Tijolo Ecológico: 6 Tópicos Para Entender Este Material

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Tijolo Ecológico: 6 Tópicos Para Entender Este Material

Você já avaliou a sustentabilidade do tijolo que aplica na sua obra? Se ele é um tijolo ecológico ou convencional?

Para fabricar um tijolo comum (bloco cerâmico) é necessário levá-lo ao forno para assar. Este processo gera emissão de gases poluentes na atmosfera.

Outro problema pode ser do local onde a matéria-prima é extraída. A extração de alguns tijolos convencionais prejudicam áreas de preservação, como mananciais…

E não para por aí…

Além disso, a fabricação do tijolo convencional é feita com argila, e prejudica o equilíbrio ecológico.

Esses são alguns motivos que fazem o Tijolo Ecológico ser uma opção mais sustentável.

Vamos aprender mais sobre o Tijolo Ecológico? No decorrer deste artigo vamos entender:

  1. Porque os tijolos ecológicos são sustentáveis;
  2. Técnicas de Fabricação;
  3. Técnicas de Aplicação;
  4. Quais as suas Vantagens e Desvantagens;
  5. Exemplos de Projetos que utilizaram Tijolo Ecológico;
  6. Custo x Benefício.

Então, continue lendo para saber mais sobre Tijolos Ecológicos.

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1. Por que os tijolos ecológicos são sustentáveis?

Segundo a ANITECO (Associação Nacional da Indústria do Tijolo Ecológico)… a produção de 1.000 tijolos ecológicos economiza de 7 à 12 árvores de médio porte, quando comparado ao bloco cerâmico.

Os tijolos ecológicos também são chamados de:

  • Blocos modulares de solo-cimento;
  • Tijolo modular de solo-cimento;
  • BTC – bloco de terra comprimida.

Mas… como funciona a sua composição?

Composição do Tijolo Ecológico

A composição básica do tijolo ecológico é: solo + cimento + água.
 
Basicamente, podemos usar qualquer solo na composição do tijolo ecológico. As exceções são a terra preta ou outra que tenha material orgânico.
 
Os blocos modulares de solo cimento utilizam um método de compressão para serem fabricados. Graças a este método, é possível utilizarmos outros materiais na composição do tijolo ecológico:
  • Resíduos de usinas siderúrgicas;
  • Resíduo moído de material de construção;
  • Resíduos de atividades mineradoras;
  • Pneus;
  • Papel reciclado, PET e outros materiais recicláveis.

Mas… Se o tijolo não é feito com argila e nem é queimado, como ele é fabricado?

Continue lendo para saber o processo de fabricação.

2. Técnica de Fabricação

Após misturar o solo com o cimento e água, o composto é compactado através de uma prensa. Nela, são aplicadas toneladas de pressão sobre o tijolo.

Para adquirir o formato e compactação almejados, é necessária uma máquina específica para a fabricação de BTC.

A prensa comprime o bloco e assim o tijolo é curado. Após endurecer, agrega para si a capacidade de resistência e durabilidade em diversas aplicações.

Através deste processo as peças saem padronizadas, altamente resistentes e duráveis.

Portanto, não é necessário queimar o tijolo ecológico. Assim ele ajuda o meio ambiente evitando a emissão de gases para a atmosfera e a utilização de árvores para a queima.

Agora que você já sabe como e do que ele é feito, vamos ver como ele é aplicado.

3. Técnica de Aplicação

Inicialmente é crucial dizer que você precisa especificar corretamente seu projeto.

Parece lógico, e de fato é. Mas, na prática, sabemos que não é bem assim que acontece. Afinal, sem a especificação correta existe mais risco de falta de padrões em obra.

Portanto, criamos uma lista com diversos materiais sustentáveis para você utilizar. Clique AQUI para obter gratuitamente.

Mas… por que o tijolo modular de solo-cimento requer maior planejamento de projeto?

Os tijolos de solo-cimento são:

  • Blocos modulares;
  • Auto-ajustáveis;
  • Auto-travantes.

Portanto, permitem encaixes perfeitos entre as peças.

Através desses tijolos, é possível aperfeiçoar a construção e obter maior desempenho e segurança.

Afinal, você já sabe…

Na construção com tijolos comuns é necessário quebrar paredes para a passagem de dutos elétricos e hidráulicos.

Isso gera:

  • Mais resíduos de material de construção;
  • Desperdício devido à quebra de materiais;
  • Uso de mais materiais do que o necessário;
  • Mão de obra.

Portanto, itens que impactam diretamente na sustentabilidade da construção.

A ligação entre os blocos de solo-cimento é muito prática. Os blocos têm furos que possuem encaixes. São adequados para a inclusão das barras de ferro, instalações elétricas e hidráulicas.

Estes mesmos furos proporcionam uma proteção térmica e acústica, criando um maior conforto climático.

Por este motivo, o planejamento do sistema elétrico e hidráulico é muito importante.

Através do bom planejamento com o tijolo ecológico podemos utilizar muito menos material e mão de obra. E tudo isso resulta num impacto muito menor polpando recursos e mão de obra.

Estrutura

A estrutura de sustentação vai embutida na parede:

  • Os furos recebem concreto e ferragem, espaçadamente;
  • A estrutura fica distribuída e não somente nos cantos como acontece comumente;
  • Uso de madeiras e formas é dispensado.

Esta é outra razão pelo qual devemos nos atentar ao planejamento para uma obra de fato sustentável.

Acabamento

Se tratando do acabamento, existem várias opções:

  • Tijolo rejuntado e esbranquiçado;
  • Rejuntado;
  • Sem rejunte;
  • Grafiato;
  • Engessado, com revestimento.

Inclusive, muitos optam por deixar este material aparente e não utilizar acabamentos. O que contribui ainda mais para a sustentabilidade.

Então o tijolo ecológico só tem vantagens?

Não exatamente… continue lendo que iremos falar mais sobre isso.

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4. Vantagens e Desvantagens do Tijolo Ecológico

Como você viu, os Tijolos Ecológicos têm vários motivos para serem uma alternativa sustentável.

Mas será que os Tijolos Ecológicos só tem vantagens?

A seguir veremos algumas das vantagens do Tijolo Ecológico e se ele tem alguma desvantagem.

Vantagens do tijolo ecológico:

  • É possível atingir de 30% a 50% de economia de custo resultante no final da obra;
  • Menores impactos ambientais;
  • Menos tempo de obra;
  • Mínimo de resíduos gerados pela obra;
  • Alta resistência a compressão, até 6x mais resistente que o tijolo comum;
  • A umidade perdida não causa variação volumétrica considerável;
  • Maior resistência a umidade e menor absorção;
  • Mais durável por possuir menor impermeabilidade;
  • Ótimos desempenhos térmico e acústico;
  • Segurança, produto padronizado pela ABNT.

As normas vigentes da ABNT, NBR 8491:2012 e NBR 8492:2012 determinam:

  • índices de resistência a compressão;
  • absorção de umidade;
  • geometria dos tijolos;
  • método e frequência com que os ensaios dos tijolos ecológicos devem ser feitos.

Desvantagens do tijolo ecológico:

  • Poucos fabricantes;
  • Necessita de mão de obra especializada, embora a formação necessária seja de curto prazo.

Ainda não existem muitos fabricantes no território brasileiro, mas isso tende a crescer.

A mão de obra precisa saber como funciona tijolo ecológico, para tirar o máximo de proveito dele. Para isso, é importante um curso preparatório, que geralmente é rápido e eficiente.

Para incentivar o uso de blocos de solo-cimento, é importante a atuação do projetista. A instrução de mão de obra é outra estratégia importante para que o conceito ganhe escala.

Somos nós, profissionais da construção civil que incentivamos o uso de materiais sustentáveis.

Agora vamos ver projetos que aplicaram o Tijolo Ecológico.

5. Exemplos de Projetos que utilizaram Tijolo Ecológico

A seguir, mostraremos 2 projetos que utilizaram o BTC (tijolo ecológico) na sua composição e o resultado estético.

Residência IHA, por Wallmakers – Índia, 2018

Para a construção desta residência, era importante considerar as chuvas frequentes na região. Por este motivo, os blocos de solo-cimento foram usados.

Isso não só garantiu mais proteção da umidade, mas também permitiu aberturas, devido a sua junção por módulos.

tijolo ecológico

Residência GSM, por OTP arquitetura – Brasil, 2018

Neste projeto, a proposta era preservar as condições locais da implantação.

O BTC entrou para acrescentar na sustentabilidade e estética do projeto. Assim criou contraste entre o concreto e o acabamento branco.

tijolo sustentável

6. Custo x Benefício do Tijolo Ecológico

Como você viu anteriormente, o tijolo ecológico gera uma economia no custo da obra. Em relação ao bloco cerâmico tradicional, pode chegar de 30% a 50%.

