenho referenciarão outras normas. Por consequência a discussão torna-se mais profunda e ampla do que muitos imaginam. Inclusive, a curva de aprendizado dos profissionais pode-se tornar bastante extensa e confusa.

Seu Impacto e Importância

Cada vez mais o consumidor é amparado com leis que o defendam contra serviços insatisfatórios. O Código de Defesa do Consumidor é o mais conhecido, e com a construção civil isto não poderia ser diferente.
 
Podemos dizer que a nbr 15.575 protege consumidores sobre a qualidade do produto adquirido. Neste caso, uma edificação residencial.
 
A norma é obrigatória para edificações residenciais, independente do sistema construtivo. O seu descumprimento pode gerar multas, processos, obrigatoriedade de reparos ou trocas. Em outras palavras, muita dor de cabeça para o construtor que não cumprir com estas regras.

Desde sua implementação, pode-se dizer que a norma já contribuiu para:

  • Uma maior disciplina entre critérios construtivos.
  • A redução da subjetividade entre o que pode ser considerada uma boa construção.
  • A consciência dos profissionais da construção civil sobre critérios de conforto ambiental.
  • A instrumentalização do Código de Defesa do Consumidor. Este tem por onde recorrer caso algum elemento de sua moradia não atenda o requisito mínimo.
  • A redução da concorrência predatória entre construtoras. Muitas baixavam a qualidade de seus empreendimentos para obter maior competitividade no mercado.

Obtenha o Mapa Mental Gratuito Sobre a Norma de Desempenho

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A Responsabilidade é de Quem?

  • Fornecedor de insumos, materiais, componentes ou sistemas: caracterizar o desempenho dos seus produtos conforme a norma.
  • Projetista: estabelecer a Vida Útil de Projeto (VUP) de cada sistema que compõe a norma (estrutura, vedações, etc). Especificar materiais, produtos e processos que atendam ao menos os critérios de desempenho mínimo. Estas considerações devem estar todas no projeto e/ou memorial de cálculo.
  • Construtor e incorporador: cabe ao incorporador identificar riscos previsíveis (contaminação do lençol freático, erosão, etc). Para ambos, cabe a elaboração do Manual de Uso, Operação e Manutenção da edificação.
  • Usuário: sim, ele também possui responsabilidades! Deve realizar a manutenção de acordo com NBR 5674 e o Manual de Uso entregue pela Incorporadora.
Como podemos perceber, grande parte das incumbências recaiu para os projetistas. Portanto, eles precisam conhecer os critérios de projeto, especificações e detalhamentos.
 
Em outras palavras, é crucial conhecermos todos os requisitos da NBR 15575 de edificações. Você está pronto para conhecê-los?

Os Requisitos da Norma de Desempenho

A ABNT NBR 15575 possui seis partes bem distintas, que estão divididas em:

  1. Requisitos Gerais
  2. Sistemas Estruturais
  3. Sistemas de Pisos
  4. Sistemas de Vedações Verticais
  5. Sistemas de Cobertura
  6. Sistemas Hidrossanitários
Para melhorar a sua compreensão sobre estes critérios, veja o mapa mental abaixo. Ele apresenta a Primeira Parte da NBR15575, os Requisitos Gerais.
 
Amplie cada elemento de acordo com sua preferência.

Parte 1: Requisitos Gerais (clique nos pontos para ampliar)

Como podemos ver, esta primeira discute os principais requisitos do usuário. Eles podem ser divididos em 3 partes:

1) Segurança na Norma de Desempenho:

Nesta categoria podemos encontrar as estratégias que tratam sobre:

  • Desempenho Estrutural
  • Segurança contra Incêndio
  • Segurança no Uso e Operação

2) Habitabilidade na Norma de Desempenho:

É certamente o núcleo da NBR 15575. É aqui que entenderemos sobre as adequações térmicas de acordo com as zonas bioclimáticas.
É também onde avaliaremos a iluminação natural e artificial mínima para os ambientes. Avaliaremos ainda os requisitos acústicos dependendo da localização da habitação.
Além destas questões trataremos temas como:
  • Estanqueidade
  • Desempenho Térmico
  • Desempenho Acústico
  • Desempenho Lumínico
  • Saúde, Higiene e Qualidade do Ar
  • Funcionalidade e Acessibilidade
  • Conforto Tátil e Antropodinâmico

3) Sustentabilidade na Norma de Desempenho:

É analisada principalmente a relação da vida útil (VUP) dos elementos da edificação.

Por exemplo, a vida útil mínima para a estrutura é de 50 anos. Vedações verticais externas de 40 anos. Cobertura 20 anos, entre outros elementos.

