Sustentabilidade pelo Mundo: Live com Deepa Parekh

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Sustentabilidade pelo Mundo: Live com Deepa Parekh

Muitos profissionais da construção civil possuem dúvidas como é trabalhar com sustentabilidade pelo mundo. Você também possui esta dúvida?

Nesta última quinta-feira a Sami realizou uma Live pelo Instagram com Deepa Parekh, arquiteta e LEED AP de Mumbai, Índia. Ela trabalha na EDS Global, empresa de consultoria em sustentabilidade que atua em mais de 10 países pelo mundo, entre eles EUA, China, Índia, Turquia, além de vários trabalhos envolvendo normas governamentais para a sustentabilidade.

Foi um papo interessante e animado sobre a sustentabilidade pelo mundo, onde elas discutiram principalmente o mercado na Índia e como a EDS Global se posicionou como uma das empresas mais importantes de lá.

Alguns itens abordados na Live:

  • Como é trabalhar com sustentabilidade do outro lado do mundo.
  • Como a Deepa e a EDS Global se iniciou no mercado sustentável.
  • Como eles obtiveram oportunidades governamentais atuando neste mercado.
  • Por que consultorias podem manter as pessoas dentro dos seus propósitos sustentáveis.
  • Os clientes possíveis dentro deste mercado.
  • Como eles transicionaram de consultores para educadores do mercado.
  • Quais são as certificações mais comuns na Índia (e não é tão diferente do Brasil).
  • Como é aplicar a sustentabilidade em outros países do mundo.
  • Como o país vem crescendo em número de projetos certificados LEED.
  • As oportunidades e desafios do mercado sustentável.
  • Alguns estudos de caso de projetos com base em desempenho pelo mundo.
  • As responsabilidades do arquiteto para trazer projetos de maior qualidade ambiental e habitabilidade.
  • A importância de repassar conhecimentos para profissionais da área.

Assista clicando no vídeo:

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Após assistir ao vídeo, você gostaria de comentar o que achou logo abaixo?

Ao Seu Sucesso!

Filipe Boni e Sami Meira da UGREEN

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Norma de Desempenho: Um Guia Para Profissionais (Com Checklist)

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Norma de Desempenho: Um Guia Para Arquitetos, Engenheiros e Construtores

Você atua com projetos, fornecimento de materiais, incorporações ou construções?
Portanto, deve saber que cumprir com a Norma de Desempenho é imprescindível. Pertinente para garantir habitações eficientes e também para se prevenir de riscos.
 
Se você ainda não conhece a Norma de Desempenho ou os seus detalhes mais importantes, saiba que você está no lugar certo.
 
Continue lendo para saber tudo sobre a norma e como elevar o padrão de seus projetos ou empreendimentos.

Um Breve Histórico

A norma foi publicada em julho de 2013, estabelecendo requisitos para edificações residenciais. Foi resultado de um trabalho de mais de 15 anos para o PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat).
 
Porém, vale ressaltar que a NBR 15.575 não é um padrão isolado. É um compêndio de centenas de outras normas como a ISO, ANSI, ASHRAE, ASTM, Eurocode, além de diversas normas da própria ABNT.
 
Portanto, diversos critérios da Norma de Desempenho referenciarão outras normas. Por consequência a discussão torna-se mais profunda e ampla do que muitos imaginam. Inclusive, a curva de aprendizado dos profissionais pode-se tornar bastante extensa e confusa.

Seu Impacto e Importância

Cada vez mais o consumidor é amparado com leis que o defendam contra serviços insatisfatórios. O Código de Defesa do Consumidor é o mais conhecido, e com a construção civil isto não poderia ser diferente.
 
Podemos dizer que a nbr 15.575 protege consumidores sobre a qualidade do produto adquirido. Neste caso, uma edificação residencial.
 
A norma é obrigatória para edificações residenciais, independente do sistema construtivo. O seu descumprimento pode gerar multas, processos, obrigatoriedade de reparos ou trocas. Em outras palavras, muita dor de cabeça para o construtor que não cumprir com estas regras.

Desde sua implementação, pode-se dizer que a norma já contribuiu para:

  • Uma maior disciplina entre critérios construtivos.
  • A redução da subjetividade entre o que pode ser considerada uma boa construção.
  • A consciência dos profissionais da construção civil sobre critérios de conforto ambiental.
  • A instrumentalização do Código de Defesa do Consumidor. Este tem por onde recorrer caso algum elemento de sua moradia não atenda o requisito mínimo.
  • A redução da concorrência predatória entre construtoras. Muitas baixavam a qualidade de seus empreendimentos para obter maior competitividade no mercado.

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A Responsabilidade é de Quem?

  • Fornecedor de insumos, materiais, componentes ou sistemas: caracterizar o desempenho dos seus produtos conforme a norma.
  • Projetista: estabelecer a Vida Útil de Projeto (VUP) de cada sistema que compõe a norma (estrutura, vedações, etc). Especificar materiais, produtos e processos que atendam ao menos os critérios de desempenho mínimo. Estas considerações devem estar todas no projeto e/ou memorial de cálculo.
  • Construtor e incorporador: cabe ao incorporador identificar riscos previsíveis (contaminação do lençol freático, erosão, etc). Para ambos, cabe a elaboração do Manual de Uso, Operação e Manutenção da edificação.
  • Usuário: sim, ele também possui responsabilidades! Deve realizar a manutenção de acordo com NBR 5674 e o Manual de Uso entregue pela Incorporadora.
Como podemos perceber, grande parte das incumbências recaiu para os projetistas. Portanto, eles precisam conhecer os critérios de projeto, especificações e detalhamentos.
 
Em outras palavras, é crucial conhecermos todos os requisitos da NBR 15575 de edificações. Você está pronto para conhecê-los?

Os Requisitos da Norma de Desempenho

A ABNT NBR 15575 possui seis partes bem distintas, que estão divididas em:

  1. Requisitos Gerais
  2. Sistemas Estruturais
  3. Sistemas de Pisos
  4. Sistemas de Vedações Verticais
  5. Sistemas de Cobertura
  6. Sistemas Hidrossanitários
Para melhorar a sua compreensão sobre estes critérios, veja o mapa mental abaixo. Ele apresenta a Primeira Parte da NBR15575, os Requisitos Gerais.
 
Amplie cada elemento de acordo com sua preferência.

Parte 1: Requisitos Gerais (clique nos pontos para ampliar)

Como podemos ver, esta primeira discute os principais requisitos do usuário. Eles podem ser divididos em 3 partes:

1) Segurança na Norma de Desempenho:

Nesta categoria podemos encontrar as estratégias que tratam sobre:

  • Desempenho Estrutural
  • Segurança contra Incêndio
  • Segurança no Uso e Operação

2) Habitabilidade na Norma de Desempenho:

É certamente o núcleo da NBR 15575. É aqui que entenderemos sobre as adequações térmicas de acordo com as zonas bioclimáticas.
É também onde avaliaremos a iluminação natural e artificial mínima para os ambientes. Avaliaremos ainda os requisitos acústicos dependendo da localização da habitação.
Além destas questões trataremos temas como:
  • Estanqueidade
  • Desempenho Térmico
  • Desempenho Acústico
  • Desempenho Lumínico
  • Saúde, Higiene e Qualidade do Ar
  • Funcionalidade e Acessibilidade
  • Conforto Tátil e Antropodinâmico

3) Sustentabilidade na Norma de Desempenho:

É analisada principalmente a relação da vida útil (VUP) dos elementos da edificação.

