Passo a passo: Construindo um Pergolado de Bambu

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Passo a passo: Construindo um Pergolado de Bambu

O bambu é uma matéria-prima muito versátil. Seus usos vão desde a estrutura de casas, até objetos de decoração e revestimentos.

Por ser uma planta que cresce muito rápido, ele é considerado um grande sequestrador de carbono. Algumas espécies chegam a crescer um metro por dia.

É um material leve, da fácil transporte e manuseio.

Por esses e outros motivos, é um material extremamente sustentável. Muitos o consideram hoje como a matéria-prima do futuro. Ou o “aço verde” da construção civil.

O bambu é da família das gramíneas. Mesmo não sendo considerado uma madeira, seu uso muitas vezes pode substituir o uso da madeira.

Existem inúmeras espécies da planta. Elas diferem em tamanho, espessura, e tonalidade. Em geral, a maior parte das espécies se adapta bem a diferentes solos.

Contudo, é necessário tomar cuidado sobre onde plantar bambu. Afinal, algumas espécies crescem e se dispersam com muita facilidade. Ocupando assim, grandes áreas em curtos períodos.

Neste artigo, você vai aprender como fazer um pergolado utilizando bambu.

O que são pergolados

Pergolados são estruturas vazadas. Eles são utilizados em áreas externas para criar ambientes sombreados ou cobertos. Podem ser utilizados com o paisagismo, em áreas de festas, coberturas, e assim por diante.

Os pergolados podem ser construídos com bambu, aço, madeira ou concreto.

Pergolado de Bambu

Às vezes, recebem uma cobertura transparente. A cobertura transparente irá permitir a passagem de sol. Entretanto, protege da chuva, auxiliando inclusive na durabilidade da estrutura.

O bambu é um ótimo material para a construção de pergolados. Além de sustentável, sua estética confere aspectos decorativos ao elemento.

Acompanhe neste artigo:

  1. Espécies de bambu para construir pergolados
  2. Como tratar o bambu
  3. Encaixes entre os bambus
  4. Materiais para cobrir o pergolado

1. Espécies de bambu para construir pergolados

Para a estrutura de um pergolado, o ideal é utilizar bambus com espessuras maiores. Afinal, ele vai cumprir a função de sustentar a estrutura.

As espécies Guadua angustifólia e Dendrocalamus giganteu são aconselhadas para esse caso. Ambas se adaptam bem no Brasil. Elas atingem alturas de até 20 metros.

  • Guadua angustifólia

É uma espécie que forma touceiros. Porém, os colmos ficam com distanciamento de meio metro entre si. Possui cor verde intensa. É muito utilizado em construções na América Latina, principalmente na região da Colombia e Equador.

Pergolado de Bambu

  • Dendrocalamus giganteu

Um dos maiores bambus. É entouceirante, portanto não se alastra. Seus colmos ficam bastante unidos e possuem cor verde ou marrom.

2. Como tratar o Bambu

Para garantir sua durabilidade, o bambu deve passar por um processo de tratamento.

Alguns, cuidado, entretanto, precedem o tratamento.

Ao cortar os caules, prefira aqueles que já estão mais velhos, com no mínimo dois anos. Os bambus mais novos possuem muito amido. Isso faz com que eles apodreçam mais rápido.

Use uma serra para cortar, assim ele irá brotar com mais facilidade. Se ficar algum buraco que possa acumular água, faça um corte para que a água possa escorrer.

Existem tratamentos que envolvem agentes químicos, e outros tratamentos mais naturais. O tratamento vai depender da espécie e de qual será o uso.

Em geral, os bambus alastrantes podem ser tratados com fogo. Ao passar a chama de um maçarico no sentido do crescimento do bambu, ele irá soltar uma resina natural. Essa resina é uma proteção natural do bambu. Além disso, o calor destrói o amido contido no bambu, que é alimento para insetos como a broca.

O bambu de touceira precisa de um tratamento químico. São utilizados tambores, onde o bambu é colocado em uma solução com água e ácido bórico. Quando o caule ficará exposto a muita chuva ou umidade, adiciona-se nessa mistura sulfato de cobre.

Esse procedimento é bastante rígido. Portanto, geralmente o bambu é tratado em locais específicos com profissionais especializados.

3. Encaixes entre os bambus

Por seu formato cônico, a junção entre as peças de bambu não é tão simples. Porém, existem diversas formas de fixa-las.

  • Com pregos

É possível unir as peças de bambu utilizando pregos metálicos. Ou também pregos feitos com pequenos recortes do próprio bambu.

Nesse caso, a ponta do caule é cortada em meia lua para que as peças se encaixem perfeitamente. Ou então, as peças são sobrepostas. Para pergolados, esse encaixe é considerado melhor e mais seguro.

  • Com cordas

Outra maneira de encaixar os caules é amarrando-os em cordas. É necessário, contudo, fazer as amarrações de maneira correta.

Não vamos nos aprofundar nos detalhes de cada encaixe. Neste artigo você encontra mais informações, com ilustrações de experimentos feitos em bambu no México.

4. Materiais para cobrir o pergolado

O material a ser utilizado na cobertura do pergolado vai depender da sua intenção.

Quando o pergolado está integrado ao paisagismo, sua cobertura pode ser feita através de plantas trepadeiras. Ele ficará sombreado, porém, não é protegido da chuva.

Pergolado de Bambu

Outra opção boa para áreas de lazer, é cobrir com um material transparente. Esse material pode ser vidro ou policarbonato.

O vidro tem um custo maior. Contudo, ele tem maior durabilidade e suja menos.

Já o policarbonato é um material semelhante ao vidro. Mas ele suja com maior facilidade e produz bastante ruído quando a chuva cai sobre ele. É importante ressaltar que essas coberturas exigem uma inclinação para escoamento da água.

Se a sua intenção é deixar a cobertura impermeável e sombreada, pode forrar o vidro ou o policarbonato com outro material. Existe, inclusive, a possibilidade de forrar com bambu.

Um pergolado de bambu…

Pode oferecer um espaço muito agradável em sua casa. Isso com recursos que não causam impactos no meio ambiente.

Se o bambu for bem tratado e a estrutura for bem executada, pode durar vários anos. Entre em contato com profissionais qualificados para auxiliar na montagem.

Quanto mais soluções sustentáveis conseguirmos inserir em nosso cotidiano, mais nos aproximamos da natureza. E assim, colaboramos com o desenvolvimento sustentável.

Energia Solar Fotovoltaica Vale a Pena?

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Energia Solar Fotovoltaica vale a pena?

Em 12 minutos, a terra recebe energia solar suficiente para suprir sua demanda energética de um ano inteiro.

De fato, o sol é uma fonte poderosa e abundante de energia. Cabe a nós aproveitá-la da melhor forma.

A energia solar fotovoltaica é energia do sol captada por placas solares.

No início, a energia solar era gerada somente em grandes complexos. De lá, ela é distribuída entre as cidades ou países do entorno.