Logo, nesta parte trataremos de temas dos sistemas prediais, como:

  • Durabilidade
  • Manutenibilidade
  • Adequação Ambiental

A Inter-relação Entre Partes da Norma de Desempenho

É importante citar que todas as categorias citadas da NBR 15575 possuem inter-relações.

Um exemplo é a NBR 9050, que trata sobre acessibilidade em edificações. Atender esta norma irá impactar positivamente diversas categorias. Alguns exemplos são o “Conforto Tátil e Antropodinâmico”, ou “Funcionalidade e Acessibilidade”.

Outro exemplo é atender os critérios de Desempenho Estrutural. Este irá afetar positivamente itens como Estanqueidade e também Durabilidade.

Itens que podem ser aprimorados pela Estanqueidade são o Conforto Térmico e Acústico. Isso acontece devido à redução de juntas que poderiam acarretar na entrada do ar ou som nos ambientes.

Portanto, atender os critérios da NBR 15575 gera a melhoria da qualidade não apenas de elementos isolados. Gera a melhoria na própria edificação e da construção civil na totalidade.

Principais Desafios da Norma de Desempenho

Um dos maiores benefícios da Norma de Desempenho é fornecer uma maior importância para os projetos. A conceituação, formatação e apresentação correta das especificações tornam-se imprescindíveis.

Os resultados de concepção são superiores, e devem ser seguidos pelos construtores.

Aqui está um dos principais desafios, que é a integração entre as disciplinas. A troca de informação é crucial para que o resultado saia de acordo com as expectativas da norma e de seus usuários.

Portanto, deve ser priorizada a gestão adequada para as etapas iniciais de projeto. O Processo Integrativo pode gerar resultados mais próximos aos critérios da norma.

O Processo de Revisão Iniciado em 2018

A norma entrou em processo de revisão oficialmente em setembro de 2018. Seu foco está na segurança contra incêndio, desempenho térmico, lumínico, acústico e durabilidade. Outro destaque é o código de vedações verticais internos e externos.

Haverá uma busca de maior harmonização com outras normas. Exemplos são a NBR 9077 (Saídas de Emergência), NBR 5413 (Iluminância de Interiores), e normas estaduais de bombeiros.

Entre as possíveis revisões estão:

  • Desempenho térmico. A troca das 8 zonas bioclimáticas para 24 grupos bioclimáticos. Outra revisão será sobre a precisão das análises computacionais.
  • Desempenho lumínico. Uma maior precisão sobre os critérios de avaliação, para que as simulações tornem-se mais precisas.
  • Desempenho acústico. O aperfeiçoamento da classificação de ruído para o efeito da determinação da isolação sonora da fachada de dormitórios.

Quais São os Riscos do Não Atendimento a NBR 15.575?

O risco do não atendimento à NBR 15.575 é alto. A verdade é que a partir de 2013, todos os profissionais que projetarem ou construírem fora dos critérios da NBR 15575 estão correndo sérios riscos:

  • Indenizações da construtora ou projetistas para moradores.
  • Maior taxa de rejeição do imóvel.
  • Multas de entidades envolvidas a Defesa do Consumidor.
  • Necessidade de trocas ou ajustes em elementos do empreendimento.

Logo, o ideal é estar atento a todos os critérios estabelecidos pela norma.

Como Atender a Norma de Desempenho?

Conhecer os aspectos da Norma de Desempenho é dever de todos os profissionais.

Portanto, o cumprimento da norma depende de todos os profissionais envolvidos, cada um dentro de sua própria responsabilidade.

Não se trata apenas de adequação para projetistas e construtores. Trata-se de tornar seus projetos mais habitáveis, eficientes e sustentáveis.

No entanto, muitos profissionais ainda encontram dificuldades de atendimento à NBR 15.575. O que eles mais sofrem são:

  • Insegurança diária ao realizar seus projetos.
  • Incerteza sobre os elementos construtivos especificados.
  • Retrabalhos para readequações de projetos para a NBR.
  • Maiores custos nas especificações pelo receio da não adequação.
  • Falta de agilidade nas especificações por falta de ferramentas.
  • Insegurança jurídica sobre as obras após construídas.

Este é um problema que pode ser sanado rapidamente em qualquer empresa. A solução é a obtenção de uma educação adequada sobre estes requisitos e as ferramentas para realmente implementar as correções necessárias de forma assertiva.

A melhor fase, que gera menos custos e as melhores oportunidades, é logicamente a Fase de Projeto, onde podemos simular as entregas e analisar os resultados.

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Adequação Ambiental: caminho sustentável da construção civil

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No setor da construção civil, a adequação ambiental é fundamental, visto que este setor é responsável por grande parte das intervenções e modificações do meio ambiente. Por isso, há uma maior preocupação em se implantar boas práticas no processo construtivo.

Adequação ambiental nas edificações

A adequação ambiental nas edificações, é resultado das pressões dos consumidores e dos órgãos legisladores para a adoção de técnicas que assegurem o desenvolvimento sustentável. 

