As Vantagens e Desvantagens da Telha de Plástico

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As Vantagens e Desvantagens da Telha de Plástico

Vocês já viram as palavras telha e plástico na mesma frase? Não parece combinar muito bem, não é mesmo?

As telhas de plástico são um produto relativamente novo na construção civil. E têm se popularizado nos últimos anos. Elas são feitas a partir de PVC, que é um material reciclável. E são produzidas em formatos grandes, o que facilita a instalação.

Vistas de longe, podem parecer um telhado comum, de telhas coloniais.

Isso porque as telhas de plástico imitam diversos formatos de telhado. Elas possuem alguns modelos com formas e cores diferentes.

Telha de Plastico

Chegando mais perto, você percebe que, na verdade, as telhas são uma grande placa de plástico.

Porque alguém teria um telhado de plástico?

Além de ser um produto versátil, existem algumas vantagens. Neste artigo, você irá conhecer:

  1. O que são as telhas de plástico
  2. Vantagens e desvantagens
  3. Questão sustentável – durabilidade e reciclagem

O telhado é uma parte muito importante de uma construção. Por isso, é essencial que ele seja de boa qualidade.

Também é importante que ele se adapte ao modelo de construção que você pretende realizar.

Ou seja, é interessante que você conheça muito bem o produto antes de adotá-lo em seus projetos ou obras.

1. O que são as telhas de plástico

As telhas de plástico, na verdade, não são telhas. São placas para cobertura que geralmente apresentam as seguintes medidas:

  • 230 cm x 86 cm
  • 242 cm x 88 cm
  • 328 cm x 88 cm

A parte superior dessas placas possui uma textura que imita um telhado convencional. Por isso, são chamadas telhas de plástico.

Elas são feitas de PVC (Policloreto de Vinila). O PVC é um polímero 100% reciclável. Porém, depois você vai ver que isso não o torna tão sustentável assim.

Telha de Plastico

Em sua composição, estão microesferas de borracha. Isso lhe confere mais resistência, evita que ele resseque e reduz o ruído da chuva.

Geralmente, as telhas de plástico são encontradas nas cores alaranjado, marfim ou branca.

Por ser um elemento relacionado à segurança das construções, as telhas de plástico precisam atender a normas. Deste modo, garante-se que elas sejam resistentes. Também, são apropriadas à praticamente qualquer construção em qualquer lugar do mundo.

A preparação da estrutura do telhado também é importante. Ela deve obedecer às especificações do fabricante da telha. Respeitando a distância entre os apoios.

2. Vantagens e desvantagens

Abaixo, seguem algumas vantagens e desvantagens do uso da telha de plástico.

Vantagens:

  • Economia:

A economia da telha de plástico não está relacionada somente ao valor da telha em si. Como ele é muito mais leve que um telhado cerâmico, não exige tanta estrutura. Ou seja, você economiza na madeira que vai abaixo do telhado como apoio.

Telha de Plastico

Além disso, o manuseio e instalação desse talhado é muito mais fácil e rápido. O que diminui o valor da mão de obra.

  • Fácil manuseio

A segunda vantagem está relacionada justamente ao manuseio. O tamanho maior e a leveza traz muita rapidez e eficiência na sua instalação.

  • Antichamas

O PVC é um material que não propaga fogo. Essa característica traz muita segurança para a construção.

  • Inclinação baixa

A inclinação mínima de um telhado com telhas de plástico é de 10%. Quando o telhado possui só uma água, a inclinação pode diminuir para 5%. Inclinações baixas também facilitam a construção de um telhado. E tornam ele mais versátil.

  • Proteção UV

As telhas de plástico possuem uma camada de proteção feito com acrílico. Essa proteção atua refletindo os raios UV. Dessa maneira, protege e preserva a cor da telha.

  • Limpeza

O plástico é um material de fácil limpeza. Água e sabão são suficientes. As telhas são, inclusive, autolimpantes, ficando limpas apenas pela ação da chuva.

Além disso, não retém sujeira, fungos ou bactérias.

Apesar das inúmeras vantagens. As telhas de plástico também possuem algumas desvantagens que devem ser levadas em consideração.

Desvantagens:

  • Pouco resistente ao vento

A leveza do material lhe confere tanto uma vantagem como também uma desvantagem. Se as telhas não estiverem muito bem presas à estrutura, elas podem ser arrancadas pela força do vento. Principalmente quando há entrada de ar abaixo das telhas.

A ventilação, no entanto, pode ser necessária em outra situação.

  • Desempenho térmico

Na questão térmica, a telha de plástico pode apresentar alguns problemas.

Como o plástico é um material que não absorve umidade, as telhas podem sofrer condensação na parte inferior. Ou seja, a parte de baixo do telhado fica molhada em ocasiões de mudança de temperatura. Nesse caso, a ventilação seria benéfica.

Outra questão é sua espessura. Por ser um elemento fino, ele permite grande passagem de calor. Ou seja, no momento em que recebe muitos raios solares, irá transmitir esse calor para o ambiente.

3. Questão sustentável – durabilidade e reciclagem

E agora?

Vivem dizendo por aí que plástico não é um material sustentável, não é mesmo?

De fato, a reciclagem do plástico ainda é muito difícil de ocorrer. Isso acarreta um nível muito alto de poluição por este material. Afinal, o plástico precisa de 400 anos em média para se decompor.

Portanto, é aconselhável conferir com o fabricante acerca da responsabilidade de descarte. Ou até mesmo se a empresa recolhe o material e se responsabiliza por encaminhar para a reciclagem.

Consideramos que um produto possui um design sustentável, quando ele é pensado nos princípios “Cradle to Cradle”, que significa “do berço ao berço”.

Neste princípio, um produto deve ser criado considerando seu descarte e reciclagem.

Outro ponto, é o custo benefício, tendo em conta sua durabilidade de 20 anos e a resistência. Muitas vezes, esse é um fator social importante a ser considerado. Outro fator social é a facilidade de instalação, tornando o trabalho da mão de obra muito mais fácil.

Além disso, há a economia de madeira na estrutura do talhado.

Ou seja, se é sustentável ou não, depende do contexto.

Conclusão

Agora você conhece mais um material novo e diferenciado do mercado. Todos os materiais que imitam outros materiais, tendem a trazer vantagens econômicas ou de desempenho.

No caso da telha de plástico em comparação a um telhado cerâmico, a principal diferença fica na leveza e processo de instalação. Porém, a telha cerâmica também possui vantagens sobre a de plástico.

Por isso, é muito importante levar todos os fatores em consideração.

8 Maiores Tendências Deste Ano na Arquitetura e Design de Interiores

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8 Maiores Tendências Deste Ano na Arquitetura e Design de Interiores

Neste artigo iremos abordar as principais tendências deste ano na arquitetura.

