Desvendando os Segredos de Uma Casa Sustentavel (Com Exemplos)

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Desvendando os Segredos de Uma Casa Sustentavel (Com Exemplos)

Muitos pensam em projetar ou construir uma casa sustentável.

Porém, poucos conhecem a variedade de elementos e dificuldades para a realizar com eficácia.

Alguns conhecem um pouco sobre materiais que podem ser aplicados, como lâmpadas de LED e painéis solares. Outros compreendem sobre elementos que geram economia de água, ou sobre materiais sustentáveis.

A verdade é que uma casa sustentável está ligada a diversos elementos, como:

  • Implantação
  • Conectividade
  • Materiais
  • Conforto
  • Energia
  • Água

Com a finalidade de mudar sua forma de pensar sobre uma casa sustentável…

Vamos apresentar todos estes elementos em um único artigo. Após a leitura, tenho certeza que você terá uma base sólida para continuar seus estudos.

Portanto, se você procura saber tudo sobre uma casa sustentável, continue lendo este artigo.

O Que é Uma Casa Sustentável?

Uma casa sustentável é conceituada como parte de um ecossistema. Portanto, é considerada parte de um habitat vivo.

Pode contrastar com o trabalho de muitos arquitetos que consideram uma casa “arte”. Ou, como muitos dizem, “uma escultura habitável”.

Acredito fortemente que uma casa deve procurar uma conexão profunda com o entorno. O clima, a região, o terreno e o ser humano.

Por quê? Porque projetos que ignoram seu entorno simplesmente não são mais aceitáveis em uma era de mudanças climáticas.

O famoso arquiteto Le Corbusier disse no início do século passado que “casas são máquinas de morar”. Portanto, é mais que hora desta máquina evoluir da mesma forma que a sociedade evoluiu. A consciência social e ambiental faz parte desta evolução.

Exemplo de implantação bioclimática, por UGREEN:

casa sustentável

Logo, esta é a minha visão de uma casa sustentável. Continue lendo para compreender todos os elementos que a compõe.

Qual a Importânica de Uma Casa Sustentável?

O uso de energia elétrica no Brasil é dividido pelos seguintes setores:

 

Portanto, o setor residencial é o segundo maior consumidor de energia no país.

A utilização de energia muitas vezes leva ao consumo de combustíveis fósseis. Consequentemente ao aquecimento global.

Logo, devemos ser mais sábios na utilização da energia em nossas residências. Isso vale tanto para a fabricação quanto para o uso, que ocorre por dezenas de anos.

Uma casa sustentável consiste em diversos elementos que estão intimamente interligados.

São estes elementos que você aprenderá logo a seguir…

Elemento #1: Implantação

Uma casa sustentável procura impactar ao mínimo o entorno no qual está inserido. As seguintes estratégias podem ser utilizadas para uma implantação de baixo impacto:

Captação da Água da Chuva

Uma casa sustentável não deixará a chuva não absorvida no próprio lote para a cidade cuidar. Portanto, levará em conta os índices pluviométricos para a captação da água da chuva e uma maior permeabilidade. Logo, podemos reutilizar a água e ao mesmo tempo ajudar a prevenir inundações em sua cidade.

Outra estratégia é o uso de telhados verdes. Além de promover a biodiversidade e a redução da carga térmica, promove também maior captação da água da chuva.

Espaços abertos

Uma casa sustentável deixa ela mesma e seu entorno respirar. Ao mesmo tempo, permite afastamentos suficientes entre edificações vizinhas. Promoverá o andar por meio de um paisagismo consciente que use menos água na irrigação.

Prevenção de Ilhas de Calor

Podemos prevenir o aquecimento das superfícies com cores mais claras e lisas. Esta relação se chama absortância e o quanto mais baixa, melhor.

A Norma de Desempenho privilegia absortâncias baixas. A referência são absortâncias abaixo de 60% em algumas regiões brasileiras e 40% em outras. As edificações obterão cargas térmicas inferiores e menor uso do ar condicionado. Simultaneamente, o meio urbano agradece pela contribuição com o microclima local.

Elemento #2: Conectividade

Uma casa sustentável promove o ir de vir de seus usuários. Portanto, uma casa dissociada do meio urbano não pode ser considerada uma casa sustentável.

Como assim?

A verdade é que uma casa sustentável deve possuir uma relação próxima com a cidade. Tornar os hábitos corriqueiros, como comprar um pão na padaria ou ir a uma loja, mais acessíveis.

É comum alguns pensarem que casas sustentáveis podem existir no campo. Porém, estas casas utilizam mais veículos nas atividades corriqueiras, poluindo mais. Consomem mais da infraestrutura urbana, necessitando de mais vias até estas residências. Consome até mais do meio ambiente, impactando uma flora e fauna de regiões que antes eram intocadas.

Portanto, cidades na densidade certa promovem sim a sustentabilidade.

Uma casa no meio urbano é mais independente do carro, poluindo menos. Promove atividades físicas como caminhar, ou o uso de bicicleta por ciclovias. Possui conexão com um bom sistema de transporte coletivo, facilitando o ir e vir.

Sabemos que desfrutar de uma boa estrutura urbana é privilégio de poucos brasileiros. Inegavelmente uma casa sustentável vai de encontro a um urbanismo sustentável. É uma evolução conjunta que necessita ocorrer.

Elemento #3: Conforto

Podemos separar o conforto de uma casa sustentável em:

  • Conforto Térmico
  • Conforto Lumínico Natural
  • Conforto Lumínico Artificial
  • Conforto Acústico
  • Qualidade do Ar
  • Vistas de Qualidade

Conforto Térmico

Imagine dez pessoas em um único ambiente. Mesmo que elas estejam nesta mesma situação, algumas podem estar sentindo mais frio ou mais calor.

A relação de bem estar é diferente para cada pessoa, devido ao seu metabolismo. Somando a este fator existe a vestimenta, que gera novas combinações de conforto….