Energia Solar Fotovoltaica

Complexo de Energia Solar (Fonte: Portal Solar)

Hoje, a energia fotovoltaica permite captação descentralizada e junto ao consumo. Ou seja, você pode captar energia para sua casa em sua própria casa.

Energia Solar Fotovoltaica

Casa com Placas Solares na Cobertura. (Fonte: Intelbras)

A tecnologia das placas fotovoltaicas está em constante evolução. Hoje, elas podem ser utilizadas também como elementos construtivos. Como elemento de fachada, coberturas, e até nas próprias telhas. As telhas solares já estão disponíveis no Brasil.

A energia solar é uma fonte de energia limpa e renovável. Ela estará cada vez mais presente no futuro das construções sustentáveis.

Neste artigo, você vai aprender:

  • O que é e como funciona uma placa solar fotovoltaica
  • Sistemas on grid e off grid
  • Vantagens e desvantagens da energia solar fotovoltaica
  • Custo e dimensionamento para instalar placas solares em sua residência

1. O que é energia solar fotovoltaica

A luz do sol, quando atinge o painel solar, gera energia. A essa energia damos o nome de energia solar fotovoltaica. Mas você sabe como, exatamente, isso acontece?

As placas solares são compostas por células fotovoltaicas. Essas células são feitas a partir de materiais semicondutores. A maior parte delas utiliza o silício.

Energia Solar Fotovoltaica

Os fótons (partículas de luz), atingem os átomos das células fotovoltaicas e provocam deslocamento dos elétrons. É esse fenômeno que gera corrente elétrica.

É importante mencionar que, em dias nublados, as partículas de luz também estão presentes, mas em menor quantidade.

Para que essa corrente seja utilizada, ela precisa se igualar à corrente da rede. As placas solares geram uma corrente contínua. O inversor é o equipamento que transforma a corrente contínua em corrente alternada. Assim, ela pode ser encaminhada ao quadro de distribuição e equipamentos elétricos.

Contudo, o sol vai incidir nas placas durante o dia. Como, então, será possível ter energia elétrica a noite?

2. Sistemas on grid e off grid

Existem duas maneiras de “guardar” a energia gerada pelas placas.

  • On grid

No sistema on grid, suas placas solares estão ligadas à rede municipal. Nesse caso, quando as placas geram mais energia do que o necessário, a rede municipal absorve a energia excedente. E você ganha os créditos por esse excedente.

Da mesma forma, quando você precisa de mais energia do que o que foi gerado, a rede municipal fornece.

Também é possível transferir essa energia para outros imóveis. Ou seja, se você produz energia excedente, pode transferir essa energia para outra casa.

No fim do mês, você pagará a taxa mínima de energia de qualquer forma. Além dessa taxa, você paga a quantidade de energia que você consumiu da rede menos a quantidade que você doou para a rede.

  • Off grid

O sistema off grid funcionará de forma completamente independente. Dessa maneira, necessita de uma bateria para armazenar a energia que é gerada.

Esse sistema geralmente é utilizado em locais isolados, onde a concessionária não chega. Ele também é uma boa opção para equipamentos urbanos que geram sua própria energia. Como câmeras, pontos de ônibus, etc. Ou ainda para equipamentos móveis, como motorhomes.

Por necessitar de baterias, esse sistema tem um custo inicial mais elevado. Além disso, necessita de manutenção mais frequente.

3. Vantagens e desvantagens da energia solar fotovoltaica

A energia solar fotovoltaica é considerada uma energia sustentável. Isso porque ela utiliza de uma fonte renovável de energia, o sol. Além disso, sua geração é limpa, não emitindo gases nocivos ao planeta.

Aqui, abordaremos as principais vantagens dos sistemas solares interligados a edificações urbanas. Além das vantagens acima, existem inúmeras outras:

  • Menores perdas por transmissão e distribuição de energia.
  • Grande economia na conta da energia elétrica.
  • Edifícios solares não necessitam de uma área física dedicada à captação de energia. Já que sua captação pode se dar na fachada ou cobertura do edifício.
  • Edifícios com grande geração de energia podem oferecer suporte a outros edifícios da região.
  • Placas fotovoltaicas são modulares e fáceis de instalar. Portanto, podem se adaptar continuamente à demanda do edifício.
  • Edifícios com sistemas de captação de energia solar possuem vantagens competitivas.

As desvantagens também existem, no entanto. São elas:

  • Alto custo inicial.
  • Sua eficiência dependerá da incidência solar do local.
  • O sistema pode estar sujeito a sombreamento no futuro, por alguma construção próxima.
  • Em edificações existentes, pode exigir reformas para viabilizar a instalação do sistema.

Mas o que é preciso, então, para instalar um sistema em sua casa ou empresa?

4. Custo e dimensionamento para instalar placas solares em sua residência

Neste artigo você acessa um tutorial de como dimensionar um sistema de energia solar fotovoltaica.

Resumidamente, os itens que devem ser considerados são:

  • Localização

Cada cidade do mundo recebe insolação de maneira diferenciada. Os dados climáticos de sua cidade irão ajudar a definir a quantidade de placas solares necessárias.

Também é importante considerar a latitude do local. Ela vai definir a inclinação ideal das placas.

  • Histórico de gastos

Se o sistema for instalado em uma edificação existente, geralmente se analisa o histórico de gastos da edificação com energia elétrica. Isso irá ajudar a definir um padrão de consumo de energia elétrica.

  • Demanda

Se a edificação ainda não foi construída, é necessário levantar a demanda de energia elétrica. O projeto deve considerar os equipamentos elétricos que serão instalados. Assim, é possível fazer uma previsão da demanda de energia.

  • Custo

O custo de cada placa solar varia entre 800 e 1000 reais. Porém, o custo inicial de implantação do sistema também considera mão-de-obra e equipamentos auxiliares.

Apesar do alto investimento inicial, o retorno financeiro se dá entre 3 a 6 anos após a instalação. Além disso, valoriza o imóvel.

Afinal, quem não prefere um imóvel onde a conta de luz é mais baixa ou inexistente?

É importante destacar que, na fase de projeto, é muito mais fácil prever a instalação de painéis solares de uma edificação. Pois, nesse caso é possível realizar simulações de insolação e eficiência energética. Assim como prever a inclinação apropriada da cobertura e a infraestrutura elétrica completa.

A energia solar fotovoltaica

Possui inúmeras vantagens a longo prazo. Ela está continuamente se desenvolvendo para que seja cada vez mais acessível.

Os incentivos fiscais e de financiamento também estão aumentando. De maneira que a economia na conta de luz pode ser comparada a um valor mensal de financiamento do sistema.

Investir em sustentabilidade é olhar para o futuro. É se tornar responsável e viver de maneira mais amigável com o planeta.

Fonte: RUTHER, Ricardo. Edifícios solares fotovoltaicos: o potencial de geração solar fotovoltaica integrada a edificações urbanas e interligadas à rede elétrica pública do Brasil. Florianópolis: LABSOLAR, 2004. 114 p.