Por exemplo, a vida útil mínima para a estrutura é de 50 anos. Vedações verticais externas de 40 anos. Cobertura 20 anos, entre outros elementos.

Logo, nesta parte trataremos de temas dos sistemas prediais, como:

  • Durabilidade
  • Manutenibilidade
  • Adequação Ambiental

A Inter-relação Entre Partes da Norma de Desempenho

É importante citar que todas as categorias citadas da NBR 15575 possuem inter-relações.

Um exemplo é a NBR 9050, que trata sobre acessibilidade em edificações. Atender esta norma irá impactar positivamente diversas categorias. Alguns exemplos são o “Conforto Tátil e Antropodinâmico”, ou “Funcionalidade e Acessibilidade”.

Outro exemplo é atender os critérios de Desempenho Estrutural. Este irá afetar positivamente itens como Estanqueidade e também Durabilidade.

Itens que podem ser aprimorados pela Estanqueidade são o Conforto Térmico e Acústico. Isso acontece devido à redução de juntas que poderiam acarretar na entrada do ar ou som nos ambientes.

Portanto, atender os critérios da NBR 15575 gera a melhoria da qualidade não apenas de elementos isolados. Gera a melhoria na própria edificação e da construção civil na totalidade.

Principais Desafios da Norma de Desempenho

Um dos maiores benefícios da Norma de Desempenho é fornecer uma maior importância para os projetos. A conceituação, formatação e apresentação correta das especificações tornam-se imprescindíveis.

Os resultados de concepção são superiores, e devem ser seguidos pelos construtores.

Aqui está um dos principais desafios, que é a integração entre as disciplinas. A troca de informação é crucial para que o resultado saia de acordo com as expectativas da norma e de seus usuários.

Portanto, deve ser priorizada a gestão adequada para as etapas iniciais de projeto. O Processo Integrativo pode gerar resultados mais próximos aos critérios da norma.

O Processo de Revisão Iniciado em 2018

A norma entrou em processo de revisão oficialmente em setembro de 2018. Seu foco está na segurança contra incêndio, desempenho térmico, lumínico, acústico e durabilidade. Outro destaque é o código de vedações verticais internos e externos.

Haverá uma busca de maior harmonização com outras normas. Exemplos são a NBR 9077 (Saídas de Emergência), NBR 5413 (Iluminância de Interiores), e normas estaduais de bombeiros.

Entre as possíveis revisões estão:

  • Desempenho térmico. A troca das 8 zonas bioclimáticas para 24 grupos bioclimáticos. Outra revisão será sobre a precisão das análises computacionais.
  • Desempenho lumínico. Uma maior precisão sobre os critérios de avaliação, para que as simulações tornem-se mais precisas.
  • Desempenho acústico. O aperfeiçoamento da classificação de ruído para o efeito da determinação da isolação sonora da fachada de dormitórios.

Quais São os Riscos do Não Atendimento a NBR 15.575?

O risco do não atendimento à NBR 15.575 é alto. A verdade é que a partir de 2013, todos os profissionais que projetarem ou construírem fora dos critérios da NBR 15575 estão correndo sérios riscos:

  • Indenizações da construtora ou projetistas para moradores.
  • Maior taxa de rejeição do imóvel.
  • Multas de entidades envolvidas a Defesa do Consumidor.
  • Necessidade de trocas ou ajustes em elementos do empreendimento.

Logo, o ideal é estar atento a todos os critérios estabelecidos pela norma.

Como Atender a Norma de Desempenho?

Conhecer os aspectos da Norma de Desempenho é dever de todos os profissionais.

Portanto, o cumprimento da norma depende de todos os profissionais envolvidos, cada um dentro de sua própria responsabilidade.

Não se trata apenas de adequação para projetistas e construtores. Trata-se de tornar seus projetos mais habitáveis, eficientes e sustentáveis.

No entanto, muitos profissionais ainda encontram dificuldades de atendimento à NBR 15.575. O que eles mais sofrem são:

  • Insegurança diária ao realizar seus projetos.
  • Incerteza sobre os elementos construtivos especificados.
  • Retrabalhos para readequações de projetos para a NBR.
  • Maiores custos nas especificações pelo receio da não adequação.
  • Falta de agilidade nas especificações por falta de ferramentas.
  • Insegurança jurídica sobre as obras após construídas.

Este é um problema que pode ser sanado rapidamente em qualquer empresa. A solução é a obtenção de uma educação adequada sobre estes requisitos e as ferramentas para realmente implementar as correções necessárias de forma assertiva.

A melhor fase, que gera menos custos e as melhores oportunidades, é logicamente a Fase de Projeto, onde podemos simular as entregas e analisar os resultados.

Você está pronto para iniciar esta jornada?

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Vendas Para Arquitetos: Como estabelecer um processo?

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Vendas para Arquitetos: Por que Tantos Erros?

Milhares de arquitetos tentam vender seus serviços de uma forma preguiçosa. Como resultado, geram baixas vendas e um baixo valor para suas empresas.

Isso acontece porque eles não possuem um processo de vendas definido para tornar um desconhecido em cliente, e mais do que isso, não possuem uma chamada para ação no momento certo para que estes resultados aconteçam.

Se você procura obter mais clientes para seus produtos e serviços, precisa pensar neste processo como um profissional. Veja a nossa história e aprenda como levar isso para o seu negócio.

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O que vamos cobrir neste vídeo:

  • Por que você precisa uma chamada para a ação clara para seus serviços.
  • Porque uma chamada para ação para pessoas frias em redes sociais deveria ser um crime.
  • Se o seu serviço presta, você deve ser OBRIGADO a vende-lo.
  • A diferença entre quem fica sobre o lago e daqueles que mergulham fundo.
  • Ocasionalmente você deve derrubar as pessoas que estão encima do muro.
  • Assim como no AutoCAD, um purge na vida pode poupar uma grande dor de cabeça.
  • Os maiores erros em vendas para arquitetos.

Você pode assistir o vídeo sobre vendas para arquitetos e me dizer o que você acha nos comentários abaixo?

Ao seu Sucesso!

Filipe Boni da UGREEN

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Direto da Expo Revestir – Materiais Sustentáveis: A Importância da sua Transparência e Otimização para a Construção Civil

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Assista nossa palestra na íntegra logo abaixo!

Muitos acreditam que materiais sustentáveis possuem relação apenas a sua composição ou seu processo industrial de fabricação. Como resultado, poucos sabem especificar materiais considerando critérios sustentáveis legítimos em seus projetos.

Considerando que arquitetos, engenheiros e designers são o elo entre a indústria e seus clientes, consideramos crucial apresentar os aspectos que caracterizam materiais verdadeiramente sustentáveis e acima disto, elucidar onde estamos neste processo.

A UGREEN teve o prazer de comparecer a convite da Incepa para dividir seus conhecimentos para os participantes na Expo Revestir, no dia 14 de março de 2019. Assista a palestra na íntegra abaixo.

O que abordamos na palestra na Expo Revestir:

    1. Porque a sustentabilidade é só o começo de um processo maior.
    2. As peças que estão distantes e estão se juntando (e como você pode se aproveitar disso).
    3. Como este conhecimento pode elevar seu patamar competitivo, principalmente entre grandes empresas.
    4. Por que é tão difícil conhecermos todos os critérios sustentáveis de produtos.
    5. O processo que deve ser realizado para projetos e produtos regenerativos.
    6. Os impactos principais que os materiais geram desde seu estado bruto até seu destino.
    7. Os critérios essenciais de análise: EPDs, Práticas de Extração e Ingredientes Materiais.
    8. Quem escolhe por beleza e preço está sendo superficial.
    9. Porque todas as certificações estão indo para o mesmo caminho.
    10. Porque este processo irá durar além das certificações ambientais.
    11. O convite que todos os presentes da palestra da Expo Revestir receberam.
  1. Uma visão do futuro para os arquitetos, engenheiros e designers.