Ainda existe a umidade, a velocidade do vento, a temperatura das superfícies e a temperatura do ambiente…

Todos estes fatores somados tornam as estratégias de conforto térmico mais difíceis de atingir. Para a maior eficácia, exige um profissional para simular o projeto e otimizar os custos.

Uma pessoa que projeta com foco em conforto térmico irá buscar uma relação intensa com a sua região bioclimática. Desta forma o conforto será garantido em grande parte de forma passiva. Dependerá menos do aquecimento ou ar condicionado e reduz o consumo de energia elétrica.

Regra rásica de envoltória para região norte e sul em uma casa sustentável

No sul do país será geralmente privilegiada uma envoltória com transmitância mais baixa. Ou em um bom português, uma parede que deixe passar menos o calor ou o frio.

Já a capacidade térmica da envoltória deve ser mais alta. Desta forma ela terá maior inércia térmica, absorvendo o calor externo no verão e a utilizando a noite, quando está mais frio.

Já no norte do Brasil será privilegiada uma ventilação mais acentuada. Portanto, utilizar pisos elevados é uma estratégia válida. Simultaneamente, aberturas abaixo da cobertura permitirá o controle térmico mais eficiente.

Contudo, o ideal é sempre avaliar cada projeto isoladamente em conjunto com o bioclima. Diversas ferramentas estão disponíveis para quem busca realizar arquitetura bioclimática.

Uma das ferramentas mais simples e eficientes é o Projeteee. Ela foi desenvolvida pelo Governo Federal em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente.

Existem outras ferramentas voltadas para especialistas, que incluem simulação computacional. A mais famosa é o Energyplus, mas existem outras como Designbuilder, Sefaira e IES. Conheça nossos cursos para aprender a utilizá-las.

Conforto Lumínico Natural

O Conforto lumínico em uma casa sustentável deve privilegiar a distribuição máxima da luz, evitando o uso da luz elétrica.

No entanto, apenas distribuir a iluminação sem critério pode gerar grandes problemas. Um efeito comum é um grande índice de ofuscamento e uma maior carga térmica. Como resultado é necessário o maior uso do ar condicionado e energia.

Uma recomendação eficaz é obter a iluminação próxima a 300 lux durante o ano todo em áreas regularmente ocupadas. Estas áreas são geralmente salas, cozinhas e quartos. Por outro lado, não permitir áreas acima de 1250 lux durante o ano todo previne o ofuscamento.

Abaixo está um exemplo realizado por nosso escritório:

Parece difícil, certo? E realmente é, se o projeto foi conceituado com poucos recursos. Porém, com simulações computacionais e um bom conceito arquitetônico você terá ótimos resultados.

Recomendações para a otimização da iluminação em uma casa sustentável

  • A orientação é o elemento rei para uma edificação sustentável. Determinar a melhor posição para os ambientes otimizará a eficiência de uma residência.
  • Uma menor profundidade dos ambientes em relação a fachada gera ambientes mais claros e econômicos.
  • A avaliação criteriosa das proporções vidro/fachada para cada orientação da edificação é crucial. Edifícios com muito vidro necessitarão de vidros de alta performance para obter um bom nível de conforto.
  • Brises são ótimos elementos para o controle passivo do calor externo. No norte são indicados brises horizontais e no leste/oeste brises verticais.

Regra comum das aberturas e brises em uma casa sustentável

  • Norte: aberturas médias com brises horizontais.
  • Leste: aberturas médias com brises verticais
  • Sul: aberturas sem brises.
  • Oeste: menos aberturas e mais inércia térmica, bloqueando e retardando a intensidade do sol.

A simulação computacional é a melhor forma de gerar informações para as melhores decisões de projeto. Caso necessite de uma dessas análises, fale conosco.

Conforto Lumínico Artificial

Apesar das tão faladas lâmpadas de LED fornecerem economia, cuidados devem ser tomados.

A principal delas é a compreensão do uso de cada espaço. A Norma de Desempenho determina como parâmetro superior pelo menos 200 lux em salas. Porém, a CIBSE (Chartered Institution of Building Services Engineers) determina 300 lux.

Já para cozinhas a iluminância confortme NBR15575 deve ser maior, 400 lux. Neste caso a CIBSE indica 500 lux.

Portanto, verifique os níveis que você possui nos ambientes projetados. A simulação é a melhor forma de avaliação em projeto, assim garante-se maior economia na solução.

Para ambientes já construídos, é possível medir no próprio local com um luxímetro ou, com menor precisão, aplicativos. Atenha-se aos centros do ambiente e a uma altura de 80cm do solo para otimizar a precisão.

Conforto Acústico

A acústica trata de fenômenos importantes como a reverberação e o mascaramento.

No entanto, o mais importante para residências é a redução do ruído externo. Isso vale para a fachada e também entre ambientes, no caso de apartamentos distintos.

A Norma de Desempenho (NBR15575) apresenta regras claras neste quesito. São determinados limites que pisos, paredes e esquadrias devem suportar. Sua variação depende da classe de ruído da edificação e dos ambientes a serem avaliados.

Um exemplo são paredes externas em apartamentos em localização tranquila. Em um ensaio, as vedações externas devem suportar pelo menos 20 db de fontes de ruído localizadas a 2 metros de distância. Já em ambientes com maior ruído o requisito é maior, devendo suportar 25db.

Esta é apenas uma amostra dos critérios que uma casa deve fornecer para garantir a qualidade de vida dos usuários.

Qualidade do Ar

Uma casa sustentável estabelece um padrão mínimo para qualidade interna do ar. Realiza a troca do ar em condições determinadas pela sua região bioclimática.

A seriedade desta questão deve-se a síndrome dos edifícios doentes. Ela prejudica a saúde das pessoas que vivem em espaços inadequados na qualidade do ar.

As causas dos edifícios doentes estão na falha no sistema de aquecimento, ventilação e ar condicionado. Também são relacionados aos COV’s (Compostos Orgânicos Voláteis) usados na construção, altamente poluentes.

Este é um problema que não tem distinção de raça, gênero e mata tanto gente pobre quanto gente em melhores condições. Um exemplo é o ex-ministro Sérgio Mota, que foi vítima da bactéria Legionella sp, que causa pneumonia.

