Como utilizar vidros para a eficiência energética

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Uma boa arquitetura possui uma relação de equilíbrio com o design, conforto e eficiência energética.

Se você chegou até aqui, sabe que os vidros são muito importantes para a eficiência energética, e gostaria de aplicá-los de forma mais assertiva em sua arquitetura, certo?

Afinal, desde que Mies Van der Rohe criou um dos primeiros conceitos da torre de cristal em 1921, a Freidrichstrasse Skyscraper, muita coisa mudou.

Hoje possuímos tecnologias muito mais avançadas de construção, como softwares em 3D, BIM e estratégias de simulação, só para citar algumas mudanças.

Mas…eu espero que você não esteja projetando como 1921, certo?

Então leia este artigo para entender sobre um dos principais aspectos primordiais do conforto e eficiência energética em edificações: as características principais dos vidros.

Os principais fatores em vidros para a eficiência energética

Quais são os principais fatores relacionados em vidros para a eficiência energética?

Na verdade existem diversos itens importantes que iremos abordar em outros artigos, tais como:

  • As transmitâncias em paredes, pisos e tetos
  • Edifícios vizinhos
  • Elementos de sombreamento
  • O uso da edificação
  • A ventilação natural
  • A caracterização das zonas térmicas
  • A aplicação de placas fotovoltaicas no final do processo.

Outro índice muito importante – talvez primordial – é o WWR (Window to Wall Ratio) também chamado de PAF, que é a proporção entre as janelas em relação a cada fachada da edificação.

No entanto, o objetivo deste artigo é demonstrar como apenas 3 índices nos vidros de uma edificação podem mudar drasticamente os fatores de eficiência energética, por mais que visualmente uma edificação seja praticamente igual a outra.

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Portanto, possuímos 3 índices primordiais em vidros para a eficiência energética:

  • O SHGC (Solar Heat Gain Coefficient)
  • Fator U (U Value)
  • O VLT (Visible Light Transmittance).

Cada um deles terá um papel diferenciado na eficiência energética da sua edificação, e nenhum pode ser ignorado.

A compreensão por uma simulação

Para que você entenda da forma mais didática possível, realizamos a simulação de vidros para a eficiência energética em uma edificação de escritórios genérica, toda em vidro, de 30×30 metros, com 15 pavimentos de 3,60m de altura, posicionada 90° em relação ao norte.

Serão realizadas 2 análises por índice:

  • A primeira será realizada comparando os índices em 5 cidades brasileiras.
  • A segunda será realizada comparando mais profundamente 2 cidades brasileiras com as condições mais diferenciadas — Curitiba e Manaus.

Lembrando que os valores obtidos são apenas uma noção de grandeza, pois não foram considerados tratamentos de sombreamento, ajustes no uso da edificação, taxas de infiltração, nem transmitâncias precisas em elementos da edificação como paredes internas, pisos e cobertura. Sempre considere avaliar todos elementos de uma edificação para obter melhores índices de eficiência energética.

O SHGC – Solar Heat Gain Coefficient

É sobre o ganho solar na edificação. Quando menor o seu índice – que vai de forma genérica de 0 até 1 – menor será o ganho solar dentro de um ambiente, pois ele se torna mais capaz de resistir à radiação.

Este fator é importante em todas as regiões brasileiras, principalmente as mais quentes, que irão geralmente sugerir índices baixos de SHGC nos vidros para que possamos manter um índice de conforto aceitável.

É importante mencionar que na maioria dos folhetos de fabricantes de vidros índice mais comum utilizado é o FS (Fator Solar). No entanto, o SHGC é mais completo, pois considera ganhos solares diretos em indiretos dentro da edificação e é mais amigável para softwares de simulação.

Como é o SHGC na prática?

Simulação da Edificação pelo Brasil

Podemos perceber no gráfico abaixo resultante da simulação de todas as fachadas em vidro simultaneamente que o consumo de energia anual aumenta de forma drástica dependendo do SHGC utilizado.

Esse aumento acontece de padrão similar nas 5 cidades analisadas, com aumentos no consumo energético quanto mais quente o clima da região.

Utilizando vidros de controle solar com SHGC`s próximos ao Baseline da ASHRAE 90.1.2013 – o principal padrão internacional para Otimização do Desempenho Energético em edificações — possuímos uma redução energética média de 20-25% em relação ao vidro incolor em todos os 5 estados brasileiros analisados.

Uma Lupa em Curitiba: Simulação da Edificação por Fachadas Individuais

Avaliando uma cidade de clima mais frio, podemos reconhecer claramente as diferenças os aumentos no consumo de energia pela utilização do SHGC em cada fachada.

Se utilizamos, por exemplo, 3 fachadas com o SHGC dentro do baseline da ASHRAE 90.1 e apenas a fachada oeste com vidro incolor, o aumento do consumo é mais drástico do que realizar o mesmo com 3 fachadas e considerar um vidro sem controle solar na fachada sul.

Se utilizarmos vidros de controle solar próximos a 0,33 de SHGC, podemos manter um bom nível energético não necessitando de diferenciações em cada fachada.

Uma Lupa em Manaus: Simulação da Edificação por Fachada

O mesmo padrão de resultado apresentado em Curitiba acontece também em Manaus, com a diferença de que o consumo energético é maior em condições idênticas de análise.

As fachadas leste/oeste também se destacam no consumo energético, e utilizar vidros com SHGC perto de 0,30 possibilitaria o uso do mesmo tipo de vidro em todas as fachadas mantendo um bom nível de performance.

Fator U (U Value)

Este é o fator de condutividade térmica do vidro. Quanto menor o fator U – que vai de forma genérica de 0.1 até 6.9 – menos calor ou frio será transferido para os ambientes.

Este fator será imprescindível principalmente em regiões onde a diferença da temperatura externa é muito diferente da interna, afinal, quanto mais o vidro deixar passar a temperatura externa/interna, mais energia será necessária para manter a edificação dentro de níveis aceitáveis de conforto.

Como é o Fator U na prática?

