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A educação ambiental é a base para um futuro mais sustentável. Desde cedo, é muito importante que as crianças aprendam sobre a importância da natureza.

Dessa forma é possível caminhar rumo a uma sociedade mais consciente.

Edifícios sustentáveis são essenciais atualmente. Contudo, escolas sustentáveis, são ainda mais necessárias.

Com estratégias de sustentabilidade, as escolas se transformam em laboratórios. Onde os alunos aprendem, na prática, maneiras de respeitar o meio ambiente.

Escolas sustentáveis

Sala de aula do Colégio Fazer Crescer. (Fonte: cfcsmartschool.com.br )

O desempenho das escolas está diretamente ligado ao conceito de transmitir conhecimento. Em ambientes adequados, os professores ensinam melhor e os alunos aprendem mais.

Um estudo realizados pela ONU observou 86% de melhora no desempenho dos alunos inseridos em ambientes sustentáveis.

Isso porque a sustentabilidade não é somente sobre a eficiência de um edifício. Mas sim, sobre suas influências no usuário.

Na Rio 92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a educação foi considerada essencial para nossa permanência no planeta terra. Ela foi definida como uma prioridade para os anos seguintes.

Existem diversos conceitos que ilustram escolas sustentáveis. Desde a qualidade da acústica e da iluminação, até a acessibilidade e o envolvimento com a comunidade.

Para entender melhor esses conceitos, confira esse artigo sobre escolas de alta performance.

A seguir, conheça alguns projetos de escolas sustentáveis e suas estratégias.

Colégio Fazer Crescer – Recife (Brasil)

O Colégio começou em uma pequena casa e foi aumentando de acordo com a demanda.

Recentemente, a escola precisou se adaptar para atender alunos do ensino médio. Então, a escola recebeu um projeto de ampliação que contou com diversas estratégias sustentáveis.

A reforma contribuiu diretamente no desempenho dos alunos. Em 2017, a escola ficou entre as 5 primeiras na classificação do ENEM.

Já na entrada, ela possui uma escultura no formato de árvore. Essa escultura pode ser considerado um elemento biofílico, que remete à natureza.

Entrada da escola. (Fonte: cfcsmartschool.com.br )

O telhado verde abriga diferentes tipos de horta. Lá, os alunos ajudam no cultivo de quase 4 mil mudas de hortaliças anualmente.

Parte da horta é cultivada em canteiros, onde o sistema de irrigação é por gotejamento e utiliza água de reuso. Outra parte da horta é cultivada no sistema hidropônico. Nesse sistema, as plantas ficam com suas raízes diretamente na água.

Sistema de hidroponia. (Fonte: cfcsmartschool.com.br )

A escola conta com placas fotovoltaicas, responsáveis por quase metade da energia consumida no edifício.

Ela possui um projeto de gerenciamento de resíduos. Os resíduos recicláveis são separados e encaminhados. Enquanto os resíduos orgânicos são compostados. As composteiras produzem fertilizantes, que são posteriormente usados na horta.

Escola “Nave Terra” em Jaureguiberry, Canelones (Uruguai)

Com 270 metros quadrados, a primeira escola 100% sustentável do Uruguai foi construída em 2016.

O método construtivo utilizado foi desenvolvido pelo arquiteto Michael Reynolds. O arquiteto possui um estilo muito próprio de construção, e chama suas obras de “Nave Terra”. 60% da construção é composta por materiais reciclados, entre garrafas, latas e papelão.

Escolas sustentáveis

Escola nave terra. (Fonte: Archdaily)

Segundo ele, a nave terra busca aproveitar ao máximo a energia do sol, do vento e da terra. Ao norte, a escola possui um corredor envidraçado, aproveitando a luz do sol para uma horta interna.

Horta e corredor interno. (Fonte: Archdaily)

A energia é captada através de painéis solares. Ao sul, o edifício possui um espesso muro de contenção, que colabora para a inércia térmica do interior. Outra estratégia de conforto térmico é a possibilidade de ventilação cruzada na escola.

A cobertura possui um sistema de captação de água da chuva. Essa água é utilizada nas pias e para irrigação das hortas. As águas negras são tratadas através de uma fossa séptica criada com materiais reciclados.

A escola foi construída em 7 semanas e contou com a participação da comunidade. Dessa forma, o conhecimento do método construtivo foi transferido a mais de 150 pessoas envolvidas na construção.

Colégio Estadual Erich Walter Heine – Rio de Janeiro (Brasil)

A primeira escola brasileira que obteve certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é uma escola pública do Rio de Janeiro. Ela está localizada em Santa Cruz, um bairro com baixo índice de desenvolvimento humano.

Perspectiva do colégio. (Fonte: Archdaily)

Fazendo jus às estratégias de sustentabilidade, o colégio possui o segundo melhor rendimento escolar do estado.

O projeto foi uma parceria da prefeitura com a ThyssenKrupp CSA. Através de um investimento de R$ 16 milhões no projeto, a construção objetivou reduzir 40% do consumo de energia. Para isso, utilizou estratégias de aproveitamento de recursos naturais e eficiência energética.

O colégio conta com coleta seletiva dos resíduos e captação de energia solar. Todo o edifício conta com lâmpadas LED, que são mais econômicas.

A água da chuva é coletada e utilizada nos sanitários, jardins e para a limpeza. O telhado verde, além de absorver água, é um espaço de aprendizagem. Toda sua estrutura é acessível para pessoas com necessidades especiais.

Telhado verde. (Fonte: Archdaily)

A escola verde, Bali (Indonésia)

Escolas sustentáveis

Escola verde. (Fonte: Archdaily)

Essa escola impressiona qualquer um, a primeira vista, não é? A exuberância de sua construção de bambu, fugindo de qualquer modelo tradicional, transformou a escola em uma referência de arquitetura.

A ideia que originou a escola surgiu dos ambientalistas e designers John e Cynthia Hardy. O seu objetivo era incentivar as comunidades da região a construir de maneira mais sustentável. Apresentado a ela materiais naturais como o bambu.

Para construir a escola, eles se afiliaram a outras instituições que promovem o uso do bambu.

A escola verde é um laboratório gigante e está localizada em ambos os lados do rio Ayung em Sibang Kaja, Bali. O local é rodeado por uma floresta exuberante com plantas nativas.

A construção é alimentada por fontes alternativas de energia. Entre elas estão inclusas um gerador movido a energia hidrelétrica e painéis solares. A escola conta com salas de aula, academia, espaços para reuniões, alojamentos para professores, escritórios, cafés e banheiros.

Diversos espaços abertos permitem reuniões comunitárias, convivência e troca de saberes.

Sala de aula. (Fonte: Archdaily)

O bambu, cultivado na região, é usado de maneiras inovadoras e com múltiplas funções na arquitetura.

Conclusão

Essas escolas são exemplos da importância da sustentabilidade em ambientes educacionais. Adotando estratégias sustentáveis, a escola se torna um lugar de respeito ao meio ambiente.

Todos os exemplos confirmaram a contribuição da sustentabilidade no desempenho escolar dos alunos. As vantagens, no entanto, vão além disso. Escolas sustentáveis:

  • Atraem professores talentosos e engajados
  • Reduzem custos de manutenção e operação
  • Apresentam redução no índice de faltas
  • Influenciam positivamente na comunidade como um elemento social

Cada uma adaptada ao seu contexto, as instituições atendem às necessidades da comunidade onde estão inseridas. Se o objetivo é um futuro mais sustentável, o foco deve estar nas escolas e na educação.

janeiro 7, 2021
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