Desvendando os Segredos de Uma Casa Sustentavel (Com Exemplos)

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Desvendando os Segredos de Uma Casa Sustentavel (Com Exemplos)

Muitos pensam em projetar ou construir uma casa sustentável.

Porém, poucos conhecem a variedade de elementos e dificuldades para a realizar com eficácia.

Alguns conhecem um pouco sobre materiais que podem ser aplicados, como lâmpadas de LED e painéis solares. Outros compreendem sobre elementos que geram economia de água, ou sobre materiais sustentáveis.

A verdade é que uma casa sustentável está ligada a diversos elementos, como:

  • Implantação
  • Conectividade
  • Materiais
  • Conforto
  • Energia
  • Água

Com a finalidade de mudar sua forma de pensar sobre uma casa sustentável…

Vamos apresentar todos estes elementos em um único artigo. Após a leitura, tenho certeza que você terá uma base sólida para continuar seus estudos.

Portanto, se você procura saber tudo sobre uma casa sustentável, continue lendo este artigo.

O Que é Uma Casa Sustentável?

Uma casa sustentável é conceituada como parte de um ecossistema. Portanto, é considerada parte de um habitat vivo.

Pode contrastar com o trabalho de muitos arquitetos que consideram uma casa “arte”. Ou, como muitos dizem, “uma escultura habitável”.

Acredito fortemente que uma casa deve procurar uma conexão profunda com o entorno. O clima, a região, o terreno e o ser humano.

Por quê? Porque projetos que ignoram seu entorno simplesmente não são mais aceitáveis em uma era de mudanças climáticas.

O famoso arquiteto Le Corbusier disse no início do século passado que “casas são máquinas de morar”. Portanto, é mais que hora desta máquina evoluir da mesma forma que a sociedade evoluiu. A consciência social e ambiental faz parte desta evolução.

Exemplo de implantação bioclimática, por UGREEN:

casa sustentável

Logo, esta é a minha visão de uma casa sustentável. Continue lendo para compreender todos os elementos que a compõe.

Qual a Importânica de Uma Casa Sustentável?

O uso de energia elétrica no Brasil é dividido pelos seguintes setores:

 

Portanto, o setor residencial é o segundo maior consumidor de energia no país.

A utilização de energia muitas vezes leva ao consumo de combustíveis fósseis. Consequentemente ao aquecimento global.

Logo, devemos ser mais sábios na utilização da energia em nossas residências. Isso vale tanto para a fabricação quanto para o uso, que ocorre por dezenas de anos.

Uma casa sustentável consiste em diversos elementos que estão intimamente interligados.

São estes elementos que você aprenderá logo a seguir…

Elemento #1: Implantação

Uma casa sustentável procura impactar ao mínimo o entorno no qual está inserido. As seguintes estratégias podem ser utilizadas para uma implantação de baixo impacto:

Captação da Água da Chuva

Uma casa sustentável não deixará a chuva não absorvida no próprio lote para a cidade cuidar. Portanto, levará em conta os índices pluviométricos para a captação da água da chuva e uma maior permeabilidade. Logo, podemos reutilizar a água e ao mesmo tempo ajudar a prevenir inundações em sua cidade.

Outra estratégia é o uso de telhados verdes. Além de promover a biodiversidade e a redução da carga térmica, promove também maior captação da água da chuva.

Espaços abertos

Uma casa sustentável deixa ela mesma e seu entorno respirar. Ao mesmo tempo, permite afastamentos suficientes entre edificações vizinhas. Promoverá o andar por meio de um paisagismo consciente que use menos água na irrigação.

Prevenção de Ilhas de Calor

Podemos prevenir o aquecimento das superfícies com cores mais claras e lisas. Esta relação se chama absortância e o quanto mais baixa, melhor.

A Norma de Desempenho privilegia absortâncias baixas. A referência são absortâncias abaixo de 60% em algumas regiões brasileiras e 40% em outras. As edificações obterão cargas térmicas inferiores e menor uso do ar condicionado. Simultaneamente, o meio urbano agradece pela contribuição com o microclima local.

Elemento #2: Conectividade

Uma casa sustentável promove o ir de vir de seus usuários. Portanto, uma casa dissociada do meio urbano não pode ser considerada uma casa sustentável.

Como assim?

A verdade é que uma casa sustentável deve possuir uma relação próxima com a cidade. Tornar os hábitos corriqueiros, como comprar um pão na padaria ou ir a uma loja, mais acessíveis.

É comum alguns pensarem que casas sustentáveis podem existir no campo. Porém, estas casas utilizam mais veículos nas atividades corriqueiras, poluindo mais. Consomem mais da infraestrutura urbana, necessitando de mais vias até estas residências. Consome até mais do meio ambiente, impactando uma flora e fauna de regiões que antes eram intocadas.

Portanto, cidades na densidade certa promovem sim a sustentabilidade.

Uma casa no meio urbano é mais independente do carro, poluindo menos. Promove atividades físicas como caminhar, ou o uso de bicicleta por ciclovias. Possui conexão com um bom sistema de transporte coletivo, facilitando o ir e vir.

Sabemos que desfrutar de uma boa estrutura urbana é privilégio de poucos brasileiros. Inegavelmente uma casa sustentável vai de encontro a um urbanismo sustentável. É uma evolução conjunta que necessita ocorrer.

Elemento #3: Conforto

Podemos separar o conforto de uma casa sustentável em:

  • Conforto Térmico
  • Conforto Lumínico Natural
  • Conforto Lumínico Artificial
  • Conforto Acústico
  • Qualidade do Ar
  • Vistas de Qualidade

Conforto Térmico

Imagine dez pessoas em um único ambiente. Mesmo que elas estejam nesta mesma situação, algumas podem estar sentindo mais frio ou mais calor.

A relação de bem estar é diferente para cada pessoa, devido ao seu metabolismo. Somando a este fator existe a vestimenta, que gera novas combinações de conforto….

Ainda existe a umidade, a velocidade do vento, a temperatura das superfícies e a temperatura do ambiente…

Todos estes fatores somados tornam as estratégias de conforto térmico mais difíceis de atingir. Para a maior eficácia, exige um profissional para simular o projeto e otimizar os custos.

Uma pessoa que projeta com foco em conforto térmico irá buscar uma relação intensa com a sua região bioclimática. Desta forma o conforto será garantido em grande parte de forma passiva. Dependerá menos do aquecimento ou ar condicionado e reduz o consumo de energia elétrica.

Regra rásica de envoltória para região norte e sul em uma casa sustentável

No sul do país será geralmente privilegiada uma envoltória com transmitância mais baixa. Ou em um bom português, uma parede que deixe passar menos o calor ou o frio.

Já a capacidade térmica da envoltória deve ser mais alta. Desta forma ela terá maior inércia térmica, absorvendo o calor externo no verão e a utilizando a noite, quando está mais frio.

Já no norte do Brasil será privilegiada uma ventilação mais acentuada. Portanto, utilizar pisos elevados é uma estratégia válida. Simultaneamente, aberturas abaixo da cobertura permitirá o controle térmico mais eficiente.

Contudo, o ideal é sempre avaliar cada projeto isoladamente em conjunto com o bioclima. Diversas ferramentas estão disponíveis para quem busca realizar arquitetura bioclimática.

Uma das ferramentas mais simples e eficientes é o Projeteee. Ela foi desenvolvida pelo Governo Federal em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente.

Existem outras ferramentas voltadas para especialistas, que incluem simulação computacional. A mais famosa é o Energyplus, mas existem outras como Designbuilder, Sefaira e IES. Conheça nossos cursos para aprender a utilizá-las.

Conforto Lumínico Natural

O Conforto lumínico em uma casa sustentável deve privilegiar a distribuição máxima da luz, evitando o uso da luz elétrica.