Afinal, precisamos estar sempre abertos às novidades e atentos ao desenvolvimento do mercado. A sustentabilidade também evolui, junto às suas estratégias. É importante prestar atenção nas tendências para que possamos ser resilientes.

Contudo, antes de começar, você sabe o que é uma tendência?

Ao contrário do que muitos pensam, tendência não é uma previsão do futuro. Mas sim, uma observação atenta do momento presente. Sobre o que está acontecendo no mundo. A partir dessa observação, definem-se os comportamentos que tendem a ser adotados.

No último ano, o mundo passou por diversos desafios e transformações. Isso mudou a maneira com a qual muitas pessoas se relacionam com a arquitetura.

Portanto, muitas tendências para este ano estão relacionadas à essas mudanças.

As pessoas passaram mais tempo em casa. Inclusive, muitas começaram a trabalhar em casa. As empresas foram obrigadas a investir em presença digital. Muitas reuniões passaram a ser feitas à distância.

Tudo isso despertou nas pessoas algumas necessidades. Entre elas, estão um contato maior com a natureza, a percepção do que é essencial e o reconhecimento da tecnologia como aliada.

Também é interessante observar como algumas tendências são recorrentes. Um material que era utilizado nos anos 40, pode, por exemplo, voltar a ser tendência hoje.

A partir disso, listamos 8 tendências para o ano de 2021. Relacionadas a materiais, formas, conceitos e comportamentos.

1. Formas curvas

Uma grande tendência principalmente no design de interiores. As formas curvas vem ganhando cada vez mais espaço. Elas estão diretamente relacionadas ao design biofílico.

As formas curvas estão intensamente presentes na natureza. Diferente de formas retas, ou elementos pontiagudos. Além disso, elas transmitem uma sensação de segurança e de acolhimento.

Tendência

As formas curvas aparecem em móveis, em estampas e na decoração.

2. Urban Jungle – Floresta urbana

Esse nome, original do inglês, surgiu para definir um ambiente que possui muitas plantas. O que seria quase uma floresta urbana.

Tendência

A necessidade de um maior contato com a natureza sem poder sair de casa, despertou o desejo de ter plantas em casa. Ou em espaços corporativos.

As plantas trazem vida, purificam o ar e são consideradas por muitos, como terapêuticas. Contudo, é importante escolher as espécies corretas que irão se adaptar bem ao ambiente interno.

Se você é uma dessas pessoas que gosta de decorar a casa com plantas, vai gostar deste artigo sobre plantas para interiores.

3. Tijolo de vidro

Esse é um daqueles materiais que “voltou à moda”. Foi muito utilizado nos anos 40, inclusive em famosas obras de arquitetura. E hoje, o tijolo de vidro está de volta nos mais recentes projetos de arquitetura e interiores.

Por ser um elemento que permite a passagem de luz, sua função é muito vantajosa. Já que, em simultâneo, distorce os elementos que estão do outro lado. Ele pode ser utilizado em fachadas e divisórias, mantendo a privacidade dos ambientes.

4. Estruturas metálicas

Hoje, muitas pessoas estão preferindo reformar e preservar construções mais antigas. Isso é muito bom de um ponto de vista sustentável. Reutilizar ao invés de demolir.

Nesse contexto, as estruturas metálicas surgem como alternativas de reforço estrutural. Em diversos casos, elas ficam aparentes, compondo com a decoração do espaço, em um estilo mais industrial.

Estruturas metálicas também são modulares e leves. Características que lhe confere grande flexibilidade. Podem ser montadas, desmontadas, e transferidas para outros locais com certa facilidade. Além de o metal ser um material reciclável.

5. Tecnologia e automação

A tecnologia está cada vez mais presente na arquitetura. Ao aproveitá-la de maneira consciente, as vantagens incluem economia, conforto e eficiência.

Tendência

É importante destacar que a tecnologia não é o oposto do contato com a natureza. Mas sim, pode facilitar esse contato. Como revestimentos que permitem a entrada de luz do sol, texturas naturais, ilusões de ótica e assim por diante.

Inclusive, a tecnologia é uma grande aliada na eficiência energética. Desde a captação de energias renováveis até no desempenho de aparelhos eletrônicos. Dessa forma, é imprescindível que a arquitetura sustentável conte com boas soluções tecnológicas.

6. Experiências

A arquitetura sensorial e o espaço como palco de experiências também é uma grande tendência. Principalmente na arquitetura comercial.

As pessoas amam encontrar o inesperado e a novidade. Com a ascensão das redes sociais, quando mais personalidade um espaço possui, mais ele será divulgado. As pessoas estão sempre em busca de cenários para suas fotos.

Nesse sentido, a arquitetura em sintonia com a natureza também pode criar essas experiências. Com efeitos de luz e sombra, janelas que valorizam a vista, paredes verdes e participação de materiais naturais como terra, madeira e bambu.

7. Minimalismo

Outra atitude que tende a aumentar é o desapego. Devagar, as pessoas vão percebendo o que é realmente essencial. Durante o período de quarentena, muitos se depararam com uma casa cheia de objetos entulhados e sem uso.

Tiny House

Dessa forma, percebe-se o que é realmente essencial. Muitas pessoas, inclusive, estão mudando para casa menores. Você já ouviu falar em Tiny Houses? Esse é um movimento que surgiu do minimalismo.

Inspiradas nesse movimento, muitas pessoas estão se desapegando de seus bens materiais. Para então, morar em casas verdadeiramente pequenas.

8. Decoração afetiva

Outra questão que ganha mais importância é sobre a decoração. As pessoas estão mudando a maneira como decoram a casa.

Muitos pararam de adquirir somente objetos de decoração da moda. Ou de decorar toda a casa de uma vez.

A tendência é decorar a casa de acordo com a sua personalidade e história. A decoração afetiva é sobre trazer objetos importantes e especiais para a casa. Dessa forma, o espaço ganha uma decoração que faz sentido. Assim, ela não se torna cansativa. E você não fica refém de modismos.

A grande tendência é sempre evoluir

Mais sustentabilidade, mais conforto, mais alegria, mais economia, mais saúde. As tendências são o retrato da nossa evolução como sociedade. Na arquitetura, é muito importante estar a par das novidades. Para que nossos projetos sejam cada vez melhores.

É importante ressaltar que uma tendência difere de algo que está na moda. As modas momentâneas devem ser utilizadas com muito cuidado.

De maneira geral, pode-se dizer que tudo deve ser usado com propósito. Ou seja, não é a moda pela moda. Nem a tendência pela tendência. Mas sim, perceber as necessidades da sociedade para que a arquitetura evolua para atendê-las.

