Educação

Energia Solar Fotovoltaica Vale a Pena?

Energia Solar Fotovoltaica vale a pena?

Em 12 minutos, a terra recebe energia solar suficiente para suprir sua demanda energética de um ano inteiro.

De fato, o sol é uma fonte poderosa e abundante de energia. Cabe a nós aproveitá-la da melhor forma.

A energia solar fotovoltaica é energia do sol captada por placas solares.

No início, a energia solar era gerada somente em grandes complexos. De lá, ela é distribuída entre as cidades ou países do entorno.

Energia Solar Fotovoltaica

Complexo de Energia Solar (Fonte: Portal Solar)

Hoje, a energia fotovoltaica permite captação descentralizada e junto ao consumo. Ou seja, você pode captar energia para sua casa em sua própria casa.

Energia Solar Fotovoltaica

Casa com Placas Solares na Cobertura. (Fonte: Intelbras)

A tecnologia das placas fotovoltaicas está em constante evolução. Hoje, elas podem ser utilizadas também como elementos construtivos. Como elemento de fachada, coberturas, e até nas próprias telhas. As telhas solares já estão disponíveis no Brasil.

A energia solar é uma fonte de energia limpa e renovável. Ela estará cada vez mais presente no futuro das construções sustentáveis.

Neste artigo, você vai aprender:

  • O que é e como funciona uma placa solar fotovoltaica
  • Sistemas on grid e off grid
  • Vantagens e desvantagens da energia solar fotovoltaica
  • Custo e dimensionamento para instalar placas solares em sua residência

1. O que é energia solar fotovoltaica

A luz do sol, quando atinge o painel solar, gera energia. A essa energia damos o nome de energia solar fotovoltaica. Mas você sabe como, exatamente, isso acontece?

As placas solares são compostas por células fotovoltaicas. Essas células são feitas a partir de materiais semicondutores. A maior parte delas utiliza o silício.

Energia Solar Fotovoltaica

Os fótons (partículas de luz), atingem os átomos das células fotovoltaicas e provocam deslocamento dos elétrons. É esse fenômeno que gera corrente elétrica.

É importante mencionar que, em dias nublados, as partículas de luz também estão presentes, mas em menor quantidade.

Para que essa corrente seja utilizada, ela precisa se igualar à corrente da rede. As placas solares geram uma corrente contínua. O inversor é o equipamento que transforma a corrente contínua em corrente alternada. Assim, ela pode ser encaminhada ao quadro de distribuição e equipamentos elétricos.

Contudo, o sol vai incidir nas placas durante o dia. Como, então, será possível ter energia elétrica a noite?

2. Sistemas on grid e off grid

Existem duas maneiras de “guardar” a energia gerada pelas placas.

  • On grid

No sistema on grid, suas placas solares estão ligadas à rede municipal. Nesse caso, quando as placas geram mais energia do que o necessário, a rede municipal absorve a energia excedente. E você ganha os créditos por esse excedente.

Da mesma forma, quando você precisa de mais energia do que o que foi gerado, a rede municipal fornece.

Também é possível transferir essa energia para outros imóveis. Ou seja, se você produz energia excedente, pode transferir essa energia para outra casa.

No fim do mês, você pagará a taxa mínima de energia de qualquer forma. Além dessa taxa, você paga a quantidade de energia que você consumiu da rede menos a quantidade que você doou para a rede.

  • Off grid

O sistema off grid funcionará de forma completamente independente. Dessa maneira, necessita de uma bateria para armazenar a energia que é gerada.

Esse sistema geralmente é utilizado em locais isolados, onde a concessionária não chega. Ele também é uma boa opção para equipamentos urbanos que geram sua própria energia. Como câmeras, pontos de ônibus, etc. Ou ainda para equipamentos móveis, como motorhomes.

Por necessitar de baterias, esse sistema tem um custo inicial mais elevado. Além disso, necessita de manutenção mais frequente.

3. Vantagens e desvantagens da energia solar fotovoltaica

A energia solar fotovoltaica é considerada uma energia sustentável. Isso porque ela utiliza de uma fonte renovável de energia, o sol. Além disso, sua geração é limpa, não emitindo gases nocivos ao planeta.

Aqui, abordaremos as principais vantagens dos sistemas solares interligados a edificações urbanas. Além das vantagens acima, existem inúmeras outras:

  • Menores perdas por transmissão e distribuição de energia.
  • Grande economia na conta da energia elétrica.
  • Edifícios solares não necessitam de uma área física dedicada à captação de energia. Já que sua captação pode se dar na fachada ou cobertura do edifício.
  • Edifícios com grande geração de energia podem oferecer suporte a outros edifícios da região.
  • Placas fotovoltaicas são modulares e fáceis de instalar. Portanto, podem se adaptar continuamente à demanda do edifício.
  • Edifícios com sistemas de captação de energia solar possuem vantagens competitivas.

As desvantagens também existem, no entanto. São elas:

  • Alto custo inicial.
  • Sua eficiência dependerá da incidência solar do local.
  • O sistema pode estar sujeito a sombreamento no futuro, por alguma construção próxima.
  • Em edificações existentes, pode exigir reformas para viabilizar a instalação do sistema.

Mas o que é preciso, então, para instalar um sistema em sua casa ou empresa?

4. Custo e dimensionamento para instalar placas solares em sua residência

Neste artigo você acessa um tutorial de como dimensionar um sistema de energia solar fotovoltaica.

Resumidamente, os itens que devem ser considerados são:

  • Localização

Cada cidade do mundo recebe insolação de maneira diferenciada. Os dados climáticos de sua cidade irão ajudar a definir a quantidade de placas solares necessárias.

Também é importante considerar a latitude do local. Ela vai definir a inclinação ideal das placas.

  • Histórico de gastos

Se o sistema for instalado em uma edificação existente, geralmente se analisa o histórico de gastos da edificação com energia elétrica. Isso irá ajudar a definir um padrão de consumo de energia elétrica.

  • Demanda

Se a edificação ainda não foi construída, é necessário levantar a demanda de energia elétrica. O projeto deve considerar os equipamentos elétricos que serão instalados. Assim, é possível fazer uma previsão da demanda de energia.

  • Custo

O custo de cada placa solar varia entre 800 e 1000 reais. Porém, o custo inicial de implantação do sistema também considera mão-de-obra e equipamentos auxiliares.

Apesar do alto investimento inicial, o retorno financeiro se dá entre 3 a 6 anos após a instalação. Além disso, valoriza o imóvel.

Afinal, quem não prefere um imóvel onde a conta de luz é mais baixa ou inexistente?

É importante destacar que, na fase de projeto, é muito mais fácil prever a instalação de painéis solares de uma edificação. Pois, nesse caso é possível realizar simulações de insolação e eficiência energética. Assim como prever a inclinação apropriada da cobertura e a infraestrutura elétrica completa.

A energia solar fotovoltaica

Possui inúmeras vantagens a longo prazo. Ela está continuamente se desenvolvendo para que seja cada vez mais acessível.

Os incentivos fiscais e de financiamento também estão aumentando. De maneira que a economia na conta de luz pode ser comparada a um valor mensal de financiamento do sistema.

Investir em sustentabilidade é olhar para o futuro. É se tornar responsável e viver de maneira mais amigável com o planeta.

Fonte: RUTHER, Ricardo. Edifícios solares fotovoltaicos: o potencial de geração solar fotovoltaica integrada a edificações urbanas e interligadas à rede elétrica pública do Brasil. Florianópolis: LABSOLAR, 2004. 114 p.

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Educação

Mudanças Climáticas: O Que São e O Que Podemos Fazer

Aquecimento global, efeito estufa e mudanças climáticas. Provavelmente você já sabe que esses assuntos são preocupantes.

Periodicamente, representantes do mundo inteiro se reúnem para discutir estratégias de minimização do problema.

Em 1992, a Eco 92 foi a primeira Conferência Internacional sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento no Rio de Janeiro. 175 países assinaram o texto da conferência. Reconheceram a necessidade de esforços globais para enfrentar as mudanças climáticas.

Desde então, outras conferências vêm sendo realizadas. Nelas, nem todos os países se comprometiam a arcar com as responsabilidades de adotar medidas. Afinal, essas atitudes esbarram com o crescimento insustentável da indústria que polui e lucra em curto prazo.

Mas o que são, exatamente, as mudanças climáticas? Como acontece o aquecimento global?

E como, exatamente, o ser humano contribui para agravar o problema?

Leia este artigo até o fim para entender melhor tudo o que envolve as mudanças climáticas.

Antes de tudo, é necessário esclarecer termos como aquecimento global e efeito estufa.

1. O efeito estufa e o aquecimento global

O aquecimento global é o fenômeno do aumento gradual da temperatura média no planeta terra. Esse fenômeno pode ter origem de causas naturais ou da ação humana.

A principal causa, no entanto, são as emissões de gases que agravam o efeito estufa. Principalmente o dióxido de carbono.

O efeito estufa, por sua vez, é um fenômeno natural e essencial para a vida na terra. Seu agravamento, no entanto, é o que preocupa.

O planeta terra possui a sua volta uma camada composta por alguns gases e por vapor de água. Essa camada retém parte da radiação solar que chega na terra. Sem ela, o planeta ficaria frio demais para a nossa existência.

O problema é que desde a revolução industrial, as atividades humanas passaram a liberar esses gases em excesso. O que vêm tornando a camada mais espessa. Consequentemente, aumenta a temperatura do planeta e causa o aquecimento global.

“Neste período (Revolução Industrial), a concentração original de 280 ppm4 deste gás (dióxido de carbono) cresceu até os atuais 400 ppm5 , intensificando significativamente o efeito estufa. Assim, as atividades humanas passaram a ter influência importante nas mudanças climáticas.” – WWF

2. Gases causadores do efeito estufa

Os principais gases responsáveis pelo efeito estufa são o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso.

Esses gases não devem ser analisados somente em quantidade. Mas também em seu potencial de aquecimento e tempo de permanência na atmosfera.

Hoje, o dióxido de carbono (CO2) é o gás que mais contribui para o aquecimento global. Ele representa em torno de 70% das emissões de GEE (Gases do Efeito Estufa). Seu tempo de permanência é de 100 anos, resultando em impactos de longo prazo.

O gás metano é emitido em menor quantidade. Contudo, seu potencial de aquecimento é maior, vinte vezes superior ao CO2. O óxido nitroso, por sua vez, possui um poder de reter calor que é de 310 a 7.100 vezes maior que o CO2.

Ou seja, mesmo que liberados em menores quantidades, esses gases são mais prejudiciais.

3. Mudanças climáticas e suas consequências

De maneira resumida, os gases liberados causam o efeito estufa. O efeito estufa agravado provoca o aquecimento global. E o aquecimento global gera mudanças climáticas.

Ou seja, as mudanças climáticas são consequência direta do aquecimento dos oceanos e da superfície terrestre. E cada vez mais, elas são sentidas pela humanidade.

Cientistas já observaram o claro aumento dos níveis dos oceanos. Futuramente, isso pode ocasionar o desaparecimento de ilhas e de cidades litorâneas. Além disso, existe a previsão do aumento de eventos extremos climáticos, como:

  • Furacões
  • Ciclones
  • Terremotos
  • Tsunamis
  • Secas
  • Enchentes

E assim por diante.

Esses eventos podem trazer graves consequências para a vida na terra a longo prazo. Inclusive, são responsáveis por extinguir espécies animais e vegetais.

“O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), órgão das Nações Unidas, responsável por produzir informações científicas, afirma que há 90% de certeza que o aumento de temperatura na Terra está sendo causado pela ação do homem.” – WWF

4. Atividades que agravam as mudanças climáticas

Existem muitas atividades humanas que envolvem a emissão de carbono, entre elas estão:

  • Queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) para geração de energia
  • Transportes
  • Indústrias
  • Agropecuária
  • Descarte de resíduos sólidos (lixo)
  • Desmatamento

É daí que surge o termo “carbono incorporado”. Ele se trata da emissão de carbono envolvida em determinado processo. Esse processo pode ser a fabricação de um produto ou realização de alguma atividade.