Portanto, utilizar produtos com uma quantidade reduzida de COV’s é uma solução simples e eficaz. Verifique principalmente a composição das pinturas utilizadas.

Outra ótima forma de privilegiar a qualidade do ar em uma casa é promover a ventilação adequada. A NBR15575 determina uma área de ventilação de pelo menos 7% da área do piso em grande parte das regiões brasileiras. Pode variar de 8 até 12% em regiões mais quentes.

Vistas de Qualidade

Olhar para fora traz saúde. Portanto, privilegie janelas que tenham vistas para elementos da cidade. A flora, fauna e até pessoas ajudam drasticamente na regulagem dos ritmos circadianos.

Sim, uma casa sustentável procura estabelecer a relação com o ritmo biológico humano. Afinal, é um ritmo estabelecido após dezenas de milhares de anos em contato com a natureza. Mas ainda sim, muitos insistem em ignorá-lo com edificações ineficientes.

Elemento #4: Materiais

Uma casa não pode ser considerada sustentável sem pensarmos na procedência dos seus materiais. Elas se distribuem nas seguintes estratégias:

  • Redução do uso de materiais na construção ou reforma.
  • Reutilização de materiais, tanto no próprio lote quanto fora dele.
  • Utilização de materiais orgânicos (madeira, pedra natural).
  • Utilização de materiais rapidamente renováveis (bambu, linóleo, cortiça, que se regeneram em um período máximo de 10 anos).
  • Utilização de materiais com conteúdo reciclável.
  • Utilização de materiais regionais.

Exemplo de aplicação de materiais sustentáveis em projeto, por UGREEN:

casa sustentavel

Porém, não é apenas especificar o que fornecedores dizem ser bom que irá gerar uma casa sustentável. A investigação deve ser parte da vida de quem possui compromisso com a sustentabilidade.

Para sua sorte, temos alguns materiais sustentáveis disponíveis para download aqui.

Qual a importância da investigação para uma casa sustentável?

Muitos materiais podem ser sustentáveis na sua composição. Porém, podem ser extraídos ou processados por pessoas em condições desumanas de trabalho.

Materiais podem ser sustentáveis, mas a matéria prima vir de longas distâncias. Utilizam muito combustível e podem, no final, ser menos sustentável que um produto comum fabricado em região próxima.

Um material sustentável pode originar um produto insustentável também. No processo de fabricação podem surgir componentes ou químicos que alteram sua característica. Pode inclusive prejudicar a saúde dos seres humanos durante o processo ou uso a longo prazo.

Uma ótima forma de obter materiais sustentáveis para uma casa é por certificações. Para produtos em madeira o FSC é uma sigla comum.

Porém, existem outras, como o Cradle to Cradle. Esta certificação considera um processo produtivo menos agressivo, promovendo a economia circular.

Existem ainda outras de relevância. Os EPD`s, Greenscreen e Declare da Living Future Institute são exemplos expressivos. Elas incentivam os fabricantes a comunicarem com mais clareza seus processos industriais. Estabelecem ainda parâmetros para a melhoria da sustentabilidade em seus processos.

Para saber mais sobre o tema, assista a palestra que realizamos na Expo Revestir em março de 2019:

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Elemento #5 Para Uma Casa Sustentável: Energia

A energia é a categoria que mais impacta o meio ambiente quando negligenciada. Em certificações, buscar a performance energética equivale a quase 1/3 de todo o processo.

Portanto, buscar a eficiência energética deve ser foco em um projeto que vise a sustentabilidade.

Porém, é um erro pensar que um projeto eficiente deve focar em energias renováveis. Entre leigos é aceitável, porém, não entre empresas e certificadoras.

Uma casa verdadeiramente sustentável deve economizar energia diretamente na fonte. Resumindo, o foco deve ser na concepção arquitetônica. Abaixo está um exemplo realizado pela UGREEN:

casa sustentável
Otimizações energéticas em uma casa sustentável, por UGREEN.

Uma das formas mais eficazes de obter economia de energia em projeto é simulando. Os resultados são otimizados se trabalhados em conjunto com o conforto térmico e lumínico.

É bastante importante nunca dissociar estes elementos em uma simulação. Afinal, mais conforto térmico e lumínico em uma edificação significa redução no consumo de energia.

Dentro do gráfico de uso residencial podemos verificar que os consumos possuem variações entre o verão e inverno. Os maiores usos são, em ordem, os refrigeradores, chuveiros, iluminação e ar condicionado.

Portanto, focar na economia destes elementos tornará sua casa mais econômica e sustentável. Como podemos trabalhar?

  • Economia no ar condicionado. Pode ser obtido com a melhoria dos índices de conforto térmico, como detalhado logo antes neste artigo.
  • Chuveiros. Equipamentos mais eficientes, que consomem menos água podem ser uma ótima solução.
  • Refrigerador e outros Equipamentos. Equipamentos mais eficientes, como os com selo PROCEL, são uma boa alternativa.
  • Iluminação. Podemos otimizá-la por um projeto bioclimático eficiente e o uso de lâmpadas adequadas, como já mencionado.

Elemento #6 Para Uma Casa Sustentável: Água

Uma casa sustentável utiliza a água mais sabiamente que casas comuns. Afinal, a população mundial continua crescendo junto com a poluição de rios e as mudanças climáticas.

Gosto de pensar na economia de acordo com o próprio fluxo da água.

“Reuso > Eficiência do Uso Externo > Eficiência do Uso Interno > Mudanças de Hábito.”

Reuso (e reciclagem)

O reuso é uma opção de baixo custo, já que a água é reutilizada com pouco tratamento adicional. Alguns exemplos são:

  • A coleta de chuva.
  • Pontas de água.
  • Irrigação com água cinza.
  • Água de banho compartilhada.

Já a reciclagem exige mais energia ou até mesmo produtos químicos para o tratamento. Alguns exemplos são a reciclagem de água cinza ou até mesmo a água negra.

