Desvendando os Segredos de Uma Casa Sustentavel (Com Exemplos)

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Desvendando os Segredos de Uma Casa Sustentavel (Com Exemplos)

Muitos pensam em projetar ou construir uma casa sustentável.

Porém, poucos conhecem a variedade de elementos e dificuldades para a realizar com eficácia.

Alguns conhecem um pouco sobre materiais que podem ser aplicados, como lâmpadas de LED e painéis solares. Outros compreendem sobre elementos que geram economia de água, ou sobre materiais sustentáveis.

A verdade é que uma casa sustentável está ligada a diversos elementos, como:

  • Implantação
  • Conectividade
  • Materiais
  • Conforto
  • Energia
  • Água

Com a finalidade de mudar sua forma de pensar sobre uma casa sustentável…

Vamos apresentar todos estes elementos em um único artigo. Após a leitura, tenho certeza que você terá uma base sólida para continuar seus estudos.

Portanto, se você procura saber tudo sobre uma casa sustentável, continue lendo este artigo.

O Que é Uma Casa Sustentável?

Uma casa sustentável é conceituada como parte de um ecossistema. Portanto, é considerada parte de um habitat vivo.

Pode contrastar com o trabalho de muitos arquitetos que consideram uma casa “arte”. Ou, como muitos dizem, “uma escultura habitável”.

Acredito fortemente que uma casa deve procurar uma conexão profunda com o entorno. O clima, a região, o terreno e o ser humano.

Por quê? Porque projetos que ignoram seu entorno simplesmente não são mais aceitáveis em uma era de mudanças climáticas.

O famoso arquiteto Le Corbusier disse no início do século passado que “casas são máquinas de morar”. Portanto, é mais que hora desta máquina evoluir da mesma forma que a sociedade evoluiu. A consciência social e ambiental faz parte desta evolução.

Exemplo de implantação bioclimática, por UGREEN:

casa sustentável

Logo, esta é a minha visão de uma casa sustentável. Continue lendo para compreender todos os elementos que a compõe.

Qual a Importânica de Uma Casa Sustentável?

O uso de energia elétrica no Brasil é dividido pelos seguintes setores:

 

Portanto, o setor residencial é o segundo maior consumidor de energia no país.

A utilização de energia muitas vezes leva ao consumo de combustíveis fósseis. Consequentemente ao aquecimento global.

Logo, devemos ser mais sábios na utilização da energia em nossas residências. Isso vale tanto para a fabricação quanto para o uso, que ocorre por dezenas de anos.

Uma casa sustentável consiste em diversos elementos que estão intimamente interligados.

São estes elementos que você aprenderá logo a seguir…

Elemento #1: Implantação

Uma casa sustentável procura impactar ao mínimo o entorno no qual está inserido. As seguintes estratégias podem ser utilizadas para uma implantação de baixo impacto:

Captação da Água da Chuva

Uma casa sustentável não deixará a chuva não absorvida no próprio lote para a cidade cuidar. Portanto, levará em conta os índices pluviométricos para a captação da água da chuva e uma maior permeabilidade. Logo, podemos reutilizar a água e ao mesmo tempo ajudar a prevenir inundações em sua cidade.

Outra estratégia é o uso de telhados verdes. Além de promover a biodiversidade e a redução da carga térmica, promove também maior captação da água da chuva.

Espaços abertos

Uma casa sustentável deixa ela mesma e seu entorno respirar. Ao mesmo tempo, permite afastamentos suficientes entre edificações vizinhas. Promoverá o andar por meio de um paisagismo consciente que use menos água na irrigação.

Prevenção de Ilhas de Calor

Podemos prevenir o aquecimento das superfícies com cores mais claras e lisas. Esta relação se chama absortância e o quanto mais baixa, melhor.

A Norma de Desempenho privilegia absortâncias baixas. A referência são absortâncias abaixo de 60% em algumas regiões brasileiras e 40% em outras. As edificações obterão cargas térmicas inferiores e menor uso do ar condicionado. Simultaneamente, o meio urbano agradece pela contribuição com o microclima local.

Elemento #2: Conectividade

Uma casa sustentável promove o ir de vir de seus usuários. Portanto, uma casa dissociada do meio urbano não pode ser considerada uma casa sustentável.

Como assim?

A verdade é que uma casa sustentável deve possuir uma relação próxima com a cidade. Tornar os hábitos corriqueiros, como comprar um pão na padaria ou ir a uma loja, mais acessíveis.

É comum alguns pensarem que casas sustentáveis podem existir no campo. Porém, estas casas utilizam mais veículos nas atividades corriqueiras, poluindo mais. Consomem mais da infraestrutura urbana, necessitando de mais vias até estas residências. Consome até mais do meio ambiente, impactando uma flora e fauna de regiões que antes eram intocadas.

Portanto, cidades na densidade certa promovem sim a sustentabilidade.

Uma casa no meio urbano é mais independente do carro, poluindo menos. Promove atividades físicas como caminhar, ou o uso de bicicleta por ciclovias. Possui conexão com um bom sistema de transporte coletivo, facilitando o ir e vir.

Sabemos que desfrutar de uma boa estrutura urbana é privilégio de poucos brasileiros. Inegavelmente uma casa sustentável vai de encontro a um urbanismo sustentável. É uma evolução conjunta que necessita ocorrer.

Elemento #3: Conforto

Podemos separar o conforto de uma casa sustentável em:

  • Conforto Térmico
  • Conforto Lumínico Natural
  • Conforto Lumínico Artificial
  • Conforto Acústico
  • Qualidade do Ar
  • Vistas de Qualidade

Conforto Térmico

Imagine dez pessoas em um único ambiente. Mesmo que elas estejam nesta mesma situação, algumas podem estar sentindo mais frio ou mais calor.

A relação de bem estar é diferente para cada pessoa, devido ao seu metabolismo. Somando a este fator existe a vestimenta, que gera novas combinações de conforto….

Ainda existe a umidade, a velocidade do vento, a temperatura das superfícies e a temperatura do ambiente…

Todos estes fatores somados tornam as estratégias de conforto térmico mais difíceis de atingir. Para a maior eficácia, exige um profissional para simular o projeto e otimizar os custos.

Uma pessoa que projeta com foco em conforto térmico irá buscar uma relação intensa com a sua região bioclimática. Desta forma o conforto será garantido em grande parte de forma passiva. Dependerá menos do aquecimento ou ar condicionado e reduz o consumo de energia elétrica.

Regra rásica de envoltória para região norte e sul em uma casa sustentável

No sul do país será geralmente privilegiada uma envoltória com transmitância mais baixa. Ou em um bom português, uma parede que deixe passar menos o calor ou o frio.

Já a capacidade térmica da envoltória deve ser mais alta. Desta forma ela terá maior inércia térmica, absorvendo o calor externo no verão e a utilizando a noite, quando está mais frio.

Já no norte do Brasil será privilegiada uma ventilação mais acentuada. Portanto, utilizar pisos elevados é uma estratégia válida. Simultaneamente, aberturas abaixo da cobertura permitirá o controle térmico mais eficiente.

Contudo, o ideal é sempre avaliar cada projeto isoladamente em conjunto com o bioclima. Diversas ferramentas estão disponíveis para quem busca realizar arquitetura bioclimática.

Uma das ferramentas mais simples e eficientes é o Projeteee. Ela foi desenvolvida pelo Governo Federal em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente.

Existem outras ferramentas voltadas para especialistas, que incluem simulação computacional. A mais famosa é o Energyplus, mas existem outras como Designbuilder, Sefaira e IES. Conheça nossos cursos para aprender a utilizá-las.

Conforto Lumínico Natural

O Conforto lumínico em uma casa sustentável deve privilegiar a distribuição máxima da luz, evitando o uso da luz elétrica.

No entanto, apenas distribuir a iluminação sem critério pode gerar grandes problemas. Um efeito comum é um grande índice de ofuscamento e uma maior carga térmica. Como resultado é necessário o maior uso do ar condicionado e energia.

Uma recomendação eficaz é obter a iluminação próxima a 300 lux durante o ano todo em áreas regularmente ocupadas. Estas áreas são geralmente salas, cozinhas e quartos. Por outro lado, não permitir áreas acima de 1250 lux durante o ano todo previne o ofuscamento.

Abaixo está um exemplo realizado por nosso escritório:

Parece difícil, certo? E realmente é, se o projeto foi conceituado com poucos recursos. Porém, com simulações computacionais e um bom conceito arquitetônico você terá ótimos resultados.

Recomendações para a otimização da iluminação em uma casa sustentável

  • A orientação é o elemento rei para uma edificação sustentável. Determinar a melhor posição para os ambientes otimizará a eficiência de uma residência.
  • Uma menor profundidade dos ambientes em relação a fachada gera ambientes mais claros e econômicos.
  • A avaliação criteriosa das proporções vidro/fachada para cada orientação da edificação é crucial. Edifícios com muito vidro necessitarão de vidros de alta performance para obter um bom nível de conforto.
  • Brises são ótimos elementos para o controle passivo do calor externo. No norte são indicados brises horizontais e no leste/oeste brises verticais.