Boa palestra!

 

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Redes Sociais para Arquitetos: Você Está Fazendo Isto Errado

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Redes Sociais para Arquitetos e Engenheiros: Você Está Fazendo Isto Errado

Pessoas normais tendem em acreditar em redes sociais como um espaço para chamar a atenção de prospectos e convida-los para o fechamento de projetos ou consultorias.

Isto é errado, além de uma gigantesca perda de tempo. É como se você estivesse pescando com uma isca pouco apetitosa e puxando o anzol antes do peixe fisgá-lo.

Se você procura vencer obtendo projetos consistentes e de maior valor, precisa pensar diferente. Grandes profissionais possuem uma estrutura poderosa por trás das suas postagens para direcionar a atenção, mantê-la e principalmente direcioná-la para seus serviços.

Este video irá mostrar como você pode brincar com este fogo também!

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Aqui está o que vamos cobrir:

  1. A forma que você deveria estar atuando em redes sociais é oposta ao que você faz hoje.
  2. Os 3 princípios das redes sociais que foram projetados para sua dependência.
  3. Um grande valor é muito mais importante que um grande texto ou imagem…
  4. Porém, um grande valor não significa nada quando direcionado para as pessoas erradas.
  5. Como utilizar as redes sociais sem que isso afete sua vida profissional.
  6. Quer ser ajudado? Ajude os outros.
  7. Confidente e paranóico. Focado e disperso.
  8. Quer obter mais valor em seus projetos? Torne-se um educador.
  9. As redes sociais para arquitetos, engenheiros ou designers é apenas um passo de um processo maior.
  10. O processo de 7 passos para você realizar isto de um jeito claro e consistente.

Você pode assistir o vídeo e me dizer o que você acha nos comentários abaixo?

Ao seu Sucesso!

Filipe Boni da UGREEN

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3 Passos Fundamentais Para Você Se Diferenciar Verdadeiramente na Construção Civil

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3 Passos Fundamentais Para Você Se Diferenciar Verdadeiramente na Construção Civil

Caro leitor,

Este talvez seja o meu artigo mais transparente sobre tudo o que aprendi estudando os negócios da construção civil nos últimos 3 anos.

Talvez você estranhe a honestidade brutal do que vou te contar. Porém, tenho certeza de que se você ler todo o meu estudo, compreenderá um padrão. Um padrão que diferencia profissionais sem sucesso de outros que parecem obter resultados com muito mais facilidade.

Caso você queira ter mais controle sobre o seu destino profissional, aprenderá também sobre um processo. Um processo de 3 partes que, quando rigorosamente sistematizado, pode te ajudar a obter grande diferenciação no seu mercado.

É claro que muitos iniciam a vida profissional com mais “sorte”, como uma família abastada ou a convivência com bons contatos. No entanto, esta ciência mostrou-me que a nossa sorte também pode ser fabricada, independente da nossa condição. E você verá como isso pode ser feito na sua condição profissional também.

Neste artigo, vamos abordar:

  • Por que alguns profissionais, por mais dedicados que sejam, não obtém sucesso (incluindo alguns dos nossos alunos).
  • O processo de 3 partes que gera resultados consistentes para quem o aprende e — importante — o aplica.
  • No que falhamos miseravelmente no nosso processo educacional dentro da UGREEN.
  • Como consertamos estas falhas e estamos gerando muito mais resultado para os nossos alunos.
  • Como você pode usar esta estrutura, tanto por conta própria quanto utilizando o nosso processo.

O padrão Que Descobri Estudando os Melhores

Sempre considerei que o sucesso nos negócios era destinado para pessoas que tinham um talento especial. Um grupo distinto de profissionais comunicativos, extrovertidos e inteligentes. Um padrão bem distante da minha pessoa — tímida, pouco comunicativa e sem grandes destaques durante a vida.

Porém, a grande verdade é que estas técnicas podem ser estudadas e implementadas, obviamente com resultados variáveis dependendo do seu estágio na carreira e habilidade de implementação destes novos aprendizados.

No entanto, a minha maior descoberta está longe de ser essa…

A minha maior descoberta é que, muito mais importante do que aprender uma técnica e tornar-se excelente nela, é implementar um conjunto de estratégias e interliga-las, em uma ordem que gera o que chamo de “empilhamento de valor.”

É algo que você faz bem, que leva para outra coisa que você é bom e que resulta em outra, como um processo industrial.

É aqui que a sorte pode ser fabricada e melhorada, dia após dia.

Quando observamos as nossas ações profissionais dentro de um processo, podemos medi-las, ajustar os pontos fracos e melhorar. A sua capacidade de análise e consistência nas ações é que vai determinar o seu sucesso ou fracasso.

Este é o motivo que encontramos profissionais extremamente talentosos, mas que não conseguem crescer profissionalmente. Eles são muito bons numa parte, mas extremamente negligentes em outra.

É como belíssimos vasos de porcelana numa fábrica que são fabricados cuidadosamente, mas se despedaçam no setor de embalagem por falta de controle nas esteiras.

Ser bom em apenas uma etapa do processo pode ser ótimo quando você é um funcionário — como fui por muitos anos — mas é extremamente prejudicial quando você é um empresário.

As boas notícias é que este processo pode ser aprendido por qualquer um. No meu caso, tornei-me empresário apenas com 34 anos. Antes disso sempre fui funcionário e tentava ser o melhor dentro desta função. Portanto, não foi um aprendizado fácil e natural.

Tive um grande investimento de tempo e financeiro (que prefiro não revelar) para estudar grandes nomes do mercado como Frank Kern, Neil Patel, Aaron Fletcher, Russell Brunson, Dennis Yu, Mike Dillard, entre outros.

Precisei também ter bom discernimento para ficar longe de tantos outros empresários que possuem uma visão completamente errônea e contrária sobre o que deveria ser empreendedorismo, que é sobre trazer um grande valor para o maior número de pessoas.

Separei tudo o que realmente funcionava para fornecedores de serviços da construção civil e sistematizei num processo com 3 passos, que você pode ver no desenho abaixo.

O Que Significa Esta Escada?

Esta escada representa os passos que precisamos vencer para obter sucesso como prestadores de serviços para construção civil.

Estes estágios foram separados em:

  1. Propósito
  2. Disciplinas em Negócios
  3. Competência profissional (aqui voltado para o conhecimento em sustentabilidade para a construção civil, que é o foco da UGREEN).

Cada passo consiste em diversos blocos, como um LEGO. A junção destes blocos é que dará consistência para este “Empilhamento de Valor”. Um empresário que possui esta consistência terá um propósito muito claro, saberá como alimentar a sua empresa sem medo de não possuir mais clientes, entregará um ótimo serviço e manterá uma curva de crescimento por muitos e muitos anos.

Já o contrário, como um empresário que possui um grande propósito, entrega um ótimo serviço, mas que não sabe estabelecer processos para trazer clientes com consistência na sua empresa…

Este sempre terá problemas de crescimento, não importa o seu conhecimento e talento dentro da sua função.

Quer saber como cada etapa deste “lego” funciona?

Você vai entender cada uma dessas partes e a sua importância em 1 minuto. Mas antes…

O Mundo Comum

Vamos começar pela base. O mundo comum está no pavimento térreo, e representa onde a maioria das pessoas está hoje. Alguns buscando motivação, um diferencial de carreira ou um emprego novo. Estão a procura do seu propósito e geralmente trabalham com o único objetivo de pagar as contas.