Para concluir este artigo, mostramos alguns números que ilustram esta economia:

  • Economia em torno de 55% com ferragens, para sustentar a edificação;
  • 100% de economia no uso de madeira armação de formas estruturais;
  • 100% de economia no uso de argamassa e cimento para assentar os tijolos;
  • Redução de 15% do material, por haver menos quebra e consequentemente de desperdício;
  • Velocidade da construção até 2x mais rápida;
  • Economia no controle climático e acústico de ambientes;
  • Caso seja uma opção do cliente, não é necessário usar material para regularização e acabamento das paredes;
  • Economia ao instalar a infra-estrutura elétrica e hidráulica da edificação.

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Concluindo…

O Tijolo Ecológico tem diversas vantagens e pode fazer sua construção se tornar mais barata, rápida e sustentável.

Ele pode ter um valor unitário mais alto, em torno de R$1,00 a unidade. Principalmente quando comparado com o tijolo convencional, que fica por volta dos R$0,54.

Mesmo assim, a diferença é compensada no final da obra. Afinal, o tijolo ecológico:

  • Utiliza compressão ao invés de queima no seu processo de fabricação, não emitindo gases poluentes na atmosfera;
  • Tem um design que permite encaixe e reduz materiais para a junção dos blocos;
  • Proporciona conforto térmico e acústico;
  • O sistema estrutural é embutido na parede;
  • O sistema hidráulico e elétrico embutidos na parede.

Lembramos você novamente que se planeje para executar a sua obra.

Para te ajudar, criamos uma lista com diversos Materiais Sustentáveis.

Nela, você encontrará alguns fornecedores de Tijolos Ecológicos que podem te atender. Encontrará também outros materiais sustentáveis para seu projeto.

E agora que você está munido de informações, está pronto para planejar a sua obra utilizando Tijolos Ecológicos?

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Acessibilidade também é Sustentabilidade

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Quando tratamos do assunto — sustentabilidade, acessibilidade dificilmente surge nos primeiros tópicos.

Acessibilidade dentro da Sustentabilidade

Ainda que a acessibilidade seja parte integral no âmbito sustentável, muitas vezes ela é tratada como adereço. Infelizmente ainda encontramos projetos super atuais na estética, nada inclusivos na sua proposta.

O movimento de inclusão, cada vez mais abordado por todas as mídias, vem contribuindo significantemente para a transformação dos espaços públicos. Apesar disso, ainda temos léguas a serem percorridas para obter um cenário ideal de acessibilidade.

O arquiteto americano Chris Downey sentiu na pele essa dificuldade e transformou sua vida e sua carreira de forma inusitada e brilhante com isso.

Desgraça ou oportunidade?

Aos 45 anos Downey projetava a pleno vapor quando de repente, se deparou com umas daquelas surpresas indesejáveis da vida.  Em um jogo de beisebol com seu filho notou alterações graves em sua visão. Logo foi ao médico e descobriu um tumor no cérebro — teria que operar.

O médico lhe informou dos riscos da cirurgia, um deles era a perda de visão, mas que isso não havia acontecido com seus pacientes. A cirurgia foi um sucesso e no dia seguinte o arquiteto acordou e parecia que estava tudo normal.

Logo depois, na segunda manhã após sua cirurgia, ele acordou e seu mundo era escuro. Downey perdeu 100% de sua visão, não enxergava nem um facho de luz para guia-lo.

Se você leitor é arquiteto já se colocou no lugar dele. Imagine como ficaria seu mundo! Supostamente um arquiteto precisa da visão para atuar, entender os espaços, corrigir os erros de projetos, dentre outras tarefas, correto?

Oportunidade

Pode ser. Boa parte de nós no lugar de Chris Downey consideraríamos nossas carreiras findas. O próprio médico que operou Downey o indicou para um especialista em reposicionamento profissional. Para Chris essa nunca foi uma opção.

Em apenas alguns dias, repensou o conceito que tinha da arquitetura e realizou que a forma como projetamos é um processo intelectual. O conhecimento do arquiteto, e a capacidade de comunicar esses conhecimentos, não haviam sido perdidos durante a cirurgia. Sendo assim, para continuar trabalhando precisaria apenas de novas ferramentas.

Então, Chris foi a busca. Encontrou uma impressora que imprime seus projetos como se fosse braile e utilizando um brinquedo de modelar passou a comunicar suas alterações/sugestões de projeto.

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Um diferencial de sucesso

Além de estar de volta a ativa em pouco tempo, Chris melhorou sua atuação em projetos. Devido à cegueira Chris notou que sua experiência nos ambientes mudou muito, e o tornou um arquiteto com um diferencial valoroso para a acessibilidade, permitindo que ele atue como consultor em projetos em que não é o autor.

Em um momento em que muitos considerariam o fim, Downey “viu” a oportunidade de se destacar em um nicho que ainda precisa de muita atenção.

Definitivamente inspirador

Essa é uma história inspiradora e contém uma mensagem que muitas vezes tentamos passar para nossos alunos aqui na UGREEN: sua carreira não está em um buraco, você precisa apenas de novas ferramentas. Agarrar-se aos seus conhecimentos já adquiridos na faculdade e elevar sua maneira de projetar para nichos que precisam de ajuda, como a sustentabilidade, que ainda está se firmando dentro da construção civil.

Downey este ano completou 10 anos neste novo nicho. Sua vida e sua carreira o mantém em um caminho de sucesso. A acessibilidade ganhou um aliado com conhecimento de causa em ambos os mundos. Pelo menos aonde Chris atua, passou a ser protagonista. Além de regulamentar os espaços, o arquiteto trouxe elementos extremamente criativos para os projetos. Vale a pena conferir no video da matéria original (em inglês).

O intelecto, a vontade de mudar o mundo e boas ferramentas bastaram para uma fórmula de sucesso.

Lições aprendidas

Transcrevi a história de Chris Downey em nosso ‘blog’ por dois motivos que acredito serem muito importantes para nós que temos influencia na construção civil de modo geral.

Em primeiro lugar, é inspiradora e ponto. Ver um colega de profissão prosperar aonde muitos sucumbiriam é definitivamente um folego. Uma oportunidade para reavaliarmos o que pensamos ser nossos becos.

Segundo: Uma oportunidade para falarmos mais em acessibilidade dentro da sustentabilidade em unidade. Para atingirmos a sustentabilidade em projetos definitivamente não podemos pensar na acessibilidade como um tópico a ser cumprido minimamente para atender a legislação.

Arquitetos são profissionais que estão aqui para servir de integradores entre as pessoas/usuários e os ambientes construídos. Se alguém não consegue navegar os espaços construídos, com facilidade, falhamos em algum lugar.

Não precisamos de uma experiência em primeira mão para colocarmos a acessibilidade no seu lugar de respeito. O que você acha?

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Projeções Sobre os Clientes do Amanhã

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Projeções Sobre os Clientes do Amanhã

O começo do ano é conhecido pelas inúmeras projeções sobre o que estará em alta nos múltiplos setores do mercado.

Particularmente, gosto de ler essas matérias, especialmente em relação à Arquitetura. Boa parte delas dão enfase às cores, tendências, materiais de acabamento e um determinado espaço em destaque.

O que sinto falta nessas reportagens e que pretendo abordar neste artigo é mais foco no público – é para ele que projetamos. Portanto, resolvi fazer a minha versão sobre as projeções para o nosso amanhã.

Assim como os materiais evoluem, evoluem também as gerações e suas necessidades. É extremamente importante nos mantermos atentos às mudanças que definem a forma com que as pessoas vivem e como consomem.

Você sabe para quem você estará projetando em 2019?

Tente visualizar toda a sua carteira de clientes, as características dessas pessoas e, de preferência, se analise até o seu cliente/usuário final.

Vizualizou?

Caso não tenha feito o exercício, vou fazer uma colocação para lhe auxiliar: num futuro tão próximo quanto amanhã, boa parte de sua clientela será constituída por Millennials.
A geração Millennial chegou à maturidade, não só em idade, mas também para o mercado de consumo de bens.

Hoje, janeiro de 2019, eles já compõem a maior fatia de consumidores do mercado e atingirão o seu auge no ano que vem (2020)!

Portanto, pergunto: Estamos preparados para atendê-los?

Millennials já causaram grande impacto anos atrás quando adentraram o mercado de trabalho. Esta geração surpreendeu a maioria das empresas – muitas ainda não estão adaptadas para recebê-los. Este impacto provou-se custoso, primeiro porque muitos sofreram para conseguir preencher vagas importantes  e depois, principalmente pela dificuldades em reter os talentos encontrados. Por conta deste desencontro com o mercado, a geração Millennial ganhou o apelido de geração mimimi.

Porque geração mimimi?