Simulação da Edificação pelo Brasil

Analisando as 4 fachadas de uma edificação simultaneamente em 5 estados brasileiros, podemos perceber o mesmo padrão de comportamento na edificação, com o natural aumento do consumo energético em regiões mais quentes utilizando o mesmo padrão nos outros índices — transmitâncias, perfis de uso, etc — da simulação.

É importante perceber também que em regiões mais quentes conseguiríamos uma eficiência de 3-5% caso utilizássemos um vidro com um Fator U próximo ao baseline da ASHRAE 90.1.2013.

No entanto, é imprescindível uma análise mais detalhada desses índices para cada fachada, que é o que faremos logo para Curitiba e Manaus.

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Uma Lupa em Curitiba: Simulação da Edificação por Fachada

Analisando Curitiba, podemos perceber claramente que poderíamos obter ótimos benefícios utilizando índices próximos a 3,51 no Fator U, em todas as fachadas — com destaque novamente pra a fachada oeste — contrariando inclusive o baseline da ASHRAE 90.1.2013 que exige índices mais criteriosos.

As fachadas oeste e leste, mantendo o padrão do SHGC, são novamente as fachadas onde podemos extrair os maiores benefícios.

É importante ressaltar que a ordem de grandeza do Fator U é muito menor que a do SHGC, portanto é muito importante avaliar o custo dessa solução x a economia energética obtida, que tende a ser menor do que os resultados obtidos pelo SHGC logo acima.

 

Uma Lupa em Manaus: Simulação da Edificação por Fachada

Já um outro extremo, como Manaus, exigiria um Fator U próximo a 2,27 para obtermos uma otimização energética máxima considerando a fachada toda em vidro.

Outro fator importante é que, acima do Baseline da ASHRAE, ocorre um salto no consumo, novamente nas fachadas leste oeste. É importante mais uma vez notar que este avanço não representa tanto quando comparado ao SHGC na edificação.

VLT – Visible Light Transmittance

É sobre a Transmitância de Luz Visível. Quanto maior – que vai de forma genérica de 0 a 1 – mais luz visível este vidro permitirá passar.

É lógico que o valor do VLT vai se relacionar diretamente com o SHGC em vidros para a eficiência energética, pois quanto mais luz uma janela passar, a tendência é que o valor também passe.

Como é o VLT na prática?

Simulação da Edificação pelo Brasil

Para entender como este índice se comporta em vidros para a eficiência energética, utilizamos os critérios de iluminação natural da IES (LM) 83-12, que é o método mais recomendado pelo LEED e consiste em 2 fatores de análise:

  • O Sda (Spatial Daylight Autonomy), que se refere a Automomia da Luz. São as áreas na altura do plano de trabalho em que conseguimos obter pelo menos 300 lux nos ambientes regularmente ocupados da edificação em um período entre as 8:00 até as 18:00 por 50% das horas do ano, ou 1825 horas.
  • Já o Ase (Annual Sunlight Exposure), é sobre a exposição da luz do sol nos ambientes para 250 horas do ano. Obter mais que 1000 lux pontuais significa que a edificação possui áreas com ofuscamento excessivo pela luz do sol. Uma exposição maior do que 10% da área da edificação pode ser considerada excessiva para os ambientes e é punido em certificações como o LEED.

Avaliando por este critério, podemos observar que, utilizando um VLT médio de 0,42 em 4 cidades brasileiras em vidros para a eficiência energética, obtemos diferenças importantes por fachada, como por exemplo a inexistência de ASE nas fachadas sul de Curitiba e São Paulo.

Outro fator que é importante observar é que não possuímos áreas regularmente ocupadas com um baixo índice de iluminação natural (sDA), o que acontece por não consideramos partições internas na edificação.

É perceptível também que, embora os principais impactos estejam ao oeste da edificação, cidades como Curitiba e Rio de Janeiro apresentam índices de ASE são superiores à São Paulo e Manaus, o que exigiria mais performance dos sistemas de sombreamento na edificação, como persianas horizontais, verticais, ou mesmo venezianas internas ou externas.

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Uma Lupa em Curitiba

Avaliando Curitiba individualmente com vidros utilizando índices de VLT de 0,16, 0,42 e 0,69 respectivamente, podemos notar que o índice de 0,16 geram áreas com baixa iluminação natural. Este índice seria ainda pior caso utilizássemos partições internas na edificação.

Para solucionar a baixa iluminação mantendo o baixo VLT, algumas soluções seriam possíveis, como diminuir a profundidade da planta, ou a utilização de sistemas de sombreamento tipo light shelf, que permitiria uma penetração maior da luz.

Mas o mais recomendado para esta edificação seria o aumento nos índices de VLT entre 40-50%.

Uma Lupa em Manaus

Manaus de comporta de forma parecida com Curitiba, no entanto a intensidade da iluminação no oeste se intensifica drasticamente com o VLT de 0,69, tornando praticamente obrigatório o uso de sistemas de sombreamento caso esse índice seja mantido.

Conclusão

conclusao eficiencia energetica

A conclusão básica que podemos tirar desse estudo é que não existem verdades absolutas quando falamos sobre vidros para a eficiência energética.

Edificações aparentemente idênticas podem apresentar padrões de consumo energético completamente diferentes dependendo da consideração dos vidros.

No entanto, os vidros são apenas um fator importante entre diversos outros, como as transmitâncias em paredes, pisos e tetos, elementos de sombreamento, o uso da edificação, a ventilação natural e a proporção de janela por fachada.

Considerar apenas a possibilidade de uma edificação vizinha existente ou futura poderia alterar drasticamente os índices apresentados neste estudo.

Outra conclusão simples é que precisamos entender que a análise energética não pode mais ser realizada como um diagnóstico tardio sobre “onde estamos”, e sim sobre “onde estamos e podemos ir”.

E para sabermos onde podemos ir, as simulações precisam ser realizadas logo no início do projeto, para que possamos realmente obter edificações de alta performance.

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Como é o Exame LEED? Compartilhamos nossas experiências

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Você pretende estudar para o exame LEED e dar um grande passo na carreira?