No entanto, apenas distribuir a iluminação sem critério pode gerar grandes problemas. Um efeito comum é um grande índice de ofuscamento e uma maior carga térmica. Como resultado é necessário o maior uso do ar condicionado e energia.

Uma recomendação eficaz é obter a iluminação próxima a 300 lux durante o ano todo em áreas regularmente ocupadas. Estas áreas são geralmente salas, cozinhas e quartos. Por outro lado, não permitir áreas acima de 1250 lux durante o ano todo previne o ofuscamento.

Abaixo está um exemplo realizado por nosso escritório:

Parece difícil, certo? E realmente é, se o projeto foi conceituado com poucos recursos. Porém, com simulações computacionais e um bom conceito arquitetônico você terá ótimos resultados.

Recomendações para a otimização da iluminação em uma casa sustentável

  • A orientação é o elemento rei para uma edificação sustentável. Determinar a melhor posição para os ambientes otimizará a eficiência de uma residência.
  • Uma menor profundidade dos ambientes em relação a fachada gera ambientes mais claros e econômicos.
  • A avaliação criteriosa das proporções vidro/fachada para cada orientação da edificação é crucial. Edifícios com muito vidro necessitarão de vidros de alta performance para obter um bom nível de conforto.
  • Brises são ótimos elementos para o controle passivo do calor externo. No norte são indicados brises horizontais e no leste/oeste brises verticais.

Regra comum das aberturas e brises em uma casa sustentável

  • Norte: aberturas médias com brises horizontais.
  • Leste: aberturas médias com brises verticais
  • Sul: aberturas sem brises.
  • Oeste: menos aberturas e mais inércia térmica, bloqueando e retardando a intensidade do sol.

A simulação computacional é a melhor forma de gerar informações para as melhores decisões de projeto. Caso necessite de uma dessas análises, fale conosco.

Conforto Lumínico Artificial

Apesar das tão faladas lâmpadas de LED fornecerem economia, cuidados devem ser tomados.

A principal delas é a compreensão do uso de cada espaço. A Norma de Desempenho determina como parâmetro superior pelo menos 200 lux em salas. Porém, a CIBSE (Chartered Institution of Building Services Engineers) determina 300 lux.

Já para cozinhas a iluminância confortme NBR15575 deve ser maior, 400 lux. Neste caso a CIBSE indica 500 lux.

Portanto, verifique os níveis que você possui nos ambientes projetados. A simulação é a melhor forma de avaliação em projeto, assim garante-se maior economia na solução.

Para ambientes já construídos, é possível medir no próprio local com um luxímetro ou, com menor precisão, aplicativos. Atenha-se aos centros do ambiente e a uma altura de 80cm do solo para otimizar a precisão.

Conforto Acústico

A acústica trata de fenômenos importantes como a reverberação e o mascaramento.

No entanto, o mais importante para residências é a redução do ruído externo. Isso vale para a fachada e também entre ambientes, no caso de apartamentos distintos.

A Norma de Desempenho (NBR15575) apresenta regras claras neste quesito. São determinados limites que pisos, paredes e esquadrias devem suportar. Sua variação depende da classe de ruído da edificação e dos ambientes a serem avaliados.

Um exemplo são paredes externas em apartamentos em localização tranquila. Em um ensaio, as vedações externas devem suportar pelo menos 20 db de fontes de ruído localizadas a 2 metros de distância. Já em ambientes com maior ruído o requisito é maior, devendo suportar 25db.

Esta é apenas uma amostra dos critérios que uma casa deve fornecer para garantir a qualidade de vida dos usuários.

Qualidade do Ar

Uma casa sustentável estabelece um padrão mínimo para qualidade interna do ar. Realiza a troca do ar em condições determinadas pela sua região bioclimática.

A seriedade desta questão deve-se a síndrome dos edifícios doentes. Ela prejudica a saúde das pessoas que vivem em espaços inadequados na qualidade do ar.

As causas dos edifícios doentes estão na falha no sistema de aquecimento, ventilação e ar condicionado. Também são relacionados aos COV’s (Compostos Orgânicos Voláteis) usados na construção, altamente poluentes.

Este é um problema que não tem distinção de raça, gênero e mata tanto gente pobre quanto gente em melhores condições. Um exemplo é o ex-ministro Sérgio Mota, que foi vítima da bactéria Legionella sp, que causa pneumonia.

Portanto, utilizar produtos com uma quantidade reduzida de COV’s é uma solução simples e eficaz. Verifique principalmente a composição das pinturas utilizadas.

Outra ótima forma de privilegiar a qualidade do ar em uma casa é promover a ventilação adequada. A NBR15575 determina uma área de ventilação de pelo menos 7% da área do piso em grande parte das regiões brasileiras. Pode variar de 8 até 12% em regiões mais quentes.

Vistas de Qualidade

Olhar para fora traz saúde. Portanto, privilegie janelas que tenham vistas para elementos da cidade. A flora, fauna e até pessoas ajudam drasticamente na regulagem dos ritmos circadianos.

Sim, uma casa sustentável procura estabelecer a relação com o ritmo biológico humano. Afinal, é um ritmo estabelecido após dezenas de milhares de anos em contato com a natureza. Mas ainda sim, muitos insistem em ignorá-lo com edificações ineficientes.

Elemento #4: Materiais

Uma casa não pode ser considerada sustentável sem pensarmos na procedência dos seus materiais. Elas se distribuem nas seguintes estratégias:

  • Redução do uso de materiais na construção ou reforma.
  • Reutilização de materiais, tanto no próprio lote quanto fora dele.
  • Utilização de materiais orgânicos (madeira, pedra natural).
  • Utilização de materiais rapidamente renováveis (bambu, linóleo, cortiça, que se regeneram em um período máximo de 10 anos).
  • Utilização de materiais com conteúdo reciclável.
  • Utilização de materiais regionais.

Exemplo de aplicação de materiais sustentáveis em projeto, por UGREEN:

casa sustentavel

Porém, não é apenas especificar o que fornecedores dizem ser bom que irá gerar uma casa sustentável. A investigação deve ser parte da vida de quem possui compromisso com a sustentabilidade.

Para sua sorte, temos alguns materiais sustentáveis disponíveis para download aqui.

Qual a importância da investigação para uma casa sustentável?

Muitos materiais podem ser sustentáveis na sua composição. Porém, podem ser extraídos ou processados por pessoas em condições desumanas de trabalho.

Materiais podem ser sustentáveis, mas a matéria prima vir de longas distâncias. Utilizam muito combustível e podem, no final, ser menos sustentável que um produto comum fabricado em região próxima.

Um material sustentável pode originar um produto insustentável também. No processo de fabricação podem surgir componentes ou químicos que alteram sua característica. Pode inclusive prejudicar a saúde dos seres humanos durante o processo ou uso a longo prazo.

Uma ótima forma de obter materiais sustentáveis para uma casa é por certificações. Para produtos em madeira o FSC é uma sigla comum.

Porém, existem outras, como o Cradle to Cradle. Esta certificação considera um processo produtivo menos agressivo, promovendo a economia circular.

Existem ainda outras de relevância. Os EPD`s, Greenscreen e Declare da Living Future Institute são exemplos expressivos. Elas incentivam os fabricantes a comunicarem com mais clareza seus processos industriais. Estabelecem ainda parâmetros para a melhoria da sustentabilidade em seus processos.

Para saber mais sobre o tema, assista a palestra que realizamos na Expo Revestir em março de 2019:

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Elemento #5 Para Uma Casa Sustentável: Energia

A energia é a categoria que mais impacta o meio ambiente quando negligenciada. Em certificações, buscar a performance energética equivale a quase 1/3 de todo o processo.

Portanto, buscar a eficiência energética deve ser foco em um projeto que vise a sustentabilidade.