Existem muitas explicações psicológicas para esta denominação. No entanto, tentando manter um pensamento imparcial, talvez estejamos sendo um pouco injustos quando os apelidamos desta forma.

Muitas das mudanças trazidas por eles provaram-se importantes para o mercado e nosso estilo de vida como sociedade.

Do ponto de vista arquitetônico e sustentável, que é o que nos compete aqui na UGREEN, existem alguns pontos que consideramos benefícios valiosos para construção civil e também para o sucesso dos arquitetos e seus projetos.

Uma das coisas que se nota é que esta geração parece estar verdadeiramente focada em saúde. Millennials não são uma geração saúde daquelas “hipocondríacas”, eles são a geração saúde do tipo “cuidados preventivos”.

Clamam por uma qualidade de vida que o mundo não estava preparado para proporcionar, mas, que através da insistência estão conquistando.

(Alguns dos adjetivos que definem esta geração são extremamente bem-vindos e vou além — são necessários para obtermos bons projetos.)

Prepare-se Para o Impacto

Como mencionamos anteriormente, os primeiros impactos que sentimos dessa geração foi quando adentraram o mercado de trabalho e encontraram empresas vazias.

Como assim, “Empresas Vazias”?

Me refiro a empresas vazias de propósito, sem um ambiente adequado para se exercer um trabalho de qualidade sem que isso consuma a saúde dos contribuintes.

Isto foi surpreendente e ultrajante para donos de empresas, observando o estagiário pedindo janelas com vistas de qualidade. Para gerações passadas, um escritório com uma boa vista pertencia ao chefe, correto?

Houveram também as exigências por maior flexibilidade de horário e local de trabalho. Gerações passadas tinham como certo que esta liberdade era oferecida apenas para cargos de confiança e carreiras longas dentro da empresa.

Parecia que aterrizaram mandando. Que audácia!

Será mesmo que é uma audácia querer ser fisica e mentalmente mais saudável que seus pais? Qual é o verdadeiro problema em preferir ganhar menos por uma maior qualidade de vida?

Estas demandas audaciosas estão refletindo em todos os setores da sociedade, inclusive o nosso. Serão essas demandas as responsáveis pela nossa longevidade e pela melhor qualidade de vida dentro de ambientes construídos.

Então sem demora, vamos resumir aqui as projeções para nossos futuros clientes Millennials.

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Flexibilidade

Espaços flexíveis para trabalhar e viver. A flexibilidade dos espaços é uma tendência inadiável. Não apenas pela urgência desta geração de consumidores, mas pela urgência de nosso planeta que está super populoso e metros quadrados hoje devem ser vistos com maior propósito.

Como flexibilizar os espaços?

Este tema já caberia em um artigo próprio — mas basicamente temos que deixar de pensar em paredes de concreto, abandonar os móveis pesados e adotar o estilo multifuncional onde for possível. Com isso, nada deveria ter apenas uma etiqueta funcional.

A flexibilidade de espaços na arquitetura traz pontos positivos no orçamento e também auxilia a manter edificações atualizadas. Facilita a adaptação a novas tecnologias e uso – seja de uma sala comercial, um apartamento, ou até mesmo uma casa. Evita atividades de demolição e o desperdício de materiais e recursos naturais.

Desta forma valorizamos também a energia e o trabalho gasto, estendendo o ciclo de vida das coisas e dando a elas um propósito mais nobre.

Propósito

O propósito da arquitetura poderia ser simplesmente definido pela criação de um ambiente físico aonde pessoas habitam.

Soa rudimentar quando descrevemos assim, mas se expandirmos este pensamento, entendemos por que esta ciência/arte é tão maravilhosa.

Podemos filosofar sobre cada centelha, mas a verdade é que para nós que, trabalhamos com projetos, o propósito deveria ser criar espaços de qualidade para servir a sociedade em que vivemos.

Os avanços da arquitetura refletem o desenvolvimento da sociedade e suas demandas.

No passado, já fomos contentes com uma caverna que aos poucos ficou desconfortável demais e passamos a exigir ar-condicionado e  um cafezinho. O ar condicionado então ficou doente e o café sem propósito.

Como ser relevante novamente?

Para atendermos as novas demandas, devemos nos preocupar com ambientes que promovam a saúde mental e física. Que acomodem a tecnologia e equipamentos da vida moderna, além de permitir que sejam atualizados. Ambientes que auxiliem a execução de tarefas de trabalho e as cotidianas domésticas.

Saúde e Bem Estar

Ao longo da história da arquitetura acumulamos dados concretos de que o ambiente em que habitamos nos molda. Neste relativamente curto período já pudemos constatar o quão mal podemos causar para toda uma geração se confinarmos todos em espaços escuros, mal iluminados por lâmpadas de mercúrio, que respiram por ar-condicionado e são abastecidos por cafezinho 24 horas. O famoso edificio doente.

Matamos muitas coisas assim…

Um ambiente mal planejado mata o orçamento, mata o espaço construído, mata a energia e o pior, e mais grave de todos, mata pessoas.

Dentre os malefícios causados por projetos ruins encontramos:

  • Depressão,
  • Doenças Respiratórias,
  • Atrofias Musculares,
  • Intoxicações Químicas
  • Câncer, dentre outros.

Existem várias formas de se inserir qualidade de vida no ambiente construído. Itens que sabemos que podem contribuir para este feito são:

Conectividade

Este talvez não seja um mérito exclusivo desta geração, mas do momento em que nos encontramos no tempo.

Um fato que se tornou óbvio com o desenvolvimento desta geração é que a conectividade que procuram não é apenas virtual. Millennials preferem viver e trabalhar perto, desta forma poupam mais tempo para o lazer. Este item já vem sendo sentido e está remodelando os grandes centros urbanos.

Um edifício que oferece amenidades a uma caminhada de distância irá prosperar e valorizar muito aos olhos desses clientes. Ambientes que ofereçam conectividade virtual e praticidade para que o trabalho seja executado onde quer que se esteja, não se prendendo apenas a escritórios.

Esta evolução natural da arquitetura pode iniciar com Millennials, mas beneficiará inclusive a qualidade de vida de quem sofreu com erros do passado.

É certo que nem todos os adjetivos atribuidos aos Millennials são positivos – esta se tornou uma geração ansiosa. Se é difícil esperar um bolo assar sem ter uma crise, imagine então esperar a conclusão de uma obra! E o que podemos trazer de positivo para atender a esse quesito?

Algumas estratégias que podemos implementar são:

  • Implementação do Processo Integrativo na fase de projetos.
  • Eficiência Construtiva – métodos mais rápidos de montagem.
  • Materiais Sustentáveis – Procedência declarada, nobreza no descarte e regionalidade (que torna a entrega muito mais ágil).

Atendendo as exigências deste novo público teremos uma arquitetura atraente para o mercado de consumo e muito mais nobre, sustentável e saudável para o meio ambiente. Parece que apesar do mimimi, todos podem sair no lucro.


E você? Está pronto para projetar para a nova geração de consumidores?

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Construíndo Cidades Inteligentes

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Você sabe o que são as Cidades Inteligentes?

Cidades inteligentes são cidades que possuem a tecnologia, a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico inovador em função de uma cidade eficiente e com melhor qualidade de vida.

Normalmente abordamos assuntos mais ligados a projetos, mas desta vamos abordar um assunto coletivo dos projetos e como eles compõem o contexto urbano.

Esperamos que este conteúdo ajude você a pensar sobre nossas cidades e contribuir para a sua evolução junto com a gente!

O Desenvolvimento de Cidades Inteligentes

A cidade de Curitiba sediou no mês de março um importante evento chamado Smart City Expo Curitiba,  que reuniu autoridades internacionais e nacionais no que diz respeito a criação e desenvolvimento de cidades inteligentes. Os principais assuntos abordados neste evento de 2018 foram:

• Tecnologia Disruptiva
• Inovação Digital e Desenvolvimento Economico
• Governança
• Futuras Cidades Sustentáveis

Os assuntos abordados no evento trazem uma variedade de subitens, todos importantes para a composição de uma cidade inteligente. O último deles fala diretamente com profissionais da construção civil e nossa contribuição para seu desenvolvimento.

Mais quais são esses itens?

Pontuamos os 5 Principais, que consideramos contribuições de hoje para as Cidades Inteligentes de amanhã:

1- Energia Limpa

Cidades Inteligentes, por inúmeras questões, serão cidades que operam com energia limpa e descentralizada. Unidades geradoras instaladas em prédios comerciais ou residenciais contribuirão para a construção de um “grid” de colaboração entre as partes, trazendo autonomia e eficiência para os projetos e seus inquilinos.

Quais os benefícios da descentralização?

