Algoritmos na Arquitetura

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O Que São Algoritmos na Arquitetura?

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Você gosta de chá?

Quem não gosta, certo?

Então vamos dizer que você resolva fazer um chá de camomila para relaxar depois de um dia cheio de trabalho.

Se você já fez um chá, você conhece como é o processo.

Os ingredientes são:

  • Uma xicará.
  • Uma água.
  • Um sachê.

Você esquenta a água, coloca o sachê, e pronto. O chá de camomila está pronto.

Como você sabe, existe uma fórmula para se fazer um chá. Um processo que pode ser repetido…e sempre quando você o fizer, uma vez, duas, mil vezes….você terá um chá.

Mas houve um problema. Você não percebeu, mas escolheu um sabor errado. Você sem querer fez um chá com o sabor de hortelã ao invés do chá de camomila.

Você agora possui duas escolhas:

  1. Uma é você tomar o chá de hortelã e esquecer do chá de camomila.
  2. Outra é jogar fora todo o chá de horrelã e fazer o chá de camomila.

Mas se você é como Marty Mcfly, você teria outra possibilidade. Você poderia pegar o seu Delorean e voltar no tempo. Quando você chega no passado, você apenas grita da janela para você mesmo 5 minutos mais novo:

“- Presta atenção e pega o sachê de camomila!”

Você volta para o presente e tem um chá de camomila quentinho esperando por você.

Mas….e se você pudesse fazer mais do que um simples chá…e pudesse utilizar esse poder para seus projetos de arquitetura?

HOJE VOCÊ IRÁ APRENDER SOBRE ARQUITETURA POR ALGORITMOS. O QUE VOCÊ DESCOBRIRÁ:

  • O que é isso.
  • Algumas possibilidades.
  • Programas que permitem realizar esses passos.
Bonus em PDF: Este Artigo possui 1.598 palavras. Clique para fazer o download completo em PDF desta lição, para que você possa ler melhor depois.

Elementos paramétricos estão se tornando cada vez mais parte da arquitetura, demonstrando possibilidade de marcar as próximas décadas de forma bastante impactante.

A indústria da construção busca na grande maioria das vezes o máximo resultado com o mínimo de recursos, promovendo uma racionalização industrial, linhas predominantemente retas e a economia de elementos. A complexidade arquitetônica é considerada inúmeras vezes inviável pela dificuldade do raciocínio espacial nessa concepção e na sua posterior transição para a construção. Nossos projetos são realizados por linhas ou elementos estáticos, resultante de linhas de comando que, quando são colocadas no papel ou no computador, não são feitos para sofrerem mutação.

Um exemplo…quando você desenha uma parede, ela está no eixo x, y e z, e quando você move essa parede no seu projeto, você necessita invariavelmente alterar outras paredes para que o projeto se torne algo funcional e harmônico. Então sua mente consegue pensar nessa complexidade até um certo limite, e é por isso que sistemas complexos demais não são bem vindos, pois dificultam as alterações no desenvolvimento de um projeto que acontecem em 90% das vezes, e também podem gerar riscos aos custos e ao cronograma de uma construção.

Como resultado a pratica da arquitetura é um reflexo direto desse modus operandi que busca a simplificação. Apesar de possuirmos ao nosso dispor o bom e velho croqui, que facilita a intuitividade da criação, o desenvolvimento do projeto final é geralmente elaborado em plataformas vetoriais como o Autocad, passando pelos benefícios das plataformas 3D e de forma mais comum hoje por BIM.

Essas plataformas geram benefícios imensuráveis aos nossos projetos, pois sistematiza e comunica de forma universal o projeto para todos os envolvidos, mas em contrapartida perde-se uma parte do âmbito criativo, afinal o arquiteto torna-se querendo ou não refém das limitações de cada plataforma como elas foram programadas pelos seus desenvolvedores. Existe sempre uma grande distância do lampejo criativo do que pode ser executado de fato, principalmente em plataformas mais arrojadas, mas mais “travadas” como o BIM.

