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Quando projetamos espaços internos, não podemos pensar apenas nas últimas tendências ou no benefício de nossos clientes.

É importante compreendermos que nossas intervenções no design de interiores afeta, de forma direta ou indireta, o meio ambiente. Por isso é importante reduzirmos ao máximo nossos impactos ambientais, buscando um equilíbrio entre os resultados belos em projeto com nossa contribuição para o entorno.

Sim, você pode contribuir ainda mais com seus projetos realizando uma decoração sustentável! 🙂

Como podemos fazer isso?

A utilização de materiais orgânicos (madeira, pedra natural) ou materiais rapidamente renováveis (bambu, linóleo, cortiça, que se regeneram em um período máximo de 10 anos) são escolhas óbvias. No entanto é imprescindível irmos mais longe, compreendendo sobre a responsabilidade ambiental na extração e manuseio destes elementos.

Um material pode ser sustentável em sua composição, mas pode ser extraído com uma mão de obra quase-escrava….

Um material pode ser sustentável, mas vir de lugares muito longínquos, utilizando muito combustível…

Um material pode ser sustentável, mas foi fabricado junto com componentes tóxicos que podem afetar a saúde humana…

Compreende até onde vai o problema?

Por este motivo que surgiram diversas etiquetas, normas e certificações que fornecem informações confiáveis sobre a origem dos produtos, ajudando você a identificar aqueles ecologicamente corretos para aplicar em sua decoração sustentável.

O exemplo mais comum é a etiqueta FSC em produtos de madeira, que garante que a sua extração e manufatura foi realizada de forma sustentável.

Outra certificação que vem crescendo muito nesse aspecto é o Cradle to Cradle (C2C), que procura estabelecer “sistemas fechados” no processo de fabricação de um material até o seu descarte.

Isso quer dizer que, se os materiais tradicionais cumprem o processo resumido de “fabricação > uso > aterro sanitário”, agora temos materiais que utilizam o processo de “fabricação > uso > reinserção no mercado”, sem necessitar de grandes intervenções químicas ou físicas para que este produto volte ao seu uso na sociedade.

No processo do Cradle to Cradle são evitados uma série de desperdícios comuns no processo industrial, e são uma forte tendência para as novas gerações de mobiliários que veremos em feiras pelo mundo.

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Existem ainda certificações para edificações, como o LEED, que na sua versão 4 trouxe um grande avanço agregando uma série de certificações de produtos que já impactam positivamente o mercado (EPD`s, Greenscreen, Declare da Living Future Institute, além da FSC e C2C já citadas acima) e incentivando empresas a comunicarem mais transparência dentro de seus processos.

O LEED dividiu essas declarações a nível ambiental pelos EPD`s, a nível de extração de matérias primas e também da saúde desses produtos. Caso você queira compreender mais este tema no conceito do LEED, possuímos uma série de artigos falando sobre este tema de uma forma mais ampla:

ciclo de vida

Compreendendo o Ciclo de Vida dos Materiais

O impacto ambiental de materiais e produtos deve ser avaliado ao longo de todo o seu ciclo de vida – tanto da sua extração, produção, transporte e processamento, até a forma como são descartados após o uso.

Existem ferramentas e certificações que ajudam os projetistas a entender, comparar e avaliar o impacto ambiental de um produto em fases distintas de seu ciclo de vida, como a LCA (Life Cycle Assessment, avaliação do ciclo de vida).

Estas ferramentas geralmente estão distantes da realidade dos designers de interiores, e de certa forma a indústria precisa evoluir muito para comunicar transparência de forma mais prática. No entanto, podemos utilizar de conceitos comuns quando vamos procurar materiais para uma decoração sustentável.

O primeiro deles é a relação com certificações existentes, conforme dito acima. Sim, certificações custam mais para a indústria e acabará geralmente tornando o produto mais caro, mas é a única prova que temos da conformidade deste produto com iniciativas sustentáveis.

É importante compreendermos que as certificações são diversas, e aquelas realizadas por terceiros são mais valiosas do que certificações próprias. Afinal, nossas mamães dizendo que somos bonitos não corresponde exatamente a realidade.

A reutilização de produtos é outra estratégia valiosa para redução dos impactos ambientais. Isso vale tanto para produtos dentro do projeto quanto para produtos que seriam descartados em outra obra.

E aqui entramos na importância da regionalidade dos materiais para a decoração sustentável. Buscar produtos extraídos, fabricados e vendidos em regiões próximas evita o consumo excessivo do transporte de veículos. Um produto sustentável fabricado na China obviamente chegará ao Brasil menos sustentável.

E caímos aqui na questão da reciclagem. Se não podemos reutilizar e precisamos adquirir produtos novos, podemos dar preferência para aqueles que são feitos com produtos reciclados ou que possam tornar-se recicláveis com mais facilidade. E precisamos valorizar principalmente os produtos reciclados após o uso, já que eles são muito mais difíceis de serem fabricados do que produtos reciclados com o uso de produtos reciclados dentro do próprio processo de fabricação.

Conclusão

Os designers de interiores têm muito poder em suas mãos quando falamos sobre a redução de impactos ambientais. Os recursos preciosos do planeta são limitados, então a mentalidade do simples descarte de produtos para uma substituição assim que ele sai da moda não é algo justificável nos dias de hoje.

Felizmente, designers que seguem as tendências mundiais pela decoração sustentável estão se tornando cada vez mais conscientes da necessidade do pensamento sustentável, e estão interessados nas tendências como o reuso, a reciclagem e o reaproveitamento. Ao invés de descartar objetos “fora de moda”, mas ao mesmo tempo muito funcionais, eles criam novas maneiras de trazer a esses produtos uma nova vida.

Com uma abordagem mais ligada ao conceito do Cradle to Cradle (do berço ao berço), podemos diminuir drasticamente os impactos ambientais dos nossos produtos, minimizando ou até eliminando o desperdício, gerando economia não apenas para o nosso cliente, mas uma maior resiliência de nossa sociedade.

Quer saber mais sobre Decoração Sustentável?

Leia nossos outros artigos:

Parte 1: Decoração Sustentável pela Biofilia

Parte 2: Decoração Sustentável pela Eficiência Energética

Parte 3: Decoração Sustentável pela Flexibilidade e Durabilidade

Parte 4: Decoração Sustentável pela Qualidade Interna do Ar

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Maio 24, 2018

1 responses on "Estratégias Para um Design de Interiores Sustentável - Parte 5: Redução dos Impactos Ambientais"

  1. Antônio Carlos de SouzaMaio 28, 2018 at 11:30 amResponder

    Importantíssimas essas informações, obrigado por disponibilizar material tão rico em informações.

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