Nas edificações, algumas diretrizes relacionadas ao tema estão estabelecidas na NBR 15575. Nela, estão identificadas algumas boas práticas, como a construção racionalizada, o gerenciamento e a reciclagem de resíduos da construção civil. Bem como a reutilização da água nos canteiros de obras, o uso de energia não convencional. Orienta, ainda, o emprego de materiais de menor impacto ao meio ambiente.

Mas outras condutas da NBR 15575 relacionam-se indiretamente à adequação ambiental, como:

  • A observância do clima da região (desempenho térmico)
  • A incidência do sol (desempenho lumínico)
  • Vegetação e topografia (implantação e entorno) 

Estes parâmetros, além de complementar a adequação ambiental, garantem o conforto físico e mental do usuário no lar onde vive. Contribuem, ainda, de forma a tirar o melhor proveito das condições naturais do espaço onde a obra será construída. 

Isto é extremamente relevante, sobretudo em nosso país, onde há uma vastidão em recursos naturais e riqueza de luminosidade. Porém, geralmente, o potencial destes fatores não é aproveitado de forma satisfatória.

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Importância da adequação ambiental no quadro atual do país

Ter consciência e seguir a adequação ambiental é de extrema importância. Sobretudo no quadro nacional atual, onde a situação de consumo elétrico é uma preocupação latente. 

Pode ser uma atitude que, de fato, é mais trabalhosa, mas não é difícil. O clima temperado do Brasil permite que as necessidades térmicas e de iluminação sejam completamente supridas através de estratégias passivas de condicionamento. Basta que haja o cuidado em incorporá-las no projeto de arquitetura. Para tanto, é preciso aliar a conceituação arquitetônica ao condicionamento natural da edificação.

Em se tratando de edificações residenciais populares, aliás, este posicionamento torna-se ainda mais relevante. Afinal, no Brasil, a maioria da população não possui condições financeiras para adotar sistemas artificiais de conforto térmico. Como, por exemplo, os aparelhos de ar-condicionado e os sistemas de calefação. Portanto, adotar sistemas passivos e técnicas estratégicas, neste contexto, garante o conforto do usuário de forma economicamente viável.

Assim, podemos dizer que observar as diretrizes da adequação ambiental e as disposições da NBR 15575 promove o aumento da qualidade de vida. Mais do que isso: reflete a real vanguarda na arquitetura. Contudo, ainda assim podemos ver cidades repletas de construções inadequadas sob esta perspectiva. 

Para reverter este quadro, é importante obter conhecimento das técnicas dispostas na legislação e das normas de desempenho. Somente assim é possível conscientizar-se sobre a premência e responsabilidade que se tem a respeito destes fatores. Neste contexto, é fundamental contar com um apoio especializado. A UGreen oferece toda a consultoria e suporte necessários para a aderência do projeto à cada aspecto da adequação ambiental.

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Desempenho Térmico: Como dados climáticos ajudam na avaliação?

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O desempenho térmico envolve uma série de fatores para ser alcançado, como as variáveis pessoais, as variáveis psicológicas e, principalmente, as variáveis físicas ou ambientais. Nesta última é que estão englobados os dados climáticos, que são fundamentais para garantir o conforto térmico.

Como o desempenho térmico é uma exigência disposta na NBR 15575, é uma questão obrigatória para todas as edificações residenciais. Portanto, o não cumprimento dos parâmetros relacionados a este tópico decorre em penalidades e sanções judiciais. Isso porque esta norma de desempenho está em vigor desde 2013, sendo que seu cumprimento já era recomendado muito antes disso.

Desempenho térmico na arquitetura

Oferecer edificações que cumpram o desempenho térmico é um princípio básico da boa arquitetura. Afinal, as moradias devem fornecer o conforto térmico necessário para que os usuários realizem confortavelmente suas rotinas diárias. Porém, com a chegada de recursos como ar-condicionado, aquecedores e demais equipamentos, esta preocupação foi deixada de lado.

A climatização artificial, contudo, não deve ser considerada o principal recurso para garantir ambientes agradáveis termicamente. Principalmente porque estes equipamentos nem sempre são capazes, por si só, de assegurar o conforto térmico em ambientes fechados. Por isso, o desempenho térmico na NBR 15575 dispõe exclusivamente das condições naturais de insolação, ventilação, entre outras.

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Importância dos dados climáticos

Como vimos, o desempenho depende de diversos fatores para ser cumprido, sendo que um deles são os dados climáticos. Estes são determinantes para que uma edificação residencial ofereça o conforto térmico adequado à região onde será instalada.