O QUE É

A parametrização de elementos arquitetônicos, ou também a chamada de arquitetura por algoritmos, vem nos auxiliar para nos levar muito mais longe na concepção e desenvolvimento de nossos projetos, alinhando a complexidade a uma linguagem cada vez mais aceita no mercado. O abstrato e o preciso se tornam mais próximos, e sua criatividade pode ir ainda mais longe do que sua própria imaginação com o auxílio de algoritmos.

Parametrização é uma aproximação matemática para a arquitetura, elaborada por meio de algoritmos. Resumindo, é uma programação do seu raciocínio de projeto. Junte ele e sua intenção arquitetônica e você pode criar uma “fórmula” para seu projeto ou elemento arquitetônico, que pode ser vista, analisada e revisada tanto no começo quanto no final do processo, gerando inúmeras possibilidades, e o mais importante, sem retrabalho. Diferente do que acontece hoje…que é que se uma mudança ocorre, ocorre também um grande retrabalho.

Aqui nós podemos brincar a vontade com o “e se”? E se o edifício possuísse 11 pavimentos? E se cada pavimento possuísse ele tivesse três metros e quinze ao invés de três metros? E se o edifício rotacionasse 2 graus por pavimento? Como seria a estrutura, como seria o conforto térmico, como seria a construtibilidade desses elementos? Você poderia analisar essas questões com muito mais facilidade.

torre evolutiva
Torre evolutiva. Por soma architects.

 

Finalizando essa programação de projeto, seus parâmetros poderiam ser modificados com facilidade, transformando o projeto em um “organismo vivo” resistente as diversas mudanças que o projeto geralmente sofre em seu desenvolvimento. Elementos que fazem parte do raciocínio de projeto, como áreas, pavimentos, detalhes de envoltória, todos podem ser revistos. Se, por exemplo, possuímos um código de lajes curvas e complexas que resultam em vigas de 60cm mas o projeto estrutural foi modificado para 65cm, o parâmetro pode ser ajustado com um único comando, modificando automaticamente todas as partes relacionadas.

POTENCIALIZANDO O RACIOCÍNIO COM PLUGINS

É possível instalar “plugins” dentro desse seu raciocínio de projeto programado para otimizar uma abertura de janela perfeita para a quantidade de lux em cada ambiente do edifício…e se ele rotacionar 1 grau, ele é re-analisado novamente, e se rotacionar 2 mais uma vez, e assim por diante.

Os programas mais utilizados nessa programação mais avançada é o Grasshopper, que hoje possui integração com o Archicad, e em segundo lugar o Dynamo que possui integração com o Revit. Ambos os programas possuem suas particularidades e estão ficando cada vez mais compatíveis com metodologias de projeto mais conservadoras.

O conceito da parametrização se torna possível hoje por consequência da convergência tecnológica, cujos os fatores principais são o desenvolvimento da tecnologia de processadores que permitem tais cálculos, a evolução dos sistemas de corte CNC e a computação na nuvem. A viabilidade do sistema é obtida com a transferência segura dessas informações para a aplicação na indústria e a posterior construção, possibilitando programar tudo até mesmo para uma separação em partes ou mesmo a impressão em 3D.

 

algoritmos
Demonstração do uso do Plugin DIVA para análise da luz natural.

 

UMA RE-REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

A parametrização não é um contraponto para a racionalização da industria. É na verdade uma evolução desse pensamento industrial, que leva esse raciocínio para um novo patamar procurando se aproximar mais com o ser humano e suas exigências, atendendo de forma mais profunda questões como o conforto térmico, ambientes personalizados e a sustentabilidade.

Existe a vantagem de aceitar a inserção de variáveis geralmente muito complexas para serem considerados em projetos usuais, possibilitando embutir nesse código elementos reativos a simulação energética, ensaios de iluminação, melhores visuais, análise estrutural e a racionalidade construtiva quase que em tempo real, e de forma simultânea.

