Introdução
A pressão para medir emissões de carbono chegou ao setor da construção. Veio de clientes corporativos, de fundos de investimento, de exigências de cadeia de fornecimento e, cada vez mais, de regulamentação pública. O Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões — o SBCE — avança. As empresas que não tiverem seus dados organizados vão chegar atrasadas a uma conversa que já está acontecendo sem elas.
Inventário de GHG não é relatório de sustentabilidade para inglês ver. É o mapeamento quantitativo das fontes de emissão de uma empresa — com metodologia reconhecida, dados verificáveis e estrutura que permite comparação e acompanhamento ao longo do tempo. A UGREEN desenvolve esse trabalho para fabricantes de materiais de construção e para construtoras que precisam responder a exigências crescentes de clientes, investidores e reguladores.
O que é um inventário de GHG
Um inventário de Gases de Efeito Estufa é o levantamento sistematizado das emissões de carbono de uma organização, organizado por escopo conforme o GHG Protocol — o padrão mais amplamente adotado no Brasil e internacionalmente para esse tipo de contabilização.
Os três escopos cobrem fontes diferentes:
- Escopo 1 — emissões diretas, geradas pelas próprias operações da empresa: combustão em caldeiras, frotas próprias, processos industriais, emissões fugitivas.
- Escopo 2 — emissões indiretas associadas ao consumo de energia elétrica comprada. Dependem da matriz energética e variam conforme a fonte.
- Escopo 3 — emissões indiretas da cadeia de valor: matérias-primas, transporte de terceiros, uso dos produtos pelos clientes, descarte ao fim da vida útil. É o escopo mais complexo e, para muitas empresas do setor, onde está a maior parte das emissões totais.
O resultado do inventário é um retrato quantificado de onde a empresa emite, quanto emite e quais fontes têm maior peso. Sem esse retrato, qualquer compromisso de redução de emissões é declaração sem base — e qualquer comunicação de sustentabilidade fica vulnerável a questionamento.
Para quem faz sentido
Fabricantes e indústria de materiais de construção que recebem demandas de clientes por documentação de emissões, que participam de cadeias de fornecimento de empresas com metas de descarbonização, ou que querem se posicionar tecnicamente em um mercado que começa a diferenciar fornecedores por pegada de carbono.
A Roca Brasil Cerâmica é um exemplo concreto desse caminho. A parceria com a UGREEN começou em 2019 com ACV e inventário de emissões. Em 2024, a empresa fechou o ano com 4,55 kgCO2e/m² — abaixo da média italiana (5,00) e espanhola (5,50) — após redução de 33% na intensidade de emissões entre 2020 e 2024, viabilizada pela substituição do coque de petróleo por biomassa. Esses dados foram apresentados no 3º Workshop Técnico de MRV do governo federal, como referência para o processo de regulamentação do SBCE. O inventário não foi um exercício interno. Virou argumento de mercado e dado público de política.
Construtoras e incorporadoras que respondem a exigências de investidores com critérios ESG, que participam de editais com requisitos de reporte de emissões, ou que querem estruturar internamente o acompanhamento de desempenho ambiental ao longo dos empreendimentos. A demanda por emissões de Escopo 3 — que inclui materiais, transporte e uso dos edifícios — cresce junto com a pressão de fundos e compradores institucionais sobre o setor imobiliário.
O que a UGREEN faz
- Definição do escopo organizacional e operacional O primeiro passo é definir os limites do inventário: quais unidades, processos e atividades entram no cálculo. Essa definição impacta diretamente o resultado e precisa ser feita com critério — não apenas para precisão técnica, mas porque escolhas de escopo têm consequências na comparabilidade futura do dado.
- Coleta, organização e tratamento de dados A UGREEN estrutura o processo de coleta de dados de energia, combustíveis, transporte, materiais, água e resíduos — mapeando o que existe, o que precisa ser levantado e onde há lacunas que afetam a qualidade do inventário. Para muitas empresas, essa é a etapa mais trabalhosa: os dados existem, mas estão distribuídos em diferentes áreas e formatos.
- Cálculo das emissões por escopo Com os dados organizados, a UGREEN realiza o cálculo das emissões por fonte e por escopo, utilizando fatores de emissão atualizados e metodologia GHG Protocol. O resultado é discriminado por categoria — não um número único, mas um mapa de onde as emissões estão concentradas.
