Você acompanha o crescimento da energia solar?

O setor de energia solar foi um dos que mais cresceu em 2017. De acordo com o The Guardian, o crescimento mundial foi de 50% em 2017, muito devido a esforços dos EUA e China.

No Brasil o crescimento foi de 70% nos últimos dois anos.

Mesmo com ótimos sinais, considero que o crescimento poderia ser muito maior, afinal, a produção de energia renovável ainda é proibitiva para grande maioria do setor residencial.

Como isso poderia ser diferente, incluindo você e muitos de seus clientes no processo?

Leia esse artigo para compreender.

O grande empecilho

O maior impeditivo para aqueles que buscam um sistema de energia renovável ainda é o longo prazo de retorno do investimento.

É importante ressaltar que a culpa desse longo payback não é do sistema solar por si só. O preço dos componentes na verdade só decrescem, caminhando inclusive contra o aumento anual das tarifas energéticas.

Este payback longo se origina, em grande parte, pela falta de incentivos governamentais.

Impeditivo 1

Mesmo que o produtor de energia residencial mantenha uma produção superior ao seu consumo, será necessário o pagamento da tarifa mínima para a concessionária, que terá um valor dependendo da região e da sua rede — monofásica, bifásica ou trifásica.

Esse fator torna o investimento interessante apenas para produzir o excedente da energia consumida, já que o residual da tarifa mínima terá que ser pago separadamente de qualquer forma.

Este fator diminui drasticamente o benefício ambiental e econômico do investimento.

Impeditivo 2

Outro revés para quem produz acima da própria demanda é apenas receber créditos sobre o excesso, que são “armazenados” – geralmente por um período de até 60 meses – e poderão ser utilizados para os próximos meses caso o consumo seja maior que a produção.

Este benefício é inútil na maioria dos casos, pois se você produz mais do que precisa, geralmente continuará produzindo, mesmo considerando estações mais frias onde a produção diminui.

Mas…e se o futuro reservasse maior independência e bons frutos para os bons produtores de energia verde?

A verdade é que esta realidade não está tão longe assim.

Para você entender como o setor de energia verde pode mudar drasticamente em alguns anos, precisamos entender o conceito da Blockchain.

A Blockchain como o futuro da energia verde

Se você acompanhou as notícias da área da tecnologia, deve estar familiarizado com o Bitcoin e o termo Blockchain.

O Blockchain é como se fosse um livro-razão virtual — público e compartilhado — que cria um consenso entre duas partes pela validação de muitos computadores pelo mundo sobre uma transação.

É considerado um sistema altamente seguro, justamente por ser descentralizado, e também econômico, pois as transações são livres de intermediários entre transações, como bancos e sistemas de pagamento.

A Blockchain é vista como a principal inovação do Bitcoin, a criptomoeda que tem aparecido em notícias do mundo todo, visto seu crescimento espantoso — e abrindo precedentes a milhares de outras criptomoedas surgirem no mercado.

Hoje existem criptomoedas de todos os tamanhos e cores: algumas como uma evolução tecnológica do Bitcoin (Ethereum), ligadas a internet das coisas (IOTA) e até moedas estranhas ligadas a pornografia, videogames ou…batatas.

Bancos e instituições querem distância desse crescimento das criptomoedas – muito porque várias não sobreviverão a longo prazo – mas o motivo principal é porque buscam manter seu controle sobre a economia.

Definitivamente, existe um elefante na sala que hora ou outra eles terão que lidar — e eventualmente perder bastante neste processo.

A descentralização da energia

Cenários distópicos a parte, a verdade é que o setor da energia verde tem muito a se beneficiar com o sistema da Blockchain, principalmente pela descentralização da energia das grandes empresas e também pela eliminação de intermediários no processo da troca da energia excedente — o que gera uma grande economia no processo.

Uma das iniciativas mais sérias é a WePower, em que produtores de energia renovável poderão obter capital pela emissão de tokens que representam a energia que eles irão produzir e entregar, em um custo mais baixo que o mercado.

Entre esses fornecedores podem estar até mesmo eu e você, já que o sistema permite uma troca P2P, mais ou menos com os sistemas de troca de mp3 entre usuários que se tornou bastante popular nos anos 2000.

A grande vantagem é que, diferentemente do Bitcoin, em que a moeda se origina pela “mineração virtual” e consome energia de maneira crescente devido a escassez programada da moeda — o WePower inverte esses valores, beneficiando quem produz energia e consequentemente realiza boas ações ao planeta.

Um resultado mais democrático (e verde)

O resultado da energia verde descentralizada pela adoção da blockchain será uma energia mais barata e acessível para consumidores de todo o mundo, além da maior independência das concessionárias de distribuição energética.

Podemos ainda considerar que a produção de energia residencial pode vir a se tornar de mera hipótese para uma fonte de renda complementar real, independente das oscilações das tarifas mínimas de energia e das cargas tributárias.

Outra grande vantagem da blockchain é que dificilmente fontes de energia “sujas” como o petróleo ou o carvão conseguiriam assimilar sua tecnologia, por não serem sistemas digitais e altamente mensuráveis como a geração de energia fotovoltáica.

No fim do dia, a popularização e democratização tecnológica são as principais mudanças necessárias para que a energia solar ocupe o primeiro lugar entre todas as outras fontes de energia e contribua para um futuro mais sustentável. É hora.

E você, considera possível a Blockchain como o futuro da energia verde?

Janeiro 17, 2018

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