Regra comum das aberturas e brises em uma casa sustentável

  • Norte: aberturas médias com brises horizontais.
  • Leste: aberturas médias com brises verticais
  • Sul: aberturas sem brises.
  • Oeste: menos aberturas e mais inércia térmica, bloqueando e retardando a intensidade do sol.

A simulação computacional é a melhor forma de gerar informações para as melhores decisões de projeto. Caso necessite de uma dessas análises, fale conosco.

Conforto Lumínico Artificial

Apesar das tão faladas lâmpadas de LED fornecerem economia, cuidados devem ser tomados.

A principal delas é a compreensão do uso de cada espaço. A Norma de Desempenho determina como parâmetro superior pelo menos 200 lux em salas. Porém, a CIBSE (Chartered Institution of Building Services Engineers) determina 300 lux.

Já para cozinhas a iluminância confortme NBR15575 deve ser maior, 400 lux. Neste caso a CIBSE indica 500 lux.

Portanto, verifique os níveis que você possui nos ambientes projetados. A simulação é a melhor forma de avaliação em projeto, assim garante-se maior economia na solução.

Para ambientes já construídos, é possível medir no próprio local com um luxímetro ou, com menor precisão, aplicativos. Atenha-se aos centros do ambiente e a uma altura de 80cm do solo para otimizar a precisão.

Conforto Acústico

A acústica trata de fenômenos importantes como a reverberação e o mascaramento.

No entanto, o mais importante para residências é a redução do ruído externo. Isso vale para a fachada e também entre ambientes, no caso de apartamentos distintos.

A Norma de Desempenho (NBR15575) apresenta regras claras neste quesito. São determinados limites que pisos, paredes e esquadrias devem suportar. Sua variação depende da classe de ruído da edificação e dos ambientes a serem avaliados.

Um exemplo são paredes externas em apartamentos em localização tranquila. Em um ensaio, as vedações externas devem suportar pelo menos 20 db de fontes de ruído localizadas a 2 metros de distância. Já em ambientes com maior ruído o requisito é maior, devendo suportar 25db.

Esta é apenas uma amostra dos critérios que uma casa deve fornecer para garantir a qualidade de vida dos usuários.

Qualidade do Ar

Uma casa sustentável estabelece um padrão mínimo para qualidade interna do ar. Realiza a troca do ar em condições determinadas pela sua região bioclimática.

A seriedade desta questão deve-se a síndrome dos edifícios doentes. Ela prejudica a saúde das pessoas que vivem em espaços inadequados na qualidade do ar.

As causas dos edifícios doentes estão na falha no sistema de aquecimento, ventilação e ar condicionado. Também são relacionados aos COV’s (Compostos Orgânicos Voláteis) usados na construção, altamente poluentes.

Este é um problema que não tem distinção de raça, gênero e mata tanto gente pobre quanto gente em melhores condições. Um exemplo é o ex-ministro Sérgio Mota, que foi vítima da bactéria Legionella sp, que causa pneumonia.

Portanto, utilizar produtos com uma quantidade reduzida de COV’s é uma solução simples e eficaz. Verifique principalmente a composição das pinturas utilizadas.

Outra ótima forma de privilegiar a qualidade do ar em uma casa é promover a ventilação adequada. A NBR15575 determina uma área de ventilação de pelo menos 7% da área do piso em grande parte das regiões brasileiras. Pode variar de 8 até 12% em regiões mais quentes.

Vistas de Qualidade

Olhar para fora traz saúde. Portanto, privilegie janelas que tenham vistas para elementos da cidade. A flora, fauna e até pessoas ajudam drasticamente na regulagem dos ritmos circadianos.

Sim, uma casa sustentável procura estabelecer a relação com o ritmo biológico humano. Afinal, é um ritmo estabelecido após dezenas de milhares de anos em contato com a natureza. Mas ainda sim, muitos insistem em ignorá-lo com edificações ineficientes.

Elemento #4: Materiais

Uma casa não pode ser considerada sustentável sem pensarmos na procedência dos seus materiais. Elas se distribuem nas seguintes estratégias:

  • Redução do uso de materiais na construção ou reforma.
  • Reutilização de materiais, tanto no próprio lote quanto fora dele.
  • Utilização de materiais orgânicos (madeira, pedra natural).
  • Utilização de materiais rapidamente renováveis (bambu, linóleo, cortiça, que se regeneram em um período máximo de 10 anos).
  • Utilização de materiais com conteúdo reciclável.
  • Utilização de materiais regionais.

Exemplo de aplicação de materiais sustentáveis em projeto, por UGREEN:

casa sustentavel

Porém, não é apenas especificar o que fornecedores dizem ser bom que irá gerar uma casa sustentável. A investigação deve ser parte da vida de quem possui compromisso com a sustentabilidade.

Para sua sorte, temos alguns materiais sustentáveis disponíveis para download aqui.

Qual a importância da investigação para uma casa sustentável?

Muitos materiais podem ser sustentáveis na sua composição. Porém, podem ser extraídos ou processados por pessoas em condições desumanas de trabalho.

Materiais podem ser sustentáveis, mas a matéria prima vir de longas distâncias. Utilizam muito combustível e podem, no final, ser menos sustentável que um produto comum fabricado em região próxima.

Um material sustentável pode originar um produto insustentável também. No processo de fabricação podem surgir componentes ou químicos que alteram sua característica. Pode inclusive prejudicar a saúde dos seres humanos durante o processo ou uso a longo prazo.

Uma ótima forma de obter materiais sustentáveis para uma casa é por certificações. Para produtos em madeira o FSC é uma sigla comum.

Porém, existem outras, como o Cradle to Cradle. Esta certificação considera um processo produtivo menos agressivo, promovendo a economia circular.

Existem ainda outras de relevância. Os EPD`s, Greenscreen e Declare da Living Future Institute são exemplos expressivos. Elas incentivam os fabricantes a comunicarem com mais clareza seus processos industriais. Estabelecem ainda parâmetros para a melhoria da sustentabilidade em seus processos.

Para saber mais sobre o tema, assista a palestra que realizamos na Expo Revestir em março de 2019:

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Elemento #5 Para Uma Casa Sustentável: Energia

A energia é a categoria que mais impacta o meio ambiente quando negligenciada. Em certificações, buscar a performance energética equivale a quase 1/3 de todo o processo.

Portanto, buscar a eficiência energética deve ser foco em um projeto que vise a sustentabilidade.

Porém, é um erro pensar que um projeto eficiente deve focar em energias renováveis. Entre leigos é aceitável, porém, não entre empresas e certificadoras.

Uma casa verdadeiramente sustentável deve economizar energia diretamente na fonte. Resumindo, o foco deve ser na concepção arquitetônica. Abaixo está um exemplo realizado pela UGREEN:

casa sustentável
Otimizações energéticas em uma casa sustentável, por UGREEN.

Uma das formas mais eficazes de obter economia de energia em projeto é simulando. Os resultados são otimizados se trabalhados em conjunto com o conforto térmico e lumínico.

É bastante importante nunca dissociar estes elementos em uma simulação. Afinal, mais conforto térmico e lumínico em uma edificação significa redução no consumo de energia.

Dentro do gráfico de uso residencial podemos verificar que os consumos possuem variações entre o verão e inverno. Os maiores usos são, em ordem, os refrigeradores, chuveiros, iluminação e ar condicionado.

Portanto, focar na economia destes elementos tornará sua casa mais econômica e sustentável. Como podemos trabalhar?

  • Economia no ar condicionado. Pode ser obtido com a melhoria dos índices de conforto térmico, como detalhado logo antes neste artigo.
  • Chuveiros. Equipamentos mais eficientes, que consomem menos água podem ser uma ótima solução.
  • Refrigerador e outros Equipamentos. Equipamentos mais eficientes, como os com selo PROCEL, são uma boa alternativa.
  • Iluminação. Podemos otimizá-la por um projeto bioclimático eficiente e o uso de lâmpadas adequadas, como já mencionado.

Elemento #6 Para Uma Casa Sustentável: Água

Uma casa sustentável utiliza a água mais sabiamente que casas comuns. Afinal, a população mundial continua crescendo junto com a poluição de rios e as mudanças climáticas.

Gosto de pensar na economia de acordo com o próprio fluxo da água.

“Reuso > Eficiência do Uso Externo > Eficiência do Uso Interno > Mudanças de Hábito.”

Reuso (e reciclagem)

O reuso é uma opção de baixo custo, já que a água é reutilizada com pouco tratamento adicional. Alguns exemplos são:

  • A coleta de chuva.
  • Pontas de água.
  • Irrigação com água cinza.
  • Água de banho compartilhada.