Muitos profissionais procuram. Por isso, eu e a Sami resolvemos compartilhar nossas experiências para você entender como é realizar o exame e até se tranquilizar um pouco!

Para ouvir é só clicar no player logo acima. 🙂

 

10 Grandes Motivos para Você Ser um LEED AP

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Quais os motivos para ser um LEED AP?

Ser um LEED AP é uma maneira rápida e eficaz de obter ótimos pontos na carreira.

No entanto, apenas falar que você estará na frente de outros profissionais da indústria é simplório.

Por isso, listamos 10 grandes motivos para você se tornar um LEED AP e como isso pode abrir oportunidades inimagináveis na carreira.

1. Novas oportunidades em campos diversos

Assim como já discutido neste artigo, ser um LEED AP abre margem para oportunidades em campos distintos. Aqui estão algumas:

  1. Em consultorias sustentáveis no Brasil e pelo mundo, onde você pode ajudar construtoras ou escritórios de engenharia e arquitetura a atingirem objetivos sustentáveis.
  2. Como um certificador, abrindo sua própria empresa ou ajudando outras a obterem uma certificação.
  3. Em seus próprios projetos, certificando-os ou mesmo aplicando as estratégias de forma organizada e valorizada pelo mercado.
  4. Trabalhar como um consultor de sustentabilidade dentro de bons escritórios de arquitetura ou engenharia.

 

Lembrando que se tornar um LEED AP pode ser interessante não apenas para aqueles que trabalham diretamente com projeto e construção, mas também aqueles que trabalham na cadeia de fornecedores deste mercado, melhorando o discurso e ampliando oportunidades.

2. Em alguns projetos o LEED é preferencial ou até obrigatório

Da última vez que pesquisei “LEED” no www.simplyhired.com, encontrei 4.022 oportunidades de trabalho.

Algumas solicitam o LEED como um sistema de certificação preferencial ou até mesmo obrigatório. Inclusive, existem instituições governamentais e até mesmo empresas pelo mundo tornando obrigatória a certificação de seus empreendimentos.

Portanto, quando você obtém esta acreditação você assegura maiores oportunidades na carreira.

3. O LEED possui um reconhecimento global (e crescente)

Este é um fator de diferencia o LEED de qualquer outro tipo de certificação.

Enquanto outras atuam em pouquíssimos lugares (AQUA), tenham apelo apenas em países da Europa (BREEAM) ou sejam simplesmente muito fáceis para serem levadas a sério, o LEED é utilizado no mundo todo — o que facilita para profissionais que buscam trabalhar em outros lugares do mundo e serem reconhecidos para tal.

Outra consideração inequiparável é o número de projetos: existem mais de 62.000 edifícios certificados LEED em mais de 150 países, e 186.000,00 m2 de espaços certificados por dia.

Como outra vantagem, você poderá trabalhar em conjunto com profissionais de todo o mundo por uma linguagem universal definida pelo sistema de certificação, facilitando o processo de inserção global e por consequência abrindo bons espaços na sua carreira.

4. A economia favorece e continuará favorecendo

Ser um LEED AP é tanto um investimento de curto e longo prazo, pois no mundo a procura por profissionais verdes é crescente.

De acordo com um estudo realizado pela Dodge Data & Analytics em 2016, espera-se que o número de green buildings seja duplicado até 2018. A porcentagem de empresas que esperam ter mais de 60% de seus projetos com certificações saltará dos 18% atuais para 37%.

No Brasil, espera um crescimento de seis vezes na porcentagem de empresas que esperam certificar a maioria dos seus projetos. Um crescimento de cinco vezes é esperado na China, e um crescimento de quatro vezes é esperado na Arábia Saudita (de 8% para 32%).

Portanto, se você procura estar a frente no mercado brasileiro e até mesmo trabalhar fora do Brasil, este pode ser um grande passo.

5. Você saberá como utilizar o dinheiro do cliente mais sabiamente

Muitas empresas do mundo todo — principalmente as maiores — buscam LEED AP’s, pois reconhecem a importância da certificação.

Compreendem também como esses profissionais encaram a sustentabilidade nas construções de forma organizada e pautada nas normas mais modernas do mercado — sem sugerir estratégias que seriam impossíveis de serem realizadas, estarem ultrapassadas ou até mesmo possuir um custo muito alto.

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6. O LEED continua evoluindo

Assim como normas no mundo todo estão se tornando cada vez mais restritivas, o LEED também está evoluindo.

Sua última versão, LEED V4, obteve um grande salto em relação a versão de 2009, e poucos profissionais conhecem as diferenças.

Aprender as estratégias mais atuais pode estabelecer grandes diferenciais na carreira, até mesmo para empresas que já certificam.

7. O LEED como seu “molho secreto”

Se posicionar como alguém educado em sustentabilidade pode abrir novos caminhos dentro da sua atuação existente.

Além de ser muito procurado por profissionais da construção civil, o LEED vem sendo descoberto por advogados, líderes do mercado imobiliário e outros, que compreendem que inserir esses requisitos em suas carreiras podem levar suas atuações para um novo nível.

8. Você pode obter acreditação independente de um curso de pós graduação ou MBA

Alguns cursos de pós graduação oferecem treinamentos sobre a certificação LEED como parte de sua grade curricular, sem dizer de que você pode estudar independentemente.

Muitos entram nesses cursos com o intuito de se tornarem profissionais LEED, mas o que eles não sabem é que poderiam estudar e realizar a prova sem necessitar estar em um curso de pós graduação — ganhando alguns anos no processo.

9. Suas ações vão beneficiar o meio ambiente

Não é sobre nossas carreiras que devemos pensar, certo?

Com a crescente atenção sobre os maleficios que construções fazem ao meio ambiente e como podemos mitigar esses efeitos, não seria interessante você fazer sua parte também?

Conhecer o sistema de certificação e ser um LEED AP pode ajudá-lo a ter uma carreira com este intuito de forma clara e concisa.

10. Empresas podem lhe pagar para realizar o exame

É comum que empresas falem conosco no intuito de treinar seus profissionais a se tornarem LEED GA’s ou AP’s.