Lembrando que isto não é problema algum. Pode ser que estas pessoas não tenham grandes ambições na carreira, tenham problemas maiores para resolver ou apenas outras prioridades. Mas a verdade é que pessoas assim terão dificuldade em crescer, porque não compreendem exatamente para onde estão indo.

Após termos ciência da nossa realidade e de um objetivo, chegamos no primeiro passo que qualquer profissional de sucesso precisa realizar, que é…

1. Propósito

São as pessoas que já possuem um objetivo bem definido. Com um propósito, podem discernir melhor o mercado em que atuam e trabalhar com mais assertividade na sua identidade profissional, criando processos internos e estabelecendo uma disciplina que permite a resolução mais rápida dos problemas dos seus clientes.

São pessoas que, por acreditarem verdadeiramente em algo, conseguem transmitir com mais clareza sua mensagem e tornam todos a sua volta mais consciente dos seus objetivos.

Portanto, o propósito é o inicializador de tudo. Definirá a sua identidade, autoimagem, crenças, consciência das suas ações, pensamentos e comportamento.

Porém, não só é de propósito que vivemos. Quando fundei a UGREEN em 2016, estava cheio de propósito, mas nem de longe isso era suficiente para estabelecer uma empresa séria e que sobrevivesse no hostil mercado da construção civil.

Precisava buscar mais… caso contrário não sobreviveria e teria que voltar para um emprego, provavelmente reclamando que o mundo é muito injusto e “o Brasil não está preparado para aprender sustentabilidade”.

É aqui que entra a segunda etapa do processo.

2. Disciplinas de Negócios

Profissionais que aprendem disciplinas de negócios possui maior probabilidade de realizar estratégias mais bem sucedidas e desenvolver serviços que atendam a demanda dos seus clientes.

Também poderão estabelecer processos assertivos em marketing e vendas, driblar a concorrência, criar ferramentas para o seu negócio e analisar as métricas que realmente importam para continuar crescendo.

As disciplinas de negócios são o elo entre o seu propósito e a sua prática. Elas é que realmente vão tornar possível você trabalhar em mais projetos, consultorias e ganhar bem com elas, e não apenas sobreviver.

É importante ressaltar que um negócio pode até se tornar grande, mas nunca irá gerar um impacto significativo no mundo sem a etapa 1: Propósito.

No máximo, será um celeiro de empresários vazios como as centenas que conhecemos, pensando só em vendas, métricas e retorno sobre o investimento.

No entanto, o contrário é completamente verdadeiro. Um grande propósito sem conexão direta com uma boa visão de negócios, voltada para resolução de problemas reais dos seus clientes, também não leva empresas para lugar algum. É por este motivo que tantas empresas com propósitos sustentáveis falham, porque não conseguem apresentar ofertas que solucionem os grandes problemas do seu mercado.

Um exemplo de empresa com propósito, mas sem análise completa do seu negócio:

Vamos dizer que adoro surfar e por este motivo irei ensinar outras pessoas, para que elas tenham um passatempo saudável e maior qualidade de vida. O propósito é claro, e alinhado com a minha vontade. Ótimo! Porém, será que este é um grande problema que as pessoas querem ver a solução? Não podemos ser egoístas pensando apenas no nosso propósito e não observarmos o que os nossos clientes realmente querem ver resolvido.

Uma boa visão de negócios é voltada para a entrega de grandes serviços, validações constantes com o seu público e escalabilidade. É focado em valor real, métricas e resultados concretos, não em números ilusórios como popularidade social, algo que está levando pessoas para a total confusão.

Como uma observação, na UGREEN nunca encontramos correlação entre crescimento das redes sociais com número de vendas. Diversos profissionais que também convivi e estudei — alguns multimilionários — também não encontraram.

3. Competência Profissional

É a etapa final, e que mais aprendemos na faculdade. Estudamos ANOS para sermos bons naquilo que queremos exercer: arquitetura, engenharia, design…

… e saímos da faculdade com preparação para enfrentarmos o mercado de trabalho. Alguns saem melhores que outros.

É extremamente triste ver profissionais que obtêm muitos clientes e demonstram completo despreparo para exercer a sua função. Soluções ruins, atraso nas entregas, má compatibilização, encontramos de tudo. E você sabe mais do que eu que profissionais assim existem aos montes por aí.

No entanto, muitos profissionais que não obtêm resultado nas suas carreiras consideram que o problema principal é a falta de estudo APENAS nesta etapa do processo. É claro que estudar nunca é ruim, deve ser um processo constante. Para exercer a sua função com maestria é obrigatório que você continue evoluindo.

No entanto, será que não precisamos olhar também outras etapas?

É importante clareza, para que o seu vaso de porcelana elaborado com extremo cuidado seja descoberto pelas pessoas e não fique estocado nos fundos de uma loja, contando com a sorte.

Abaixo você encontra um mapa mental com o resumo dos 3 passos e as habilidades internas que precisamos desenvolver para nos diferenciarmos na construção civil:

Nosso Erro Fatal

Na UGREEN, percebemos um problema sério na questão do ensino em construções sustentáveis. Um grande problema, um público buscando a solução por todo o Brasil e um deficit imenso de entrega.

Muitos queriam descobrir estes temas para fazer melhor nos seus projetos ou consultorias, mas não tinham acesso. Hoje, centenas de profissionais estudaram conosco através de diversas mídias, como ebooks gratuitos, ou de forma bastante aprofundada através dos nossos cursos. Gente desde o Acre até o Rio Grande do Sul, passando por países como Portugal, El Salvador e Angola.

Ensinamos desde 2016 conhecimentos para uma melhor competência profissional (Etapa 3) dos nossos alunos. Processos, softwares, leis, normas e certificações sustentáveis, para que eles pudessem fazer grande diferença lá fora.

Os nossos alunos puderam aprender como projetar de forma eficiente, realizar interiores sustentáveis ou trabalhar em certificações. Beneficiaram com mais conforto e economia os seus clientes, o planeta, diferenciando-se dos concorrentes e também colocando mais dinheiro nos seus bolsos.

Porém, o nosso maior erro foi não ter ensinado cursos voltados para a Etapa 2 (Estratégias de Negócios) e estabelecer mais reforço na Etapa 1 (Propósito). Acreditávamos que o nosso foco deveria estar apenas na formação técnica de qualidade, que era nosso principal conhecimento, e as outras disciplinas eles precisariam procurar em outro lugar.

Como resultado, formamos profissionais com extrema competência na área de construções sustentáveis, mas que muitas vezes não conseguiam obter os projetos que gostariam de realizar. Que não conseguiam comunicar o valor dos seus serviços, encontrar novos clientes ou se diferenciar dos concorrentes com aquilo que hoje fazem tão bem.

Por este motivo, compreendemos que ensinar estratégias voltadas para a Etapa 1 e 2 (Propósito e Competência Profissional) seria extremamente importante para estes profissionais.

No entanto, para ensinar um processo, você no mínimo precisa passar por ele também e ter atingido sucesso consistentemente. Descobrir como criar bons serviços, encontrar clientes do zero, vender e obter sucesso sucessivamente, até estabelecer padrões que funcionaram e que podem ser ensinados para outros, para que eles realmente tenham realização nos seus negócios.

Em 2016 nós definitivamente não estávamos aptos a fazer isso. Tínhamos que passar por um processo. Hoje, não apenas criamos uma empresa nova, mas crescemos muito em pouco tempo, e continuamos crescendo consistentemente.

