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O Manual da Reforma Sustentável

Já existe muito edifício construído no mundo, não é mesmo?

O que isso significa?

De certa forma, pode-se dizer que é necessário parar de construir. E começar a reaproveitar os edifícios existentes.

Em um mundo onde o lixo é um problema grave, é urgente que a arquitetura se adapte.

A maior parte dos resíduos da construção civil não é reciclável. Ou seja, ele precisa ser encaminhado a aterros especiais. Porém, é comum que eles não sejam descartados da maneira correta. Portanto, é urgente encontrar alternativas para reduzir o volume desse lixo.

Cada vez mais a demanda por reformas vai aumentar. É muito comum vermos edifícios sendo reformados, adaptados, remodelados. Muitos mudam de função.

O mundo evolui e a apropriação dos espaços também muda. A arquitetura, por sua vez, precisa acompanhar essas mudanças. Com novas tecnologias, materiais e estratégias.

A questão é saber usar essas tecnologias a nosso favor. Em uma reforma, deve haver discernimento entre o que é preservado e o que precisa ser descartado.

Existem muitos aspectos que envolvem a reforma de um espaço. Ou seja, há diversas maneiras de torná-la mais sustentável.

Será que é possível adaptar a arquitetura? Conseguimos transformar um edifício antigo para usos modernos?

Neste artigo, você vai aprender tudo o que é necessário para realizar uma reforma sustentável.

  1. Restaurar e reaproveitar itens
  2. Métodos construtivos
  3. Como evitar as surpresas de obra
  4. Projeto e execução

O que vamos abordar aqui vale para todos os tipos de reforma. Desde pequenos apartamentos até edifícios corporativos.

1. Restaurar e reaproveitar itens

O primeiro passo de uma reforma sustentável é conhecer bem o local e sua história. Assim como saber quais as necessidades futuras.

A partir disso, é possível fazer um levantamento de itens que podem ser reaproveitados. Torneiras, portas, esquadrias, por exemplo, são itens que podem ser realocados.

Ou seja, tudo deve ser ponderado. Às vezes, alguns itens podem estar comprometidos, o que impede que eles sejam reaproveitados. Outras vezes, não haverá mais uso para eles no futuro.

Nesse último caso, é importante analisar o que pode ser vendido ou doado. Dessa forma, evita-se que coisas boas sejam descartadas.

A prática de vender ou doar itens usados é muito sustentável. Uma vez que você promove a reutilização. Além disso, permite que as pessoas comprem produtos usados a valores mais acessíveis. Isso entra na esfera econômica e social da sustentabilidade.

No caso da restauração, além de reaproveitar, você pode preservar a história do edifício.

Existem itens construtivos antigos que podem durar muito tempo. Desde que a manutenção correta seja feita. Esquadrias, pisos de madeira, cerâmicas, torneiras, puxadores, e assim por diante.

A restauração de uma peça não precisa necessariamente deixar ela nova. Às vezes, é possível preservar as marcas de uso e conferir um ar mais rústico ao conjunto.

2. Métodos construtivos

Além da reforma, é importante falar sobre como projetar um edifício considerando reformas futuras.

Imagine que você vai projetar um edifício que será a sede de uma empresa.

Existem muitos pontos a serem considerados:

  • E se no futuro outra empresa for usar esse espaço?
  • E se a empresa precisar adaptar seus postos de trabalho e salas?

Nesse caso, é interessante utilizar elementos construtivos flexíveis. Divisórias que podem ser trocadas de lugar, planta livre com o mínimo possível de pilares e vigas.

Estruturas metálicas ou de madeira são mais fáceis de serem adaptadas. Elas podem ser pré moldadas e encaixadas na própria construção. No caso das estruturas metálicas, elas são recicláveis e também podem ser desmontadas e relocadas.

Algo muito recorrente em reformas é a necessidade de reforço estrutural. A estrutura metálica é ideal para essas situações, já que ela pode estar ligada à estrutura de concreto armado.

3. Como evitar surpresas de obra

Algo muito recorrente em obras de reforma são as surpresas durante o processo.

Um cano que não estava previsto.

Uma tubulação estragada.

Um pilar no meio da sala.

Essas surpresas, muitas vezes acabam exigindo adaptações de projeto e retrabalhos. Mas existe uma maneira de evitá-las.

Você já ouviu falar em projeto “as biult”?

Na maioria das vezes, um projeto não é executado exatamente como foi desenhado. Muitas coisas são adaptadas ou mudadas durante a obra.

Para garantir que haja um projeto mostrando como o edifício realmente foi construído, é feito o projeto “as biult”. Ele é realizado após a construção, e mostra exatamente onde está a estrutura e a infraestrutura elétrica e hidráulica.

Quando o edifício passar por reformas, é muito importante que esse projeto seja continuamente atualizado.

Dessa forma, o projeto de reforma pode ser muito mais eficiente.

4. Projeto e execução

O projeto é uma parte essencial da reforma. Projeto é planejamento, ponderação e organização. Com o acompanhamento de um profissional da área, você garante que a sua reforma seja feita de acordo com suas necessidades.

A garantia da sustentabilidade em uma obra está no diálogo entre projeto e execução.

De nada adianta fazer um projeto sustentável, se não há um alinhamento com a execução. Em especial, nos edifícios históricos. A execução deve ser um trabalho muito cuidadoso e bem feito.

Dessa forma, se garante que o máximo seja reaproveitado e preservado.

A sustentabilidade na reforma

Hoje já existem igrejas que se transformaram em escritórios. Galpões industriais que se transformaram em apartamentos. E até casas antigas que se transformaram em museus.

Toma partido da tecnologia não significa que o velho precisa ser descartado. E sim, que existem maneiras sustentáveis de reutilizar a arquitetura. Dando a ela novos usos.

Com um bom projeto e execução, e considerando a história do edifício, a reforma pode sempre se tornar mais sustentável.

março 24, 2021
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