Quais são as maiores tendências?

Se você é um arquiteto, engenheiro ou tomador de decisão na área da construção civil, sabe que se antecipar a tendências é importante para a carreira. Mas quais seriam as maiores tendências da arquitetura para 2018?

Então sem muita enrolação, cito as 4 maiores tendências que vão fazer a diferença neste ano — e até mesmo pra 2019:

Residências com mais suítes master

O setor imobiliário deixou de ser tão atraente para investidores, tanto pela limitada liquidez quanto por rendimentos abaixo de outras formas de investimento.

O poder aquisitivo do brasileiro também diminuiu, gerando menos oportunidades em imóveis e até mesmo inviabilizando a operação para aqueles com menor poder aquisitivo.

Uma consequência são filhos que poderiam comprar um imóvel para sair de casa, mas não encontram mais um bom custo-benefício na operação, permanecendo mais tempo na casa dos pais.

Outro exemplo seriam pessoas que buscam estudar em lugares distantes mas não conseguem um apartamento dentro do seu orçamento.

Uma consequência direta é que residências ou apartamentos com 2 ou mais suítes master começam a ser mais procurados — e valorizados. Estas unidades incentivam a economia compartilhada em conjunto com a privacidade de seus habitantes.

Além dos fatores econômicos, esta possibilidade torna-se ainda mais possível pela popularização de sites como o Airbnb e similares, que tornam mais práticas a procura por imóveis e o compartilhamento sazonal.

Iluminação Natural

Com a evolução dos softwares, sistemas de esquadrias e também do conhecimento dos arquitetos e engenheiros, percebe-se uma mudança clara de pensamento e na evolução nos projetos com o foco na coleta de iluminação natural.

Para lojas, os benefícios em rentabilidade são claríssimos e utilizados faz um bom tempo em grandes redes. Estudos como os da California Energy Comission comprovam que ambientes com boa iluminação natural proporcionam um aumento de 40% nas vendas em lojas.

O retorno financeiro geralmente é rápido para qualquer tipo de edificação, e agora começa a ser mais visto no setor residencial, e este é o motivo de estar entre as tendências da arquitetura para 2018.

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Os benefícios para este setor são interessantes: a melhoria dos ritmos circadianos dos usuários, na qualidade de saúde no ambiente, na eficiência energética, na produtividade para quem trabalha em casa, além de que móveis e objetos simplesmente ficam mais bonitos quando banhados pela luz do sol.

Obviamente precisa-se levar em conta a questão da distribuição e intensidade e as normas relevantes para a comprovação de resultados (algo que já falamos bastante em nossa série de 4 partes e em nossos cursos), mas a tendência é observarmos cada vez mais este aproveitamento.

Automação/Tecnologia Embarcada

Dispositivos inteligentes estão se tornando mais comuns e mais acessíveis, tanto em termos de facilidade de uso quanto de custo.

Definitivamente, quem hoje está inserido e acostumado a tendências tecnológicas possui poder aquisitivo para esta aquisição — bem diferente de anos atrás — e por consequência um número crescente de casas estão sendo conectadas.

O setor manteve-se totalmente estável em 2016 e 2017 e de acordo com uma pesquisa realizada pela GFK e disponibilizada pela Aureside, 57% da população brasileira acredita que tecnologias em smart home ganharão mais espaço e terão mais impacto sobre suas vidas nos próximos anos, conectando-se cada vez mais com a internet das coisas.

Ainda não é comum encontrar uma casa que venha com esses sistemas já configurados, mas eles estão em alta e o processo de conversão de uma casa normal em um com dispositivos inteligentes interligados é muito mais eficiente do que costumava ser, além de acessível.

Conectores sem fio começam a de tornar tendência na nova geração de celulares, gerando espaço para uma ampla gama de móveis com disponíveis de carga sem fio incorporados.

À medida que esta tecnologia é refinada, novos móveis terão aplicações próprias, e em última instância, poderão funcionar a distância, o que significa que, com a infra-estrutura certa, um dispositivo pode ser carregado apenas por estar no quarto certo.

Já a nível ambiental, veremos também cada vez mais a tecnologia caminhando para obter estes benefícios, como por exemplo dispositivos recicladores de lixo que podem ser embutidos no design de mobiliário de forma prática e acessível.

Além disso, é algo que as pessoas simplesmente querem, conforme podemos ver nos resultados deste projeto do Indiegogo. É uma demonstração de que são tecnologias que vieram para ficar e é por isso que é uma das tendências da arquitetura para 2018.

 

Certificações Ambientais

Além de construtoras, escritórios de arquitetura e engenharia que buscam destacar os benefícios do seu trabalho entendem os benefícios das certificações — procurando cada vez mais conhecimento. Em nossa perspectiva, tivemos um salto de 316% em alunos procurando capacitação e matriculando-se em nossos cursos entre 2016 e 2017.

Os sinais do mercado são claros: acordo com uma pesquisa realizada pela Engebanc Real Estate na cidade de São
Paulo para imóveis comerciais, edificações com certificação de sustentabilidade registraram taxa de vacância de 20,6% no terceiro trimestre de 2017 (julho, agosto e setembro) contra 32% dos edifícios convencionais.

Uma das razões principais é que empresas buscam uma economia com a logística de seus negócios, e prédios verdes apresentam taxas de condomínio entre 15 a 25% mais econômicas.

A consequência é que todo o setor — inclusive o residencial — também começa a mostrar sinais de mudanças, e é por isso que esta é uma das tendências da arquitetura para 2018.

Como um exemplo, levando em consideração construtoras brasileiras com potencial de inovação, no final de 2016/início de 2017 tivemos em Curitiba o lançamento do primeiro edifício residencial LEED Gold do país, o LLUM da construtora Laguna.

Mas por que certificar afinal, e não realizar as estratégias por conta própria? Resumindo, certificar é uma demonstração por entidades de autoridade de que os níveis almejados em sustentabilidade foram atingidos, o que é bem diferente de se comunicar por si próprio. E por este motivo que o mercado vem exigindo capacitação profissional, principalmente na certificação LEED.

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Janeiro 3, 2018

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