Mais segurança contra incêndio

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Temos visto inúmeros casos que reforçam a importância de se oferecer mais segurança contra incêndio nas edificações. Não observar o que estabelecem as normas de desempenho e legislações neste sentido podem trazer consequências irreversíveis. Mais do que a perda do patrimônio, os efeitos dos incêndios pode ser a morte ou danos irreparáveis à saúde.

Casos de incêndios ao longo dos últimos anos

Os casos de incêndios de grandes proporções são inúmeros, tanto aqui no Brasil quanto no cenário internacional. Alguns dos mais recentes e marcantes são: 

Boate Kiss

Em janeiro de 2013, a perícia apontou a concepção arquitetônica do espaço como um dos principais fatores agravantes do incêndio. Afinal, a edificação acabou por desfavorecer o escoamento rápido do público na situação de emergência. No total, foram 242 vítimas fatais do ocorrido.

Prédio Wilson Paes de Almeida

A edificação, conhecida como Prédio de Vidro, projetado em 1961, tombado em 1992 e ocupado irregularmente desde 2003 sofreu um incêndio em 1º de maio de 2018. Neste desastre, 7 pessoas morreram e 2 desapareceram. Como consequência do incêndio, deu-se a destruição de 80% da construção vizinha, uma igreja evangélica Luterana. 

Museu Nacional

Por volta das 19h30 de domingo, 2 de setembro de 2018 aconteceu o grande incêndio que acometeu o Museu Nacional. O fogo só foi controlado no fim da madrugada do dia seguinte, segunda-feira, 3 de setembro. Ainda assim, pequenos focos continuaram ardendo, destruindo partes da instalação. 

Como resultado, cerca de 20 milhões de itens do acervo foram totalmente destruídos. Entre eles: fósseis, múmias, registros históricos e obras de arte. 

CT do Flamengo

Em fevereiro de 2019, o CT do Flamengo incendiou-se, vitimando dez adolescentes que atuavam nas divisões de base da agremiação. 

Descobriu-se, posteriormente, que o clube não possuía laudo de aprovação do Corpo de Bombeiros para construir o alojamento naquela área. Com isso, o contêiner onde os jogadores morreram nunca nem mesmo passou por uma vistoria do Corpo de Bombeiros. 

O Ninho do Urubu também não tinha alvará de funcionamento, tendo sido interditado em outubro de 2017. Além disso, foi multado 31 vezes justamente por descumprir a ordem.

Catedral Notre-Dame

Em 15 de abril de 2019, foi a vez da Catedral Notre-Dame ser consumida pelas chamas. Segundo os bombeiros, o incêndio do monumento histórico mais visitado da Europa estaria relacionado, potencialmente, às obras na edificação.

Medidas devem ser tomadas durante o projeto

Muitas vezes, a preocupação em oferecer mais segurança contra incêndio limita-se apenas à aprovação do projeto junto ao Corpo de Bombeiros. Porém, este procedimento se dá somente no final do processo, quando a edificação já está quase toda desenvolvida. Nesta etapa, a maior parte da concepção está pronta, sendo um momento desfavorável para a adequação à algumas questões. Portanto, o ideal é observar as medidas necessárias durante o desenvolvimento do projeto.

Existem inúmeras normas de desempenho relacionadas à segurança contra incêndio que devem ser observadas, além da legislação vigente. A NBR 15575 também contempla esta questão, onde prevê que as edificações devem:

  • Dificultar o princípio de incêndio por descargas atmosféricas, instalações elétricas/gás
  • Apresentar segurança estrutural
  • Dificultar a inflamação por revestimentos, acabamentos e isolamentos internos
  • Possuir sistemas de extinção e sinalização do incêndio
  • Dificultar a propagação do incêndio por unidades contíguas.

Desafios envolvendo a segurança contra incêndio 

O que torna a questão da segurança contra incêndio em edificações ainda mais premente, é a falha na formação de engenheiros e arquitetos. 