Novidade nos negócios: tudo o que você precisa saber sobre ESG

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Novidade nos negócios: tudo o que você precisa saber sobre ESG

Você já ouviu falar na sigla ESG?

Ela vem aparecendo nas mais recentes notícias sobre investimentos e bolsa de valores.

Basicamente, esta é uma forma de se investir em sustentabilidade. E ela tem se disseminado cada vez mais no mundo dos negócios

A sigla ESG, em inglês, significa Environment, Social e Gonvernance. Traduzindo, têm-se os termos meio ambiente, social, e governança. Ou seja, se aproxima muito dos três pilares da sustentabilidade, que são o econômico, o social e o ambiental.

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O ESG auxilia na avaliação sobre o quanto uma empresa possui boas práticas nesses três quesitos. De certa forma, ele incentiva que empresas adotem ações e valores relacionados à sustentabilidade.

Mas como a sustentabilidade e os investimentos podem se relacionar?

Neste artigo, você verá que sim, a sustentabilidade é o futuro dos negócios. E diversos fatores já comprovam isso.

Hoje, a maior parte dos consumidores quer saber de onde vem o produto que estão comprando.

As pessoas já não compram de empresas envolvidas com trabalho escravo, ou desastres ambientais. Além de muitos outros fatores que demonstram falta de seriedade.

Questões como os valores de uma empresa se tornaram muito importantes.

E no mundo dos investimentos não é diferente. Todos preferem investir nas empresas com as quais se identificam.

E o ESG, onde fica?

Fique tranquilo, neste artigo você vai aprender:

  1. O que é, exatamente, o ESG
  2. Como investir em fundos ESG
  3. Quais os fatores que o índice mede
  4. Vantagens e desvantagens

Esteja preparado para conhecer uma revolução nos investimentos.

Antes de tudo, é necessário definir mais precisamente o ESG.

1. O que é, exatamente, o ESG

Tempos atrás, adotar ações sustentáveis era sinônimo de abrir mão do desempenho da empresa. Muitas empresas praticavam ações corruptas em busca de um lucro sempre maior.

Hoje não é mais assim. Além de os clientes estarem mais conscientes, práticas sustentáveis são beneficiais ao longo prazo. E ajudam no crescimento de empresas.

O ESG é um índice que avalia as boas práticas de uma empresa. Essas boas práticas vão demonstrar a sua solidez. E também, sua responsabilidade com a sustentabilidade.

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O índice permite que você saiba quais empresas possuem princípios sustentáveis. Ele é uma possibilidade de se investir na bolsa de valores, porém em algo que vai além de somente dinheiro. Assim, garante mais segurança em investimentos de longo prazo.

De certa forma, você estará investindo e apoiando boas práticas.

Porque esses investimentos são mais seguros?

Uma empresa que possui boas práticas ambientais, sociais e de governança, possui muito mais chances de prosperar. Pode-se dizer que elas não são propensas à corrupção.

Do outro lado, empresas irresponsáveis podem acabar arcando com multas e penalidades. Além de perder clientes ao longo do tempo. Já é clara a perda de credibilidade de uma empresa quando envolvida em desastre ambiental ou escândalo

2. Como investir em fundos ESG

Primeiro, é necessário conhecer as companhias listadas na bolsa de valores que atendem aos critérios ESG.

Para isso, existem os indicadores de sustentabilidade da B3, que são:

  • ISE: Índice de Sustentabilidade Empresarial
  • ICO2: Índice de Carbono Eficiente
  • IGCT: Índice de Governança Coorporativa

Também é possível investir na rentabilidade de cada um desses índices, através de ETFs. ETF é uma maneira de investir diretamente na rentabilidade de determinado ativo. Como os índices acima.

Ou, também é possível investir em fundos de fundos, os FOF. Existem alguns fundos em que as taxas de manutenção são doadas a projetos sociais, por exemplo.

Uma grande questão é, como medir a sustentabilidade? Quais são os critérios?

Alguns fundamentos são necessários para quantificar boas práticas. Afinal, isso pode ser algo muito relativo.

3. Quais os fatores que o índice mede

Às vezes, nos vemos muito pequenos para tomar atitudes que realmente façam diferença no mundo. É muito comum que as pessoas coloquem toda a responsabilidade em grandes empresas. Contudo, cabe a nós, decidir qual empresa merece ou não o nosso apoio.

Dentro de cada um dos três termos do ESG, existem diversas ações que são medidas. Através de relatórios e dados, qualquer empresa pode ser avaliada através do padrão da ESG.

Veja abaixo os principais critérios:

Environment / Meio Ambiente:

  • Uso da água
  • Gerenciamento de resíduos e efluentes
  • Eficiência Energética
  • Uso de recursos naturais
  • Poluição

Social:

  • Boas relações com os trabalhadores
  • Boas relações com os clientes
  • Inclusão e diversidade
  • Direitos Humanos
  • Relação com a comunidade
  • Privacidade e proteção de dados

Governança:

  • Ética e transparência
  • Decisões administrativas democráticas
  • Diversidade na composição do conselho administrativo
  • Políticas de remuneração

Todas essas são consideradas boas práticas. Que, além de sustentáveis, trazem inúmeros benefícios ao crescimento da empresa.

Dessa maneira, quando você investe em ESG, estará investindo e incentivando todos os fatores listados acima.

Vantagens e desvantagens

É importante analisar o conceito de uma maneira global. Ressaltando não somente as vantagens. Mas também alguns pontos onde o ESG ainda precisa se desenvolver.

Muitas vantagens já foram citadas aqui. Como:

  • Competitividade de longo prazo
  • Investimentos socialmente positivos
  • Melhores fundamentos para aplicação de dinheiro

O índice ESG também é muito bom e eficiente para comparar empresas. Ou seja, analisar o desempenho da empresa A, em relação à empresa B.

Contudo, essa análise é feita a partir de dados. Dessa forma, dificulta compreender questões mais implícitas. Como, por exemplo, observar qual a missão geral da empresa.

Além disso, existem algumas divergências sobre quais aspectos são mais importantes. Questões ambientais, sociais ou de governança? Tudo é muito relativo.

Isso significa que, quanto mais empresas adotarem estratégias sustentáveis, melhor será o padrão de comparação.

Se todas as empresas fossem corruptas, bastaria uma empresa não ser corrupta para se destacar. Porém, com mais empresas adotando boas práticas, dissemina-se essa necessidade.

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O ESG e as boas práticas

Se você leu até aqui, já está familiarizado com o conceito de investir em sustentabilidade. Através da bolsa de valores e o ESG, a responsabilidade de incentivar boas companhias está ao alcance de cada vez mais pessoas.

Já passou a época em que o lucro era justificativa para más ações. Com a disseminação de informações e dados, as pessoas estão hoje mais exigentes.

