Desvendando os Segredos de Uma Casa Sustentavel (Com Exemplos)

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Desvendando os Segredos de Uma Casa Sustentavel (Com Exemplos)

Muitos pensam em projetar ou construir uma casa sustentável.

Porém, poucos conhecem a variedade de elementos e dificuldades para a realizar com eficácia.

Alguns conhecem um pouco sobre materiais que podem ser aplicados, como lâmpadas de LED e painéis solares. Outros compreendem sobre elementos que geram economia de água, ou sobre materiais sustentáveis.

A verdade é que uma casa sustentável está ligada a diversos elementos, como:

  • Implantação
  • Conectividade
  • Materiais
  • Conforto
  • Energia
  • Água

Com a finalidade de mudar sua forma de pensar sobre uma casa sustentável…

Vamos apresentar todos estes elementos em um único artigo. Após a leitura, tenho certeza que você terá uma base sólida para continuar seus estudos.

Portanto, se você procura saber tudo sobre uma casa sustentável, continue lendo este artigo.

O Que é Uma Casa Sustentável?

Uma casa sustentável é conceituada como parte de um ecossistema. Portanto, é considerada parte de um habitat vivo.

Pode contrastar com o trabalho de muitos arquitetos que consideram uma casa “arte”. Ou, como muitos dizem, “uma escultura habitável”.

Acredito fortemente que uma casa deve procurar uma conexão profunda com o entorno. O clima, a região, o terreno e o ser humano.

Por quê? Porque projetos que ignoram seu entorno simplesmente não são mais aceitáveis em uma era de mudanças climáticas.

O famoso arquiteto Le Corbusier disse no início do século passado que “casas são máquinas de morar”. Portanto, é mais que hora desta máquina evoluir da mesma forma que a sociedade evoluiu. A consciência social e ambiental faz parte desta evolução.

Exemplo de implantação bioclimática, por UGREEN:

casa sustentável

Logo, esta é a minha visão de uma casa sustentável. Continue lendo para compreender todos os elementos que a compõe.

Qual a Importânica de Uma Casa Sustentável?

O uso de energia elétrica no Brasil é dividido pelos seguintes setores:

 

Portanto, o setor residencial é o segundo maior consumidor de energia no país.

A utilização de energia muitas vezes leva ao consumo de combustíveis fósseis. Consequentemente ao aquecimento global.

Logo, devemos ser mais sábios na utilização da energia em nossas residências. Isso vale tanto para a fabricação quanto para o uso, que ocorre por dezenas de anos.

Uma casa sustentável consiste em diversos elementos que estão intimamente interligados.

São estes elementos que você aprenderá logo a seguir…

Elemento #1: Implantação

Uma casa sustentável procura impactar ao mínimo o entorno no qual está inserido. As seguintes estratégias podem ser utilizadas para uma implantação de baixo impacto:

Captação da Água da Chuva

Uma casa sustentável não deixará a chuva não absorvida no próprio lote para a cidade cuidar. Portanto, levará em conta os índices pluviométricos para a captação da água da chuva e uma maior permeabilidade. Logo, podemos reutilizar a água e ao mesmo tempo ajudar a prevenir inundações em sua cidade.

Outra estratégia é o uso de telhados verdes. Além de promover a biodiversidade e a redução da carga térmica, promove também maior captação da água da chuva.

Espaços abertos

Uma casa sustentável deixa ela mesma e seu entorno respirar. Ao mesmo tempo, permite afastamentos suficientes entre edificações vizinhas. Promoverá o andar por meio de um paisagismo consciente que use menos água na irrigação.

Prevenção de Ilhas de Calor

Podemos prevenir o aquecimento das superfícies com cores mais claras e lisas. Esta relação se chama absortância e o quanto mais baixa, melhor.

A Norma de Desempenho privilegia absortâncias baixas. A referência são absortâncias abaixo de 60% em algumas regiões brasileiras e 40% em outras. As edificações obterão cargas térmicas inferiores e menor uso do ar condicionado. Simultaneamente, o meio urbano agradece pela contribuição com o microclima local.

Elemento #2: Conectividade

Uma casa sustentável promove o ir de vir de seus usuários. Portanto, uma casa dissociada do meio urbano não pode ser considerada uma casa sustentável.

Como assim?

A verdade é que uma casa sustentável deve possuir uma relação próxima com a cidade. Tornar os hábitos corriqueiros, como comprar um pão na padaria ou ir a uma loja, mais acessíveis.

É comum alguns pensarem que casas sustentáveis podem existir no campo. Porém, estas casas utilizam mais veículos nas atividades corriqueiras, poluindo mais. Consomem mais da infraestrutura urbana, necessitando de mais vias até estas residências. Consome até mais do meio ambiente, impactando uma flora e fauna de regiões que antes eram intocadas.

Portanto, cidades na densidade certa promovem sim a sustentabilidade.

Uma casa no meio urbano é mais independente do carro, poluindo menos. Promove atividades físicas como caminhar, ou o uso de bicicleta por ciclovias. Possui conexão com um bom sistema de transporte coletivo, facilitando o ir e vir.

Sabemos que desfrutar de uma boa estrutura urbana é privilégio de poucos brasileiros. Inegavelmente uma casa sustentável vai de encontro a um urbanismo sustentável. É uma evolução conjunta que necessita ocorrer.

Elemento #3: Conforto

Podemos separar o conforto de uma casa sustentável em:

  • Conforto Térmico
  • Conforto Lumínico Natural
  • Conforto Lumínico Artificial
  • Conforto Acústico
  • Qualidade do Ar
  • Vistas de Qualidade

Conforto Térmico

Imagine dez pessoas em um único ambiente. Mesmo que elas estejam nesta mesma situação, algumas podem estar sentindo mais frio ou mais calor.

A relação de bem estar é diferente para cada pessoa, devido ao seu metabolismo. Somando a este fator existe a vestimenta, que gera novas combinações de conforto….

Ainda existe a umidade, a velocidade do vento, a temperatura das superfícies e a temperatura do ambiente…

Todos estes fatores somados tornam as estratégias de conforto térmico mais difíceis de atingir. Para a maior eficácia, exige um profissional para simular o projeto e otimizar os custos.

Uma pessoa que projeta com foco em conforto térmico irá buscar uma relação intensa com a sua região bioclimática. Desta forma o conforto será garantido em grande parte de forma passiva. Dependerá menos do aquecimento ou ar condicionado e reduz o consumo de energia elétrica.