Existe a legislação específica e as normas de desempenho, porém o grande desafio é sua observância. Isso porque a prevenção de incêndios tornou-se disciplina obrigatória apenas recentemente. Sem falar que, na maioria das universidades e faculdades, as aulas são eletivas. Assim, os alunos obtém a formação mesmo que não as frequentem.  Por isso, não existem muitos profissionais especializados na área. 

Neste contexto, contar com orientação especializada pode ser fundamental na hora de adequar seu projeto de edificação às normas relacionadas à segurança contra incêndio. A UGreen oferece toda a consultoria e suporte necessários para a aderência a todas as normas relacionadas ao tema.

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Guia para encontrar princípios de incêndio

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Encontrar princípios de incêndio e combatê-los é uma atitude que pode evitar maiores catástrofes. Porém, para tanto, deve-se conhecer bem os tipos de combustíveis motivadores, para escolher a forma correta de fazer o combate. Além disso, é importante entender quando a melhor solução é chamar os bombeiros e deixar o local. Por isso a Ugreen preparou esse guia para te ajudar.

Atenção

Antes de procurar encontrar princípios de incêndio, você precisa observar se a altura do fogo não está muito elevada. Também é importante atentar para a fumaça: ela não deve impedir a visualização do foco ou dificultar sua respiração. Outro fator essencial é a temperatura ambiente, que deve estar suportável, permitindo sua permanência. Em caso contrário, o mais indicado é chamar o Corpo de Bombeiros e abandonar o local. Sua segurança deve estar em primeiro lugar.

Classes de incêndio

Ao encontrar princípios de incêndio, é fundamental saber a melhor forma de extingui-lo. Neste sentido, conhecer as classes de incêndio é extremamente importante. 

Incêndios Classe A

Ocorrem em materiais com características fibrosas ou em combustíveis sólidos. Eles entram em combustão em razão do seu volume, ou seja, em superfície e profundidade. 

Os incêndios de Classe A deixam resíduos, como cinzas ou brasas. Como exemplos deste tipo, podemos citar a madeira, o papel, a borracha, os cereais, os tecidos, entre outros. 

Incêndios Classe B

Nesta classe estão os incêndios ocorridos em combustíveis líquidos ou gases combustíveis. Neles, a queima é feita através da superfície, não deixando nenhum resíduo. 

Aqui estão classificados o GLP, os diversos tipos de óleos, a gasolina, o éter, o butano, entre outros.

Incêndios Classe C

Envolve os incêndios ocorridos em materiais energizados, como transformadores, motores, interruptores e similares.

Os elementos componentes deste grupo oferecem perigo altíssimo à vida quando se procura combater as chamas, isso porque envolve a presença de eletricidade. Contudo, se o equipamento motivador das chamas for desconectado de sua alimentação energética, passa a ser enquadrado na Classe A ou B. Porém, para isso, é preciso que não haja nenhuma bateria interna ou dispositivo que mantenha a energia.

Incêndio Classe D

Os incêndios dessa ordem são aqueles que ocorrem em metais pirofóricos, como rodas de magnésio, potássio, alumínio em pó, titânio, sódio, entre outros. Eles possuem como característica principal o grau elevado de dificuldade de combate.

Incêndios Classe K

Comuns em cozinhas, os incêndios dessa ordem configuram chamas originadas por banha ou óleos próprios à preparação de alimentos.

Existem, ainda, os incêndios de Classe E, que abrangem os materiais químicos e radioativos. Porém, como ainda não possui reconhecimento internacional, não há relevância em citá-la mais profundamente.

Tipos de extintores

Agora já sabemos as classes de incêndio. Podemos, então, passar para  os tipos de extintores ideais para cada uma delas ao se encontrar princípios de incêndio.