Porém, é um erro pensar que um projeto eficiente deve focar em energias renováveis. Entre leigos é aceitável, porém, não entre empresas e certificadoras.

Uma casa verdadeiramente sustentável deve economizar energia diretamente na fonte. Resumindo, o foco deve ser na concepção arquitetônica. Abaixo está um exemplo realizado pela UGREEN:

casa sustentável
Otimizações energéticas em uma casa sustentável, por UGREEN.

Uma das formas mais eficazes de obter economia de energia em projeto é simulando. Os resultados são otimizados se trabalhados em conjunto com o conforto térmico e lumínico.

É bastante importante nunca dissociar estes elementos em uma simulação. Afinal, mais conforto térmico e lumínico em uma edificação significa redução no consumo de energia.

Dentro do gráfico de uso residencial podemos verificar que os consumos possuem variações entre o verão e inverno. Os maiores usos são, em ordem, os refrigeradores, chuveiros, iluminação e ar condicionado.

Portanto, focar na economia destes elementos tornará sua casa mais econômica e sustentável. Como podemos trabalhar?

  • Economia no ar condicionado. Pode ser obtido com a melhoria dos índices de conforto térmico, como detalhado logo antes neste artigo.
  • Chuveiros. Equipamentos mais eficientes, que consomem menos água podem ser uma ótima solução.
  • Refrigerador e outros Equipamentos. Equipamentos mais eficientes, como os com selo PROCEL, são uma boa alternativa.
  • Iluminação. Podemos otimizá-la por um projeto bioclimático eficiente e o uso de lâmpadas adequadas, como já mencionado.

Elemento #6 Para Uma Casa Sustentável: Água

Uma casa sustentável utiliza a água mais sabiamente que casas comuns. Afinal, a população mundial continua crescendo junto com a poluição de rios e as mudanças climáticas.

Gosto de pensar na economia de acordo com o próprio fluxo da água.

“Reuso > Eficiência do Uso Externo > Eficiência do Uso Interno > Mudanças de Hábito.”

Reuso (e reciclagem)

O reuso é uma opção de baixo custo, já que a água é reutilizada com pouco tratamento adicional. Alguns exemplos são:

  • A coleta de chuva.
  • Pontas de água.
  • Irrigação com água cinza.
  • Água de banho compartilhada.

Já a reciclagem exige mais energia ou até mesmo produtos químicos para o tratamento. Alguns exemplos são a reciclagem de água cinza ou até mesmo a água negra.

Eficiência no Uso Externo

  • Plantas mais eficientes no paisagismo.
  • Irrigação eficiente. Um exemplo são os sistemas por gotejamento, que podem utilizar até 90% menos água que os convencionais.

Eficiência no Uso Interno

Para obtermos uma boa economia no uso interno da água, o ideal é conhecermos os maiores vilões do consumo. Abaixo podemos observar o perfil de consumo de água interno médio de uma residência brasileira.

 

Observando o gráfico, notamos que os 3 maiores usos são o vaso sanitário, o chuveiro e a pia de cozinha. Portanto, estes devem ser os principais itens a serem mitigados. Aqui estão alguns elementos que podem ajudar nesta economia:

  • Aeradores.
  • Banheiras com menor volume de água.
  • Louças mais eficientes, como vasos dual-flush ou mictórios sem uso d’agua.
  • Equipamentos mais eficientes, como chuveiros, máquinas de lavar roupa, entre outros.
  • Vasos sanitários por compostagem.
  • Conserto de vazamentos.

É importante notar no gráfico que o chuveiro encontra-se em 2 º lugar. Porém, o chuveiro é considerado também o 2 º maior consumidor de energia de uma edificação…

Portanto, obter reduções no consumo de água no chuveiro também irá impactar na redução do consumo de energia. Obtemos aqui um duplo benefício.

Mudanças de habito para uma casa sustentável

Após obtermos todas as reduções possíveis, é interessante promover ainda uma mudança de hábito. Desta forma obtemos ainda maiores economias.

Algumas estratégias são:

  • Não lavar o carro tão frequentemente.
  • Não irrigar a grama.
  • Tomar banhos mais curtos.

Exemplos Diferentes e Inovadores de Casas Sustentáveis Pelo Mundo

Casa Sustentável na Holanda

A casa de papelão Wikkel House pode ser construída em apenas um dia. Sua principal composição é o papelão em conjunto com uma supercola sem VOC’s. 

Apesar do papelão parecer algo não durável, esta residência pode durar até 100 anos. Portanto, possui uma vida útil superior a muitas residências convencionais.

Os espaços são pequenos, mas ainda acolhedores. Possui um quarto e uma sala que são separados pela cozinha e o banheiro.

casa sustentável

Para os nômades de plantão, outra vantagem. A residência pode facilmente ser transportada para qualquer lugar.

Porém, um impeditivo é o preço. Ela custa, em média, R$ 130 mil. Logo, não seria um atrativo para a maioria das famílias brasileiras.

Casa Sustentável em Milão: Aconchego no Meio da Floresta

Já falarmos que construir em ambientes virgens pode prejudicar a fauna e flora local.

No entanto, estas casas visam uma implantação no meio da floresta com um mínimo impacto no solo.

As casas na árvore, projetadas por Peter Pichler, trazem a sensação de viver dentro da floresta. Possuem entre 35 a 45m², sendo possíveis de serem utilizadas por famílias pequenas.

Apesar de bonitas, nota-se que a quantidade grande de peles de vidro e cores escuras. Portanto, não seria uma solução adequada para a maioria das zonas bioclimáticas brasileiras.

Porém, com algumas adaptações, seria possível obter bons resultados até mesmo em nosso país.

Casa Sustentável Pré-Fabricada Na Austrália

Esta é uma casa australiana pensada na eficiência energética e o impacto mínimo no meio ambiente. Inspirada nos princípios da permacultura, é auto-suficiente e reduz a pegada de carbono.

As abas horizontais no norte demonstram cuidado com a insolação predominante.

Outros elementos sustentáveis são tanques de água da chuva, fossa séptica e queimador de madeira para o inverno.

Janelas e portas operáveis são estrategicamente posicionadas para ventilação cruzada no verão.

No entanto, o mais importante é que os proprietários são apaixonados pela morada e o estilo de vida que ela promove.

Casa Sustentável Até Para Seu Cachorro!

Se cachorros pudessem falar, eles demonstrariam surpresa com esta casa logo abaixo.

O Studio Schicketanz criou esta estrutura para fornecer abrigo para seus animais. É perceptível que o cliente adorou o resultado…

Apesar de parecer exagerado, a casa possui sim, diversos elementos sustentáveis. Existe uma envoltória eficiente, telhados verdes, refrigeração e até mesmo painéis solares.

E você, gostou do resultado?

Concluindo, uma casa sustentável…

É como uma terceira pele. Ela nos fornece abrigo dos elementos externos da mesma forma que nossas roupas.

Logo, deve se adaptar as condições climáticas adversas. Desta forma, ela contribui para não prejudicar o meio ambiente também.

Nenhum destes princípios citados podem ser ignorados na construção de uma casa. São estes elementos que tornam uma residência verdadeiramente sustentável.

Espero que você tenha gostado deste artigo. Comente abaixo o que você espera da sua casa sustentável!

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Propagação de Incêndios: fases e propagação do fogo

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Saber cada fase da propagação de incêndios é muito importante em uma situação de emergência. Sabe por quê?

Existem algumas etapas em que é possível tentar apagar as chamas por conta própria. Mas, em outras, é preciso deixar a extinção do fogo para os bombeiros e sair do local o quanto antes.

Gostaria de saber sobre a propagação de incêndios em mais detalhes? Continue essa leitura!

Fases da propagação de incêndios

Hoje vamos tratar de um assunto muito importante: a propagação de incêndios.