No Brasil, as atividades que mais liberam GEE são as mudanças do uso do solo e o desmatamento.

As florestas e áreas naturais são grandes absorvedoras de carbono. Seu desmatamento, além de liberar gases na atmosfera, reduz as fontes de absorção de carbono.

Emissões por atividades como agropecuária e geração de energia também vêm aumentando no país.

5. O que fazer para conter as mudanças climáticas

De que maneira podemos, então, evoluir para evitar o avanço desse problema?

Existem diversas maneiras de contornar a situação. As estratégias, contudo, são urgentes. Afinal, elas são de longo prazo e exigem grandes mudanças estruturais.

Algumas atitudes são:

  • Diminuir o desmatamento
  • Preservar florestas e áreas naturais
  • Incentivar o uso de energias renováveis, como a solar, eólica, biomassa e pequenas hidrelétricas.
  • Dar preferência a biocombustíveis (etanol e biodiesel)
  • Investir em eficiência energética
  • Reduzir o consumismo
  • Viabilizar a reciclagem e a logística reversa
  • Melhorar as condições do transporte público
  • Investir em tecnologias de baixo carbono incorporado

Para que essas medidas sejam concretizadas, são necessárias políticas públicas de incentivo e auxílio. Como exemplo, hoje já existem benefícios para empresas que utilizam fontes de energia limpa.

Dessa maneira, a sociedade civil, as empresas e o estado podem se unir em busca de alternativas.

Conclusão

As mudanças climáticas já são discutidas há décadas. Está claro que, sem uma colaboração global, é muito difícil de atingir mudanças reais.

Para garantir o futuro da nossa espécie, é necessário aliar a evolução tecnológica com a sustentabilidade. Deixando de lado soluções imediatistas que poluem em troca de um lucro mais rápido.

Barrar o aquecimento global através da sustentabilidade é um dever. De todos os países, de todas as pessoas e de todas as instituições.

Fonte: WWF

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Educação

Entendendo os Muros de Arrimo: Aplicação e Vantagens

Você sabe o que é e para que serve um muro de arrimo?

Ele não é nenhuma novidade. Quem já visitou Machu Picchu, por exemplo, viu como os povos antigos já dominavam a técnica. Os incas utilizavam pedras para construir muros de arrimo.

Como a região era extremamente acidentada, eles construíram degraus para suas plantações.

Um muro comum geralmente cumpre a função de separar propriedades privadas. Já o muro de arrimo tem uma função diferente. Ele é construído para conter a terra.

O muro de arrimo pode separar um terreno inclinado em duas ou mais superfícies planas.

Muro de arrimo

Isso é útil em diversas situações. Pode ser usado quando o objetivo é construir uma edificação. Ou também para plantações, paisagismo ou prevenção de acidentes.

Nesse último caso, os muros de arrimo protegem as encostas de deslizamentos de terra. Infelizmente, esse problema é bastante comum no Brasil. Principalmente em locais com períodos de chuvas intensas.

Quando os declives estão em regiões habitadas, os muros de arrimo são especialmente importantes. Dessa forma, deve-se garantir que ele seja bem executado.

Neste artigo, você vai aprender sobre os diferentes tipos de muro de arrimo.

Mas antes, vamos entender como ele funciona.

1. Como funciona um muro de arrimo

Imagine um muro normal. Agora imagine que um de seus lados foi completamente preenchido com terra. Se esse muro for fraco, ele irá cair com o peso da terra, não é mesmo?

O muro de arrimo deve ser construído com um material muito resistente. Afinal, ele cumpre uma função estrutural de segurar a terra da parte de cima. Assim, segura seu peso e evita que ela ceda.

Quando chove, essa terra fica ainda mais pesada. Por isso, é importante também prever sistemas de drenagem.

Pelo alto custo, geralmente a necessidade de construir muros de arrimo é o que acaba desvalorizando terrenos muito inclinados.

Os muros de arrumo podem ser feitos através de diversas técnicas e materiais. Eles não necessariamente são de concreto armado. O material usado vai definir suas dimensões e formato.

É muito importante que o muro de arrimo seja bem dimensionado e calculado por um profissional. De preferência, esse profissional também deve fazer um acompanhamento técnico da obra.

Confira aqui alguns exemplos de muro de arrimo.

2. Muro de arrimo por gravidade

O muro de arrimo por gravidade cumpre sua função de conter a terra através de seu próprio peso.

Geralmente são utilizados para conter desníveis pequenos ou médios. Não devem passar de 5 metros de altura.

Quanto maior a altura da contenção, mais largo ele será. Além disso, ele possui a base mais larga que o topo, para manter sua estabilidade.

O muro de arrimo por gravidade pode ser construído com os seguintes materiais:

  • Pneus

O muro de arrimo com pneus é uma alternativa sustentável. Afinal, reutiliza materiais que seriam descartados. Hoje, a taxa de reciclagem de pneus no Brasil é muito baixa. Portanto, iniciativas de reutilização do material são muito bem-vindas.

Para construir um muro de arrimo com pneus, é necessário empilhá-los de forma intercalada.

Cada pneu deve ser preenchido e compactado com terra ou solo cimento. A técnica utilizada vai depender do tamanho e inclinação do muro. Solo cimento é uma mistura homogênea de terra, cimento e água.

  • Pedras

Construído apenas com a sobreposição das pedras. Se houver o material no local, esse tipo de muro apresenta facilidade e rapidez na construção. Nesse caso a drenagem acontece de forma natural.

Contudo, as pedras sobrepostas são indicadas para alturas de até 2 metros.

Muro de arrimo

Se a altura for maior, é necessário utilizar argamassa para ligar as pedras e dar estabilidade ao muro. Nesse caso, o muro também precisa de um sistema de drenagem, já que a argamassa dificulta a permeabilidade da água.

  • Gabião

Gabião são blocos de pedras organizadas dentro de uma trama metálica, de formato cúbico. Os gabiões possuem dimensões de 2 m x 1 m x 1 m.

Muro de arrimo

Sobrepostos, eles cumprem a função de muro de arrimo. Os gabiões são muito vistos na beira de rodovias. Como também são formados por pedras, não necessitam de sistema de drenagem.

  • Sacos de solo cimento

Consiste em sacos de poliéster preenchidos com uma mistura de solo cimento.

Os sacos são colocados manualmente seguindo a ordem horizontal. Após cada camada, eles devem ser compactados para aumentar sua resistência. As camadas são dispostas de forma intertravada para garantir estabilidade.

Essa solução é bastante econômica, pois utiliza um material que pode ser encontrado no próprio local, o solo.

3. Muros de arrimo por flexão

Além dos muros por gravidade, existem os muros por flexão. Estes costumam ser mais esbeltos. Eles resistem à pressão da terra através da flexão da estrutura.

De forma simplificada, ele necessita de uma estrutura armada e fundação. Assim, a estrutura do muro trabalha contra a força da terra.

Ele geralmente é construído em formato de “L”. Eles podem ter contrafortes e serem ancorados ao longo de sua extensão. Tudo isso aumenta sua inércia e permite que ele seja mais alto e menos robusto.

Os muros de arrimo por flexão são usualmente construídos com concreto armado. A mistura do concreto com ferro dá a resistência e flexibilidade que são necessárias à estrutura.

4. Cuidados e normas

Como já mencionado, o muro de arrimo deve ser executado por um engenheiro civil ou outro profissional qualificado. Se ele for mal executado, pode romper e causar danos graves.

A NBR 11682 – Estabilidade de Encostas traz alguns cuidados para garantir que o muro de arrimo seja seguro e econômico. Entre elas estão:

  • É contra indicada a construção de muros de arrimo por gravidade em locais superiores a taludes ou em regiões de encosta.
  • O sistema de drenagem deve ser executado de forma adequada
  • Utilizar material adequado, limpo e indicado para tal uso. Se necessário, o material deve ser compactado.
  • Evitar possíveis instabilidades causadas pelo sistema de escavação.
  • Realizar verificação da estabilidade do conjunto terra-contenção e da própria estrutura.

Quanto maior for o muro de arrimo, mais perigoso ele pode se tornar se for mal-executado. Materiais naturais e reciclados são ótimas opções. Porém, elas não se adequam em situações de declives altos ou muito acentuados.

Em, geral, os muros de arrimo podem ser úteis em diversas situações e escalas. Aproveite este artigo para se inspirar e saber como construir corretamente.

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Educação

Cradle to Cradle: Design Inteligente para uma Economia Sem Lixo

“A Reciclagem é inimiga da Inovação” – Michael Braungart

Michael Braungart e William McDonought são os criados do princípio “Cradle do Cradle”, que significa “do berço ao berço”.

O termo surgiu em 2002, quando a dupla publicou o livro “Cradle to Cradle: remaking the way we make things”. A versão em português desse livro se chama “Cradle to Cradle: Criar e reciclar ilimitadamente”.

Cradle to cradle

O conceito se apoia na ideia de uma economia completamente circular. Para que isso seja possível, os produtos devem ser planejados desde o início para não serem descartados. O design inteligente elimina a própria ideia do lixo.

Hoje, o mercado funciona em uma lógica linear, “do berço ao túmulo”. Nessa lógica, os produtos são fabricados, utilizados e depois, descartados.

Esse sistema é insustentável e já traz graves consequências ao planeta. Entre elas, podemos citar a poluição de rios e mares, o problema do microplástico, disseminação de doenças, entre outras.

Uma economia circular acontece quando um material obsoleto retorna facilmente ao ciclo produtivo. Ou ainda, é biodegradável. Do berço ao berço.

Neste artigo iremos explicar a teoria em que o conceito se apoia para torná-lo possível.

1. Nutrientes biodegradáveis e nutrientes técnicos

A concepção “cradle to cradle” classifica os resíduos como nutrientes. Eles são separados em duas categorias para determinar sistemas seguros e funcionais:

  • Nutrientes biológicos

São os materiais biodegradáveis que devem retornar ao meio ambiente de maneira segura. Ou seja, deve-se garantir a ausência de elementos tóxicos.

  • Nutrientes técnicos

São materiais não renováveis, que não são continuamente produzidos pela natureza. Esses elementos, como metal e plástico, devem passar por um processo de “upcycling”, ou superciclagem. Isso acontece quando o material não perde qualidade durante o processo de reciclagem. Diferentemente de como acontece hoje.

A reciclagem atual consiste em um sistema de “downcycling”, os produtos perdem qualidade ao serem reciclados. Além disso, a reciclagem no Brasil ainda é muito segregada da indústria, o que dificulta sua eficácia.

Muitos itens são produzidos com materiais recicláveis. Contudo, sem planos de coleta e inserção do material no ciclo produtivo.

2. Ciclos de vida

A partir desses nutrientes biológicos e técnicos, existem também os ciclos de vida: o ciclo biológico e o ciclo técnico.

cradle to cradle

A ideia é que os materiais de consumo estejam no ciclo biológico e os materiais de serviço estejam no ciclo técnico.

Materiais de consumo são alimentos, produtos de beleza, itens de consumo diário e suas embalagens. Como o consumo é mais frequente, o ideal é que eles sejam produzidos com material não tóxico e biodegradável.

Já os materiais de serviço, como celulares, computadores e máquina de lavar roupas, pertencem ao ciclo técnico. Dentro desse ciclo, o conceito “cradle to cradle” propõe sistemas de locação e compartilhamento.

Dessa forma, quando um material se torna obsoleto, é possível trocar somente as peças ultrapassadas por outras melhores. Enquanto o restante do produto é preservado.

Pensando assim, uma geladeira que dura 50 anos seria pior que uma que dura 5 anos.