Já a reciclagem exige mais energia ou até mesmo produtos químicos para o tratamento. Alguns exemplos são a reciclagem de água cinza ou até mesmo a água negra.

Eficiência no Uso Externo

  • Plantas mais eficientes no paisagismo.
  • Irrigação eficiente. Um exemplo são os sistemas por gotejamento, que podem utilizar até 90% menos água que os convencionais.

Eficiência no Uso Interno

Para obtermos uma boa economia no uso interno da água, o ideal é conhecermos os maiores vilões do consumo. Abaixo podemos observar o perfil de consumo de água interno médio de uma residência brasileira.

 

Observando o gráfico, notamos que os 3 maiores usos são o vaso sanitário, o chuveiro e a pia de cozinha. Portanto, estes devem ser os principais itens a serem mitigados. Aqui estão alguns elementos que podem ajudar nesta economia:

  • Aeradores.
  • Banheiras com menor volume de água.
  • Louças mais eficientes, como vasos dual-flush ou mictórios sem uso d’agua.
  • Equipamentos mais eficientes, como chuveiros, máquinas de lavar roupa, entre outros.
  • Vasos sanitários por compostagem.
  • Conserto de vazamentos.

É importante notar no gráfico que o chuveiro encontra-se em 2 º lugar. Porém, o chuveiro é considerado também o 2 º maior consumidor de energia de uma edificação…

Portanto, obter reduções no consumo de água no chuveiro também irá impactar na redução do consumo de energia. Obtemos aqui um duplo benefício.

Mudanças de habito para uma casa sustentável

Após obtermos todas as reduções possíveis, é interessante promover ainda uma mudança de hábito. Desta forma obtemos ainda maiores economias.

Algumas estratégias são:

  • Não lavar o carro tão frequentemente.
  • Não irrigar a grama.
  • Tomar banhos mais curtos.

Exemplos Diferentes e Inovadores de Casas Sustentáveis Pelo Mundo

Casa Sustentável na Holanda

A casa de papelão Wikkel House pode ser construída em apenas um dia. Sua principal composição é o papelão em conjunto com uma supercola sem VOC’s. 

Apesar do papelão parecer algo não durável, esta residência pode durar até 100 anos. Portanto, possui uma vida útil superior a muitas residências convencionais.

Os espaços são pequenos, mas ainda acolhedores. Possui um quarto e uma sala que são separados pela cozinha e o banheiro.

casa sustentável

Para os nômades de plantão, outra vantagem. A residência pode facilmente ser transportada para qualquer lugar.

Porém, um impeditivo é o preço. Ela custa, em média, R$ 130 mil. Logo, não seria um atrativo para a maioria das famílias brasileiras.

Casa Sustentável em Milão: Aconchego no Meio da Floresta

Já falarmos que construir em ambientes virgens pode prejudicar a fauna e flora local.

No entanto, estas casas visam uma implantação no meio da floresta com um mínimo impacto no solo.

As casas na árvore, projetadas por Peter Pichler, trazem a sensação de viver dentro da floresta. Possuem entre 35 a 45m², sendo possíveis de serem utilizadas por famílias pequenas.

Apesar de bonitas, nota-se que a quantidade grande de peles de vidro e cores escuras. Portanto, não seria uma solução adequada para a maioria das zonas bioclimáticas brasileiras.

Porém, com algumas adaptações, seria possível obter bons resultados até mesmo em nosso país.

Casa Sustentável Pré-Fabricada Na Austrália

Esta é uma casa australiana pensada na eficiência energética e o impacto mínimo no meio ambiente. Inspirada nos princípios da permacultura, é auto-suficiente e reduz a pegada de carbono.

As abas horizontais no norte demonstram cuidado com a insolação predominante.

Outros elementos sustentáveis são tanques de água da chuva, fossa séptica e queimador de madeira para o inverno.

Janelas e portas operáveis são estrategicamente posicionadas para ventilação cruzada no verão.

No entanto, o mais importante é que os proprietários são apaixonados pela morada e o estilo de vida que ela promove.

Casa Sustentável Até Para Seu Cachorro!

Se cachorros pudessem falar, eles demonstrariam surpresa com esta casa logo abaixo.

O Studio Schicketanz criou esta estrutura para fornecer abrigo para seus animais. É perceptível que o cliente adorou o resultado…

Apesar de parecer exagerado, a casa possui sim, diversos elementos sustentáveis. Existe uma envoltória eficiente, telhados verdes, refrigeração e até mesmo painéis solares.

E você, gostou do resultado?

Concluindo, uma casa sustentável…

É como uma terceira pele. Ela nos fornece abrigo dos elementos externos da mesma forma que nossas roupas.

Logo, deve se adaptar as condições climáticas adversas. Desta forma, ela contribui para não prejudicar o meio ambiente também.

Nenhum destes princípios citados podem ser ignorados na construção de uma casa. São estes elementos que tornam uma residência verdadeiramente sustentável.

Espero que você tenha gostado deste artigo. Comente abaixo o que você espera da sua casa sustentável!

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Direto da Expo Revestir – Materiais Sustentáveis: A Importância da sua Transparência e Otimização para a Construção Civil

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Assista nossa palestra na íntegra logo abaixo!

Muitos acreditam que materiais sustentáveis possuem relação apenas a sua composição ou seu processo industrial de fabricação. Como resultado, poucos sabem especificar materiais considerando critérios sustentáveis legítimos em seus projetos.

Considerando que arquitetos, engenheiros e designers são o elo entre a indústria e seus clientes, consideramos crucial apresentar os aspectos que caracterizam materiais verdadeiramente sustentáveis e acima disto, elucidar onde estamos neste processo.

A UGREEN teve o prazer de comparecer a convite da Incepa para dividir seus conhecimentos para os participantes na Expo Revestir, no dia 14 de março de 2019. Assista a palestra na íntegra abaixo.

O que abordamos na palestra na Expo Revestir:

    1. Porque a sustentabilidade é só o começo de um processo maior.
    2. As peças que estão distantes e estão se juntando (e como você pode se aproveitar disso).
    3. Como este conhecimento pode elevar seu patamar competitivo, principalmente entre grandes empresas.
    4. Por que é tão difícil conhecermos todos os critérios sustentáveis de produtos.
    5. O processo que deve ser realizado para projetos e produtos regenerativos.
    6. Os impactos principais que os materiais geram desde seu estado bruto até seu destino.
    7. Os critérios essenciais de análise: EPDs, Práticas de Extração e Ingredientes Materiais.
    8. Quem escolhe por beleza e preço está sendo superficial.
    9. Porque todas as certificações estão indo para o mesmo caminho.
    10. Porque este processo irá durar além das certificações ambientais.
    11. O convite que todos os presentes da palestra da Expo Revestir receberam.
  1. Uma visão do futuro para os arquitetos, engenheiros e designers.

Boa palestra!

 

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Como Trabalhar com uma Parede Verde?

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O que é Uma Parede Verde?

A inclusão da natureza no ambiente urbano contemporâneo tem sido cada vez mais reconhecida como uma boa prática em nossa sociedade.

Intervenções paisagísticas estão ganhando cada vez mais força e até mesmo protagonismo junto a grandes obras do cenário arquitetônico.

Felizmente, o uso de paredes verdes vem surgindo como proposta de qualidade de vida em nosso ambiente construído.

As paredes verdes, ou Green Walls, podem ser divididas em duas categorias:

  • Os Jardins Verticais, também conhecidos como Living Walls.
  • As Green Facades, popularmente conhecidas como Fachadas Verdes.

Um dos percursores do paisagismo vertical no Brasil foi o paisagista Roberto Burle Marx, que projetou um jardim vertical para o Edifício do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro junto a grandes nomes de arquitetura como Le Courbiser e Oscar Niemeyer.

Qual a importância de uma parede verde?

Apesar destas belezas serem fortemente atribuídas como elemento estético, podem contribuir muito quando adotadas como estratégias bioclimáticas.

Dentre os benefícios das paredes verdes estão:

  • A redução da carga térmica do ambiente.
  • A retenção de ruídos.
  • A umidificação e filtragem do ar, livrando os ambientes dos compostos orgânicos voláteis.

A medida que vão crescendo as certificações ambientais, torna-se cada vez mais necessário o uso de tecnologias que contribuam de forma efetiva em um bom desempenho dos edifícios.

Sabemos que a eficiência energética é um quesito muito importante para algumas destas certificações, como a LEED por exemplo.

Apesar de um telhado verde ser mais eficiente a nível energético e ambiental, as paredes verdes ainda sim podem ser ótimas aliadas. Então não podemos deixa-las de fora de nossos projetos, não é mesmo?