Regra rásica de envoltória para região norte e sul em uma casa sustentável

No sul do país será geralmente privilegiada uma envoltória com transmitância mais baixa. Ou em um bom português, uma parede que deixe passar menos o calor ou o frio.

Já a capacidade térmica da envoltória deve ser mais alta. Desta forma ela terá maior inércia térmica, absorvendo o calor externo no verão e a utilizando a noite, quando está mais frio.

Já no norte do Brasil será privilegiada uma ventilação mais acentuada. Portanto, utilizar pisos elevados é uma estratégia válida. Simultaneamente, aberturas abaixo da cobertura permitirá o controle térmico mais eficiente.

Contudo, o ideal é sempre avaliar cada projeto isoladamente em conjunto com o bioclima. Diversas ferramentas estão disponíveis para quem busca realizar arquitetura bioclimática.

Uma das ferramentas mais simples e eficientes é o Projeteee. Ela foi desenvolvida pelo Governo Federal em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente.

Existem outras ferramentas voltadas para especialistas, que incluem simulação computacional. A mais famosa é o Energyplus, mas existem outras como Designbuilder, Sefaira e IES. Conheça nossos cursos para aprender a utilizá-las.

Conforto Lumínico Natural

O Conforto lumínico em uma casa sustentável deve privilegiar a distribuição máxima da luz, evitando o uso da luz elétrica.

No entanto, apenas distribuir a iluminação sem critério pode gerar grandes problemas. Um efeito comum é um grande índice de ofuscamento e uma maior carga térmica. Como resultado é necessário o maior uso do ar condicionado e energia.

Uma recomendação eficaz é obter a iluminação próxima a 300 lux durante o ano todo em áreas regularmente ocupadas. Estas áreas são geralmente salas, cozinhas e quartos. Por outro lado, não permitir áreas acima de 1250 lux durante o ano todo previne o ofuscamento.

Abaixo está um exemplo realizado por nosso escritório:

Parece difícil, certo? E realmente é, se o projeto foi conceituado com poucos recursos. Porém, com simulações computacionais e um bom conceito arquitetônico você terá ótimos resultados.

Recomendações para a otimização da iluminação em uma casa sustentável

  • A orientação é o elemento rei para uma edificação sustentável. Determinar a melhor posição para os ambientes otimizará a eficiência de uma residência.
  • Uma menor profundidade dos ambientes em relação a fachada gera ambientes mais claros e econômicos.
  • A avaliação criteriosa das proporções vidro/fachada para cada orientação da edificação é crucial. Edifícios com muito vidro necessitarão de vidros de alta performance para obter um bom nível de conforto.
  • Brises são ótimos elementos para o controle passivo do calor externo. No norte são indicados brises horizontais e no leste/oeste brises verticais.

Regra comum das aberturas e brises em uma casa sustentável

  • Norte: aberturas médias com brises horizontais.
  • Leste: aberturas médias com brises verticais
  • Sul: aberturas sem brises.
  • Oeste: menos aberturas e mais inércia térmica, bloqueando e retardando a intensidade do sol.

A simulação computacional é a melhor forma de gerar informações para as melhores decisões de projeto. Caso necessite de uma dessas análises, fale conosco.

Conforto Lumínico Artificial

Apesar das tão faladas lâmpadas de LED fornecerem economia, cuidados devem ser tomados.

A principal delas é a compreensão do uso de cada espaço. A Norma de Desempenho determina como parâmetro superior pelo menos 200 lux em salas. Porém, a CIBSE (Chartered Institution of Building Services Engineers) determina 300 lux.

Já para cozinhas a iluminância confortme NBR15575 deve ser maior, 400 lux. Neste caso a CIBSE indica 500 lux.

Portanto, verifique os níveis que você possui nos ambientes projetados. A simulação é a melhor forma de avaliação em projeto, assim garante-se maior economia na solução.

Para ambientes já construídos, é possível medir no próprio local com um luxímetro ou, com menor precisão, aplicativos. Atenha-se aos centros do ambiente e a uma altura de 80cm do solo para otimizar a precisão.

Conforto Acústico

A acústica trata de fenômenos importantes como a reverberação e o mascaramento.

No entanto, o mais importante para residências é a redução do ruído externo. Isso vale para a fachada e também entre ambientes, no caso de apartamentos distintos.

A Norma de Desempenho (NBR15575) apresenta regras claras neste quesito. São determinados limites que pisos, paredes e esquadrias devem suportar. Sua variação depende da classe de ruído da edificação e dos ambientes a serem avaliados.

Um exemplo são paredes externas em apartamentos em localização tranquila. Em um ensaio, as vedações externas devem suportar pelo menos 20 db de fontes de ruído localizadas a 2 metros de distância. Já em ambientes com maior ruído o requisito é maior, devendo suportar 25db.

Esta é apenas uma amostra dos critérios que uma casa deve fornecer para garantir a qualidade de vida dos usuários.

Qualidade do Ar

Uma casa sustentável estabelece um padrão mínimo para qualidade interna do ar. Realiza a troca do ar em condições determinadas pela sua região bioclimática.

A seriedade desta questão deve-se a síndrome dos edifícios doentes. Ela prejudica a saúde das pessoas que vivem em espaços inadequados na qualidade do ar.

As causas dos edifícios doentes estão na falha no sistema de aquecimento, ventilação e ar condicionado. Também são relacionados aos COV’s (Compostos Orgânicos Voláteis) usados na construção, altamente poluentes.

Este é um problema que não tem distinção de raça, gênero e mata tanto gente pobre quanto gente em melhores condições. Um exemplo é o ex-ministro Sérgio Mota, que foi vítima da bactéria Legionella sp, que causa pneumonia.

Portanto, utilizar produtos com uma quantidade reduzida de COV’s é uma solução simples e eficaz. Verifique principalmente a composição das pinturas utilizadas.

Outra ótima forma de privilegiar a qualidade do ar em uma casa é promover a ventilação adequada. A NBR15575 determina uma área de ventilação de pelo menos 7% da área do piso em grande parte das regiões brasileiras. Pode variar de 8 até 12% em regiões mais quentes.

Vistas de Qualidade

Olhar para fora traz saúde. Portanto, privilegie janelas que tenham vistas para elementos da cidade. A flora, fauna e até pessoas ajudam drasticamente na regulagem dos ritmos circadianos.

Sim, uma casa sustentável procura estabelecer a relação com o ritmo biológico humano. Afinal, é um ritmo estabelecido após dezenas de milhares de anos em contato com a natureza. Mas ainda sim, muitos insistem em ignorá-lo com edificações ineficientes.