Eficiência no Uso Externo

  • Plantas mais eficientes no paisagismo.
  • Irrigação eficiente. Um exemplo são os sistemas por gotejamento, que podem utilizar até 90% menos água que os convencionais.

Eficiência no Uso Interno

Para obtermos uma boa economia no uso interno da água, o ideal é conhecermos os maiores vilões do consumo. Abaixo podemos observar o perfil de consumo de água interno médio de uma residência brasileira.

 

Observando o gráfico, notamos que os 3 maiores usos são o vaso sanitário, o chuveiro e a pia de cozinha. Portanto, estes devem ser os principais itens a serem mitigados. Aqui estão alguns elementos que podem ajudar nesta economia:

  • Aeradores.
  • Banheiras com menor volume de água.
  • Louças mais eficientes, como vasos dual-flush ou mictórios sem uso d’agua.
  • Equipamentos mais eficientes, como chuveiros, máquinas de lavar roupa, entre outros.
  • Vasos sanitários por compostagem.
  • Conserto de vazamentos.

É importante notar no gráfico que o chuveiro encontra-se em 2 º lugar. Porém, o chuveiro é considerado também o 2 º maior consumidor de energia de uma edificação…

Portanto, obter reduções no consumo de água no chuveiro também irá impactar na redução do consumo de energia. Obtemos aqui um duplo benefício.

Mudanças de habito para uma casa sustentável

Após obtermos todas as reduções possíveis, é interessante promover ainda uma mudança de hábito. Desta forma obtemos ainda maiores economias.

Algumas estratégias são:

  • Não lavar o carro tão frequentemente.
  • Não irrigar a grama.
  • Tomar banhos mais curtos.

Exemplos Diferentes e Inovadores de Casas Sustentáveis Pelo Mundo

Casa Sustentável na Holanda

A casa de papelão Wikkel House pode ser construída em apenas um dia. Sua principal composição é o papelão em conjunto com uma supercola sem VOC’s. 

Apesar do papelão parecer algo não durável, esta residência pode durar até 100 anos. Portanto, possui uma vida útil superior a muitas residências convencionais.

Os espaços são pequenos, mas ainda acolhedores. Possui um quarto e uma sala que são separados pela cozinha e o banheiro.

casa sustentável

Para os nômades de plantão, outra vantagem. A residência pode facilmente ser transportada para qualquer lugar.

Porém, um impeditivo é o preço. Ela custa, em média, R$ 130 mil. Logo, não seria um atrativo para a maioria das famílias brasileiras.

Casa Sustentável em Milão: Aconchego no Meio da Floresta

Já falarmos que construir em ambientes virgens pode prejudicar a fauna e flora local.

No entanto, estas casas visam uma implantação no meio da floresta com um mínimo impacto no solo.

As casas na árvore, projetadas por Peter Pichler, trazem a sensação de viver dentro da floresta. Possuem entre 35 a 45m², sendo possíveis de serem utilizadas por famílias pequenas.

Apesar de bonitas, nota-se que a quantidade grande de peles de vidro e cores escuras. Portanto, não seria uma solução adequada para a maioria das zonas bioclimáticas brasileiras.

Porém, com algumas adaptações, seria possível obter bons resultados até mesmo em nosso país.

Casa Sustentável Pré-Fabricada Na Austrália

Esta é uma casa australiana pensada na eficiência energética e o impacto mínimo no meio ambiente. Inspirada nos princípios da permacultura, é auto-suficiente e reduz a pegada de carbono.

As abas horizontais no norte demonstram cuidado com a insolação predominante.

Outros elementos sustentáveis são tanques de água da chuva, fossa séptica e queimador de madeira para o inverno.

Janelas e portas operáveis são estrategicamente posicionadas para ventilação cruzada no verão.

No entanto, o mais importante é que os proprietários são apaixonados pela morada e o estilo de vida que ela promove.

Casa Sustentável Até Para Seu Cachorro!

Se cachorros pudessem falar, eles demonstrariam surpresa com esta casa logo abaixo.

O Studio Schicketanz criou esta estrutura para fornecer abrigo para seus animais. É perceptível que o cliente adorou o resultado…

Apesar de parecer exagerado, a casa possui sim, diversos elementos sustentáveis. Existe uma envoltória eficiente, telhados verdes, refrigeração e até mesmo painéis solares.

E você, gostou do resultado?

Concluindo, uma casa sustentável…

É como uma terceira pele. Ela nos fornece abrigo dos elementos externos da mesma forma que nossas roupas.

Logo, deve se adaptar as condições climáticas adversas. Desta forma, ela contribui para não prejudicar o meio ambiente também.

Nenhum destes princípios citados podem ser ignorados na construção de uma casa. São estes elementos que tornam uma residência verdadeiramente sustentável.

Espero que você tenha gostado deste artigo. Comente abaixo o que você espera da sua casa sustentável!

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A Saúde e Sustentabilidade na Construção Civil

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Qual a Relação da Saúde e Sustentabilidade na Construção Civil?

Os temas estão bastante relacionados. Independente da escala de uma obra, os impactos à saúde acontecem indiretamente através da limpeza de nossas cidades e, de forma mais direta, através dos cuidados necessários que a equipe de obra recebe de sua empresa.

O gerenciamento de uma obra com o foco na sustentabilidade e na saúde é uma parte importante para a construção civil, tanto do ponto de vista econômico, como do ambiental.

E você, sabe como identificar esse impactos prejudiciais a obter mais saúde e sustentabilidade na construção civil?

Existem múltiplas tarefas que precisam ser cumpridas para reduzir os danos ou a poluição, melhorando a saúde dos trabalhadores e dos vizinhos de uma edificação.

Neste artigo vamos abordar vários desses itens, inclusive podendo ser seu checklist no planejamento de obras sustentáveis.

na limpeza do terreno

Uma obra limpa começa já no primeiro contato com o terreno. Quais são suas características principais?

Uma equipe de obra está acostumada a realizar esse levantamento, mas a intenção aqui é que ele seja feito com outros olhos, não apenas pensando no início rápido da obra.