Assista a live sobre Paredes Verdes

Realizada por Sami Meira e Irina Kim Sang – Miami Vertical Garden – Miami, EUA

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Tipologias em Paredes Verdes

Para criar uma Parede Verde de forma correta torna-se necessário conhecer algumas das tipologias e entender qual se encaixa melhor no programa proposto pelo seu projeto.

O Jardim Vertical é o termo empregado quando a vegetação é colocada em um sistema de fixação auxiliar, geralmente afastados da parede ou com um formato autoportante.

Pode ser realizado também com o uso de feltro, criando bolsas onde é adicionado o substrato, permitindo assim o desenvolvimento das plantas.

Já nas Fachadas Verdes, as plantas são inseridas sobre lajes ou no solo próximas à edificação, podendo estas serem, diretas ou indiretas.

As diretas possuem uma superfície geralmente em argamassa bruta e as indiretas com um sistema de tela, que tornam mais fácil o desenvolvimento de espécies trepadeiras.

parede verde
Parede Verde. Cortesia de Vertical Garden Green Wall

Recomendações Essenciais Para Uma Parede Verde

É muito importante se atentar a carga adicional devido ao sistema de sua Parede Verde, a parede ou superfície de suporte deve ser capaz de resistir ao peso gerado pelo sistema, geralmente cerca de 20Kg saturados por m².

É necessário prever pontos de água e energia próximos da intervenção quando se pretender utilizar sistema de irrigação automatizado.

Quanto a estanqueidade, a superfície de suporte deve estar impermeabilizada para evitar o transpasse da umidade proveniente do sistema de irrigação ou até mesmo a própria vegetação.

Para evitar ao máximo qualquer problema com infiltrações, recomenda-se o uso de materiais impermeabilizantes de qualidade.

No Brasil não há uma norma que forneça parâmetros específicos para este tipo de intervenção, portanto orienta-se que para fins de manutenção seja consultada a NBR 15.575, onde podemos estabelecer alguns prazos de acordo os requisitos de desempenho.

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Como manter uma Parede Verde?

Um dos grandes desafios em jardins verticais é a durabilidade da vegetação e a permanência da sua exuberância, escolha da vegetação e sistema de irrigação.

Para se obter maiores benefícios ambientais, o ideal é usar plantas de espécies nativas.

É ideal estabelecer critérios para escolha de espécies através das suas características:

  • Considerar a incidência de ventos e luminosidade;
  • Plantas de sol, meia sombra e sombra;
  • Ciclo de vida perene;
  • Atributos ornamentais: folhas, flores e frutos;
  • Forma de crescimento: semiereta, pendente, etc;
  • Altura e diâmetro da planta;
  • Necessidade de água e nutrientes.

Muito cuidado com a luminosidade do ambiente que receberá a Parede Verde. Locais onde a iluminação é totalmente artificial podem causar déficits na taxa de fotossíntese de muitas espécies, resultando em uma maior demanda na manutenção.

Conclusão

Empregar Paredes Verdes em seu projeto não proporciona só personalidade na decoração. Garantem maior qualidade do ar e contribuem com a eficiência energética da edifício.

São poderosas agentes bioclimáticas, e por este motivo, conferem de forma inteligente respostas às necessidades ambientais.

Estratégias como essa, destacam a importância de se adotar premissas que contribuam com um ambiente sustentável, tornando-se uma ótima aliada no processo de certificação, promovendo o bem estar e melhorando a qualidade de vida.

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15.575 Edificações Habitacionais – Desempenho. Parte 1: Requisitos gerais. Rio de Janeiro, 2013.

RODRIGUES, L. A. Técnicas e tecnologias para implementar paredes verdes externas em edifícios residenciais e comerciais na cidade de São Paulo. 2017. 148p.. Dissertação (Mestrado em Habitação – Tecnologia em Construção de Edifícios) – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. São Paulo, 2017.

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A Saúde e Sustentabilidade na Construção Civil

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Qual a Relação da Saúde e Sustentabilidade na Construção Civil?

Os temas estão bastante relacionados. Independente da escala de uma obra, os impactos à saúde acontecem indiretamente através da limpeza de nossas cidades e, de forma mais direta, através dos cuidados necessários que a equipe de obra recebe de sua empresa.

O gerenciamento de uma obra com o foco na sustentabilidade e na saúde é uma parte importante para a construção civil, tanto do ponto de vista econômico, como do ambiental.

E você, sabe como identificar esse impactos prejudiciais a obter mais saúde e sustentabilidade na construção civil?

Existem múltiplas tarefas que precisam ser cumpridas para reduzir os danos ou a poluição, melhorando a saúde dos trabalhadores e dos vizinhos de uma edificação.

Neste artigo vamos abordar vários desses itens, inclusive podendo ser seu checklist no planejamento de obras sustentáveis.

na limpeza do terreno

Uma obra limpa começa já no primeiro contato com o terreno. Quais são suas características principais?

Uma equipe de obra está acostumada a realizar esse levantamento, mas a intenção aqui é que ele seja feito com outros olhos, não apenas pensando no início rápido da obra.

Geralmente, a maioria das obras ocorrem em terrenos pré-ocupados ou que encontram-se vazios, mas muito sujos, devido ao pensamento inadmissível de que um terreno vazio é automaticamente um depósito de lixo para a vizinhança.

O mais comum é haver uma boa limpeza, seja na demolição de edificações preexistentes, capina e recolhimento de grandes quantias de resíduos sólidos.

No entanto, esta é uma excelente oportunidade para iniciar o gerenciamento adequado de resíduos, e deve ser um dos primeiros itens da lista, logo ao lado da contratação de escavadeiras e tratores.

O resíduo que será encontrado geralmente será uma incógnita. Portanto, descubra situação do terreno e monte um plano básico de destinação, contabilizando seus desvios de resíduos sólidos dos aterros sanitários e obtendo mais saúde e sustentabilidade na construção civil.

Em uma certificação, como o LEED, AQUA, entre outros, este item contará alguns pontos.

Quais são os destinos mais comuns para os resíduos?

  • Reciclagem.
  • Resíduos da construção civil para reaproveitamento – no caso de demolição.
  • Poda para compostagem.

Durante a limpeza do terreno é importante pensar na grande movimentação de terra e nesta etapa inicia também o controle de qualidade do ar e da água.

Controle inicial da qualidade do ar

Em áreas que a terra já encontra-se exposta — e com muita movimentação de máquinas — procure manter o solo umedecido (utilizando água de reaproveitamento da chuva). Esta ação evita levantar tanta poeira, preservando a saúde dos alérgicos dentro e ao redor da obra.

Controle de qualidade das águas durante a limpeza

Utilize mantas de bidim em todas as bocas de lobo em que o terreno possa escoar água. Essas mantas devem ser trocadas com frequência.

Proteja todos os corpos d’água durante a limpeza, para que não sejam contaminados com resíduos.

Importante: O direcionamento dos resíduos para outros fins que não sejam aterros sanitários podem muitas vezes ser capitalizados. Converse com uma empresa especialista em gerenciamento de resíduos e maximize suas opções.

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Preservação do Ambiente

Se procuramos uma relação de saúde e sustentabilidade na construção civil, obviamente precisaremos de uma atenção especial aqui.

Antes de iniciar qualquer movimento dentro do terreno, isole áreas de preservação com cercas, respeitando o espaço mínimo exigido para cada caso – árvores, bosques, áreas de proteção ambiental exigida por lei, santuários, entre outros.

Esse item é sensível e requer auxilio de um profissional do meio ambiente junto as autoridades locais de preservação ambiental, para que as leis sejam cumpridas de forma correta e a licença ambiental seja expedida para a obra.

Caso o empreendimento esteja buscando certificação, as áreas de proteção ambiental valem pontos e o cuidado com essas APAs deve ser documentados durante todo o processo da obra.

Corpos d’água

No inicio tocamos brevemente nesse assunto, mas aqui podemos discutir de forma mais detalhada. Quando tratamos de corpos de água, as maiores preocupações que surgem são:

  • Contaminação: para evitar a contaminação das águas, crie barreiras ao redor dos corpos de água e canais de direcionamento de água da chuva, para que a água que corre na construção com resíduos de obra não termine dentro da água a ser preservada.
  • Assoreamento: é o preenchimento dos corpos de água por areia, lodo, ou outros resíduos, fazendo com que eles percam profundidade e a qualidade da água seja comprometida com a possível contaminação. O assoreamento pode ser evitado com a preservação da mata ciliar, barreiras de contenção como gabião e mantas de bidim nas bocas de lobo.
  • Controle de erosão no terreno e seu entorno: a erosão em áreas de construção é muito comum e prevenir é muito melhor que ser remediar. Algumas formas de prevenção e remediação da erosão são o uso de taludes e solos gramados, o direcionamento das águas da chuva através de canais, a redução da velocidade das águas com o uso de lombadas, vegetação e percursos e a recomposição de áreas já afetadas pela erosão com gabião, muros de arrimo, entre outros.

