Como Tornar Seu Paisagismo Mais Sustentável Por Xeriscaping

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O que é Xeriscaping?

Xeriscaping é o paisagismo que reduz ou elimina a necessidade de água para irrigação. É uma técnica geralmente utilizada em regiões em que não há muitos recursos hídricos.

O Xeriscaping surgiu em Dengo, Colorado, em 1978. Essa região havia passado por um período de extrema seca, o que levou à criação da chamada Força-Tarefa do Xeriscaping. Essa força-tarefa tinha o objetivo de ajudar às pessoas a diminuírem a necessidade de irrigação no paisagismo.

É importantíssimo frisar, que essa técnica não se adequa a algumas regiões, inclusive no Brasil; pois em várias regiões brasileiras, existem períodos de chuvas constantes. Sendo assim, não é necessária a intervenção humana na irrigação.

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Por que e como utilizar essa técnica?

Nos dias atuais, arquitetos e paisagistas têm procurado medidas sustentáveis para a criação de seus projetos. Como muitas regiões sofrem com a falta de água, é necessário ir em busca de métodos que possam suprir o problema da irrigação.

Um ponto importante a ser considerado, é o uso de espécies nativas que ajudam na não utilização de irrigação. Essa informação pode ser encontrada no horto municipal da cidade. Na falta de espécies nativas, também podem ser usadas espécies adaptadas para a região e que não sejam invasoras. O apoio de um paisagista pode ser necessário. Ele poderá dizer qual a necessidade de irrigação de cada planta.

Quais os benefícios do Xeriscaping e como posso utilizá-lo?

Os benefícios do Xeriscaping são muitos: redução de água, em alguns casos drasticamente; redução da erosão em áreas sensitivas; redução da manutenção, pois a necessidade de irrigação é menor; redução de pesticidas e herbicidas; favorecimento da fauna da região como pássaros, abelhas e borboletas; maior ciclo de vida, pois com essa técnica, o jardim sobrevive a um tempo muito longo; e contribuição com o meio ambiente, pois é uma forma tangível e prazerosa de se trabalhar em algo que reduz os impactos ambientais.

Essa técnica pode ser utilizada em um quintal pequeno de uma casa ou em um parque municipal extenso. Também pode ser feita em áreas de lazer, para que se tenha um ambiente agradável para receber pessoas.

Como começar?

Para começar, basta seguir os 7 princípios do Xeriscaping:

• Planejamento e Projeto;
• Análise e Melhoria do Solo;
• Áreas Práticas de Grama;
• Seleção de Plantas;
• Irrigação;
• Mulching; e
• Manutenção.

Lembre-se que tudo começa com o planejamento e projeto. Essa é a parte mais importante. Não havendo especialização em paisagismo por parte do arquiteto, este deve fazer a ideia e passar a um paisagista para revisar. Um planejamento bem feito leva ao sucesso do projeto.

 

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A importância dos Bicicletários na Mobilidade Sustentável

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Os Desafios da Mobilidade Sustentável

O excesso de carros nas ruas e a poluição extrema vem obrigando a sociedade a encontrar alternativas para reduzir os níveis de emissão de gases e também para conciliar as tarefas diárias ao estilo de vida sustentável. Visando atender a todas essas necessidades, o uso de bicicletas voltou à rotina do brasileiro e, em diversas regiões do país a bike tem substituído o uso de carros e até mesmo aliviado o fluxo de transportes coletivos, contribuindo satisfatoriamente para a mobilidade sustentável.

No entanto, pouco adianta cada indivíduo se mobilizar em busca de um estilo de vida mais saudável e não ter em sua região a infraestrutura necessária para manter o hábito. Dessa forma, ao prezar pelo bem estar da sociedade, o arquiteto se vê na missão de oferecer o suporte necessário para incentivar cada vez mais pessoas a participarem desse movimento.

Os bicicletários são, portanto, um local no qual o indivíduo poderá armazenar sua bicicleta enquanto está no trabalho, no hotel ou até mesmo em seu condomínio. A presença de chuveiros nos bicicletários é imposta em prédios comerciais, uma vez que entre os principais motivos para o sedentarismo, a falta de um local apropriado para banho está entre os primeiros tópicos.

Um bicicletário não deve ser apenas um local de armazenamento de bikes, e sim um espaço apropriado, desenvolvido em cima de estudos e que ofereça o suporte necessário para os usuários. Cada tipo de estabelecimento possui suas necessidades e por isso é importante ficar atento aos cálculos e simulações durante o desenvolvimento do projeto.

Planejamento e Normas

Para construir um bicicletário é necessário se utilizar de cálculos que envolvam quantidade de pessoas de um prédio, função do edifício (comercial ou residencial) e diversos outros fatores pequenos. Tendo o cálculo em mãos o arquiteto poderá entender o planejamento e desenvolver de acordo com as dimensões ali presentes.

Mas não somente de estrutura interna é feito um bicicletário. Para ser considerado um bicicletário funcional é necessário que esteja à 180m de distância de uma rede de bicicletas, com no mínimo 10 usos relevantes e diversos para que qualquer pessoa consiga acessar tais pontos usando apenas uma bike.

Entre os fatores que fazem diferença no valor final, estão o tempo de permanência e o tipo de estrutura do prédio. O arquiteto deve gastar na medida exata, sem exageros ou omissão de partes do projeto, portanto, consultar os clientes sobre fluxo de pessoas é essencial.