Seja para nos proteger ou preservar nossos patrimônios, é interessante saber quando podemos intervir e apagar um foco de incêndio. Porém, nem sempre isso é possível, já que existem casos onde é preciso pedir a ajuda de profissionais – no caso, os bombeiros.

A propagação de incêndios se divide em estágios bem definidos, com características próprias. Confira melhor cada uma delas, para saber como agir:

Ignição

É quando o incêndio começa, sendo que o oxigênio do ambiente ainda não está muito reduzido. Neste primeiro momento, o fogo está gerando o vapor de água, o monóxido de carbono e outros tipos de gases.

A temperatura do ambiente não está muito acima no normal, mas o calor vai evoluir conforme o fogo aumenta.

Enquanto está neste estágio, é possível procurar a causa do incêndio e tentar apagá-lo. Lembrando que para cada tipo de foco é preciso uma extinção específica, como vimos neste outro post.

Propagação

Caso o fogo não seja apagado em sua ignição, ele passa para a próxima etapa: a propagação do incêndio. Neste estágio, as chamas se espalham pelo ambiente, consumindo os materiais que encontra no caminho.

Dependendo do tipo dos materiais presentes no ambiente, a propagação de incêndio pode ser mais rápida ou mais lenta. Em lugares onde existe muito papel ou que contenham combustíveis como álcool ou gasolina, as chamas agem mais rapidamente. Mas, também, existem substâncias que ajudam a conter a propagação, como o cimento e o concreto.

Dependendo da velocidade em que acontece a propagação de incêndio, ainda é possível tentar extinguir o fogo nesta etapa.

Combustão contínua

Este estágio é onde o calor gerado pelas chamas são capazes de provocar a combustão em objetos próximos. 

É nesta etapa também que os gases preenchem o ambiente, se espalhando de cima para baixo. Isso faz com que o ar frio fique perto do chão e a fumaça se acumule perto do teto.

A combustão contínua permanece enquanto existir combustível e comburente.

Aqui já não é possível tentar apagar as chamas. O recomendado é acionar os bombeiros e deixar o local.

Redução do fogo

A queima lenta é o último estágio da propagação do fogo, onde as chamas continuam ardendo, enquanto tiverem comburentes para consumir. Então, caso não tiver mais ar suficiente para sustentá-las, elas podem se extinguir. 

Ao fim deste estágio da propagação de incêndio, as chamas se reduzem a brasas. O ambiente, por sua vez, fica totalmente tomado pela fumaça e pelos gases, gerando calor intenso.

Justamente por causa deste calor, os produtos da combustão vão estar superaquecidos e podem explodir se entrarem em reação com o oxigênio. Este fenômeno é o que chamamos de backdraft, e é causado pela ventilação inadequada do ambiente em queima lenta.

Estas são as fases da propagação de incêndio. Caso tenha ficado com alguma dúvida sobre alguma delas, deixe sua pergunta nos comentários.

Inibição da propagação de incêndios em edificações

Existem materiais que podem ser empregados nas obras, que são capazes de inibir as chamas em propagação de incêndios. E muitos outros estão sendo desenvolvidos, pensando especialmente em garantir a segurança dos usuários da edificação. 

Por isso é importante acompanhar estas novidades e aproveitá-las. Para ficar por dentro das inovações do setor construtivo, você pode assinar nossa newsletter.

Além disso, na NBR 15575 está especificado que os materiais utilizados nas construções devem ter esta ação moderadora. Então, é uma obrigação dos arquitetos conhecer bem esta norma para diminuir o impacto do incêndios em suas edificações. 

Para adequar as edificações às exigências da NBR 15575 no que se refere à propagação de incêndios, você também pode contar conosco. A UGreen oferece toda a orientação e suporte que forem necessários.

E lembre-se: se você perceber que não é capaz de extinguir o foco de incêndio, saia do local o mais rápido possível. A prioridade deve ser a sua vida, sempre! 

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Conforto com NBR Isolamento Acústico

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Você sabia que existem parâmetros na NBR de isolamento acústico que ajudam a garantir o conforto dos moradores, assegurando seu sossego e tranquilidade nos lares? 

Adotar suas medidas nas edificações, além de garantir qualidade, demonstra uma postura ética e comprometida com o bem-estar dos usuários.

Continue essa leitura para entender mais sobre as NBRs de isolamento acústico e saber como aplicá-las corretamente!

Poluição sonora

Com a evolução das cidades, onde o número de pessoas é crescente, surgem diversos efeitos colaterais. Um deles é a poluição sonora.

O grande volume de pessoas acaba exigindo a criação de espaços que sirvam a elas, como escolas, terminais rodoviários e estradas. Isso sem falar no comércio, que também se expande para atendê-las, como lojas e restaurantes. Todos esses ambientes promovem a propagação de sons. 

Além disso, a tecnologia também acaba trazendo sua contribuição para a geração de barulho. O uso de aparelhos de ar-condicionado, caixas de som potentes e lavadoras de alta pressão tornam o quadro ainda pior. 

Prejuízos causados pela poluição sonora

Quando exposto a períodos longos de ruídos, nosso organismo reage desenvolvendo diversas complicações. Por exemplo: estresse, dores de cabeça, aumento na pressão arterial, cansaço e até gastrites e úlceras.

Mesmo os momentos breves de exposição a barulhos podem ser prejudiciais, causando perda de atenção e de memória e agressividade. Assim como a queda no rendimento produtivo.

Arquitetura e NBR Isolamento Acústico

O lar deve ser um lugar em que se pode descansar. Um ambiente onde se tenha tranquilidade e uma rotina em que suas atividades possam ser desempenhadas sem impedimentos. Nós precisamos nos sentir bem em um ambiente para podermos reconhecê-lo como lar, não é verdade? 

Mas e quando chegar em casa se torna um tormento? Saber que não seremos capazes de descansar ou manter nossas rotinas tranquilamente, gera ansiedade e desconforto. Com isso, já não enxergamos o lugar onde vivemos como um lar, mas sim como um ambiente estressante.

Todo arquiteto desenvolve o projeto pensando na utilidade de sua obra, como sua edificação será desfrutada. Sempre busca oferecer condições para que o usuário tenha o máximo de conforto em suas construções. Especialmente quando se tratam de  lares, onde as pessoas passam a maior parte de seu tempo. 

Neste contexto, como garantir o conforto acústico em um espaço onde a poluição sonora faz parte da realidade? Aí é que entram as NBRs de isolamento acústico. 

Estas NBRs nada mais são do que diretrizes que orientam os arquitetos e demais envolvidos nas obras habitacionais a oferecer conforto acústico aos usuários. Cada detalhe que influencie neste tema é tratado por elas de forma detalhada e minuciosa. 

A NBR 15575, por exemplo, aborda o isolamento acústico, apontando o que uma edificação deve cumprir para estar em conformidade. Para isso, faz uso de tabelas específicas, determina critérios e aponta métodos de ensaio e medição. Sua abordagem é tão ampla que envolve outras normas relacionadas, que também precisam ser cumpridas.

NBRs de Isolamento acústico: como aplicar corretamente?

É evidente a importância das NBRs de isolamento acústico em um meio onde a poluição sonora é cada vez maior. Mas como saber como aplicar exatamente os parâmetros necessários, considerando o volume de requisitos exigidos? 

Uma alternativa é contar com orientação específica, para apontar a direção certa. A UGreen pode ajudar neste sentido, oferecendo assistência e suporte para a aderência aos parâmetros. 

Além disso, é importante acompanhar os novos materiais que estão sendo desenvolvidos para oferecer isolamento acústico. Uma boa forma de estar por dentro das inovações é assinar nossa newsletter, para acompanhar todas as novidades do setor. Você pode, ainda, refinar suas habilidades com nossos cursos

Venha fazer parte da comunidade UGreen e encontre soluções para os problemas da arquitetura atual e contribuir com a futura.