O Remanejamento de terra durante a obra

O remanejamento da terra parece um item muito simples e que nem sempre recebe a devida atenção, mas esta questão deve ser vista com outros olhos em obras sustentáveis. O remanejamento deve ser feito de forma que a terra que esteja sendo removida do terreno não suje toda vizinhança.

Frequentemente encontramos trilhas de terra por muitos metros de distância da entrada de uma obra. Isso pode e deve ser evitado com algumas estratégias:

  • Sempre que possível, o carregamento de terra deve ocorrer dentro do terreno.
  • Os caminhões devem utilizar lonas ou telas para cobrir a terra e evitar que o vento espalhe.
  • A saída da obra deve possuir uma trilha de pedregulhos para que os torrões de terra se desprendam das rodas dos caminhões antes de chegar no asfato.
  • Caso necessário, criar um pequeno espaço para lavar as rodas de caminhões com água reutilizada da chuva.
  • As bocas de lobo em todo entorno da obra devem ser cobertas por mantas de bidim.

Estes foram os primeiros controles de limpeza e preservação ambiental para o inicio de uma obra que traga saúde e sustentabilidade na construção civil.

Durante o período de construção alguns itens deste início devem permanecer sendo monitorados e tratados e outros serão adicionados aos controles.

 

O Gerenciamento da Qualidade do Ar

Este item possui alterações de acordo com as fases da obra, mas o propósito permanece.

No início o controle é da terra e da areia seca. Mantê-las úmidas (preferencialmente com a água coletada da chuva) faz com que a vizinhança seja afetada ao mínimo neste quesito.

Durante a obra:

  • Mantenha o controle de poeira.
  • Crie áreas dedicadas para os trabalhadores fumarem. Eles não devem ser permitidos a fumar dentro da edificação.
  • Áreas de serralheria devem ser protegidas por telas, para que o pó de serra seja contido nesta área.
  • Enquanto não houver fechamento a edificação, esta deve também possuir redes de proteção para conter boa parte das partículas no ar e até mesmo evitar que detritos sejam arremessados para longe da edificação.
  • A varreção na obra deve ser feita com vassouras úmidas para evitar muita poeira dispersa.
  • Durante tarefas de pintura os andares devem ser isolados e os trabalhadores utilizar máscaras com filtros apropriados para a tarefa.
  • Dutos e conexões de HVAC devem ser mantidas em um depósito e embaladas, para que não sejam instaladas com poeira dentro das conexões.

Após entrega da obra:

  • Filtros de HVAC devem ser trocados após o flush out do equipamento antes da ocupação.
  • A varreção pós obra deve ser feita com vassouras úmidas para evitar muita poeira dispersa no ar.
  • Não deve ser permitido fumar perto das tomadas de ar de HVAC, janelas, ou menos de 25 metros de qualquer porta de acesso a edificação.

O Gerenciamento de resíduos

A relação de saúde e sustentabilidade na construção civil para o destino dos resídios é primordial.

Diminuir a produção de resíduos é importante para saúde porque lixões contaminam o solo, a água e o ar.

Talvez não consigamos acabar com os aterros sanitários de uma vez por todas, mas com certeza eles possuem o potencial de ter pelo menos metade dos tamanhos atuais.

O que pode ser reduzido:

  • Desperdício de materiais.
  • Redução de embalagens.
  • Reutilização de materiais dentro do canteiro, como tapumes, madeira, entre outros.

A destinação dos resíduos

Mesmo com todos os esforços de redução de resíduos, uma obra gerará uma certa quantidade. O mais importante é que o mínimo seja destinado para os aterros sanitários.

Empresas especializadas em coletas de resíduos da construção civil normalmente são contratadas para destinar esses resíduos, mas muitas vezes isso significa o posicionamento de caçambas e coleta sem uma seleção prévia.

Separar os resíduos dentro do canteiro de obra e contratar uma empresa especializada em destinação de múltiplos resíduos tem se provado mais eficiente na sua reciclagem e reaproveitamento.

Reciclagem, reúso e compostagem são os destinos mais comuns para 80% dos resíduos se bem selecionados.

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Planejamento de compras

O planejamento das compras começa no projeto até o dia a dia para que possamos obter saúde e sustentabilidade na construção civil.

Devemos pensar na eliminação de metros quadrados desnecessários em projeto para evitar o uso desnecessário de mais recursos naturais, passando a manutenção de materiais para evitar recompras, até reutilização de recursos de outras obras.

Materiais devem ser comprados com certos requisitos em mente, como na redução da quantidade de materiai, a redição da quantidade de embalagens e na otimização da logística, no que se refere a número de viagens e distância percorrida.

 Acondicionamento de Materiais da Construção

Em obras sustentáveis, a preocupação com o destino de materiais é tão importante quanto acondicioná-los de forma correta. Perdas de materiais por acondicionamento impróprio são contabilizadas todo tempo, mas ainda sim permanecem frequentes.

Mantenha os materiais em depósitos livres das intempéries e da umidade. A preservação da integridade desses materiais possibilita inclusive que, caso não sejam utilizados, possam ser doados para obras comunitárias ou reaproveitados em outras obras sustentáveis.

Outro benefício é que um armazenamento organizado e bem planejado também auxilia no controle de estoque.

EPIs

Quando falamos de EPIs — Equipamentos de Proteção Individual — logo vem na mente a segurança no trabalho.

No entanto, este item também está diretamente ligado a sustentabilidade e saúde. Uma obra que está sendo certificada precisa documentar mensalmente todos os trabalhadores utilizando EPIs de acordo com a tarefa sendo executada.

O uso de EPIs muitas vezes é cobrado, mas não fiscalizado. Trabalhadores intencionalmente não se protegem ou construtoras intencionalmente não fornecem e fiscalizam todos os equipamentos exigidos.

Isso pode gerar problemas futuros de saúde para o trabalhador e uma batalha judicial desnecessária. O uso de EPI´s é importante para garantia de uma obra saudável e segura para todos.

A NR-18 estabelece diretrizes para o planejamento e organização de medidas de controle de segurança no campo da construção civil.

Consegue enxergar sua obra com outros olhos?

Podemos observar que para obtermos saúde e sustentabilidade na construção civil as etapas que precisamos cumprir são múltiplas e cada uma exige tempo e cuidados.

No entanto, obras sustentáveis também são obras mais saudáveis. Todos esses são grandes atrativos para um mercado que vem mudando e se renovando, para que possamos ter mais qualidade em todos os aspectos.

Esperamos que com esse artigo seu plano para um gerenciamento dentro da obra pode ser iniciado de forma  mais sustentável!

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A Especificação de Materiais Sustentáveis na Prática

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Como trabalhar com a especificação de materiais sustentáveis na prática?

Acreditamos que a internet já esteja bem recheada de matérias sobre o que é um produto sustentável ou que você deve buscar para identificá-lo.

No entanto, é fácil se perder com a quantidade de termos: Ciclo de Vida, Certificado Ambiental do Produto, Regionalidade, Cadeia Produtiva e FSC são apenas alguns dos termos mais bem descritos na internet.

Nós também já falamos sobre eles neste artigo e de forma mais profunda em alguns cursos.

O intuito deste artigo é apresentar a forma como as coisas são na realidade. Dar voz às dificuldades de se conduzir uma especificação de materiais sustentáveis no mercado e no molde em que conduzimos projetos e obras.

Afinal, quantas vezes você procurou por produtos ecológicos e, depois de rodar em círculos, terminou comprando o convencional?

Aqui estão alguns dos motivos que, provavelmente, te fizeram terminar no convencional:

O preço

De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor, uma média de 40% das pessoas citam o preço como empecilho para a especificação de materiais sustentáveis. O preço de materiais convencionais é normalmente mais barato, mas nem sempre é verdade. Um exemplo disso é o tijolo ecológico versus o convencional em obras de pequeno porte.

Portanto é importantíssimo entender o termo “mais barato”, pois ele possui mais de um sentido para quem está no canteiro de obras.

  1. O mais barato pode ser a relação de simples custo-benefício. Como exemplo, podemos citar o metro quadrado de carpete convencional e um metro quadrado de carpete com toda sua cadeia produtiva traçada e documentada. Os benefícios reais são incomparáveis, mas quando ocorre uma diferenciação apenas na etiqueta de preço pela equipe de orçamento, a comparação será superficial e injusta – especialmente quando a área de aplicação for extensa.
  2. O mais barato pode ser na facilidade no time de obra em trabalhar com uma marca ou produto. Portanto, inserir algo novo levará mais tempo e não é algo que será feito naquele momento.
  3. O mais barato pode ser a questão de disponibilidade do produto na cidade onde esteja inserindo seu projeto. Trazer o produto de outros lugares mais distantes pode ser custoso – as vezes pouco sustentável também. Neste caso, um calculo mais detalhado de pegada de carbono seria determinante.