O que São Mudanças Climáticas e o Que Fazer Diante Delas

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O que São Mudanças Climáticas e o Que Fazer Diante Delas

Aquecimento global, efeito estufa e mudanças climáticas. Provavelmente você já sabe que esses assuntos são preocupantes.

Periodicamente, representantes do mundo inteiro se reúnem para discutir estratégias de minimização do problema.

Em 1992, a Eco 92 foi a primeira Conferência Internacional sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento no Rio de Janeiro. 175 países assinaram o texto da conferência. Reconheceram a necessidade de esforços globais para enfrentar as mudanças climáticas.

Desde então, outras conferências vêm sendo realizadas. Nelas, nem todos os países se comprometiam a arcar com as responsabilidades de adotar medidas. Afinal, essas atitudes esbarram com o crescimento insustentável da indústria que polui e lucra em curto prazo.

Mas o que são, exatamente, as mudanças climáticas? Como acontece o aquecimento global?

E como, exatamente, o ser humano contribui para agravar o problema?

Leia este artigo até o fim para entender melhor tudo o que envolve as mudanças climáticas.

Antes de tudo, é necessário esclarecer termos como aquecimento global e efeito estufa.

1. O efeito estufa e o aquecimento global

O aquecimento global é o fenômeno do aumento gradual da temperatura média no planeta terra. Esse fenômeno pode ter origem de causas naturais ou da ação humana.

A principal causa, no entanto, são as emissões de gases que agravam o efeito estufa. Principalmente o dióxido de carbono.

O efeito estufa, por sua vez, é um fenômeno natural e essencial para a vida na terra. Seu agravamento, no entanto, é o que preocupa.

O planeta terra possui a sua volta uma camada composta por alguns gases e por vapor de água. Essa camada retém parte da radiação solar que chega na terra. Sem ela, o planeta ficaria frio demais para a nossa existência.

O problema é que desde a revolução industrial, as atividades humanas passaram a liberar esses gases em excesso. O que vêm tornando a camada mais espessa. Consequentemente, aumenta a temperatura do planeta e causa o aquecimento global.

“Neste período (Revolução Industrial), a concentração original de 280 ppm4 deste gás (dióxido de carbono) cresceu até os atuais 400 ppm5 , intensificando significativamente o efeito estufa. Assim, as atividades humanas passaram a ter influência importante nas mudanças climáticas.” – WWF

2. Gases causadores do efeito estufa

Os principais gases responsáveis pelo efeito estufa são o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso.

Esses gases não devem ser analisados somente em quantidade. Mas também em seu potencial de aquecimento e tempo de permanência na atmosfera.

Hoje, o dióxido de carbono (CO2) é o gás que mais contribui para o aquecimento global. Ele representa em torno de 70% das emissões de GEE (Gases do Efeito Estufa). Seu tempo de permanência é de 100 anos, resultando em impactos de longo prazo.

O gás metano é emitido em menor quantidade. Contudo, seu potencial de aquecimento é maior, vinte vezes superior ao CO2. O óxido nitroso, por sua vez, possui um poder de reter calor que é de 310 a 7.100 vezes maior que o CO2.

Ou seja, mesmo que liberados em menores quantidades, esses gases são mais prejudiciais.

3. Mudanças climáticas e suas consequências

De maneira resumida, os gases liberados causam o efeito estufa. O efeito estufa agravado provoca o aquecimento global. E o aquecimento global gera mudanças climáticas.

Ou seja, as mudanças climáticas são consequência direta do aquecimento dos oceanos e da superfície terrestre. E cada vez mais, elas são sentidas pela humanidade.

Cientistas já observaram o claro aumento dos níveis dos oceanos. Futuramente, isso pode ocasionar o desaparecimento de ilhas e de cidades litorâneas. Além disso, existe a previsão do aumento de eventos extremos climáticos, como:

  • Furacões
  • Ciclones
  • Terremotos
  • Tsunamis
  • Secas
  • Enchentes

E assim por diante.

Esses eventos podem trazer graves consequências para a vida na terra a longo prazo. Inclusive, são responsáveis por extinguir espécies animais e vegetais.

“O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), órgão das Nações Unidas, responsável por produzir informações científicas, afirma que há 90% de certeza que o aumento de temperatura na Terra está sendo causado pela ação do homem.” – WWF

4. Atividades que agravam as mudanças climáticas

Existem muitas atividades humanas que envolvem a emissão de carbono, entre elas estão:

  • Queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) para geração de energia
  • Transportes
  • Indústrias
  • Agropecuária
  • Descarte de resíduos sólidos (lixo)
  • Desmatamento

É daí que surge o termo “carbono incorporado”. Ele se trata da emissão de carbono envolvida em determinado processo. Esse processo pode ser a fabricação de um produto ou realização de alguma atividade.

No Brasil, as atividades que mais liberam GEE são as mudanças do uso do solo e o desmatamento.

As florestas e áreas naturais são grandes absorvedoras de carbono. Seu desmatamento, além de liberar gases na atmosfera, reduz as fontes de absorção de carbono.

Emissões por atividades como agropecuária e geração de energia também vêm aumentando no país.

5. O que fazer para conter as mudanças climáticas

De que maneira podemos, então, evoluir para evitar o avanço desse problema?

Existem diversas maneiras de contornar a situação. As estratégias, contudo, são urgentes. Afinal, elas são de longo prazo e exigem grandes mudanças estruturais.

Algumas atitudes são:

  • Diminuir o desmatamento
  • Preservar florestas e áreas naturais
  • Incentivar o uso de energias renováveis, como a solar, eólica, biomassa e pequenas hidrelétricas.
  • Dar preferência a biocombustíveis (etanol e biodiesel)
  • Investir em eficiência energética
  • Reduzir o consumismo
  • Viabilizar a reciclagem e a logística reversa
  • Melhorar as condições do transporte público
  • Investir em tecnologias de baixo carbono incorporado

Para que essas medidas sejam concretizadas, são necessárias políticas públicas de incentivo e auxílio. Como exemplo, hoje já existem benefícios para empresas que utilizam fontes de energia limpa.

Dessa maneira, a sociedade civil, as empresas e o estado podem se unir em busca de alternativas.

Conclusão

As mudanças climáticas já são discutidas há décadas. Está claro que, sem uma colaboração global, é muito difícil de atingir mudanças reais.

Para garantir o futuro da nossa espécie, é necessário aliar a evolução tecnológica com a sustentabilidade. Deixando de lado soluções imediatistas que poluem em troca de um lucro mais rápido.

Barrar o aquecimento global através da sustentabilidade é um dever. De todos os países, de todas as pessoas e de todas as instituições.

 

Fonte: WWF

O Que é e Como Pode Ser Feito um Muro de Arrimo

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O Que é e Como Pode Ser Feito um Muro de Arrimo

Você sabe o que é e para que serve um muro de arrimo?