Como empresa, como pessoa e como sociedade, vale lembrar que boas práticas trazem somente vantagens.

O que Nunca te Contaram Sobre a Reciclagem

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O que Nunca te Contaram Sobre a Reciclagem

Você separa o lixo para reciclagem em sua casa?

Muitas pessoas pensam que o simples fato de separar os resíduos recicláveis já garante que eles serão reciclados. Porém, a reciclagem é um sistema muito mais complexo.

Os resíduos sólidos ainda são um tema pouco discutido. Na falta de informações, muitas pessoas não sabem a maneira correta de separar os resíduos.

Perguntas como estas costumam surgir:

  • Qual a diferença entre reciclável e reciclado?
  • É necessário lavar o lixo reciclável?
  • Tudo o que se coloca no lixo reciclável é reciclado?
  • Isopor é reciclável?
  • Precisamos separar o vidro de outros resíduos?

Essas e mais perguntas serão respondidas neste artigo.

Na verdade, nós não somos os únicos responsáveis pelo sucesso da reciclagem. Ela depende da colaboração do estado, empresas e sociedade civil.

O fato de um produto ser reciclado está diretamente ligado ao seu valor de mercado.

Iremos começar este artigo esclarecendo a diferença entre reciclável e reciclado. Então, você vai aprender como funciona a reciclagem e quais materiais são recicláveis e quais não são.

Quanto mais conhecimento se adquire, mais se pode tomar atitudes corretas.

1. Reciclado x Reciclável

Materiais reciclados são aqueles provenientes de um processo de reciclagem. Ou seja, a matéria-prima utilizada para produzi-lo vem de outro produto ou desse mesmo produto.

Um exemplo muito claro é o papel reciclado. A folha de papel reciclado contém diversas fibras. Afinal ele é proveniente de um processo de reciclagem de papel.

Já os materiais recicláveis são materiais com potencial de passar pelo processo de reciclagem. E assim, dar origem a um produto reciclado.

O papel branco, por exemplo, é um produto reciclável. Afinal, ele foi produzido a partir da extração da matéria-prima virgem. Após ser utilizado, pode passar por um processo de reciclagem e se tornar um papel reciclado.

O plástico, um dos materiais com maior tempo de decomposição, pode passar por várias etapas de reciclagem. Contudo, ao passar por cada uma dessas etapas, ele vai perdendo sua qualidade. Até chegar ao fim da cadeia e se tornar um plástico reciclado, mas não reciclável.

2. Como funciona a reciclagem

O processo de reciclagem vai depender de cada cidade.

Antes de tudo, é necessário saber se há coleta seletiva em sua cidade. Muitas cidades brasileiras ainda não contam com a coleta separada de resíduos. Nesse caso, não é possível encaminhar o lixo reciclável.

Onde há coleta seletiva, o lixo reciclável é recolhido e encaminhado para cooperativas de reciclagem. Lá, os coletores separam o lixo em diversas categorias. Após separado, o resíduo é encaminhado de volta para a indústria.

Ou seja, a reciclagem depende da indústria que vai utilizar os resíduos como matéria-prima. Dessa forma, a reciclagem dos materiais vai depender muito de cada cidade.

Em geral, os materiais recicláveis são divididos em quatro categorias:

  • Papel
  • Plástico
  • Vidro
  • Metal

Reciclagem

Dentro dessas categorias, ainda existem inúmeras subcategorias. Essas subcategorias separam os materiais recicláveis dos não recicláveis.

3. O que pode e o que não pode ser reciclado

Veja abaixo, quais materiais você pode separar no lixo reciclável e quais deixar no lixo comum.

Papel

Pode ser reciclado: papel sulfite, jornais, revistas, caixas, papelão, cartolinas, cartões e folhas impressas, em geral.

Não pode ser reciclado: adesivos, fita crepe, etiquetas, papel carbono, papel higiênico, guardanapos e papéis engordurados, metalizados, parafinados ou plastificados.

Plásticos:

Pode ser reciclado: tampas, embalagens de refrigerante (PET), peças de brinquedo, sacos plásticos em geral, potes de alimentos, frascos, tubos e conexões de PVC.

Não pode ser reciclado: acrílicos, espuma, teclados de computador, adesivos, tomadas e tampas de panela.

Metais:

Pode ser reciclado: latas de alumínio, latas de aço (óleo, sardinha, molho de tomate…), canos, ferragens, esquadrias e molduras de quadros.

Não pode ser reciclado: pilhas, esponjas de aço, latas de tinta ou combustível, clipes e grampos.

Vidro:

Pode ser reciclado: potes, frascos, garrafas de bebida, copos e embalagens.

Não pode ser reciclado: espelhos, cristal, vidros temperados, lâmpadas, ampolas de medicamentos, cerâmicas e louças.

É importante lembrar que a reciclagem dos materiais recicláveis depende da indústria e logística de cada cidade.

Por exemplo, o isopor e as embalagens de plástico metalizadas são ambos materiais recicláveis. Contudo, raramente eles são, de fato, reciclados.

Isso se deve ao fato desses produtos serem muito leves. Como eles são vendidos por peso, é necessário separar um grande volume para ter um bom retorno financeiro.

Além disso, tanto o isopor quanto o plástico metalizado chegam sujos nos locais de separação. Isso acaba dificultando as hipóteses de eles serem separados. Ou seja, é uma questão de logística, e não das propriedades do material.

4. Como separar o lixo em casa

Atente-se para os materiais que não podem ser reciclados e não os misture com os materiais recicláveis.

Você pode deixar um bilhete próximo à lixeira com a lista de materiais recicláveis, assim você garante que irá lembrar.

Os resíduos recicláveis devem ser lavados antes de ir para a lixeira. Assim, garante-se a salubridade dos galpões de reciclagem. Também se evita a proliferação de mau cheiro e de animais no local de trabalho das cooperativas.

Os materiais não recicláveis devem ser separados com os rejeitos. Rejeito é o nome dado ao lixo que não pode ser compostado nem reciclado. A destinação mais correta para os rejeitos são os aterros sanitários.

Para o lixo orgânico, existe a alternativa da compostagem. A compostagem pode ser feita em casa ou em hortas comunitárias.

Veja neste artigo tudo o que você precisa saber sobre Composteiras.

Tome muito cuidado ao descartar o vidro. Como é um material que quebra e pode machucar, separe em recipientes exclusivos e indique que eles contêm vidro.

Concluindo…

Se a sua cidade ainda não possui coleta seletiva, cobre do município para que ela seja implementada. Se há coleta seletiva, faça sua parte ao separar corretamente os resíduos.

A reciclagem é uma alternativa à poluição do meio ambiente. Contudo, hoje poucos produtos recicláveis são realmente reciclados. Precisamos nos responsabilizar pelos resíduos que geramos.