Considerar apenas a questão do Preço já encontramos algumas barreiras que compradores podem encontrar – ou até criar – para evitar especificar algo melhor.

Para você que procura uma especificação de materiais sustentáveis, é importante dizer que a relação de preço por custo-benefício não é mais gritante como era há anos atrás. E os inúmeros benefícios de produtos verdes – tanto a nível ambiental quanto de saúde – devem ser levados em consideração ao lado do fator preço.

Portanto, não se dê por vencido antes da pesquisa!

Falta de alternativas

Muitas pessoas já vieram até mim perguntando se existe esse ou aquele produto numa versão eco. Embora haja uma variedade de produtos sendo ofertada, sim, ainda existem diversos produtos que não possuem uma versão eco.

Outra reclamação: trabalho para uma empresa que precisa de três orçamentos para qualquer compra. Esse produto não possui 3 marcas que o produza, então não posso colocar este na competição, pois seria tendencioso.

Essa é a grande realidade para obras de grande porte em grandes empresas. As políticas empresariais não estão preparadas para favorecer produtos sustentáveis. Não seria o caso de rever essas políticas, beneficiando com pontuações esses produtos?

Falta de mão de obra qualificada

A mão de obra qualificada pode ser um determinante para a escolha de materiais sustentáveis, mas não deveria.

Normalmente existem pequenas diferenças na aplicação entre produtos similares. O que contrasta são a procedência e os valores éticos.

Um exemplo fácil de ser encontrado são pintores que não gostam de trabalhar com tintas à base d´água. Alguns inclusive recusam trabalho porque consideram que não ficaria bem acabado e eles seriam responsáveis por refazer.

Falta de documentação de procedência

Em geral, se procurarmos produtos sustentáveis, encontraremos uma quantidade razoável.

Contudo, nada de pulos de alegria. Ao solicitar documentações de comprovação é que a coisa pega.

O grande pecado que vem sendo cometido repetidamente por empresas que investem nesse nicho de produtos é justamente na documentação para que, de fato, possamos ter a garantia de uma especificação de materiais sustentáveis.

A relação entre produtos que se dizem sustentáveis e os que realmente podem comprovar essa sustentabilidade torna a competitividade desigual.

Na maioria dos casos são necessárias horas ao telefone com pessoas não qualificadas para responder questões simples sobre o produto. Em outros, precisamos aguardar mais alguns dias a produção da documentação necessária ou o simplesmente obter a resposta seca: não possuímos e não poderemos fornecer. Mas acredite em nós, somos verdes.

A maneira mais fácil de validar um produto e sua cadeia ainda é pela certificação terceirizada. Os padrões de comprovação já estão bem estabelecidos e não existem desculpas para a falta de documentação básica.

Considerações Finais

Com todos esses fatores apontados, a indústria da construção civil sofre na especificação de materiais sustentáveis. Quanto tempo o mercado precisa para se adaptar a nova realidade?

E a grande verdade é que a realidade não é nova. As construções e certificações sustentáveis vêm se popularizando há uns 10 anos, no mínimo.

Os consumidores também querem a mudança. O Instituto de Defesa do Consumidor fez um levantamento e identificou que mais de 80% dos brasileiros sentem-se mais confiantes quando a marca é certificada por terceiros e possui selos de qualidade.

Na construção civil, além de selos específicos para diferentes tipos de produtos, existe também a possibilidade da empresa se submeter à certificação ISO 14001, que regula a gestão ambiental das atividades da empresa.

Mas qual o principal fator para que essa mudança não aconteça no ponto de vista dos fornecedores?

O principal é que precisará ocorrer em muitos casos uma verdadeira mudança em seus procedimentos e na rastreabilidade de seus produtos. Isso pode vir a encarecer a fabricação e, por isso, deixar de ser interessante.

Temos que manter o curso e continuar exigindo do mercado mais variedade, idoneidade e transparência quanto ao que estamos especificando e consumindo.

E claro, com tudo devidamente documentado.

O que Você Deveria Saber Sobre Materiais Sustentáveis

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Materiais Sustentáveis – Reportando e Otimizando

Os materiais sustentáveis e sua aplicação na construção civil ainda são assuntos discutidos de forma rasa nas mesas de projeto e canteiros de obra do Brasil.

Muitos consideram que se trata apenas de tijolos ecológicos, concreto reciclado ou materiais feitos por fibras naturais.

Você tem interesse genuíno em saber mais sobre materiais sustentáveis?

O conteúdo a seguir será denso. Porém, apresentará para você de forma clara para onde irá caminhar o processo de encontrarmos e especificarmos materiais sustentáveis.

Portanto, continue lendo para saber o que faz um material ser sustentável.

Como dito anteriormente, as primeiras ideias que surgem como resposta são apenas materiais, como conteúdo reciclável e madeira de reflorestamento. Não está errado, mas esses são apenas dois itens dentre os muitos aspectos que podem tornar um produto mais sustentável ao meio ambiente e mais nobre ao mercado. Abaixo vamos ver mais itens importantíssimos que devem fazer parte da discussão:

  • A procedência – Como é feita a extração de matérias primas? Como encontra-se as condições de trabalho das pessoas que fazem essa extração? Incentiva a economia local?
  • A velocidade de renovação no meio ambiente – Esse material se renova? Qual é a velocidade com que se renova? Quão abundante esse recurso é em nosso ecossistema?
  • A composição –  Quantos químicos são usados para a constituição do produto final? Quantos químicos são necessários para manutenção e acabamento desse produto?
  • Manipulação –  Como esse produto é industrializado? Quais são os efeitos do seu processo na poluição do meio ambiente?
  • Transporte – Esse produto é regional? Caso não seja, quantas toneladas de CO2 são necessárias para trazer esse produto para o seu canteiro de obra?
  • Impacto a saúde – Esse produto já foi testado quanto aos danos que pode vir a trazer à saúde humana? Todos os químicos utilizados são seguros para  humanos em todas as idades?

Todos esses questionamentos moldam um produto digno de ser especificado em qualquer construção que busca o reconhecimento ou a certificação sustentável.

E onde buscar essas respostas?

Desde a popularização das construções e das certificações sustentáveis, o mercado fornecedor de materiais passou a se preparar melhor e tentar acompanhar essa tendência, porém a verdade é que ainda temos um longo caminho a percorrer. Fornecedores aptos a providenciar respostas completas e confiáveis ainda são  minoria aqui no Brasil, o que se torna um empecilho na hora de especificar.

Entenda mais no Infográfico:

materiais sustentáveis

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Materiais e Saúde

materiais sustentáveis

Estamos vivendo numa era em que passamos a maior parte de  nosso tempo em ambientes fechados, seja no trabalho, em casa ou até mesmo no lazer. Esses ambientes são construídos por materiais sintéticos, cheios de compostos químicos e altamente processados. O que mais nos preocupa é que, em sua maioria, os materiais comercializados no Brasil não são testados quanto aos seus efeitos à saúde humana.

Nos EUA e Europa esse assunto vem sendo debatido de forma mais aberta; e já existem diversas instituições responsáveis pelo controle de qualidade e salubridade de ingredientes materiais. Há um respaldo de legislações e normas internacionais que ajudam na cobrança pelo desenvolvimento de produtos menos nocivos a saúde. Em terras brasileiras, esses avanços vêm acontecendo em alguns setores, no entanto conforme já citamos isso é minoria.

Portanto, para obtermos melhores resultados e confiabilidade nas informações relacionadas a materiais e produtos a serem especificados, seguimos nos apoiando fortemente nesses estudos e legislações internacionais. A certificação LEED, certificação sustentável mais utilizada no Brasil, oferece alguns exemplos de metodologias com padrões e legislações para reportagem da qualidade dos materiais utilizados.

Seguindo normas internacionais os métodos de reportagem mais aceitos globalmente são:

  • Listagem ou Declaração de Ingredientes Materiais
  • Analise do Ciclo de Vida – ACV
  • Declaração Ambiental do Produto ou EPD que em inglês é Environmental Product Declaration

Vamos ver cada um deles detalhadamente.

Listagem de Ingredientes Materiais

materiais sustentaveis

 

O fabricante irá fornecer a receita do bolo, com todos os ingredientes e suas quantidades medidas em 1000 ppm (parts per million). No caso de ingredientes secretos, estes ainda devem ser reportados com seus nomes ocultos, todavia informações como a função, quantidade e perigos devem estar abertas.

A ideia da declaração dos Ingredientes Materiais  é encorajar o uso de produtos que tenham um impacto mais positivo no meio ambiente, na saúde humana e no âmbito econômico-social; desde a extração da matéria prima até sua destinação final.

Ingredientes Materiais: o que o LEED solicita

Reportar – Inventário de Ingredientes Químicos

Utilizar pelo menos 20 produtos de no mínimo 5 produtores que demonstrem um inventário químico de pelo menos 0,1 % (1000 ppm).