Alguns irão dizer que é sorte.

Já eu, vou dizer que é um processo.

Afinal, não apenas desvendamos como ensinar construções sustentáveis com competência. Mas aprendemos como levar uma mensagem forte para milhares de pessoas e estabelecer um negócio que cresce mesmo num mercado hostil para novos empresários.

Isso foi obtido após dezenas de testes, alinhamentos de propósito, ajustes de público alvo, descobertas de clientes em potencial, centenas de e-mails escritos e testados, automações, anúncios que falharam e que depois funcionaram muito bem…

… para finalmente, a obtenção de clientes expressivos (Grupo Boticário, Incepa e TEICH são alguns) e entregas que excederam expectativas.

O Seu Sucesso e Escala

90% dos profissionais falham por não conseguir exercer bem as suas funções dentro das 3 etapas.

Acreditamos que somos os profissionais mais bem preparados para apresentar processos em todas as 3 Etapas, para a realização de projetos e consultorias de sucesso na construção civil. Que geram impacto, lucratividade e escala.

E você também pode ter este processo. De forma comprovada, validada e com acompanhamento da nossa equipe.

Clique no botão abaixo para saber mais.

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Ventilação Natural em Edificações: Um Guia Para Arquitetos

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Responda rápido:

↪︎ Uma boa ventilação natural garante uma maior saúde em nossos espaços?

A resposta é fácil: sim. Sabemos que o fluxo adequado de ventilação natural nos espaços é essencial para a saúde humana.

Porém, existe uma regra geral para edifícios em climas frios ou quentes de que, quanto mais ventilação, mais energia é necessária para condicionar adequadamente um ambiente.

Isso acontece porque a ventilação leva consigo parte da energia que foi utilizada para aquecer ou diminuir a temperatura de um espaço, necessitando de um maior uso para mantê-lo agradável.

Então quais são os desafios que precisamos combater para obtermos saúde e ao mesmo tempo um projeto energicamente eficiente?

Se você ler todo este artigo, vai descobrir…

  • Quais são as maiores dificuldades para o uso da ventilação natural.
  • Algumas das principais estratégias utilizadas.
  • Como podemos ir mais a fundo e sermos mais assertivos antes de considerarmos ventilação natural, mecânica, ou ambos, em nossos projetos.

Vamos lá?

Um problema difícil de ser tratado

Um estudo realizado em Harvard indica que edifícios verdes oferecem uma maior taxa de renovação de ar e por consequência, um menor nível de CO2 nos espaços.

As funções cognitivas tornam-se superiores quando os níveis de CO2 são reduzidos. Os itens que mais se destacam estão:

  • Atividades de nível básico.
  • Resposta a crise.
  • Uso da Informação.
  • Atividades estratégicas.

Mesmo com este nível de consciência, muitos sistemas mecânicos falham em fornecer ar fresco com uma taxa de renovação do ar adequada para seus ocupantes.

Quais são os principais problemas encontrados?

1. Um vício do processo tradicional de projeto.

Nós, como arquitetos, muitas vezes pensamos em nossas fachadas como um objeto contemplativo para fotos bonitas. Intensa utilização de vidro, pouco sombreamento e aberturas que não são projetadas para uma entrada e saída de ar efetiva pelos conceitos já conhecidos da ventilação cruzada e efeito chaminé.

É importante compreendermos este potencial, e a melhor forma de fazermos isto é observarmos o clima:

  • Quais são as direções que agem os ventos predominantes?
  • Quantas horas do ano podemos utilizar a ventilação natural em uma temperatura adequada?
  • Quais são as principais estratégias bioclimáticas indicadas?

Informações deste tipo podem ser encontradas facilmente no Brasil no site do Projeteee, e é certamente um bom lugar para começarmos.

A segunda questão é que a ventilação natural está extremamente ligada com a iluminação natural.

Portanto, podemos verificar desde os projetos conceituais se são possíveis plantas-tipo com orientação adequada e menor profundidade (máximo entre 7,5 – 8m). Desta forma podemos obter uma planta mais eficiente a nível de iluminação e ventilação.

Caso seja possível, o próximo passo é avaliarmos a viabilidade. Podemos utilizar ventilação natural, ventilação mecânica ou um modo misto?

Esta análise é extremamente importante e não podemos avaliá-la de modo pontual, apenas considerando o presente. Ambientes estão em constante transformação e podem afetar também nossos espaços. Alguns dos aspectos em destaque são:

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Poluição

É um aspecto que pode prejudicar drasticamente uma estratégia de ventilação natural. Em certas regiões do mundo, como diversas cidades da China, simplesmente não podemos contar com ventilação natural dentro dos edifícios sem um sistema de filtragem.

A poluição pode ainda ser variável durante o dia tanto a nível de intensidade quanto de poluentes químicos predominantes, dificultando uma estratégia assertiva de ventilação natural para mitigar estes efeitos.

Pode ainda afetar mais certas orientações, como algumas vias de trânsito intenso, ou mesmo certas alturas. Tende a permanecer em alturas mais baixas, então edificações altas podem usufruir do benefício da ventilação natural sem ser tão afetada.

Uma questão social relevante é que a baixa qualidade do ar muitas vezes está ligada a regiões com baixo poder aquisitivo, pois tentem estar próximos a fábricas ou rodovias. Nestes casos, dificilmente podemos contar com a ventilação natural sem algum tipo de controle rigoroso ou um partido de projeto mais apurado.

Já para ambientes onde a poluição é amena, uma forma de diminuir este impacto é a utilização de paredes verdes, que funcionam como um sistema de filtragem natural dos poluentes.

Acústica

É claro que, abrindo nossas janelas, teremos interferências acústicas que podem afetar bastante os usuários dependendo de onde sua edificação esteja localizada.

Usuários de escritórios com plantas abertas sofrem ainda mais, por este motivo é recomendável seguir boas práticas para controle de reverberação e transmissão sonora dos espaços.

Mudanças climáticas

Outra questão de grande relevância. Um sistema de ventilação natural pode ser adequado hoje, mas pode não ser amanhã, de forma que as temperaturas tendem a ficar mais altas.

Resiliência urbana

Outra questão muito importante: caso uma cidade sofra por falta de energia, edificações que possuam um sistema de ventilação natural continuam funcionando de maneira eficaz, ao contrário de edificações que confiam totalmente em sistemas mecânicos.

2. Falta de previsibilidade

Outro problema da ventilação natural é que ela não é totalmente previsível.

Como analistas de edificações, sabemos que uma das questões mais difíceis de serem avaliadas em uma simulação são as questões de conforto térmico. Dependendo do clima ou do tipo de edificação – como aquelas com muito vidro, por exemplo – existe dificuldade em analisarmos com precisão se uma estratégia é efetiva pelos softwares atuais.

Somando estes fatores com a ventilação natural, que muda de intensidade, sentido e temperatura durante o dia e no decorrer do ano, esta análise torna-se ainda mais difícil de ser realizada com precisão.

Alguns profissionais podem até dizer que a ventilação natural não funciona para edifícios de escritórios, mas a verdade é que eles ainda não conseguem compreendê-la totalmente. É por este motivo que muitos preferem trabalhar em ambientes totalmente previsível e controlável pela ventilação mecânica.

3. Estratégia Passiva ou Ativa?

Apesar de ser chamado de sistema passivo, a verdade é que uma fachada com ventilação natural acaba sendo uma envoltória ativa, afinal, atribui aos ocupantes da edificação o controle do seu conforto.