• Eficiência – Perdas em transmissão significam 40 – 60% de energia.
• Apagões perdem o seu potencial de desastre, se comparados com a geração de energia tradicional.
• Espaços públicos – Infraestrutura para transmissão e conexão ocupam espaço, e podem ser minimizadas e mantidas apenas para backup.
• Limpeza do ar – Energias não renováveis são poluentes e contribuem para o aquecimento global.

Ainda no mesmo intuito de utilizar energia com melhor eficiência, é necessário citar os meios de locomoção. Quais se adequam a filosofia das smart cities, que é de potencializar os meios de conexão entre os espaços sem aumentar os impactos ao meio ambiente?

Ao contrário do que se vê nos filmes hollywoodianos, priorizar o pedestre é uma das metas das cidades inteligentes. Carros são apenas coadjuvantes —existentes — mas totalmente dispensáveis.

E como isso pode ser alcançado?

• Carros elétricos.
• Transporte Público de qualidade.
• Ciclovias e estruturas que suportem essa mobilidade sustentável.
• Vias de qualidade aos pedestres.
• Interconexão entre os projetos.

Cabem aos arquitetos, urbanistas e engenheiros prever esses espaços ou sua adequação para receber essas novas tecnologias e avanços.

A promoção de espaços de qualidade e interconexão entre os projetos construídos são itens importantíssimos a serem estudados e aprofundados, pois podem determinar o sucesso deste conceito.

2- Construções

A qualidade e a efetividade das construções são contribuintes para o bom funcionamento de uma cidade inteligente, e como podemos construir hoje a arquitetura que também irá afetar o amanhã.

Construções NetZero

Esse conceito dificilmente vai cair de moda. Edificações autossuficientes, preparadas para neutralizar sua existência são um perfeito exemplo de uma arquitetura e engenharia que permanece. As tecnologias se atualizam, mas uma vez que seu projeto esteja planejado para receber o que já podemos oferecer hoje, as atualizações se tornam mais fáceis.

 

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O que fazemos com construções que não foram pensadas dentro do conceito NetZero ? Adaptamos. Uma construção que não é NetZero, mas que pode ser adaptada para seu maior potencial de operação eficiente, é um investimento muito melhor aos olhos da sustentabilidade do que uma destruição e nova construção dentro dos padrões. Ser inteligente requer reconhecer valores existentes e preservá-los.

Em uma edificação existente o material já foi extraído, processado, transportado e a energia e água já foram expendidas. Devemos valorizar esse esforço, a pegada já impressa no meio ambiente, sem duplicá-la. Esta ideia é algo que a America Latina não utiliza em todo seu potencial, mas que a Europa aplica bem. As grandes cidades da Europa são exemplos clássicos de como o novo e antigo podem ser unidos com sucesso.

3- Vegetações

Assim como unir o novo e o antigo faz parte da construção de uma cidade inteligente, trazer a vegetação para dentro dela é não somente necessário para a saúde, mas uma grande contribuição para eficiência e controle climático.

Portanto, não apenas para jardins bem decorados deve servir o verde.

O verde na cidade deve servir proposito. Inserir o verde em telhados, paredes, ou jardins que tratam efluentes são apenas algumas das mais eficientes e produtivas formas de utilizá-lo.

Outra forma de se trazer o verde ativo para a cidade seria utilizando os espaços obsoletos como hortas urbanas. Além dessas vantagens, teremos os benefícios mais óbvios como a purificação do ar, a redução da temperatura do microclima e a permanência de microrganismos dentro dessa atmosfera.

 

4- Climas Extremos

Cidades ao redor do mundo todo, especialmente em grandes centros urbanos, hoje enfrentam um problema comum: as mudanças climáticas. Isso significa para muitas cidades eventos climáticos extremos.

O planejamento urbano hoje precisa levar em conta as consequências desses eventos extremos como: enchentes, tempestades de vento ou neve, temperaturas atípicas por região e outros. Não podemos contar com a reversão deste quadro tão cedo, portanto necessitamos de planejamento para a mitigação desses efeitos e cidades mais resilientes.

Algumas das estratégias mais comuns para cidades mais resilientes são:

• Pavimentação drenante.
• Vegetações resistentes ao vento.
• Engenharia flexível.

Você notou que não mencionamos um item sequer fora de nossa realidade atual?

Ainda sim, todos os itens mencionados tem grande potencial de estar em nosso futuro, pelos benefícios que trazem hoje e que permanecem.

5- Cultura

Como mencionado anteriormente, uma cidade inteligente dificilmente será construída do zero. Ela acontece todos os dias. Cidades nascem e crescem organicamente e smart-cities devem ser moldadas nessa mesma cultura.

Aliás, todas as tentativas até o momento de moldar smart cities da noite pro dia foram frustradas. A Índia e a Korea do sul enfrentaram esses problemas de diferentes formas. Veja alguns dos itens responsáveis pelo fracasso:

O Fracasso na Índia:

A Índia lançou um plano ambicioso de investir em cidades menores e já habitadas, transformando-as rapidamente em Smart Cities. Como resultado, enfrentou sérios problemas, como:

• A legalização de toda documentação do projeto em tempo hábil.
• A mudança de legislações para adequar certos terrenos e vizinhanças ao novo projeto.
• A adequação drástica da população ao remanejamento das novas vizinhanças.

O Fracasso na Korea do Sul:

Esta criou “Cidades perfeitas” no conceito, mas cometeu um erro gravíssimo. Os cidadãos que vieram a habitar essa cidade foram admitidos somente após serem entrevistados. Resultado:

• Pessoas convidadas não se adaptaram com outros convidados.
• A Falta de uma cultura local era uma reclamação constante.
• Diversas pessoas retornaram a Seul, por sentirem falta de mais compaixão e cultura entre as pessoas.

Conclusão

Pessoas precisam sentir-se em casa para chamar um lugar de seu. Ela não precisa ser sua cidade de nascimento, mas precisa ser a cidade com que você se identifica e ajuda a construir todos os dias.

Não é suficiente convidar pessoas com um determinado perfil para um lugar “perfeito” em conceito. Elas precisam ver seu valor e comunidade, para que esta possa ter sucesso e prosperar.

A cidade inteligente pode ser a sua cidade, basta que você comece a construí-la!

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A Saúde e Sustentabilidade na Construção Civil

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Qual a Relação da Saúde e Sustentabilidade na Construção Civil?

Os temas estão bastante relacionados. Independente da escala de uma obra, os impactos à saúde acontecem indiretamente através da limpeza de nossas cidades e, de forma mais direta, através dos cuidados necessários que a equipe de obra recebe de sua empresa.

O gerenciamento de uma obra com o foco na sustentabilidade e na saúde é uma parte importante para a construção civil, tanto do ponto de vista econômico, como do ambiental.

E você, sabe como identificar esse impactos prejudiciais a obter mais saúde e sustentabilidade na construção civil?

Existem múltiplas tarefas que precisam ser cumpridas para reduzir os danos ou a poluição, melhorando a saúde dos trabalhadores e dos vizinhos de uma edificação.

Neste artigo vamos abordar vários desses itens, inclusive podendo ser seu checklist no planejamento de obras sustentáveis.

na limpeza do terreno

Uma obra limpa começa já no primeiro contato com o terreno. Quais são suas características principais?

Uma equipe de obra está acostumada a realizar esse levantamento, mas a intenção aqui é que ele seja feito com outros olhos, não apenas pensando no início rápido da obra.

Geralmente, a maioria das obras ocorrem em terrenos pré-ocupados ou que encontram-se vazios, mas muito sujos, devido ao pensamento inadmissível de que um terreno vazio é automaticamente um depósito de lixo para a vizinhança.

O mais comum é haver uma boa limpeza, seja na demolição de edificações preexistentes, capina e recolhimento de grandes quantias de resíduos sólidos.

No entanto, esta é uma excelente oportunidade para iniciar o gerenciamento adequado de resíduos, e deve ser um dos primeiros itens da lista, logo ao lado da contratação de escavadeiras e tratores.

O resíduo que será encontrado geralmente será uma incógnita. Portanto, descubra situação do terreno e monte um plano básico de destinação, contabilizando seus desvios de resíduos sólidos dos aterros sanitários e obtendo mais saúde e sustentabilidade na construção civil.

Em uma certificação, como o LEED, AQUA, entre outros, este item contará alguns pontos.

Quais são os destinos mais comuns para os resíduos?

  • Reciclagem.
  • Resíduos da construção civil para reaproveitamento – no caso de demolição.
  • Poda para compostagem.

Durante a limpeza do terreno é importante pensar na grande movimentação de terra e nesta etapa inicia também o controle de qualidade do ar e da água.

Controle inicial da qualidade do ar

Em áreas que a terra já encontra-se exposta — e com muita movimentação de máquinas — procure manter o solo umedecido (utilizando água de reaproveitamento da chuva). Esta ação evita levantar tanta poeira, preservando a saúde dos alérgicos dentro e ao redor da obra.