Pode ser usado o inventário do fabricante que publicou (no CAS):

  1. Um inventário publicamente disponível de todos os ingredientes, identificados por nome e um registro CAS (CASRN)
  2. Materiais com Propriedade Intelectual. Pode descartar o CASRN, mas deve apresentar intuito, quantidade e nível de perigo, usando:
  • Bendmark GreenScreen
  • Sistema Harmonizando Globamente para Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS).
  • HPD open Standard – Health Product Declaration
  • Cradle to Cradle Certification
  • Declare Label
  • REACH List

O GreenScreen é muito utilizado para tecidos. Um exemplo dele aplicado a produtos pode ser encontrado em cortinas, persianas e tapeçaria.

O GHS foi criado pelas Nações Unidas. Portanto, é um sistema único de classificação de químicos, onde também, podem ser verificadas empresas que têm esses químicos.

Otimizar – Cadeia de Fornecedores do Fabricante

Produtos que atendam, a pelo menos, um critério para 25% do custo para o total de produtos da construção instalados no projeto. São coletados de fabricantes que se engajam em programas de saúde e riscos, em 99% do peso dos ingredientes.São coletados de fabricantes, com verificação de terceiros na sua cadeia de produção, que verifique:

  1. Ingredientes químicos ao longo da cadeia de abastecimento;
  2. Identificar, documentar e comunicar informações sobre a saúde, segurança e características ambientais dos ingredientes químicos;
  3. Implementar medidas para gerir o risco para a saúde, segurança e meio ambiente dos ingredientes químicos;
  4. Otimizar a saúde, segurança e impactos ambientais na concepção e aperfeiçoamento de ingredientes químicos;
  5. Processos para comunicar, receber e avaliar a segurança dos ingredientes químicos e a informação da administração ao longo da cadeia de suprimentos; e
  6. Informação de segurança e administração sobre os ingredientes químicos está disponível em todos os pontos ao longo da cadeia de suprimentos.

Analise do Ciclo de Vida dos Materiais  – ACV

O fabricante deve acessar todo o ciclo do material desde sua extração até seu descarte ou re-entrada na cadeia produtiva. Esse tipo de análise faz com que o fabricante tenha maior conhecimento e, consequentemente, maior consciência dos impactos gerados pelo seu produto em cada fase – extração, transporte, processo, durabilidade durante o tempo de utilização e descarte.

A ideia da ACV é entender os impactos ambientais e assim servir de ferramenta para reduzi-los.  A ACV é feita individualmente para cada produto que compõe uma edificação, sendo que cada um possui sua metodologia individual de teste. Os testes e relatórios de análises devem ser executados de acordo com a norma internacional ISO 14044-2006. No Brasil possuímos empresas especializadas na elaboração dessa documentação.

Análise do Ciclo de Vida: O que o LEED solicita

Reduzir em 10% os impactos ambientais em pelo menos 3 categorias das citadas abaixo, sem aumentar em mais de 5% os impactos em outras categorias:

  • Aquecimento Global – Redução do Efeito estufa em kg CO2;
  • Depredação da camada de ozônio estratosférica em kg CFC-11;
  • Acidificação do terreno e fontes de água em moles H+ or kg SO2;
  • Eutrofização (acúmulo de nutrientes que provoca acúmulo de matéria orgânica em decomposição) em kg nitrogênio ou kg fosfato;
  • Formação de Ozono Troposférico, em kg NOx, kg O3 eq, ou kg eteno; e
  • Depreciação dos recursos de energias não renováveis, em MJ.

Segundo os requisitos para pontuação mínima nesta categoria, devem ser analisados todo envelope e elementos estruturais da edificação: materiais componentes da fundação, paredes estruturais internas incluindo seus acabamentos, pisos e lajes estruturais sem seus acabamentos e coberturas. Elementos internos de acabamento serão considerados, todavia ficam a critério do projetista submeter informações.

Declaração Ambiental do Produto ou EPD

materiais sustentáveis

A declaração ambiental do produto é um documento normalmente autodeclarado pelo fornecedor ou fabricante. Ela contém informações sobre os ingredientes materiais de um produto e os impactos do seu ciclo de vida.  A declaração ambiental, para ser completa e bem pautada, deve seguir as normas ISO 14025,14040, 14044, e EN 15804 ou ISO 21930. Existe também a possibilidade de terceirizar este trabalho e, com isso, o documento ganha mais credibilidade e segurança quanto ao seu conteúdo.

Declaração Ambiental do Produto: o que o LEED socilicita

Opção 1 – Reportar

Usar pelo menos 20 produtos que serão instalados permanentemente na edificação proveniente de 5 fabricantes diferentes e que estejam declarando de acordo com as seguintes opções:

  • Declarações Específicas para Produto – Documentos revisados e criticados de acordo com a ISO 14044, e que possuam um escopo de análise definido para cobrir da extração ao descarte.
  • Declarações Ambientais de Produto – Documentos mais completos, revisados e analisados de acordo com as normas ISO 14025,14040, 14044, e EN 15804 ou ISO 21930 e escopo de análise definido para cobrir da extração ao descarte.
  • Declarações de terceiros realizadas de forma genérica para produtos “tipo”  que possam contar com envolvimento reconhecido do fabricante.
  • Declarações de terceiros realizadas especificamente para o produto e que conte com o envolvimento reconhecido do fabricante
  • Outras formas de declarações ambientais aprovadas pelo USGBC.

Opção 2 – Otimizar

Materiais que compõe 50% do custo total do orçamento devem se enquadrar em uma das seguintes exigências:

  1. Certificados atestados por terceiros que demonstrem algum tipo de redução dos impactos ambientais abaixo da média para a indústria em pelo menos 3 das categorias citadas abaixo:
    • Aquecimento Global – Redução do Efeito estufa em kg CO2;
    • Depredação da camada de ozônio estratosférica em kg CFC-11;
    • Acidificação do terreno e fontes de água em moles H+ or kg SO2;
    • Eutrofização ( acúmulo de nutrientes que provoca acúmulo de matéria orgânica em decomposição) em kg nitrogênio ou kg fosfato;
    • Formação de Ozono Troposférico, em kg NOx, kg O3 eq, ou kg eteno; e
    • Depreciação dos recursos de energias não renováveis, em MJ.
  2. Possuir produtos aprovados por outros standards exigidos pelo USGBC.
  3. Para alcançar o crédito, produtos devem ser extraédos, processados e comprados em um raio de 160km do projeto.

Mesmo que seu projeto não esteja buscando uma certificação, exigir que nossos produtos evoluam para versões melhores que não agridam nossa saúde e o meio ambiente é uma causa que vale a pena. Seremos nós os beneficiados a cada nova construção.

Os químicos mais perigosos a nossa saúde estão citados na lista REACH e em alguns países já foram até banidos do mercado. Veja também outros químicos que podem ser nocivos à saúde humana e são bastante utilizados  na construção civil.

Quer saber mais sobre materiais sustentáveis? Acesse nossa lista gratuita:

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Uso de Telhas Ecológicas em Construções Sustentáveis

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Uso de Telhas Ecológicas: Uma maneira eficiente e sustentável de construir

Talvez um dos maiores desafios na construção civil seja aliar sustentabilidade, funcionalidade e estética. É cada vez mais desafiador o trabalho de arquitetos em busca de produtos que não agridam o meio ambiente. Cada vez mais, as Telhas Ecológicas vêm sendo desenvolvidas com este objetivo.

Junto da preocupação com o meio ambiente, o mercado foi crescendo e se inovando. Hoje, temos um mercado que traz produtos feitos com criatividade e que pouco – ou quase nada – impactam o meio ambiente.

É preciso que o processo dos materiais de produção sejam mais sustentáveis, utilizando matérias-primas e processos de fabricação mais limpos. Além de contribuir para o meu ambiente, o uso desses materiais pode contribuir com  pontuações no LEED, como por exemplo nos créditos relacionados a Ilhas de Calor.

As telhas ecológicas são produzidas a partir de fibras naturais ou de materiais reciclados. Possuem uma estética bonita, são versáteis e funcionais, podendo ser usadas em varandas ou coberturas.

Essas telhas possuem modelos próprios para cada estrutura, e diferentes marcas, sendo facilmente encontradas em qualquer casa de material de construção.

Quais são os tipos de Telhas Ecológicas?

Existem diversos tipos de telhas ecológicas, e sua utilização vai depender do local e do gosto do cliente.

Telhas Ecológicas

Temos as telhas que podem ser fabricadas a partir de restos de materiais plásticos. O tubo da pasta de dente é um dos materiais usados para a fabricação dessas telhas. Ao invés de serem apenas jogados fora, acumulando mais lixo no nosso planeta; tubos de pasta de dente e outro materiais que contenham polietileno podem ser usados na reciclagem.