Será que seu chefe não se interessaria em ter um profissional deste calibre em sua empresa também? Afinal, sua empresa desfrutaria de grandes benefícios.

E, talvez, seu treinamento e o seu exame podem sair de graça…

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Estratégias para Escolas de Alta Performance

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O que conhecemos sobre educação se transformou nos últimos anos, não concorda?

Se antigamente tínhamos as salas de aula e bibliotecas como redutos da boa educação, atualmente possuímos suas extensões em plataformas de EAD, quem vem ocupando cada vez mais espaço.

Apesar deste fator ajudar as escolas a reduzir seus custos operacionais — além de facilitar e baratear o aprendizado — muitas instituições escolares ainda necessitarão de espaços que estimulem os estudantes.

Quais boas estratégias de green building podemos aplicar em espaços novos ou existentes, estabelecendo escolas de alta performance?

Buscamos as principais neste artigo.

Performance acústica

A boa acústica é imprescindível, tanto para aprimorar o aprendizado dos estudantes como para manter a boa saúde dos professores.

De acordo com o Institute for Enhanced Classroom Hearing, uma média de 25 a 30% do que os professores dizem em sala de aula não são compreendidos pelos alunos devido a má performance acústica.

Entre os problemas estão:

Ruídos internos de sistemas de ar condicionado
O ideal é obtermos um nível inferior de pelo menos 40dBa em sistemas de HVAC para uma maior qualidade do ensino.

Ruídos que se originam de fontes externas
Para casos onde o barulho externo é excessivo, podemos utilizar barreiras de som, elevar o coeficiente de transmissão sonora das paredes ou mesmo procurar estratégias adicionais para melhorar estes níveis.

Tempos de reverberação
Para a grande maioria das salas de aula, obter um tempo menor de reverberação inferior a 0,6 deve bastar. Para mais detalhes, consulte a ANSI 60 ou a NBR12.179

(Comentário: o Arquiteto Marco Losso, especialista em acústica do site www.acustica.arq.br, contribuiu com este artigo dizendo que a NBR 12.179 não é suficiente para tratar o tema de reverberação em escolas.)

É possível sanar cada um desses problemas por estratégias em conjunto com o engenheiro mecânico e por cálculos na especificação de projetos de interiores, obtendo assim escolas de alta performance.

Acessibilidade

Um bom projeto é aquele que permite todas as pessoas a fazerem parte dele. Por este motivo precisamos assegurar que pessoas portadoras de necessidades especiais tenham acesso a mobilidade.

Para atingirmos este objetivo podemos consultar uma norma nacional já bem conhecida, como a NBR9050, que foi atualizada em 2015. Caso queira ir mais longe, é possível buscar a ADA Standards for Acessible Design e também a ISO 21542 – Acessibilidade e Usabilidade do Ambiente Construído.

Ergonomia Física e Visual

Utilizar os mesmos músculos e ligamentos repetidamente pode causar desconforto e tensão, principalmente em espaços onde realizamos tarefas repetitivas, como escolas. Portanto, para obtermos escolas de alta performance, oferecer estratégias de ergonomia física e visual são fundamentais. Podemos oferecer:

1. Ergonomia visual, fornecendo telas de computador ajustáveis em altura e distância do usuário.
2. Flexibilidade de altura nas mesas, e outros suportes de altura adicionais.
3. Flexibilidade de altura e profundidade nas cadeiras.

Iluminação Interna

Estudos de iluminação mostraram que estudantes ficam mais confortáveis ​​e produtivos em ambientes cuidadosamente iluminados. A alta qualidade da iluminação ajuda a eliminar distrações, cria interesse visual e um senso de lugar, além de suportar interações e
comunicação, contribuindo para o bem-estar dos ocupantes e reduz os problemas de saúde.

Nós podemos melhorar consideravelmente a iluminação interna utilizando estratégias de controle de iluminação, mas para escolas o mais importante serão as estratégias de qualidade.

Entre as estratégias para escolas de alta performance que podemos fazer, estão:

  1. Utilizar luminárias com uma luminância de menos de 2.500 cd/m2, para manter espaços econômicos com uma boa qualidade luminosa.
  2. Utilizar luminárias com um CRI de 80 ou superior, para deixar a coloração dos espaços mais reais.
  3. Utilizar fontes de luz com expectativa de vida de pelo menos 24 000 horas, para diminuir a emissão de resíduos.
  4. Utilizar iluminação indireta direta para o máximo de espaços possíveis, forçando menos a visão.
  5. Atingir as refletâncias médias de 85% para tetos, 60% para paredes e 25% para pisos, para manter uma boa distribuição luminosa.

Iluminação Natural

O aumento do acesso à luz do dia possui efeitos positivos para o comportamento humano e a saúde, porque reforça o nosso ritmo circadiano. Estudos demonstraram que o seu uso ajuda no desempenho dos alunos, combate a depressão, a letargia.

Um edifício bem projetado neste quesito também utiliza menos energia de iluminação elétrica, conservando recursos naturais e reduzindo a poluição do ar.

A estratégia mais eficaz possui o foco na simulação computacional, onde precisamos trabalhar com a distribuição luminosa e ao mesmo tempo diminuir impactos relacionados a sua intensidade.

Aqui surge o conceito da Autonomia Espacial Diurna (sDA)300/50%, onde precisamos atingir no ano todo pelo menos 300 lux para 50% das horas do período de análise.

Já a nível de intensidade luminosa, precisamos atender o conceito da Exposição Anual à Luz Solar (ASE1000,250). Aqui precisamos diminuir ao máximo a intensidade luminosa acima de 1000 lux para 250 horas do ano em nossos espaços.

Isso é apenas o começo para escolas de alta performance…

Quer conhecer mais estratégias e testar seus conhecimentos em construções sustentáveis? Faça o nosso teste logo abaixo.

 

A Blockchain Como o Futuro da Energia Verde

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Você acompanha o crescimento da energia solar?

O setor de energia solar foi um dos que mais cresceu em 2017. De acordo com o The Guardian, o crescimento mundial foi de 50% em 2017, muito devido a esforços dos EUA e China.