- Diagnóstico e benchmark Além do cálculo, a UGREEN entrega análise das principais fontes de emissão, avaliação da qualidade dos dados utilizados, identificação de lacunas e comparação com benchmarks de mercado disponíveis para o setor. Esse diagnóstico é o que transforma o inventário de documento técnico em ferramenta de decisão.
- Diretrizes de comunicação O inventário precisa ser comunicado — para clientes, para investidores, para equipes internas. A UGREEN desenvolve diretrizes de como apresentar os dados com precisão e sem exagero, reduzindo o risco de greenwashing e de questionamentos futuros.
Entregáveis do Inventário GHG
- Inventário de GEE completo, discriminado por escopo e por categoria de fonte
- Relatório técnico com análise de fontes, qualidade dos dados e lacunas identificadas
- Benchmark com referências de mercado disponíveis para o setor
- Apresentação com diretrizes de comunicação sustentável dos resultados
A relação com ACV e EPD
O inventário de GHG e a Análise do Ciclo de Vida (ACV) são serviços complementares, não substitutos. O inventário olha para as emissões da empresa como organização — operação, energia, transporte, cadeia. A ACV olha para as emissões de um produto específico, da extração da matéria-prima ao descarte.
Para fabricantes que precisam responder a exigências de clientes sobre o produto, a ACV é o caminho — e o inventário corporativo pode fornecer parte dos dados necessários para o cálculo. Para empresas que precisam reportar emissões institucionais para investidores ou reguladores, o inventário de GHG é o ponto de partida. Muitas empresas acabam precisando de ambos, e o trabalho da UGREEN nas duas frentes permite que os dados sejam consistentes entre si.
Perguntas frequentes sobre Inventário GHG
- Qual metodologia a UGREEN utiliza para o inventário? O inventário é desenvolvido seguindo o GHG Protocol — o padrão mais amplamente reconhecido no Brasil e internacionalmente para contabilização e reporte de emissões corporativas de GEE.
- O inventário precisa ser verificado por terceiros? Depende do uso. Para fins de comunicação interna e posicionamento de mercado, a verificação por terceiros não é obrigatória. Para reporte formal a investidores, participação em programas de rating ESG ou atendimento a exigências regulatórias específicas, a verificação externa pode ser necessária. A UGREEN orienta sobre o nível de rigor adequado para cada contexto.
- Quanto tempo leva para desenvolver o inventário? Depende da disponibilidade e organização dos dados internos. Em empresas com dados de energia, combustíveis e transporte razoavelmente organizados, o processo pode ser concluído em dois a quatro meses. Onde há lacunas significativas de dados, o prazo se estende — e parte do trabalho passa a ser estruturar o processo interno de coleta.
- O inventário cobre apenas Escopo 1 e 2, ou também Escopo 3? A UGREEN desenvolve inventários cobrindo os três escopos. A decisão sobre quais escopos incluir depende da demanda do cliente, das exigências a que precisa responder e da disponibilidade de dados. O Escopo 3 é o mais complexo e, em muitos casos, é abordado em etapas — começando pelas categorias de maior relevância para o setor.
- A UGREEN tem experiência com inventários para o setor de construção e indústria de materiais? Sim. A UGREEN desenvolve inventários de GHG para fabricantes do setor desde 2019, com histórico documentado em empresas como Roca Brasil Cerâmica — cuja trajetória de dados foi apresentada em workshop técnico do governo federal como referência para o processo de regulamentação do SBCE.
- Como o inventário se conecta com o SBCE? O Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões está em processo de regulamentação. Empresas que já tiverem seus inventários estruturados e com histórico de dados estarão em posição técnica e regulatória melhor quando as obrigações de reporte se tornarem formais. O inventário desenvolvido agora não é apenas resposta a uma demanda atual — é preparação para um cenário que está se formando.
Próximo passo
O ponto de partida é entender o que a empresa já tem em termos de dados e o que precisa ser construído. A primeira conversa com a equipe da UGREEN serve exatamente para isso — mapear o contexto, definir o escopo adequado e estimar o que o trabalho envolve.