Isso porque a geladeira seria projetada para ser desmontada. Assim, a cada 5 anos algumas peças seriam trocadas por peças melhores, mantendo um ciclo de reciclagem e inovação.

Desta forma, chega-se a um ponto onde tudo é útil, e não menos prejudicial.

3. Os 3 elementos” Cradle to Cradle”

O princípio “Cradle to Cradle” se apoia em três elementos base.

O primeiro deles é o de transformar os resíduos em nutrientes, que está descrito acima.

Abaixo, estão os outros dois princípios:

  • Uso de energia solar

A energia solar deve ser utilizada em seu máximo potencial. Seja para geração de energia elétrica, seja para o funcionamento de usinas eólicas, geotérmicas ou hidráulicas.

A indústria deve se tornar autossuficiente. Dessa forma, deve utilizar fontes de energia renováveis em todo seu processo de fabricação.

  • Celebrar a diversidade

A diversidade dá forças aos sistemas biológicos e industriais. Ela também valoriza os materiais e soluções específicas para cada situação.

A arquitetura de espaços de criação e produção devem estimular a biodiversidade e ter uma relação positiva com o entorno.

4. Certificação “Cradle to Cradle”

A certificação internacional “Cradle to Cradle” certifica produtos que se comprometem com a economia circular.

A certificação é dada pelo Cradle to Cradle Product Innovation Institute (C2CPII). Os produtos são analisados de acordo com sua segurança para a saúde humana e ambiental, sua reciclabilidade e processos de fabricação.

Ao todo, existem 6 categorias:

  • Reutilização do material (Economia Circular)

Avalia produtos que podem retornar à natureza ou à indústria com segurança.

  • Saúde do material

Analisa os produtos químicos presentes nos materiais e seus possíveis riscos para a saúde humana e do planeta.

  • Energia renovável

Verifica se a produção é feita com energia 100% renovável e sem emissão de carbono.

  • Gerenciamento da água

É analisado o gerenciamento da água na produção, os impactos geográficos, os efluentes químicos e os resíduos industriais.

  • Justiça social

Certifica que as operações têm um impacto positivo na sociedade e nas vidas dos trabalhadores.

Cradle to cradle

A partir desses princípios, existem diversos níveis de certificação, que vão do básico ao platinum. Materiais com certificação platinum possuem o melhor desempenho possível no conceito “cradle to cradle”.

Confira aqui uma lista de produtos certificados.

Concluindo

O princípio cradle to cradle coloca em pauta a eficiência da reciclagem. Ele propõe um modelo de indústria onde não há resíduos, somente insumos.

Tudo isso se concretiza através de um design inteligente que cria materiais considerando sua reinserção no ciclo. Esse ciclo pode ser o ciclo nutritivo ou o ciclo técnico.

Na lógica circular, cada fim é um novo começo.

O conceito defende a inovação constante e os avanços tecnológicos. Tudo isso a partir da criação de materiais que se desenvolvem, podem ser compartilhados e trocados.

A certificação ajuda os consumidores a saber quais marcas e produtos estão se responsabilizando pela sustentabilidade. Dessa forma, fazer escolhas cada vez melhores, econômicas e sustentáveis.

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Educação

Plantas para Interiores: De Cactos à Samambaias

A vida nas cidades muitas vezes afasta as pessoas da natureza. Hoje, existem muitos que moram e trabalham dentro de edifícios.

Nesse cenário, as plantas são uma alternativa para trazer biofilia aos interiores. Elas permitem o contato e a interação com a natureza, ainda que em pequena escala.

É importante lembrar, contudo, que as plantas são seres vivos. Deste modo, necessitam de nutrientes e cuidados para sobreviver.

As plantas fazem fotossíntese, crescem e se reproduzem. Elas não são apenas um item de decoração. Se você adquire uma planta, deve tomar alguns cuidados para que ela permaneça viva e bonita.

Por isso, é importante escolher espécies que se adaptam bem a ambientes internos.

Neste artigo, vamos mostrar as vantagens e desvantagens de ter plantas em casa.

Trouxemos também 8 sugestões de espécies para interiores, com os seus devidos cuidados necessários.

Vantagens e desvantagens de ter plantas em interiores

Antes de transformar sua casa em uma “selva” de plantas, preste atenção nas vantagens e desvantagens.

Vantagens:

  • Reduz a ansiedade

As plantas são ótimas aliadas no relaxamento. Consequentemente, aliviam o estresse e a ansiedade. A natureza está intimamente ligada ao tratamento da saúde mental.

  • Purificam o ar

As plantas, ainda que em pequena escala, ajudam a purificar o ar dos ambientes. Isso porque elas “respiram” o gás carbônico e liberam oxigênio para a nossa respiração.

  • Fornecem alimento

As plantas também são fonte de alimento, temperos e ervas medicinais. Confira neste artigo como ter uma horta em sua casa.

Como as plantas se reproduzem, elas são praticamente uma fonte infinita de nutrientes. É possível cultivar aquele tempero ou chá que você gosta em casa, sem precisar comprar cada vez.

  • Embelezam a casa

Cada vez mais, as pessoas estão utilizando plantas para decorar a casa.

A decoração é sempre uma questão muito pessoal. Contudo, existem muitas plantas que podem se adaptar a distintos gostos e estilos.

Mas nem tudo são flores…

Desvantagens:

  • Exigem cuidados diários

Para que as plantas cresçam bem, elas precisam ficar em ambientes adequados. Dependendo da espécie, vai precisar de mais sol ou mais sombra. De regas frequentes ou de pouca água.

Se você ficar muitos dias longe de casa, pode ser que alguma não sobreviva. Tenha isso em mente no momento de escolher as suas espécies.

  • Podem apresentar risco para crianças e animais

Muito cuidado com plantas como o cacto, rosas e outras plantas com espinhos ou tóxicas. Em geral, essas espécies devem ser mantidas longe de espaços com muita circulação. E, principalmente, elas devem estar fora do alcance de crianças e animais.

Por esses e outros motivos, é importante conhecer as plantas antes de colocá-las nos ambientes.

Acompanhe a seguir algumas sugestões de plantas que se adaptam a ambientes internos.

Cacto

Plantas interiores

O cacto é uma planta nativa de regiões secas e desérticas. Por esse motivo, é uma espécie que precisa de bastante sol e pouca água.

Se você regar demais um cacto, ele pode morrer “afogado”, isto é, pela hidratação excessiva. Geralmente um pouco de água uma vez por semana já é o suficiente.

Quanto mais sol incidir no cacto, mais ele irá crescer. Ele é uma ótima planta para jardins de inverno e decoração, já que precisa de poucos cuidados.

Samambaia

As samambaias são muito amadas por serem grandes e volumosas, dando um efeito especial à decoração. Não à toa, é uma das plantas mais vendidas no Brasil. Porém, elas são plantas bem exigentes.

Como são naturais de climas úmidos, elas precisam de bastante água para manter suas folhas verdes e firmes. Além de regar a terra, é importante jorrar água ao longo de suas folhas para hidratar.

A samambaia gosta de ambiente iluminados, mas sem luz do sol direta.

Lírio da paz

Plantas interiores

O lírio da paz possui uma flor branca, é atribuído à paz e também como planta purificadora de ar.

Ele cresce muito bem em ambientes de iluminação indireta. A luz do sol direta pode prejudicar sua folhagem. É importante manter a terra úmida e rica em nutrientes.

Espada de São Jorge

Pode ser considerada uma “praga” por alguns. Essa planta cresce em praticamente qualquer lugar. Terrenos arenosos, secos, com muita ou pouca incidência de sol.

Isso é um indício de que ela não precisa de muitos cuidados, tampouco de um ambiente específico. A espécie pode sobreviver muito bem em locais internos com iluminação artificial, por exemplo.

Suas raízes crescem e podem dar origem a outras plantas no mesmo vaso. Por isso, é interessante remover as partes novas de tempos em tempos. Caso contrário, ela pode ficar grande demais e estragar o vaso.

Jade

Essa planta forma um arbusto de forma similar a uma árvore. Possui floração branca ou rosa, que surge principalmente na primavera ou no inverno.

Ela pode ser regada apenas uma vez por semana, e prefere lugares bem iluminados.

Suculentas

Existem diversas espécies de suculentas. Elas são plantas menores e ornamentais, que podem ficar sozinhas ou combinadas com outras em vasos maiores.

Em geral, elas não precisam de muita água, que pode acabar apodrecendo suas raízes. Mantê-las em locais com luz indireta e regando uma vez por semana é o ideal.

Pacová

Suas folhas são grandes, brilhantes e ovais. Por esse motivo, é uma planta bastante usada na decoração.

Também conhecida como babosa-de-pau, a planta é de origem brasileira. Ela sobrevive bem em climas quentes, em meia sombra e em vasos com solo úmido.

Dracena

Com caule comprido e folhas ornamentais de diferentes tons, essa planta pode atingir até 2 ou 3 metros. Portanto, é ideal para decorar ambientes de maior escala.

A dracena não necessita de luz direta do sol, mas se desenvolve muito bem próxima às janelas. Deve ser regada de duas a três vezes por semana.

Dicas importantes

Como o habitat de todas as plantas é a natureza, é interessante observar qual o clima nativo de cada espécie.

Plantas de climas tropicais são acostumadas com solos úmidos e sombra de árvores robustas. Por isso, se adaptam bem em locais com luz indireta e precisam de regas frequentes.

Já as plantas nativas de climas áridos, como o cacto ou as suculentas, são adaptadas a solos secos, temperaturas variáveis e luz do sol. Por isso, não exigem muita água e gostam de locais iluminados.

Geralmente, a planta vai dar sinais de suas necessidades. Para saber quando deve regar, confira se o solo está úmido o suficiente. Se as folhas estiverem secas ou amareladas, pode ser sinal de sol excessivo.

Cuide também com a drenagem dos vasos, eles devem ser furados embaixo.

E, principalmente, tome muito cuidado para não deixar água parada. Isso pode contribuir para a proliferação de agentes transmissores de doenças, como a dengue.

Após conhecer essas opções, você já está preparado para ir à floricultura escolher as melhores espécies para a sua casa.

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produtos sustentáveis
Educação

Sites de Produtos Sustentáveis: Como Encontrar e Usar Materiais Ecológicos

A sustentabilidade está se tornando um tema central no mundo de hoje, à medida que nos tornamos mais conscientes do impacto de nossas ações no meio ambiente.

Uma área em que a sustentabilidade é essencial é nos produtos sustentáveis ​​que usamos em nossas vidas diárias.

Sejam os produtos que compramos, os móveis que usamos ou os prédios em que moramos, os materiais que os compõem podem impactar significativamente o meio ambiente.

Muitos recursos estão disponíveis para nos ajudar a fazer escolhas mais sustentáveis. Este artigo analisará alguns dos melhores sites de produtos sustentáveis.

Desde a certificação de produtos até a redução de resíduos, esses sites fornecem informações, recursos e ferramentas valiosas para nos ajudar a fazer escolhas mais ecológicas.

Continue lendo se quiser saber mais sobre produtos ​​e como você pode fazer a diferença!

Site de produtos sustentáveis ​​nº 1: Cradle O Instituto de Inovação de Produtos

Cradle to Cradle é uma organização que certifica e promove produtos projetados com a sustentabilidade em mente.

Esses produtos sustentáveis ​​são avaliados por meio de uma estrutura chamada design Cradle to Cradle, que analisa os impactos ambientais e sociais do desenvolvimento ao longo de todo o seu ciclo de vida.

O site fornece informações sobre o processo de certificação e os produtos certificados, além de recursos e ferramentas para empresas e indivíduos interessados ​​em design sustentável.

Site de produtos sustentáveis ​​nº 2:O site de gerenciamento de materiais sustentáveis

​​O site criado pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos oferece uma riqueza de informações sobre gerenciamento de produtos sustentáveis.