No Brasil o crescimento foi de 70% nos últimos dois anos.

Mesmo com ótimos sinais, considero que o crescimento poderia ser muito maior, afinal, a produção de energia renovável ainda é proibitiva para grande maioria do setor residencial.

Como isso poderia ser diferente, incluindo você e muitos de seus clientes no processo?

Leia esse artigo para compreender.

O grande empecilho

O maior impeditivo para aqueles que buscam um sistema de energia renovável ainda é o longo prazo de retorno do investimento.

É importante ressaltar que a culpa desse longo payback não é do sistema solar por si só. O preço dos componentes na verdade só decrescem, caminhando inclusive contra o aumento anual das tarifas energéticas.

Este payback longo se origina, em grande parte, pela falta de incentivos governamentais.

Impeditivo 1

Mesmo que o produtor de energia residencial mantenha uma produção superior ao seu consumo, será necessário o pagamento da tarifa mínima para a concessionária, que terá um valor dependendo da região e da sua rede — monofásica, bifásica ou trifásica.

Esse fator torna o investimento interessante apenas para produzir o excedente da energia consumida, já que o residual da tarifa mínima terá que ser pago separadamente de qualquer forma.

Este fator diminui drasticamente o benefício ambiental e econômico do investimento.

Impeditivo 2

Outro revés para quem produz acima da própria demanda é apenas receber créditos sobre o excesso, que são “armazenados” – geralmente por um período de até 60 meses – e poderão ser utilizados para os próximos meses caso o consumo seja maior que a produção.

Este benefício é inútil na maioria dos casos, pois se você produz mais do que precisa, geralmente continuará produzindo, mesmo considerando estações mais frias onde a produção diminui.

Mas…e se o futuro reservasse maior independência e bons frutos para os bons produtores de energia verde?

A verdade é que esta realidade não está tão longe assim.

Para você entender como o setor de energia verde pode mudar drasticamente em alguns anos, precisamos entender o conceito da Blockchain.

A Blockchain como o futuro da energia verde

Se você acompanhou as notícias da área da tecnologia, deve estar familiarizado com o Bitcoin e o termo Blockchain.

O Blockchain é como se fosse um livro-razão virtual — público e compartilhado — que cria um consenso entre duas partes pela validação de muitos computadores pelo mundo sobre uma transação.

É considerado um sistema altamente seguro, justamente por ser descentralizado, e também econômico, pois as transações são livres de intermediários entre transações, como bancos e sistemas de pagamento.

A Blockchain é vista como a principal inovação do Bitcoin, a criptomoeda que tem aparecido em notícias do mundo todo, visto seu crescimento espantoso — e abrindo precedentes a milhares de outras criptomoedas surgirem no mercado.

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Hoje existem criptomoedas de todos os tamanhos e cores: algumas como uma evolução tecnológica do Bitcoin (Ethereum), ligadas a internet das coisas (IOTA) e até moedas estranhas ligadas a pornografia, videogames ou…batatas.

Bancos e instituições querem distância desse crescimento das criptomoedas – muito porque várias não sobreviverão a longo prazo – mas o motivo principal é porque buscam manter seu controle sobre a economia.

Definitivamente, existe um elefante na sala que hora ou outra eles terão que lidar — e eventualmente perder bastante neste processo.

A descentralização da energia

Cenários distópicos a parte, a verdade é que o setor da energia verde tem muito a se beneficiar com o sistema da Blockchain, principalmente pela descentralização da energia das grandes empresas e também pela eliminação de intermediários no processo da troca da energia excedente — o que gera uma grande economia no processo.

Uma das iniciativas mais sérias é a WePower, em que produtores de energia renovável poderão obter capital pela emissão de tokens que representam a energia que eles irão produzir e entregar, em um custo mais baixo que o mercado.

Entre esses fornecedores podem estar até mesmo eu e você, já que o sistema permite uma troca P2P, mais ou menos com os sistemas de troca de mp3 entre usuários que se tornou bastante popular nos anos 2000.

A grande vantagem é que, diferentemente do Bitcoin, em que a moeda se origina pela “mineração virtual” e consome energia de maneira crescente devido a escassez programada da moeda — o WePower inverte esses valores, beneficiando quem produz energia e consequentemente realiza boas ações ao planeta.

Um resultado mais democrático (e verde)

O resultado da energia verde descentralizada pela adoção da blockchain será uma energia mais barata e acessível para consumidores de todo o mundo, além da maior independência das concessionárias de distribuição energética.

Podemos ainda considerar que a produção de energia residencial pode vir a se tornar de mera hipótese para uma fonte de renda complementar real, independente das oscilações das tarifas mínimas de energia e das cargas tributárias.

Outra grande vantagem da blockchain é que dificilmente fontes de energia “sujas” como o petróleo ou o carvão conseguiriam assimilar sua tecnologia, por não serem sistemas digitais e altamente mensuráveis como a geração de energia fotovoltáica.

No fim do dia, a popularização e democratização tecnológica são as principais mudanças necessárias para que a energia solar ocupe o primeiro lugar entre todas as outras fontes de energia e contribua para um futuro mais sustentável. É hora.

E você, considera possível a Blockchain como o futuro da energia verde?

“Isso é muito Black Mirror”: 3 Materiais Sustentáveis Revolucionários

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Se sim, sabe como os roteiristas brincam com tendências tecnológicas e seu resultado direto para a sociedade. Alguns episódios são bem críveis, o que nos leva a pensar no que poderia ocorrer nos próximos anos.

E na arquitetura? Quais materiais sustentáveis revolucionários possuem uma grande chance de mudar como nós projetamos e melhorar a qualidade de vida dos usuários?

Aqui está uma lista de “3 materiais muito Black Mirror” para você conhecer:

1. Vidros eletrocrômicos

Esta é uma tecnologia que vem evoluindo há mais de 10 anos, mas a versão 2018 do material apresentado pela Halio terá uma tecnologia que promete revolucionar fachadas e sua relação com a iluminação natural.