O Brasil é um país de grande extensão territorial, onde cada região apresenta suas próprias particularidades climáticas. Assim, o conforto térmico é percebido de formas diferentes em uma edificação construída no nordeste e outra construída no sul. Neste sentido, os dados climáticos são determinantes para estabelecer o desempenho adequado a cada região.

Por isso, os critérios são estabelecidos tomando como base as zonas bioclimáticas brasileiras, conforme imagem abaixo:

Zoneamento conforme a NBR 15220 – parte 3

Os dados climáticos que devem ser considerados para compor o desempenho térmico são, entre outros:

  • Topografia
  • Temperatura e velocidade do ar
  • Umidade do ar
  • Direção e velocidade do vento
  • Temperatura média radiante.

Partindo dos dados climáticos, pode-se realizar um projeto que ofereça um desempenho térmico adequado à região onde a edificação será construída. Cumprido este tópico, ainda precisarão ser seguidos os demais elementos para assegurar o conforto térmico, como já foi elucidado anteriormente.

Com um apoio especializado, cada um dos tópicos que devem ser observados para que as edificações cumpram o desempenho térmico são seguidos de forma satisfatória. A UGreen fornece toda consultoria e suporte necessários para auxiliar neste processo.

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Qualidade do ar: mais do que um conceito sustentável

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A qualidade do ar nos projetos de edificações é um tema extremamente importante, mas que foi muito negligenciado nos projetos. Alguns profissionais passaram a realizar construções herméticas, deixando a climatização apenas por conta de equipamentos de ar-condicionado. Porém, é fundamental considerar este item, não apenas para promover um ambiente sustentável, mas para fazer cumprir a lei.

Conceito sustentável

O conceito de sustentabilidade surgiu na Suécia, mais precisamente em Estocolmo, na Conferências das Nações Unidas sobre o meio ambiente, em 1972. Ou seja, não é nada tão recente como pode parecer.

Basicamente, a sustentabilidade está fundamentada em conceitos relacionados ao desenvolvimento sustentável. Seus ideais são a preservação do planeta e das necessidades humanas. 

Os tripés da sustentabilidade são social, ambiental e econômico. No que se refere ao tema qualidade do ar, o elemento que se destaca é o social. Isso porque ele se refere às pessoas e suas condições de vida e saúde. 

Portanto, ao preocupar-se com a qualidade do ar em suas edificações, você está assumindo uma postura sustentável.

NBR 15575

Logicamente, todo arquiteto deve levar em conta, acima de tudo, a saúde e segurança dos usuários de suas edificações residenciais. Entretanto, nem todos os profissionais possuem uma postura sustentável, o que leva à criação de leis neste sentido, por exemplo, a NBR 15575, que é uma norma de desempenho disponível desde 2008. Como objetivo, a regra propõe orientações para que os profissionais possam garantir conforto, saúde e segurança aos usuários de suas edificações. 

Primeiramente, as disposições da NBR 15575  não eram obrigatórias, mas, em 2013, a norma passou a ter força de lei. A partir de então, é obrigatória para todas as edificações residenciais de até 5 pavimentos. Dessa forma, atualmente, o não cumprimento de suas diretrizes acarreta em indenizações pelas partes responsáveis, multas e demais sanções.

NBR 15575 X Qualidade do Ar

No que tange à qualidade do ar, existem algumas determinações na NBR 15575 que devem ser seguidas. Entre elas:

15.3 Parte 1- Poluentes na atmosfera interna à habitação

Deve-se seguir a legislação vigente, garantindo que materiais, equipamentos e sistemas utilizados na construção não liberem produtos que poluam o ar em ambientes confinados. Como por exemplo, aerodispersóides, gás carbônico e similares.

15.4 Parte 1 – Poluentes no ambiente de garagem

Em conformidade com a legislação vigente, impedir a invasão de gases de escapamentos de veículos e equipamentos em áreas internas da edificação residencial. 

Garantir que o sistema de exaustão ou ventilação de garagens internas permita o escape de gases poluentes provenientes de equipamentos ou veículos.

15.6 Parte 6 – Contaminação do ar ambiente pelos equipamentos

Segundo esta diretriz, os ambientes não podem apresentar teor de CO2 que ultrapasse o volume de 0,5% . Além disso, os níveis  de CO não podem ser maiores do que 30 ppm.

Por que garantir a qualidade do ar nas edificações?

Como vimos, a qualidade do ar nas edificações é mais do que uma questão de sustentabilidade. Também é uma maneira de fornecer melhor qualidade de respeitar e seguir a lei. Isto é fundamental para obter credibilidade junto aos clientes e perante o mercado. 

Atualmente, existem instrumentos que podem avaliar a qualidade do ar. Assim, é possível  indicar se a atmosfera do ambiente está poluída devido à falhas na obra. Ser responsabilizado por erros neste âmbito não traz prejuízos somente no aspecto financeiro. Também compromete seriamente sua reputação como profissional. 