Geralmente, a maioria das obras ocorrem em terrenos pré-ocupados ou que encontram-se vazios, mas muito sujos, devido ao pensamento inadmissível de que um terreno vazio é automaticamente um depósito de lixo para a vizinhança.

O mais comum é haver uma boa limpeza, seja na demolição de edificações preexistentes, capina e recolhimento de grandes quantias de resíduos sólidos.

No entanto, esta é uma excelente oportunidade para iniciar o gerenciamento adequado de resíduos, e deve ser um dos primeiros itens da lista, logo ao lado da contratação de escavadeiras e tratores.

O resíduo que será encontrado geralmente será uma incógnita. Portanto, descubra situação do terreno e monte um plano básico de destinação, contabilizando seus desvios de resíduos sólidos dos aterros sanitários e obtendo mais saúde e sustentabilidade na construção civil.

Em uma certificação, como o LEED, AQUA, entre outros, este item contará alguns pontos.

Quais são os destinos mais comuns para os resíduos?

  • Reciclagem.
  • Resíduos da construção civil para reaproveitamento – no caso de demolição.
  • Poda para compostagem.

Durante a limpeza do terreno é importante pensar na grande movimentação de terra e nesta etapa inicia também o controle de qualidade do ar e da água.

Controle inicial da qualidade do ar

Em áreas que a terra já encontra-se exposta — e com muita movimentação de máquinas — procure manter o solo umedecido (utilizando água de reaproveitamento da chuva). Esta ação evita levantar tanta poeira, preservando a saúde dos alérgicos dentro e ao redor da obra.

Controle de qualidade das águas durante a limpeza

Utilize mantas de bidim em todas as bocas de lobo em que o terreno possa escoar água. Essas mantas devem ser trocadas com frequência.

Proteja todos os corpos d’água durante a limpeza, para que não sejam contaminados com resíduos.

Importante: O direcionamento dos resíduos para outros fins que não sejam aterros sanitários podem muitas vezes ser capitalizados. Converse com uma empresa especialista em gerenciamento de resíduos e maximize suas opções.

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Preservação do Ambiente

Se procuramos uma relação de saúde e sustentabilidade na construção civil, obviamente precisaremos de uma atenção especial aqui.

Antes de iniciar qualquer movimento dentro do terreno, isole áreas de preservação com cercas, respeitando o espaço mínimo exigido para cada caso – árvores, bosques, áreas de proteção ambiental exigida por lei, santuários, entre outros.

Esse item é sensível e requer auxilio de um profissional do meio ambiente junto as autoridades locais de preservação ambiental, para que as leis sejam cumpridas de forma correta e a licença ambiental seja expedida para a obra.

Caso o empreendimento esteja buscando certificação, as áreas de proteção ambiental valem pontos e o cuidado com essas APAs deve ser documentados durante todo o processo da obra.

Corpos d’água

No inicio tocamos brevemente nesse assunto, mas aqui podemos discutir de forma mais detalhada. Quando tratamos de corpos de água, as maiores preocupações que surgem são:

  • Contaminação: para evitar a contaminação das águas, crie barreiras ao redor dos corpos de água e canais de direcionamento de água da chuva, para que a água que corre na construção com resíduos de obra não termine dentro da água a ser preservada.
  • Assoreamento: é o preenchimento dos corpos de água por areia, lodo, ou outros resíduos, fazendo com que eles percam profundidade e a qualidade da água seja comprometida com a possível contaminação. O assoreamento pode ser evitado com a preservação da mata ciliar, barreiras de contenção como gabião e mantas de bidim nas bocas de lobo.
  • Controle de erosão no terreno e seu entorno: a erosão em áreas de construção é muito comum e prevenir é muito melhor que ser remediar. Algumas formas de prevenção e remediação da erosão são o uso de taludes e solos gramados, o direcionamento das águas da chuva através de canais, a redução da velocidade das águas com o uso de lombadas, vegetação e percursos e a recomposição de áreas já afetadas pela erosão com gabião, muros de arrimo, entre outros.

O Remanejamento de terra durante a obra

O remanejamento da terra parece um item muito simples e que nem sempre recebe a devida atenção, mas esta questão deve ser vista com outros olhos em obras sustentáveis. O remanejamento deve ser feito de forma que a terra que esteja sendo removida do terreno não suje toda vizinhança.

Frequentemente encontramos trilhas de terra por muitos metros de distância da entrada de uma obra. Isso pode e deve ser evitado com algumas estratégias:

  • Sempre que possível, o carregamento de terra deve ocorrer dentro do terreno.
  • Os caminhões devem utilizar lonas ou telas para cobrir a terra e evitar que o vento espalhe.
  • A saída da obra deve possuir uma trilha de pedregulhos para que os torrões de terra se desprendam das rodas dos caminhões antes de chegar no asfato.
  • Caso necessário, criar um pequeno espaço para lavar as rodas de caminhões com água reutilizada da chuva.
  • As bocas de lobo em todo entorno da obra devem ser cobertas por mantas de bidim.

Estes foram os primeiros controles de limpeza e preservação ambiental para o inicio de uma obra que traga saúde e sustentabilidade na construção civil.

Durante o período de construção alguns itens deste início devem permanecer sendo monitorados e tratados e outros serão adicionados aos controles.

 

O Gerenciamento da Qualidade do Ar

Este item possui alterações de acordo com as fases da obra, mas o propósito permanece.

No início o controle é da terra e da areia seca. Mantê-las úmidas (preferencialmente com a água coletada da chuva) faz com que a vizinhança seja afetada ao mínimo neste quesito.