Controle de qualidade das águas durante a limpeza

Utilize mantas de bidim em todas as bocas de lobo em que o terreno possa escoar água. Essas mantas devem ser trocadas com frequência.

Proteja todos os corpos d’água durante a limpeza, para que não sejam contaminados com resíduos.

Importante: O direcionamento dos resíduos para outros fins que não sejam aterros sanitários podem muitas vezes ser capitalizados. Converse com uma empresa especialista em gerenciamento de resíduos e maximize suas opções.

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Preservação do Ambiente

Se procuramos uma relação de saúde e sustentabilidade na construção civil, obviamente precisaremos de uma atenção especial aqui.

Antes de iniciar qualquer movimento dentro do terreno, isole áreas de preservação com cercas, respeitando o espaço mínimo exigido para cada caso – árvores, bosques, áreas de proteção ambiental exigida por lei, santuários, entre outros.

Esse item é sensível e requer auxilio de um profissional do meio ambiente junto as autoridades locais de preservação ambiental, para que as leis sejam cumpridas de forma correta e a licença ambiental seja expedida para a obra.

Caso o empreendimento esteja buscando certificação, as áreas de proteção ambiental valem pontos e o cuidado com essas APAs deve ser documentados durante todo o processo da obra.

Corpos d’água

No inicio tocamos brevemente nesse assunto, mas aqui podemos discutir de forma mais detalhada. Quando tratamos de corpos de água, as maiores preocupações que surgem são:

  • Contaminação: para evitar a contaminação das águas, crie barreiras ao redor dos corpos de água e canais de direcionamento de água da chuva, para que a água que corre na construção com resíduos de obra não termine dentro da água a ser preservada.
  • Assoreamento: é o preenchimento dos corpos de água por areia, lodo, ou outros resíduos, fazendo com que eles percam profundidade e a qualidade da água seja comprometida com a possível contaminação. O assoreamento pode ser evitado com a preservação da mata ciliar, barreiras de contenção como gabião e mantas de bidim nas bocas de lobo.
  • Controle de erosão no terreno e seu entorno: a erosão em áreas de construção é muito comum e prevenir é muito melhor que ser remediar. Algumas formas de prevenção e remediação da erosão são o uso de taludes e solos gramados, o direcionamento das águas da chuva através de canais, a redução da velocidade das águas com o uso de lombadas, vegetação e percursos e a recomposição de áreas já afetadas pela erosão com gabião, muros de arrimo, entre outros.

O Remanejamento de terra durante a obra

O remanejamento da terra parece um item muito simples e que nem sempre recebe a devida atenção, mas esta questão deve ser vista com outros olhos em obras sustentáveis. O remanejamento deve ser feito de forma que a terra que esteja sendo removida do terreno não suje toda vizinhança.

Frequentemente encontramos trilhas de terra por muitos metros de distância da entrada de uma obra. Isso pode e deve ser evitado com algumas estratégias:

  • Sempre que possível, o carregamento de terra deve ocorrer dentro do terreno.
  • Os caminhões devem utilizar lonas ou telas para cobrir a terra e evitar que o vento espalhe.
  • A saída da obra deve possuir uma trilha de pedregulhos para que os torrões de terra se desprendam das rodas dos caminhões antes de chegar no asfato.
  • Caso necessário, criar um pequeno espaço para lavar as rodas de caminhões com água reutilizada da chuva.
  • As bocas de lobo em todo entorno da obra devem ser cobertas por mantas de bidim.

Estes foram os primeiros controles de limpeza e preservação ambiental para o inicio de uma obra que traga saúde e sustentabilidade na construção civil.

Durante o período de construção alguns itens deste início devem permanecer sendo monitorados e tratados e outros serão adicionados aos controles.

 

O Gerenciamento da Qualidade do Ar

Este item possui alterações de acordo com as fases da obra, mas o propósito permanece.

No início o controle é da terra e da areia seca. Mantê-las úmidas (preferencialmente com a água coletada da chuva) faz com que a vizinhança seja afetada ao mínimo neste quesito.

Durante a obra:

  • Mantenha o controle de poeira.
  • Crie áreas dedicadas para os trabalhadores fumarem. Eles não devem ser permitidos a fumar dentro da edificação.
  • Áreas de serralheria devem ser protegidas por telas, para que o pó de serra seja contido nesta área.
  • Enquanto não houver fechamento a edificação, esta deve também possuir redes de proteção para conter boa parte das partículas no ar e até mesmo evitar que detritos sejam arremessados para longe da edificação.
  • A varreção na obra deve ser feita com vassouras úmidas para evitar muita poeira dispersa.
  • Durante tarefas de pintura os andares devem ser isolados e os trabalhadores utilizar máscaras com filtros apropriados para a tarefa.
  • Dutos e conexões de HVAC devem ser mantidas em um depósito e embaladas, para que não sejam instaladas com poeira dentro das conexões.

Após entrega da obra:

  • Filtros de HVAC devem ser trocados após o flush out do equipamento antes da ocupação.
  • A varreção pós obra deve ser feita com vassouras úmidas para evitar muita poeira dispersa no ar.
  • Não deve ser permitido fumar perto das tomadas de ar de HVAC, janelas, ou menos de 25 metros de qualquer porta de acesso a edificação.

O Gerenciamento de resíduos

A relação de saúde e sustentabilidade na construção civil para o destino dos resídios é primordial.

Diminuir a produção de resíduos é importante para saúde porque lixões contaminam o solo, a água e o ar.

Talvez não consigamos acabar com os aterros sanitários de uma vez por todas, mas com certeza eles possuem o potencial de ter pelo menos metade dos tamanhos atuais.

O que pode ser reduzido:

  • Desperdício de materiais.
  • Redução de embalagens.
  • Reutilização de materiais dentro do canteiro, como tapumes, madeira, entre outros.

A destinação dos resíduos

Mesmo com todos os esforços de redução de resíduos, uma obra gerará uma certa quantidade. O mais importante é que o mínimo seja destinado para os aterros sanitários.

Empresas especializadas em coletas de resíduos da construção civil normalmente são contratadas para destinar esses resíduos, mas muitas vezes isso significa o posicionamento de caçambas e coleta sem uma seleção prévia.

Separar os resíduos dentro do canteiro de obra e contratar uma empresa especializada em destinação de múltiplos resíduos tem se provado mais eficiente na sua reciclagem e reaproveitamento.

Reciclagem, reúso e compostagem são os destinos mais comuns para 80% dos resíduos se bem selecionados.

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Planejamento de compras

O planejamento das compras começa no projeto até o dia a dia para que possamos obter saúde e sustentabilidade na construção civil.

Devemos pensar na eliminação de metros quadrados desnecessários em projeto para evitar o uso desnecessário de mais recursos naturais, passando a manutenção de materiais para evitar recompras, até reutilização de recursos de outras obras.

Materiais devem ser comprados com certos requisitos em mente, como na redução da quantidade de materiai, a redição da quantidade de embalagens e na otimização da logística, no que se refere a número de viagens e distância percorrida.

 Acondicionamento de Materiais da Construção

Em obras sustentáveis, a preocupação com o destino de materiais é tão importante quanto acondicioná-los de forma correta. Perdas de materiais por acondicionamento impróprio são contabilizadas todo tempo, mas ainda sim permanecem frequentes.

Mantenha os materiais em depósitos livres das intempéries e da umidade. A preservação da integridade desses materiais possibilita inclusive que, caso não sejam utilizados, possam ser doados para obras comunitárias ou reaproveitados em outras obras sustentáveis.

Outro benefício é que um armazenamento organizado e bem planejado também auxilia no controle de estoque.

EPIs

Quando falamos de EPIs — Equipamentos de Proteção Individual — logo vem na mente a segurança no trabalho.

No entanto, este item também está diretamente ligado a sustentabilidade e saúde. Uma obra que está sendo certificada precisa documentar mensalmente todos os trabalhadores utilizando EPIs de acordo com a tarefa sendo executada.

O uso de EPIs muitas vezes é cobrado, mas não fiscalizado. Trabalhadores intencionalmente não se protegem ou construtoras intencionalmente não fornecem e fiscalizam todos os equipamentos exigidos.

Isso pode gerar problemas futuros de saúde para o trabalhador e uma batalha judicial desnecessária. O uso de EPI´s é importante para garantia de uma obra saudável e segura para todos.

A NR-18 estabelece diretrizes para o planejamento e organização de medidas de controle de segurança no campo da construção civil.

Consegue enxergar sua obra com outros olhos?

Podemos observar que para obtermos saúde e sustentabilidade na construção civil as etapas que precisamos cumprir são múltiplas e cada uma exige tempo e cuidados.