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Adequação Antropodinâmica e Construção Civil

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Você sabia que uma das questões mais importantes na construção civil, no sentido de conforto do usuário, é a adequação antropodinâmica? 

Continue a leitura e conheça melhor sobre este conceito, os requisitos e critérios que se relacionam a ele!

Adequação Antropodinâmica e Construção Civil

Na arquitetura, uma das principais preocupações é fazer com que os usuários das edificações estejam seguros. Mais do que isso: que seu bem-estar seja garantido no uso de suas residências. 

Mas como garantir que estes fatores estão sendo cumpridos? É para isso que servem os requisitos de adequação antropodinâmica, presentes na NBR 15575.

O que diz a norma?

A norma de desempenho 15575 estabelece alguns parâmetros bastante claros sobre esta questão, orientado nos seguintes sentidos:

  • Os pisos não podem apresentar deformabilidade que causem vibrações desconfortáveis ao caminhamento. Também é importante atender aos requisitos relacionados à inclinação das rampas, a velocidade dos elevadores, entre outros.
  • Unidades habitacionais destinadas a usuários portadores de deficiências físicas ou mobilidade reduzida devem atender a critérios específicos. Nestes casos, é preciso que a edificação possua apoios, alças e demais equipamentos adequados às determinações da NBR 9050.
  • Alguns parâmetros são inteiramente dedicados à planicidade da camada de pisos, determinando milimetragens exatas.

No que se refere à adequação ergonômica de dispositivos de manobra, a NBR 15575 estabelece que:

  • Os dispositivos não podem prejudicar as atividades normais dos usuários, como caminhar, apoiar, limpar, brincar, entre outros.
  • Os elementos, componentes, acessórios ou qualquer outra parte da edificação não devem possuir rugosidades, pontas afiadas, depressões ou irregularidades.
  • Dispositivos como trincos, puxadores, cremonas, e guilhotinas não podem ser projetados, construídos e montados de forma a ferir os usuários.
  • Peças de utilização, incluindo registros de manobra devem ter volantes ou dispositivos com formato e dimensões que favoreçam torque ou força de acionamento. Também não podem conter rebarbos, rugosidades ou ressaltos que possam causar ferimentos.
  • Por fim, no que se refere à adequação antropodinâmica,  a norma estabelece a força necessária para o acionamento de dispositivos de manobra. 

Aderência das edificações à adequação antropodinâmica

Pode parecer bastante simples, mas na verdade, as diretrizes da NBR 15575 envolvendo a adequação antropodinâmica é bastante detalhista. Cada tópico relaciona outras normas de desempenho que precisam ser seguidas para que as edificações cumpram os requisitos.

Por ser tão ampla e complexa, pode ser difícil cumprir corretamente todas estas determinações. Neste sentido, uma consultoria e suporte especializados é muito útil. Como a  que oferecemos aqui na UGreen!

Além disso, é importante estar atento a cada novidade do segmento para acompanhar suas mudanças. E isso você pode fazer assinando nossa newsletter

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Principais normas da construção civil no Brasil

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Você sabe quais são os objetivos das normas da construção civil no Brasil?

São estas diretrizes que guiam arquitetos, engenheiros civis e toda a equipe a construir de acordo com os padrões estabelecidos. Confira as principais delas no post de hoje. 

Padronização nas construções

Imagine se não houvesse nenhum parâmetro para estabelecer uma padronização das obras? O cenário da construção civil seria no mínimo uma confusão, beirando o caos. É por isso que as normas da construção civil são tão importantes. 

Além de servir como guia para os profissionais, também garantem edificações de qualidade aos usuários. Sem falar que algumas delas têm força de lei, o que torna seu cumprimento obrigatório.

Principais normas da construção civil no Brasil

São inúmeras as normas da construção civil no Brasil, porém as principais entre elas são:

NBR 6118 – Projeto e Estruturas de Concreto 

Esta norma determina os requisitos mínimos exigidos para o projeto de estrutura de concreto simples, armado e protendido.

A NBR 6118 não é aplicável em estruturas onde são utilizados concreto leve, pesado ou outros especiais.

NBR 7190 – Projeto e Estruturas de Madeira

A norma de desempenho 7190 estabelece as condições gerais a serem seguidas no projeto, execução e controle das estruturas correntes de madeira. Como por exemplo, pontes, pontilhões, coberturas, pisos e cimbres.

Também apresenta requisitos em relação às condições básicas de segurança na utilização do material. Bem como os limites da aplicação do esforço e deformação, as características da madeira, suas disposições construtivas, entre outros.

NBR 7199 – Projeto, Execução e Aplicação dos Vidros na Construção Civil

Apesar de ter passado por atualizações em 2016, esta norma tem data de 1989. O objetivo dos ajustes foi esclarecer seus parâmetros. Especialmente no que se refere à indicação dos vidros de acordo com sua aplicação. 

O texto da NBR 7199 foi atualizado também para aderir às normas internacionais, sobretudo na utilização de vidros de segurança. Como o laminado, o aramado e o temperado.

Esta norma, portanto, fixa regras gerais sobre a utilização dos vidros na construção civil. Trata, ainda, de padronizar o emprego correto para cada tipo de vidro, segurança, se tratando de aplicações e espessuras, entre outros.

NBR 7480 – Aço Destinado a Armaduras para Estruturas de Concreto Armado

Esta norma abrange todos os aspectos relacionados ao aço destinado para armaduras de estruturas de concreto armado. Por exemplo, a fabricação, encomenda e fornecimento de barras e fios de aço.

A NBR 7480 orienta, dessa forma, sobre as propriedades geométricas ideais para barras lisas, nervuradas e fios. Assim como o parâmetros relacionados às características mecânicas de tração e dobramento e soldabilidade dos materiais.

Com isso, a norma de desempenho 7480 busca garantir a segurança e qualidade de toda  a estrutura do concreto armado.

NBR 12721 – Avaliação de Custos de Construção para Incorporação e Outras Disposições para Condomínios Edifícios

A NBR 12721 busca regulamentar as regras relacionadas à definição do objeto de transação. Para isso, propõe uma comparação entre o preço da transação e a quantia investida nos recursos necessários para a construção.

É ela que permite um maior equilíbrio no curso de todas as áreas relacionadas a cada imóvel, incluindo áreas de uso comum e até estacionamentos.

Também é esta norma de desempenho que estipula os critérios para se obter o Registro de Incorporação. Além disso, normatiza cada aspecto construtivo de cada unidade a ser entregue ao cliente.

NBR 15575 – Desempenho de edificações habitacionais

Esta é uma das maiores entre as normas de construção civil no Brasil. A NBR 15575 envolve diversas diretrizes no que se refere às obras residenciais.

Seus parâmetros abrangem:

  • Responsabilidades do incorporador, projetista, construtor, fabricante de materiais e usuário
  • Durabilidade e manutenção das edificações
  • Vida útil do projeto e da edificação, além das garantias
  • Requisitos para:
  • Sistemas Estruturais
  • Sistemas de Pisos Internos
  • Sistemas de Vedação
  • Sistemas de Cobertura 
  • Sistemas Hidrossanitários.

Estas são apenas algumas das principais normas da construção civil no Brasil. Existem mais de 881 normas brasileiras aprovadas pela ABNT, sendo que este é um número que pode crescer ainda mais. Isso porque, todos os anos, novas regras são discutidas e aprovadas.

Por isso, seguir cada uma delas pode ser uma tarefa difícil. Nisso a UGreen pode te ajudar, oferecendo todo o suporte e orientação que você precisar sobre as normas de construção.