Diversas atitudes podem contribuir, como dar preferência para embalagens recicláveis ou biodegradáveis. Uma atitude muito importante é conhecer a logística de reciclagem de sua cidade para contribuir de forma correta.

O que é o tijolo de vidro e como usá-lo na arquitetura

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O que é o tijolo de vidro e como usá-lo na arquitetura

Os tijolos de vidro são novamente uma tendência na arquitetura.

Como assim, tijolos de vidro?

Se você não sabe de que se trata um tijolo de vidro, siga acompanhando este artigo.

Tijolo de Vidro

O tijolo de vidro não é uma novidade na arquitetura. Eles já são utilizados há mais de 100 anos.

O produto foi patenteado em 1907. A ideia surgiu a partir da utilização de prismas em coberturas. Na época, esses elementos de vidro eram utilizados para iluminar espaços subterrâneos.

O tijolo de vidro surgiu como uma alternativa mais fácil para esses prismas. Na época, o vidro era um grande símbolo do futuro.

Contudo, ele se tornou acessível e se disseminou na arquitetura somente entre 1930 e 1940. Nesta época houve um verdadeiro “estouro” dos tijolos de vidro em construções. Ele foi inclusive utilizado em algumas obras de Oscar Niemeyer.

Logo depois o elemento se tornou ultrapassado.

Porém, as tendências são cíclicas. Muitas vezes nos deparamos com modas que se repetem depois de anos em desuso.

Foi o caso do tijolo de vidro.

Hoje, ele voltou a ser muito usado na arquitetura. Suas características técnicas fazem dele um elemento construtivo muito vantajoso. Além de permitir a entrada de luz natural, ele garante privacidade.

Siga neste artigo para aprender mais sobre o tijolo de vidro. Você vai ler sobre:

  • O que é um tijolo de vidro
  • As diferentes categorias de tijolo de vidro
  • Vantagens do tijolo de vidro
  • Alguns cuidados
  • Como o tijolo de vidro pode ser usado na arquitetura

1. O que é um tijolo de vidro

O tijolo de vidro é um elemento construtivo. Ele se comporta quase como um tijolo. Pode formar paredes que separam dois ambientes internos ou a área externa da área interna.

A construção de uma parede é semelhante ao método da alvenaria. É necessária uma argamassa específica, espaçadores, cimento e também um reforço em aço.

Ao contrário do que alguns pensam, o tijolo de vidro é um material muito resistente. Mesmo sendo feita a partir do vidro.

Isso porque ele possui uma espessura de 5 a 12 centímetros. Além disso, é formado por duas peças de vidro que são fundidas entre si, criando uma camada de ar entre elas. Ou seja, o tijolo de vidro possui uma camada de ar em seu interior.

A sustentabilidade do tijolo de vidro não está relacionada somente aos benefícios biofílicos. Mas também está presente em sua composição.

Esse material é composto a partir de restos de vidro, sílica, carbonato de sódio e cálcio.

E, dependendo do modelo, pode receber alguns elementos adicionais.

2. As diferentes categorias de tijolo de vidro

A fabricação dos tijolos de vidro permite variação de cores e texturas.

Eles podem ter acabamento liso, ondulado, ou texturizado. Podem ser incolores ou coloridos. Existem versões metalizadas, translúcidas o jateadas.

Todas essas características, somadas às variações de cor, podem oferecer efeitos muito interessantes de luz e sombra.

tijolo de vidro

Eles podem ser blocos totalmente fechados, ou blocos vazados. Os blocos vazados permitem a passagem de ventilação no ambiente, além da luz.

Independentemente do acabamento, todos oferecem privacidade. Mesmo nos tijolos mais lisos, não é possível enxergar com detalhes o que está do outro lado, somente silhuetas.

Além disso, a iluminação que passa pelo tijolo se torna difusa, nunca uma luz direta.

3. Vantagens do tijolo de vidro

As principais vantagens estão ligadas à sua propriedade translúcida.

Isso permite que ele seja utilizado como uma divisória de ambientes que permite a passagem de luz. Ou seja, você pode substituir uma parede com grandes janelas por uma parede de tijolo de vidro. E assim garantir sua privacidade.

Além disso, o vidro é um material muito fácil de limpar. Ele não acumula sujeira e é resistente à poeira, maresia, poluição e produtos de limpeza.

Se bem executado, sua durabilidade é muito longa.

O ar presente em seu interior, faz com que ele seja um ótimo isolante térmico e acústico. Afinal, ele reduz a propagação de ondas sonoras e barra a passagem de calor por condução ou convecção.

4. Alguns cuidados

Antes de mostrar exemplos de como ele é usado na arquitetura, é importante destacar alguns detalhes.

O tijolo de vidro não possui função estrutural, ele é somente um elemento de vedação. Ou seja, não é resistente e não pode servir como apoio para outros elementos construtivos.

Em uma linguagem mais fácil, não coloque nada muito pesado apoiado em uma parede de tijolos de vidro.

Existe uma norma internacional que discorre sobre os tipos de tijolos de vidro, a ISO TC 106/SG1. Essa norma garante que o processo de fabricação seja realizado seguindo padrões de qualidade.

A espessura de um tijolo de vidro pode variar de 5 a 12 centímetros. Portanto, é necessário cuidar no alinhamento ao combina-lo com alvenaria convencional.

Se a parede de tijolos de vidro não estiver entre paredes de alvenaria, é necessário cuidar com as quinas. Geralmente, são utilizados acabamentos como granito, mármore, madeira, ou a própria argamassa.

5. Como o tijolo de vidro pode ser usado na arquitetura

  • Em Fachadas

Tijolo de vidro

Quando utilizado em fachadas, ele permite iluminar o interior de uma construção. Mantendo a privacidade pela vista de fora.

  • Divisórias internas

Sabe aquela sala ou banheiro mal iluminado? Uma divisória com tijolos de vidro pode resolver esse problema. Dessa maneira, ele transmite a luz de um ambiente para o outro, sem a necessidade de integrá-los.

  • Sensações e experiência na arquitetura comercial

O jogo de luz, sombras e cores que o ele oferece pode ser um aliado da arquitetura comercial. Afinal, está sempre em busca de chamar atenção das pessoas através de experiências inusitadas.

Conclusão

O tijolo de vidro é um elemento de grande potencial. Se bem explorado, traz inúmeras vantagens para a arquitetura e o bem-estar dos espaços.

Como as tendências são variáveis, nada impede que ele logo saia de moda novamente. Por esse motivo, deve-se garantir que o material seja utilizado com um propósito funcional. E não somente por estar na moda.