Como será

Os vidros que utilizamos hoje possuem características estáticas, buscando otimizar a distribuição da iluminação em conjunto com a mitigação dos impactos excessivos. O resultado é que torna-se praticamente impossível ter um ambiente perfeito sempre, mesmo com a automação de brises e cortinas.

O Halio possui uma coloração eletrocrômica que, quando uma corrente de baixa tensão flui através dela, a janela pode escurecer, sem necessitar de cortinas ou brises. Os visuais são valorizados simultaneamente com a redução do ganho de calor solar. Os parâmetros de conforto deste novo modelo são:

  • Clareza, com 70% de transmitância de luz visível.
  • Cor neutra, ou seja, não distorce a realidade como vidros com tons de azul, bronze ou verde.
  • Escurecimento ou clareamento rápido, realizado em apenas três minutos.

 

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O Halio estará disponível como janelas externas que bloqueiam 97% de luz visível e como um painel de privacidade interno que bloqueia até 99,9% de luz visível. Os tamanhos máximos serão de 1,52m x 3,05m e serão compatíveis com controles inteligentes e automação de edifícios, funcionando com Siri ou Alexa.

2. Materiais da Economia Circular

Empresas cada vez mais buscam produtos que permitam a economia circular – produtos que possam ser usados e reutilizados após o fim do seu ciclo de vida.

Diversas novidades vem sendo lançadas, inclusive com a certificação Cradle to Cradle, que representa um avanço no raciocinio sobre o uso e a devolução de um material ao meio ambiente.

Mas materiais como o Ecor, da Noble Environmental Technologies, possibilitam empresas a irem mais longe em relação ao seu descarte.

Como será

Considerando de forma otimista, empresas hoje descartam seus materiais por estações de reciclagem ou empresas de gerenciamento de resíduos. Com esta nova hipótese, materiais que iriam para um descarte serão remanufaturados para serem vendidos dentro do próprio espaço.

Um exemplo seria a Walmart reutilizando o papelão para a fabricação de mobiliário ou itens de decoração. Outro exemplo seria a Starbucks reutilizando restos de sua produção de café para embalagens, mobiliário ou mesmo na produção de materiais de construção  para novas lojas.

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Materiais como o Ecor tornam esse tipo de ação possível e principalmente lucrativa – o principal propulsor do progresso da inovação.

Os materiais sustentáveis revolucionários podem ser produzidos com 100% de conteúdos recicláveis. A Ecor não contém adesivos tóxicos, aditivos, formaldeídos e possui praticamente zero compostos orgânicos voláteis no ar.

Empresas como o Google, a Whole Foods e a Tom Shoes já estão utilizando a tecnologia em benefício próprio, e a tendência é uma ampla evolução nos próximos anos.

3. Energia solar de todas as coisas

Quando a maioria das pessoas pensa em alimentar suas casas com energia solar, imaginam sistemas de coberturas. Mas isso está mudando rapidamente.

Ano passado a Tesla começou a receber pedidos de telhas solares para residências. Apesar de fatores como sombreamento e inclinação otimizada não estarem sendo levados em conta, esse é mais um grande passo na popularização da tecnologia e sua transição para os mais diversos objetos e sistemas construtivos.

Como será

Além da Tesla, outras empresas vem realizando um ótimo trabalho na “solarização” de sistemas construtivos. Uma delas é a Lumos Solar, no colorado, que trabalha com coberturas fotovoltaicas leves para espaços residenciais, comerciais e institucionais, além de estações de recargas de veículos. Já outras empresas vão mais longe, trabalhando com sistemas solares para o piso, vidros e até mesmo para mobiliários, como a Onyx Solar, da Espanha.

A tendência é que, por mais ineficientes que novos sistemas sejam quando comparados com sistemas fotovoltaicos tradicionais, estes sejam incorporados em todo o tipo de revestimento, gerando energia complementar para qualquer uso em nossas edificações.

Quando teremos estes materiais sustentáveis revolucionários em nossas residências?

É notório que irá ainda demorar algum tempo antes que estes materiais de construção de produção de energia façam sentido em um uso popular, mas é provável que se torne mais prático à medida que os preços caem. Enquanto isso, vamos observando as superfícies de edifícios comerciais, que geralmente nos oferecem com antecedência o que devemos aguardar em termos de novidades de materiais sustentáveis revolucionários.

 

[Previsão] Tendências da Arquitetura para 2018

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Quais são as maiores tendências?

Se você é um arquiteto, engenheiro ou tomador de decisão na área da construção civil, sabe que se antecipar a tendências é importante para a carreira. Mas quais seriam as maiores tendências da arquitetura para 2018?

Então sem muita enrolação, cito as 4 maiores tendências que vão fazer a diferença neste ano — e até mesmo pra 2019:

Residências com mais suítes master

O setor imobiliário deixou de ser tão atraente para investidores, tanto pela limitada liquidez quanto por rendimentos abaixo de outras formas de investimento.

O poder aquisitivo do brasileiro também diminuiu, gerando menos oportunidades em imóveis e até mesmo inviabilizando a operação para aqueles com menor poder aquisitivo.

Uma consequência são filhos que poderiam comprar um imóvel para sair de casa, mas não encontram mais um bom custo-benefício na operação, permanecendo mais tempo na casa dos pais.

Outro exemplo seriam pessoas que buscam estudar em lugares distantes mas não conseguem um apartamento dentro do seu orçamento.

Uma consequência direta é que residências ou apartamentos com 2 ou mais suítes master começam a ser mais procurados — e valorizados. Estas unidades incentivam a economia compartilhada em conjunto com a privacidade de seus habitantes.

Além dos fatores econômicos, esta possibilidade torna-se ainda mais possível pela popularização de sites como o Airbnb e similares, que tornam mais práticas a procura por imóveis e o compartilhamento sazonal.

Iluminação Natural

Com a evolução dos softwares, sistemas de esquadrias e também do conhecimento dos arquitetos e engenheiros, percebe-se uma mudança clara de pensamento e na evolução nos projetos com o foco na coleta de iluminação natural.