Para acompanhar cada nova norma que surgir e todas as inovações do segmento, você pode assinar nossa newsletter. Aproveite para conferir nosso catálogo de cursos e refinar seus conhecimentos na área.

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A importância do teste hidrostático

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A importância do teste hidrostático é inegável em qualquer obra. Sabe por que é preciso realizá-lo antes mesmo de concluir a edificação? 

Porque assim é possível garantir a integridade das tubulações. E mais do que um cuidado, esta é uma responsabilidade legal de arquitetos e construtoras. Isso porque o ensaio está previsto na NBR 15575, que possui força de lei.

Gostaria de entender um pouco mais sobre o teste hidrostático e sua importância? Confira nesse texto!

Teste hidrostático

Basicamente, o teste hidrostático se trata de um ensaio de pressão de água. Ele é realizado para comprovar se um tubo ou sistema de tubulação realmente apresenta a resistência mecânica descrita em suas especificações  ou condições operacionais.

Nas edificações residenciais, o teste hidrostático pode ser usado para:

  • Identificar vazamentos na tubulação predial de água, esgoto e águas pluviais
  • Avaliar a estanqueidade à água de peças de utilização.

Durante a execução da obra, os arquitetos/engenheiros fazem o teste para observar se a tubulação de água fria/quente possui vazamento. Este procedimento é realizado, por exemplo, antes de instalar o piso ou concluir uma parede.

Importância do teste hidrostático

Como sempre dizemos aqui no blog, a qualidade das edificações é uma das principais preocupações dos arquitetos. No tema que estamos tratando, isto é igualmente válido. Afinal, uma residência de qualidade oferece o melhor desempenho em seu uso, sem apresentar vazamentos de qualquer tipo, não concorda?

Além disso, nós, arquitetos, temos que nos preocupar com o consumo sustentável de nossas edificações. Sem falar na postura que precisamos adotar no sentido de preservar o meio-ambiente. E o que isso tem a ver com o teste hidrostático? Muita coisa!

Os vazamentos são responsáveis por um grande consumo de água. Isso não apenas reflete em custos mais altos na conta como também representa desperdício de um recurso não-renovável. 

No caso de vazamento da tubulação de esgoto, a consequência é a contaminação por dejetos. Isso causa muitos danos ao meio ambiente, à fauna e inclusive à saúde das próprias pessoas.

Portanto, a importância do teste hidrostático é muito maior do que se pode imaginar à primeira vista.

Teste hidrostático NBR 15575

A NBR 15575 define algumas regras específicas para se realizar o teste hidrostático. É preciso que o ensaio siga as orientações e apresente os resultados esperados para ser considerado adequado.

Para saber avaliar se está realmente tudo correto, é preciso conhecer bem cada tópico envolvido na norma. Mas, se você ainda não tem um conhecimento profundo dos reqiusitos, pode consultar uma orientação para te ajudar. Nesse caso, conte conosco: oferecemos todo o suporte para adequação às diretrizes da NBR 15575. 

Oferecemos, ainda, um catálogo de cursos diversos para refinar seus conhecimentos em arquitetura. Além disso, assinando nossa newsletter, você acompanha as atualidades do segmento. 

Venha para a comunidade UGreen e ofereça excelência em suas edificações!

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Coberturas Térmicas: quais suas funções e vantagens para um projeto

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As coberturas térmicas são uma alternativa estratégica para manter as casas protegidas dos extremos do clima, seja calor ou frio. Assim, elas ajudam a controlar a temperatura interna dos ambientes, tornando-os mais frescos e agradáveis. 

Neste texto, você irá conhecer mais sobre esse recurso e suas vantagens para os projetos. Boa leitura!

O que são as coberturas térmicas?

As coberturas térmicas são compostas por telhas termoacústicas, também conhecidas como telhas sanduíche. 

Montadas sobre uma estrutura metálica com testeiras inteiriças, costumam oferecer captação de água embutida. Além disso, geralmente possuem preparação para fechamento vertical com vidros.

Conforto térmico e a norma de desempenho

Desde que a norma 15575 entrou em vigor (em 2013), oferecer edificações que garantam conforto térmico já não se trata de um diferencial nos projetos. Representa uma obrigação por parte dos arquitetos e construtoras. 

Temos um conteúdo tratando especificamente sobre os requisitos de conforto térmico exigidos pela NBR 15575, caso queira conferir.

Com a veiculação cada vez maior desta informação, os usuários terão mais conhecimento sobre este assunto e seus direitos como consumidor. O que significa que a as edificações que cumprirem adequadamente este requisito terão preferência no mercado. 

Sem falar que, com certeza, é um ponto a mais para o profissional – no sentido ético – demonstrar preocupação neste sentido.

Como as coberturas térmicas contribuem para o projeto

As coberturas térmicas contribuem para os projetos de diversas maneiras, confira algumas delas:

  • Proporcionam a economia de energia elétrica nas residências, uma vez que dispensa ou atenua o uso do ar-condicionado. Com isso, tornam a edificação mais sustentável
  • Oferecem isolamento acústico, outro tema ao qual a norma de desempenho abrange (confira  neste conteúdo)
  • Possuem resistência ao fogo, contribuindo para a não propagação de chamas. Inclusive, esta também é uma questão abordada pela NBR 15575
  • Oferecem proteção contra a radiação solar, já que bloqueiam os raios UV e UVA, sendo um diferencial que valoriza o projeto.

Materiais cada vez mais avançados

Sem dúvida, a normatização da NBR 15575 acabou por estimular o uso de tecnologias avançadas em materiais para construção. Com isso, o setor construtivo terá uma crescente evolução na qualidade de suas obras. 

A exemplo das coberturas térmicas, surgirão outros elementos tecnológicos que irão agregar aos projetos. Não apenas no desempenho térmico, como em todos os outros. Neste contexto, para acompanhar esta evolução, é preciso estar atento a cada novidade do mercado.

Gostou desse texto? Assine nossa newsletter para ficar por dentro das novidades do segmento construtivo e aproveitar esses inovações a seu favor. Confira também nossos  cursos e treinamentos, dos quais você participar para aprimorar e refinar suas habilidades e competências.

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Inflamação por Revestimentos: principais causas para esse problema

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Nariz escorrendo, dores de cabeça, espirros frequentes. Você sabia que esses sintomas podem estar relacionados à inflamação por revestimentos? 

Continue a leitura e descubra as principais causas para esse problema e como isso se relaciona à arquitetura!

Doenças causadas revestimentos

Quadros de rinite acometem entre 30% e 40% da população brasileira, segundo dados da  Asbai – Associação Brasileira de Alergia. Estas doenças do trato respiratório são conhecidas por causarem inflamação nas mucosas do nariz e garganta. 

Porém, mais sintomas podem ser provocados, pois – estando com as vias aéreas trancadas, as pessoas passam a respirar pela boca. Com isso, surgem a rouquidão, apnéia e demais distúrbios do sono. 

Quando a causa da inflamação por revestimentos acontece devido ao meio onde a pessoa vive, a responsabilidade recai sobre arquitetos e incorporadoras. Afinal, existem requisitos exigidos por lei que precisam ser seguidos para garantir a salubridade das residências. 

É relevante, portanto, conhecer as causas que podem levar à este problema, a fim de evitá-las. Além disso, é uma forma de oferecer edificações que assegurem salubridade e conforto aos moradores. Este, inclusive, é o preceito máximo de qualquer arquiteto. 

Principais causas de inflamação por revestimentos em ambientes residenciais

A inflamação por revestimento é provocada quando se empregam materiais que liberam elementos nocivos no ar. Estas substâncias, conhecidas como Compostos Voláteis Orgânicos podem estar presentes em adesivos e papéis de parede, madeira composta em pisos e pavimentação interna. Assim como nos materiais empregados para isolamento térmico e acústico de paredes, piso e teto.