Fonte das Imagens: Archdaily

O que são águas pluviais e por que elas merecem sua atenção

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O que são águas pluviais e por que elas merecem sua atenção

Ao contrário do que muitos pensam, águas pluviais não são consideradas esgoto. Os sistemas de esgoto e de águas pluviais funcionam de maneira separada.

Em geral, as cidades possuem sistemas que garantem serviços básicos à população. Entre eles, estão os sistemas de distribuição de água, energia elétrica, sistema viário, tratamento de esgoto e drenagem urbana.

A drenagem é a responsável pelo recolhimento da água da chuva, as águas pluviais.

Esse sistema é muito importante, visto que as cidades estão cada dia mais impermeáveis.

Ou seja, águas pluviais são as águas da chuva. Estas, ao não serem absorvidas pelo solo, precisam de um sistema que as direciona aos rios e córregos mais próximos.

Existem diversos problemas que envolvem a falta de drenagem urbana.

Neste artigo, iremos mostrar esses problemas e apresentar algumas soluções.

Você irá aprender:

  • Como é o ciclo da água no planeta
  • Como funciona um sistema de águas pluviais
  • Problemas gerados pelo mau gerenciamento de águas pluviais
  • Algumas alternativas para as cidades

Para entender a importância de um bom sistema de drenagem, é necessário compreender os ciclos da água.

1. Como é o ciclo da água no planeta

Você sabia que a floresta amazônica é uma das principais fontes de chuva do Brasil?

As árvores, através da transpiração, liberam vapor para a atmosfera. Vapor é a água em seu estado gasoso. Assim como acontece na evaporação das águas de rios e mares, esses vapores formam as nuvens.

Quando essas nuvens se chocam com massas de ar frias, o vapor se transforma em água no estado líquido, causando chuva.

Em florestas ou regiões rurais, a água da chuva é absorvida pelo solo e chega em lençóis freáticos e rios. A partir desse ponto, o ciclo se repete, com a evaporação e transpiração dessa água formando nuvens.

Contudo, nesse ciclo contamos com a perfeita absorção da água pelo solo. Infelizmente, isso não acontece em grandes cidades.

2. Como funciona um sistema de águas pluviais

Imagine o seguinte trajeto:

  • A água da chuva cai no telhado de uma casa
  • É recolhida através das calhas
  • Um cano leva a água da calha até a canalização pública
  • O sistema público leva essa água até rios e córregos através de uma canalização subterrânea.

Esse é um sistema de águas pluviais. Teoricamente, todas as construções deveriam estar conectadas a essa canalização. Teoricamente também, todas as cidades deveriam possuir essa infraestrutura.

Mas, porque não deixar a água ser absorvida pelo solo?

Em cidades, boa parte do solo está coberto por asfalto e concreto. Embora eles não sejam completamente impermeáveis, sua absorção da água se dá de maneira mais lenta.

Ou seja, quando a cidade não possui sistema de drenagem, a água demora muito mais tempo para ser absorvida. Em períodos de chuvas intensas, isso podendo causar alagamentos.

Dessa forma, a solução é aumentar as áreas verdes da cidade, aliadas a um bom sistema de drenagem. Deve-se tomar muito cuidado no dimensionamento do sistema. Procurando sempre alinhar o crescimento das cidades com a manutenção de sua drenagem.

Além, de alagamentos, existem outros problemas relacionados ao recolhimento de águas pluviais.

3. Problemas gerados pelo mau gerenciamento de águas pluviais

Esses problemas não são necessariamente gerados apenas pelo sistema de drenagem. Muitos deles são um conjunto de problemas urbanos que, somados, acabam se agravando.

Enchentes

Como já foi comentado acima, esse é o primeiro problema a ser considerado na questão de águas pluviais.

As enchentes podem ser causadas pelo simples fato de uma cidade estar localizada próxima de um rio.

Outras vezes, as enchentes, e até mesmo enxurradas, são causadas ou agravadas por falhas de drenagem. Essas falhas podem ser:

  • Ausência de canalização de águas pluviais
  • Sobrecarga do sistema
  • Bloqueio de bueiros por resíduos urbanos
  • Construções irregulares
  • Falta de parques urbanos e áreas permeáveis na cidade

Tudo isso impede que a água seja escoada rapidamente. Então, ela se acumula na superfície até ser absorvida.

Poluição de rios

Um problema muito comum e também muito grave é a junção dos sistemas de água e esgoto. Ou até mesmo, a falta de ambos.

Nesse último caso, tanto a drenagem quanto o esgoto são absorvidos por pequenos córregos. Ou ainda, por onde a água encontrar um caminho de escoamento.

Isso, aliado às chuvas muito fortes, pode gerar uma corrente de água que causa estragos.

Além disso, é importante lembrar que esgoto precisa passar por um tratamento. Caso contrário, causa graves problemas ambientais.

O lixo jogado na rua também é um problema grave nesse aspecto. Muitas vezes, o excesso de lixo acaba obstruindo a passagem de água e bloqueando boeiros. Isso atrapalha o sistema de drenagem e também pode agravar alagamentos. Além disso, esses resíduos terão uma destinação inadequada, poluindo a natureza e a cidade.

4. Algumas alternativas para as cidades

Com esses problemas em vista, fica clara a importância de sistemas de esgoto e drenagem urbana.

Mesmo com esses sistemas, algumas cidades enfrentam problemas com enchentes e alagamentos.

Existem algumas alternativas a esses problemas, que visam criar maneiras de a água ser absorvida pelo solo.

Parques alagáveis


Parque alagável em Jinhua, na China. Foto: G1.

São parques localizados na beira de rios. Sua estrutura já conta com a possibilidade de alagamentos. Portanto, ele é dimensionado para suportar a água de alagamentos. Dessa forma, evita que a inundação chegue na cidade.

Geralmente, esses parques apresentam passarelas elevadas. Elas que permitem a circulação de pessoas mesmo em períodos de cheia.

Jardins de chuva

águas pluviais
Jardim de chuva em São Paulo.

São jardins que ficam abaixo do nível do terreno, e por esse motivo, absorvem os fluxos de água superficiais.

Por serem mais baixos, podem formar pequenos lagos que armazenam a água até que ela seja completamente absorvida pelo solo.

Biovaletas

águas pluviais

As biovaletas são depressões lineares que absorvem a água da chuva. Essa água pode ser encaminhada ao sistema urbano de drenagem ou a jardins de chuva, por exemplo.

Esses elementos processam uma limpeza da água da chuva e, em simultâneo, aumentam seu tempo de escoamento.

Concluindo

As águas pluviais fazem parte de um grande sistema cíclico da água no planeta. A atual conformação das cidades por vezes interrompe ou dificulta esse ciclo.