Para lojas, os benefícios em rentabilidade são claríssimos e utilizados faz um bom tempo em grandes redes. Estudos como os da California Energy Comission comprovam que ambientes com boa iluminação natural proporcionam um aumento de 40% nas vendas em lojas.

O retorno financeiro geralmente é rápido para qualquer tipo de edificação, e agora começa a ser mais visto no setor residencial, e este é o motivo de estar entre as tendências da arquitetura para 2018.

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Os benefícios para este setor são interessantes: a melhoria dos ritmos circadianos dos usuários, na qualidade de saúde no ambiente, na eficiência energética, na produtividade para quem trabalha em casa, além de que móveis e objetos simplesmente ficam mais bonitos quando banhados pela luz do sol.

Obviamente precisa-se levar em conta a questão da distribuição e intensidade e as normas relevantes para a comprovação de resultados (algo que já falamos bastante em nossa série de 4 partes e em nossos cursos), mas a tendência é observarmos cada vez mais este aproveitamento.

Automação/Tecnologia Embarcada

Dispositivos inteligentes estão se tornando mais comuns e mais acessíveis, tanto em termos de facilidade de uso quanto de custo.

Definitivamente, quem hoje está inserido e acostumado a tendências tecnológicas possui poder aquisitivo para esta aquisição — bem diferente de anos atrás — e por consequência um número crescente de casas estão sendo conectadas.

O setor manteve-se totalmente estável em 2016 e 2017 e de acordo com uma pesquisa realizada pela GFK e disponibilizada pela Aureside, 57% da população brasileira acredita que tecnologias em smart home ganharão mais espaço e terão mais impacto sobre suas vidas nos próximos anos, conectando-se cada vez mais com a internet das coisas.

Ainda não é comum encontrar uma casa que venha com esses sistemas já configurados, mas eles estão em alta e o processo de conversão de uma casa normal em um com dispositivos inteligentes interligados é muito mais eficiente do que costumava ser, além de acessível.

Conectores sem fio começam a de tornar tendência na nova geração de celulares, gerando espaço para uma ampla gama de móveis com disponíveis de carga sem fio incorporados.

À medida que esta tecnologia é refinada, novos móveis terão aplicações próprias, e em última instância, poderão funcionar a distância, o que significa que, com a infra-estrutura certa, um dispositivo pode ser carregado apenas por estar no quarto certo.

Já a nível ambiental, veremos também cada vez mais a tecnologia caminhando para obter estes benefícios, como por exemplo dispositivos recicladores de lixo que podem ser embutidos no design de mobiliário de forma prática e acessível.

Além disso, é algo que as pessoas simplesmente querem, conforme podemos ver nos resultados deste projeto do Indiegogo. É uma demonstração de que são tecnologias que vieram para ficar e é por isso que é uma das tendências da arquitetura para 2018.

 

Certificações Ambientais

Além de construtoras, escritórios de arquitetura e engenharia que buscam destacar os benefícios do seu trabalho entendem os benefícios das certificações — procurando cada vez mais conhecimento. Em nossa perspectiva, tivemos um salto de 316% em alunos procurando capacitação e matriculando-se em nossos cursos entre 2016 e 2017.

Os sinais do mercado são claros: acordo com uma pesquisa realizada pela Engebanc Real Estate na cidade de São
Paulo para imóveis comerciais, edificações com certificação de sustentabilidade registraram taxa de vacância de 20,6% no terceiro trimestre de 2017 (julho, agosto e setembro) contra 32% dos edifícios convencionais.

Uma das razões principais é que empresas buscam uma economia com a logística de seus negócios, e prédios verdes apresentam taxas de condomínio entre 15 a 25% mais econômicas.

A consequência é que todo o setor — inclusive o residencial — também começa a mostrar sinais de mudanças, e é por isso que esta é uma das tendências da arquitetura para 2018.

Como um exemplo, levando em consideração construtoras brasileiras com potencial de inovação, no final de 2016/início de 2017 tivemos em Curitiba o lançamento do primeiro edifício residencial LEED Gold do país, o LLUM da construtora Laguna.

Mas por que certificar afinal, e não realizar as estratégias por conta própria? Resumindo, certificar é uma demonstração por entidades de autoridade de que os níveis almejados em sustentabilidade foram atingidos, o que é bem diferente de se comunicar por si próprio. E por este motivo que o mercado vem exigindo capacitação profissional, principalmente na certificação LEED.

Quer conhecer mais Tendências da Arquitetura para 2018?

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O que você sabe sobre Certificação LEED?

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Qual é o seu nível de conhecimento sobre Certificação LEED? Teste agora!

Construções sustentáveis proporcionam – além dos benefícios ambientais – uma vida mais saudável e produtiva.

No entanto, é um processo mais complexo que uma construção convencional. Exige uma visão ampla sobre projeto e construção, que irá passar pelo uso, a manutenção e até mesmo a reciclagem após o seu ciclo de vida.

Mas….o quanto você sabe sobre o tema?

Um LEED Green Associate é especialista em estratégias sustentáveis com foco em normas internacionais. Milhares de profissionais estão realizando o exame como forma de validar sua expertise e demonstrar o comprometimento com o desenvolvimento sustentável.

Quer fazer parte disso? Conheça nosso curso LEED Green Associate e passe no exame de forma prática e segura.

Reaproveitamento da Água pelo Uso Externo

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Uma preocupação crescente

Muito se tem discutido sobre a falta de recursos hídricos e o reaproveitamento da água no Brasil e no mundo. Apesar de 75% da superfície do nosso planeta ser recoberta por água, apenas 3% desse total é doce.

Preocupar-se com a escassez desse recurso é algo cada vez mais comum. A quantidade de água doce produzida naturalmente pelo planeta hoje é basicamente a mesma que em 1950, e poderá continuar assim até 2050.

Em um país em que se usa a água doce para a irrigação de jardins e lavar veículos e calçadas; os profissionais da área de construção vêm procurando alternativas sustentáveis para esses tipos de tarefa.

Desse modo, vêm surgindo cada vez mais formas para a redução ou o reaproveitamento da água potável. Mas como isso pode ser feito?