Quer algumas sugestões de como realizar um projeto sustentável, que promova uma melhor qualidade do ar? Este post pode ser bastante útil. 

Contudo, para contar com um projeto que atenda às especificações neste contexto, o melhor mesmo é contar com orientação especializada. A UGreen oferece toda a consultoria e suporte necessários para a adequação a tópicos relacionados à NBR 15575.

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Brise Soleil e a Arquitetura Bioclimática

A Utilização do Brise Soleil na Arquitetura Bioclimática

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No universo construtivo existem diversos elementos arquitetônicos que, quando bem utilizados, podem tornar ambientes muito mais saudáveis através de estratégias bioclimáticas. Um deles é com certeza o brise soleil.

Mas como utilizá-lo?

Leia o artigo para aprender. Mas antes…

O que é um brise soleil?

Brise é elemento arquitetônico cujo nome é derivado do termo brise-soleil, termo francês que significa quebra-sol.

Foi criado com o intuito de filtrar os raios solares através de suas placas, solução encontrada para garantir a permeabilidade da luz natural sem que o os ambientes fiquem totalmente expostos ao sol.

Credita-se ao arquiteto Le Corbusier a sistematização do elemento, normalmente definido pela disposição de lâminas.

Na constituição do brise soleil, pode-se distribuir lâminas horizontais ou verticais. Podem ser fixas ou móveis, variando de acordo com a necessidade.

Brise Soleil e arquitetura sustentável

O brise é um recurso muito utilizado em táticas que buscam maior aproveitamento lumínico, filtrando ou até mesmo mascarando a luz natural.

Caracteriza-se este elemento como um agente de controle solar externo. Sendo também de suma importância na composição de fachadas ventiladas.

Quando aplicado corretamente, pode contribuir com o conforto térmico, permitindo a passagem do ar diminuindo a carga térmica do ambiente.

Logo, este elemento em seu projeto reduz gastos energéticos gerando eficiência na edificação.

O brise soleil é um recurso bastante utilizado em estratégias bioclimáticas. Confere distribuição luminosa, filtrando a penetração dos raios solares de acordo com a orientação em que é empregado.

Equilibra a distribuição de luminâncias no ambiente interno, controlando o ofuscamento causado pela iluminância excessiva dos raios solares.

Garantir um bom desempenho térmico e lumínico contribui bastante na aquisição da certificação LEED, sendo assim o brise soleil torna-se um ótimo aliado.

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Como posso utilizar o brise soleil?

Popularizado pelo modernismo, foi empregado em diversas obras de grandes nomes da arquitetura moderna como Le Corbusier e Oscar Niemeyer.

Foi muito utilizado de forma fixa na própria fachada como no edifício Copan e no Palácio Capanema, obras em que Niemeyer pôde caracterizar a aparência da edificação por meio dos brises.

Para utiliza-lo de forma correta é necessário conhecer alguns princípios da geometria solar. Pois sua eficácia é adequada em resposta ao posicionamento e ângulo do sol.

O elemento se torna melhor empregado quando instalado no lado externo da fachada, pois garante o devido controle antes do contato com aberturas e paredes. Garantindo uma maior eficiência termodinâmica.

Qual o melhor brise? Vertical ou Horizontal?

Pensando na geometria solar, entendemos que o posicionamento do sol é diferente ao decorrer das horas e muda conforme as estações.

Portanto, é necessário compreender de que forma a radiação permeia pelas aberturas do edifício.

Para facilitar o entendimento, existem alguns estudos que recomendam o posicionamento dos brises de acordo como a orientação solar, sendo eles:

Verticais, em fachadas e aberturas que recebem os raios solares de forma ascendente e poente. Este tipo de insolação advém das orientação leste e oeste.

Horizontais, em fachadas e aberturas que recebem os raios solares em posição mais a pino, fenômeno que ocorre em boa parte do dia, sendo mais recomendado na orientação Norte.

Para fachadas e aberturas com orientação sul geralmente não é necessário a aplicação de brises soleil para fins de controle solar, pois recebem pouca insolação. Já em regiões próximas ao equador esta é  uma estratégia que pode ser considerada, já que existe incidência de sol em algumas horas no verão.

A forma ideal para definir o tipo de brise soleil que deve-se empregar é, através da técnica de mascaramento. Através dela é possível compreender a incidência solar do ponto em que se pretende trabalhar, podendo assim combinar as tipologias e criar modelos mistos.

Exemplos

Os brises podem ser móveis ou fixos, dispostos em diversos planos de forma horizontal, vertical ou mista. São muito requisitados os modelos móveis, pela facilidade em se adequar às necessidades ajustando as lâminas de forma conveniente.

São diversos materiais e formatos, podendo utilizar como exemplo a madeira, o aço e o bambu.