Em suma, é válido salientar que o processo de instalação de bicicletários começou a crescer nos últimos anos e que, nos próximos anos a bicicleta será ainda mais utilizada no cotidiano. Entender a infraestrutura urbana auxilia na hora de traçar a rede de bicicleta e também de valorizar o serviço do arquiteto, tanto artística quanto financeiramente.

Vantagens em Possuir um Bicicletário no Edifício

Ao instaurar o bicicletário em um edifício haverá um incentivo inconsciente aos funcionários para que optem pela bicicleta. Logo no início haverá uma febre sobre o novo espaço, e algum tempo depois restarão apenas aqueles que estão realmente engajados na causa.

Além de garantir um ecossistema mais saudável e livre de grandes quantidades de poluição e a mobilidade sustentável, o uso de bicicletas no dia a dia incentiva o indivíduo a cuidar de si mesmo e, consequentemente, proporciona uma maior produtividade e funcionários mais felizes e saudáveis. A presença de um bicicletário pode alterar toda a dinâmica do grupo para melhor apenas por proporcionar novas experiências.

 

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Edifício Net Zero: O que É e Porque Contribuirá Para o Futuro da Arquitetura

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O Que São Edificações Net Zero?

Uma edificação Net Zero, ou “Zero Energy Building” é parte de uma nova proposta de arquitetura que tem ganhado cada vez mais espaço pelo mundo, tendo destaque nos Estados Unidos, Europa e Ásia, onde através da instalação de sistemas de reaproveitamento de energia e coleta de fontes naturais é possível estabelecer uma residência 100% autossustentável. Net é um conceito que busca conectar a edificação às estruturas fornecedoras de energia.

A edificação é sustentado por suas próprias fontes de energia e pelo reaproveitamento elétrico, consumo externo. Consequentemente a esse processo existe uma mobilização dos usuários, para que os mesmos saibam como utilizar e administrar o consumo energético.

A ideia em estabelecer edificações Net Zero é garantir um ambiente mais saudável e muito mais sustentável, reduzindo drasticamente o consumo de energia elétrica e diminuindo a emissão de carbono na atmosfera. Em regiões onde a energia das hidrelétricas não chega, a projeção Net Zero garante mais longevidade para os combustíveis fósseis que são utilizados como matéria prima na produção de energia.

O principal meio de obtenção de energia elétrica nessas edificações é através da rede elétrica, mas sistemas como o reaproveitamento de fontes de calor e a coleta de energia solar e eólica também são fundamentais para abastecer e suprir a demanda energética das edificações. O não desperdício de energia e de calor são algumas das principais metas de um edifícação Net Zero, pois dessa forma o reaproveitamento é maior.

Com relação às Leis, é válido salientar que cada região possui suas regras específicas, que devem ser consultadas durante a criação do projeto. A Europa e a América do Norte, por exemplo, possuem conceitos distintos sobre a consolidação do que é uma edificação Net Zero e sobre as suas possíveis consequências.

Níveis de Edificações Net Zero

Contudo, os edifícações Net Zero não são apenas uma idealização utópica, e para aqueles que acreditam que não utilizar nenhum tipo de energia elétrica externa é impossível, existem níveis de comprometimento mais tranquilos, que permitem um baixo consumo de eletricidade na edificação em questão.

Alguns edifícios de energia zero necessitam de uma baixa quantidade de energia para que todo seu sistema funcione e por isso acaba emprestando a energia faltante da rede elétrica convencional. Contudo, o contrário também acontece e muitos edificações produzem além do necessário, tendo de achar soluções inteligentes para armazenamento e manejo de tal energia.

Casas Cooperativas

Uma das formas de equilibrar o balanço entre energia recebida x energia exportada e também energia demandada x energia gerada é através da integração de duas ou mais residências, ou edifícios, de maneira que um consiga sustentar o outro e vice-versa. Diversas vezes o consumo mensal de um espaço será mais alto que a energia por ele gerada, assim como em outros espaços há uma maior produção de energia, mas não há um usuário para tamanha quantidade. Nessa situação a integração residencial garante o equilíbrio e torna ainda maior a taxa de economia de energia.

As Vantagens de um Sistema Autossustentável

O primeiro ponto a ser pensado quando ao projetar edificações Net Zero é a praticidade e a economia, pois não haverá problemas de blackout, nem com contas exorbitantes ao fim do mês. Com o passar do tempo a obra será ainda mais valorizada, principalmente devido à escassez de produtos como os combustíveis fósseis.

Um edifício Net Zero também oferecem um maior conforto térmico aos transeuntes, onde serão utilizadas tanto a iluminação artificial quanto natural, além da condição térmica natural para auxiliar na formação do ambiente ideal. Por ser um sistema amplo, pode ser aplicado em qualquer tipo de projeto, oferecendo um resultado impressionante para residências e escritórios em especial.

A integração de um projeto com as fontes renováveis de energia é um passo em direção à um futuro mais sustentável, preservando assim o ecossistema e dando maior autonomia aos moradores, que poderão compreender, analisar e julgar a quantidade de energia consumida em suas residências, por exemplo.

Levando em conta a situação atual brasileira, o investimento em edificações Net Zero pode ser um grande investimento no futuro, principalmente devido à maior frequência nas buscas por residências sustentáveis e que de alguma maneira ofereçam vantagens econômicas aos usuários e proprietários desse espaço.

edifício net zero
Características de Uma Edificação Net Zero. Fonte: Efficiency Vermont

Possíveis Desvantagens

Assim como projetos produzidos pelo regimento do Green Building, os projetos Net Zero ou similares possuem dificuldades que devem ser enfrentadas pelo proprietário. Primeiramente, são poucos os profissionais que trabalham nessa área específica, e por isso o serviço muitas vezes é mais caro que as opções menos sustentáveis. Além disso, o investimento extra só será recuperado ao longo dos anos, o que pode frustrar grande parte dos proprietários que visam lucro imediato.