Elemento #4: Materiais

Uma casa não pode ser considerada sustentável sem pensarmos na procedência dos seus materiais. Elas se distribuem nas seguintes estratégias:

  • Redução do uso de materiais na construção ou reforma.
  • Reutilização de materiais, tanto no próprio lote quanto fora dele.
  • Utilização de materiais orgânicos (madeira, pedra natural).
  • Utilização de materiais rapidamente renováveis (bambu, linóleo, cortiça, que se regeneram em um período máximo de 10 anos).
  • Utilização de materiais com conteúdo reciclável.
  • Utilização de materiais regionais.

Exemplo de aplicação de materiais sustentáveis em projeto, por UGREEN:

casa sustentavel

Porém, não é apenas especificar o que fornecedores dizem ser bom que irá gerar uma casa sustentável. A investigação deve ser parte da vida de quem possui compromisso com a sustentabilidade.

Para sua sorte, temos alguns materiais sustentáveis disponíveis para download aqui.

Qual a importância da investigação para uma casa sustentável?

Muitos materiais podem ser sustentáveis na sua composição. Porém, podem ser extraídos ou processados por pessoas em condições desumanas de trabalho.

Materiais podem ser sustentáveis, mas a matéria prima vir de longas distâncias. Utilizam muito combustível e podem, no final, ser menos sustentável que um produto comum fabricado em região próxima.

Um material sustentável pode originar um produto insustentável também. No processo de fabricação podem surgir componentes ou químicos que alteram sua característica. Pode inclusive prejudicar a saúde dos seres humanos durante o processo ou uso a longo prazo.

Uma ótima forma de obter materiais sustentáveis para uma casa é por certificações. Para produtos em madeira o FSC é uma sigla comum.

Porém, existem outras, como o Cradle to Cradle. Esta certificação considera um processo produtivo menos agressivo, promovendo a economia circular.

Existem ainda outras de relevância. Os EPD`s, Greenscreen e Declare da Living Future Institute são exemplos expressivos. Elas incentivam os fabricantes a comunicarem com mais clareza seus processos industriais. Estabelecem ainda parâmetros para a melhoria da sustentabilidade em seus processos.

Para saber mais sobre o tema, assista a palestra que realizamos na Expo Revestir em março de 2019:

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Elemento #5 Para Uma Casa Sustentável: Energia

A energia é a categoria que mais impacta o meio ambiente quando negligenciada. Em certificações, buscar a performance energética equivale a quase 1/3 de todo o processo.

Portanto, buscar a eficiência energética deve ser foco em um projeto que vise a sustentabilidade.

Porém, é um erro pensar que um projeto eficiente deve focar em energias renováveis. Entre leigos é aceitável, porém, não entre empresas e certificadoras.

Uma casa verdadeiramente sustentável deve economizar energia diretamente na fonte. Resumindo, o foco deve ser na concepção arquitetônica. Abaixo está um exemplo realizado pela UGREEN:

casa sustentável
Otimizações energéticas em uma casa sustentável, por UGREEN.

Uma das formas mais eficazes de obter economia de energia em projeto é simulando. Os resultados são otimizados se trabalhados em conjunto com o conforto térmico e lumínico.

É bastante importante nunca dissociar estes elementos em uma simulação. Afinal, mais conforto térmico e lumínico em uma edificação significa redução no consumo de energia.

Dentro do gráfico de uso residencial podemos verificar que os consumos possuem variações entre o verão e inverno. Os maiores usos são, em ordem, os refrigeradores, chuveiros, iluminação e ar condicionado.

Portanto, focar na economia destes elementos tornará sua casa mais econômica e sustentável. Como podemos trabalhar?

  • Economia no ar condicionado. Pode ser obtido com a melhoria dos índices de conforto térmico, como detalhado logo antes neste artigo.
  • Chuveiros. Equipamentos mais eficientes, que consomem menos água podem ser uma ótima solução.
  • Refrigerador e outros Equipamentos. Equipamentos mais eficientes, como os com selo PROCEL, são uma boa alternativa.
  • Iluminação. Podemos otimizá-la por um projeto bioclimático eficiente e o uso de lâmpadas adequadas, como já mencionado.

Elemento #6 Para Uma Casa Sustentável: Água

Uma casa sustentável utiliza a água mais sabiamente que casas comuns. Afinal, a população mundial continua crescendo junto com a poluição de rios e as mudanças climáticas.

Gosto de pensar na economia de acordo com o próprio fluxo da água.

“Reuso > Eficiência do Uso Externo > Eficiência do Uso Interno > Mudanças de Hábito.”

Reuso (e reciclagem)

O reuso é uma opção de baixo custo, já que a água é reutilizada com pouco tratamento adicional. Alguns exemplos são:

  • A coleta de chuva.
  • Pontas de água.
  • Irrigação com água cinza.
  • Água de banho compartilhada.

Já a reciclagem exige mais energia ou até mesmo produtos químicos para o tratamento. Alguns exemplos são a reciclagem de água cinza ou até mesmo a água negra.

Eficiência no Uso Externo

  • Plantas mais eficientes no paisagismo.
  • Irrigação eficiente. Um exemplo são os sistemas por gotejamento, que podem utilizar até 90% menos água que os convencionais.

Eficiência no Uso Interno

Para obtermos uma boa economia no uso interno da água, o ideal é conhecermos os maiores vilões do consumo. Abaixo podemos observar o perfil de consumo de água interno médio de uma residência brasileira.

 

Observando o gráfico, notamos que os 3 maiores usos são o vaso sanitário, o chuveiro e a pia de cozinha. Portanto, estes devem ser os principais itens a serem mitigados. Aqui estão alguns elementos que podem ajudar nesta economia:

  • Aeradores.
  • Banheiras com menor volume de água.
  • Louças mais eficientes, como vasos dual-flush ou mictórios sem uso d’agua.
  • Equipamentos mais eficientes, como chuveiros, máquinas de lavar roupa, entre outros.
  • Vasos sanitários por compostagem.
  • Conserto de vazamentos.

É importante notar no gráfico que o chuveiro encontra-se em 2 º lugar. Porém, o chuveiro é considerado também o 2 º maior consumidor de energia de uma edificação…

Portanto, obter reduções no consumo de água no chuveiro também irá impactar na redução do consumo de energia. Obtemos aqui um duplo benefício.