E se existe o controle humano, também existe o erro humano.

Sim, existem diversos pesadelos que ocupantes de uma edificação podem enfrentar por não haver um controle adequado nos sistemas da edificação.

Caso os usuários não saibam o que fazer enquanto os sistemas de automação são utilizados, por exemplo, pode haver um aumento desnecessário no consumo de energia.

Para combater estes problemas, uma estratégia eficiente e cada vez mais acessível são os sensores de ocupação com luzes que indicam quando os níveis de CO2 estejam baixos, alertando os usuários para a abertura das janelas.

Ainda assim, os ocupantes podem simplesmente esquecer de abrir a janela. Por este motivo, é imprescindível a educação dos usuários no controle dos seus espaços.

4. Custo

Muitos empresários não gostarão da ideia de pagarem por uma edificação ventilada mecanicamente em conjunto com um sistema de ventilação natural. Parecerá um custo desnecessário.

Até porque as cargas térmicas da edificação são dimensionadas conforme as piores horas – quando estará bastante quente/frio e não podemos confiar na ventilação natural – não gerando economia significativa no sistema de ar condicionado.

É por este motivo que muitos optam em apenas manter o ambiente controlado pela ventilação mecânica, com a vantagem de não ter que lidar com a poluição que a ventilação natural poderá trazer.

Os custos adicionais que uma edificação de uso misto terá são uma modelagem de CFD, controles como sensores de ocupação e atenuadores de vento, janelas operáveis e também um partido arquitetônico que usufrua deste sistema, com plantas de menor largura conforme dito anteriormente.

Mas existem grandes vantagens: menos equipamentos serão necessários caso a edificação possa usufruir de ventilação natural o ano todo. Haverá ainda uma sinergia com outros sistemas, como a iluminação natural e vistas de qualidade.

Outro fator que pode contribuir positivamente é o uso de economizadores, levando um pouco de ventilação natural em uma edificação ventilada mecanicamente. Podemos obter uma boa economia de energia quando a ventilação natural é utilizada de forma eficiente em conjunto com a mecânica.

5. Calor e Umidade

É um conceito bastante simples: se possuímos 32oC em um ambiente externo, a ventilação natural irá levar 32oC para dentro da edificação. Por este motivo a ventilação natural será difícil de ser utilizada o ano todo em edificações.

Uma estratégia que pode ser adotada é resfriamento evaporativo, resfriando o ar pelo aumento da sua umidade. Porém, em climas climas quentes e já úmidos, como na amazonia, esta ação não se torna possível.

Outra possibilidade interessante é o uso de árvores ou mesmo de paredes verdes entre a edificação e os ventos predominantes. Estes elementos tendem a diminuir a temperatura do ar antes que este adentre a edificação.

Conclusão

A ventilação natural é essencial para a saúde dos seres humanos. Uma taxa superior de ventilação garante uma melhoria drástica nas funções cognitivas, porém, é necessário uma análise criteriosa para que os objetivos sejam atingidos com eficiência.

Portanto, simulações computacionais são imprescindíveis e devem ser encaradas como um processo natural do fluxo de projeto de arquitetos e consultores.

E você, está pronto para mudar este paradigma?

 

Fontes:

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Composteira: O Guia Completo

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O guia completo da composteira: uma alternativa para o lixo orgânico

“Se os resíduos orgânicos descartados em um ano no Brasil fossem submetidos em processos de tratamento como uma composteira, as emissões reduzidas seriam o equivalente à retirada de sete milhões de automóveis das ruas”. – CBN

Muitos associam a reciclagem apenas a resíduos secos: papel, plástico, vidro e assim por diante.

Mas o lixo orgânico também possui um potencial enorme de ser reaproveitado. Nos aterros sanitários e lixões, ele produz gás metano, o que é muito prejudicial à natureza. Por esse motivo, iniciativas individuais de compostagem são uma alternativa à redução da poluição.

A compostagem é mais simples que a reciclagem e pode ser realizada dentro de casa.

Ter uma composteira doméstica permite que você obtenha adubo rico em nutrientes, além de contribuir com o meio ambiente.

Ficou com vontade de ter sua composteira, mas não sabe por onde começar?

Confira aqui neste artigo tudo o que você precisa saber para começar hoje mesmo a compostar seu lixo orgânico.

Você vai aprender:

  1. Os benefícios de ter uma composteira
  2. Como funciona a compostagem
  3. Categorias de composteira: qual a mais adequada para você
  4. O que pode jogar na composteira
  5. O que fazer com o produto final da compostagem

Sabendo disso, você estará pronto para fazer a sua parte na redução da poluição e colaborar para um mundo mais sustentável!

1. Os benefícios de ter uma composteira

As vantagens da composteira vão muito além da questão ambiental, ela também traz ganhos econômicos e sociais.

Aqui estão listados os principais benefícios:

  • Pode reduzir pela metade o lixo gerado na sua casa, dependendo de seus hábitos alimentares.
  • Minimiza a emissão de poluentes tanto nos aterros sanitários, quanto no transporte de lixo.
  • Você terá adubo em casa de forma fácil e gratuita.
  • Reduz os custos da coleta de lixo da sua cidade.
  • Para empresas, é uma forma de se posicionar no mercado com uma atitude sustentável.
  • Tendo uma composteira em casa, você influencia seus amigos e vizinhos a fazerem o mesmo.
  • Você pode contribuir fornecendo adubo a produtores locais ou hortas comunitárias.

As vantagens são, inúmeras, não é mesmo?

Mas para atingir esses benefícios, é imprescindível saber como a compostagem funciona.

2. Como funciona a compostagem

O processo de compostagem é muito simples. Ele consiste na transformação de resíduos orgânicos em fertilizante.

O processo ocorre pela ação de microorganismos que se alimentam desses resíduos. Isso significa que nós não precisamos realizar esforço nenhum além de depositar nosso lixo em um recipiente e revolvê-lo periodicamente.

Para regular a umidade do composto, é necessário adicionar folhas secas ou serragem.

Existem dois tipos de processo de compostagem: com minhocas ou sem!

  • Vermicompostagem: conta com a ajuda de minhocas para decompor a matéria orgânica. Processo mais rápido.

Não se preocupe, ao contrário do que alguns podem pensar, as minhocas são animais higiênicos e que não transmitem doenças.

  • Compostagem seca: conta somente com a ação de microorganismos no composto. Processo mais demorado.

Qual método de compostagem eu devo escolher?

Você deve considerar o lugar onde você mora, seus hábitos alimentares e a sua comunidade.

3. Categorias de composteira: qual a mais adequada para você

Em comunidade/ no quintal:

Compostagem em leiras são feitas em áreas externas. São uma opção ideal se você mora em um condomínio ou em uma comunidade engajada com a compostagem. Também é possível fazer no quintal de casa.

Nesse processo, é cavado um buraco e os resíduos são colocados diretamente no chão. Para evitar a contaminação do lençol freático, é possível instalar um ducto de drenagem.

Por cima do composto deve ser colocada matéria seca, de forma a cobri-lo e evitar a presença excessiva de insetos. Ele deve ser revolvido periodicamente para oxigenação.

Se for inviável realizar o processo diretamente no chão, você  pode adquirir contentores de plástico.

compostagem

Contentor de plástico para compostagem. Fonte: Husqvarna

Dentro de casa:

Se você não dispõe de um espaço externo grande, não tem problema. Existem maneiras de compostar o lixo dentro de casa e sem mau cheiro.

Há diversas categorias de composteira no mercado, com diferentes tamanhos e preços. Mas se você não quer comprar, também pode fazer sozinho.