Um brise por exemplo pode até mesmo ser calculado levando em consideração todo o ambiente ao redor e selecionados individualmente conforme seleção natural por meio de milhares de cálculos até o encontro da melhor solução, da mesma forma que um peixe encontrou sua forma atual em sua evolução por meio de um processo contínuo relacionado as variações do ambiente natural, como densidade da água, espécies locais e predadores em potencial.

Algoritmos devem estar longe de ser tratados como mero formalismo. Eles ajudarão cada vez mais arquitetos a levar seu design para mais longe, sistematizando de uma forma única e otimizada um processo predominantemente industrial. Como resultado teremos soluções mais adequadas, exaltando nossas questões individuais em um mundo onde as diferenças estão sendo cada vez mais aceitas.

É mais um passo na transição da era da Produção em Massa para a Customização em Massa, em que termos a liberdade de criar produtos personalizados para qualquer pessoa com as facilidades que a indústria nos fornece, sem precisar perder essas qualidades.

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telhado verde

algoritmos na arquitetura

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10 Motivos Para Você Ser um Arquiteto

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10 motivos ser um arquiteto

 

PESSOAS ADORAM LISTAS…

Discos, filmes, auto-ajuda…então resolvi criar uma também. Iria começar dizendo 10 razões para não ser um arquiteto, mas como todos só falam de crise atualmente, resolvi deixar para a próxima.

Aqui estão as 10 Razões Para Você Ser um Arquiteto (ou continuar sendo):

1. A prática está sempre evoluindo.

É impressionante o que a arquitetura evoluiu desde que concluí a faculdade, em 2005. Apesar de sabermos que o surgimento de várias tecnologias ocorreu muito antes disso, na última década observamos o estabelecimento do BIM, a parametrização por algoritmos e todo o tipo de análise por simulação, além da popularização de estratégias sustentáveis e certificações.

2. É um estilo de vida.

Assim como os metaleiros, arquitetos criam seu próprio círculo social, onde interagem e até mesmo procriam dentro deste nicho próprio (sou um exemplo). Existem ainda padrões comportamentais específicos, como observar o teto dos ambientes, criar teorias arquitetônicas que solucionariam problemas reais do mundo e tentar consertar geometrias estranhas no imaginário.

3. Nós geramos medo (e consequentemente respeito).

Muitas pessoas nos observam como uma espécie de Gandalf urbano: eles sabem que estamos vendo algo que elas não estão, em qualquer lugar. Essa “visão além do alcance” vale especialmente para visitas em suas residências…e eles sabem que não vão solucionar essa questão simplesmente lavando a louça ou arrumando a sala.

4. Podemos ser nosso próprio chefe.

É possível empreender muito como arquiteto, principalmente devido a conectividade da internet e o número de especializações que surgiram na última década. Você não precisa necessariamente trabalhar com projeto arquitetônico: pode trabalhar com certificações, gerenciamento, modelagem em BIM, compatibilizações ou mesmo projetar dentro de um nicho bem específico, como casas sobre rios ou restaurantes em container.

5. Você não será substituído por um robô tão cedo.

De acordo com esta pesquisa, arquitetos possuem a chance de 1,8% de serem automatizados. Claro que o motivo pode ser porque robôs não tem muito interesse neste tipo de trabalho, mas é um bom sinal de que seu trabalho será requisitado mesmo com o surgimento da Skynet.

arquiteto

 

6. Você pode realizar loucuras sem ir para o hospício.

Nem todas as pessoas esperam isso de um arquiteto, mas compreendem. Na contratação de um arquiteto, existe uma expectativa de que a proposta saia do lugar comum como um todo ou pelo menos um pequeno detalhe.

7. Você se relaciona com pessoas felizes (bem…quase sempre). 

Pessoas procuram arquitetos para progredir, seja na vida pessoal ou profissional. Sua proposta traz qualidade de vida para pessoas que vão viver ou trabalhar em espaços por dezenas de anos. Cada vez mais a questão da qualidade dos ambientes a longo prazo é compreendida na sociedade. Ser um arquiteto é diferente de um médico ou um advogado, que são procurados geralmente quando acontece algum problema.