Durante a obra:

  • Mantenha o controle de poeira.
  • Crie áreas dedicadas para os trabalhadores fumarem. Eles não devem ser permitidos a fumar dentro da edificação.
  • Áreas de serralheria devem ser protegidas por telas, para que o pó de serra seja contido nesta área.
  • Enquanto não houver fechamento a edificação, esta deve também possuir redes de proteção para conter boa parte das partículas no ar e até mesmo evitar que detritos sejam arremessados para longe da edificação.
  • A varreção na obra deve ser feita com vassouras úmidas para evitar muita poeira dispersa.
  • Durante tarefas de pintura os andares devem ser isolados e os trabalhadores utilizar máscaras com filtros apropriados para a tarefa.
  • Dutos e conexões de HVAC devem ser mantidas em um depósito e embaladas, para que não sejam instaladas com poeira dentro das conexões.

Após entrega da obra:

  • Filtros de HVAC devem ser trocados após o flush out do equipamento antes da ocupação.
  • A varreção pós obra deve ser feita com vassouras úmidas para evitar muita poeira dispersa no ar.
  • Não deve ser permitido fumar perto das tomadas de ar de HVAC, janelas, ou menos de 25 metros de qualquer porta de acesso a edificação.

O Gerenciamento de resíduos

A relação de saúde e sustentabilidade na construção civil para o destino dos resídios é primordial.

Diminuir a produção de resíduos é importante para saúde porque lixões contaminam o solo, a água e o ar.

Talvez não consigamos acabar com os aterros sanitários de uma vez por todas, mas com certeza eles possuem o potencial de ter pelo menos metade dos tamanhos atuais.

O que pode ser reduzido:

  • Desperdício de materiais.
  • Redução de embalagens.
  • Reutilização de materiais dentro do canteiro, como tapumes, madeira, entre outros.

A destinação dos resíduos

Mesmo com todos os esforços de redução de resíduos, uma obra gerará uma certa quantidade. O mais importante é que o mínimo seja destinado para os aterros sanitários.

Empresas especializadas em coletas de resíduos da construção civil normalmente são contratadas para destinar esses resíduos, mas muitas vezes isso significa o posicionamento de caçambas e coleta sem uma seleção prévia.

Separar os resíduos dentro do canteiro de obra e contratar uma empresa especializada em destinação de múltiplos resíduos tem se provado mais eficiente na sua reciclagem e reaproveitamento.

Reciclagem, reúso e compostagem são os destinos mais comuns para 80% dos resíduos se bem selecionados.

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Planejamento de compras

O planejamento das compras começa no projeto até o dia a dia para que possamos obter saúde e sustentabilidade na construção civil.

Devemos pensar na eliminação de metros quadrados desnecessários em projeto para evitar o uso desnecessário de mais recursos naturais, passando a manutenção de materiais para evitar recompras, até reutilização de recursos de outras obras.

Materiais devem ser comprados com certos requisitos em mente, como na redução da quantidade de materiai, a redição da quantidade de embalagens e na otimização da logística, no que se refere a número de viagens e distância percorrida.

 Acondicionamento de Materiais da Construção

Em obras sustentáveis, a preocupação com o destino de materiais é tão importante quanto acondicioná-los de forma correta. Perdas de materiais por acondicionamento impróprio são contabilizadas todo tempo, mas ainda sim permanecem frequentes.

Mantenha os materiais em depósitos livres das intempéries e da umidade. A preservação da integridade desses materiais possibilita inclusive que, caso não sejam utilizados, possam ser doados para obras comunitárias ou reaproveitados em outras obras sustentáveis.

Outro benefício é que um armazenamento organizado e bem planejado também auxilia no controle de estoque.

EPIs

Quando falamos de EPIs — Equipamentos de Proteção Individual — logo vem na mente a segurança no trabalho.

No entanto, este item também está diretamente ligado a sustentabilidade e saúde. Uma obra que está sendo certificada precisa documentar mensalmente todos os trabalhadores utilizando EPIs de acordo com a tarefa sendo executada.

O uso de EPIs muitas vezes é cobrado, mas não fiscalizado. Trabalhadores intencionalmente não se protegem ou construtoras intencionalmente não fornecem e fiscalizam todos os equipamentos exigidos.

Isso pode gerar problemas futuros de saúde para o trabalhador e uma batalha judicial desnecessária. O uso de EPI´s é importante para garantia de uma obra saudável e segura para todos.

A NR-18 estabelece diretrizes para o planejamento e organização de medidas de controle de segurança no campo da construção civil.

Consegue enxergar sua obra com outros olhos?

Podemos observar que para obtermos saúde e sustentabilidade na construção civil as etapas que precisamos cumprir são múltiplas e cada uma exige tempo e cuidados.

No entanto, obras sustentáveis também são obras mais saudáveis. Todos esses são grandes atrativos para um mercado que vem mudando e se renovando, para que possamos ter mais qualidade em todos os aspectos.

Esperamos que com esse artigo seu plano para um gerenciamento dentro da obra pode ser iniciado de forma  mais sustentável!

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A importância dos Bicicletários na Mobilidade Sustentável

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Os Desafios da Mobilidade Sustentável

O excesso de carros nas ruas e a poluição extrema vem obrigando a sociedade a encontrar alternativas para reduzir os níveis de emissão de gases e também para conciliar as tarefas diárias ao estilo de vida sustentável. Visando atender a todas essas necessidades, o uso de bicicletas voltou à rotina do brasileiro e, em diversas regiões do país a bike tem substituído o uso de carros e até mesmo aliviado o fluxo de transportes coletivos, contribuindo satisfatoriamente para a mobilidade sustentável.

No entanto, pouco adianta cada indivíduo se mobilizar em busca de um estilo de vida mais saudável e não ter em sua região a infraestrutura necessária para manter o hábito. Dessa forma, ao prezar pelo bem estar da sociedade, o arquiteto se vê na missão de oferecer o suporte necessário para incentivar cada vez mais pessoas a participarem desse movimento.

Os bicicletários são, portanto, um local no qual o indivíduo poderá armazenar sua bicicleta enquanto está no trabalho, no hotel ou até mesmo em seu condomínio. A presença de chuveiros nos bicicletários é imposta em prédios comerciais, uma vez que entre os principais motivos para o sedentarismo, a falta de um local apropriado para banho está entre os primeiros tópicos.