Ele não é nenhuma novidade. Quem já visitou Machu Picchu, por exemplo, viu como os povos antigos já dominavam a técnica. Os incas utilizavam pedras para construir muros de arrimo.

Como a região era extremamente acidentada, eles construíram degraus para suas plantações.

Um muro comum geralmente cumpre a função de separar propriedades privadas. Já o muro de arrimo tem uma função diferente. Ele é construído para conter a terra.

O muro de arrimo pode separar um terreno inclinado em duas ou mais superfícies planas.

Muro de arrimo

Isso é útil em diversas situações. Pode ser usado quando o objetivo é construir uma edificação. Ou também para plantações, paisagismo ou prevenção de acidentes.

Nesse último caso, os muros de arrimo protegem as encostas de deslizamentos de terra. Infelizmente, esse problema é bastante comum no Brasil. Principalmente em locais com períodos de chuvas intensas.

Quando os declives estão em regiões habitadas, os muros de arrimo são especialmente importantes. Dessa forma, deve-se garantir que ele seja bem executado.

Neste artigo, você vai aprender sobre os diferentes tipos de muro de arrimo.

Mas antes, vamos entender como ele funciona.

1. Como funciona um muro de arrimo

Imagine um muro normal. Agora imagine que um de seus lados foi completamente preenchido com terra. Se esse muro for fraco, ele irá cair com o peso da terra, não é mesmo?

O muro de arrimo deve ser construído com um material muito resistente. Afinal, ele cumpre uma função estrutural de segurar a terra da parte de cima. Assim, segura seu peso e evita que ela ceda.

Quando chove, essa terra fica ainda mais pesada. Por isso, é importante também prever sistemas de drenagem.

Pelo alto custo, geralmente a necessidade de construir muros de arrimo é o que acaba desvalorizando terrenos muito inclinados.

Os muros de arrumo podem ser feitos através de diversas técnicas e materiais. Eles não necessariamente são de concreto armado. O material usado vai definir suas dimensões e formato.

É muito importante que o muro de arrimo seja bem dimensionado e calculado por um profissional. De preferência, esse profissional também deve fazer um acompanhamento técnico da obra.

Confira aqui alguns exemplos de muro de arrimo.

2. Muro de arrimo por gravidade

O muro de arrimo por gravidade cumpre sua função de conter a terra através de seu próprio peso.

Geralmente são utilizados para conter desníveis pequenos ou médios. Não devem passar de 5 metros de altura.

Quanto maior a altura da contenção, mais largo ele será. Além disso, ele possui a base mais larga que o topo, para manter sua estabilidade.

O muro de arrimo por gravidade pode ser construído com os seguintes materiais:

  • Pneus

O muro de arrimo com pneus é uma alternativa sustentável. Afinal, reutiliza materiais que seriam descartados. Hoje, a taxa de reciclagem de pneus no Brasil é muito baixa. Portanto, iniciativas de reutilização do material são muito bem-vindas.

Para construir um muro de arrimo com pneus, é necessário empilhá-los de forma intercalada.

Cada pneu deve ser preenchido e compactado com terra ou solo cimento. A técnica utilizada vai depender do tamanho e inclinação do muro. Solo cimento é uma mistura homogênea de terra, cimento e água.

  • Pedras

Construído apenas com a sobreposição das pedras. Se houver o material no local, esse tipo de muro apresenta facilidade e rapidez na construção. Nesse caso a drenagem acontece de forma natural.

Contudo, as pedras sobrepostas são indicadas para alturas de até 2 metros.

Muro de arrimo

Se a altura for maior, é necessário utilizar argamassa para ligar as pedras e dar estabilidade ao muro. Nesse caso, o muro também precisa de um sistema de drenagem, já que a argamassa dificulta a permeabilidade da água.

  • Gabião

Gabião são blocos de pedras organizadas dentro de uma trama metálica, de formato cúbico. Os gabiões possuem dimensões de 2 m x 1 m x 1 m.

Muro de arrimo

Sobrepostos, eles cumprem a função de muro de arrimo. Os gabiões são muito vistos na beira de rodovias. Como também são formados por pedras, não necessitam de sistema de drenagem.

  • Sacos de solo cimento

Consiste em sacos de poliéster preenchidos com uma mistura de solo cimento.

Os sacos são colocados manualmente seguindo a ordem horizontal. Após cada camada, eles devem ser compactados para aumentar sua resistência. As camadas são dispostas de forma intertravada para garantir estabilidade.

Essa solução é bastante econômica, pois utiliza um material que pode ser encontrado no próprio local, o solo.

3. Muros de arrimo por flexão

Além dos muros por gravidade, existem os muros por flexão. Estes costumam ser mais esbeltos. Eles resistem à pressão da terra através da flexão da estrutura.

De forma simplificada, ele necessita de uma estrutura armada e fundação. Assim, a estrutura do muro trabalha contra a força da terra.

Ele geralmente é construído em formato de “L”. Eles podem ter contrafortes e serem ancorados ao longo de sua extensão. Tudo isso aumenta sua inércia e permite que ele seja mais alto e menos robusto.

Os muros de arrimo por flexão são usualmente construídos com concreto armado. A mistura do concreto com ferro dá a resistência e flexibilidade que são necessárias à estrutura.

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4. Cuidados e normas

Como já mencionado, o muro de arrimo deve ser executado por um engenheiro civil ou outro profissional qualificado. Se ele for mal executado, pode romper e causar danos graves.

A NBR 11682 – Estabilidade de Encostas traz alguns cuidados para garantir que o muro de arrimo seja seguro e econômico. Entre elas estão:

  • É contra indicada a construção de muros de arrimo por gravidade em locais superiores a taludes ou em regiões de encosta.
  • O sistema de drenagem deve ser executado de forma adequada
  • Utilizar material adequado, limpo e indicado para tal uso. Se necessário, o material deve ser compactado.
  • Evitar possíveis instabilidades causadas pelo sistema de escavação.
  • Realizar verificação da estabilidade do conjunto terra-contenção e da própria estrutura.

Quanto maior for o muro de arrimo, mais perigoso ele pode se tornar se for mal-executado. Materiais naturais e reciclados são ótimas opções. Porém, elas não se adequam em situações de declives altos ou muito acentuados.

Em, geral, os muros de arrimo podem ser úteis em diversas situações e escalas. Aproveite este artigo para se inspirar e saber como construir corretamente.

Cradle to Cradle: design inteligente para uma economia sem lixo

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Cradle to Cradle: design inteligente para uma economia sem lixo

“A Reciclagem é inimiga da Inovação” – Michael Braungart

Michael Braungart e William McDonought são os criados do princípio “Cradle do Cradle”, que significa “do berço ao berço”.

O termo surgiu em 2002, quando a dupla publicou o livro “Cradle to Cradle: remaking the way we make things”. A versão em português desse livro se chama “Cradle to Cradle: Criar e reciclar ilimitadamente”.

Cradle to cradle

O conceito se apoia na ideia de uma economia completamente circular. Para que isso seja possível, os produtos devem ser planejados desde o início para não serem descartados. O design inteligente elimina a própria ideia do lixo.