8. Você ganha a vida sendo criativo.

Claro que um bom projeto existe uma grande parcela de gerenciamento e trabalho duro, mas existe uma parte muito prazerosa ligada a criatividade que não existe em muitas profissões. A criatividade pode vir da forma, da função, das análises dos condicionantes urbanísticos, ambientais e legislativos. Pode surgir até mesmo de uma ótima história contada pelo cliente. Todos os elementos são combustível para um bom projeto.

9. Você tem a liberdade para se vestir como quiser.

Hoje ser um arquiteto não é uma vantagem tão clara, pois afinal atualmente todos se vestem e utilizam acessórios que os caracterizariam facilmente como malucos em décadas passadas. De qualquer forma, com a exceção de ambientes corporativos, você não sofrerá muito julgamento caso queira deixar uma barba de 1m de comprimento, tatuar grande parte do corpo ou ter o cabelo pintado de rosa.

10. Cada projeto é um stonehenge em potencial.

Queremos que nossos projetos excedam a questão “simplória” de gerar qualidade de vida para o usuário. Queremos que o projeto traga qualidade de vida para o entorno onde está localizado e que faça uma diferença positiva no mundo. Parece pretensioso, mas essa mentalidade não deixa de ser um ótimo combustível para aspirantes a arquitetos até mesmo profissionais bastante experientes. Vamos juntos nessa?

Telhado Verde: O Guia Completo

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Telhado Verde: Uma Estratégia Com Vantagens Diversas

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O telhado verde é, talvez apenas abaixo das placas fotovoltaicas, o detalhe construtivo mais comentado no mundo da sustentabilidade. Suas vantagens são amplamente discutidas, como ajudar a evitar as ilhas de calor, as emissões de gases do efeito estufa e conter alagamentos.

No entanto, muitas vezes é encontrada uma dificuldade de entendimento dessa estratégia para o cidadão comum, que procura apenas conhecer a viabilidade dessa solução para sua casa ou edifício. Logicamente, este conselho possui grandes chances de não ser obtido de forma totalmente imparcial por um vendedor.

Iremos Abordar:

• A diferença de Telhado Verde Intensivo e Extensivo;
• Apontar as vantagens e desvantagens do telhado verde perante outras opções de telhado;
• Ilustrar as partes e a função do sistema;
• Demonstrar quando o telhado verde PODE ou NÃO PODE SER sustentável;
• Comentar sobre os incentivos políticos;
• Identificar sinergias com outras estratégias de green building.

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O termo ‘Telhado Verde’ é comumente utilizado para descrever telhados cobertos com vegetação. No entanto o sistema é muito mais amplo: coberturas com painéis solares, brancas com alta emissividade e refletividade ou até mesmo telhados com telhas shingle de grande duração podem ser considerados telhados verdes.

O termo correto seria ‘Telhado Verde com Vegetação’, mas se o termo é amplamente utilizado em todo o lugar, nós é que não iremos mudar, então chamaremos aqui também de Telhado Verde…

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Um outro tipo de telhado verde, os ‘cool roofs’

 

fotovoltaico
Telhados fotovoltaicos também podem ser considerados telhados verdes.

Vantagens do Telhado Verde

• Diminui as ilhas de calor;
• Regula a drenagem de águas pluviais, mais do que diversos outros sistemas de captação;
• Sequestra o gás carbônico e produz oxigênio;
• Cria e preserva habitats;
• Isolamento térmico e resfriamento por evaporação;
• Atrativos e na moda (mas não são feitos para pisar!).

Desvantagens do Telhado Verde

• Maior custo;
• Mais energia empregada na fabricação;
• Sujeita a vazamentos caso mal instalada;
• Falta de expertise na área;
• Cuidados necessários com o vento e fogo.

O Custo

O telhado verde possui uma variação de preço entre R$100,00 a 150,00/m2 dependendo do tipo e região, e é certamente um custo de implantação inicial maior (geralmente o dobro) do que telhados convencionais ou lajes impermeabilizadas. Olhando superficialmente não parece vantajoso, certo? A vantagem surge se considerarmos o ciclo de vida completo da estratégia, pois sua duração é em média o dobro tempo da opção convencional.