Design e Construção de um Edificações Net Zero

A principal forma de tornar um edificações Net Zero é colocar a ideologia no papel, ou seja, iniciar o projeto já com a proposta de um espaço autossustentável. Dessa forma, o arquiteto, junto aos projetistas complementares, os agentes de comissionamento e o proprietário poderão encontrar maneiras alternativas e eficientes de utilizar melhor a luz solar, posicionamento e geometria de janelas, ventilação natural, entre outros detalhes para somente então orientar o projeto de acordo com a proposta Net Zero. As grandes mudanças estão nas mãos do design.

A escolha de materiais também é extremamente importante, uma vez que o uso de lâmpadas de LED, por exemplo, é mais vantajoso, financeiramente e ecologicamente, que as lâmpadas tradicionais. Todos os produtos instalados devem ser pesquisados em primeiro lugar. O consumo final dependerá diretamente dos eletrodomésticos e eletroeletrônicos utilizados naquele espaço, logo, conhecer a potência e a economia de energia de cada produto escolhido é uma atividade lenta, porém essencial.

O desafio a ser encarado com projetos de edificações Net Zero está em fornecer sempre quantidades suficientes de calor e de energia, não deixando faltar e nem desperdiçando, dessa forma, o projeto deve buscar a melhor economia de energia no dia a dia, de maneira que o valor investido possa ser recuperado de maneira mais rápida, mas sem abrir mão do conforto e do bem estar.

 

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Lista de Materiais Sustentáveis

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Uma Lista de Materiais Sustentáveis Para Você Ganhar Tempo

O que você procura dizer com sua arquitetura? Qual é a sua contribuição para a sociedade? Como combater práticas com as quais você não acredita, e ao mesmo tempo, se destacar na multidão, obtendo melhores projetos? Uma lista de materiais sustentáveis pode ajudar.

Pois é claro, vivemos em um mundo com pouco tempo disponível. Muitos escritórios sofrem com esta falta também. No entanto, não aprimorar suas técnicas de projeto para o século XXI e criar uma mensagem clara do que você representa como profissional pode ser um erro fatal.

Baixe o guia de materiais AQUI.

Acredito que apenas aqueles que realizam sua arquitetura com propósito serão ouvidos à longo prazo. Dando um empurrãozinho para tornar sua vida mais fácil, criamos um guia com materiais sustentáveis que você pode utilizar em seus projetos.

Na UGREEN, acreditamos que podemos utilizar o poder da coletividade para tornar o mundo um lugar melhor. E você estar lendo essas palavras é uma demonstração clara de que isso é realmente possível.

Bons projetos,
Filipe Boni, cofundador do UGREEN

Você pode baixar a sua lista de materiais AQUI, junto com outros recursos gratuitos.

Importante

Esta é uma lista de materiais sustentáveis imparcial, realizada por meio de pesquisas pessoais e sem vínculo com empresas ou entidades. O que quero dizer com isso é que não possuímos meios de julgar ou certificar os materiais desta lista, pois estes são constantemente atualizados dentro de sua cadeia de produção.

Por este motivo, não inserimos os atributos sustentáveis exatos destes materiais – limite de COV`s, regionalidade, conteúdo reciclável, reutilizado e outros – apenas seu nome, características básicas, procedência, empresa e website. Cabe a você pesquisar com profundidade esses fabricantes e encontrar a melhor solução para o seu projeto.

Não nos responsabilizamos por erros ou omissões provenientes desta lista de materiais sustentáveis. Esta lista não possui o propósito de ser definitiva, afinal, nosso tempo também é limitado nessa busca de materiais sustentáveis. Se você é um fornecedor, ou é um arquiteto que encontrou algum material ótimo para ser incluído ou algum ajuste, nos envie em contato@ugreen.com.br com o título: Materiais Sustentáveis.

Obs: Agradecimentos à Cristiane Lacerda da Ecoconstruct Brazil pela ajuda com diversos fabricantes.

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O que é LEED?

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LEED: O que é e como Funciona?

Se você está aqui, muito provavelmente quer saber o que é LEED. Então vamos começar com o seu surgimento, certo?

LEED é uma sigla para Leadership in Energy and Environmental Design. Traduzindo: Liderança em Energia e Design Ambiental.

Foi criada pelo United States Green Building Council, ou mais conhecido como USGBC (www.usgbc.org), em 1993.

O USGBC foi criado com o intuito de promover e fomentar práticas de construções sustentáveis.

Logo no inicio o USGBC compreendeu que precisava viabilizar essa ideia para a indústria, pois só assim essas práticas seriam palpáveis e mensuráveis.

Tornou-se assim necessária a criação de um sistema próprio. Foi então introduzido o sistema de classificação LEED como uma forma de se estabelecer estratégias e padrões para a criação de edifícios sustentáveis.

De 1994 a 2013, a certificação evoluiu de um padrão para a construção nova para um sistema abrangente de padrões inter-relacionados que abordassem todos os aspectos do processo de desenvolvimento e construção.

por que o leed foi criado

Por que o LEED foi criado?