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Formas de estabelecer o reaproveitamento da água

Com o intuito do uso sustentável, arquitetos e paisagistas encontraram 2 estratégias para resolver o problema da irrigação: criar um paisagismo que não necessite de nenhuma forma de irrigação ou um que precise muito pouco, como é o caso do Xeriscaping.

Ao escolher uma dessas estratégias, o profissional precisa passar por alguns passos. São eles:

  • Entender a precipitação e a evapotranspiração das plantas da região;
  • Descobrir o tamanho e forma da área em que usará a vegetação;
  • Procurar as plantas que poderão ser utilizadas e saber se elas serão suficientes para o projeto.

Com esses dados em mãos, o arquiteto ou paisagista irá escolher uma das opções citadas.

Os waterwalls tanks também são uma alternativa para o reaproveitamento da água. Eles são usados como um sistema de captação da água das chuvas, e podem ser integrados à paisagem possuindo função decorativa.

Quer saber mais sobre isso?

Veja mais sobre Reaproveitamento da Água e outros temas sustentáveis e extremamente relevantes para uma boa arquitetura em nosso Canal do Youtube.

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Green Buildings e sua Relação com a Sustentabilidade

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O que é um Green Building?

A ideia de criar edifícios que mitiguem os impactos ao meio ambiente e melhorem a qualidade de vida dos ocupantes originou o conceito do Green Building. No início era uma ideia relativamente utópica. Com o tempo está saindo do âmbito da vanguarda e se tornando algo padronizado para as próximas gerações.

Um Green Building é uma edificação planejada com uma estrutura e um processo ambientalmente responsável. É eficiente na utilização dos recursos, pois foi planejado sobre o seu ciclo de vida. De forma resumida, pensa desde sua criação até o seu retorno para a sociedade após sua utilização.

Este ciclo de vida analisa sua localização e integra todo o projeto. É analisado o processo de concepção, construção, operação, manutenção, renovação e desconstrução.

Obviamente, o projeto não se esquece das preocupações principais e básicas para uma edificação, como a economia, utilidade, durabilidade e conforto.

Benefícios dos Green Buildings

Um Green Building é uma edificação que utiliza seu local, a energia, água e materiais de forma eficiente. Além de pensar nas pessoas, protege a saúde dos ocupantes e também dos próprios trabalhadores em sua construção. Como consequência, proporciona melhorias na produtividade dos funcionários.

Gosto muito de um exemplo de que, se você possui 10 funcionários trabalhando em uma temperatura adequada dentro de uma empresa, você tem a produção de 10 funcionários.

Agora, se você possui 10 funcionários com uma temperatura de 6 graus acima do nível de conforto, você possui, na verdade a produção de 7 funcionários.

Muitas empresas já perceberam esses valores. Principalmente as grandes do mercado, que geram benefícios na produtividade de suas empresas e até mesmo no marketing.

Telhado verde em Vancouver – Fonte: Flynn Group Co.

Quando um edifício pode ser caracterizado como um Green Building?

Um Edifício Verde não é verde por si só: ele se comunica com o entorno de forma eficiente. Reduz as emissões de gases de efeito estufa, tanto da própria edificação, quanto pelo seu uso indireto.

Um bom exemplo é a proximidade do edifício com ciclovias. Ela aumentam as chances de usuários evitarem veículos para suas atividades diárias. Possuir comércios diversos nas proximidades e linhas de transporte coletivo também são ótimas contribuições para um edifício mais sustentável.

Um Green Building se relaciona muito bem com sua cidade e aproveita seus recursos. Ao mesmo tempo, contribui para o seu desenvolvimento.

Boas práticas em sustentabilidade reduzem o desperdício e a poluição. Uma das formas é pela utilização de materiais ambientalmente corretos e com menor impacto no ciclo de vida. Devemos comprovar seus ingredientes, sua matéria-prima e práticas de extração. Afinal, só dizer que é sustentável não comprova nada.

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Resumindo, Green Buidlings utilizam menos energia, economizam a longo prazo, fornecem mais saúde e conforto aos ocupantes e são melhores para o planeta.

Em uma pesquisa realizada pela U.S. General Services Administration, verificou-se que edifícios verdes, quando comparado com edifícios convencionais, possuem:

  • Custos de manutenção 13% menor.
  • Consumo de energia 26% menor.
  • 27% de maior índice de satisfação do usuário.
  • Níveis 33% menores de emissões de CO2.

Certificações Ambientais, o USGBC e a Relação com Green Buildings

Na última década tivemos um crescimento expressivo no número de certificações ambientais pelo mundo. A mais expressiva delas é o LEED, criada pelo UGSBC. A certificação possui o intuito de fomentar técnicas de construções sustentáveis de forma sistemática e mensurável.

É importante abrir um parênteses para a atuação do USGBC no reconhecimento dos green buildings no mundo. Muitos consideram a certificação LEED e a entidade USGBC como algo mercadológico. Porém, é notável que sem esta atuação, estaríamos alguns anos atrasados na aplicação organizada da sustentabilidade em edificações.

A sistemática do LEED é um padrão que vem sendo adotado por praticamente todas as certificações. Resumidamente, projetos podem ganhar um entre quatro níveis de certificação LEED (Certified, Silver, Gold ou Platinum). O resultado é obtido após atingir um determinado número de créditos baseados em pontos dentro do sistema de classificação.

Uma evolução constante do mercado

Outras certificações expressivas no mercado mundial são a certificação Aqua HQE, Living Building Challenge e BREEAM. Outras também estão ganhando espaço no mercado. A Edge e até mesmo a GBC Casa e Condomínio, são bons exemplos.

Portanto, os green buildings caminham hoje para uma maior organização e sistemática. Ferramentas como o Edge estão levando isso para um novo nível, com aplicativos automatizados que tornam a aplicabilidade das estratégias muito mais prática e dinâmica.

É um caminho sem volta, e quem está trabalhando nesta área encontra um espaço para maior diferenciação. Algo importante em um mercado da construção muitas vezes hostil e pouco aberto à mudanças.

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