Dificilmente uma solução comum irá durar mais de 20 anos sem manutenção, já o telhado verde, apesar de exigir cuidados específicos e periódicos, pode durar o dobro, além de proteger a laje concentrando e suportando as diferenças de temperatura e insolação.

green roof
Telhado verde do Rockfeller Center’s Rooftop Gardens.© David Shankbone

 

Tipos de Telhados Verdes

Existem 2 tipos principais:

• Intensivo (ou semi): mais espesso e suporta uma maior variedade de plantas. No entanto é mais pesada e exige maior manutenção. A espessura mínima de instalação é de 20cm. Deve-se existir um cuidado especial na consideração dos cálculos estruturais, que considera nos edifícios em concreto armado no Brasil uma carga média de 300kg/m².

green-roof-semi-intensivo
Fonte: Greenroofguide.uk

 

• Extensivo: mais fino e leve, com no máximo 8cm de espessura e coberta tipicamente com forração. É mais viável financeiramente, no entanto não suporta tanta carga de águas pluviais.

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Fonte: Greenroofguide.uk

Telhados Verdes São Totalmente Sustentáveis?

A resposta é simples: SIM e NÃO. Depende do ponto de vista!

SIM, porque possuímos as diversas vantagens já citadas acima.

NÃO, porque a energia empregada e as emissões para a fabricação do telhado verde só será revertida a longuíssimo prazo. Afinal a fabrica irá extrair cada material, transportar para a indústria, fabricar, transportar para a loja, vender, transportar novamente, construir e após o ciclo de vida reciclar, consumindo energia e gerando emissões em cada etapa do processo. O ciclo de vida precisa ser extenso para compensar todo o esforço, o que dificilmente acontecerá.

Claro que medir a energia incorporada em um telhado verde é um trabalho científico gigantesco com tantas variáveis que é como procurar a receita definitiva de feijoada no Google. No entanto, um estudo recente realizado em Chicago demonstrou um gasto de 40.000BTUs para a fabricação e instalação das camadas plásticas impermeabilização e de proteção contra raízes de um telhado verde. Esse custo ambiental será revertido só após 40 anos, ainda considerando que não sejam feitas trocas, apenas manutenções periódicas. Se essa manutenção for bem realizada, pode superar a expectativa de de 20 anos de uma laje impermeabilizada e aí sim começar a trazer os benefícios almejados.

 

Green Roof Layers

Políticas & Políticos

Existem diversas leis e decretos sendo aprovadas na câmaras sugerindo a obrigatoriedade dos telhados verdes com vegetação. É importante atentar-se de forma mais ampla sobre o tema, tanto na questão das variedades de telhados verdes, quanto em procurar incentivar áreas com maior necessidade, como grandes centros urbanos em que existe uma grande necessidade da solução.

Também é importante sugerir normas essenciais, como a ANSI Fire Design Standard, que delimita áreas máximas para evitar a propagação do fogo em grandes centros urbanos, nem a ANSI Wind Design Standard, que sugere usos de espécies e a não utilização para áreas sujeitas a ventos extremos. Além disso o inventivos criados geralmente são pouco vantajosos, geralmente relacionados a um abatimento leve no IPTU, bem diferente dos EUA e outras cidades do mundo onde encontramos incentivos reais de até 50% do valor da instalação.

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Grandes Economias (Financeiras e Humanas!)

A cidade de Chicago possui hoje a maior área de telhados verdes dos EUA. É uma lição que foi aprendida à duras penas, mais precisamente após a onda de calor de 1995 que chegou a 52 graus e vitimou 750 pessoas em um período de apenas 5 dias. O custo de um telhado verde hoje caiu de US$75,00/m² para US$45,00/m², e existe uma facilidade grande na manutenção já que o material é bem difundido.

 

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Foto da cobertura do Chicago City Hall…

 

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…E um visão infravermelha demonstrando a diminuição de temperatura nas áreas de telhado verde.