Hoje, o mercado funciona em uma lógica linear, “do berço ao túmulo”. Nessa lógica, os produtos são fabricados, utilizados e depois, descartados.

Esse sistema é insustentável e já traz graves consequências ao planeta. Entre elas, podemos citar a poluição de rios e mares, o problema do microplástico, disseminação de doenças, entre outras.

Uma economia circular acontece quando um material obsoleto retorna facilmente ao ciclo produtivo. Ou ainda, é biodegradável. Do berço ao berço.

Neste artigo iremos explicar a teoria em que o conceito se apoia para torná-lo possível.

1. Nutrientes biodegradáveis e nutrientes técnicos

A concepção “cradle to cradle” classifica os resíduos como nutrientes. Eles são separados em duas categorias para determinar sistemas seguros e funcionais:

  • Nutrientes biológicos

São os materiais biodegradáveis que devem retornar ao meio ambiente de maneira segura. Ou seja, deve-se garantir a ausência de elementos tóxicos.

  • Nutrientes técnicos

São materiais não renováveis, que não são continuamente produzidos pela natureza. Esses elementos, como metal e plástico, devem passar por um processo de “upcycling”, ou superciclagem. Isso acontece quando o material não perde qualidade durante o processo de reciclagem. Diferentemente de como acontece hoje.

A reciclagem atual consiste em um sistema de “downcycling”, os produtos perdem qualidade ao serem reciclados. Além disso, a reciclagem no Brasil ainda é muito segregada da indústria, o que dificulta sua eficácia.

Muitos itens são produzidos com materiais recicláveis. Contudo, sem planos de coleta e inserção do material no ciclo produtivo.

2. Ciclos de vida

A partir desses nutrientes biológicos e técnicos, existem também os ciclos de vida: o ciclo biológico e o ciclo técnico.

cradle to cradle

A ideia é que os materiais de consumo estejam no ciclo biológico e os materiais de serviço estejam no ciclo técnico.

Materiais de consumo são alimentos, produtos de beleza, itens de consumo diário e suas embalagens. Como o consumo é mais frequente, o ideal é que eles sejam produzidos com material não tóxico e biodegradável.

Já os materiais de serviço, como celulares, computadores e máquina de lavar roupas, pertencem ao ciclo técnico. Dentro desse ciclo, o conceito “cradle to cradle” propõe sistemas de locação e compartilhamento.

Dessa forma, quando um material se torna obsoleto, é possível trocar somente as peças ultrapassadas por outras melhores. Enquanto o restante do produto é preservado.

Pensando assim, uma geladeira que dura 50 anos seria pior que uma que dura 5 anos.

Isso porque a geladeira seria projetada para ser desmontada. Assim, a cada 5 anos algumas peças seriam trocadas por peças melhores, mantendo um ciclo de reciclagem e inovação.

Desta forma, chega-se a um ponto onde tudo é útil, e não menos prejudicial.

3. Os 3 elementos” Cradle to Cradle”

O princípio “Cradle to Cradle” se apoia em três elementos base.

O primeiro deles é o de transformar os resíduos em nutrientes, que está descrito acima.

Abaixo, estão os outros dois princípios:

  • Uso de energia solar

A energia solar deve ser utilizada em seu máximo potencial. Seja para geração de energia elétrica, seja para o funcionamento de usinas eólicas, geotérmicas ou hidráulicas.

A indústria deve se tornar autossuficiente. Dessa forma, deve utilizar fontes de energia renováveis em todo seu processo de fabricação.

  • Celebrar a diversidade

A diversidade dá forças aos sistemas biológicos e industriais. Ela também valoriza os materiais e soluções específicas para cada situação.

A arquitetura de espaços de criação e produção devem estimular a biodiversidade e ter uma relação positiva com o entorno.

4. Certificação “Cradle to Cradle”

A certificação internacional “Cradle to Cradle” certifica produtos que se comprometem com a economia circular.

A certificação é dada pelo Cradle to Cradle Product Innovation Institute (C2CPII). Os produtos são analisados de acordo com sua segurança para a saúde humana e ambiental, sua reciclabilidade e processos de fabricação.

Ao todo, existem 6 categorias:

  • Reutilização do material (Economia Circular)

Avalia produtos que podem retornar à natureza ou à indústria com segurança.

  • Saúde do material

Analisa os produtos químicos presentes nos materiais e seus possíveis riscos para a saúde humana e do planeta.

  • Energia renovável

Verifica se a produção é feita com energia 100% renovável e sem emissão de carbono.

  • Gerenciamento da água

É analisado o gerenciamento da água na produção, os impactos geográficos, os efluentes químicos e os resíduos industriais.

  • Justiça social

Certifica que as operações têm um impacto positivo na sociedade e nas vidas dos trabalhadores.

Cradle to cradle

A partir desses princípios, existem diversos níveis de certificação, que vão do básico ao platinum. Materiais com certificação platinum possuem o melhor desempenho possível no conceito “cradle to cradle”.

Confira aqui uma lista de produtos certificados.

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Concluindo

O princípio cradle to cradle coloca em pauta a eficiência da reciclagem. Ele propõe um modelo de indústria onde não há resíduos, somente insumos.

Tudo isso se concretiza através de um design inteligente que cria materiais considerando sua reinserção no ciclo. Esse ciclo pode ser o ciclo nutritivo ou o ciclo técnico.

Na lógica circular, cada fim é um novo começo.

O conceito defende a inovação constante e os avanços tecnológicos. Tudo isso a partir da criação de materiais que se desenvolvem, podem ser compartilhados e trocados.

A certificação ajuda os consumidores a saber quais marcas e produtos estão se responsabilizando pela sustentabilidade. Dessa forma, fazer escolhas cada vez melhores, econômicas e sustentáveis.

De Cactos à Samambaias: 8 Plantas para Interiores

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De cactos à samambaias: 8 plantas para interiores

A vida nas cidades muitas vezes afasta as pessoas da natureza. Hoje, existem muitos que moram e trabalham dentro de edifícios.

Nesse cenário, as plantas são uma alternativa para trazer biofilia aos interiores. Elas permitem o contato e a interação com a natureza, ainda que em pequena escala.

É importante lembrar, contudo, que as plantas são seres vivos. Deste modo, necessitam de nutrientes e cuidados para sobreviver.

As plantas fazem fotossíntese, crescem e se reproduzem. Elas não são apenas um item de decoração. Se você adquire uma planta, deve tomar alguns cuidados para que ela permaneça viva e bonita.

Por isso, é importante escolher espécies que se adaptam bem a ambientes internos.

Neste artigo, vamos mostrar as vantagens e desvantagens de ter plantas em casa.

Trouxemos também 8 sugestões de espécies para interiores, com os seus devidos cuidados necessários.

Vantagens e desvantagens de ter plantas em interiores

Antes de transformar sua casa em uma “selva” de plantas, preste atenção nas vantagens e desvantagens.