O site cobre a redução de resíduos, reciclagem e gerenciamento de materiais ao longo de seu ciclo de vida. Ele também inclui ferramentas e recursos para empresas e indivíduos interessados ​​em gerenciamento de produtos.

Site de produtos sustentáveis ​​nº 3:The International Living Future Institute

O International Living Future Institute é uma organização que promove produtos sustentáveis ​​e design regenerativo por meio de educação, defesa e ferramentas.

Eles oferecem uma variedade de programas e certificações, como o Living Building Challenge e o Living Product Challenge, que visam ajudar organizações e indivíduos a criar edifícios e produtos altamente sustentáveis.

O site oferece informações sobre esses programas, certificações, recursos e estudos de caso para design sustentável.

Site de Produtos Sustentáveis ​​nº 4:Defesa dos Recursos Naturais O Conselho

dos Recursos Naturais (NRDC) é uma organização sem fins lucrativos que trabalha para proteger o meio ambiente e a saúde pública por meio de defesa e educação.

A organização atua em muitas áreas, incluindo mudanças climáticas, poluição da água e do ar e gerenciamento de produtos sustentáveis.

O site fornece informações sobre esses tópicos, recursos e ferramentas para indivíduos e organizações interessadas na proteção ambiental.

Site de Produtos Sustentáveis ​​#5:Orientação de Produtos Ecológicos

BuildingGreen é um site que orienta produtos e materiais de construção, com foco em seu impacto ambiental e sustentabilidade.

O site oferece um extenso banco de dados de produtos sustentáveis, onde você pode encontrar informações sobre uma ampla gama de produtos, como isolamento, coberturas, pisos e muito mais.

O site também fornece análises de produtos escritas por especialistas e projetadas para ajudá-lo a tomar decisões mais informadas sobre os produtos que você usa.

O site também inclui informações sobre códigos e regulamentos de construção sustentável e orientação sobre programas de certificação de construção verde.

A missão da BuildingGreen é capacitar arquitetos, construtores e outros profissionais da indústria para fazer escolhas mais ecológicas e criar edifícios mais sustentáveis.

Site de produtos sustentáveis ​​nº 6:GreenSpec

GreenSpec é um site que oferece informações sobre produtos e materiais, enfatizando a sustentabilidade e o impacto ambiental.

Este site é mantido pelo Building Research Establishment (BRE), uma organização de pesquisa independente e imparcial com sede no Reino Unido.

O GreenSpec fornece informações e orientações para arquitetos, construtores e outros profissionais da construção e visa ajudá-lo a escolher os produtos e sistemas certos para seus projetos de construção sustentável.

O site abrange muitos produtos sustentáveis, incluindo isolamento, coberturas, pisos, etc. O site também inclui análises de produtos, estudos de caso e outros recursos para ajudá-lo a tomar decisões mais informadas sobre os produtos que você usa.

O site é atualizado regularmente e inclui as informações mais recentes sobre produtos e materiais sustentáveis.

No geral, o GreenSpec é um excelente recurso para profissionais da indústria da construção que procuram informações sobre produtos e materiais de construção sustentáveis.

Site de produtos sustentáveis ​​nº 7: Building Transparency

A Building Transparency é uma organização sem fins lucrativos que promove a transparência e rastreabilidade em produtos sustentáveis ​​para criar edifícios mais saudáveis ​​e sustentáveis.

Seu site, buildingtransparency.org, é um recurso valioso para arquitetos, construtores e qualquer pessoa envolvida na indústria da construção que queira aprender mais sobre como criar ambientes construídos mais saudáveis ​​e sustentáveis.

O site oferece uma riqueza de informações sobre diferentes produtos e materiais, incluindo seu impacto ambiental e rastreabilidade.

Isso nos permite selecionar materiais e produtos sustentáveis ​​alinhados com objetivos sustentáveis. Além disso, o site apresenta um banco de dados de produtos, um diretório de fornecedores, bem como recursos e ferramentas para integrar transparência e rastreabilidade aos processos de projeto e construção.

É uma plataforma essencial para profissionais e indivíduos acessarem informações confiáveis ​​e precisas para tomar decisões informadas sobre materiais sustentáveis ​​na indústria da construção.

Sites de produtos sustentáveis: uma conclusão

Concluindo, materiais sustentáveis ​​são cruciais para criar um futuro mais sustentável. À medida que continuamos a usar mais recursos, devemos garantir que os estamos usando de uma forma que não prejudique o meio ambiente.

Os sites discutidos neste artigo são ótimos recursos para aprender mais sobre os produtos e como usá-los.

Esses sites oferecem informações e ferramentas valiosas para ajudá-lo a fazer escolhas mais ecológicas, desde a certificação de produtos até a redução de resíduos. E lembre-se que educação e conhecimento são essenciais para fazer melhores escolhas em produtos sustentáveis.

É por isso que nossa consultoria e cursos de construção ecológica são projetados para capacitar profissionais e indivíduos com as habilidades e conhecimentos necessários para projetar, construir e manter edifícios sustentáveis ​​que atendam às necessidades de nossas gerações atuais e futuras.

Caso necessite de nossos serviços na língua inglesa, clique aqui.

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Educação

4 Escolas Sustentáveis Incríveis e Suas Estratégias

A educação ambiental é a base para um futuro mais sustentável. Desde cedo, é muito importante que as crianças aprendam sobre a importância da natureza.

Dessa forma é possível caminhar rumo a uma sociedade mais consciente.

Edifícios sustentáveis são essenciais atualmente. Contudo, escolas sustentáveis, são ainda mais necessárias.

Com estratégias de sustentabilidade, as escolas se transformam em laboratórios. Onde os alunos aprendem, na prática, maneiras de respeitar o meio ambiente.

Escolas sustentáveis

Sala de aula do Colégio Fazer Crescer. (Fonte: cfcsmartschool.com.br )

O desempenho das escolas está diretamente ligado ao conceito de transmitir conhecimento. Em ambientes adequados, os professores ensinam melhor e os alunos aprendem mais.

Um estudo realizados pela ONU observou 86% de melhora no desempenho dos alunos inseridos em ambientes sustentáveis.

Isso porque a sustentabilidade não é somente sobre a eficiência de um edifício. Mas sim, sobre suas influências no usuário.

Na Rio 92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a educação foi considerada essencial para nossa permanência no planeta terra. Ela foi definida como uma prioridade para os anos seguintes.

Existem diversos conceitos que ilustram escolas sustentáveis. Desde a qualidade da acústica e da iluminação, até a acessibilidade e o envolvimento com a comunidade.

Para entender melhor esses conceitos, confira esse artigo sobre escolas de alta performance.

A seguir, conheça alguns projetos de escolas sustentáveis e suas estratégias.

Colégio Fazer Crescer – Recife (Brasil)

O Colégio começou em uma pequena casa e foi aumentando de acordo com a demanda.

Recentemente, a escola precisou se adaptar para atender alunos do ensino médio. Então, a escola recebeu um projeto de ampliação que contou com diversas estratégias sustentáveis.

A reforma contribuiu diretamente no desempenho dos alunos. Em 2017, a escola ficou entre as 5 primeiras na classificação do ENEM.

Já na entrada, ela possui uma escultura no formato de árvore. Essa escultura pode ser considerado um elemento biofílico, que remete à natureza.

Entrada da escola. (Fonte: cfcsmartschool.com.br )

O telhado verde abriga diferentes tipos de horta. Lá, os alunos ajudam no cultivo de quase 4 mil mudas de hortaliças anualmente.

Parte da horta é cultivada em canteiros, onde o sistema de irrigação é por gotejamento e utiliza água de reuso. Outra parte da horta é cultivada no sistema hidropônico. Nesse sistema, as plantas ficam com suas raízes diretamente na água.

Sistema de hidroponia. (Fonte: cfcsmartschool.com.br )

A escola conta com placas fotovoltaicas, responsáveis por quase metade da energia consumida no edifício.

Ela possui um projeto de gerenciamento de resíduos. Os resíduos recicláveis são separados e encaminhados. Enquanto os resíduos orgânicos são compostados. As composteiras produzem fertilizantes, que são posteriormente usados na horta.

Escola “Nave Terra” em Jaureguiberry, Canelones (Uruguai)

Com 270 metros quadrados, a primeira escola 100% sustentável do Uruguai foi construída em 2016.

O método construtivo utilizado foi desenvolvido pelo arquiteto Michael Reynolds. O arquiteto possui um estilo muito próprio de construção, e chama suas obras de “Nave Terra”. 60% da construção é composta por materiais reciclados, entre garrafas, latas e papelão.

Escolas sustentáveis

Escola nave terra. (Fonte: Archdaily)

Segundo ele, a nave terra busca aproveitar ao máximo a energia do sol, do vento e da terra. Ao norte, a escola possui um corredor envidraçado, aproveitando a luz do sol para uma horta interna.

Horta e corredor interno. (Fonte: Archdaily)

A energia é captada através de painéis solares. Ao sul, o edifício possui um espesso muro de contenção, que colabora para a inércia térmica do interior. Outra estratégia de conforto térmico é a possibilidade de ventilação cruzada na escola.

A cobertura possui um sistema de captação de água da chuva. Essa água é utilizada nas pias e para irrigação das hortas. As águas negras são tratadas através de uma fossa séptica criada com materiais reciclados.

A escola foi construída em 7 semanas e contou com a participação da comunidade. Dessa forma, o conhecimento do método construtivo foi transferido a mais de 150 pessoas envolvidas na construção.

Colégio Estadual Erich Walter Heine – Rio de Janeiro (Brasil)

A primeira escola brasileira que obteve certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é uma escola pública do Rio de Janeiro. Ela está localizada em Santa Cruz, um bairro com baixo índice de desenvolvimento humano.

Perspectiva do colégio. (Fonte: Archdaily)

Fazendo jus às estratégias de sustentabilidade, o colégio possui o segundo melhor rendimento escolar do estado.

O projeto foi uma parceria da prefeitura com a ThyssenKrupp CSA. Através de um investimento de R$ 16 milhões no projeto, a construção objetivou reduzir 40% do consumo de energia. Para isso, utilizou estratégias de aproveitamento de recursos naturais e eficiência energética.

O colégio conta com coleta seletiva dos resíduos e captação de energia solar. Todo o edifício conta com lâmpadas LED, que são mais econômicas.

A água da chuva é coletada e utilizada nos sanitários, jardins e para a limpeza. O telhado verde, além de absorver água, é um espaço de aprendizagem. Toda sua estrutura é acessível para pessoas com necessidades especiais.

Telhado verde. (Fonte: Archdaily)

A escola verde, Bali (Indonésia)

Escolas sustentáveis

Escola verde. (Fonte: Archdaily)

Essa escola impressiona qualquer um, a primeira vista, não é? A exuberância de sua construção de bambu, fugindo de qualquer modelo tradicional, transformou a escola em uma referência de arquitetura.

A ideia que originou a escola surgiu dos ambientalistas e designers John e Cynthia Hardy. O seu objetivo era incentivar as comunidades da região a construir de maneira mais sustentável. Apresentado a ela materiais naturais como o bambu.

Para construir a escola, eles se afiliaram a outras instituições que promovem o uso do bambu.

A escola verde é um laboratório gigante e está localizada em ambos os lados do rio Ayung em Sibang Kaja, Bali. O local é rodeado por uma floresta exuberante com plantas nativas.

A construção é alimentada por fontes alternativas de energia. Entre elas estão inclusas um gerador movido a energia hidrelétrica e painéis solares. A escola conta com salas de aula, academia, espaços para reuniões, alojamentos para professores, escritórios, cafés e banheiros.

Diversos espaços abertos permitem reuniões comunitárias, convivência e troca de saberes.

Sala de aula. (Fonte: Archdaily)

O bambu, cultivado na região, é usado de maneiras inovadoras e com múltiplas funções na arquitetura.