 

Outros grandes benefícios podem ser encontrados pelos EUA: A fabrica da Ford em Detroit foi fundada no começo do século, com 150.000m². Sua grande área impermeabilizada alagava constantemente, resultando em uma contaminação de um rio da região e criando problemas com a Environmental Protection Agency. A solução foi a instalação de um telhado verde para a contenção pluvial. O custo foi alto, em torno de US$24,00/m² de telhado, mas economizou US$30.000.000,00 em multas e gerando benefícios para a empresa.

Ainda, de acordo com um estudo realizado em Portland, painéis solares instalados sobre telhados verdes podem melhorar sua eficiência em ate 16%. No equipamento descobriu-se que existem condutores que operam melhor em ambientes frescos. É necessário apenas o cuidado na instalação pois as placas precisam ser ancoradas e podem furar a membrana. Para benefícios ainda maiores o telhado verde pode ser combinado também a um sistema de coleta e aproveitamento de águas pluviais.

Conclusões

  • A dica nº1 é utilizar um sistema pré-fabricado com garantia de instalação, ou ao menos uma consultoria especializada.
  • Sobre a escolha de espécies, ela deve ser feita localmente, procurando sempre plantas nativas ou facilmente adaptáveis que requerem menos irrigação. É necessário um cuidado especial para o fator de densidade, insolação e de espécie de cada planta para não tornar a idéia um problema pelo consumo excessivo de água. Sugestões são a grama esmeralda, clusia, aspargo, russélia, entre outras.
  • Outra conclusão é cobrarmos de nossos governantes incentivos que valorizem a instalação de telhados verdes em grandes centros urbanos, assim tornamos o politicamente correto também ambientalmente pertinente.

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Sinergias na Certificação LEEDv4 (New Construction)

No caso de uma busca de certificação LEED, os Telhados Verdes contribuem com uma série de pontuações, entre elas:

  • Lotes Sustentáveis: Proteger ou Restaurar Habitat
  • Lotes Sustentáveis: Maximizar Espaços Abertos
  • Lotes Sustentáveis: Gerenciamento de Água da Chuva
  • Lotes Sustentáveis: Minimizar as Ilhas de Calor
  • Energia e Atmosfera: Performance Mínima de Energia
  • Energia e Atmosfera: Otimizar a Performance Energética
  • Recursos e Materiais: Conteúdo Reciclável
  • Recursos e Materiais: Materiais Regionais

Referências e Fontes

www.nyc.gov/html/dep/pdf/green_infrastructure/gi_annual_report_2012.pdf

www.greenroofs.org

www.greenroofguide.co.uk

Normas Complementares

Artigo publicado originalmente por Filipe Boni em www.2030studio.com e republicado no SustentArqui em Março de 2015.

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Você sabe o que todo arquiteto tem em comum? Todos nós começamos do Zero. Zero clientes. Zero projetos. Zero reconhecimento.

Mas ficar próximo de “zero” por semanas, meses, até mesmo anos pode ser um sentimento péssimo, especialmente quando nós sentimos que “estamos fazendo tudo certo” e nos esforçamos para criar projetos autorais.

Após uma pesquisa que realizei com meus leitores, ouvi coisas do tipo:

  • Quero trabalhar em projetos mais relevantes. Vejo muitos arquitetos ampliando seus escritórios e me sinto como se fizesse tudo certo, mas ainda me esforço muito para crescer.
  • Não faço ideia de como atrair novas audiências. Sei que eles estão em algum lugar, mas não consigo fazer eles me perceberem. Sinto que tentei todas as estratégias, mas clientes maiores simplesmente parecem não entender nada do que digo.
  • Estou desmotivado. Me preocupo que já existam tantos arquitetos “experts” no mundo. Me pergunto “quem mais precisa de mais um arquiteto”? Sinto que nunca serei capaz de me destacar e realizar uma diferença real no meio de toda a massa.
  • Quero crescer meu escritório, mas todos os conselhos parecem super abstratos e vagos. Gostaria de conversar com alguém sobre o que fazer.