No entanto, obras sustentáveis também são obras mais saudáveis. Todos esses são grandes atrativos para um mercado que vem mudando e se renovando, para que possamos ter mais qualidade em todos os aspectos.

Esperamos que com esse artigo seu plano para um gerenciamento dentro da obra pode ser iniciado de forma  mais sustentável!

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Net Zero energia em edificações: como viabilizar este projeto?

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Net Zero Energia – Você sabe como viabilizar esse projeto?

No começo de maio fizemos um post sobre Edifício Net Zero. Caso este seja seu primeiro encontro com o termo, vale conferir.

Aqui neste artigo, nosso objetivo é detalhar as variadas definições do Edifício NetZero e como alcançar esse objetivo. Essa meta é viável para a maioria dos projetos, mas não é fácil. É necessário uma equipe comprometida em maximizar a eficiência do design e um investimento de menos de 10% sobre o valor total da obra.

O retorno financeiro se dá em uma média geral de 7 anos, podendo variar em um pouco mais ou menos de acordo com a tipologia de projeto.

Vamos iniciar nossa conversa apontando que:

  • 90% dos impactos ambientais que uma edificação exerce sobre o meio está atrelada ao uso de energia.
  • A vida útil de uma edificação gira em torno de 70 a 75 anos.

Olhando apenas esses números fica fácil entender o motivo de uma edificação sustentável, e principalmente eficiente, ser tão importante, devendo ser popularizada.

Nós, arquitetos e engenheiros, devemos assumir esse compromisso de forma mais séria e contundente. Aprendendo a administrar isso dentro de nossos projetos e junto a nossos clientes. Construir de forma equilibrada.

net zero

Equilíbrio

Essa é a palavra que melhor define um edifício NetZero. Esse equilíbrio deve ser alcançado em múltiplos aspectos – geração e destinação de resíduos, eficiência no uso da água e eficiência energética.  Hoje, no Brasil, o que vem sendo mais comercializado é NetZero Eficiência Energética no seu conceito mais básico: uma unidade de energia usada por uma produzida.

Contudo, NetZero pode ser muito mais se olharmos para a definição mais completa e já adotada em diversos países ao redor do mundo.  As definições abaixo foram publicadas pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos através do seu Laboratório de Energias Renováveis:

  • Net Zero Energia Local – A mais comum e utilizada das definições. Segundo ela, o prédio deve, dentro do período de um ano, produzir ao menos o mesmo tanto de energia que consumiu dentro da sua localidade.
  • Net Zero Fonte de Energia – Dentro desta definição, o prédio deve produzir em um ano a mesma quantidade de energia que consome, incluindo a quantidade de energia que é gasta trazendo e levando energia deste prédio a sua fonte externa de energia.
  • Net Zero Custo de Energia – Este modelo é baseado na troca monetária, ou seja, o valor que o edifício recebe pela energia gerada a partir de suas fontes próprias e inseridas na rede deve ser igual ao valor que o prédio paga pela energia que retira da rede ao longo do período de um ano.
  • E Net Zero Emissões da Energia– Neste caso o balanço se dá da seguinte forma: o edifício deve produzir, em quantidade de energias renováveis sem emissões, a mesma quantidade que utiliza de energias que geram emissões. Vale lembrar que o Brasil é predominantemente atendido por energia hidráulica que gera menos emissões que energia via combustíveis fósseis, o que é uma vantagem ao proprietário do edifício na hora do balanço.

Entendeu agora que o buraco é bem mais embaixo?

Com isso podemos reafirmar que no Brasil as edificações que se denominam NetZero não alcançaram esse objetivo em sua totalidade, zerando em todos os aspectos citados acima. Aliás, poucos prédios no mundo alcançaram essa façanha.

Isso é ruim…estamos sendo enganados?

De forma alguma. Os impactos que uma edificação causa no meio ambiente são tantos que zerar em apenas uma definição representa um progresso significativo para o desempenho da construção.

Se o prédio produzir no ano a mesma quantidade em energia que ele consome, seu desempenho aumenta em média entre 50%-70% em relação a uma edificação convencional. Além de se tornar uma edificação mais confiável e sustentável, comercialmente seu valor e visibilidade aumentam bastante.

Agora que já cobrimos a parte teórica da coisa e já estamos convencidos de que NetZero é um objetivo ótimo para se ter, vamos ao que realmente interessa.

Como chegar no objetivo NetZero?

Como sugerido no nosso post de maio, Eficiência deve ser a chave e critério fundamental do projeto desde o inicio. Não basta ser eficiente, precisa ser super eficiente. Itens como os citados abaixo devem ser estudados e desenvolvidos com muita cautela pelo time de projeto.

Maximizar no design

Isso quer dizer que devemos projetar para usufruir passivamente de tudo que o meio pode nos oferecer, orientando o prédio para melhor utilizar:

  • Ventilação cruzada;
  • Luz natural;
  • Sombreamento; e
  • Calor do sol.

Um estudo de orientação solar e dos ventos bem executado é determinante. Ele apontará os artifícios passivos que podem ser instalados como:

  • Tamanho, orientação e altura das janelas;
  • Tamanho do beiral do telhado;
  • Necessidade de sombreamento ou exposição ao sol;
  • Necessidade de prateleiras de luz;
  • Parede e telhado verde, etc.

A distribuição das cargas geradas por equipamentos e dos ocupantes por andar ou setor também podem contribuir. Pessoas  produzem calor e isso deve ser contabilizado no balanço geral dos cálculos. Para que se tenha uma ideia, um adulto produz  100 watts de calor em repouso e 500 watts praticando exercícios.

Envelope da Edificação

A escolha do envelope é importante para o conforto e isolamento térmico dos ambientes.

  • Verificar aberturas e vedações para evitar trocas de ar indesejadas;
  • Utilizar diferentes tipos de vidros para atender às diferentes necessidades de cada fachada;
  • Espessura e materiais que compõem as paredes também devem variar de acordo com cada fachada;
  • Tipo de tintas e absorção de calor que a cor escolhida possui; e
  • Revestimentos que possuam nanotecnologia para isolamento acústico e térmico.

 

net zero

Equipamentos

Equipamentos de alto desempenho devem ser especificados trazendo benefícios como:

  • baixa manutenção e
  • mínimo de energia na operação.

Só neste item já reduzimos perto de 50% da conta final. Procure equipamentos que possuam o selo Energy Star. Quando possível utilizar tecnologias que captam energia de forma passiva, como aquecimento solar de água.

net zero

Uso e Manutenção consciente

Existe vida após o projeto!

De nada serve um projeto desta complexidade sem os devidos cuidados. Os usuários e a equipe de manutenção devem entender as melhores práticas de gerenciamento para as medidas implantadas.

Medir uma edificação vazia com equipamentos zerados cheirando novo é fácil. Realmente o mais difícil é manter e, constantemente, otimizar os resultados alcançados. O Brasil está cheio de placas LEED empoeiradas, telhados verdes mortos e etc.

Essas dicas devem ser estudadas e aplicadas de forma consciente, além de bem programadas para durar todo ciclo de vida da Edificação.

E o Brasil está aonde com esse objetivo?

O Brasil está comprometido com a sustentabilidade. As metas brasileiras dentro do Acordo de Paris para com as emissões de carbono e geração de energia limpa são ambiciosas. Com isso acreditamos que os incentivos governamentais devem aumentar muito.

Após a aprovação da ANEEL em 2012, a micro e a mini geração crescem aceleradas e já produzem ótimos resultados.

Esse crescimento tende a continuar, barateando os sistemas e projetos. Edificações NetZero não são coisas de orçamento rico, elas estão cada dia mais viáveis para a maioria das construções novas e existentes.

A Especificação de Materiais Sustentáveis na Prática

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Como trabalhar com a especificação de materiais sustentáveis na prática?

Acreditamos que a internet já esteja bem recheada de matérias sobre o que é um produto sustentável ou que você deve buscar para identificá-lo.

No entanto, é fácil se perder com a quantidade de termos: Ciclo de Vida, Certificado Ambiental do Produto, Regionalidade, Cadeia Produtiva e FSC são apenas alguns dos termos mais bem descritos na internet.

Nós também já falamos sobre eles neste artigo e de forma mais profunda em alguns cursos.

O intuito deste artigo é apresentar a forma como as coisas são na realidade. Dar voz às dificuldades de se conduzir uma especificação de materiais sustentáveis no mercado e no molde em que conduzimos projetos e obras.

Afinal, quantas vezes você procurou por produtos ecológicos e, depois de rodar em círculos, terminou comprando o convencional?

Aqui estão alguns dos motivos que, provavelmente, te fizeram terminar no convencional:

O preço

De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor, uma média de 40% das pessoas citam o preço como empecilho para a especificação de materiais sustentáveis. O preço de materiais convencionais é normalmente mais barato, mas nem sempre é verdade. Um exemplo disso é o tijolo ecológico versus o convencional em obras de pequeno porte.

