Tiny Houses: um guia completo

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Tiny Houses: um guia completo

Você já ouviu falar em “tiny houses”?

A expressão em inglês pode ser traduzida para “mini casas”. As tiny houses são, de fato, casas pequenas.

A ideia nasceu nos Estados Unidos, a partir de Jay Shafer. Ele construiu uma mini casa de aproximadamente 8 m² em 1999. Essa casa reduzida resultou de sua ideia de remover todas as partes desnecessárias de uma casa.

Tiny House
Tiny House de Jay Shafer. (Fonte: tinyhousetalk.com)

As tiny houses estão intimamente ligadas ao conceito do minimalismo e do desapego.

A ideia de abandonar uma casa maior e mudar para uma casa pequena envolve mudar o estilo de vida. Exige que as pessoas se desprendam de bens materiais. E então, passem a valorizar mais os momentos e as relações pessoais.

Mas será que viver em uma casa pequena é realmente sustentável? Será que vale a pena?

Neste artigo, você vai aprender tudo o que envolve uma tiny house:

  1. Entendendo o conceito das tiny houses
  2. Como funciona uma tiny house
  3. As tiny houses são sustentáveis?
  4. Exemplos de tiny houses

Com esse guia completo iremos desmistificar as tiny houses e mostrar que elas não são tão simples assim.

1. Entendendo o conceito das tiny houses

Quanto maior é uma casa, mais materiais e infraestrutura ela possui. Portanto, uma casa grande vai demandar mais gastos e mais manutenção.

Uma das ideias que o estilo de vida minimalista prega, é a de que quanto mais bens você tem, mais você terá que se preocupar.

Hoje, o consumo de qualquer bem material se tornou muito fácil. O resultado é um grande número de casas lotadas de itens sem uso.

A partir dessa ideia, morar em uma casa menor envolve ter menos coisas e menos preocupações.

Pessoas que decidem ir morar em casas pequenas acabam doando ou vendendo grande parte de seus itens pessoais.

Por outro lado, ganham a flexibilidade de um estilo de vida mais aberto a mudanças e experiências.

Inclusive, existem modelos de casas sobre rodas. Essas permitem que ser transportadas para diferentes lugares.

2. Como funciona uma Tiny House

Uma casa pequena exige um bom aproveitamento de espaço. Para isso, elas possuem o mínimo de cômodos possível e ambientes integrados e flexíveis.

Geralmente a sala é integrada com a cozinha. O espaço vertical deve ser bem aproveitado, possibilitando mezaninos.

Tiny HouseTiny House Araúna.

Os móveis também são flexíveis e podem ser adaptados para diferentes usos. Um armário que serve de escada, mesas dobráveis, bancos com espaço para armazenamento, e assim por diante.

A iluminação precisa ser bem aproveitada. Mesmo havendo poucos cômodos, é importante garantir luz e ventilação natural em todos eles.

3. As tiny houses são sustentáveis?

A sustentabilidade está ligada às tiny houses de diversas maneiras.

A primeira delas é a redução do consumismo ligada a um estilo de vida mais minimalista.

Sua construção também envolve pequenas quantidades de carbono incorporado. Afinal, quanto menor a casa, de menos materiais ela irá precisar. Além disso, consome menos energia na iluminação artificial ou climatização.

Elas podem ser construídas através da reciclagem de contêineres. Ou sinda, utilizando estruturas recicláveis e desmontáveis, como o steel frame.

Além disso, geralmente a concepção das tiny houses está ligada com conceitos de autossuficiência.

As tiny houses costumam ser casas móveis. Por isso, quanto mais elas forem autossuficientes em relação à energia e água, melhor.

Sistemas de reutilização de água e sanitários secos colaboram para uma independência de coleta de esgoto.

Imagine uma cidade onde a maioria das pessoas mora em tiny houses. A redução dos espaços privativos causaria um aumento na utilização dos espaços públicos das cidades. Dessa forma, incentivaria a convivência em comunidade.

4. Exemplos de tiny houses

O movimento das tiny houses começou nos Estados Unidos. Hoje já existe o movimento “Tiny Houses Brasil”, que incentiva e apoia a construção de casas pequenas no Brasil.

Confira abaixo alguns exemplos de tiny houses que foram construídas no Brasil e no exterior.

  • Araúna


(Fonte: Reportagem Uol)

Esta é a casa de Robson, Isabel e o filho João Pedro. O casal foi o precursor do movimento das tiny houses no Brasil.