Um bicicletário não deve ser apenas um local de armazenamento de bikes, e sim um espaço apropriado, desenvolvido em cima de estudos e que ofereça o suporte necessário para os usuários. Cada tipo de estabelecimento possui suas necessidades e por isso é importante ficar atento aos cálculos e simulações durante o desenvolvimento do projeto.

Planejamento e Normas

Para construir um bicicletário é necessário se utilizar de cálculos que envolvam quantidade de pessoas de um prédio, função do edifício (comercial ou residencial) e diversos outros fatores pequenos. Tendo o cálculo em mãos o arquiteto poderá entender o planejamento e desenvolver de acordo com as dimensões ali presentes.

Mas não somente de estrutura interna é feito um bicicletário. Para ser considerado um bicicletário funcional é necessário que esteja à 180m de distância de uma rede de bicicletas, com no mínimo 10 usos relevantes e diversos para que qualquer pessoa consiga acessar tais pontos usando apenas uma bike.

Entre os fatores que fazem diferença no valor final, estão o tempo de permanência e o tipo de estrutura do prédio. O arquiteto deve gastar na medida exata, sem exageros ou omissão de partes do projeto, portanto, consultar os clientes sobre fluxo de pessoas é essencial.

Em suma, é válido salientar que o processo de instalação de bicicletários começou a crescer nos últimos anos e que, nos próximos anos a bicicleta será ainda mais utilizada no cotidiano. Entender a infraestrutura urbana auxilia na hora de traçar a rede de bicicleta e também de valorizar o serviço do arquiteto, tanto artística quanto financeiramente.

Vantagens em Possuir um Bicicletário no Edifício

Ao instaurar o bicicletário em um edifício haverá um incentivo inconsciente aos funcionários para que optem pela bicicleta. Logo no início haverá uma febre sobre o novo espaço, e algum tempo depois restarão apenas aqueles que estão realmente engajados na causa.

Além de garantir um ecossistema mais saudável e livre de grandes quantidades de poluição e a mobilidade sustentável, o uso de bicicletas no dia a dia incentiva o indivíduo a cuidar de si mesmo e, consequentemente, proporciona uma maior produtividade e funcionários mais felizes e saudáveis. A presença de um bicicletário pode alterar toda a dinâmica do grupo para melhor apenas por proporcionar novas experiências.

 

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Como a Construção Civil Pode Contribuir Para a Redução das Ilhas de Calor?

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Ilhas de Calor

Como você sente ao caminhar em um dia e local:

  • ensolarado,
  • no verão,
  • numa calçada,
  • ao lado do asfalto,
  • sem vegetação próxima,

Provavelmente você não se sente muito fresco, não é mesmo?

Isso acontece por causa da formação de Ilhas de Calor.

Elas são um problema atual, especialmente em metrópoles e centros comerciais.

Neste artigo vamos falar sobre:

  1. A Formação das Ilhas de Calor;
  2. Redução das Ilhas de Calor.

Continue lendo para saber mais sobre o assunto.

1. Formação das Ilhas de Calor

Alguns fatores influenciam a formação de Ilhas de Calor. Temos como exemplo:

  • Utilização de cores escuras para telhados e superfícies;
  • Superpopulação dos espaços;
  • Mau planejamento das edificações;
  • Uso de materiais com alto nível de absorção do calor.

O asfalto utilizado em estradas e rodovias é uma excelente demonstração da formação das ilhas de calor.

Vamos entender por etapas como isso ocorre:

Etapa 1: a irradiação solar é praticamente toda absorvida pelo asfalto;
Etapa 2: retorna para o meio através irradiação;
Etapa 3: desencadeia uma temperatura elevada na região.

Este ciclo pode resultar numa temperatura muito elevada. Locais na China, por exemplo, já demonstram variação acima de 10°C devido à formação das ilhas de calor.

Ao causar o desconforto térmico, as ilhas de calor exigem mais consumo energético. Isso ocorre porque o ar condicionado deve passar mais tempo ligado.

Além disso, o clima em si, trará malefícios à saúde, como aumento de crises alérgicas e quadros de bronquite.

Por isso, devemos gerenciar o espaço propício para o desenvolvimento de ilhas de calor. Encontrando soluções sustentáveis de tratamento dessa área.

Agora que já entendemos com as Ilhas de Calor se formam, podemos ver como combater este problema.

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2. Redução das Ilhas de Calor

Superfícies secas e principalmente escuras irradiam calor, fazendo as cidades ficarem quentes. Então, quais conceitos podemos colocar em prática para melhorar esta situação?

Possuímos duas estratégias principais:

  1. Projetos com telhado, sem estacionamento coberto;
  2. Projetos com Estacionamentos Cobertos ou Subterrâneos.

Vamos ver agora cada uma destas opções:

Opção 1: Projetos com telhado, sem estacionamento coberto

As áreas de Paisagismo Seco influenciam muita na formação de Ilhas de Calor.

Elas costumam ter duas características principais:

  • Comportar pouquíssimas plantas;
  • Possuem tonalidades escuras.

Para resolver isso, podemos seguir 6 simples passos:

Passo 1:

Minimizar no lote as áreas de paisagismo seco, também chamado hardscapes.

Passo 2:

Delimitar as áreas de paisagismo seco e de telhado.

É necessário excluir áreas com equipamentos mecânicos, painéis de energia solar e claraboias.

Estacionamento no último pavimento também é considerado paisagismo seco.

Passo 3:

Selecionar materiais de superfície, considerando o SRI das superfícies.

SRI é o Índice de Refletância Solar vai de 0 a 100.

Quanto maior for o SRI e mais branca é a superfície, mais ela é reflexiva. O que é melhor para o nosso objetivo de reduzir as Ilhas de Calor.

Temos alguns valores pré-determinados para o SRI de superfícies de acordo com a inclinação. Isso se dá pela capacidade das inclinações de acumularem sujeira e atrapalharem a reflexão do material.

Então, devemos pensar em estratégias para aumentar o SRI.

E como fazer isso?

Uma opção é adicionar telhados verdes e utilizar materiais que sejam adequados.