Conclusão

Essas escolas são exemplos da importância da sustentabilidade em ambientes educacionais. Adotando estratégias sustentáveis, a escola se torna um lugar de respeito ao meio ambiente.

Todos os exemplos confirmaram a contribuição da sustentabilidade no desempenho escolar dos alunos. As vantagens, no entanto, vão além disso. Escolas sustentáveis:

  • Atraem professores talentosos e engajados
  • Reduzem custos de manutenção e operação
  • Apresentam redução no índice de faltas
  • Influenciam positivamente na comunidade como um elemento social

Cada uma adaptada ao seu contexto, as instituições atendem às necessidades da comunidade onde estão inseridas. Se o objetivo é um futuro mais sustentável, o foco deve estar nas escolas e na educação.

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Educação

Melhorando o Conforto Acústico: Materiais Eficientes

Você sabe quais são os materiais realmente eficientes em questões acústicas?

Um bom desempenho acústico vai muito além de utilizar espumas acústicas no forro de uma sala. Ele depende da qualidade dos materiais, do cuidado na instalação, e de bons projetos.

Afinal, o ruído é uma questão bastante específica. Portanto, é importante que ele seja planejado de acordo com a demanda.

Este artigo vai desvendar as propriedades dos materiais que isolam ou absorvem ruídos.

E claro, com um olhar especial voltado para a sustentabilidade.

Também vamos desmitificar materiais que são considerados isolantes, como o isopor e a caixa de ovos.

Leia este artigo até o fim para aprender a aplicar os materiais acústicos corretos em seus projetos.

Neste outro artigo, estão explicados todos os fundamentos do som. Leia se você ainda não estiver familiarizado com o assunto.

Em geral, os materiais acústicos atuam para dois fins: isolamento e absorção.

Isolamento

O isolamento acontece quando a fonte de ruído é externa. Ou seja, ele tem a função de proteger (isolar) o ambiente interno dos ruídos de fora.

Essa questão é muito abrangente, porque sempre dependerá das características da fonte de ruído.

O isolamento acústico consiste em promover perda sonora. Para isso, deve haver massa. Quanto mais massa, maior o isolamento.

Ou seja, quanto mais grossas forem as paredes, mais isolado estará o ambiente. Contudo, paredes muito espessas ficam pesadas, o que pode encarecer a estrutura do edifício.

Hoje se utiliza um sistema de parede sanduíche para promover isolamento acústico. São feitas duas camadas de parede, com uma camada de um material isolante entre elas. Outra opção seria utilizar materiais mais leves, como o drywall, para melhorar o isolamento.

acústica
Exemplo de parede dupla com camada isolante (Fonte: Aknors)

Como a parte do isolamento fica por dentro das paredes, ele deve ser previsto já no projeto, antes da construção.

Caso você queira isolar uma construção já pronta, a alternativa seria aumentar as paredes. Contudo, com essa solução você vai acabar diminuindo a área dos ambientes internos.

Materiais Isolantes

Materiais isolantes têm propriedades que absorvem as vibrações. Os materiais mais comumente utilizados são:

  • Lã de vidro
  • Lã de rocha
  • Lã de pet

A lã de rocha é feita a partir de rochas vulcânicas. Já na lã de vidro, são utilizados sílica e sódio. Ambos os processos envolvem fundir o material a altas temperaturas e depois centrifugá-lo para que seja transformado em fibra. Essas fibras são misturadas com resinas e aditivos.

Ou seja, são materiais processados. Além disso, o processo de instalação desses materiais é muito delicado. O material não pode sujar ou umedecer.

A lã de PET surgiu como uma alternativa mais sustentável para o isolamento acústico. Ela é produzida a partir da reciclagem de garrafas PET. O processo de instalação da lã de PET também é mais rápido.

Hoje, com a evolução da tecnologia, estão sendo produzidas versões mais sustentáveis da lã de rocha e lã de pet. Como exemplo temos a Biolã e o polietireno verde.

Outros cuidados do Isolamento

De nada adianta construir uma ótima parede isolante e deixar alguns cuidados de lado.

As frestas presentes em portas e janelas acabam permitindo a passagem de muito ruído. Portanto, sempre confira se as esquadrias estão fechando corretamente.

Caso hajam frestas ou fissuras, a tinta látex é uma solução posterior. Ela irá ajudar no isolamento ao tampar essas frestas.

Cuide também para não focar somente no conforto acústico e esquecer da iluminação e ventilação.

As janelas com vidro duplo, por exemplo, isolam muito bem a acústica. Contudo, se elas receberem sol, podem acabar esquentando demais o ambiente interno. E isso irá transformá-lo em uma estufa.

Se o seu problema é com o vizinho de cima que faz barulho, saiba que não é eficiente colocar elementos isolantes na laje. Isso se deve ao fato de que o ruído é mecânico, e irá descer pelas paredes.

Absorção

A absorção de som visa melhorar a qualidade acústica interna de um ambiente. Nesse caso, a fonte de ruído está dentro do local.

A absorção do som proporciona uma permanência agradável para o indivíduo. Isso é importante principalmente em locais com grande número de pessoas. Restaurantes, salões de evento, teatros, cinema, todos esses locais precisam de elementos que absorvem o som.

Materiais absorvedores

Os materiais absorvedores são materiais porosos e fibrosos. Eles absorvem o som ao não permitir que as ondas sonoras reflitam de volta para o ambiente. Dessa forma, o som perde sua intensidade.

As espumas são um exemplo de material poroso. Por isso, todos os objetos que contém espumas acabam absorvendo ruído. Quanto mais sofás e cadeiras estofadas em um ambiente, melhor será seu desempenho acústico.

Quando os objetos não são suficientes, é possível inserir alguns materiais que ajudam na absorção.

Espumas acústicas

As espumas acústicas possuem diversos modelos e podem ser instaladas tanto no piso quanto nas paredes. Elas podem ser usadas em forma de placas, ou no modelo Baffle.

acústica
Espuma acústica no modelo de Placa. (Fonte: OWA)

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Espuma acústica no modelo Baffle. (Fonte: OWA)

É importante prestar atenção nas especificações do produto. A curva de absorção, por exemplo, irá mostrar como cada modelo absorve os ruídos.


Especificação de uma placa acústica. (Fonte: OWA)

O som mais grave (baixa frequência) precisa de espumas mais espessas para ser absorvido. Já o som mais agudo (maior frequência), é absorvido mais facilmente.

Forro mineral

O forro mineral também tem sua versão acústica, que é mais porosa e irá ajudar a absorver ruídos.

Esse produto possui os índices SRA e NRC. Esses índices correspondem, respectivamente, em tradução livre, à redução de fala e redução de barulho.

Cortiça

A cortiça é outro material poroso que pode ser utilizado como revestimento. Além de ajudar na acústica, é um material natural e reciclado. Sua textura colabora com a biofilia dos ambientes.

Materiais que não são acústicos

Embora muitos afirmem que sim, esses dois materiais não interferem na acústica dos ambientes: isopor e caixas de ovos.

O isopor, embora possa parecer, não é poroso. Portanto, ele não absorve ruído. Além disso, o isopor também é um material inflamável. Isso torna seu uso na arquitetura perigoso.

As caixas de ovos muitas vezes são colocadas nas paredes para absorver ruídos. Mas, da mesma forma, elas não contribuem na acústica por não serem porosas.

Concluindo

A questão acústica deve ser pensada desde a fase de concepção de um projeto. Assim já se pode prever quais paredes receberão um isolamento acústico e evitar retrabalhos.

Cada situação irá depender de quais são as fontes de ruído externas. Por isso, é importante que o arquiteto conheça presencialmente o terreno de seu projeto.

O conforto acústico é uma questão abrangente, e a solução dependerá do contexto e do usuário específico.

Preste atenção para não confundir soluções de isolamento com soluções de absorção de ruído. Cada material cumpre uma função diferente.

Utilizando os materiais corretos, você proporciona conforto para as pessoas. Isso pode aumentar o rendimento do trabalho em um escritório, atrair mais clientes para um restaurante, e até fazer você dormir melhor a noite.

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AQUA-HQE
Educação

AQUA-HQE: Certificação para Constrói um Mundo Sustentável

A certificação AQUA-HQE é um processo de gerenciamento ambiental que visa garantir a qualidade do meio ambiente em novas edificações e obras de construção.

Desenvolvida originalmente na França em 1974 e adaptada para o Brasil em 2008 pela Fundação Vanzolini, ela é considerada uma das certificações ambientais mais importantes do mundo.

O objetivo da certificação AQUA-HQE é promover o uso eficiente da água e da energia elétrica, além de assegurar o conforto e bem-estar dos moradores e da comunidade ao redor.

Para obter a certificação AQUA-HQE, o projeto deve passar por três auditorias presenciais realizadas pela Fundação Vanzolini, nas fases de pré-projeto, projeto e execução.

Para garantir a manutenção do certificado AQUA-HQE, é necessário monitorar periodicamente as rotinas de gestão predial do empreendimento em uso e em plena operação. É fundamental que o empreendedor esteja comprometido com o processo de certificação desde o início do projeto.

Uma breve história da Certificação AQUA-HQE

A história da Certificação AQUA-HQE (Alta Qualidade Ambiental) começa na França nos anos 1990, quando a preocupação com a sustentabilidade e o impacto ambiental dos edifícios começou a ganhar destaque.

A certificação tem suas raízes na abordagem francesa “HQE” (Haute Qualité Environnementale), que foi inicialmente desenvolvida pelo CSTB (Centre Scientifique et Technique du Bâtiment) em colaboração com a associação francesa para a construção sustentável.

A HQE foi estabelecida como uma metodologia para promover a construção sustentável, abordando questões como a eficiência energética, o conforto dos usuários e a redução do impacto ambiental dos edifícios. Com o tempo, a HQE se tornou um sistema de certificação reconhecido na França e, posteriormente, em outros países.

Em 2008, a Fundação Vanzolini, uma organização brasileira sem fins lucrativos focada em gestão, tecnologia e certificações, e a Cerway, uma subsidiária do CSTB, firmaram uma parceria para adaptar e implementar a certificação HQE no Brasil.

O resultado dessa colaboração foi a criação da Certificação AQUA-HQE, que considera as particularidades e necessidades locais, incluindo o clima, os materiais de construção e as práticas construtivas.

A Certificação AQUA-HQE foi oficialmente lançada no Brasil em 2009 e rapidamente ganhou reconhecimento como uma das principais certificações de construção sustentável no país. Desde então, a certificação tem sido aplicada em diversos tipos de projetos, como edifícios residenciais, comerciais, industriais e infraestruturas.

Ao longo dos anos, a Certificação AQUA-HQE tem evoluído e se adaptado às novas tendências, tecnologias e regulamentações do setor da construção sustentável.

A metodologia e os critérios de avaliação foram aprimorados para abordar questões como a economia circular, a resiliência climática e a promoção da biodiversidade, refletindo o compromisso contínuo em melhorar a qualidade ambiental e a qualidade de vida dos usuários.

Hoje, a Certificação AQUA-HQE é reconhecida como uma referência em construção sustentável no Brasil e em outros países, demonstrando a importância da colaboração internacional e da adaptação de metodologias e sistemas de certificação às realidades locais para promover a sustentabilidade no setor da construção.

Quais são os custos da certificação AQUA-HQE?

A análise do custo-benefício da Certificação AQUA-HQE envolve a consideração dos custos iniciais e a longo prazo associados à obtenção da certificação e os benefícios econômicos, sociais e ambientais que ela pode proporcionar:

  1. Custos de projeto e consultoria: Os custos iniciais podem incluir a contratação de consultores especializados em sustentabilidade para auxiliar na elaboração do projeto e na implementação das estratégias e soluções sustentáveis necessárias para atender aos critérios da certificação.
  2. Custos de construção: Dependendo das especificidades do projeto, os custos de construção podem ser ligeiramente maiores para um empreendimento certificado AQUA-HQE devido à necessidade de utilizar materiais e tecnologias sustentáveis, sistemas de energia e água eficientes e práticas construtivas de baixo impacto.
  3. Taxas de certificação: A obtenção da Certificação AQUA-HQE envolve o pagamento de taxas associadas ao processo de certificação, como taxas de inscrição, auditoria e emissão do certificado.