  1. Reconhecer liderança ambiental na indústria da construção
  2. Definir “edifícios verdes” através do estabelecimento de um padrão comum de medição
  3. Promover práticas de projeto e de construção integrativas
  4. Estimular a concorrência verde
  5. Sensibilizar os consumidores para os benefícios da construção verde
  6. Propagar a visão sobre o desempenho de um edifício ao longo do ciclo de vida do mesmo
  7. Transformar o mercado de construção

Para cumprir com essa missão, o USGBC estabeleceu medidas de:

  1. Educação: apresentando para a indústria melhores práticas em green building
  2. Lobby: trazendo ferramentas e estratégias para líderes locais e nacionais
  3. Recursos: com ferramentas para equipes de projeto interessados em projetar verde
  4. Diversos comitês, entidades regionais e conferências
  5. A Greenbuild, que é a feira de exposição conceituada no exterior

 como o leed funciona

Como o LEED Funciona

De forma resumida, para você certificar um projeto você precisa atingir uma pontuação mínima. Essa pontuação está relacionada à satisfação de diversos requisitos de Construção Verde, divididos nas seguintes Categorias de Crédito:

  • Localização e Transporte
  • Lotes Sustentáveis
  • Eficiência da Água
  • Energia e Atmosfera
  • Materiais e Recursos
  • Qualidade Interna dos Ambientes
  • Inovação e Prioridades Regionais

Cada categoria possui pré-requisitos e créditos. Pré-requisitos são obrigatórios para que você possa obter a certificação. Já os créditos são onde você pode realmente obter pontuações que irão contribuir para o nível de certificação almejado.

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Exemplos

Um exemplo de crédito é o de Energias Renováveis, que está na categoria de Energia e Atmosfera. Aqui, você obtém uma pontuação pela inserção de um sistema de energia renovável em sua edificação, que pode ser, por exemplo, pelo uso de placas fotovoltaicas.

Inserindo este sistema, por exemplo, em uma escola, e atingir uma meta de desempenho comprovada, você receberá uma pontuação para o crédito.

O mesmo acontece se estabelecer e comprovar um bom nível de Conforto Acústico em salas de aula, que estaria na categoria de Qualidade Interna dos Ambientes.

Ou reduzir o consumo interno e externo de água da sua edificação, que são pré-requisitos e créditos localizados na categoria de Eficiência da Água.

Resumindo, o sistema de classificação premia você de acordo com o quanto você fizer pela edificação.

pontuação do leed

A Pontuação

Somando todas essas otimizações na edificação, que podem chegar até a 70 estratégias, os edifícios são certificados da seguinte forma:

  • Certified: 40 pontos
  • Silver: 50 pontos
  • Gold: 60 pontos
  • Platinum: 80 pontos ou mais

É importante mencionar que o LEED está sempre se atualizando. A versão mais atual é a LEED v4.1. Portanto, sempre verifique a última versão da certificação quando for estudar sobre o tema. Desta forma você não corre o risco de obter informações desatualizadas.

Conclusão

O sistema de certificação LEED permite assim que times de projeto encontrem estratégias sustentáveis de acordo com uma visão comum, sabendo exatamente o que precisa ser atingido e quem será o profissional responsável por cada tarefa.

É amplamente embasado em normas técnicas internacionais recentes, tornando os profissionais conhecedores do sistema a frente dos outros a nível de estratégias sustentáveis para edificações.

O LEED AP é um profissional que estudou e comprovou seu conhecimento por meio de um exame, podendo trabalhar em certificações de projetos em todo o mundo e geralmente um líder entre os times de projeto de grandes empreendimentos.

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A Importância da Escolha Adequada de Vidros na Arquitetura

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Vidros na Arquitetura – Os fenômenos principais

O uso de iluminação natural tem se tornado cada vez mais relevante, e consequentemente a seleção de vidros na arquitetura. 

Esta consideração aumentou principalmente após estudos demonstrarem que partículas dessa luz aumentam a percepção humana, garantindo maior produtividade e conforto no espaço em questão.

Contudo, para que haja a entrada de luz nos ambientes, principalmente em escritórios e salas fechadas, é preciso a instauração de janelas, claraboias ou átrios de vidro, sendo os últimos financeiramente inviáveis para a maioria dos projetos.

Portanto, ao analisar a luz que chega pelas janelas, cabe ao arquiteto compreender os fenômenos ali existentes e projetar algo que seja rentável, sustentável e que seja agradável aos olhos.

No caso da iluminação natural existem três pontos principais a serem considerados: os ganhos solares, a condutividade e a quantidade de luz obtida pelas janelas.

Janelas: Equilíbrio Entre Design e Funcionalidade

É através das janelas e todas as suas peculiaridades que o arquiteto poderá encontrar uma solução viável para o uso de iluminação natural nos edifícios. Um primeiro ponto a ser analisado é a localização das janelas e suas devidas proporções.

Uma janela bem localizada e com tamanho médio consegue oferecer maior quantidade de iluminação natural que uma grande janela posta na direção errada.

Conhecer o caminho do sol e compreender como o mesmo age no edifício é importante para que as alternativas de tamanho e geometria sejam estudadas.

Em seguida é importante observar o tipo de vidro, se o mesmo é refletivo, se possui uma ou mais lâminas para conter a temperatura, se é claro ou escuro, entre demais fatores.

Os materiais utilizados também fazem diferença no resultado final, principalmente em relação ao isolamento térmico. As janelas de alumínio sem quebra térmica, por exemplo, não são recomendadas para locais onde a temperatura interna e a externa são discrepantes.

Colocando em Prática

O arquiteto deve analisar todas as peculiaridades das janelas e dos vidros, observando possibilidades de redução de custo ou de aprimoramento.

Embora existam tabelas auxiliares para a comparação de dados, o ideal é que o profissional realize simulações em programas especializados, onde há maior verossimilhança.