Mudanças de habito para uma casa sustentável

Após obtermos todas as reduções possíveis, é interessante promover ainda uma mudança de hábito. Desta forma obtemos ainda maiores economias.

Algumas estratégias são:

  • Não lavar o carro tão frequentemente.
  • Não irrigar a grama.
  • Tomar banhos mais curtos.

Exemplos Diferentes e Inovadores de Casas Sustentáveis Pelo Mundo

Casa Sustentável na Holanda

A casa de papelão Wikkel House pode ser construída em apenas um dia. Sua principal composição é o papelão em conjunto com uma supercola sem VOC’s. 

Apesar do papelão parecer algo não durável, esta residência pode durar até 100 anos. Portanto, possui uma vida útil superior a muitas residências convencionais.

Os espaços são pequenos, mas ainda acolhedores. Possui um quarto e uma sala que são separados pela cozinha e o banheiro.

casa sustentável

Para os nômades de plantão, outra vantagem. A residência pode facilmente ser transportada para qualquer lugar.

Porém, um impeditivo é o preço. Ela custa, em média, R$ 130 mil. Logo, não seria um atrativo para a maioria das famílias brasileiras.

Casa Sustentável em Milão: Aconchego no Meio da Floresta

Já falarmos que construir em ambientes virgens pode prejudicar a fauna e flora local.

No entanto, estas casas visam uma implantação no meio da floresta com um mínimo impacto no solo.

As casas na árvore, projetadas por Peter Pichler, trazem a sensação de viver dentro da floresta. Possuem entre 35 a 45m², sendo possíveis de serem utilizadas por famílias pequenas.

Apesar de bonitas, nota-se que a quantidade grande de peles de vidro e cores escuras. Portanto, não seria uma solução adequada para a maioria das zonas bioclimáticas brasileiras.

Porém, com algumas adaptações, seria possível obter bons resultados até mesmo em nosso país.

Casa Sustentável Pré-Fabricada Na Austrália

Esta é uma casa australiana pensada na eficiência energética e o impacto mínimo no meio ambiente. Inspirada nos princípios da permacultura, é auto-suficiente e reduz a pegada de carbono.

As abas horizontais no norte demonstram cuidado com a insolação predominante.

Outros elementos sustentáveis são tanques de água da chuva, fossa séptica e queimador de madeira para o inverno.

Janelas e portas operáveis são estrategicamente posicionadas para ventilação cruzada no verão.

No entanto, o mais importante é que os proprietários são apaixonados pela morada e o estilo de vida que ela promove.

Casa Sustentável Até Para Seu Cachorro!

Se cachorros pudessem falar, eles demonstrariam surpresa com esta casa logo abaixo.

O Studio Schicketanz criou esta estrutura para fornecer abrigo para seus animais. É perceptível que o cliente adorou o resultado…

Apesar de parecer exagerado, a casa possui sim, diversos elementos sustentáveis. Existe uma envoltória eficiente, telhados verdes, refrigeração e até mesmo painéis solares.

E você, gostou do resultado?

Concluindo, uma casa sustentável…

É como uma terceira pele. Ela nos fornece abrigo dos elementos externos da mesma forma que nossas roupas.

Logo, deve se adaptar as condições climáticas adversas. Desta forma, ela contribui para não prejudicar o meio ambiente também.

Nenhum destes princípios citados podem ser ignorados na construção de uma casa. São estes elementos que tornam uma residência verdadeiramente sustentável.

Espero que você tenha gostado deste artigo. Comente abaixo o que você espera da sua casa sustentável!

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Teste de Estanqueidade: o que é e como é feito?

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O teste de estanqueidade é fundamental para analisar a aderência da obra ao que determina a NBR 15575. Afinal, seguir as disposições desta norma é uma obrigação legal, que acarreta em grandes prejuízos e penalidades judiciais quando negligenciada. Sem falar que é uma maneira de oferecer edificações de qualidade e segurança aos usuários. Além disso, é útil para nos aperfeiçoarmos em relação aos componentes, como:

  • Parafusos
  • Calhas 
  • Oitões
  • Regiões de cumeeiras
  • Vigas-calha
  • Encontros com paredes
  • Arremates
  • Espigões
  • Águas-furtadas
  • Subcoberturas.

Representa, ainda, uma oportunidade de avaliar as condições reais de uso, inclusive sob o aspecto de vida útil de projeto.

Teste de estanqueidade

O teste de estanqueidade é realizado através de ensaios. Sobretudo em casos onde o comportamento de um dos componentes do sistema de cobertura é desconhecido. Isso geralmente ocorre quando se utilizam sistemas construtivos inovadores.

Durante o ensaio, segundo a NBR 15575, não deve ocorrer a penetração ou infiltração de água pelo telhado, que acarrete em escorrimento, gotejamento ou manchamento na face interna. Para tanto, deve-se considerar as condições de exposição indicadas no texto normativo.

O destelhamento ou arrancamento dos componentes devido à pressão de ar exercida no corpo de prova da cobertura também não deve ocorrer durante o ensaio.

Como funciona o teste de estanqueidade

O ensaio que representa o teste de estanqueidade submete um trecho do sistema de cobertura à determinada vazão de água. Para isso, deve haver uma diferença estática de pressão. 

Esta diferença varia conforme as condições de exposição às quais será submetida a cobertura. Ela é calculada em função das diversas regiões do Brasil, considerando as isopletas de vento constantes na NBR 6123:1888.

Condições de exposição conforme as regiões brasileiras

Condições de exposição conforme as regiões brasileiras

Usa-se para o teste de estanqueidade uma câmara estanque ao ar. Esta deve possibilitar a montagem do trecho da cobertura em seu interior. Dentro dela, instalam-se bicos aspersores de água e de ar para representar as chuvas, sem a interferência do meio externo.

O sistema de cobertura instalado na câmara fica sobre uma área vedada para receber a pressurização de ar. Submete, então, o corpo de prova à uma pressão negativa (sucção) na face interna. Enquanto isso, a água é lançada na face externa.

A face superior da zona de pressurização é o próprio corpo de prova. Sua face interior consiste em caixilhos que permitem a visualização das ocorrências durante o ensaio, como vazamentos, gotejamento e outras possíveis falhas.

A face superior da câmara possui aspersores na extremidade superior. Eles podem ser utilizados para verificar a estanqueidade onde há volumes de água superiores aos incidentes diretamente sobre a cobertura. Casos como quadros onde os panos são mais extensos do que a capacidade do equipamento, por exemplo.

