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O conforto térmico é um aspecto cada vez mais relevante nas edificações residenciais. Não apenas para prezar pelo bem-estar do morador, mas também é uma forma de contribuir no consumo energético, reduzindo a necessidade do uso da climatização artificial.

Conforto térmico na história da humanidade

O conceito de residência iniciou-se a partir da ideia de desfrutar de temperaturas amenas. Conforme o homem foi alcançando as regiões mais ao norte do planeta, precisou desenvolver diferentes tipos de abrigo para obter conforto térmico durante as estações. Com isso, o “envelope” do edifício, como filtro entre o interior e o exterior, tornou-se gradualmente mais sofisticado.

Entretanto, durante o século 20, ganhamos um controle sem precedentes sobre nosso ambiente térmico. Sobretudo devido ao desenvolvimento de equipamentos de climatização artificial. Com isso, no cenário nacional atual, existe uma demanda crescente de energia para suprir estes aparelhos. Então, esforçar-se para reduzir a dependência energética em edifícios, satisfazendo as exigências de conforto, é mais importante do que nunca. Dessa forma, projetar envelopes de edifícios eficientes é um dos primeiros passos a se considerar.

Atualmente, passamos cada vez mais tempo em ambientes fechados, onde esperamos níveis de conforto térmico que garantam bem-estar e eficiência. Além disso, à medida que avançamos século 21 adentro, população mundial, áreas urbanizadas e expectativas de conforto continuam a crescer.

Conforto térmico

Os princípios básicos por trás do conforto térmico são amplamente universais. Porém, a sensibilidade térmica varia de uma pessoa para outra. 

Sem falar que muitos fatores podem influenciar nossa percepção individual de conforto térmico, por exemplo:

  • Humor
  • Fatores ambientais
  • Aspectos da cultura regional
  • Fatores individuais.

O corpo humano é um mecanismo térmico que está em constante troca com o ambiente em que está inserido. Portanto, o conforto térmico também é sentido através de uma série de interações conscientes e inconscientes entre três áreas:

 

  • Fisiológico

 

Corpos humanos, como o de todos os mamíferos, são motores térmicos que geram e dissipam energia. Inclusive, o objetivo do nosso metabolismo é regular a temperatura corporal com o mínimo de esforço, quando possível. 

Para tanto, temos diferentes maneiras de equilibrar nossa troca de calor constante com o meio ambiente. Por exemplo: através de tremores, da transpiração ou modificando nosso fluxo sanguíneo para regular a distribuição de calor. Daí a necessidade de poder controlar o ambiente físico que nos rodeia.

 

  • Físico 

 

Os aspectos físicos do conforto térmico envolvem a transferência de energia térmica. Esta  pode ocorrer de três formas que, juntamente com as mudanças de umidade, influenciam nossa percepção sobre o meio ambiente:

  1. Condução: energia transferida de maneira sólida
  2. Irradiação: energia emitida a partir de uma superfície
  3. Convecção: energia transferida de um sólido para um gás ou líquido adjacente.

Um ambiente globalmente equilibrado é a chave para o conforto térmico, mas nossos corpos são muito sensíveis. Enquanto extremos de temperatura podem ser fatais, mesmo flutuações suaves marcam todos nós com prazer ou desconforto. Por isso, variações locais podem ser motivadoras de sensações desagradáveis. Como:

  • Correntes de ar desagradáveis
  • Diferença de temperatura do ar vertical
  • Calor radiante assimétrico
  • Temperatura do piso.

 

  • Psicológico

 

Muitos fatores psicológicos também influenciam nossa percepção do ambiente térmico em que vivemos:

  • Estado emocional atual, humor ou nível de fadiga
  • Fatores ambientais variáveis, como aglomerações 
  • Histórico térmico pessoais e antecedentes sociais
  • Níveis variáveis de tolerância.

Por isso, quanto mais controle tivermos sobre o ambiente térmico, melhor nos sentimos e mais produtivos nos tornamos. Aliás, é inerente ao ser humano escolher exercer esse controle.

Contudo, um fator-chave em nossa evolução no futuro será uma reflexão crítica aumentada sobre nossas reações ao ambiente. Qual nível de conforto térmico será considerado aceitável se decidirmos simplesmente colocarmos um casaco em vez de aumentar o calor?

Garantindo o conforto térmico nas edificações

O conforto térmico é o resultado de uma combinação bem equilibrada de sistemas construtivos adaptados ao clima local e ao tipo de atividade realizada. Sendo que, neste contexto, o envelope da edificação desempenha um papel fundamental. Afinal, ele age como um filtro entre os climas exterior e interior. E, para projetá-lo eficientemente, é preciso considerar 4 fatores principais (lembrando que as soluções vão depender do clima local):

  1. Isolamento térmico: a edificação deve reduzir a perda de calor durante as estações frias. Por outro lado, deve oferecer ganho de calor durante as estações quentes
  2. Ganho solar: é influenciado pelos níveis de isolamento do edifício, sua forma e orientação. Assim como a relação entre a superfície da janela e a parede opaca, o tipo de envidraçamento, sombra ou sombreamento
  3. Inércia térmica: varia de acordo com a massa e os materiais de um edifício. Envelopes de alta inércia permanecem relativamente estáveis diante das mudanças de temperatura
  4. Estanqueidade e ventilação: permitem controlar as trocas de ar com o exterior, oferecendo uma climatização natural equilibrada.

O envelope do edifício influencia diretamente o conforto térmico interior através do gerenciamento desses parâmetros. Quando bem projetado, ele pode, também, reduzir drasticamente a necessidade de sistemas mecanizados para garantir o conforto térmico. Com isso, contribui ativamente até na redução  dos níveis de carbono na atmosfera.

Conforto térmico: um parâmetro de premência latente para o futuro

Embora nossos requisitos básicos de conforto térmico provavelmente permaneçam os mesmos no futuro, nosso ambiente externo provavelmente mudará. 

O clima sofrerá mudanças e terá um papel cada vez mais importante no design do ambiente construído. Novos sistemas e materiais também continuarão a ser desenvolvidos e aperfeiçoados nesse sentido.

Já passamos por uma conscientização sobre nossas atitudes em relação ao consumo de energia. Também estamos sempre passando por alterações em nossos hábitos de vida. Tudo isso exige que os edifícios sejam capazes de evoluir ao longo do tempo. Mais do que nunca, as edificações deverão ser confortáveis e eficientes em termos energéticos.

Para oferecer edificações de qualidade, que prezam pelo conforto térmico dos moradores, é  preciso estar de acordo com o que rege as normas de desempenho. Por exemplo, NBR 15575, NBR 15220-3:2005, NBR 7213, NBR 9909:2016, NBR 11358:2013, NBR 11360, entre outras. 

Como vimos, são muitas as normas e aspectos que envolvem o tema, sendo extremamente proveitoso contar com uma orientação especializada. A UGreen oferece toda a orientação e consultoria necessárias para a adequação a todas estas diretrizes.

 

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