A partir da construção de sua própria casa, eles criaram o canal “Pés Descalços”, onde compartilham suas experiências.

A casa possui 27 m² e custou cerca de 180 mil reais. Sua estrutura é em aço (steel frame), com cinco camas de isolamento térmico e acústico. Ela é conectada a uma rede externa para abastecimento de água e energia.

O banheiro é seco, e está ligado a um sistema de compostagem.

A casa possui uma cozinha integrada com a sala, um banheiro e dois quartos. As janelas iluminam e ventilam todos os cômodos.

Os móveis se adaptam para aproveitar o espaço de maneira otimizada. As mesas são embutidas, o sofá é modular, e a escada é em parte embutida e outra parte serve como armário.

  • Koleliba

(Fonte: Archdaily)

Essa casa de férias se localiza na Bulgária, a tiny house foi projetada pela arquiteta Hristina Hristova.

Com apenas 9 metros quadrados, a casa possui somente dois cômodos, e foi pensada como uma casa de férias. Ou seja, ela foge um pouco do conceito por não ser uma habitação permanente. Mas não deixa de ser uma tiny house.

(Fonte: Archdaily)

Ela possui um cômodo com uma pequena cozinha e um sofá-cama, e um banheiro. Como a casa e sobre rodas, eles a estacionam em lugares tranquilos e podem aproveitar a parte externa.

  • Walden

Tiny House(Fonte: Archdaily)

Essa casa de 25 m² foi projetada pelos arquitetos Alexandra Lima e Rodrigo Vargas Souza.

Construída na região rural da cidade de Florianópolis, essa tiny house é fixa. Ela possui estrutura em madeira e foi construída pelos próprios arquitetos, que também são os moradores da casa.

“Fui para a mata porque queria viver deliberadamente, enfrentar apenas os fatos essenciais da vida e ver se não poderia aprender o que ela tinha a ensinar, em vez de, vindo a morrer, descobrir que não tinha vivido”.- Alexandra Lima

As tiny houses

São uma ótima opção para quem procura um estilo de vida mais leve, flexível e está disposto ao desapego.

Se você gostou da ideia, pode começar em pequenos passos. Primeiro, se desapegando de tudo o que você não usa ou não precisa mais. Para que a transição seja tranquila, é possível primeiro se mudar para um local um pouco menor. E assim por diante até estar pronto para encarar uma tiny house.

Peça ajuda de um arquiteto para conferir as questões legais de sua tiny house. Assim como o método construtivo e as possibilidades de autossuficiência de recursos.

As nossas casas são um reflexo completo de nosso estilo de vida. Pessoas mais sustentáveis habitam casas mais sustentáveis.

Hoje, a tecnologia permite viver com conforto em casas pequenas. Assim, é possível ter uma vida confortável sem causar grandes impactos no planeta.

Como cultivar uma horta sustentável

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Aprenda a cultivar uma horta sustentável

Aposto que tem sempre teve vontade de ter sua própria horta, mas possui várias dúvidas, não é mesmo?

Existem várias escolhas que você precisa fazer para tornar sua horta sustentável e que atenda suas necessidades.

A verdade é que uma horta sustentável pode ser montada em qualquer lugar. Na sua casa, em escolas, em praças e assim por diante.

Ela permite que você tenha alimentos frescos e saudáveis sempre disponíveis.

Hoje, diversas cidades já possuem hortas comunitárias. Em comunidades, as hortas unem os moradores e transformam espaços abandonados.

Ao contrário do que muitos imaginam, não é necessário ter um grande espaço para uma horta. Ela pode ser cultivada em pequenos canteiros e até em vasos dentro de casa.

Inclusive, existem sistemas de horta que nem precisam de terra.

Neste artigo vamos ensinar a ter uma horta sustentável onde você quiser.

Você vai aprender:

  1. Os principais tipos de horta
  2. Como começar: escolhendo o local adequado
  3. Cuidados gerais
  4. Sugestões de alimentos, hortaliças e temperos para cultivar
  5. Dicas para organizar uma horta comunitária

Você precisará dar um pouco de cuidado e atenção diariamente para uma horta. Mas o cultivo de alimentos tem diversas vantagens.

 

1. Os principais tipos de horta

  • Canteiros no chão

Essas são as mais comuns. Você só precisa separar espaços para plantio em seu jardim.