Portanto é importantíssimo entender o termo “mais barato”, pois ele possui mais de um sentido para quem está no canteiro de obras.

  1. O mais barato pode ser a relação de simples custo-benefício. Como exemplo, podemos citar o metro quadrado de carpete convencional e um metro quadrado de carpete com toda sua cadeia produtiva traçada e documentada. Os benefícios reais são incomparáveis, mas quando ocorre uma diferenciação apenas na etiqueta de preço pela equipe de orçamento, a comparação será superficial e injusta – especialmente quando a área de aplicação for extensa.
  2. O mais barato pode ser na facilidade no time de obra em trabalhar com uma marca ou produto. Portanto, inserir algo novo levará mais tempo e não é algo que será feito naquele momento.
  3. O mais barato pode ser a questão de disponibilidade do produto na cidade onde esteja inserindo seu projeto. Trazer o produto de outros lugares mais distantes pode ser custoso – as vezes pouco sustentável também. Neste caso, um calculo mais detalhado de pegada de carbono seria determinante.

Considerar apenas a questão do Preço já encontramos algumas barreiras que compradores podem encontrar – ou até criar – para evitar especificar algo melhor.

Para você que procura uma especificação de materiais sustentáveis, é importante dizer que a relação de preço por custo-benefício não é mais gritante como era há anos atrás. E os inúmeros benefícios de produtos verdes – tanto a nível ambiental quanto de saúde – devem ser levados em consideração ao lado do fator preço.

Portanto, não se dê por vencido antes da pesquisa!

Falta de alternativas

Muitas pessoas já vieram até mim perguntando se existe esse ou aquele produto numa versão eco. Embora haja uma variedade de produtos sendo ofertada, sim, ainda existem diversos produtos que não possuem uma versão eco.

Outra reclamação: trabalho para uma empresa que precisa de três orçamentos para qualquer compra. Esse produto não possui 3 marcas que o produza, então não posso colocar este na competição, pois seria tendencioso.

Essa é a grande realidade para obras de grande porte em grandes empresas. As políticas empresariais não estão preparadas para favorecer produtos sustentáveis. Não seria o caso de rever essas políticas, beneficiando com pontuações esses produtos?

Falta de mão de obra qualificada

A mão de obra qualificada pode ser um determinante para a escolha de materiais sustentáveis, mas não deveria.

Normalmente existem pequenas diferenças na aplicação entre produtos similares. O que contrasta são a procedência e os valores éticos.

Um exemplo fácil de ser encontrado são pintores que não gostam de trabalhar com tintas à base d´água. Alguns inclusive recusam trabalho porque consideram que não ficaria bem acabado e eles seriam responsáveis por refazer.

Falta de documentação de procedência

Em geral, se procurarmos produtos sustentáveis, encontraremos uma quantidade razoável.

Contudo, nada de pulos de alegria. Ao solicitar documentações de comprovação é que a coisa pega.

O grande pecado que vem sendo cometido repetidamente por empresas que investem nesse nicho de produtos é justamente na documentação para que, de fato, possamos ter a garantia de uma especificação de materiais sustentáveis.

A relação entre produtos que se dizem sustentáveis e os que realmente podem comprovar essa sustentabilidade torna a competitividade desigual.

Na maioria dos casos são necessárias horas ao telefone com pessoas não qualificadas para responder questões simples sobre o produto. Em outros, precisamos aguardar mais alguns dias a produção da documentação necessária ou o simplesmente obter a resposta seca: não possuímos e não poderemos fornecer. Mas acredite em nós, somos verdes.

A maneira mais fácil de validar um produto e sua cadeia ainda é pela certificação terceirizada. Os padrões de comprovação já estão bem estabelecidos e não existem desculpas para a falta de documentação básica.

Considerações Finais

Com todos esses fatores apontados, a indústria da construção civil sofre na especificação de materiais sustentáveis. Quanto tempo o mercado precisa para se adaptar a nova realidade?

E a grande verdade é que a realidade não é nova. As construções e certificações sustentáveis vêm se popularizando há uns 10 anos, no mínimo.

Os consumidores também querem a mudança. O Instituto de Defesa do Consumidor fez um levantamento e identificou que mais de 80% dos brasileiros sentem-se mais confiantes quando a marca é certificada por terceiros e possui selos de qualidade.

Na construção civil, além de selos específicos para diferentes tipos de produtos, existe também a possibilidade da empresa se submeter à certificação ISO 14001, que regula a gestão ambiental das atividades da empresa.

Mas qual o principal fator para que essa mudança não aconteça no ponto de vista dos fornecedores?

O principal é que precisará ocorrer em muitos casos uma verdadeira mudança em seus procedimentos e na rastreabilidade de seus produtos. Isso pode vir a encarecer a fabricação e, por isso, deixar de ser interessante.

Temos que manter o curso e continuar exigindo do mercado mais variedade, idoneidade e transparência quanto ao que estamos especificando e consumindo.

E claro, com tudo devidamente documentado.

Os 5 Principais Erros em Projetos Sustentáveis

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Adoramos dicas sobre o que FAZER para melhorar nossos projetos e deixá-los mais verdes.

Mas você sabe quais são os principais erros em projetos sustentáveis?

Desta vez, esse artigo possui o propósito de apresentar:

  • O que você NÃO deve fazer em um projeto;
  • Os erros mais comuns em projetos sustentáveis
  • E porque isso é um risco para todo o projeto e até sua carreira

Erro nº1 – Falta de planejamento

Grande parte dos problemas se originam aqui. Não possuir um planejamento adequado, e principalmente, que esteja avançado o suficiente para acompanhar as etapas de projeto é um grande erro.

É necessário ter clareza das metas que você deseja alcançar e quão tangíveis elas são para o seu tipo de projeto. A falta de conhecimento sobre o tempo de execução e o custo das metas sustentáveis são a principal causa da sua morte dentro do ciclo de um projeto, e é por isso que é o item nº1 dos principais erros em projetos sustentáveis.

É preciso entender as técnicas e tecnologias que você deseja aplicar ou contratar alguém que possa fazer isso por você, para que nem o projeto, nem o orçamento, e nem a obra final venham a sofrer.

Erro nº2 – Metas inatingiveis

Encorajamos muitas pessoas a pensar grande, engrandecer seus objetivos e correr atrás de seus sonhos, mas é necessário entender as limitações do seu empreendimento.

Não existe uma formula perfeita de ” tamanho único” para todos os casos.

Incluir metas que estão de acordo com seu orçamento, tamanho e tipo de projeto é uma maneira de trabalhar de forma mais sustentável.

Existem projetos que, para se enquadrar em uma categoria de mais pontos no LEED, podem tentar subverter regras — especificar mais do que o necessário em um projeto é um exemplo dessa subversão — e é por isso que é o 2º item da lista de erros em projetos sustentáveis. Não podemos ir contra aos princípios da sustentabilidade.

E, falando em princípios de sustentabilidade, isso nos leva ao próximo ponto…

Erro nº3 – Pegada de carbono

Apesar de ser mais impactante em países Europeus — que mais dependem de combustíveis fósseis como o carvão mineral ou o gás natural — não pensar na pegada de carbono resultante é um dos principais erros em projetos sustentáveis, indo contra os princípios ambientais da sustentabilidade além de ser um desperdício de raciocínio.

O principal objetivo da sustentabilidade — em toda a soma ambiental, social e econômica — é diminuir nossa pegada de carbono neste planeta.

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Quais os fatores que aumentam a pegada de carbono em um projeto mal planejado?

  • Re-trabalho: falta de compatibilidade entre os sistemas da edificação, o gasto acima do necessário para materiais, um tempo de obra maior para se adequar ao financiamento com um banco.
  • Redundância: o gasto adicional recorrente de explicações, retrabalhos ou compras adicionais. É o consumo de energia superior ao necessário para realizar uma atividade.
  • Equipamentos ineficientes: dimensionar um sistema para funcionar muito abaixo ou acima da sua capacidade.
    • Exemplo 1: um sistema de ar-condicionado que funcione abaixo de sua capacidade. Tornará o sistema mais caro, utilizando recursos desnecessários.
    • Exemplo 2: Um sistema de ar condicionado que funcione acima da sua capacidade. Irá gerar desconforto aos usuários, que irão abrir as janelas e gerar ainda mais consumo para o sistema.

Esses três itens aumentam a pegada de carbono do projeto e jogam energia diretamente no lixo, e por isso são nosso item nº3 dos principais erros em projetos sustentáveis.

Erro nº4 – Não pensar no futuro

Por mais chato que seja falar, o pensamento a curto prazo é um mal do brasileiro.