Saúde, Higiene e Qualidade do Ar – NBR 15575 

Pensando em oferecer um ambiente saudável aos usuários das edificações, a norma de desempenho 15575 inclui em suas diretrizes um tópico específico. 

Em relação à qualidade do ar ambiente, a regra possui uma parte chamada Saúde, Higiene e Qualidade do Ar. Ao atender aos requisitos presentes nesta parte da norma, é possível prevenir os usuários da edificação da inflamação por revestimentos.

O que diz a norma 15575

No item 15.3 parte 1 da NBR 15575 está especificado que deve-se atender à legislação vigente. Para isso, garantindo que materiais, equipamentos e sistemas empregados na edificação não liberem agentes contaminantes do ar em ambientes confinados.

A norma de desempenho 15575 possui força de lei desde 2013. Dessa forma, é uma obrigação legal optar por materiais que atendam a esta diretriz. Não apenas nos revestimentos, mas, também, na construção como um todo.

Ao cumprir estes requisitos, evita-se a incidência de inflamação por revestimento e demais complicações respiratórias e reações alérgicas.

Se você ainda tem dúvidas sobre como atender aos parâmetros necessários para oferecer edificações salubres, conte com a UGreen. Estamos capacitados para oferecer toda a orientação e suporte necessários. 

Quer ficar por dentro das novidades do segmento e materiais inovadores no setor construtivo? Assine nossa newsletter e faça parte da nossa comunidade!

 

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Norma de Desempenho: Um Guia Para Profissionais (Com Checklist)

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Norma de Desempenho: Um Guia Para Arquitetos, Engenheiros e Construtores

Você atua com projetos, fornecimento de materiais, incorporações ou construções?
Portanto, deve saber que cumprir com a Norma de Desempenho é imprescindível. Pertinente para garantir habitações eficientes e também para se prevenir de riscos.
 
Se você ainda não conhece a Norma de Desempenho ou os seus detalhes mais importantes, saiba que você está no lugar certo.
 
Continue lendo para saber tudo sobre a norma e como elevar o padrão de seus projetos ou empreendimentos.

Um Breve Histórico

A norma foi publicada em julho de 2013, estabelecendo requisitos para edificações residenciais. Foi resultado de um trabalho de mais de 15 anos para o PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat).
 
Porém, vale ressaltar que a NBR 15.575 não é um padrão isolado. É um compêndio de centenas de outras normas como a ISO, ANSI, ASHRAE, ASTM, Eurocode, além de diversas normas da própria ABNT.
 
Portanto, diversos critérios da Norma de Desempenho referenciarão outras normas. Por consequência a discussão torna-se mais profunda e ampla do que muitos imaginam. Inclusive, a curva de aprendizado dos profissionais pode-se tornar bastante extensa e confusa.

Seu Impacto e Importância

Cada vez mais o consumidor é amparado com leis que o defendam contra serviços insatisfatórios. O Código de Defesa do Consumidor é o mais conhecido, e com a construção civil isto não poderia ser diferente.
 
Podemos dizer que a nbr 15.575 protege consumidores sobre a qualidade do produto adquirido. Neste caso, uma edificação residencial.
 
A norma é obrigatória para edificações residenciais, independente do sistema construtivo. O seu descumprimento pode gerar multas, processos, obrigatoriedade de reparos ou trocas. Em outras palavras, muita dor de cabeça para o construtor que não cumprir com estas regras.

Desde sua implementação, pode-se dizer que a norma já contribuiu para:

  • Uma maior disciplina entre critérios construtivos.
  • A redução da subjetividade entre o que pode ser considerada uma boa construção.
  • A consciência dos profissionais da construção civil sobre critérios de conforto ambiental.
  • A instrumentalização do Código de Defesa do Consumidor. Este tem por onde recorrer caso algum elemento de sua moradia não atenda o requisito mínimo.
  • A redução da concorrência predatória entre construtoras. Muitas baixavam a qualidade de seus empreendimentos para obter maior competitividade no mercado.

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A Responsabilidade é de Quem?

  • Fornecedor de insumos, materiais, componentes ou sistemas: caracterizar o desempenho dos seus produtos conforme a norma.
  • Projetista: estabelecer a Vida Útil de Projeto (VUP) de cada sistema que compõe a norma (estrutura, vedações, etc). Especificar materiais, produtos e processos que atendam ao menos os critérios de desempenho mínimo. Estas considerações devem estar todas no projeto e/ou memorial de cálculo.
  • Construtor e incorporador: cabe ao incorporador identificar riscos previsíveis (contaminação do lençol freático, erosão, etc). Para ambos, cabe a elaboração do Manual de Uso, Operação e Manutenção da edificação.
  • Usuário: sim, ele também possui responsabilidades! Deve realizar a manutenção de acordo com NBR 5674 e o Manual de Uso entregue pela Incorporadora.
Como podemos perceber, grande parte das incumbências recaiu para os projetistas. Portanto, eles precisam conhecer os critérios de projeto, especificações e detalhamentos.
 
Em outras palavras, é crucial conhecermos todos os requisitos da NBR 15575 de edificações. Você está pronto para conhecê-los?

Os Requisitos da Norma de Desempenho

A ABNT NBR 15575 possui seis partes bem distintas, que estão divididas em:

  1. Requisitos Gerais
  2. Sistemas Estruturais
  3. Sistemas de Pisos
  4. Sistemas de Vedações Verticais
  5. Sistemas de Cobertura
  6. Sistemas Hidrossanitários
Para melhorar a sua compreensão sobre estes critérios, veja o mapa mental abaixo. Ele apresenta a Primeira Parte da NBR15575, os Requisitos Gerais.
 
Amplie cada elemento de acordo com sua preferência.

Parte 1: Requisitos Gerais (clique nos pontos para ampliar)

Como podemos ver, esta primeira discute os principais requisitos do usuário. Eles podem ser divididos em 3 partes:

1) Segurança na Norma de Desempenho:

Nesta categoria podemos encontrar as estratégias que tratam sobre:

  • Desempenho Estrutural
  • Segurança contra Incêndio
  • Segurança no Uso e Operação

2) Habitabilidade na Norma de Desempenho:

É certamente o núcleo da NBR 15575. É aqui que entenderemos sobre as adequações térmicas de acordo com as zonas bioclimáticas.
É também onde avaliaremos a iluminação natural e artificial mínima para os ambientes. Avaliaremos ainda os requisitos acústicos dependendo da localização da habitação.
Além destas questões trataremos temas como:
  • Estanqueidade
  • Desempenho Térmico
  • Desempenho Acústico
  • Desempenho Lumínico
  • Saúde, Higiene e Qualidade do Ar
  • Funcionalidade e Acessibilidade
  • Conforto Tátil e Antropodinâmico

3) Sustentabilidade na Norma de Desempenho:

É analisada principalmente a relação da vida útil (VUP) dos elementos da edificação.

Por exemplo, a vida útil mínima para a estrutura é de 50 anos. Vedações verticais externas de 40 anos. Cobertura 20 anos, entre outros elementos.

Logo, nesta parte trataremos de temas dos sistemas prediais, como:

  • Durabilidade
  • Manutenibilidade
  • Adequação Ambiental

A Inter-relação Entre Partes da Norma de Desempenho

É importante citar que todas as categorias citadas da NBR 15575 possuem inter-relações.

Um exemplo é a NBR 9050, que trata sobre acessibilidade em edificações. Atender esta norma irá impactar positivamente diversas categorias. Alguns exemplos são o “Conforto Tátil e Antropodinâmico”, ou “Funcionalidade e Acessibilidade”.

Outro exemplo é atender os critérios de Desempenho Estrutural. Este irá afetar positivamente itens como Estanqueidade e também Durabilidade.