O sistema de drenagem que é implantado nas cidades impede alagamentos. Contudo, ele leva a água até os rios, ao invés de permitir que essa água seja absorvida pelo solo.

Quando mais áreas verdes e sistemas de absorção de água, melhor será a drenagem desta cidade. E menos ela irá impactar nos ciclos da água.

O que é uma Geodésia

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O que é uma Geodésia

A geodésia é uma estrutura composta por uma malha de polígonos tridimensionais. Essa malha gera superfícies curvas. Assim, o peso da estrutura é distribuído uniformemente.

Essa conformação estrutural trouxe diversas vantagens no campo da arquitetura.

Contudo, não foi na arquitetura que a geodésia surgiu. Neste artigo, você vai aprender sobre as estruturas geodésicas e suas vantagens. Mas, antes, vamos entender a origem da geodésia.

A Origem da Geodésia

No dicionário, a geodésia é descrita como “a arte ou técnica de medição e divisão das terras”.

Ela é considerada um ramo científico, uma subdivisão da geofísica. A geodésia é uma ferramenta para determinar dimensões da terra, campo gravitacional e o sistema de coordenadas.

Isso se deve ao seu formato. A geodésia é um sistema de polígonos que, de maneira tridimensional, conformam uma superfície curva.

Os estudos geodésicos possuem a mesma origem dos estudos geométricos, desenvolvidos nas antigas culturas do oriente médio. Mais tarde, eles possibilitaram a implantação do sistema de posicionamento global (GPS).

Sendo a geometria uma grande aliada da arquitetura, no último século a geodésia passou a ser explorada como objeto estrutural e de design.

Surgimento da Geodésia na Arquitetura

O responsável pelos primeiros estudos da forma geodésica foi Robert Buckminster Fuller. A partir de seus experimentos na primeira metade do século XX, o arquiteto estadunidense criou o domo geodésico.

Domo é uma estrutura antiga, que foi muito utilizada em coberturas de igrejas. Seu formato de cúpula permite melhor distribuição de peso na estrutura, e maiores vãos internos.

Geodésia
Conjunto Nacional (via Archdaily).

O Domo geodésico, da mesma forma, permite a construção de grandes estruturas com rapidez.

Em 1967, Fuller materializou a estrutura geodésica no Pavilhão Norte-Americano da exposição Mundial no Canadá.

Essa foi uma de suas obras de maior prestígio, e responsável por avanços da geodésia na arquitetura.

Para conceber uma estrutura grande com esse formato, o arquiteto precisou estudar bastante. Ele observou o comportamento dos vírus e de alguns cristais do corpo humano. Então, traduziu fundamentos geométricos da natureza na arquitetura.

Essa inspiração da natureza para desenvolvimento tecnológico chama-se biomimética.

Na época, a estrutura geodésica foi difundida e era utilizada para diversos propósitos. Desde estufas domésticas até planetários.

Mas, porque a geodésia revolucionou a arquitetura?

Geodésia e a sustentabilidade

A geodésia se tornou popular pela facilidade e rapidez de construção. Estruturas temporárias, por exemplo, poderiam ser levantadas rapidamente. Posteriormente, desmontadas e transferidas para outros locais. Ela foi e continua sendo utilizada em festivais e eventos ao redor do mundo.

Além disso, ela pode ser construída com materiais diversos, como madeira, bambu, ou aço.

Entre as diferentes vantagens da geodésia, estão:

  • Redução de Custos

A conformação da estrutura permite certa economia de materiais. Afinal, ela se comporta de forma eficiente na questão de distribuição de peso. A facilidade de montagem também permite economia na mão de obra.

  • Espaço livre

Como a estrutura se apoia somente nas laterais e não possui pilares, ela proporciona grandes vãos livres.

  • Construção limpa

O sistema construtivo se apoia somente na montagem e ligação de peças. Portanto, ele é considerado limpo, gerando menos resíduo que métodos construtivos tradicionais.

Sua forma esférica, permitindo aberturas nas laterais e topo da geodésia estimula a ventilação natural.

  • Eficiência Energética

Comparando-se uma estrutura geodésica com uma estrutura retangular de mesmo tamanho, a geodésia possui 30% menos área de superfície. Isso proporciona melhor conforto térmico, já que ela receberá menos incidência solar na superfície.

Para uma melhor compreensão dessas vantagens, a seguir estão alguns exemplos de construções geodésicas.

Três exemplos de arquitetura com diferentes funções ilustram a versatilidade da estrutura.

Exemplos de estruturas geodésicas

  • CHHAT

O projeto foi o vencedor do Buckminster Fuller Challenge de 2016 para estudantes.

CHHAT é uma iniciativa estudantil de Gujarat, na Índia. Dela participam estudantes, acadêmicos e professores, sendo liderada pelo professor Nirav Hipara.

Geodésia

As estruturas geodésicas são utilizadas hoje para atender às necessidades do próprio ‘campus’. Futuramente ela deve adquirir outras funções. Entre elas, apoio a atividades agrícolas, abrigos para trabalhadores e pessoas que vivem em áreas informais.

A estrutura é em bambu, ligada por conexões de aço. Ela pode ser montada em cerca de 5 horas.

Após montada, ela recebe uma cobertura. Essa cobertura é composta por esteiras de bambu, isopor isolante e uma folha de PVC impermeável.

Ao longo do perímetro da cúpula, em sua base, há uma abertura que permite uma boa ventilação e um ambiente aberto visualmente.

  • Residência em Murica, Espanha.

A casa foi projetada pelo escritório Ecoproyecta em 2016. É composta por dois domos geodésicos ligados por um corredor e possui 85 metros quadrados.


Geodésia

A escolha dos materiais e métodos construtivos prezou pela sustentabilidade. O próprio sistema construtivo gerou economia na estrutura, que foi feita com madeira. Além disso, foi usado celulose natural como isolamento e cortiça natural na parte da envoltória exterior.

Outras estratégias bioclimáticas foram utilizadas para melhorar a eficiência da casa:

  1. Bom envoltório térmico, com uma espessura de 12 centímetros de celulose natural
  2. Renovação de ar e climatização utilizando poços canadenses.
  3. Aquecimento por pequenas estufas de biomassa.
  4. Coletores solares tonam a casa autossuficiente em energia.
  • The Eden Garden

Centro ambiental localizado na Inglaterra. Consiste em uma estufa gigante que possui sua envoltória em forma geodésica.

O complexo foi projetada pelo escritório Grimshaw Architects, e inaugurado em 2001.

As cúpulas são estruturadas com aço galvanizado. O fechamento se dá por placas triangulares e hexagonais de etileno tetrafluoretileno.

A necessidade era adaptar um grande volume a uma menor área. A cobertura curva em forma de cúpula translúcida também permite a passagem de sol. Isso proporciona um clima adequado para as espécies cultivadas na estufa.