Vantagens:

  • Reduz a ansiedade

As plantas são ótimas aliadas no relaxamento. Consequentemente, aliviam o estresse e a ansiedade. A natureza está intimamente ligada ao tratamento da saúde mental.

  • Purificam o ar

As plantas, ainda que em pequena escala, ajudam a purificar o ar dos ambientes. Isso porque elas “respiram” o gás carbônico e liberam oxigênio para a nossa respiração.

  • Fornecem alimento

As plantas também são fonte de alimento, temperos e ervas medicinais. Confira neste artigo como ter uma horta em sua casa.

Como as plantas se reproduzem, elas são praticamente uma fonte infinita de nutrientes. É possível cultivar aquele tempero ou chá que você gosta em casa, sem precisar comprar cada vez.

  • Embelezam a casa

Cada vez mais, as pessoas estão utilizando plantas para decorar a casa.

A decoração é sempre uma questão muito pessoal. Contudo, existem muitas plantas que podem se adaptar a distintos gostos e estilos.

Mas nem tudo são flores…

Desvantagens:

  • Exigem cuidados diários

Para que as plantas cresçam bem, elas precisam ficar em ambientes adequados. Dependendo da espécie, vai precisar de mais sol ou mais sombra. De regas frequentes ou de pouca água.

Se você ficar muitos dias longe de casa, pode ser que alguma não sobreviva. Tenha isso em mente no momento de escolher as suas espécies.

  • Podem apresentar risco para crianças e animais

Muito cuidado com plantas como o cacto, rosas e outras plantas com espinhos ou tóxicas. Em geral, essas espécies devem ser mantidas longe de espaços com muita circulação. E, principalmente, elas devem estar fora do alcance de crianças e animais.

Por esses e outros motivos, é importante conhecer as plantas antes de colocá-las nos ambientes.

Acompanhe a seguir algumas sugestões de plantas que se adaptam a ambientes internos.

Cacto

Plantas interiores

O cacto é uma planta nativa de regiões secas e desérticas. Por esse motivo, é uma espécie que precisa de bastante sol e pouca água.

Se você regar demais um cacto, ele pode morrer “afogado”, isto é, pela hidratação excessiva. Geralmente um pouco de água uma vez por semana já é o suficiente.

Quanto mais sol incidir no cacto, mais ele irá crescer. Ele é uma ótima planta para jardins de inverno e decoração, já que precisa de poucos cuidados.

Samambaia

As samambaias são muito amadas por serem grandes e volumosas, dando um efeito especial à decoração. Não à toa, é uma das plantas mais vendidas no Brasil. Porém, elas são plantas bem exigentes.

Como são naturais de climas úmidos, elas precisam de bastante água para manter suas folhas verdes e firmes. Além de regar a terra, é importante jorrar água ao longo de suas folhas para hidratar.

A samambaia gosta de ambiente iluminados, mas sem luz do sol direta.

Lírio da paz

Plantas interiores

O lírio da paz possui uma flor branca, é atribuído à paz e também como planta purificadora de ar.

Ele cresce muito bem em ambientes de iluminação indireta. A luz do sol direta pode prejudicar sua folhagem. É importante manter a terra úmida e rica em nutrientes.

Espada de São Jorge

Pode ser considerada uma “praga” por alguns. Essa planta cresce em praticamente qualquer lugar. Terrenos arenosos, secos, com muita ou pouca incidência de sol.

Isso é um indício de que ela não precisa de muitos cuidados, tampouco de um ambiente específico. A espécie pode sobreviver muito bem em locais internos com iluminação artificial, por exemplo.

Suas raízes crescem e podem dar origem a outras plantas no mesmo vaso. Por isso, é interessante remover as partes novas de tempos em tempos. Caso contrário, ela pode ficar grande demais e estragar o vaso.

Jade

Essa planta forma um arbusto de forma similar a uma árvore. Possui floração branca ou rosa, que surge principalmente na primavera ou no inverno.

Ela pode ser regada apenas uma vez por semana, e prefere lugares bem iluminados.

Suculentas

Existem diversas espécies de suculentas. Elas são plantas menores e ornamentais, que podem ficar sozinhas ou combinadas com outras em vasos maiores.

Em geral, elas não precisam de muita água, que pode acabar apodrecendo suas raízes. Mantê-las em locais com luz indireta e regando uma vez por semana é o ideal.

Pacová

Suas folhas são grandes, brilhantes e ovais. Por esse motivo, é uma planta bastante usada na decoração.

Também conhecida como babosa-de-pau, a planta é de origem brasileira. Ela sobrevive bem em climas quentes, em meia sombra e em vasos com solo úmido.

Dracena

Com caule comprido e folhas ornamentais de diferentes tons, essa planta pode atingir até 2 ou 3 metros. Portanto, é ideal para decorar ambientes de maior escala.

A dracena não necessita de luz direta do sol, mas se desenvolve muito bem próxima às janelas. Deve ser regada de duas a três vezes por semana.

Dicas importantes

Como o habitat de todas as plantas é a natureza, é interessante observar qual o clima nativo de cada espécie.

Plantas de climas tropicais são acostumadas com solos úmidos e sombra de árvores robustas. Por isso, se adaptam bem em locais com luz indireta e precisam de regas frequentes.

Já as plantas nativas de climas áridos, como o cacto ou as suculentas, são adaptadas a solos secos, temperaturas variáveis e luz do sol. Por isso, não exigem muita água e gostam de locais iluminados.

Geralmente, a planta vai dar sinais de suas necessidades. Para saber quando deve regar, confira se o solo está úmido o suficiente. Se as folhas estiverem secas ou amareladas, pode ser sinal de sol excessivo.

Cuide também com a drenagem dos vasos, eles devem ser furados embaixo.

E, principalmente, tome muito cuidado para não deixar água parada. Isso pode contribuir para a proliferação de agentes transmissores de doenças, como a dengue.

Após conhecer essas opções, você já está preparado para ir à floricultura escolher as melhores espécies para a sua casa.

4 Escolas Sustentáveis Incríveis e Suas Estratégias

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A educação ambiental é a base para um futuro mais sustentável. Desde cedo, é muito importante que as crianças aprendam sobre a importância da natureza.

Dessa forma é possível caminhar rumo a uma sociedade mais consciente.

Edifícios sustentáveis são essenciais atualmente. Contudo, escolas sustentáveis, são ainda mais necessárias.

Com estratégias de sustentabilidade, as escolas se transformam em laboratórios. Onde os alunos aprendem, na prática, maneiras de respeitar o meio ambiente.

Escolas sustentáveis

Sala de aula do Colégio Fazer Crescer. (Fonte: cfcsmartschool.com.br )

O desempenho das escolas está diretamente ligado ao conceito de transmitir conhecimento. Em ambientes adequados, os professores ensinam melhor e os alunos aprendem mais.

Um estudo realizados pela ONU observou 86% de melhora no desempenho dos alunos inseridos em ambientes sustentáveis.