Cada ambiente terá sua necessidade específica, e dependerá de fatores externos (região, prédios adjacentes) e de fatores internos (usabilidade, tipo de edifício), logo, a análise deve ser minuciosa e os cálculos simulados diversas vezes. O arquiteto deverá buscar o equilíbrio entre conforto térmico e iluminação natural e artificial, tudo isso sem desconsiderar o design e o orçamento de seu cliente.

A consideração desses fatores irá gerar uma escolha assertiva de vidros na arquitetura, gerando edifícios confortáveis belos e energicamente eficientes.

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Como Desenvolver uma Boa Acústica em Seus Ambientes?

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A Relevância da Acústica na Arquitetura

Desenvolver um projeto arquitetônico é uma tarefa árdua e que exige muita atenção aos detalhes, uma vez que pequenas falhas podem arruinar completamente um projeto. Com o setor acústico da arquitetura não é diferente, para que exista uma boa relação dos habitantes com o ambiente é necessário que a acústica esteja em perfeito equilíbrio, sem causar incômodos ou dificultar a comunicação naquele espaço.

O som é uma onda que se transporta pelo ar e que, através de fenômenos como Reflexão, Difração, Reverberação, Eco, Ressonância e Absorção interage com o ambiente, tanto para ampliar quanto para reduzir seu potencial. Cabe ao arquiteto manipular, utilizando-se de materiais e cálculos espaciais, tais fenômenos para atingir o resultado desejado.

Controle Acústico

Para que exista uma harmonia entre sons externos e internos, é preciso que o cliente determine o grau de privacidade que o projeto exigirá, dessa forma o arquiteto poderá trabalhar em cima das possibilidades de tratamento do som e oferecer as melhores opções. Locais como escolas e hospitais, por exemplo, possuem regras fixas acerca do volume permitido em seu interior, cabendo ao profissional apenas projetar de acordo com as regras visando o melhor resultado.

A acústica faz total diferença na comunicação do ambiente, principalmente quando é necessário concentração e foco por parte dos habitantes. Uma sala de aula não deve receber sons externos e, consequentemente, necessita de uma estrutura que facilite a comunicação entre professor e aluno em qualquer lugar.

Embora o conceito de nível sonoro (decibels) seja relevante, os arquitetos trabalharão com o ajusta da frequência do som (Hertz), onde será determinada, através de cálculos e medições.

Principais Pontos Analisados

Os cinco pilares da arquitetura acústica envolvem a compreensão e manipulação ideal do ruído. Primeiramente, cabe ao arquiteto pesquisar se há Ruído de Fundo de HVAC, ou seja, desencadeado por sistemas de ventilações e ar condicionado, podendo assim encontrar maneiras de atenuar o incômodo causado pelos aparelhos. Em segundo lugar, é preciso analisar os Ruídos Externos e suas fontes, dessa forma o profissional poderá encontrar alternativas para extinguir o som externo e garantir o conforto acústico ideal.

O terceiro ponto diz respeito ao Isolamento Acústico, onde cabe ao arquiteto incluir no projeto materiais que consigam impedir a passagem do som entre diferentes ambientes. Os materiais podem ser divididos em refletores, absorventes e difusores, cada qual cumprindo uma diferente função acústica.

Na quarta posição está a importância das reduções do Tempo de Reverberação, pois é através dele que o que é dito no ponto A chega de maneira compreensível e inteligível ao ponto B. A estrutura do projeto faz toda a diferença nesse segmento, um exemplo de comparação está entre as salas de teatro e espaços para shows, enquanto um precisa que o espectador compreenda o que foi dito, o outro exige a passagem do volume e da intensidade do som.

Por fim, é importante que o arquiteto consiga trabalhar conceitos como Sonorização e Mascaramento, onde prezará pelo conforto do cliente, ou seja, priorizar a clareza do som mesmo que atrapalhe outros setores do projeto, e mascarar ruídos que estarão sempre presentes com a sonorização diferenciada, onde aqueles que estiverem presentes não sentirão incômodo ou distração, aumentando o foco e melhorando o ambiente.

A acústica é um dos pontos essenciais à serem trabalhados em um projeto, portanto, é necessária atenção a cada detalhe, principalmente quando há intenção de uma certificação LEED. Se atentar às normas é o primeiro passo para a edificação ideal.

Aplicando os Conceitos Teóricos

A acústica é um dos fatores essenciais no desenvolvimento de um projeto arquitetônico. Uma sala mal projetada, por exemplo, pode transmitir conversas através das paredes e também pode captar sons e ruídos externos, tornando o ambiente improdutivo. Cabe, portanto, ao arquiteto, elaborar um projeto no qual a acústica é colocada como algo inerente ao conforto dos futuros ocupantes.

Embora existam diversos modos de controle acústico, cada ambiente possui exigências únicas, variando também com a necessidade de privacidade daquele espaço. Não bastando isso, também é necessário atentar-se aos ruídos externos, como rodovias, prédios vizinhos e o nível sonoro médio ocasionado por transeuntes. Tudo isso deve ser colocado no papel para que, futuramente, o projeto venha a ser adaptado para atender todas as necessidades legais e também as necessidades colocadas pelo cliente.

Controlando os Fenômenos do Som

Após compreender as necessidades acústicas de cada ambiente, o arquiteto tem de primeiramente verificar se o espaço atende aos Critérios Acústicos, para em seguida lidar com fenômenos como a reverberação, a reflexão, a transmissão e o mascaramento do som. Nesse momento podem ocorrer mudanças estruturais na própria planta, como por exemplo a substituição de materiais da construção e o desvio de correntes de ar para manter determinados ambientes acusticamente limpos.