Esta câmara permite, ainda, reproduzir as inclinações a que o sistema de cobertura obedecerá, conforme o projeto. Com isso, o teste de estanqueidade torna-se mais realista, graças à simulação de diversas configurações de telhados das obras reais.

Teste de estanqueidade: critérios da NBR 15575

De acordo com a norma 15575, é preciso observar alguns critérios para realização do teste de estanqueidade. Como as condições do ensaio e o percentual máximo da soma das áreas de manchas de umidade.

Condições de ensaio à estanqueidade à água de sistemas de vedações verticais externas

Os sistemas de vedações verticais, incluindo as juntas entre a parede e a janela, não poderão ocasionar manifestações patológicas. Por exemplo: infiltrações que resultem em borrifamentos, escorrimentos ou formação de gotas de água aderentes na face interna que possam causar manchas de umidade. Suas áreas são delimitadas pela tabela:

Estanqueidade à água de vedações verticais externas (fachadas) e esquadrias

Para as janelas, fachadas-cortina e similares, devem ser obedecidas as exigências contidas na norma NBR 10821. Esta norma trata dos requisitos de desempenho das esquadrias para edificações, independente do tipo de material.

Para garantir que a edificação esteja de acordo com as exigências relacionadas à estanqueidade, é preciso observar inúmeras diretrizes. Para isso, você pode precisar de uma ajuda especializada. A UGreen oferece a orientação necessária para garantir a aderência a este e todos os demais critérios da NBR 15575.

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Como Trabalhar com uma Parede Verde?

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O que é Uma Parede Verde?

A inclusão da natureza no ambiente urbano contemporâneo tem sido cada vez mais reconhecida como uma boa prática em nossa sociedade.

Intervenções paisagísticas estão ganhando cada vez mais força e até mesmo protagonismo junto a grandes obras do cenário arquitetônico.

Felizmente, o uso de paredes verdes vem surgindo como proposta de qualidade de vida em nosso ambiente construído.

As paredes verdes, ou Green Walls, podem ser divididas em duas categorias:

  • Os Jardins Verticais, também conhecidos como Living Walls.
  • As Green Facades, popularmente conhecidas como Fachadas Verdes.

Um dos percursores do paisagismo vertical no Brasil foi o paisagista Roberto Burle Marx, que projetou um jardim vertical para o Edifício do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro junto a grandes nomes de arquitetura como Le Courbiser e Oscar Niemeyer.

Qual a importância de uma parede verde?

Apesar destas belezas serem fortemente atribuídas como elemento estético, podem contribuir muito quando adotadas como estratégias bioclimáticas.

Dentre os benefícios das paredes verdes estão:

  • A redução da carga térmica do ambiente.
  • A retenção de ruídos.
  • A umidificação e filtragem do ar, livrando os ambientes dos compostos orgânicos voláteis.

A medida que vão crescendo as certificações ambientais, torna-se cada vez mais necessário o uso de tecnologias que contribuam de forma efetiva em um bom desempenho dos edifícios.

Sabemos que a eficiência energética é um quesito muito importante para algumas destas certificações, como a LEED por exemplo.

Apesar de um telhado verde ser mais eficiente a nível energético e ambiental, as paredes verdes ainda sim podem ser ótimas aliadas. Então não podemos deixa-las de fora de nossos projetos, não é mesmo?

Assista a live sobre Paredes Verdes

Realizada por Sami Meira e Irina Kim Sang – Miami Vertical Garden – Miami, EUA

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Tipologias em Paredes Verdes

Para criar uma Parede Verde de forma correta torna-se necessário conhecer algumas das tipologias e entender qual se encaixa melhor no programa proposto pelo seu projeto.

O Jardim Vertical é o termo empregado quando a vegetação é colocada em um sistema de fixação auxiliar, geralmente afastados da parede ou com um formato autoportante.

Pode ser realizado também com o uso de feltro, criando bolsas onde é adicionado o substrato, permitindo assim o desenvolvimento das plantas.

Já nas Fachadas Verdes, as plantas são inseridas sobre lajes ou no solo próximas à edificação, podendo estas serem, diretas ou indiretas.

As diretas possuem uma superfície geralmente em argamassa bruta e as indiretas com um sistema de tela, que tornam mais fácil o desenvolvimento de espécies trepadeiras.

parede verde
Parede Verde. Cortesia de Vertical Garden Green Wall

Recomendações Essenciais Para Uma Parede Verde

É muito importante se atentar a carga adicional devido ao sistema de sua Parede Verde, a parede ou superfície de suporte deve ser capaz de resistir ao peso gerado pelo sistema, geralmente cerca de 20Kg saturados por m².

É necessário prever pontos de água e energia próximos da intervenção quando se pretender utilizar sistema de irrigação automatizado.

Quanto a estanqueidade, a superfície de suporte deve estar impermeabilizada para evitar o transpasse da umidade proveniente do sistema de irrigação ou até mesmo a própria vegetação.

Para evitar ao máximo qualquer problema com infiltrações, recomenda-se o uso de materiais impermeabilizantes de qualidade.

No Brasil não há uma norma que forneça parâmetros específicos para este tipo de intervenção, portanto orienta-se que para fins de manutenção seja consultada a NBR 15.575, onde podemos estabelecer alguns prazos de acordo os requisitos de desempenho.

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Como manter uma Parede Verde?

Um dos grandes desafios em jardins verticais é a durabilidade da vegetação e a permanência da sua exuberância, escolha da vegetação e sistema de irrigação.

Para se obter maiores benefícios ambientais, o ideal é usar plantas de espécies nativas.

É ideal estabelecer critérios para escolha de espécies através das suas características:

  • Considerar a incidência de ventos e luminosidade;
  • Plantas de sol, meia sombra e sombra;
  • Ciclo de vida perene;
  • Atributos ornamentais: folhas, flores e frutos;
  • Forma de crescimento: semiereta, pendente, etc;
  • Altura e diâmetro da planta;
  • Necessidade de água e nutrientes.

Muito cuidado com a luminosidade do ambiente que receberá a Parede Verde. Locais onde a iluminação é totalmente artificial podem causar déficits na taxa de fotossíntese de muitas espécies, resultando em uma maior demanda na manutenção.

Conclusão

Empregar Paredes Verdes em seu projeto não proporciona só personalidade na decoração. Garantem maior qualidade do ar e contribuem com a eficiência energética da edifício.