Tabela Tipo de extintores

Na classe K – incêndios ocorridos em óleos ou banha – o método de extinção mais adequado é o abafamento. É essencial lembrar que, ao encontrar princípios de incêndio deste tipo, jamais deve-se tentar combater as chamas com água. Isso porque essa classe reage de forma extremamente perigosa a este elemento, podendo causar explosões.

Formas alternativas de agentes extintores

Em alguns casos, é possível que não existam os extintores adequados para combater as chamas. É importante, então, conhecer os métodos de extinção do fogo. 

Extinção por resfriamento

Neste tipo de combate às chamas, deve-se reduzir a temperatura de forma a diminuir o calor. Esta ação visa impedir que o combustível gere gases e vapores, consequentemente se extinguindo. Como principal agente resfriador, podemos citar a água.

Extinção por abafamento

Nesta modalidade, busca-se inibir o contato do comburente (oxigênio, na maioria dos casos) com o combustível. 

Ao encontrar princípios de incêndio alimentados por oxigênio, pode-se utilizar inúmeros materiais. Entretanto, para isso, eles devem impedir o contato do fogo com o ar. O material utilizado também não deve, de forma alguma, servir como combustível para as chamas.

Extinção por isolamento

Este tipo de extinção procura retirar o combustível da reação que está causando o incêndio. Para tanto, oferece duas técnicas:

  • A retirada do material que está queimando
  • A retirada do material que está perto do fogo e que deverá entrar em combustão através dos métodos de propagação.

Extinção química

O incêndio químico é causado por uma mistura de vapores liberados do combustível e comburente. Portanto, neste tipo de extinção, o objetivo é combinar um agente químico específico com a mistura inflamável, a fim de torná-la não inflamável. 

Com isso, podemos dizer que este método não age diretamente em algum elemento do fogo. Seu efeito se dá na reação em cadeia como um todo.

Importância de se conhecer os agentes extintores

Conhecendo os agentes extintores, pode-se improvisar formas de combater as chamas ao se encontrar princípios de incêndio. 

Como por exemplo, ao deparar-se com uma ocorrência classe D. Ao conhecer os agentes extintores, sabe-se que o combustível pode ser coberto com terra, bloqueando o comburente (oxigênio). Ou que, para combater um incidente classe K (uma panela em chamas), sabemos que é possível utilizar um pano molhado para cobrir a superfície. Assim, as chamas são extintas devido ao bloqueio da reação com o oxigênio.

Instruções em casos de emergência

Existem algumas condições que indicam que o melhor é parar de tentar encontrar princípios de incêndio e abandonar o local. Agora, vamos indicar algumas atitudes de segurança para estes casos.

Primeiramente, deve-se ligar para o Corpo de Bombeiros e acionar o botão de alarme mais próximo. Em seguida, busque isolar os materiais combustíveis, proteger os equipamentos e desligar o quadro de luz.

Na presença de fumaça, proteja o nariz e a boca com um lenço ou máscara molhados. Também procure molhar as roupas e calçados que estiver usando.

Em casos de confinamento pelo fogo, mantenha-se agachado, rente ao chão. Isso porque a fumaça começa a se acumular perto do teto.

Se precisar atravessar uma barreira de fogo, procure uma cortina, manta ou lençol e enxarque com água. Feito isso, tente atravessar o mais rápido possível.

Mantenha a calma e lembre-se que você deve deixar o local, sempre descendo – e não subindo – as escadas. Para evitar o risco de quedas, retire calçados de saltos altos e meias escorregadias. Lembre-se de deixá-los em um canto, para evitar acidentes.

Não tire as roupas, exceto as confeccionadas em nylon, e, caso elas se incendeiem, jogue-se no chão e role lentamente. Isso causa abafamento e extinguirá as chamas.

Enfim, é indispensável conhecer todas as saídas de emergência existentes no local, inclusive as rotas de fuga. Igualmente importante é participar das simulações de incêndio, para saber o que fazer no caso da ocorrência deste incidente. 

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