No design de interiores a colocação de painéis e o uso de materiais isolantes e até mesmo reflexivos pode fazer total diferença na percepção acústica. O posicionamento de cada objeto deve ser calculado de maneira minuciosa, visando assim uma taxa menor de erros e garantindo a possibilidade de alterações financeiras para economizar na obra como um todo. Nesse caso, o uso de tabelas auxiliares facilita os cálculos e oferece maior segurança não só para o arquiteto como, principalmente, para o cliente.

Ao conhecer os sons que rodeiam o espaço, as funcionalidades do mesmo e o grau de privacidade exigido, o arquiteto pode trabalhar em cima das possibilidades e dessa forma encontrar um equilíbrio estético, sonoro e financeiro, oferecendo, ao final, a melhor opção de projeto.

Escolas e Hospitais

Contudo, embora cada prédio tenha sua peculiaridade sonora, dois tipos de edifícios possuem regras ainda mais restritas e exigem maior atenção dos arquitetos durante o desenvolvimento, esses edifícios são as escolas e os hospitais. As escolas, por exemplo, necessitam de salas de aula com menor tempo de reverberação e isolamento total de sons e ruídos externos, pois tais exigências garantem maior inteligibilidade naquilo que é dito pelo professor.

Já os hospitais necessitam de isolamento acústico ainda mais objetivo, tanto dentro quanto fora das salas e quartos. Por se tratar de um ambiente relacionado à saúde e ao bem estar, a arquitetura de hospitais possui regulamentos específicos, cabendo ao arquiteto seguir todas as implementações sem tanta liberdade para realizar alterações.

A padronização da acústica em tais ambientes é uma forma inteligente de auxiliar os arquitetos, uma vez que são colocados leis e parâmetros a serem seguidos e tudo é explicado detalhadamente. Os profissionais têm, portanto, um guia para projetar um edifício de altíssima qualidade e que consiga oferecer o melhor no quesito de conforto e praticidade.

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Como a Construção Civil Pode Contribuir Para a Redução das Ilhas de Calor?

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Ilhas de Calor

Como você sente ao caminhar em um dia e local:

  • ensolarado,
  • no verão,
  • numa calçada,
  • ao lado do asfalto,
  • sem vegetação próxima,

Provavelmente você não se sente muito fresco, não é mesmo?

Isso acontece por causa da formação de Ilhas de Calor.

Elas são um problema atual, especialmente em metrópoles e centros comerciais.

Neste artigo vamos falar sobre:

  1. A Formação das Ilhas de Calor;
  2. Redução das Ilhas de Calor.

Continue lendo para saber mais sobre o assunto.

1. Formação das Ilhas de Calor

Alguns fatores influenciam a formação de Ilhas de Calor. Temos como exemplo:

  • Utilização de cores escuras para telhados e superfícies;
  • Superpopulação dos espaços;
  • Mau planejamento das edificações;
  • Uso de materiais com alto nível de absorção do calor.

O asfalto utilizado em estradas e rodovias é uma excelente demonstração da formação das ilhas de calor.

Vamos entender por etapas como isso ocorre:

Etapa 1: a irradiação solar é praticamente toda absorvida pelo asfalto;
Etapa 2: retorna para o meio através irradiação;
Etapa 3: desencadeia uma temperatura elevada na região.

Este ciclo pode resultar numa temperatura muito elevada. Locais na China, por exemplo, já demonstram variação acima de 10°C devido à formação das ilhas de calor.

Ao causar o desconforto térmico, as ilhas de calor exigem mais consumo energético. Isso ocorre porque o ar condicionado deve passar mais tempo ligado.

Além disso, o clima em si, trará malefícios à saúde, como aumento de crises alérgicas e quadros de bronquite.

Por isso, devemos gerenciar o espaço propício para o desenvolvimento de ilhas de calor. Encontrando soluções sustentáveis de tratamento dessa área.

Agora que já entendemos com as Ilhas de Calor se formam, podemos ver como combater este problema.

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2. Redução das Ilhas de Calor

Superfícies secas e principalmente escuras irradiam calor, fazendo as cidades ficarem quentes. Então, quais conceitos podemos colocar em prática para melhorar esta situação?

Possuímos duas estratégias principais:

  1. Projetos com telhado, sem estacionamento coberto;
  2. Projetos com Estacionamentos Cobertos ou Subterrâneos.

Vamos ver agora cada uma destas opções:

Opção 1: Projetos com telhado, sem estacionamento coberto

As áreas de Paisagismo Seco influenciam muita na formação de Ilhas de Calor.

Elas costumam ter duas características principais:

  • Comportar pouquíssimas plantas;
  • Possuem tonalidades escuras.

Para resolver isso, podemos seguir 6 simples passos:

Passo 1:

Minimizar no lote as áreas de paisagismo seco, também chamado hardscapes.

Passo 2:

Delimitar as áreas de paisagismo seco e de telhado.

É necessário excluir áreas com equipamentos mecânicos, painéis de energia solar e claraboias.

Estacionamento no último pavimento também é considerado paisagismo seco.

Passo 3:

Selecionar materiais de superfície, considerando o SRI das superfícies.

SRI é o Índice de Refletância Solar vai de 0 a 100.

Quanto maior for o SRI e mais branca é a superfície, mais ela é reflexiva. O que é melhor para o nosso objetivo de reduzir as Ilhas de Calor.

Temos alguns valores pré-determinados para o SRI de superfícies de acordo com a inclinação. Isso se dá pela capacidade das inclinações de acumularem sujeira e atrapalharem a reflexão do material.