São poderosas agentes bioclimáticas, e por este motivo, conferem de forma inteligente respostas às necessidades ambientais.

Estratégias como essa, destacam a importância de se adotar premissas que contribuam com um ambiente sustentável, tornando-se uma ótima aliada no processo de certificação, promovendo o bem estar e melhorando a qualidade de vida.

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15.575 Edificações Habitacionais – Desempenho. Parte 1: Requisitos gerais. Rio de Janeiro, 2013.

RODRIGUES, L. A. Técnicas e tecnologias para implementar paredes verdes externas em edifícios residenciais e comerciais na cidade de São Paulo. 2017. 148p.. Dissertação (Mestrado em Habitação – Tecnologia em Construção de Edifícios) – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. São Paulo, 2017.

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O que é Hidroponia?

A hidroponia é um sistema de cultivo de plantas em que não é necessário o uso de terra (solo). As raízes das plantas ficam dentro da água. Essa água recebe os elementos minerais essenciais para o crescimento das plantas. Esses elementos são fornecidos constantemente através de uma solução nutritiva e na medida exata para cada tipo de vegetal.

Assim, a hidroponia possibilita o desenvolvimento de plantas em vários tipos de locais. Esse sistema, muitas vezes, ocupa pouco espaço, não deixa sujeira, além de fornecer alimentos.

A hidroponia diminui a quantidade de água utilizada, por ser um sistema fechado, e reduz o uso de agrotóxicos, quando feita dentro de estufas. Há uma queda no número de ataques de predadores e o produtor pode controlar a produção o ano todo, pois diminui-se as intempéries do tempo.

Hidroponia

A hidroponia pode ser feita de várias formas, pois existem vários sistemas. Ela deve, preferencialmente, ser feita em uma estufa, quando há o interesse de se produzir muito. Mas, existem pessoas que têm hortas hidropônicas no quintal de casa devido à estrutura simples necessária.

Como construir minha horta hidropônica?

Para se construir um sistema de hidroponia é necessária uma estrutura muito simples. Basicamente, é necessário algo para sustentação da planta, como canos de PVC por exemplo; um reservatório para colocar a solução nutritiva e uma forma de contato entre as raízes e essa solução.

São feitos buracos nos canos de PVC, onde serão colocados recipientes que podem ser copos descartáveis. Esses recipientes também deverão possuir furos no fundo para que entrem em contato com a água.

É importante colocar a estrutura de forma desnivelada, pois assim a gravidade ajudará na circulação da solução nutritiva por todo o sistema hidropônico.

Será necessário conectar uma mangueira do reservatório ao topo da estrutura. A parte da mangueira que fica dentro do reservatório é conectada a uma bomba, fazendo com que a solução nutritiva percorra o sistema.

Ao preparar a solução nutritiva do sistema hidropônico, o produtor pode escolher entre vários substratos. É necessário frisar que o substrato deve ser suficiente para que todas as raízes fiquem cobertas e firmes, pois só assim é assegurado que elas receberão nutrientes.

Esses nutrientes podem ser encontrados em casas especializadas e em sites na internet. Recomenda-se que seja comprada a solução específica para a planta que será cultivada.

Existem sites que vendem os nutrientes para hidroponia caseira. Eles vêm em sachês, o que torna mais fácil, sendo necessário apenas diluir em água conforme indicado pelo fornecedor.

Hidroponia no Brasil

A hidroponia, infelizmente, ainda não é tão difundida no Brasil. Ela é mais utilizada em países como Holanda, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Japão, Austrália, Estados Unidos, México e áreas da América Central.

Aqui no Brasil, esta técnica é apenas utilizada em locais onde as terras agricultáveis são mais escassas e caras. Regiões perto de grandes centros urbanos concentram essa forma de cultivo. A região sudeste é a campeã de produção hidropônica no nosso país.

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Reaproveitamento da Água pelo Uso Externo

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Uma preocupação crescente

Muito se tem discutido sobre a falta de recursos hídricos e o reaproveitamento da água no Brasil e no mundo. Apesar de 75% da superfície do nosso planeta ser recoberta por água, apenas 3% desse total é doce.

Preocupar-se com a escassez desse recurso é algo cada vez mais comum. A quantidade de água doce produzida naturalmente pelo planeta hoje é basicamente a mesma que em 1950, e poderá continuar assim até 2050.

Em um país em que se usa a água doce para a irrigação de jardins e lavar veículos e calçadas; os profissionais da área de construção vêm procurando alternativas sustentáveis para esses tipos de tarefa.

Desse modo, vêm surgindo cada vez mais formas para a redução ou o reaproveitamento da água potável. Mas como isso pode ser feito?

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Formas de estabelecer o reaproveitamento da água

Com o intuito do uso sustentável, arquitetos e paisagistas encontraram 2 estratégias para resolver o problema da irrigação: criar um paisagismo que não necessite de nenhuma forma de irrigação ou um que precise muito pouco, como é o caso do Xeriscaping.

Ao escolher uma dessas estratégias, o profissional precisa passar por alguns passos. São eles:

  • Entender a precipitação e a evapotranspiração das plantas da região;
  • Descobrir o tamanho e forma da área em que usará a vegetação;
  • Procurar as plantas que poderão ser utilizadas e saber se elas serão suficientes para o projeto.

Com esses dados em mãos, o arquiteto ou paisagista irá escolher uma das opções citadas.

Os waterwalls tanks também são uma alternativa para o reaproveitamento da água. Eles são usados como um sistema de captação da água das chuvas, e podem ser integrados à paisagem possuindo função decorativa.

Quer saber mais sobre isso?

Veja mais sobre Reaproveitamento da Água e outros temas sustentáveis e extremamente relevantes para uma boa arquitetura em nosso Canal do Youtube.

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Como Tornar Seu Paisagismo Mais Sustentável Por Xeriscaping

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O que é Xeriscaping?

Xeriscaping é o paisagismo que reduz ou elimina a necessidade de água para irrigação. É uma técnica geralmente utilizada em regiões em que não há muitos recursos hídricos.

O Xeriscaping surgiu em Dengo, Colorado, em 1978. Essa região havia passado por um período de extrema seca, o que levou à criação da chamada Força-Tarefa do Xeriscaping. Essa força-tarefa tinha o objetivo de ajudar às pessoas a diminuírem a necessidade de irrigação no paisagismo.

É importantíssimo frisar, que essa técnica não se adequa a algumas regiões, inclusive no Brasil; pois em várias regiões brasileiras, existem períodos de chuvas constantes. Sendo assim, não é necessária a intervenção humana na irrigação.