Horta Sustentável
Canteiros no chão. Fonte: Revista Casa e Jardim

Geralmente, esses canteiros ficam um pouco elevados da grama. Assim, você separa a grama do cultivo. Evitando que o gramado avance para o canteiro.

Para fazer essa elevação, você pode utilizar madeira, bambu, pedras e até restos de construção.

  • Canteiros elevados

Uma opção para hortas mais confortáveis são as hortas elevadas. Elas são ergonômicas porque você não precisa abaixar para manusear o canteiro. Ele fica na altura das mãos.

Horta Sustentável
Exemplo de Horta elevada. Fonte: Jardim do Mundo

Hortas elevadas podem ser feitas tanto em áreas externas quanto internas. Em apartamentos, você irá precisar de vasos.

  • Horta em vasos

Uma horta sustentável também pode significar alguns alimentos plantados em vasos. Se você não tem um quintal, esses vasos podem ficar dentro de casa. Eles podem compor, inclusive, um jardim vertical.

Horta Sustentável
Horta em vasos. Fonte: Casa Vogue

Jardins verticais são conformados por um conjunto de plantas na vertical. Geralmente, elas também cumprem função decorativa.

Já imaginou uma casa com decoração comestível? O potencial das plantas vai muito além de decorar a casa.

  • Aquaponia

Nesse sistema as plantas ficam diretamente na água. Ou seja, as plantas não vão ficar sujas com terra.


Sistema de Aquaponia. Fonte: SIRAN

Entretanto, você vai precisar de um sistema que renove a água periodicamente. Além disso, essa água precisa receber nutrientes específicos.

Uma boa ideia é utilizar água da chuva para esse fim. Já que essa água não é potável. Você pode integrar os dois sistemas e assim economizar água.

  • Hortas comunitárias

Hoje muitas comunidades estão se organizando para cultivar hortas comunitárias. Praças ou terrenos abandonados são ótimos locais para isso.


Horta comunitária em Sapucaia do Sul. Fonte: Jornal do comércio.

A ideia vai muito além de cultivar alimentos. As hortas comunitárias unem as comunidades. E podem transformar terrenos abandonados em locais bonitos. Inclusive, valorizando uma área ou um bairro.

2. Como começar – escolhendo o lugar adequado

Antes de montar os canteiros, é necessário escolher um bom local para plantar.

Geralmente as hortaliças precisam de bastante sol. Contudo, sol demais também pode ser prejudicial. De preferência, eles devem receber entre 6 a 8 horas de sol diariamente. O ideal é escolher um lugar onde as plantas recebem o sol da manhã.

O lugar perfeito para uma horta é voltado para o leste e sombreado na parte oeste.

Cuidado com o vento. Em excesso ele pode ressecar a terra e impedir o crescimento das plantas. Se o local disponível receber muito vento, crie barreiras. Elas podem ser arbustos, muros, etc.

Atente-se à disponibilidade de água. Se a sua horta é dentro de casa, você será responsável por regá-la sempre que necessário. Já em áreas externas, as regas precisam ser feitas em dias secos, sem chuva.

Portanto, confira se há alguma fonte de água disponível próximo de sua horta.

Pense em sua rotina de cultivo da horta, colheita e preparo dos alimentos. Da horta, o alimento vai direto para a cozinha, certo? Então, quanto mais próxima estiver a horta da cozinha, mais fácil.

3. Cuidados gerais de uma horta sustentável

Alguns cuidados são necessários para uma horta sustentável funcionar. Você precisa garantir que a terra esteja sempre úmida, mas com uma boa drenagem. Ou seja, não pode ficar muito alagada.

Cada planta pode precisar de cuidados diferentes. Algumas precisam de mais sombra, outras precisam de mais sol. Além disso, elas possuem épocas de plantio e colheita. Tenha isso em mente no momento de organizar seu canteiro.

Diferentes plantas podem ser cultivadas juntas no mesmo canteiro. Assim, a terra não se desgasta.

Para deixar a terra mais nutritiva, você pode adicionar compostos orgânicos.

Já ouviu falar em compostagem? Nós temos um artigo completo sobre o tema.

A compostagem gera um líquido preto chamado chorume. Esse líquido, misturado com água, é muito benéfico para as plantas. Assim você garante que elas tenham uma terra saudável e rica em nutrientes.

4. Sugestões de alimentos, hortaliças e temperos para cultivar

Aqui, trouxemos sugestões do que você pode plantar em sua horta sustentável.