Então, devemos pensar em estratégias para aumentar o SRI.

E como fazer isso?

Uma opção é adicionar telhados verdes e utilizar materiais que sejam adequados.

É preciso, no entanto, considerar o envelhecimento da superfície em questão. Pois, com o passar dos anos o material deve manter a integridade mais próxima possível do seu período de instalação.

Passo 4:

Identificar as plantas que geram sombreamento, quais são as áreas sombreáveis e quais são as reflexivas.

Estratégias de Paisagismo seco para reduzir os efeitos das Ilhas de Calor:

  • Sombreamento com vegetação nova ou existente;
  • Superfícies com vegetação;
  • Estruturas com sombreamento e geração de energia;
  • Estruturas Arquitetônicas que gerem sombreamento;
  • Pisos com alta refletência;
  • Pavimentação permeável (no mínimo 50% de permeabilidade para ser considerada).

No caso do uso de plantas, devemos saber as características da vegetação utilizada. É importante para que a manutenção seja devidamente programada, caso necessário.

Plantas que permitam um bom sombreamento também devem ser consideradas.

A instalação de uma pavimentação deve ter um mínimo de 50% de permeabilidade. Assim a água da chuva também pode ser melhor aproveitada.

Passo 5:

Uma boa maneira de ter certeza da eficiência nas estratégias é através de programas de simulações. Nele você pode escolher o material, aplicar medidas e organizar todos os dados antes de finalizar o projeto.

Assim você garante que o produto final tenha a melhor qualidade possível, reduzindo o calor da região e proporcionando uma vida mais saudável para aqueles que ali habitam.

Opção 2: Projetos com estacionamento coberto ou subterrâneo

Estacionamentos não cobertos são grandes áreas responsáveis pela formação das ilhas de calor.

É comum encontrarmos pátios concretados para o armazenamento de carros. Isso ocorre tanto por medidas financeiras quanto por praticidade.

Contudo, o SRI desses espaços é baixo demais. E, já que a área destinada para os carros é grande, resulta em muita irradiação térmica.

Para resolver este problema, temos duas possíveis alternativas:

Alternativa 1:

Estabelecer estacionamentos em subsolo ou organizado por andares. Assim, a área é melhor aproveitada e não há tamanha exposição do solo.

Apesar de ter o processo de escavação, é considerada uma estratégia sustentável, pois, diminui as ilhas de calor.

Alternativa 2:

Se não for possível aplicar a alternativa 1, devemos adicionar coberturas em 75% das vagas com painéis solares.

O LEED orienta que para o cálculo do estacionamento, devemos usar o mínimo de vagas estabelecido pela lei local.

Dessa forma haverá um benefício energético e os raios solares não atingirão diretamente o chão, evitando a irradiação.

 

Concluindo…

A formação de Ilhas de Calor é um problema que atinge diretamente a qualidade de vida das pessoas.

Neste artigo, você viu que estratégias como:

  • Reduzir a quantidades de paisagismo seco;
  • Instalar estacionamentos no subsolo;
  • Utilizar materiais com SRI alto;
  • Inserir Telhados Verdes;
  • Escolher vegetações que gerem sombreamento.

São algumas das iniciativas que reduzem esse problema.

É importante pensarmos nestas áreas já no momento de concepção, com a equipe de projeto. Dessa forma, as melhores estratégias serão escolhidas.

Como consequência, evitar a formação de Ilhas de Calor resulta em diversas sinergias:

  • Proteção do habitat;
  • Espaços abertos;
  • Gerenciamento de água de chuva;
  • Eficiência Energética.

Você já fez algum projeto pensando em minimizar os Efeitos das Ilhas de Calor?

Conte para nós a sua experiência ou suas dificuldades em implementar estas estratégias.

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ANTERIORMENTE…

…comentamos em outro vídeo que edificações sustentáveis ajudam em diversos aspectos cognitivos do ser humano: Melhora na percepção, atenção, produtividade e até mesmo o juízo.

Muitas vezes falamos de fazer academia, nos alimentarmos melhor, mas só de vivermos em espaços mais eficientes já significa um aumento razoável de produtividade.

Um desses aspectos que ajudam bastante na melhoria do ser humano nos espaços é tratar com vistas de qualidade.

O QUE ISSO SIGNIFICA?

Significa criar vistas que conectem as pessoas em uma edificação com ambientes externos.

A conexão visual de de edificações ajuda na execução de tarefas diárias, deixam as pessoas mais felizes e melhora a produtividade, sendo uma alternativa para evitarmos períodos prolongados em nossos computadores e ajudando a evitar doenças como a tensão ocular.

Em hospitais, proporcionar visuais de conforto ajuda pacientes a reduzir o estresse, a utilização de medicamentos e até acelerar o processo de recuperação.

Um dos benefícios mais importantes é reforçar os nossos ritmos circadianos, que é o período biológico que todos os seres vivos possuem, e que nós geramos por centenas de milhares de anos de nossa evolução.

É muito importante mantermos ao máximo este ciclo (isso se você estiver projetando na Terra, em Marte não precisa). Sua interrupção pode levar a problemas de saúde a longo prazo, incluindo transtornos mentais.

Projetar para garantir vistas de qualidade envolve considerar a orientação de edifício, a implantação, a fachada e disposição dos ambientes internos.