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Por que e como utilizar essa técnica?

Nos dias atuais, arquitetos e paisagistas têm procurado medidas sustentáveis para a criação de seus projetos. Como muitas regiões sofrem com a falta de água, é necessário ir em busca de métodos que possam suprir o problema da irrigação.

Um ponto importante a ser considerado, é o uso de espécies nativas que ajudam na não utilização de irrigação. Essa informação pode ser encontrada no horto municipal da cidade. Na falta de espécies nativas, também podem ser usadas espécies adaptadas para a região e que não sejam invasoras. O apoio de um paisagista pode ser necessário. Ele poderá dizer qual a necessidade de irrigação de cada planta.

Quais os benefícios do Xeriscaping e como posso utilizá-lo?

Os benefícios do Xeriscaping são muitos: redução de água, em alguns casos drasticamente; redução da erosão em áreas sensitivas; redução da manutenção, pois a necessidade de irrigação é menor; redução de pesticidas e herbicidas; favorecimento da fauna da região como pássaros, abelhas e borboletas; maior ciclo de vida, pois com essa técnica, o jardim sobrevive a um tempo muito longo; e contribuição com o meio ambiente, pois é uma forma tangível e prazerosa de se trabalhar em algo que reduz os impactos ambientais.

Essa técnica pode ser utilizada em um quintal pequeno de uma casa ou em um parque municipal extenso. Também pode ser feita em áreas de lazer, para que se tenha um ambiente agradável para receber pessoas.

Como começar?

Para começar, basta seguir os 7 princípios do Xeriscaping:

• Planejamento e Projeto;
• Análise e Melhoria do Solo;
• Áreas Práticas de Grama;
• Seleção de Plantas;
• Irrigação;
• Mulching; e
• Manutenção.

Lembre-se que tudo começa com o planejamento e projeto. Essa é a parte mais importante. Não havendo especialização em paisagismo por parte do arquiteto, este deve fazer a ideia e passar a um paisagista para revisar. Um planejamento bem feito leva ao sucesso do projeto.

 

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Telhado Verde: O Guia Completo

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Telhado Verde: Uma Estratégia Com Vantagens Diversas

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O telhado verde é, talvez apenas abaixo das placas fotovoltaicas, o detalhe construtivo mais comentado no mundo da sustentabilidade. Suas vantagens são amplamente discutidas, como ajudar a evitar as ilhas de calor, as emissões de gases do efeito estufa e conter alagamentos.

No entanto, muitas vezes é encontrada uma dificuldade de entendimento dessa estratégia para o cidadão comum, que procura apenas conhecer a viabilidade dessa solução para sua casa ou edifício. Logicamente, este conselho possui grandes chances de não ser obtido de forma totalmente imparcial por um vendedor.

Iremos Abordar:

• A diferença de Telhado Verde Intensivo e Extensivo;
• Apontar as vantagens e desvantagens do telhado verde perante outras opções de telhado;
• Ilustrar as partes e a função do sistema;
• Demonstrar quando o telhado verde PODE ou NÃO PODE SER sustentável;
• Comentar sobre os incentivos políticos;
• Identificar sinergias com outras estratégias de green building.

Bonus em PDF: Este Artigo possui 1.598 palavras. Clique para fazer o download completo em PDF desta lição, para que você possa ler melhor depois.

O termo ‘Telhado Verde’ é comumente utilizado para descrever telhados cobertos com vegetação. No entanto o sistema é muito mais amplo: coberturas com painéis solares, brancas com alta emissividade e refletividade ou até mesmo telhados com telhas shingle de grande duração podem ser considerados telhados verdes.

O termo correto seria ‘Telhado Verde com Vegetação’, mas se o termo é amplamente utilizado em todo o lugar, nós é que não iremos mudar, então chamaremos aqui também de Telhado Verde…

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Um outro tipo de telhado verde, os ‘cool roofs’

 

fotovoltaico
Telhados fotovoltaicos também podem ser considerados telhados verdes.

Vantagens do Telhado Verde

• Diminui as ilhas de calor;
• Regula a drenagem de águas pluviais, mais do que diversos outros sistemas de captação;
• Sequestra o gás carbônico e produz oxigênio;
• Cria e preserva habitats;
• Isolamento térmico e resfriamento por evaporação;
• Atrativos e na moda (mas não são feitos para pisar!).

Desvantagens do Telhado Verde

• Maior custo;
• Mais energia empregada na fabricação;
• Sujeita a vazamentos caso mal instalada;
• Falta de expertise na área;
• Cuidados necessários com o vento e fogo.

O Custo

O telhado verde possui uma variação de preço entre R$100,00 a 150,00/m2 dependendo do tipo e região, e é certamente um custo de implantação inicial maior (geralmente o dobro) do que telhados convencionais ou lajes impermeabilizadas. Olhando superficialmente não parece vantajoso, certo? A vantagem surge se considerarmos o ciclo de vida completo da estratégia, pois sua duração é em média o dobro tempo da opção convencional.

Dificilmente uma solução comum irá durar mais de 20 anos sem manutenção, já o telhado verde, apesar de exigir cuidados específicos e periódicos, pode durar o dobro, além de proteger a laje concentrando e suportando as diferenças de temperatura e insolação.

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Telhado verde do Rockfeller Center’s Rooftop Gardens.© David Shankbone

 

Tipos de Telhados Verdes

Existem 2 tipos principais:

• Intensivo (ou semi): mais espesso e suporta uma maior variedade de plantas. No entanto é mais pesada e exige maior manutenção. A espessura mínima de instalação é de 20cm. Deve-se existir um cuidado especial na consideração dos cálculos estruturais, que considera nos edifícios em concreto armado no Brasil uma carga média de 300kg/m².

green-roof-semi-intensivo
Fonte: Greenroofguide.uk

 

• Extensivo: mais fino e leve, com no máximo 8cm de espessura e coberta tipicamente com forração. É mais viável financeiramente, no entanto não suporta tanta carga de águas pluviais.

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Fonte: Greenroofguide.uk

Telhados Verdes São Totalmente Sustentáveis?

A resposta é simples: SIM e NÃO. Depende do ponto de vista!

SIM, porque possuímos as diversas vantagens já citadas acima.

