• LOGIN
  • Nenhum produto no carrinho.

ACESSO A BIBLIOTECA DE CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS

Inscreva-se e receba nossos ebooks e conteúdos periódicos

No mundo da arquitetura existem diversos elementos construtivos que, quando bem utilizados, podem tornar ambientes muito mais belos, confortáveis e funcionais.

Um deles é certamente o Cobogó.

Mas o que é um cobogó e o que é possível ser feito com ele?

Leia o artigo para aprender. Mas antes…

Os Cobogós na História

O Cobogó é um elemento construtivo brasileiro, criado em 1929, cujo nome é batizado com as iniciais de seus criadores, Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Goes.

Foi criado em Recife, com o intuito de manter a ventilação através dos planos de parede – uma solução encontrada para auxiliar na termo regulação dos ambientes perante o calor Nordestino.

Sua criação baseou-se nos Muxarabis, elementos arquitetônicos oriundos da arquitetura árabe, que permitem a ventilação e preservam a privacidade familiar.

Constitui-se em um elemento vazado, criado primeiramente em concreto e que teve sua difusão em diversos materiais como cerâmica, vidro, acrílico, pvc, resina e madeira.

Porque é importante

O cobogó é um recurso muito utilizado em estratégias que conferem maior eficiência bioclimática, cuja função principal é separar ambientes sem prejuízos a luz natural e a ventilação.

Seu uso proporciona a racionalização da construção, elencando ventilação, iluminação e controle solar como agentes de qualidade e conforto ambiental.

Empregando-o de forma adequada nos ambientes, eleva o índice de qualidade do ar através da troca constante. Cria ambientes salubres e reduz gastos energéticos, com redução no uso da climatização artificial.

Quanto à iluminação, o cobogó torna-se um ótimo dispositivo, protegendo a edificação contra a incidência direta dos raios solares, os direcionando e redistribuindo pelo ambiente.

A escolha deste elemento contribui com a uniformidade luminosa de acordo com a orientação solar em que é empregada, equilibrando a distribuição de luminâncias em superfícies internas.

RESERVE SUA VAGA EM NOSSA AULA GRATUITA

Fachadas Sustentáveis

Os 7 Passos para Realizar Fachadas Sustentáveis Em Poucas Horas, Obtendo Conforto, Eficiência Energética...

...Atingindo a Inovação e o Impacto Que Você Procura Em Sua Arquitetura

Como utilizar um Cobogó?

Popularizado pelo modernismo nas décadas de 1950 e 1960, foi empregado em várias obras de grandes nomes da arquitetura moderna como o arquiteto Lúcio Costa. Inicialmente utilizados na composição de divisões internas e posteriormente na composição de fachadas ventiladas.

É necessário um cálculo minucioso quando aplicado em planos com altura superior a 3 metros. O cobogó não deve substituir qualquer parede de alvenaria, pois não é indicado em caso de grandes cargas de compressão.

Sua aplicação é amparada pelas normas:

NBR 05712, que trata de blocos vazados modulares de concreto.
– NBR 07173, que orienta no uso de blocos de concreto simples sem função estrutural.
– NBR 07184, que fornece parâmetros para determinar a resistência e compressão.

O sucesso do cobogó também depende da orientação solar e das correntes de ar. Para orientar o desempenho térmico e a iluminância dos ambientes, contamos com as normas:

– NBR 15220, que fornece instruções para análises térmicas em fachadas ventiladas
– NBR 8995, que informa níveis mínimos de iluminação de acordo com a atividade e função do ambiente.

Grandes Exemplos de Cobogó

casa cobogo
Casa Cobogó, por Márcio Kogan
Residência Los Algarrobos / MasFernandez Arquitectos + Claudio Tapia

Em meio aos cheios e vazios, entre paginação e composição, o cobogó concebe formas e gera plasticidade. Além da diversidade dos materiais é imensa a variedade de cores e formas, sendo possível brincar com a criatividade empregando personalidade em seu projeto.

A Relação com o Clima

Como cobogó é um agente de controle solar, age filtrando a incidência da radiação e correntes de ar. Entendendo isso, deve-se atentar para a região e o clima onde se pretende trabalha-lo.

É uma excelente estratégia bioclimática para regiões com climas equatorial, tropical e subtropical, sendo muito útil na resolução de problemas termo-higroscópicos.

Em climas frios, onde se admite a insolação, ou secos, onde a qualidade do ar é imprópria, não recomenda-se a aplicação em fachadas, pois considerando os condicionantes, o cobogó pode tornar-se um adversário.

Conclusão

Entendemos que o cobogó é um grande triunfo das edificações sustentáveis, sendo ótimo aliado nas regiões quentes com presença de umidade.

Compreendemos que quando bem empregado, torna-se um avanço nas estratégias bioclimáticas. Sua participação em um projeto é a prova do uso racional nas tecnologias construtivas.

Emprega beleza, plasticidade e controle de recursos naturais, distribuindo luz e permitindo a circulação do ar.

Sua competência é comprovada por grandes nomes da arquitetura, capaz de garantir sucesso na qualidade espacial e no conforto ambiental.

Referências

Araújo, M. R.; Gonçalves, V.; Cabús, R. ANÁLISE DA LUZ NATURAL A PARTIR DE ELEMENTOS VAZADOS. IX Encontro Nacional e V Latino Americano de Conforto no Ambiente Construído, Ouro Preto, p. 96-102. 2007.

Marçal, V. G.; Soares, G. B. N.; Souza, H. A. ANÁLISE DE ELEMENTOS ARQUITETÔNICOS: Cobogós e Fachadas Ventiladas. XII Encontro Nacional e VIII Latino Americano de Conforto no Ambiente Construído, Brasília, p. 02-10. 2013.

junho 5, 2018

0 responses on "O Cobogó e Sua Importância em Construções Sustentáveis"

Deixe sua mensagem

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

© 2018 UGREEN

Estamos escolhendo 10 profissionais para nosso grupo de alta performance. Será que você pode ser um deles?

x