Esse tipo é composto de 25% de alumínio e 75% de plástico, sendo assim impermeável e difícil de quebrar. Uma das grandes vantagens de seu uso é a redução do calor interno dos ambientes. Elas também são leves, o que dispensa o uso de grandes estruturas, resultando em menos custo.

Ainda como exemplo das telhas recicladas, temos as telhas ecológicas de PET. São alternativas sustentáveis, resistentes e igualmente úteis; porém são mais leves e mais baratas.

Telhas Ecológicas

A fabricação de Telhas Ecológicas também pode ser feita através de fibras vegetais impregnadas de betume, pigmentadas e com camada de resina protetora. Pode ser mais leve ou mais pesada que a telha de barro convencional, dependendo do fabricante.

Esse tipo é bem popular entre os profissionais da área e possuem design diferenciado, possuindo várias cores. São telhas fabricadas com fibras de coco, sial, bananeira ou com madeiras como eucalipto e pinho. Ressaltando que elas também podem ser feitas de papel reciclado.

Telhas Ecológicas

Por que usar esse tipo de telha?

As Telhas Ecológicas possuem várias vantagens, entre elas:

  • São leves;
  • Resistentes;
  • Impermeáveis;
  • Anti-corrosivas;
  • Possuem baixa transmissão térmica e acústica;
  • São de fácil manuseio; e
  • São Ecológicas.

Além das vantagens acima, esse tipo de telha pode ser utilizado em muitos tipos de construção:

  • Residências e habitações de interesse social;
  • Coberturas para veículos;
  • Fachadas;
  • Edifícios;
  • Escolas;
  • Galpões;
  • Quiosques;
  • Comércios;
  • Indústrias, entre outros.

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O Bambu e Seu Uso em Construções Sustentáveis

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Por que usar o bambu?

O bambu sempre foi muito utilizado em lugares como Japão e China. Há algum tempo, esse material vem ganhando destaque em construções sustentáveis devido ao seu baixo impacto no meio ambiente. Hoje é usado em vários lugares ao redor do mundo.

O bambu é um material sustentável e eficiente em termos de energia. É de rápido crescimento, algumas espécies de bambu obtendo alturas de até 25 metros dentro de 5 anos. Ele é leve, sendo apenas necessário 2 homens para carregar, sendo assim, é ótimo para construções manuais. É um recurso natural rapidamente renovável e abundante no planeta, tendo inúmeras finalidades.

Em áreas onde possam ocorrer terremotos, esse material também é muito utilizado. Por ser uma material leve e maleável, ele consegue “dançar” durante os terremotos.

Em um clima quente, como o do Brasil, é uma ótima ideia usar o bambu para construir casas para férias, por exemplo. Podem ser feitos espaços bem abertos, com enormes janelas para que o vento circule e também haja maior aproveitamento da luz natural.

A arquitetura desse tipo de construção acaba por se adaptar a florestas, por exemplo. Se transformando em lindas casas para descanso.

bambu

 

Quais os cuidados com esse material?

bambu

O bambu pode ser usado na arquitetura para estrutura, vedação ou cobertura, em móveis, esteiras ou tecidos.

Como sua estrutura é oca, ela é ótima nas construções, pois resiste ao vento. É também comparável ao concreto na compressão e ao aço na resistência à tração.

É preciso lembrar, que apesar de todos os seus benefícios, o uso dessa planta ainda existem limitações. O bambu é matéria orgânica e se não for tratado adequadamente pode ser afetado por fungos e brocas, o que causa danos estruturais.

O bambu também está suscetível à dilatação e contração causadas pelas mudanças de temperatura e à absorção de água.

Existem técnicas naturais em que o tratamento é feito através de fogo ou água. Para melhor aproveitar esse recurso, o bambu não deve ter contato com a umidade do solo, ficando afastado do chão no mínimo 40 centímetros.

E você? Já utilizou bambu na construção civil? Conte-nos sua experiência nos comentários@

 

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Lista de Materiais Sustentáveis

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Uma Lista de Materiais Sustentáveis Para Você Ganhar Tempo

O que você procura dizer com sua arquitetura? Qual é a sua contribuição para a sociedade? Como combater práticas com as quais você não acredita, e ao mesmo tempo, se destacar na multidão, obtendo melhores projetos? Uma lista de materiais sustentáveis pode ajudar.

Pois é claro, vivemos em um mundo com pouco tempo disponível. Muitos escritórios sofrem com esta falta também. No entanto, não aprimorar suas técnicas de projeto para o século XXI e criar uma mensagem clara do que você representa como profissional pode ser um erro fatal.

Baixe o guia de materiais AQUI.

Acredito que apenas aqueles que realizam sua arquitetura com propósito serão ouvidos à longo prazo. Dando um empurrãozinho para tornar sua vida mais fácil, criamos um guia com materiais sustentáveis que você pode utilizar em seus projetos.

Na UGREEN, acreditamos que podemos utilizar o poder da coletividade para tornar o mundo um lugar melhor. E você estar lendo essas palavras é uma demonstração clara de que isso é realmente possível.

Bons projetos,
Filipe Boni, cofundador do UGREEN

Você pode baixar a sua lista de materiais AQUI, junto com outros recursos gratuitos.

Importante

Esta é uma lista de materiais sustentáveis imparcial, realizada por meio de pesquisas pessoais e sem vínculo com empresas ou entidades. O que quero dizer com isso é que não possuímos meios de julgar ou certificar os materiais desta lista, pois estes são constantemente atualizados dentro de sua cadeia de produção.

Por este motivo, não inserimos os atributos sustentáveis exatos destes materiais – limite de COV`s, regionalidade, conteúdo reciclável, reutilizado e outros – apenas seu nome, características básicas, procedência, empresa e website. Cabe a você pesquisar com profundidade esses fabricantes e encontrar a melhor solução para o seu projeto.

Não nos responsabilizamos por erros ou omissões provenientes desta lista de materiais sustentáveis. Esta lista não possui o propósito de ser definitiva, afinal, nosso tempo também é limitado nessa busca de materiais sustentáveis. Se você é um fornecedor, ou é um arquiteto que encontrou algum material ótimo para ser incluído ou algum ajuste, nos envie em contato@ugreen.com.br com o título: Materiais Sustentáveis.

Obs: Agradecimentos à Cristiane Lacerda da Ecoconstruct Brazil pela ajuda com diversos fabricantes.

Quer saber mais sobre isso?

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Você sabe o que todo arquiteto tem em comum? Todos nós começamos do Zero. Zero clientes. Zero projetos. Zero reconhecimento.

Mas ficar próximo de “zero” por semanas, meses, até mesmo anos pode ser um sentimento péssimo, especialmente quando nós sentimos que “estamos fazendo tudo certo” e nos esforçamos para criar projetos autorais.

Após uma pesquisa que realizei com meus leitores, ouvi coisas do tipo:

  • Quero trabalhar em projetos mais relevantes. Vejo muitos arquitetos ampliando seus escritórios e me sinto como se fizesse tudo certo, mas ainda me esforço muito para crescer.
  • Não faço ideia de como atrair novas audiências. Sei que eles estão em algum lugar, mas não consigo fazer eles me perceberem. Sinto que tentei todas as estratégias, mas clientes maiores simplesmente parecem não entender nada do que digo.
  • Estou desmotivado. Me preocupo que já existam tantos arquitetos “experts” no mundo. Me pergunto “quem mais precisa de mais um arquiteto”? Sinto que nunca serei capaz de me destacar e realizar uma diferença real no meio de toda a massa.
  • Quero crescer meu escritório, mas todos os conselhos parecem super abstratos e vagos. Gostaria de conversar com alguém sobre o que fazer.

Algumas dessas afirmações lhe soa familiar? Esses são exatamente os comentários de uma pesquisa recente que realizei. E existem muuuuitos comentários como esses. Basicamente, se você é um arquiteto e procura crescer seu número de clientes e o tamanho de seus projetos, você não está sozinho.

Afim de ajudar, criei um curso de 7-dias chamado ‘Como Entender a Anatomia de Grandes Projetos Pode Propulsionar sua Arquitetura’, que inclui idéias para crescer seu número de clientes e a escala dos seus projetos. Ah, já disse que é gratuito

Não é um curso simples. Inclui materiais complementares em pdf e bastante material escrito, para lhe dar conselhos sobre como fazer diferente, e o mais importante, como fazer. Estou muito feliz com o lançamento do curso e sei que será algo sem igual para todos que trabalharem com afinco, querendo entender como trabalhar em projetos maiores, aumentar o número de clientes e criar um escritório de arquitetura incrível.

Clique aqui para assinar ao Curso de 7 Lições.

Se você está tão excitado pelo curso como eu estou em apresentar, você pode compartilhar o curso gratuito com seus amigos clicando aqui ou nos ícones abaixo.

Obrigado por ser focado em seus objetivos. Espero que você ame o curso!