Isso porque a sustentabilidade não é somente sobre a eficiência de um edifício. Mas sim, sobre suas influências no usuário.

Na Rio 92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a educação foi considerada essencial para nossa permanência no planeta terra. Ela foi definida como uma prioridade para os anos seguintes.

Existem diversos conceitos que ilustram escolas sustentáveis. Desde a qualidade da acústica e da iluminação, até a acessibilidade e o envolvimento com a comunidade.

Para entender melhor esses conceitos, confira esse artigo sobre escolas de alta performance.

A seguir, conheça alguns projetos de escolas sustentáveis e suas estratégias.

Colégio Fazer Crescer – Recife (Brasil)

O Colégio começou em uma pequena casa e foi aumentando de acordo com a demanda.

Recentemente, a escola precisou se adaptar para atender alunos do ensino médio. Então, a escola recebeu um projeto de ampliação que contou com diversas estratégias sustentáveis.

A reforma contribuiu diretamente no desempenho dos alunos. Em 2017, a escola ficou entre as 5 primeiras na classificação do ENEM.

Já na entrada, ela possui uma escultura no formato de árvore. Essa escultura pode ser considerado um elemento biofílico, que remete à natureza.

Entrada da escola. (Fonte: cfcsmartschool.com.br )

O telhado verde abriga diferentes tipos de horta. Lá, os alunos ajudam no cultivo de quase 4 mil mudas de hortaliças anualmente.

Parte da horta é cultivada em canteiros, onde o sistema de irrigação é por gotejamento e utiliza água de reuso. Outra parte da horta é cultivada no sistema hidropônico. Nesse sistema, as plantas ficam com suas raízes diretamente na água.

Sistema de hidroponia. (Fonte: cfcsmartschool.com.br )

A escola conta com placas fotovoltaicas, responsáveis por quase metade da energia consumida no edifício.

Ela possui um projeto de gerenciamento de resíduos. Os resíduos recicláveis são separados e encaminhados. Enquanto os resíduos orgânicos são compostados. As composteiras produzem fertilizantes, que são posteriormente usados na horta.

Escola “Nave Terra” em Jaureguiberry, Canelones (Uruguai)

Com 270 metros quadrados, a primeira escola 100% sustentável do Uruguai foi construída em 2016.

O método construtivo utilizado foi desenvolvido pelo arquiteto Michael Reynolds. O arquiteto possui um estilo muito próprio de construção, e chama suas obras de “Nave Terra”. 60% da construção é composta por materiais reciclados, entre garrafas, latas e papelão.

Escolas sustentáveis

Escola nave terra. (Fonte: Archdaily)

Segundo ele, a nave terra busca aproveitar ao máximo a energia do sol, do vento e da terra. Ao norte, a escola possui um corredor envidraçado, aproveitando a luz do sol para uma horta interna.

Horta e corredor interno. (Fonte: Archdaily)

A energia é captada através de painéis solares. Ao sul, o edifício possui um espesso muro de contenção, que colabora para a inércia térmica do interior. Outra estratégia de conforto térmico é a possibilidade de ventilação cruzada na escola.

A cobertura possui um sistema de captação de água da chuva. Essa água é utilizada nas pias e para irrigação das hortas. As águas negras são tratadas através de uma fossa séptica criada com materiais reciclados.

A escola foi construída em 7 semanas e contou com a participação da comunidade. Dessa forma, o conhecimento do método construtivo foi transferido a mais de 150 pessoas envolvidas na construção.

Colégio Estadual Erich Walter Heine – Rio de Janeiro (Brasil)

A primeira escola brasileira que obteve certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é uma escola pública do Rio de Janeiro. Ela está localizada em Santa Cruz, um bairro com baixo índice de desenvolvimento humano.

Perspectiva do colégio. (Fonte: Archdaily)

Fazendo jus às estratégias de sustentabilidade, o colégio possui o segundo melhor rendimento escolar do estado.

O projeto foi uma parceria da prefeitura com a ThyssenKrupp CSA. Através de um investimento de R$ 16 milhões no projeto, a construção objetivou reduzir 40% do consumo de energia. Para isso, utilizou estratégias de aproveitamento de recursos naturais e eficiência energética.

O colégio conta com coleta seletiva dos resíduos e captação de energia solar. Todo o edifício conta com lâmpadas LED, que são mais econômicas.

A água da chuva é coletada e utilizada nos sanitários, jardins e para a limpeza. O telhado verde, além de absorver água, é um espaço de aprendizagem. Toda sua estrutura é acessível para pessoas com necessidades especiais.

Telhado verde. (Fonte: Archdaily)

A escola verde, Bali (Indonésia)

Escolas sustentáveis

Escola verde. (Fonte: Archdaily)

Essa escola impressiona qualquer um, a primeira vista, não é? A exuberância de sua construção de bambu, fugindo de qualquer modelo tradicional, transformou a escola em uma referência de arquitetura.

A ideia que originou a escola surgiu dos ambientalistas e designers John e Cynthia Hardy. O seu objetivo era incentivar as comunidades da região a construir de maneira mais sustentável. Apresentado a ela materiais naturais como o bambu.

Para construir a escola, eles se afiliaram a outras instituições que promovem o uso do bambu.

A escola verde é um laboratório gigante e está localizada em ambos os lados do rio Ayung em Sibang Kaja, Bali. O local é rodeado por uma floresta exuberante com plantas nativas.

A construção é alimentada por fontes alternativas de energia. Entre elas estão inclusas um gerador movido a energia hidrelétrica e painéis solares. A escola conta com salas de aula, academia, espaços para reuniões, alojamentos para professores, escritórios, cafés e banheiros.

Diversos espaços abertos permitem reuniões comunitárias, convivência e troca de saberes.

Sala de aula. (Fonte: Archdaily)

O bambu, cultivado na região, é usado de maneiras inovadoras e com múltiplas funções na arquitetura.

Conclusão

Essas escolas são exemplos da importância da sustentabilidade em ambientes educacionais. Adotando estratégias sustentáveis, a escola se torna um lugar de respeito ao meio ambiente.

Todos os exemplos confirmaram a contribuição da sustentabilidade no desempenho escolar dos alunos. As vantagens, no entanto, vão além disso. Escolas sustentáveis:

  • Atraem professores talentosos e engajados
  • Reduzem custos de manutenção e operação
  • Apresentam redução no índice de faltas
  • Influenciam positivamente na comunidade como um elemento social

Cada uma adaptada ao seu contexto, as instituições atendem às necessidades da comunidade onde estão inseridas. Se o objetivo é um futuro mais sustentável, o foco deve estar nas escolas e na educação.

Materiais para melhoria acústica

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Materiais para melhoria acústica

Você sabe quais são os materiais realmente eficientes em questões acústicas?

Um bom desempenho acústico vai muito além de utilizar espumas acústicas no forro de uma sala. Ele depende da qualidade dos materiais, do cuidado na instalação, e de bons projetos.

Afinal, o ruído é uma questão bastante específica. Portanto, é importante que ele seja planejado de acordo com a demanda.