Itens que podem ser aprimorados pela Estanqueidade são o Conforto Térmico e Acústico. Isso acontece devido à redução de juntas que poderiam acarretar na entrada do ar ou som nos ambientes.

Portanto, atender os critérios da NBR 15575 gera a melhoria da qualidade não apenas de elementos isolados. Gera a melhoria na própria edificação e da construção civil na totalidade.

Principais Desafios da Norma de Desempenho

Um dos maiores benefícios da Norma de Desempenho é fornecer uma maior importância para os projetos. A conceituação, formatação e apresentação correta das especificações tornam-se imprescindíveis.

Os resultados de concepção são superiores, e devem ser seguidos pelos construtores.

Aqui está um dos principais desafios, que é a integração entre as disciplinas. A troca de informação é crucial para que o resultado saia de acordo com as expectativas da norma e de seus usuários.

Portanto, deve ser priorizada a gestão adequada para as etapas iniciais de projeto. O Processo Integrativo pode gerar resultados mais próximos aos critérios da norma.

O Processo de Revisão Iniciado em 2018

A norma entrou em processo de revisão oficialmente em setembro de 2018. Seu foco está na segurança contra incêndio, desempenho térmico, lumínico, acústico e durabilidade. Outro destaque é o código de vedações verticais internos e externos.

Haverá uma busca de maior harmonização com outras normas. Exemplos são a NBR 9077 (Saídas de Emergência), NBR 5413 (Iluminância de Interiores), e normas estaduais de bombeiros.

Entre as possíveis revisões estão:

  • Desempenho térmico. A troca das 8 zonas bioclimáticas para 24 grupos bioclimáticos. Outra revisão será sobre a precisão das análises computacionais.
  • Desempenho lumínico. Uma maior precisão sobre os critérios de avaliação, para que as simulações tornem-se mais precisas.
  • Desempenho acústico. O aperfeiçoamento da classificação de ruído para o efeito da determinação da isolação sonora da fachada de dormitórios.

Quais São os Riscos do Não Atendimento a NBR 15.575?

O risco do não atendimento à NBR 15.575 é alto. A verdade é que a partir de 2013, todos os profissionais que projetarem ou construírem fora dos critérios da NBR 15575 estão correndo sérios riscos:

  • Indenizações da construtora ou projetistas para moradores.
  • Maior taxa de rejeição do imóvel.
  • Multas de entidades envolvidas a Defesa do Consumidor.
  • Necessidade de trocas ou ajustes em elementos do empreendimento.

Logo, o ideal é estar atento a todos os critérios estabelecidos pela norma.

Como Atender a Norma de Desempenho?

Conhecer os aspectos da Norma de Desempenho é dever de todos os profissionais.

Portanto, o cumprimento da norma depende de todos os profissionais envolvidos, cada um dentro de sua própria responsabilidade.

Não se trata apenas de adequação para projetistas e construtores. Trata-se de tornar seus projetos mais habitáveis, eficientes e sustentáveis.

No entanto, muitos profissionais ainda encontram dificuldades de atendimento à NBR 15.575. O que eles mais sofrem são:

  • Insegurança diária ao realizar seus projetos.
  • Incerteza sobre os elementos construtivos especificados.
  • Retrabalhos para readequações de projetos para a NBR.
  • Maiores custos nas especificações pelo receio da não adequação.
  • Falta de agilidade nas especificações por falta de ferramentas.
  • Insegurança jurídica sobre as obras após construídas.

Este é um problema que pode ser sanado rapidamente em qualquer empresa. A solução é a obtenção de uma educação adequada sobre estes requisitos e as ferramentas para realmente implementar as correções necessárias de forma assertiva.

A melhor fase, que gera menos custos e as melhores oportunidades, é logicamente a Fase de Projeto, onde podemos simular as entregas e analisar os resultados.

Você está pronto para iniciar esta jornada?

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Norma teste de estanqueidade: saiba tudo sobre a NBR-15571

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A norma teste de estanqueidade refere-se à NBR 15571, onde os métodos de vedamento por meio de passagem de gases pressurizados são especificados. Trata também do método pela penetração de líquidos por capilaridade. Seu objetivo é identificar os defeitos passantes em juntas soldadas, chapas, fundidos e forjados. O teste de estanqueidade é uma exigência do Corpo de Bombeiros e assegura que não existem vazamentos nas redes canalizadas. 

Por que realizar o teste de estanqueidade?

Primeiramente, é uma forma de assegurar que a obra está de acordo com o que rege a NBR 15575, e, consequentemente, está em conformidade com a lei. Além disso, o teste de estanqueidade é útil para:

  • Diminuir as despesas com montagens de peças
  • Garantir proteção do ambiente
  • Melhorar a confiabilidade do produto
  • Proporciona maior controle do processo de fabricação.

A realização do teste deve ocorrer, preferivelmente durante a montagem do sistema, enquanto as tubulações ainda estão expostas. Afinal, realizar o teste quando a tubulação já está embutida é bem mais difícil e trabalhoso.

Objetivo da norma teste de estanqueidade

Os ensaios da norma teste de estanqueidade, são destinados exclusivamente à encontrar vazamentos. Portanto, não avaliam a resistência mecânica, deformação e recalques estruturais, constantes em outros ensaios, hidrostáticos e/ou pneumáticos. Ainda que estes também busquem identificar vazamentos.

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Qualificação de pessoal

De acordo com a norma teste de estanqueidade, os ensaios devem ser realizados e supervisionados por profissionais qualificados. Estes devem estar em conformidade com a NBR NM ISO 9712. Também devem ser acompanhados por organismos competentes que atendam à NBR ISO/IEC 17024.

Processo de qualificação de procedimento

A norma teste de estanqueidade detalha o processo de qualificação de ensaio de procedimento. Apresenta, ainda, uma tabela elencando os requisitos de procedimento de estanqueidade:

Tabela 1 - Requisitos do procedimento de estanqueidade
Tabela 1 – Requisitos do procedimento de estanqueidade

Preparação e limpeza da superfície

A norma teste de estanqueidade neste ponto orienta sobre as técnicas de preparação do ensaio. Igualmente também trata sobre as características requeridas para a superfície que passará pelo ensaio.

Por fim, discorre sobre as ferramentas para a preparação da superfície de aços inoxidáveis e ligas de níquel.

Análise de contaminantes

Segundo a norma de estanqueidade, os materiais utilizados no ensaio devem ser analisados quanto ao teor de contaminantes, em casos específicos.

Ensaio visual

É recomendada a realização do ensaio visual antes do ensaio de estanqueidade. Para tanto, a orientação da norma é seguir a NBR NM 315.

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Iluminação

Neste tópico, a norma detalha os requisitos de iluminação do ensaio de estanqueidade.

Limpeza final

Em relação à limpeza final, a NBR 15571 assim orienta que os materiais utilizados durante o ensaio sejam removidos completamente ao fim do procedimento. 

Ensaios de formação de bolhas

A norma detalha os materiais, a aparelhagem e o procedimento para os ensaios de formação de bolhas. Tanto nos ensaios de formação de bolhas com pressão positiva como de pressão negativa.

Ensaio de capilaridade

Os materiais e o procedimento do teste de capilaridade também são abordados pela NBR 15571.

Relatório

Finalmente, a norma teste de estanqueidade esclarece quais informações devem ser elencadas no relatório. 

Como vimos, a NBR 15571 é extremamente importante para garantir a segurança e habitabilidade de uma edificação. A realização do teste precisa ser realizado periódica, para atestar que a rede continua íntegra.

Para garantir a aderência às normas de desempenho que relacionam-se à estanqueidade, como a NBR 15571, a NBR 15575 e demais normas relacionadas, é conveniente contar com um apoio especializado. Conte com a consultoria e o suporte da UGreen para adequar sua obra aos requisitos de estanqueidade.

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