Ainda pensamos como se vivêssemos em tempos onde a inflação era abrupta — e quem viveu nessa época dificilmente perderá esse sentimento de ter que sair correndo no supermercado para fazer compras e não ver seu dinheiro virando pó.

Ainda não criamos totalmente em nosso país cultura de investir para o futuro.

Além da obsolescência programada de todos os produtos atuais do mercado — que é importante ressaltar, não é exclusivo do Brasil — nosso pensamento imediatista faz com que nossos produtos não sejam de “qualidade para durar” e sim de “qualidade suficiente para vender e depois o problema passa ser do consumidor”.

O pensamento sustentável prega que você deve pensar no legado que você está deixando para o outro, no presente e no futuro. Devemos pensar no que estamos deixando não somente para nossos filhos, mas para pessoas que jamais iremos conhecer. A ignorância deste fato é o 4º entre os principais erros em projetos sustentáveis.

E o ultimo (e talvez o mais triste) dos principais erros em projetos sustentáveis – Propósito de Greenwashing

Quando empresas e clientes se comprometem em trabalhar com princípios verdes, ambos aceitam investir dinheiro, trabalho e esforços pessoais nisso.

E não há nada mais triste do que um profissional que se submete a esse tipo de proposta e se perde — ou simplesmente não procura — atingir esses resultados.

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É impossível saber em números reais quantos empreendimentos certificados pelo mundo usaram desse artificio para poder usufruir de um marketing poderoso que uma certificação sustentável traz.

Já no Brasil, a falta de auditoria por alguns sistemas de certificação infelizmente deixa uma brecha para que esse tipo de projeto continue sendo comercializado sem nenhuma punição severa.

Nossa única alternativa aqui é continuar instruindo nosso público cada vez mais, para que essa prática não frutifique por muito mais tempo. Se você conhece algum projeto que está usando de greenwashing para prosperar em terreno raso, por favor denuncie.

O GBCI não pratica as auditorias de forma voluntária para certificações LEED, Edge, Gresb ou outras aqui no Brasil, mas se um projeto for denunciado, a auditória será realizada e os participantes serão punidos de acordo com o código de conduta da instituição.

O e-mail para denúncia é: reply@gbci.org e a instituição garante total sigilo sobre suas informações.

4 Tendências de Empregos Sustentáveis na Construção Civil em 2018

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Você sabe qual foi a taxa de crescimento de empregos sustentáveis pelo mundo?

A verdade é que o número de empregos sustentáveis vêm crescendo de forma expressiva.

Alguns setores — como o de energia solar — obtiveram um crescimento 12x maior que o restante da economia americana no último ano, enquanto setores como os de óleo e gás retraíram. Já no Brasil este crescimento foi de 2.493% entre 2016 e 2017, de acordo com a Bloomberg New Energy Finance.

Já na área de construções sustentáveis no Brasil, este vem crescendo acima da média mundial. De acordo com o relatório de mercado de 2016 do World Green Building Council — que mede os setores da economia com planejamentos em construções sustentáveis para os próximos 3 anos — construções verdes farão parte de 47% do mercado brasileiro de Retrofit, 35% de residenciais de até 3 pavimentos e 33% de edifícios de uso misto, o que é uma média de 10% acima do nível mundial.

Mas…quais as oportunidades de empregos sustentáveis em 2018?

Devido ao otimismo do mercado, resolvemos apresentar 4 oportunidades de empregos sustentáveis para arquitetos e engenheiros em 2018. A última oportunidade da lista muitas empresas nem se tocaram que precisam — alguém precisa ir lá e apresentar a oportunidade para elas. Você está disposto?

Oportunidade 1: Certificações ambientais dentro e fora do Brasil

A internet cada vez mais vem construindo pontes e ampliando as possibilidades de comunicação. No trabalho, vem transformando profissões, como tarefas são executadas e também interfere sobre o que é o “nosso ambiente” de trabalho.

A internet ampliou o nosso “local” e nessa expansão quebrou barreiras importantes dentro da construção civil. Você pode buscar trabalhos remotos em sites brasileiros ou fora do Brasil, como no Upwork. É um mercado pequeno, mas promissor.

Grandes construtoras e escritórios de arquitetura pelo mundo já enviam para outros países tarefas como modelagem, compatibilização, simulações diversas ou mesmo revisão quanto as exigências de certificações ambientais.

Seja pelo tempo ganho com a diferença de fuso ou custo beneficio devido a troca de moeda, qualquer que seja a tarefa que não exija reuniões ou visitas presenciais terá a tendencia de migrar para a internet para ser ofertada e negociada.

Oportunidade 2: Consultorias em Sustentabilidade

Apresentar soluções eficientes e sustentáveis em projetos fazem a diferença na hora da venda e também destaca o profissional. O que sabemos também é que projetar de forma sustentável exige um amplo conhecimento de ferramentas e normas técnicas, e as vezes o profissional ainda encontra-se nesta busca técnica.

Uma solução que vem sendo destaque na industria da construção civil são as consultorias. Elas surgiram a alguns anos no Brasil e continuam crescendo, a medida que o conhecimento sobre seus benefícios e a demanda por construções sustentáveis e certificações também crescem.

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A consultoria pode ser aplicada em múltiplas etapas de projeto e algumas vezes acompanha o projeto da concepção a entrega das chaves.

A maior procura por consultorias tem acontecido quando a equipe de projeto decide buscar uma certificação sustentável, como o LEED. Hoje acreditamos que isso esta mudando, clientes vem notando e procurando os benefícios de um edificação sustentável mesmo sem uma certificação.

Oportunidade 3: Projetos próprios

Arquitetos e engenheiros que realizam projetos podem aproveitar o benefício das estratégias sustentáveis para levar seu projeto mais longe, não só a nível de design, mas também a nível de desempenho.

Compreender estratégias como a adequação ao clima, a captação de iluminação natural, projetar a iluminação artificial de forma econômica e confortável aos olhos do usuário, compreender partidos de eficiência energética, gerenciamento da água e o uso consciente de materiais — além dezenas de outras estratégias — são passos fundamentais para quem procura obter os melhores clientes do mercado, aumentar o reconhecimento profissional e o valor percebido por cada projeto.

O projeto com base em desempenho é o futuro da arquitetura — muito mais do que linhas arrojadas ou a poesia da forma — e quem ainda não entendeu isso ficará para trás na concepção de empreendimentos de qualidade.

Oportunidade 4: Gerentes de sustentabilidade

Escritórios de arquitetura, construtoras, escritórios de engenharia e até empresas multinacionais começam a apresentar cada vez oportunidades para esses cargos, mas ainda é muito pouco.

A sustentabilidade veio para ficar. É uma questão de qualidade de vida e de sobrevivência.

A valorização das produções sustentáveis é algo que nossa sociedade está aprendendo rápido e isso está atrelado ao bem que nos faz saber que o que estamos investindo nosso rico dinheirinho está sendo produzido sobre um código de ética rígido, que beneficia tudo e todos durante o ciclo do conceito a desconstrução deste item.

Portanto entender a cadeia de sustentabilidade e saber como melhor aplica-la para o determinado setor é importantíssimo.

Dentro da construção civil, o gerente de sustentabilidade atuará, acima de tudo, como um propulsor de espaços de alto desempenho.

Nos escritórios de arquitetura, irá coordenar e melhor entender a concepção da obra, visualizar economias de materiais, eficiência dos espaços, projetar com os pilares da sustentabilidade em mente e visualizando seus impactos ambientais.

Nos escritórios de engenharia, irá se comprometer em não onerar os espaços com sistemas custosos e ineficientes, promover a interconectividade dos sistemas e o planejamento para manutenções inteligentes.

Dentro do canteiro de obra o espaço para o gerente de sustentabilidade cresce ainda mais, pois ele precisara treinar as pessoas que irão trabalhar neste ambiente para que ele tenha um canteiro sustentável.

Entre as oportunidades estão o pouco desperdício de materiais, auxílio nas compras — validando itens especificados quanto a sua qualidade e cadeia de produção — o gerenciamento dos resíduos da construção, o auxílio na fabricação e controle de documentos pertinentes a certificações, caso o empreendimento esteja engajado nesta busca.

Empresas multinacionais como bancos, montadoras de carros, construtoras, industria de cosméticos e alimentícia vem investindo cada vez mais nesse setor sustentável, pois gera resultados econômicos de operação e é muito eficiente em seu marketing.

Nestes setores, o gerente de sustentabilidade pode estar em áreas de expansão, controlando empreendimentos físicos da empresa como a decisão na escolha de imóveis, sua reforma, construções de pontos de venda e áreas administrativas. Pode estar ainda inserido diretamente no controle de produto, no marketing e cadeia produtiva.

Encontrou algo para você entre as oportunidades de empregos sustentáveis? Espero que tenhamos ajudado!

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