Quais os benefícios da certificação AQUA-HQE?

A certificação AQUA-HQE traz vários benefícios, como a redução de custos de operação e manutenção, aumento da competitividade no mercado imobiliário e a garantia de um empreendimento sustentável e responsável ambientalmente.

Além disso, ela contribui para a conservação dos recursos naturais e para a criação de um ambiente de trabalho e vida mais saudável.

Obter a certificação AQUA-HQE envolve a implementação de um sistema de gerenciamento de empreendimento (SGE) e o atendimento a 14 categorias de qualidade ambiental do empreendimento (QAE).

Quais são as categorias da certificação AQUA-HQE?

A certificação AQUA-HQE é aplicável a uma ampla gama de projetos, como edifícios residenciais, comerciais e industriais. Ela é organizada em 14 categorias, cada uma abordando diferentes aspectos da construção e operação sustentável:

  1. Relação com o entorno: A categoria avalia a integração do projeto com o ambiente construído e natural, considerando aspectos como a mobilidade sustentável, a preservação de espaços verdes e a contribuição para a biodiversidade local.
  2. Escolha dos produtos, sistemas e processos construtivos: Essa categoria aborda a seleção de materiais e técnicas construtivas que minimizem o impacto ambiental e promovam a economia circular, levando em conta critérios como durabilidade, reciclabilidade e baixa emissão de poluentes.
  3. Canteiro de obras de baixo impacto ambiental: Visa minimizar o impacto ambiental do canteiro de obras, considerando questões como a gestão de resíduos, a redução da poluição sonora e atmosférica, e a minimização do uso de recursos naturais.
  4. Gestão da energia: A categoria foca na eficiência energética e no uso de fontes de energia renovável, incentivando a redução do consumo de energia e a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.
  5. Gestão da água: Aborda a conservação e a eficiência no uso da água, promovendo práticas como a captação de água da chuva, a reutilização de águas cinzas e a adoção de dispositivos economizadores de água.
  6. Gestão dos resíduos de uso e operação: Visa minimizar a geração de resíduos durante a operação do edifício e promover a reciclagem e o reaproveitamento de materiais, incluindo a implementação de sistemas de coleta seletiva e ações de conscientização dos usuários.
  7. Manutenção – Perenidade dos desempenhos ambientais: Essa categoria aborda a importância da manutenção e da gestão do edifício para garantir que os desempenhos ambientais sejam mantidos ao longo do tempo, incluindo a capacitação dos responsáveis pela operação e a disponibilidade de informações atualizadas.
  8. Conforto higrotérmico: A categoria avalia o conforto térmico e a qualidade do ar interior, considerando aspectos como a ventilação, a iluminação natural e o controle da temperatura e da umidade.
  9. Conforto acústico: Visa garantir um ambiente acusticamente confortável, abordando aspectos como a redução da transmissão de ruídos entre espaços e a minimização de ruídos externos.
  10. Conforto visual: Essa categoria foca na qualidade da iluminação, tanto natural quanto artificial, e na promoção de ambientes visualmente agradáveis e saudáveis.
  11. Conforto olfativo: Visa garantir a qualidade do ar interior e evitar odores desagradáveis, abordando aspectos como o controle de emissões de poluentes e a seleção de materiais e acabamentos com baixas emissões de compostos orgânicos voláteis (COV).
  12. Qualidade sanitária dos ambientes: Essa categoria aborda a prevenção e o controle de contaminação biológica e química nos ambientes internos, considerando questões como a ventilação, a filtragem do ar e a limpeza adequada.
  13. Qualidade sanitária do ar: Foca na prevenção e no controle de poluentes no ar interior, promovendo a seleção de materiais e sistemas construtivos que minimizem a emissão de substâncias nocivas e a implantação de sistemas de filtragem e ventilação eficientes.
  14. Acessibilidade e adaptação ao uso: A categoria avalia a capacidade do edifício de atender às necessidades e preferências de seus usuários, considerando aspectos como a acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida, a adaptabilidade dos espaços e a facilidade de uso das instalações.

As categorias da certificação AQUA-HQE são projetadas para garantir uma abordagem abrangente e integrada à construção e operação sustentável, promovendo a melhoria contínua dos desempenhos ambientais e a qualidade de vida dos usuários.

Os projetos certificados são avaliados e classificados de acordo com seu desempenho nessas categorias, sendo atribuídos diferentes níveis de certificação, como AQUA-HQE “Bom”, “Muito Bom” ou “Excelente”.

Como obter a certificação AQUA-HQE?

A obtenção da Certificação AQUA-HQE envolve um processo estruturado que inclui várias etapas, desde a fase de projeto até a operação do edifício. A seguir, descrevemos as etapas-chave do processo:

  1. Comprometimento e planejamento: Na fase inicial, o empreendedor e a equipe de projeto se comprometem com os objetivos da certificação AQUA-HQE e definem as metas ambientais específicas para o projeto. Nesta etapa, é importante identificar as partes interessadas e envolvê-las no processo, bem como elaborar um plano de gestão ambiental que detalhe as ações necessárias para atingir as metas estabelecidas.
  2. Projeto: Durante a fase de projeto, a equipe de projeto desenvolve soluções técnicas e estratégias para atender aos requisitos das 14 categorias da certificação AQUA-HQE. As soluções propostas devem ser integradas ao projeto arquitetônico, estrutural e de instalações, garantindo que sejam tecnicamente viáveis e economicamente sustentáveis.
  3. Análise e avaliação: A equipe de projeto realiza uma análise detalhada das soluções propostas, verificando se atendem aos requisitos da certificação AQUA-HQE e se são compatíveis com os objetivos e metas ambientais estabelecidos. A avaliação pode incluir simulações energéticas, análises de ciclo de vida dos materiais e estudos de impacto ambiental.
  4. Revisão e ajuste: Com base na análise e avaliação realizadas, a equipe de projeto revisa e ajusta as soluções propostas, se necessário, para garantir o atendimento aos requisitos da certificação AQUA-HQE. Essa etapa pode envolver a redefinição de metas, a seleção de materiais alternativos ou a adoção de tecnologias mais eficientes.
  5. Condução da obra: Durante a fase de construção, a equipe de projeto e a construtora devem garantir que as soluções e estratégias definidas sejam implementadas corretamente, seguindo as especificações e diretrizes estabelecidas. Isso pode incluir a realização de treinamentos e a adoção de práticas de gestão ambiental no canteiro de obras.
  6. Verificação e comissionamento: Após a conclusão da obra, a equipe de projeto realiza uma verificação detalhada para garantir que todos os requisitos da certificação AQUA-HQE tenham sido atendidos e que os desempenhos ambientais esperados sejam alcançados. O comissionamento das instalações e sistemas é essencial para garantir o correto funcionamento e a eficiência energética do edifício.
  7. Certificação: Uma vez concluídas todas as etapas anteriores, a documentação do projeto e os resultados das avaliações e verificações são submetidos à entidade certificadora AQUA-HQE, que analisa as informações e, se atendidos os requisitos, concede a certificação. A certificação pode ser concedida em diferentes níveis, como “Bom”, “Muito Bom” ou “Excelente”, dependendo do desempenho do projeto nas 14 categorias.
  8. Monitoramento e manutenção: Após a obtenção da certificação, é importante monitorar e manter o desempenho ambiental do edifício ao longo de sua vida útil. Isso envolve a implementação de um plano de manutenção e gestão, que inclua ações como a verificação regular dos sistemas e instalações, a realização de ajustes e melhorias conforme necessário, e a conscientização e capacitação dos usuários e responsáveis pela operação do edifício. Essa etapa é crucial para garantir que os benefícios ambientais e a qualidade de vida proporcionados pelo projeto certificado AQUA-HQE sejam mantidos a longo prazo.
  9. Recertificação (opcional): Dependendo dos requisitos específicos do projeto e das partes interessadas, pode ser desejável obter a recertificação AQUA-HQE após um determinado período de tempo (por exemplo, a cada 5 ou 10 anos). A recertificação envolve a reavaliação do desempenho ambiental do edifício e a atualização das estratégias e soluções conforme as novas tecnologias, regulamentações e expectativas do mercado.

O processo de obtenção da Certificação AQUA-HQE requer um compromisso contínuo por parte do empreendedor, da equipe de projeto e dos responsáveis pela operação e manutenção do edifício.

Através desse compromisso e de um planejamento cuidadoso, é possível alcançar uma construção sustentável que atenda aos requisitos da certificação e promova a melhoria da qualidade de vida e a preservação do meio ambiente.

Quais os benefícios do AQUA-HQE para empreendedores e usuários?

A Certificação AQUA-HQE oferece diversos benefícios para empreendimentos que buscam adotar práticas de construção e operação sustentáveis. Além de demonstrar um compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental, a certificação proporciona vantagens econômicas, sociais e ambientais para o projeto e seus stakeholders.

A seguir, estão alguns dos principais benefícios da certificação AQUA-HQE:

  1. Redução do impacto ambiental: Projetos certificados AQUA-HQE promovem a redução do consumo de recursos naturais, como energia e água, e minimizam a geração de resíduos e emissões de gases de efeito estufa. Isso contribui para a conservação do meio ambiente e a mitigação das mudanças climáticas.
  2. Eficiência energética: A certificação incentiva a adoção de soluções que otimizam o desempenho energético dos edifícios, como isolamento térmico, sistemas de iluminação eficientes e aproveitamento de energia renovável. Essas medidas resultam em menor consumo de energia e menores custos operacionais ao longo da vida útil do empreendimento.
  3. Economia de água: Projetos AQUA-HQE implementam soluções para a conservação e reuso da água, como dispositivos economizadores, sistemas de captação de água da chuva e tratamento de águas cinzas. Isso reduz a demanda por água potável e diminui os custos relacionados ao seu consumo.
  4. Conforto e bem-estar dos usuários: A certificação considera aspectos como conforto térmico, acústico, visual e olfativo, garantindo um ambiente saudável e agradável para os ocupantes. Isso pode resultar em maior satisfação e produtividade dos usuários, além de reduzir problemas de saúde relacionados à qualidade do ar e ao estresse térmico e acústico.
  5. Valorização do empreendimento: Edifícios certificados AQUA-HQE tendem a ter maior valor de mercado devido à sua sustentabilidade, eficiência e qualidade. Isso pode atrair investidores e clientes conscientes das questões ambientais e proporcionar um retorno financeiro maior para os empreendedores.
  6. Atendimento à legislação e incentivos fiscais: A certificação AQUA-HQE ajuda a garantir que o empreendimento esteja em conformidade com as regulamentações ambientais e de construção aplicáveis. Além disso, em algumas localidades, projetos sustentáveis podem ser elegíveis para incentivos fiscais ou outros benefícios.
  7. Responsabilidade social e reputação: Empreendimentos certificados AQUA-HQE demonstram um compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade social, melhorando a imagem e a reputação da empresa no mercado e fortalecendo sua posição como líder em construção sustentável.
  8. Melhoria contínua: O processo de certificação AQUA-HQE promove a melhoria contínua do desempenho ambiental e a inovação no setor da construção, incentivando a adoção de novas tecnologias e práticas sustentáveis e a capacitação dos profissionais envolvidos.

Em resumo, a Certificação AQUA-HQE oferece benefícios significativos para empreendimentos que buscam alcançar um alto padrão de sustentabilidade e qualidade ambiental. Esses benefícios abrangem uma ampla gama de aspectos, desde a redução do impacto ambiental até a valorização do empreendimento e a melhoria do conforto e bem-estar dos usuários.