Existem brises que são compostos por tramas de diversas fibras, fixados em uma armação que garanta sua forma de placa ou lâmina.

Ganha-se notoriedade vários edifícios que aplicaram brises na composição de suas fachadas, denotando também um apelo estético pelo elemento.

Sua empregabilidade garante plasticidade e textura, podendo trabalhá-lo com criatividade.

A relação com o clima

O brise soleil é um ótimo aliado de regiões com climas quentes, onde a insolação é intensa durante grande parte do ano.

Através do sombreamento, garante uma maior eficiência termodinâmica do ambiente, mantendo-o mais ameno e ventilado, contribuindo para a regulação térmica sem elevar o consumo de energia.

Logo, estes preciosos elementos da composição arquitetônica não são só para regiões ensolaradas. Mesmo em climas frios, são utilizados para filtrar a permeabilidade visual, garantindo a privacidade dos ocupantes da edificação.

Conclusão

Fazer uso de brises claramente não proporciona só personalidade em seu projeto, mas garante também uma melhor eficiência energética.

São poderosos agentes bioclimáticos e portanto, conferem de forma inteligente respostas às necessidades, trabalhando recursos naturais e gratuitos como a luz solar e a ventilação para garantir qualidade ao ambiente interno.

Elementos como este, destacam as vantagens de adotar premissas projetuais que possam contribuir com um ambiente autossustentável.

Acima de tudo, podemos considerar que o brise é um elemento fundamental em edifícios que sofrem com muita insolação. Coloca em prática agentes primordiais ao conforto ambiental e ao bem-estar humano.

 

brise soleil

Referências

Araújo, M. R.; Gonçalves, V.; Cabús, R. ANÁLISE DA LUZ NATURAL A PARTIR DE ELEMENTOS VAZADOS. IX Encontro Nacional e V Latino Americano de Conforto no Ambiente Construído, Ouro Preto, p. 96-102. 2007.

Brises: Conheça os principais modelos disponíveis no mercado. CONAZ. disponível em: <https://www.conazsolucoes.com.br> acesso em 30 de maio de 2018.

Marçal, V. G.; Soares, G. B. N.; Souza, H. A. ANÁLISE DE ELEMENTOS ARQUITETÔNICOS XII Encontro Nacional e VIII Latino Americano de Conforto no Ambiente Construído, Brasília, p. 02-10. 2013.

Sorgato, M.J. DESEMPENHO TÉRMICO DE EDIFICAÇÕES RESIDENCIAIS E UNIFAMILIARES VENTILADAS NATURALMENTE. Florianópolis, 2009.

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10 Grandes Motivos para Você Ser um LEED AP

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Quais os motivos para ser um LEED AP?

Ser um LEED AP é uma maneira rápida e eficaz de obter ótimos pontos na carreira.

No entanto, apenas falar que você estará na frente de outros profissionais da indústria é simplório.

Por isso, listamos 10 grandes motivos para você se tornar um LEED AP e como isso pode abrir oportunidades inimagináveis na carreira.

1. Novas oportunidades em campos diversos

Assim como já discutido neste artigo, ser um LEED AP abre margem para oportunidades em campos distintos. Aqui estão algumas:

  1. Em consultorias sustentáveis no Brasil e pelo mundo, onde você pode ajudar construtoras ou escritórios de engenharia e arquitetura a atingirem objetivos sustentáveis.
  2. Como um certificador, abrindo sua própria empresa ou ajudando outras a obterem uma certificação.
  3. Em seus próprios projetos, certificando-os ou mesmo aplicando as estratégias de forma organizada e valorizada pelo mercado.
  4. Trabalhar como um consultor de sustentabilidade dentro de bons escritórios de arquitetura ou engenharia.

 

Lembrando que se tornar um LEED AP pode ser interessante não apenas para aqueles que trabalham diretamente com projeto e construção, mas também aqueles que trabalham na cadeia de fornecedores deste mercado, melhorando o discurso e ampliando oportunidades.

2. Em alguns projetos o LEED é preferencial ou até obrigatório

Da última vez que pesquisei “LEED” no www.simplyhired.com, encontrei 4.022 oportunidades de trabalho.

Algumas solicitam o LEED como um sistema de certificação preferencial ou até mesmo obrigatório. Inclusive, existem instituições governamentais e até mesmo empresas pelo mundo tornando obrigatória a certificação de seus empreendimentos.

Portanto, quando você obtém esta acreditação você assegura maiores oportunidades na carreira.

3. O LEED possui um reconhecimento global (e crescente)

Este é um fator de diferencia o LEED de qualquer outro tipo de certificação.

Enquanto outras atuam em pouquíssimos lugares (AQUA), tenham apelo apenas em países da Europa (BREEAM) ou sejam simplesmente muito fáceis para serem levadas a sério, o LEED é utilizado no mundo todo — o que facilita para profissionais que buscam trabalhar em outros lugares do mundo e serem reconhecidos para tal.