Algumas dessas afirmações lhe soa familiar? Esses são exatamente os comentários de uma pesquisa recente que realizei. E existem muuuuitos comentários como esses. Basicamente, se você é um arquiteto e procura crescer seu número de clientes e o tamanho de seus projetos, você não está sozinho.

Afim de ajudar, criei um curso de 7-dias chamado ‘Como Entender a Anatomia de Grandes Projetos Pode Propulsionar sua Arquitetura’, que inclui idéias para crescer seu número de clientes e a escala dos seus projetos. Ah, já disse que é gratuito

Não é um curso simples. Inclui materiais complementares em pdf e bastante material escrito, para lhe dar conselhos sobre como fazer diferente, e o mais importante, como fazer. Estou muito feliz com o lançamento do curso e sei que será algo sem igual para todos que trabalharem com afinco, querendo entender como trabalhar em projetos maiores, aumentar o número de clientes e criar um escritório de arquitetura incrível.

Clique aqui para assinar ao Curso de 7 Lições.

Se você está tão excitado pelo curso como eu estou em apresentar, você pode compartilhar o curso gratuito com seus amigos clicando aqui ou nos ícones abaixo.

Obrigado por ser focado em seus objetivos. Espero que você ame o curso!

A Importância do Projeto de Qualidade Interna – Conceitos Básicos

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  • Por que privilegiar a Qualidade Interna é primordial?
  • Como a qualidade interna do ambiente afeta diretamente na qualidade de vida de quem ocupa um edifício?
  • Ainda, como afeta os custos gerados durante o ciclo de vida da edificação?

Assista ao vídeo para saber mais.

A Escolha de Materiais para a Sustentabilidade – Conceitos Básicos

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Materiais e Recursos

Hoje nós vamos abordar o tema de Materiais. Como abordar materiais sustentáveis em nossos projetos?

VOCÊ APRENDERÁ SOBRE:

  • Os tipos de materiais sustentáveis que você pode e deve utilizar em seus projetos.
  • Parâmetros para qualidade:
    • Características desses materiais.
    • De onde eles vem.
    • Como é o seu processo de produção.
    • Como são seus ingredientes químicos.
    • Se utilizam uma mão de obra que não prejudica a vida das pessoas.

Veja mais no vídeo!

Promovendo a Eficiência Energética em nossos Projetos – Conceitos Básicos

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Bem-vindo ao terceiro vídeo da nossa séria sobre arquitetura Sustentável. Vamos falar sobre estratégias gerais para a melhoria do uso de energia em edificações.

O QUE VOCÊ APRENDERÁ:

  • Os benefícios do porquê devemos pensar sobre eficiência energética em todo projeto que formos criar.
  • Terá um contato com os principais conceitos do tema.
  • Abordaremos rapidamente algumas das diversas estratégias que você pode realizar para atingir uma eficiência energética em seu projeto.

Livro é Destaque em Grandes Veículos Nacionais

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O ebook gratuito ‘Como Realizar Arquitetura Sustentável’ foi destaque em diversas mídias nacionais importantes, como o CicloVivo, IAB-Tocantins, Canal Sustentável e Bonde.

Veja mais:

Veja a Notícia no Ciclovivo

Veja a Notícia no Bonde

Veja Notícia no IAB-Tocantins

Veja a Notícia no Canal Sustentável

Gostaríamos de agradecer todo o apoio, e teremos muito mais por vir! 🙂

Livro Gratuito é Destaque no PROCEL

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Livro é destaque no site do PROCEL! 🙂

“Brasil – O e-book “Como Realizar – Arquitetura Sustentável” é uma boa opção para quem está pensando em construir gerando os menores impactos possíveis. O livro foi escrito pelo arquiteto Filipe Boni e se baseia nos princípios do LEED para promover construções eficientes e sustentáveis.

O manual traz diretrizes para quem quer começar a obra do zero e também para aqueles que já têm um projeto, mas querem deixá-lo melhor. Ele é fruto de mais de doze anos de experiência em construções e certificações ambientais para imóveis. O livro conta com 76 páginas, divididas em dez capítulos. Em cada bloco um tópico diferente é abordado.”

Veja Mais AQUI!