NÃO, porque a energia empregada e as emissões para a fabricação do telhado verde só será revertida a longuíssimo prazo. Afinal a fabrica irá extrair cada material, transportar para a indústria, fabricar, transportar para a loja, vender, transportar novamente, construir e após o ciclo de vida reciclar, consumindo energia e gerando emissões em cada etapa do processo. O ciclo de vida precisa ser extenso para compensar todo o esforço, o que dificilmente acontecerá.

Claro que medir a energia incorporada em um telhado verde é um trabalho científico gigantesco com tantas variáveis que é como procurar a receita definitiva de feijoada no Google. No entanto, um estudo recente realizado em Chicago demonstrou um gasto de 40.000BTUs para a fabricação e instalação das camadas plásticas impermeabilização e de proteção contra raízes de um telhado verde. Esse custo ambiental será revertido só após 40 anos, ainda considerando que não sejam feitas trocas, apenas manutenções periódicas. Se essa manutenção for bem realizada, pode superar a expectativa de de 20 anos de uma laje impermeabilizada e aí sim começar a trazer os benefícios almejados.

 

Green Roof Layers

Políticas & Políticos

Existem diversas leis e decretos sendo aprovadas na câmaras sugerindo a obrigatoriedade dos telhados verdes com vegetação. É importante atentar-se de forma mais ampla sobre o tema, tanto na questão das variedades de telhados verdes, quanto em procurar incentivar áreas com maior necessidade, como grandes centros urbanos em que existe uma grande necessidade da solução.

Também é importante sugerir normas essenciais, como a ANSI Fire Design Standard, que delimita áreas máximas para evitar a propagação do fogo em grandes centros urbanos, nem a ANSI Wind Design Standard, que sugere usos de espécies e a não utilização para áreas sujeitas a ventos extremos. Além disso o inventivos criados geralmente são pouco vantajosos, geralmente relacionados a um abatimento leve no IPTU, bem diferente dos EUA e outras cidades do mundo onde encontramos incentivos reais de até 50% do valor da instalação.

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Grandes Economias (Financeiras e Humanas!)

A cidade de Chicago possui hoje a maior área de telhados verdes dos EUA. É uma lição que foi aprendida à duras penas, mais precisamente após a onda de calor de 1995 que chegou a 52 graus e vitimou 750 pessoas em um período de apenas 5 dias. O custo de um telhado verde hoje caiu de US$75,00/m² para US$45,00/m², e existe uma facilidade grande na manutenção já que o material é bem difundido.

 

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Foto da cobertura do Chicago City Hall…

 

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…E um visão infravermelha demonstrando a diminuição de temperatura nas áreas de telhado verde.

 

Outros grandes benefícios podem ser encontrados pelos EUA: A fabrica da Ford em Detroit foi fundada no começo do século, com 150.000m². Sua grande área impermeabilizada alagava constantemente, resultando em uma contaminação de um rio da região e criando problemas com a Environmental Protection Agency. A solução foi a instalação de um telhado verde para a contenção pluvial. O custo foi alto, em torno de US$24,00/m² de telhado, mas economizou US$30.000.000,00 em multas e gerando benefícios para a empresa.

Ainda, de acordo com um estudo realizado em Portland, painéis solares instalados sobre telhados verdes podem melhorar sua eficiência em ate 16%. No equipamento descobriu-se que existem condutores que operam melhor em ambientes frescos. É necessário apenas o cuidado na instalação pois as placas precisam ser ancoradas e podem furar a membrana. Para benefícios ainda maiores o telhado verde pode ser combinado também a um sistema de coleta e aproveitamento de águas pluviais.

Conclusões

  • A dica nº1 é utilizar um sistema pré-fabricado com garantia de instalação, ou ao menos uma consultoria especializada.
  • Sobre a escolha de espécies, ela deve ser feita localmente, procurando sempre plantas nativas ou facilmente adaptáveis que requerem menos irrigação. É necessário um cuidado especial para o fator de densidade, insolação e de espécie de cada planta para não tornar a idéia um problema pelo consumo excessivo de água. Sugestões são a grama esmeralda, clusia, aspargo, russélia, entre outras.
  • Outra conclusão é cobrarmos de nossos governantes incentivos que valorizem a instalação de telhados verdes em grandes centros urbanos, assim tornamos o politicamente correto também ambientalmente pertinente.

Fique livre para para fazer o download completo em PDF desta lição, para que você possa ler melhor depois.

Sinergias na Certificação LEEDv4 (New Construction)

No caso de uma busca de certificação LEED, os Telhados Verdes contribuem com uma série de pontuações, entre elas:

  • Lotes Sustentáveis: Proteger ou Restaurar Habitat
  • Lotes Sustentáveis: Maximizar Espaços Abertos
  • Lotes Sustentáveis: Gerenciamento de Água da Chuva
  • Lotes Sustentáveis: Minimizar as Ilhas de Calor
  • Energia e Atmosfera: Performance Mínima de Energia
  • Energia e Atmosfera: Otimizar a Performance Energética
  • Recursos e Materiais: Conteúdo Reciclável
  • Recursos e Materiais: Materiais Regionais

Referências e Fontes

www.nyc.gov/html/dep/pdf/green_infrastructure/gi_annual_report_2012.pdf

www.greenroofs.org

www.greenroofguide.co.uk

Normas Complementares

Artigo publicado originalmente por Filipe Boni em www.2030studio.com e republicado no SustentArqui em Março de 2015.

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Como Promover a Eficiência da Água – Conceitos Básicos

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Este é o primeiro vídeo da nossa série curta sobre Arquitetura Sustentável. Vamos discutir sobre a Eficiência da Água em Edificações.

“A água de boa qualidade é como a saúde ou a liberdade: só tem valor quando acaba.” João Guimarães Rosa

POR QUE É IMPORTANTE?

A percentagem de água potável disponível em nosso planeta e pronta para consumo humano é muito baixa se comparada as demandas de consumo mundiais. Por isso, é extremamente necessário ir atrás de soluções para atingir uma eficiência no consumo de água.

OS ASPECTOS PRINCIPAIS

Quando falamos a respeito de economia de água nos edifícios, diversos aspectos devem ser levados em conta. A água é utilizada em diversos sistemas, como:

  • Abastecimento para consumo humano,
  • Sistemas de ar condicionado,
  • Irrigação de plantas,
  • Limpeza,
  • Outros.

É importante também citar que a economia da água não é apenas sobre ela, também está diretamente relacionada com a economia de energia. Nós devemos pensar que precisamos de energia para o tratamento dessa água, no seu transporte para o edifício e na sua utilização e descarte.

 

Quer saber mais? Veja mais no vídeo!