Composteiras de ambientes internos são geralmente constituídas de três caixas de plástico empilhadas. A caixa inferior possui uma torneira para a retirada do chorume e a caixa superior possui uma tampa.

composteira

Composteira doméstica HUMI.

Entre essas caixas deve haver furos para a filtragem do composto de cima para baixo. O ideal é que na caixa inferior chegue apenas o líquido, portanto os furos devem ser como uma peneira.

Se você quiser utilizar minhocas, coloque-as nas caixas superiores.

Junte os resíduos da cozinha em um recipiente, e quando ele estiver cheio, leve-o para a composteira. A cada nova camada de composto, adicione uma camada de matéria seca. Também é importante revolver o conteúdo para oxigenação, tomando cuidado para não machucar as minhocas.

Você deve estar se perguntando: “Mas será que eu posso jogar qualquer resíduo orgânico na composteira?”

A resposta é não. Existem alguns cuidados que devemos tomar para uma composteira saudável e sem odores.

4. O que pode jogar na composteira

Para garantir que a compostagem funcione, devemos tomar alguns cuidados.

Existem alimentos que aceleram a proliferação de bactérias e microorganismos desfavoráveis, ou alteram o PH.

Esses alimentos acabam atrapalhando o processo na totalidade.

Confira aqui o que você NÃO DEVE jogar na composteira:

  • Carnes
  • Alho e cebola
  • Frutas cítricas
  • Lacticínios
  • Fezes de animais domésticos
  • Plantas doentes (com fungos ou pragas)
  • Trigo
  • Alimentos cozidos em grande quantidade

Todos esses itens em grandes quantidades irão dificultar a compostagem. Alimentos cozidos, por exemplo, possuem sal e conservantes que geram umidade. Se eles forem colocados na composteira, insira materiais secos em maior quantidade.

Confira agora, o que PODE jogar na composteira:

  • Restos de alimentos crus, em geral
  • Cascas de ovo
  • Borra de café
  • Filtro de café
  • Podas
  • Alimentos cozidos em pequena quantidade.

Inserindo resíduos corretos você garante o sucesso da sua compostagem.

Como resultado, terá chorume e adubo de ótima qualidade na sua casa.

E agora, o que eu posso fazer com esse produto?

5. O que fazer com o produto final da compostagem

Se você  não sabe dar um destino correto ao produto final, trouxemos algumas opções.

O chorume é um líquido que serve como fertilizante. Basta misturar 1 copo de chorume com 10 copos de água e utilizar esse líquido para regar suas plantas.

O composto sólido é a mistura seca da matéria orgânica depois da ação dos microorganismos. Ele se torna uma terra fértil e rica em nutrientes, perfeita para ser aproveitada como adubo.

Você pode colocar o adubo nas plantas da sua casa, vender ou doar a hortas comunitárias e produtores rurais de sua região.

Pessoas interessadas nesse material tão rico não irão faltar.

Pronto para iniciar sua composteira?

Agora você aprendeu como é fácil realizar a compostagem de forma individual e assim contribuir para tornar sua cidade mais sustentável!

Basta entender como funciona o processo, para então escolher qual a maneira mais adequada para o seu caso.

Tendo a sua composteira, é só prestar atenção no que pode ou não pode ser compostado, adquirir suas minhocas (ou não) e utilizar o chorume e adubo para deixar as suas plantas mais saudáveis ou colaborar com o cultivo de alimentos em sua região!

Fontes: http://www.assemae.org.br/
https://composteirahumi.eco.br/
https://www.ecycle.com.br/

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Você Conhece o Desafio de 2030?

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Enquanto trabalhava ao lado do Filipe está semana, percebi que ele tinha a intenção de abordar o Desafio de 2030 durante seu novo webinario, Fachadas Sustentáveis.

Foi então que questionei…

Quantas pessoas que irão assistir esse webinário conhecem o desafio de 2030?

Considero o assunto importante, portanto resolvi gravar esse video para esclarecer para todos o que é o desafio de arquitetura 2030.

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Ed Mazria e seu grupo Architecture 2030 são os responsáveis por estabelecer as metas do desafio 2030. São metas evolutivas que foram estabelecidas entre 2010 e 2030 que foram lançadas para cidades, distritos e produtos da construção civil.

Assim sendo, o Desafio de 2030 estabelece medidas drásticas na redução de emissões de gases de efeito estufa e no uso de energia.

Hoje nossa meta encontra-se em 70%, mas nos próximos anos, serão de:

  • 2020: 80%
  • 2025: 90%
  • 2030: Neutro – carbon neutral.

Os arquitetos pelo mundo toparam o desafio de 2030?

Hoje, 80% das TOP 10 firmas de arquitetura listadas estão dentro do desafio, e 65% das empresas TOP 20 do EUA também estão.

Inclusive adotam essa prática instituições americanas federais, o AIA e a ASHRAE, que tanto falamos em outros artigos. O Canadá é o segundo pais com mais instituições e governos que toparam o desafio.

Considerando que estes escritórios são os que justamente vem direcionando as tendências de arquitetura pelo mundo, obviamente que esta tendência chegará mais cedo ou mais tarde aqui no Brasil também.

Como crescer sua empresa com o desafio de arquitetura 2030?

De acordo com HOK, EDR (Eskew+Dumez+Ripple) e CTA (CTA Architects Engineers), as principais formas são:

  1. Seja inovador.
  2. Estabeleça suas metas para economia de energia já no início do projeto.
  3. Simule cedo e sempre.
  4. Encontre o balanço entre os custos de construção e operação.
  5. Faça dos seus modelos de simulação verdadeiras apresentações de projeto, e mantenha-os acessíveis para todos.
  6. Integre o desempenho ambiental ao seu processo de design. Ele não é a cereja do bolo, mas sim sua consistência.
  7. Contrate pessoas com paixão pela sustentabilidade.

Quer saber mais?

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O Que É Cobogó e Sua Importância Em Construções Sustentáveis

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O Cobogó e Sua Importância em Construções Sustentáveis

No mundo da arquitetura existem diversos elementos construtivos que, quando bem utilizados, podem tornar ambientes muito mais belos, confortáveis e funcionais. Um deles é certamente o Cobogó.

Mas o que é um cobogó e o que é possível ser feito com ele?

Leia o artigo para aprender. Mas antes…

Os Cobogós na História

O Cobogó é um elemento construtivo brasileiro, criado na década de 1920. Seu nome é batizado com as primeiras sílabas dos sobrenomes de seus criadores, Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góis.

Foi criado em Recife, com o intuito de manter a ventilação natural através dos planos de parede – uma solução encontrada para auxiliar na termo regulação dos ambientes perante o calor Nordestino.

Em alguns lugares do Nordeste Brasileiro o nome cobogó sofreu variações interessantes. Alguns exemplos são comogócomogol, comungó, combobó e combogó.

Sua criação baseou-se nos Muxarabis, elementos arquitetônicos oriundos da arquitetura árabe, que permitem a ventilação e preservam a privacidade familiar.

Constitui-se em um elemento vazado, criado primeiramente em concreto e que teve sua difusão em diversos materiais como cerâmica, cimento, vidro, acrílico, PVC, resina e madeira.

cobogo

Porque o cobogó é importante

Usar cobogós é um recurso muito utilizado em estratégias que conferem maior eficiência bioclimática. A função principal é dividir ambientes e permitirem a entrada da luz natural e ventilação. A beleza do elemento é inegável nas áreas externas.

Seu uso proporciona a racionalização da construção, elencando ventilação, iluminação e controle solar como agentes de qualidade e conforto ambiental.