Outra consideração inequiparável é o número de projetos: existem mais de 62.000 edifícios certificados LEED em mais de 150 países, e 186.000,00 m2 de espaços certificados por dia.

Como outra vantagem, você poderá trabalhar em conjunto com profissionais de todo o mundo por uma linguagem universal definida pelo sistema de certificação, facilitando o processo de inserção global e por consequência abrindo bons espaços na sua carreira.

4. A economia favorece e continuará favorecendo

Ser um LEED AP é tanto um investimento de curto e longo prazo, pois no mundo a procura por profissionais verdes é crescente.

De acordo com um estudo realizado pela Dodge Data & Analytics em 2016, espera-se que o número de green buildings seja duplicado até 2018. A porcentagem de empresas que esperam ter mais de 60% de seus projetos com certificações saltará dos 18% atuais para 37%.

No Brasil, espera um crescimento de seis vezes na porcentagem de empresas que esperam certificar a maioria dos seus projetos. Um crescimento de cinco vezes é esperado na China, e um crescimento de quatro vezes é esperado na Arábia Saudita (de 8% para 32%).

Portanto, se você procura estar a frente no mercado brasileiro e até mesmo trabalhar fora do Brasil, este pode ser um grande passo.

5. Você saberá como utilizar o dinheiro do cliente mais sabiamente

Muitas empresas do mundo todo — principalmente as maiores — buscam LEED AP’s, pois reconhecem a importância da certificação.

Compreendem também como esses profissionais encaram a sustentabilidade nas construções de forma organizada e pautada nas normas mais modernas do mercado — sem sugerir estratégias que seriam impossíveis de serem realizadas, estarem ultrapassadas ou até mesmo possuir um custo muito alto.

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6. O LEED continua evoluindo

Assim como normas no mundo todo estão se tornando cada vez mais restritivas, o LEED também está evoluindo.

Sua última versão, LEED V4, obteve um grande salto em relação a versão de 2009, e poucos profissionais conhecem as diferenças.

Aprender as estratégias mais atuais pode estabelecer grandes diferenciais na carreira, até mesmo para empresas que já certificam.

7. O LEED como seu “molho secreto”

Se posicionar como alguém educado em sustentabilidade pode abrir novos caminhos dentro da sua atuação existente.

Além de ser muito procurado por profissionais da construção civil, o LEED vem sendo descoberto por advogados, líderes do mercado imobiliário e outros, que compreendem que inserir esses requisitos em suas carreiras podem levar suas atuações para um novo nível.

8. Você pode obter acreditação independente de um curso de pós graduação ou MBA

Alguns cursos de pós graduação oferecem treinamentos sobre a certificação LEED como parte de sua grade curricular, sem dizer de que você pode estudar independentemente.

Muitos entram nesses cursos com o intuito de se tornarem profissionais LEED, mas o que eles não sabem é que poderiam estudar e realizar a prova sem necessitar estar em um curso de pós graduação — ganhando alguns anos no processo.

9. Suas ações vão beneficiar o meio ambiente

Não é sobre nossas carreiras que devemos pensar, certo?

Com a crescente atenção sobre os maleficios que construções fazem ao meio ambiente e como podemos mitigar esses efeitos, não seria interessante você fazer sua parte também?

Conhecer o sistema de certificação e ser um LEED AP pode ajudá-lo a ter uma carreira com este intuito de forma clara e concisa.

10. Empresas podem lhe pagar para realizar o exame

É comum que empresas falem conosco no intuito de treinar seus profissionais a se tornarem LEED GA’s ou AP’s.

Será que seu chefe não se interessaria em ter um profissional deste calibre em sua empresa também? Afinal, sua empresa desfrutaria de grandes benefícios.

E, talvez, seu treinamento e o seu exame podem sair de graça…

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Estratégias para Escolas de Alta Performance

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O que conhecemos sobre educação se transformou nos últimos anos, não concorda?

Se antigamente tínhamos as salas de aula e bibliotecas como redutos da boa educação, atualmente possuímos suas extensões em plataformas de EAD, quem vem ocupando cada vez mais espaço.

Apesar deste fator ajudar as escolas a reduzir seus custos operacionais — além de facilitar e baratear o aprendizado — muitas instituições escolares ainda necessitarão de espaços que estimulem os estudantes.

Quais boas estratégias de green building podemos aplicar em espaços novos ou existentes, estabelecendo escolas de alta performance?

Buscamos as principais neste artigo.

Performance acústica

A boa acústica é imprescindível, tanto para aprimorar o aprendizado dos estudantes como para manter a boa saúde dos professores.