Por fim, a geodésia…

É uma estrutura muito didática. Ela apresenta vantagens tanto estruturais quando logísticas, que a tornam uma opção sustentável.

Como visto nos exemplos acima, a estrutura é muito flexível e permite diferentes usos. Ela pode ser desde uma pequena estrutura temporária, até a cobertura de um grande complexo.

Além disso, permite a utilização de materiais locais para sua montagem. Tanto a estrutura como os fechamentos podem ser feitos com uma grande variedade de materiais.

Apesar de existir há bastante tempo, a geodésia ainda é uma estrutura inovadora. Os avanços tecnológicos permitem que ela seja desenvolvida de forma a se tornar cada vez mais otimizada.

Tinta para telhado: uma técnica que vai além da estética

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Tinta para telhado: uma técnica que vai além da estética

Você já ouviu falar que coberturas brancas diminuem a temperatura das edificações? Será que isso é verdade?

De modo geral, a tinta para telhado é uma opção sustentável. Ela pode ajudar a renovar a estética de uma construção.

Hoje, é muito comum a demanda de reformar fachadas. A fachada de uma construção é toda a sua parte exterior. Uma fachada sem manutenção desvaloriza muito um imóvel.

Portanto, principalmente se tratando de comércio e serviços, é muito importante manter a construção atrativa.

O telhado, por sua vez, é uma parte muito importante da composição de uma fachada. Pintar um telhado possibilita mudar sua aparência sem trocar as telhas.

Ou seja, se apresenta como uma solução sustentável e econômica. Ela segue o princípio de reutilizar ao invés de descartar.

Existem alguns tipos de tinta apropriadas para telhado. E também existem maneiras corretas de pintar.

Neste artigo você irá aprender:

  1. Um telhado branco realmente ajuda no conforto térmico?
  2. Passo a passo: como pintar um telhado

Antes de tudo, iremos desvendar o mistério.

1. Um telhado branco realmente ajuda no conforto térmico?

Essa teoria não é muito recente. Em 2009, o projeto “White Roof Project” promoveu a pintura de coberturas em Nova Iorque.

Tinta para Telhado

A intenção era justamente reduzir a demanda energética por climatização nos edifícios. Em construções isoladas, o efeito era sentido somente no edifício. Porém, essas ações em maior quantidade poderiam reduzir o efeito das ilhas de calor das metrópoles. Como é o caso de Nova Iorque.

Ilha de calor é o nome dado ao efeito de temperaturas maiores em centros urbanos. A grande emissão de gases poluentes e absorção de calor aumenta a temperatura nas cidades.

No Brasil, a campanha One Degree Less, da Green Building Council Brasil foi parecida.

Com apoio governamental, incentivava coberturas brancas em construções novas. Ou a pintura de coberturas existentes. Com isso, o objetivo era diminuir em 1ºC a temperatura de grandes centros urbanos.

Um laboratório da Califórnia executou um experimento para testar essa hipótese. Nesse estudo, concluiu que um telhado branco e limpo que reflete 80% da luz solar tinha temperatura 31ºC menor em uma tarde de verão. Isso em relação a outro telhado de cor escura.

Tinta para telhado

Em uma tarde de verão, o telhado escuro mede 30ºC (54ºF) mais quente que o telhado branco. (Imagem: U.S. Department of Energy)

Outras pesquisas realizadas na Índia também mediram reduções de 3ºC a 7ºC no interior dos edifícios com cobertura branca. Essa diferença, contudo, foi percebida somente em regiões muito quentes e em dias ensolarados.

Ou seja, em regiões quentes, as coberturas claras se provaram eficientes. Contudo, para diminuir a temperatura de centros urbanos, são necessárias mudanças maiores. Sem adesão da maioria, não é possível comprovar essa teoria.

Já ficou com vontade de pintar seu telhado? Confira então esse passo a passo.

2. Passo a passo: como pintar um telhado

Existem alguns passos a serem tomados antes de iniciar a pintura.

Preparação da estrutura

O telhado precisa estar limpo para receber pintura. Para tanto, deve-se providenciar a limpeza completa do telhado e telhas.

Essa limpeza pode ser realizada com pano úmido, jatos de água e esponjas.

Cuidado para não utilizar produtos que danificam as telhas, como esponjas de aço ou produtos similares.

Telhados de amianto requerem cuidados a mais. Como ele é menos resistente, procedimentos extras de segurança devem ser adotados e levados muito a sério. Assim, evitam-se acidentes e preservam-se as telhas.

De modo geral, certifique-se de que não há poeiras e indícios de sujeira nas telhas antes de pintar.

Em telhas cerâmicas, é necessário utilizar um produto especial para a limpeza, um limpador de telha. Em alguns casos, é necessário, inclusive, lixar a telha antes de pintar.

Qual tinta escolher

Após os procedimentos de limpeza finalizados, o telhado está pronto para receber a pintura. Existem tintas específicas para telhados. É importante que a tinta escolhida seja adequada para este fim.

Além disso, dentre todas as cores disponíveis, escolha uma cor que harmonize com as cores do restante da casa.

É importante lembrar que cores escuras absorvem calor. Já cores mais claras refletem os raios solares. Portanto, se você mora em uma região quente, dê preferência às cores mais claras.

Existem ainda, as tintas térmicas. Essas tintas possuem em sua composição microesferas cerâmicas revestidas com dióxido de titânio que encapsulam o calor. Desta forma, elas refletem os raios UV, reduzem o ruído e criam uma camada de proteção contra ferrugem e fungos. Essa camada de proteção também evita que a telha escureça com a ação do tempo.

Como pintar as telhas

Antes da tinta, é recomendado passar uma demão de “primer”. Então, aguarde ele secar para iniciar a pintura.

Para pintar, você pode utilizar:

  • Pinceis com cerdas macias. Indicado para áreas menores.
  • Rolo de espuma ou pistola. Indicado para áreas grandes.

Duas demãos de tinta costumam ser ideais. Mas dependendo do caso, podem ser necessárias mais demãos. Se a pintura ainda não estiver uniforme, passe uma demão adicional.

Aguarde o tempo de secagem entre as demãos, ele pode variar entre 4 e 6 horas.

Seguindo essas dicas, sua pintura tem de tudo para dar certo.

Tinta para Telhado…

É algo muito simples que pode fazer grande diferença no cotidiano. Pintar o telhado da sua casa para otimizar a eficiência energética.

Em casa que não possuem laje, a diferença é ainda maior. Afinal, o calor absorvido por um telhado branco é muito menor.

Se você achou complicado demais para fazer sozinho, é possível contratar um profissional ou uma empresa qualificada. Que tal colocar essas dicas em prática?