Este artigo vai desvendar as propriedades dos materiais que isolam ou absorvem ruídos.

E claro, com um olhar especial voltado para a sustentabilidade.

Também vamos desmitificar materiais que são considerados isolantes, como o isopor e a caixa de ovos.

Leia este artigo até o fim para aprender a aplicar os materiais acústicos corretos em seus projetos.

Neste outro artigo, estão explicados todos os fundamentos do som. Leia se você ainda não estiver familiarizado com o assunto.

Em geral, os materiais acústicos atuam para dois fins: isolamento e absorção.

Isolamento

O isolamento acontece quando a fonte de ruído é externa. Ou seja, ele tem a função de proteger (isolar) o ambiente interno dos ruídos de fora.

Essa questão é muito abrangente, porque sempre dependerá das características da fonte de ruído.

O isolamento acústico consiste em promover perda sonora. Para isso, deve haver massa. Quanto mais massa, maior o isolamento.

Ou seja, quanto mais grossas forem as paredes, mais isolado estará o ambiente. Contudo, paredes muito espessas ficam pesadas, o que pode encarecer a estrutura do edifício.

Hoje se utiliza um sistema de parede sanduíche para promover isolamento acústico. São feitas duas camadas de parede, com uma camada de um material isolante entre elas. Outra opção seria utilizar materiais mais leves, como o drywall, para melhorar o isolamento.

acústica
Exemplo de parede dupla com camada isolante (Fonte: Aknors)

Como a parte do isolamento fica por dentro das paredes, ele deve ser previsto já no projeto, antes da construção.

Caso você queira isolar uma construção já pronta, a alternativa seria aumentar as paredes. Contudo, com essa solução você vai acabar diminuindo a área dos ambientes internos.

Materiais Isolantes

Materiais isolantes têm propriedades que absorvem as vibrações. Os materiais mais comumente utilizados são:

  • Lã de vidro
  • Lã de rocha
  • Lã de pet

A lã de rocha é feita a partir de rochas vulcânicas. Já na lã de vidro, são utilizados sílica e sódio. Ambos os processos envolvem fundir o material a altas temperaturas e depois centrifugá-lo para que seja transformado em fibra. Essas fibras são misturadas com resinas e aditivos.

Ou seja, são materiais processados. Além disso, o processo de instalação desses materiais é muito delicado. O material não pode sujar ou umedecer.

A lã de PET surgiu como uma alternativa mais sustentável para o isolamento acústico. Ela é produzida a partir da reciclagem de garrafas PET. O processo de instalação da lã de PET também é mais rápido.

Hoje, com a evolução da tecnologia, estão sendo produzidas versões mais sustentáveis da lã de rocha e lã de pet. Como exemplo temos a Biolã e o polietireno verde.

Outros cuidados do Isolamento

De nada adianta construir uma ótima parede isolante e deixar alguns cuidados de lado.

As frestas presentes em portas e janelas acabam permitindo a passagem de muito ruído. Portanto, sempre confira se as esquadrias estão fechando corretamente.

Caso hajam frestas ou fissuras, a tinta látex é uma solução posterior. Ela irá ajudar no isolamento ao tampar essas frestas.

Cuide também para não focar somente no conforto acústico e esquecer da iluminação e ventilação.

As janelas com vidro duplo, por exemplo, isolam muito bem a acústica. Contudo, se elas receberem sol, podem acabar esquentando demais o ambiente interno. E isso irá transformá-lo em uma estufa.

Se o seu problema é com o vizinho de cima que faz barulho, saiba que não é eficiente colocar elementos isolantes na laje. Isso se deve ao fato de que o ruído é mecânico, e irá descer pelas paredes.

Absorção

A absorção de som visa melhorar a qualidade acústica interna de um ambiente. Nesse caso, a fonte de ruído está dentro do local.

A absorção do som proporciona uma permanência agradável para o indivíduo. Isso é importante principalmente em locais com grande número de pessoas. Restaurantes, salões de evento, teatros, cinema, todos esses locais precisam de elementos que absorvem o som.

Materiais absorvedores

Os materiais absorvedores são materiais porosos e fibrosos. Eles absorvem o som ao não permitir que as ondas sonoras reflitam de volta para o ambiente. Dessa forma, o som perde sua intensidade.

As espumas são um exemplo de material poroso. Por isso, todos os objetos que contém espumas acabam absorvendo ruído. Quanto mais sofás e cadeiras estofadas em um ambiente, melhor será seu desempenho acústico.

Quando os objetos não são suficientes, é possível inserir alguns materiais que ajudam na absorção.

Espumas acústicas

As espumas acústicas possuem diversos modelos e podem ser instaladas tanto no piso quanto nas paredes. Elas podem ser usadas em forma de placas, ou no modelo Baffle.

acústica
Espuma acústica no modelo de Placa. (Fonte: OWA)

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Espuma acústica no modelo Baffle. (Fonte: OWA)

É importante prestar atenção nas especificações do produto. A curva de absorção, por exemplo, irá mostrar como cada modelo absorve os ruídos.


Especificação de uma placa acústica. (Fonte: OWA)

O som mais grave (baixa frequência) precisa de espumas mais espessas para ser absorvido. Já o som mais agudo (maior frequência), é absorvido mais facilmente.

Forro mineral

O forro mineral também tem sua versão acústica, que é mais porosa e irá ajudar a absorver ruídos.

Esse produto possui os índices SRA e NRC. Esses índices correspondem, respectivamente, em tradução livre, à redução de fala e redução de barulho.

Cortiça

A cortiça é outro material poroso que pode ser utilizado como revestimento. Além de ajudar na acústica, é um material natural e reciclado. Sua textura colabora com a biofilia dos ambientes.

Materiais que não são acústicos

Embora muitos afirmem que sim, esses dois materiais não interferem na acústica dos ambientes: isopor e caixas de ovos.

O isopor, embora possa parecer, não é poroso. Portanto, ele não absorve ruído. Além disso, o isopor também é um material inflamável. Isso torna seu uso na arquitetura perigoso.

As caixas de ovos muitas vezes são colocadas nas paredes para absorver ruídos. Mas, da mesma forma, elas não contribuem na acústica por não serem porosas.

Concluindo

A questão acústica deve ser pensada desde a fase de concepção de um projeto. Assim já se pode prever quais paredes receberão um isolamento acústico e evitar retrabalhos.

Cada situação irá depender de quais são as fontes de ruído externas. Por isso, é importante que o arquiteto conheça presencialmente o terreno de seu projeto.

O conforto acústico é uma questão abrangente, e a solução dependerá do contexto e do usuário específico.

Preste atenção para não confundir soluções de isolamento com soluções de absorção de ruído. Cada material cumpre uma função diferente.

Utilizando os materiais corretos, você proporciona conforto para as pessoas. Isso pode aumentar o rendimento do trabalho em um escritório, atrair mais clientes para um restaurante, e até fazer você dormir melhor a noite.