PODEMOS REALIZAR ISSO DE ALGUMAS FORMAS:

  • Pensarmos na implantação localizando pontos visuais interessantes.
  • Criar uma amplitude visual, ampliando ao máximo o campo de visão para janelas.
  • Trabalhar com elementos vivos nas áreas externas e proporcionar o contato das pessoas de dentro da edificação para fora, como flora, fauna, céu, objetos ou mesmo pessoas.
  • Eliminar o máximo de obstruções visuais, incluindo divisórias.
  • Evitar vidros com serigrafias, pinturas ou elementos que distorçam as cores dos vidros ou mesmo bloqueiem a visão para fora.

Hoje você aprendeu sobre vistas de qualidade. Um grande abraço.

Estamos Projetando em Alta Performance?

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Qual problema você está disposto a resolver com sua arquitetura?

No livro ‘Por uma Arquitetura’, Le Corbusier cria relações da arquitetura com automóveis e aviões. Ele cria uma célebre frase:

“O Avião nos mostra que um problema bem colocado encontra sua solução”.

O avião evoluiu drasticamente na época da primeira e segunda guerra mundial, e a motivação era simples: ou o avião evoluía, ou os países perderiam a guerra e muitas pessoas morreriam. Essa é uma boa motivação, certo?

Quais são os problemas que precisamos resolver com nossos projetos? Hoje possuímos certamente mais problemas do que nossos arquitetos antepassados. Precisamos:

  • Trabalhar em forma e função
  • Atender as necessidades dos clientes
  • Trabalhar com a racionalidade máxima de elementos pelo BIM
  • Utilizar materiais sustentáveis e ter a certeza de que eles são realmente sustentáveis
  • Trabalhar na eficiência energética
  • Pensar na qualidade interna dos ambientes
  • Criar uma relação consistente do projeto com o entorno
  • E…se possível…deixar o projeto bonitinho.

A maioria de nós arquitetos saímos da faculdade com a idéia de que podemos atuar em qualquer tipo de projeto. Hospitais, hotéis, edifícios, escolas, aeroportos e muito mais. Maravilhoso, certo? Se Oscar Niemeyer podia, nós também podemos!

Mas será que isso é bom? Bom para os nossos clientes? Bom para a nossa carreira?

 

Bonus em PDF: Este Artigo possui 820 palavras. Clique para fazer o download completo em PDF desta lição, para que você possa ler melhor depois.

Será que, para atingirmos a excelência e trabalharmos com projetos altamente sustentáveis e atingindo a maior performance possível, não precisamos nos especializar em um único tipo de projeto?

Imagine 2 cenários.

Cenário 1

Você é um arquiteto que trabalha com todos os tipos de projeto. Seu último projeto foi uma residência contemporânea e de repente surge um cliente que necessita de um projeto de interiores estilo neoclássico.

Você não gosta muito, mas vamos dizer que você fechou o projeto. Você vai atrás de todos aqueles detalhes de colunas, cornijas e frontões. Mas como você nunca trabalhou nesse tipo de projeto – e nem gosta muito – você não acertou tão bem assim as proporções. O trabalho de gesso não ficou lá grandes coisas. Mas você vai levando…

Então surge uma proposta de uma escola. Se você pegou um projeto de interiores neoclássico, não vai querer perder a escola, certo? Você então inicia a análise de todas as normas relacionadas a esta escola.

  • Qual a chance de você atender 100% bem todas essas tipologias arquitetônicas e o seu cliente?
  • Como é o esforço que você possui para fazer uma boa arquitetura, utilizando todas as estratégias para criar uma edificação de referência, além de, é claro, a legislação que é um drama por si só, pois cada cidade é de um jeito?
  • Ainda, qual a chance de você cobrar um bom valor do cliente, sendo que ele sabe que você não é um especialista?

Cenário 2

Você é um arquiteto especialista em Edifícios de Escritórios. Você conhece como é o trabalho com edifícios em diversas cidades brasileiras, conhece as diferenças legislativas e todos os problemas que podem ocorrer.

Sabe que em diversas cidades brasileiras edifícios com mais de 5.000 metros quadrados precisará de um RAP, conhece as diferenças para as normas de bombeiros para alturas específicas de edificações. Você conhece os entraves da aprovação e sabe como trabalhar com diversas estratégias sustentáveis aplicáveis para esse tipo de edificação.

Como consequência, não necessita estudar questões que não são importantes para este tipo de projeto, como por exemplo materiais de arquitetura hospitalar, programa de projeto para aeroportos, e outras análises que tomam muito tempo, e consequentemente dinheiro.

Como uma analogia, na área médica os médicos atuam de forma mais parecida com esta segunda opção. Existem neurocirurgiões, proctologistas, oftalmologistas e todo o tipo de especialidade que transforma cada um desses profissionais em especialistas.

  • Valoriza-se mais a profissão e existe uma tendência maior de obter maior rentabilidade por projeto pela obtenção de melhores clientes.
  • Em contrapartida, se um cliente quer uma casa, ele provavelmente não vai te procurar, afinal você só trabalha com edifícios de escritórios. Assim como um cliente que quer um hospital, ou uma escola, ou até mesmo um edifício residencial.
  • Você tem chance de se tornar um especialista em um nicho, mas perde todos os outros.
  • No entanto, você possui a chance de criar processos e procedimentos que te levariam a uma performance muito superior do que trabalhando com todos os segmentos possíveis.

Perguntas

Considerando a crise e esse processo de reposicionamento de carreira que todos nós, independente de escala de nossos escritórios, estamos enfrentando, o que você acredita ser a melhor solução?

Considerando que devemos trabalhar visando a alta performance em nossa arquitetura, será que não estamos nos enganando, dizendo que conseguimos projetar bem e trabalhar com profundidade em estratégias sustentáveis, para qualquer tipo de projeto?

Deixe seu comentário. Grande abraço.

 

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