De acordo com o Institute for Enhanced Classroom Hearing, uma média de 25 a 30% do que os professores dizem em sala de aula não são compreendidos pelos alunos devido a má performance acústica.

Entre os problemas estão:

Ruídos internos de sistemas de ar condicionado
O ideal é obtermos um nível inferior de pelo menos 40dBa em sistemas de HVAC para uma maior qualidade do ensino.

Ruídos que se originam de fontes externas
Para casos onde o barulho externo é excessivo, podemos utilizar barreiras de som, elevar o coeficiente de transmissão sonora das paredes ou mesmo procurar estratégias adicionais para melhorar estes níveis.

Tempos de reverberação
Para a grande maioria das salas de aula, obter um tempo menor de reverberação inferior a 0,6 deve bastar. Para mais detalhes, consulte a ANSI 60 ou a NBR12.179

(Comentário: o Arquiteto Marco Losso, especialista em acústica do site www.acustica.arq.br, contribuiu com este artigo dizendo que a NBR 12.179 não é suficiente para tratar o tema de reverberação em escolas.)

É possível sanar cada um desses problemas por estratégias em conjunto com o engenheiro mecânico e por cálculos na especificação de projetos de interiores, obtendo assim escolas de alta performance.

Acessibilidade

Um bom projeto é aquele que permite todas as pessoas a fazerem parte dele. Por este motivo precisamos assegurar que pessoas portadoras de necessidades especiais tenham acesso a mobilidade.

Para atingirmos este objetivo podemos consultar uma norma nacional já bem conhecida, como a NBR9050, que foi atualizada em 2015. Caso queira ir mais longe, é possível buscar a ADA Standards for Acessible Design e também a ISO 21542 – Acessibilidade e Usabilidade do Ambiente Construído.

Ergonomia Física e Visual

Utilizar os mesmos músculos e ligamentos repetidamente pode causar desconforto e tensão, principalmente em espaços onde realizamos tarefas repetitivas, como escolas. Portanto, para obtermos escolas de alta performance, oferecer estratégias de ergonomia física e visual são fundamentais. Podemos oferecer:

1. Ergonomia visual, fornecendo telas de computador ajustáveis em altura e distância do usuário.
2. Flexibilidade de altura nas mesas, e outros suportes de altura adicionais.
3. Flexibilidade de altura e profundidade nas cadeiras.

Iluminação Interna

Estudos de iluminação mostraram que estudantes ficam mais confortáveis ​​e produtivos em ambientes cuidadosamente iluminados. A alta qualidade da iluminação ajuda a eliminar distrações, cria interesse visual e um senso de lugar, além de suportar interações e
comunicação, contribuindo para o bem-estar dos ocupantes e reduz os problemas de saúde.

Nós podemos melhorar consideravelmente a iluminação interna utilizando estratégias de controle de iluminação, mas para escolas o mais importante serão as estratégias de qualidade.

Entre as estratégias para escolas de alta performance que podemos fazer, estão:

  1. Utilizar luminárias com uma luminância de menos de 2.500 cd/m2, para manter espaços econômicos com uma boa qualidade luminosa.
  2. Utilizar luminárias com um CRI de 80 ou superior, para deixar a coloração dos espaços mais reais.
  3. Utilizar fontes de luz com expectativa de vida de pelo menos 24 000 horas, para diminuir a emissão de resíduos.
  4. Utilizar iluminação indireta direta para o máximo de espaços possíveis, forçando menos a visão.
  5. Atingir as refletâncias médias de 85% para tetos, 60% para paredes e 25% para pisos, para manter uma boa distribuição luminosa.

Iluminação Natural

O aumento do acesso à luz do dia possui efeitos positivos para o comportamento humano e a saúde, porque reforça o nosso ritmo circadiano. Estudos demonstraram que o seu uso ajuda no desempenho dos alunos, combate a depressão, a letargia.

Um edifício bem projetado neste quesito também utiliza menos energia de iluminação elétrica, conservando recursos naturais e reduzindo a poluição do ar.

A estratégia mais eficaz possui o foco na simulação computacional, onde precisamos trabalhar com a distribuição luminosa e ao mesmo tempo diminuir impactos relacionados a sua intensidade.

Aqui surge o conceito da Autonomia Espacial Diurna (sDA)300/50%, onde precisamos atingir no ano todo pelo menos 300 lux para 50% das horas do período de análise.

Já a nível de intensidade luminosa, precisamos atender o conceito da Exposição Anual à Luz Solar (ASE1000,250). Aqui precisamos diminuir ao máximo a intensidade luminosa acima de 1000 lux para 250 horas do ano em nossos espaços.

Isso é apenas o começo para escolas de alta performance…

Quer conhecer mais estratégias e testar seus conhecimentos em construções sustentáveis? Faça o nosso teste logo abaixo.