É preciso, no entanto, considerar o envelhecimento da superfície em questão. Pois, com o passar dos anos o material deve manter a integridade mais próxima possível do seu período de instalação.

Passo 4:

Identificar as plantas que geram sombreamento, quais são as áreas sombreáveis e quais são as reflexivas.

Estratégias de Paisagismo seco para reduzir os efeitos das Ilhas de Calor:

  • Sombreamento com vegetação nova ou existente;
  • Superfícies com vegetação;
  • Estruturas com sombreamento e geração de energia;
  • Estruturas Arquitetônicas que gerem sombreamento;
  • Pisos com alta refletência;
  • Pavimentação permeável (no mínimo 50% de permeabilidade para ser considerada).

No caso do uso de plantas, devemos saber as características da vegetação utilizada. É importante para que a manutenção seja devidamente programada, caso necessário.

Plantas que permitam um bom sombreamento também devem ser consideradas.

A instalação de uma pavimentação deve ter um mínimo de 50% de permeabilidade. Assim a água da chuva também pode ser melhor aproveitada.

Passo 5:

Uma boa maneira de ter certeza da eficiência nas estratégias é através de programas de simulações. Nele você pode escolher o material, aplicar medidas e organizar todos os dados antes de finalizar o projeto.

Assim você garante que o produto final tenha a melhor qualidade possível, reduzindo o calor da região e proporcionando uma vida mais saudável para aqueles que ali habitam.

Opção 2: Projetos com estacionamento coberto ou subterrâneo

Estacionamentos não cobertos são grandes áreas responsáveis pela formação das ilhas de calor.

É comum encontrarmos pátios concretados para o armazenamento de carros. Isso ocorre tanto por medidas financeiras quanto por praticidade.

Contudo, o SRI desses espaços é baixo demais. E, já que a área destinada para os carros é grande, resulta em muita irradiação térmica.

Para resolver este problema, temos duas possíveis alternativas:

Alternativa 1:

Estabelecer estacionamentos em subsolo ou organizado por andares. Assim, a área é melhor aproveitada e não há tamanha exposição do solo.

Apesar de ter o processo de escavação, é considerada uma estratégia sustentável, pois, diminui as ilhas de calor.

Alternativa 2:

Se não for possível aplicar a alternativa 1, devemos adicionar coberturas em 75% das vagas com painéis solares.

O LEED orienta que para o cálculo do estacionamento, devemos usar o mínimo de vagas estabelecido pela lei local.

Dessa forma haverá um benefício energético e os raios solares não atingirão diretamente o chão, evitando a irradiação.

 

Concluindo…

A formação de Ilhas de Calor é um problema que atinge diretamente a qualidade de vida das pessoas.

Neste artigo, você viu que estratégias como:

  • Reduzir a quantidades de paisagismo seco;
  • Instalar estacionamentos no subsolo;
  • Utilizar materiais com SRI alto;
  • Inserir Telhados Verdes;
  • Escolher vegetações que gerem sombreamento.

São algumas das iniciativas que reduzem esse problema.

É importante pensarmos nestas áreas já no momento de concepção, com a equipe de projeto. Dessa forma, as melhores estratégias serão escolhidas.

Como consequência, evitar a formação de Ilhas de Calor resulta em diversas sinergias:

  • Proteção do habitat;
  • Espaços abertos;
  • Gerenciamento de água de chuva;
  • Eficiência Energética.

Você já fez algum projeto pensando em minimizar os Efeitos das Ilhas de Calor?

Conte para nós a sua experiência ou suas dificuldades em implementar estas estratégias.

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Comprometimento Urbanístico

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COMO PODEMOS NOS COMPROMETER COM NOSSOS PROJETOS?

O entorno deve influenciar a arquitetura e nós devemos saber como podemos projetar para que estas influências se tornem viáveis.

Faz um tempo atrás, passamos por uma via de Curitiba e observamos que um edifício foi implantando corretamente em relação a legislação vigente, porém o embasamento deste edifício permitia que, em uma determinada rua secundária, toda uma testada fosse cega, a rua confrontante a esta edificação é estreita e nenhuma pessoa circulava pelo local. Muitas vezes os órgãos competentes estão preocupados com a técnica legislativa e não qualitativa.

Ao mesmo tempo no outro lado da rua, está inserido uma edificação da década de 70, a qual se via a movimentação de moradores, pedestres e crianças. Este benefício se deve ao fato desta edificação estar inserida com janelas térreas, muro baixo melhorando o visual para a rua, afastamentos adequados e outros elementos urbanos interessantes. Nos perguntamos, em que momento do tempo esta relação de edificação e seu entorno perdeu?

NOSSA RESPONSABILIDADE

Nós arquitetos e profissionais da área, temos uma grande responsabilidade, incentivando projetos mais inteligentes.

Segundo dados das Nações Unidas, até 2030, cinco bilhões de pessoas ou “60%” da população mundial viverá em meios urbanos. Sendo assim, a primeira ideia que devemos levar em consideração, é que não existe uma construção que não impacte em seu entorno. Também que novos usos estão surgindo a cada ano e a cidade se movimenta diferente em torno destes serviços.

O convívio entre diferentes grupos culturais garante a participação desta população na vida pública. Uma feira de bairro, um comércio diferenciado, tudo isso agrega valor e as pessoas se sentem mais parte da cidade.
Um outro tipo de diversidade necessária é a funcional. Acreditamos que esta é a principal diretriz para um desenvolvimento sustentável. Um bairro deve ter diferentes funções como: espaços de convívio, trabalho, ensino e outros. Também deve minimizar deslocamentos desnecessários, promovendo espaços públicos com melhor utilização e reduzindo fluxo de veículos.

Aplicar questões urbanas é o mesmo que repensar o homem e suas relações com o entorno. É fazer uma cidade voltada exclusivamente para as pessoas que utilizam estes espaços. Questões como caminhar com facilidade, segurança, trânsito em massa adequado e uso misto do solo bem otimizado, são conceitos que não podemos mais nos desfazer.