Além disso, a certificação AQUA-HQE promove a inovação e a adoção de novas práticas e tecnologias no setor da construção, contribuindo para o desenvolvimento de uma indústria mais sustentável e responsável.

Empreendimentos que adotam a Certificação AQUA-HQE demonstram um compromisso com a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida das comunidades em que estão inseridos, destacando-se no mercado e atraindo o interesse de investidores, clientes e profissionais comprometidos com a sustentabilidade.

Empreendimentos certificados AQUA-HQE pelo mundo

Embora a Certificação AQUA-HQE seja originalmente francesa e tenha sido adaptada e amplamente adotada no Brasil, vale destacar que a metodologia HQE também tem sido aplicada em projetos ao redor do mundo, especialmente na Europa e África.

Abaixo, apresentamos alguns exemplos de empreendimentos certificados AQUA-HQE ou HQE ao redor do mundo:

  1. França – Sede da Bouygues Immobilier (HQE): A sede da Bouygues Immobilier, localizada em Issy-les-Moulineaux, França, é um exemplo de empreendimento que recebeu a certificação HQE. O edifício de escritórios possui uma fachada de vidro com isolamento térmico, iluminação natural otimizada, sistemas de ventilação e ar-condicionado eficientes, além de painéis solares para aquecimento de água.
  2. Brasil – Edifício Eco Berrini (AQUA-HQE): O Eco Berrini, localizado em São Paulo, é um exemplo de empreendimento certificado AQUA-HQE no Brasil. O edifício comercial possui sistemas de captação e tratamento de água da chuva e águas cinzas, iluminação eficiente, fachada com vidros de alto desempenho térmico e sistemas de ar-condicionado de alta eficiência. O projeto também inclui áreas verdes e bicicletário para incentivar práticas sustentáveis.
  3. Marrocos – Casa Green Town (HQE): Casa Green Town é um projeto residencial de grande escala em Casablanca, Marrocos, que adota a certificação HQE. O empreendimento inclui habitações de baixo consumo energético, áreas verdes, sistemas de captação e tratamento de água da chuva, infraestrutura para reciclagem de resíduos e transporte público integrado.
  4. Senegal – Diamniadio Lake City (HQE): Diamniadio Lake City é um projeto urbano de uso misto em Diamniadio, Senegal, que recebeu a certificação HQE. O empreendimento inclui escritórios, residências, comércio, serviços e áreas verdes. O projeto aborda questões como eficiência energética, gestão de água e resíduos, conforto dos usuários e promoção da biodiversidade.

Esses exemplos demonstram que a Certificação AQUA-HQE e a metodologia HQE são aplicáveis a uma ampla variedade de empreendimentos, incluindo edifícios comerciais, residenciais e projetos de desenvolvimento urbano.

Essa versatilidade permite que projetos em todo o mundo adotem práticas de construção e operação sustentáveis, melhorando o desempenho ambiental e a qualidade de vida dos usuários e comunidades envolvidas.

A adoção da Certificação AQUA-HQE em diferentes setores e regiões

A Certificação AQUA-HQE tem sido adotada em diversos setores da construção e em diferentes regiões, principalmente no Brasil, onde foi adaptada para o contexto local. Embora seja mais comum no Brasil, a metodologia HQE original também tem sido aplicada em projetos em outras regiões, como Europa e África.

A seguir, detalhamos a adoção da Certificação AQUA-HQE em diferentes setores e regiões:

  1. Residencial: A Certificação AQUA-HQE tem sido aplicada em empreendimentos residenciais, como edifícios de apartamentos, condomínios horizontais e habitações unifamiliares. Os projetos residenciais certificados abrangem desde moradias de interesse social até empreendimentos de alto padrão, demonstrando a versatilidade da certificação em atender a uma ampla gama de necessidades habitacionais.
  2. Comercial: Edifícios comerciais, como escritórios, centros comerciais, hotéis e hospitais, têm adotado a Certificação AQUA-HQE para melhorar seu desempenho ambiental e a saúde e conforto dos usuários. Esses empreendimentos buscam reduzir o consumo de energia e água, melhorar a qualidade do ar interno e incorporar práticas de gestão sustentável.
  3. Industrial: A Certificação AQUA-HQE também tem sido aplicada em projetos industriais, como fábricas e centros de distribuição. Os empreendimentos industriais certificados geralmente buscam otimizar processos produtivos, reduzir a geração de resíduos e emissões atmosféricas, e promover o bem-estar e saúde dos trabalhadores.
  4. Infraestrutura e desenvolvimento urbano: Projetos de infraestrutura e desenvolvimento urbano, como escolas, estações de transporte público, parques e áreas de lazer, têm adotado a Certificação AQUA-HQE para garantir a sustentabilidade e integração com o entorno. Esses projetos buscam criar espaços públicos e infraestruturas que promovam a qualidade de vida das comunidades e reduzam o impacto ambiental.

Regiões onde é utilizada a Certificação AQUA-HQE:

  1. Brasil: Como mencionado anteriormente, a Certificação AQUA-HQE foi adaptada para o contexto brasileiro e tem sido amplamente adotada no país. Desde sua implantação no Brasil em 2008, a certificação tem crescido constantemente em popularidade, com projetos certificados em várias regiões, incluindo as principais cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
  2. Europa: A metodologia HQE original tem sido aplicada em projetos em toda a Europa, particularmente na França, onde foi desenvolvida. Além disso, outros países europeus, como Portugal, Espanha, Itália e Bélgica, têm adotado a metodologia HQE em alguns projetos, demonstrando seu alcance e aplicabilidade além das fronteiras francesas.
  3. África: Países africanos, como Marrocos, Senegal e Cabo Verde, têm aplicado a metodologia HQE em projetos de construção, visando melhorar o desempenho ambiental dos edifícios e promover a sustentabilidade no continente. Esses projetos geralmente levam em consideração as condições climáticas e os recursos locais, adaptando-se às especificidades de cada país e região.
  4. Outros países de língua portuguesa: A Certificação AQUA-HQE também tem sido adotada em alguns projetos em outros países de língua portuguesa, como Angola e Moçambique, refletindo a crescente conscientização sobre a importância da construção sustentável nessas regiões.

Em resumo, a Certificação AQUA-HQE tem sido adotada em diversos setores da construção e em diferentes regiões, com maior presença no Brasil e em países onde a metodologia HQE original é aplicada.

A adoção da certificação em diferentes setores e regiões demonstra seu potencial em promover a sustentabilidade na construção e melhorar o desempenho ambiental dos edifícios, adaptando-se às necessidades e condições locais.

À medida que a demanda por construção sustentável continua a crescer globalmente, é provável que a adoção da Certificação AQUA-HQE e da metodologia HQE se expanda ainda mais, abrangendo novos setores e regiões.

Comparando a certificação AQUA-HQE com outras certificações

A Certificação AQUA-HQE é uma das várias certificações de construção sustentável disponíveis no mercado.

Abaixo, apresentamos uma comparação entre a Certificação AQUA-HQE e outras duas importantes certificações de sustentabilidade: LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) e BREEAM (Building Research Establishment Environmental Assessment Method).

  1. AQUA-HQE: A Certificação AQUA-HQE é uma adaptação da certificação francesa HQE para o contexto brasileiro, com foco em práticas de construção e operação sustentáveis. A certificação analisa 14 categorias de critérios, incluindo gestão de energia, água e resíduos, conforto e saúde dos usuários e integração com o entorno. A certificação é aplicável a uma ampla gama de projetos, como edifícios residenciais, comerciais, industriais e infraestruturas.
  2. LEED: Desenvolvido pelo US Green Building Council (USGBC), o LEED é uma das certificações de construção sustentável mais reconhecidas e amplamente adotadas no mundo. O LEED avalia o desempenho ambiental dos edifícios em várias áreas, como energia, água, materiais e recursos, qualidade do ar interno, localização e transporte, inovação e processo de design. O LEED oferece diferentes níveis de certificação (Certificado, Prata, Ouro e Platina), com base na pontuação alcançada pelos projetos nos diversos critérios.
  3. BREEAM: Criado pelo Building Research Establishment (BRE) no Reino Unido, o BREEAM é uma das certificações de construção sustentável mais antigas e amplamente utilizadas na Europa. O BREEAM avalia o desempenho ambiental dos edifícios em diversas categorias, como gestão, saúde e bem-estar, energia, transporte, água, materiais, resíduos, uso ecológico do terreno e poluição. A certificação é aplicável a uma variedade de projetos, incluindo edifícios novos, reformas e construções existentes.

Vamos as principais comparações da certificação AQUA-HQE

  • Origem e aplicabilidade geográfica: AQUA-HQE tem origem francesa e é mais aplicável no contexto brasileiro. LEED e BREEAM têm origem nos EUA e Reino Unido, respectivamente, e são mais amplamente adotados globalmente.
  • Estrutura e categorias: Todas as três certificações avaliam o desempenho ambiental dos edifícios em diversas categorias. AQUA-HQE e BREEAM possuem uma abordagem semelhante em termos de categorias de critérios, enquanto o LEED possui uma estrutura um pouco diferente.
  • Níveis de certificação: LEED possui diferentes níveis de certificação com base na pontuação alcançada pelos projetos. AQUA-HQE e BREEAM também possuem níveis de certificação, mas a estrutura e os requisitos variam entre os sistemas.
  • Flexibilidade e adaptação local: AQUA-HQE é adaptado especificamente para o contexto brasileiro, levando em consideração as particularidades locais, como clima, materiais e práticas construtivas. LEED e BREEAM são mais genéricos, mas permitem certa flexibilidade para adaptação às condições locais.
  • Requisitos de pré-certificação e processo de certificação: Os três sistemas de certificação exigem que os projetos atendam a determinados requisitos de pré-certificação antes de avançar no processo de certificação. O processo de certificação em si envolve uma avaliação rigorosa do desempenho ambiental dos edifícios, com base nos critérios estabelecidos por cada sistema. AQUA-HQE, LEED e BREEAM possuem diferentes abordagens em termos de documentação e etapas do processo de certificação, mas todos buscam garantir a conformidade dos projetos com os padrões de sustentabilidade estabelecidos.
  • Reconhecimento e adoção no mercado: LEED é atualmente a certificação de construção sustentável mais reconhecida e amplamente adotada no mundo, especialmente nas Américas e na Ásia. BREEAM é muito popular na Europa e também tem presença em outros continentes. AQUA-HQE é mais focado no contexto brasileiro, mas também tem sido aplicado em outros países de língua portuguesa e em projetos na Europa e África que seguem a metodologia HQE original.
  • Impacto e benefícios: Todas as três certificações têm como objetivo promover práticas de construção e operação sustentáveis, reduzindo o impacto ambiental dos edifícios e melhorando o conforto e a saúde dos usuários. Os benefícios específicos de cada certificação podem variar, mas em geral, os empreendimentos certificados tendem a apresentar melhor desempenho ambiental, maior valorização no mercado e maior satisfação dos usuários e comunidades envolvidas.

Em conclusão, a Certificação AQUA-HQE, LEED e BREEAM são sistemas de certificação de construção sustentável que avaliam e promovem práticas sustentáveis no setor da construção.

Cada sistema possui suas particularidades e áreas de foco, e a escolha da certificação mais adequada depende do contexto do projeto, das prioridades e dos objetivos específicos de sustentabilidade.

A relação da certificação AQUA-HQE e o desenvolvimento sustentável

A Certificação AQUA-HQE está diretamente relacionada ao desenvolvimento sustentável, uma vez que seu objetivo principal é promover práticas de construção e operação sustentáveis, reduzir o impacto ambiental dos edifícios e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

O desenvolvimento sustentável é um conceito amplo que engloba o equilíbrio entre o crescimento econômico, a preservação do meio ambiente e o bem-estar social.