Empregando-o de forma adequada nos ambientes, eleva o índice de qualidade do ar através da troca constante. É recomendável para criar ambientes salubres e reduz gastos energéticos, com redução no uso da climatização artificial.

Quanto à iluminação, o uso de cobogós torna-se um ótimo dispositivo, protegendo a edificação contra a incidência direta dos raios solares, os direcionando e redistribuindo pelo ambiente.

A escolha deste elemento contribui com a uniformidade luminosa de acordo com a orientação solar em que é empregada, equilibrando a distribuição de luminâncias em superfícies internas.

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Como utilizar um Cobogó?

Um cobogó pode ser utilizado em praticamente qualquer tipo de construção, seja residencial, comercial e até mesmo industrial.

Popularizado pelo modernismo nas décadas de 1950 e 1960, foi empregado em várias obras de grandes nomes da arquitetura moderna como o arquiteto Lúcio Costa. Inicialmente utilizados na composição de divisões internas e posteriormente na composição de fachadas ventiladas.

Existem diversas formas criativas para se utilizar um cobogó. O mais usual é na divisão de ambientes externos e internos, mas outras possibilidades podem ser utilizadas. A separação de ambientes internos é uma destas formas, ou mesmo a divisão entre mesmos ambientes, gerando áreas mais íntimas por meio do bloqueio visual.

O custo de uma peça de cobogó é bastante variável. Podemos encontrar modelos mais simples de até R$1,50 no valor unitário chegando até R$90,00 nos modelos com um design diferenciado e maior qualidade de acabamento. Os tamanhos também variam, partindo as 19x19cm chegando até 40x40cm.

Em relação ao acabamento, podemos encontrar desde modelos rústicos em cerâmica crua, até peças esmaltadas ou acetinadas. Destaque para os Ecoblocos, que podem ser encontrados na faixa de R$17 e que possuem em seu processo de fabricação menos emissões. Para saber mais sobre o processo de fabricação ecológica de blocos ecológicos, leia este artigo.

É necessário um cálculo minucioso quando aplicado em planos com altura superior a 3 metros. Uma parede de cobogó não deve substituir qualquer parede de alvenaria, pois não é indicado em caso de grandes cargas de compressão.

Normas Técnicas Relacionadas à Cobogós

  • NBR 05712, que trata de blocos vazados modulares de concreto.
  • NBR 07173, que orienta no uso de blocos de concreto simples sem função estrutural.
  • NBR 07184, que fornece parâmetros para determinar a resistência e compressão.

O sucesso do cobogó também depende da orientação solar e das correntes de ar. Para orientar o desempenho térmico e a iluminância dos ambientes, contamos com as normas:

  • NBR 15220, que fornece instruções para análises térmicas em fachadas ventiladas
  • NBR 8995, que informa níveis mínimos de iluminação de acordo com a atividade e função do ambiente.

Grandes Exemplos de Cobogó

Casa Cobogó, por Márcio Kogan

casa cobogo

 

Residência Los Algarrobos / MasFernandez Arquitectos + Claudio Tapia

cobogó

Em meio aos cheios e vazios, entre paginação e composição, uma parede de cobogós concebe formas e gera plasticidade. Além da diversidade dos materiais é imensa a variedade de cores e formas, sendo possível brincar com a criatividade empregando personalidade em seu projeto.

Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), por Oscar Niemeyer:

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A Relação do Cobogó com o Clima

Como cobogós são elementos de controle solar, age filtrando a incidência da radiação e correntes de ar. Entendendo isso, deve-se atentar para a região e o clima onde se pretende trabalhar com esses elementos.

Pode ser utilizado como uma excelente estratégia bioclimática para regiões com climas equatoriais, tropicais e subtropicais. É muito útil na resolução de problemas termo-higroscópicos.

Em climas frios, onde se admite a insolação, ou secos, onde a qualidade do ar é imprópria, não se recomenda a aplicação em fachadas, pois considerando os condicionantes, o cobogó pode tornar-se um adversário.

Deve-se tomar cuidado com a aplicação de cobogós de formas duvidosas e principalmente cobogós em vidro. Apesar de parecerem interessantes à primeira vista, podem não cumprir seu papel de gerar ventilação e ao mesmo tempo sombreamento. Logo, pode gerar mais iluminação do que o necessário, comprometendo o conforto lumínico e até mesmo térmico da edificação.

Alguns Usos Para o Cobogó

Os cobogós podem ser utilizados para praticamente qualquer tipo de superfície. Porém, estas são as aplicações mais comuns:

  • Fachadas: É o modo de uso mais tradicional. Se implementado da forma certa, é obtido o misto de ventilação natural e iluminação no ambiente.
  • Hall de Entrada em Casas ou Escritórios: permite transparência e uma boa transição visual do ambiente público para o privado.
  • Muros: é aplicável em perímetros menos extensos em regiões mais tranquilas, gerando um visual diferenciado.
  • Banheiros: geralmente aplicável em box de banheiros. Porém, deve se tomar cuidado para não ocasionar vazamentos para o piso do banheiro.
  • Cozinhas: geralmente utilizadas em bancadas ou transições entre espaços.
  • Quartos: permite a transição entre uma áreas mais íntimas. Abaixo um exemplo aplicado pela arquiteta Flávia Kloss de Curitiba:

Cuidados Com o Cobogó

Projetar com cobogós requerem cuidados bastante especiais. Veja alguns abaixo:

  • Certos modelos de cobogó podem acumular poeira e até mesmo mofo. Portanto, realize limpezas periódicas tanto internamente quanto na parte externa.
  • Em climas frios, o cuidado com o uso do elemento deve ser maior. É provável que o elemento não obtenha o resultado esperado nestes climas.
  • Como os cobogós reduzem a luminosidade, o posicionamento correto é crucial. Em alguns casos podemos optar por vazios maiores, mantendo o conceito e aumentando a taxa de iluminação.
  • No caso do uso de cobogós para proteger equipamentos, é necessário deixar espaços para o acesso a manutenção.
  • No caso de uma reutilização, é necessário a remoção com extremo cuidado. Muitas peças são frágeis e podem sofrer ruptura quando desconectadas da argamassa.

Cobogó: Um Triunfo da Arquitetura Sustentável

Entendemos que o cobogó é um grande triunfo das edificações sustentáveis e da arquitetura brasileira. É um ótimo aliado nas regiões quentes com presença de umidade e fortalece inclusive o design de interiores.

Compreendemos que quando bem empregado, torna-se um avanço nas estratégias bioclimáticas. Sua participação em um projeto é a prova do uso racional nas tecnologias construtivas.

Emprega beleza, plasticidade e controle de recursos naturais, distribuindo luz do sol e permitindo a circulação do ar.

Sua competência é comprovada por grandes nomes da arquitetura, capaz de garantir sucesso na qualidade espacial e no conforto ambiental. É um fenômeno arquitetônico tipicamente brasileiro.

Referências

Araújo, M. R.; Gonçalves, V.; Cabús, R. ANÁLISE DA LUZ NATURAL A PARTIR DE ELEMENTOS VAZADOS. IX Encontro Nacional e V Latino Americano de Conforto no Ambiente Construído, Ouro Preto, p. 96-102. 2007.

Marçal, V. G.; Soares, G. B. N.; Souza, H. A. ANÁLISE DE ELEMENTOS ARQUITETÔNICOS: Cobogós e Fachadas Ventiladas. XII Encontro Nacional e VIII Latino Americano de Conforto no Ambiente Construído, Brasília, p. 02-10. 2013.