A Certificação AQUA-HQE contribui para o desenvolvimento sustentável de várias maneiras:

  1. Eficiência no uso de recursos: A certificação AQUA-HQE incentiva a eficiência no uso de recursos, como energia, água e materiais, por meio da adoção de tecnologias e práticas construtivas que minimizem o consumo desses recursos e reduzam o desperdício.
  2. Redução de impactos ambientais: A AQUA-HQE promove a redução dos impactos ambientais dos edifícios, como emissões de gases de efeito estufa, poluição da água e do ar, e geração de resíduos sólidos, por meio de práticas de construção e operação sustentáveis.
  3. Conforto e saúde dos usuários: A certificação considera o conforto e a saúde dos ocupantes dos edifícios, incentivando a qualidade do ar interno, conforto térmico e acústico, e acesso a espaços verdes e áreas comuns. Isso contribui para o bem-estar social e a qualidade de vida das pessoas que vivem e trabalham nos empreendimentos certificados.
  4. Integração com o entorno: A AQUA-HQE estimula a integração dos empreendimentos com seu entorno, levando em consideração aspectos como mobilidade, acessibilidade e a relação entre o edifício e o espaço público. Isso resulta em projetos mais integrados e harmoniosos com o ambiente urbano, promovendo o desenvolvimento sustentável das cidades.
  5. Inovação e disseminação de conhecimento: A certificação AQUA-HQE fomenta a inovação e a disseminação de conhecimento em construção sustentável, incentivando a adoção de novas tecnologias e abordagens que possam melhorar ainda mais o desempenho ambiental e social dos edifícios.
  6. Conscientização e engajamento: A obtenção da Certificação AQUA-HQE pode aumentar a conscientização sobre a importância da construção sustentável e engajar diferentes atores, como construtoras, projetistas, investidores e usuários, na busca por práticas mais sustentáveis no setor da construção.

Em suma, a Certificação AQUA-HQE contribui para o desenvolvimento sustentável, incentivando a construção e a operação sustentáveis, minimizando os impactos ambientais e promovendo o bem-estar social.

Ao adotar a Certificação AQUA-HQE, os empreendimentos demonstram seu compromisso com a sustentabilidade e com a construção de um futuro mais sustentável para todos.

Perspectivas futuras e inovações em construção sustentável com a certificação AQUA-HQE

À medida que a consciência sobre a importância da construção sustentável aumenta e os desafios ambientais se tornam mais urgentes, é provável que a Certificação AQUA-HQE continue evoluindo e se adaptando às necessidades futuras.

Algumas perspectivas futuras e inovações em construção sustentável relacionadas à certificação AQUA incluem:

  1. Atualização e expansão dos critérios de certificação: A certificação AQUA-HQE pode expandir e atualizar seus critérios de avaliação para incorporar novos conhecimentos e abordagens em sustentabilidade, como resiliência climática, economia circular e biodiversidade.
  2. Integração com outras certificações e padrões: A AQUA-HQE pode buscar maior integração e harmonização com outros sistemas de certificação de construção sustentável e padrões de desempenho, facilitando o reconhecimento mútuo e a adoção de práticas sustentáveis em diferentes contextos regionais e setoriais.
  3. Adoção de tecnologias emergentes: A certificação AQUA-HQE pode incentivar a adoção de tecnologias emergentes e inovadoras em construção sustentável, como materiais de construção avançados, sistemas de energia renovável, automação e monitoramento inteligente do desempenho do edifício.
  4. Construção digital e BIM (Building Information Modeling): A integração de ferramentas digitais e BIM nos processos de certificação AQUA-HQE pode facilitar a simulação, análise e otimização do desempenho ambiental dos edifícios, permitindo uma abordagem mais eficiente e eficaz para a construção sustentável.
  5. Adoção de estratégias de adaptação às mudanças climáticas: A certificação AQUA-HQE pode incentivar a adoção de estratégias de adaptação às mudanças climáticas, como sistemas de resfriamento passivo, captação e reutilização de água da chuva, e paisagismo resiliente, a fim de garantir que os edifícios sejam capazes de lidar com eventos climáticos extremos e condições futuras.
  6. Participação dos usuários e comunidades locais: A certificação AQUA-HQE pode promover maior participação dos usuários e comunidades locais na definição de metas e estratégias de sustentabilidade, garantindo que os empreendimentos certificados atendam às necessidades e expectativas das pessoas que vivem e trabalham neles.
  7. Foco na reabilitação e retrofit de edifícios existentes: A certificação AQUA-HQE pode expandir seu foco para incluir a reabilitação e retrofit de edifícios existentes, incentivando a renovação e modernização de edifícios antigos para melhorar seu desempenho ambiental e prolongar sua vida útil.

As perspectivas futuras e inovações em construção sustentável relacionadas à Certificação AQUA-HQE são promissoras, e a certificação pode continuar a desempenhar um papel importante na promoção da construção sustentável e no avanço do desenvolvimento sustentável em todo o mundo.

AQUA-HQE: Conclusão

Ao optar por um empreendimento certificado pela AQUA-HQE, é possível contribuir para a conservação dos recursos naturais, promover o conforto e bem-estar das pessoas e valorizar seu imóvel no mercado.

Se você deseja saber mais sobre como ter um empreendimento sustentável e responsável ambientalmente pelo AQUA-HQE, conheça os cursos e consultorias oferecidos pela UGREEN.

Aproveite essa oportunidade única de transformar a forma como construímos o futuro e adquira o conhecimento necessário para tornar suas construções mais sustentáveis e duradouras.

Não perca essa chance de mudar o rumo da construção civil pelo AQUA-HQE!

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Educação

PBQP-H: O Que É e Como Funciona o Programa de Qualidade e Produtividade do Habitat

O que é o PBQP-H?

O PBQP-H é uma certificação que tem como principal objetivo organizar o setor da construção civil e promover a melhoria da qualidade do habitat no Brasil.

Ele é exigido pela Caixa Econômica e outras instituições financeiras para acesso a financiamento construtivo, e também é necessário para participar de licitações públicas.

Além disso, o PBQP-H estrutura a modernização do setor, promovendo a inovação tanto em tecnologia quanto em organização e gestão de empresas.

Para obter o certificado, as empresas devem passar pelo processo de avaliação do SiAC (Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras), que avalia a qualidade da empresa de acordo com a norma ISO 9001.

Obter o PBQP-H é fundamental para garantir a qualidade das construções de edifícios e para aumentar a competitividade das empresas no mercado da construção civil.

Como o regimento do SiAC é dividido?

O SiAC, regimento do PBQP-H, é dividido em dois níveis: Nível A e Nível B.

O Nível A do PBQP-H

O Nível A corresponde a 100% dos requisitos da norma SiAC implementados pela empresa.

Para obter o certificado, é necessário contratar um organismo certificador que realizará uma auditoria para verificar a conformidade da empresa.

O Nível A do PBQP-H é necessário quando é um requisito obrigatório para a empresa, e tem validade de 3 anos.

Anualmente, a empresa passa por uma auditoria de manutenção para renovar o certificado. O Nível B do PBQP-H, por outro lado, corresponde a cerca de 70% dos requisitos da norma SiAC implementados.

Ele é destinado para empresas que não têm o número suficiente de serviços para apresentar durante a auditoria de certificação do Nível A do PBQP-H.

O Nível B do PBQP-H

O Nível B também tem validade de 3 anos e requer auditorias de manutenção anuais. Após esse período, as empresas podem evoluir seus sistemas de gestão para o Nível A.

Aderir ao PBQP-H é fundamental para ter acesso a financiamento em instituições de crédito públicas e privadas e para participar do programa “Minha Casa, Minha Vida” do governo federal, que exigem o PBQP-H como pré-requisito para a concessão de benefícios.

Quais objetivos do PBQP-H?

O PBQP-H tem como objetivos:

  • Ampliar o estoque de moradias de qualidade no país
  • Incentivar a garantia da qualidade em projetos e obras
  • Promover a qualidade de materiais e sistemas construtivos
  • Estimular o inter-relacionamento entre agentes do setor da construção
  • Combater a não-conformidade técnica intencional
  • Apoiar a formação e requalificação da mão-de-obra
  • Aperfeiçoar a elaboração e difusão de normas técnicas
  • Coletar e disponibilizar informações sobre o setor e o programa
  • Incentivar a introdução de tecnologias inovadoras
  • Melhorar a qualidade de gestão em projetos e obras habitacionais
  • Promover a articulação internacional, especialmente com países do Cone Sul

As empresas construtoras precisam aderir ao PBQP-H para ter acesso a financiamentos em instituições de crédito públicas e privadas e participar do programa “Minha Casa, Minha Vida”, além de poder licitar em municípios e estados.

Além disso, o PBQP-H aumenta a competitividade no mercado da construção civil por meio da otimização dos recursos e diminuição de desperdícios e retrabalhos.

Qual a importância do PBQP-H para a construção civil?

O PBQP-H é uma ferramenta de grande importância para o setor da construção civil, pois tem como objetivo promover a qualidade e produtividade no habitat.

Além disso, o PBQP-H é exigido por diversas instituições financeiras, como a Caixa Econômica Federal, para ter acesso a financiamentos e para participar de licitações públicas.

O programa é composto pelo SiAC (Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras), que tem como principal objetivo avaliar a conformidade da qualidade das empresas de construção civil.

Ele é dividido em dois níveis: Nível A e Nível B. O Nível A é o máximo do PBQP-H e exige 100% dos requisitos implementados, enquanto o Nível B exige cerca de 70%.

Quais são as vantagens de implementar o PBQP-H?

As principais vantagens de aderir ao PBQP-H são: aprovação de projetos e financiamentos, participação no programa “Minha Casa, Minha Vida”, habilitação para participação em licitações municipais e estaduais e obtenção de benefícios junto ao BNDES.

Além disso, a implementação e certificação do PBQP-H também traz benefícios para a empresa, como construção mais rápida, redução de custos e melhoria da imagem da empresa, entre outros.

Atualmente, cerca de 3.000 construtoras estão ativas no PBQP-H, o que demonstra o alto grau de aceitação e credibilidade conquistados pelo programa no mercado.

Quer transformar a sua construtora em uma referência de qualidade? O PBQP-H pode ser a chave para isso!

Mas como implementar esse programa de gestão da qualidade do PBQP-H?

Nós te explicamos tudo o que você precisa saber:

  1. Comece pela gestão estratégica e abordagem de processos: para se adequar ao PBQP-H, é preciso entender a estratégia da sua empresa e a forma como ela opera.
  2. Depois, é hora de organizar os documentos gerais: nesta etapa, definimos como será a estrutura de informação da sua empresa e como os funcionários terão acesso às informações relevantes.
  3. Em seguida, é importante entender os empreendimentos em andamento e verificar se eles estão de acordo com a NBR 15575 e o PBQP-H.
  4. Depois, é hora de planejar as obras de acordo com o PBQP-H: nesta etapa, definimos o método para o planejamento das obras e a adequação das obras em andamento conforme os requisitos legais, além de garantir o armazenamento correto dos materiais.
  5. Na etapa de compras, é preciso definir critérios claros para a compra de materiais, contratação de serviços e homologação dos fornecedores.

As novas mudanças do PBQP-H

Se você está pensando em implementar o PBQP-H na sua empresa, é importante ficar por dentro das mudanças que ocorreram recentemente no Sistema de Avaliação das Construtoras (SiAC).

Algumas das principais alterações são:

  • A obrigatoriedade de comprovar o desempenho da empresa em segurança, habitabilidade e sustentabilidade
  • A necessidade de realizar uma auditoria por um organismo certificador para obter o certificado do PBQP-H;
  • A possibilidade de se certificar também pela norma ISO 9001;
  • A inclusão de novos requisitos para o Plano de Qualidade da Obra do PBQP-H;
  • A ampliação da lista de serviços controlados.

Fique atento a essas mudanças do PBQP-H e entenda como elas podem beneficiar a sua empresa.

Caso necessite de nossos serviços na língua inglesa, Clique aqui.

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