Para hortas em apartamentos:

  • Salsa
  • Cebolinha
  • Hortelã
  • Alecrim
  • Tomate Cereja
  • Alface
  • Rúcula
  • Agrião
  • Couve
  • Morango
  • Gengibre

Se você tem um quintal ou espaços mais amplos, as opções aumentam. Além dos mencionados acima, você pode plantar:

  • Brócolis
  • Batata Doce
  • Cenoura
  • Pepino
  • Milho
  • Beterraba

Essas são algumas sugestões. Mas as possibilidades vão além disso. Escolha alimentos que você gosta de consumir. E então, pesquisem sobre época de plantio e cuidados necessários.

5. Dicas para hortas comunitárias

Para que uma horta em comunidade funcione, é necessária uma boa organização. Estabeleça pessoas e horários para cuidar do espaço.

Organize dias de colheita e a distribuição de alimentos. Assim, todos que contribuem na horta têm direito aos alimentos que são cultivados.

Observe se o terreno que for utilizado é público ou particular. Se for particular, peça autorização ao proprietário.

Preze pelo bom convívio entre a comunidade. Uma horta sustentável é um ótimo lugar de encontro e trocas de saberes.

Concluindo

Dependendo do lugar que você tem disponível, pode escolher entre os diferentes tipos de horta. Preste sempre atenção na incidência de sol nas plantas.

Não esqueça que as plantas são seres vivos, elas precisam de sol, água e nutrientes.

Uma horta sustentável é uma ótima fonte de alimentos frescos e saudáveis. Com alguns cuidados diários, você pode ter alimentos orgânicos em sua própria casa.

Os 10 melhores projetos sustentáveis de 2020

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Os melhores projetos sustentáveis de 2020

Você sabe o que é um projeto sustentável?

Existem inúmeras estratégias sustentáveis que podem ser adotadas em edifícios. Cada projeto considera as opções mais adequadas ao seu contexto.

Um telhado verde, sozinho, não garante que um edifício seja sustentável, por exemplo. É necessário um conjunto de técnicas que melhoram o desempenho do edifício e se complementam.

A sustentabilidade precisa considerar aspectos ambientais, sociais e econômicos. Por isso, é muito difícil criar critérios que avaliam a sustentabilidade.

Hoje, existem diversos parâmetros e certificações que atestam a eficiência de edifícios. Esses parâmetros consideram itens como:

  • Eficiência energética
  • Água
  • Carbono
  • Resíduos
  • Impactos sociais

Cada vez mais, percebe-se os benefícios dessas estratégias. Construções que otimizam recursos naturais são uma grande tendência e necessidade para o futuro.

Acompanhe neste artigo essas tendências, com os edifícios sustentáveis que se destacaram no ano de 2020.

A lista é feita pelo American Institute of Architecture Committee on the Environment. Ela traz edifícios localizados nos Estados Unidos.

Essa seleção é uma das mais importantes do segmento de arquitetura sustentável no mundo. Isso significa que os projetos abaixo são referências de construções sustentáveis do ano.

O instituto ressalta que os edifícios são responsáveis hoje, pela emissão de 40% das emissões de CO2 do planeta. Por este motivo, é urgente que eles sejam realmente sustentáveis.

Clicando em cada título, você pode saber mais sobre os projetos.

1. Biblioteca Central de Austin

Projetada pelos arquitetos Flato e Shepley Bulfinch, a biblioteca foi planejado de acordo com o contexto do local.

As duas principais metas para esse edifício eram a iluminação otimizada e conservação de água para os edifícios da região.

Desta forma, ele possui um sistema de coleta de água da chuva com capacidade de 1500 litros. Uma parte dessa água é utilizada em um terraço jardim que atrai insetos polinizadores.

A biblioteca possui um átrio de seis andares que faz a função de iluminar seu interior com luz natural. Além disso, as varandas e mesas ao ar livre proporcionam o contato das pessoas com a natureza.

O projeto é certificado com LEED Platinum, classificação mais alta do programa.

2. Fronteira Terrestre dos Estados Unidos

Um projeto bem desafiador e diferente, foi projetado pelo escritório Richter Architects.

Consiste em um porto de entrada bastante movimentado no deserto de Chihuahuan, no México. Pedestres, veículos e mercadorias transitam pelo local diariamente.

Além de ser uma fronteira segura e eficiente, o local pretende transmitir as virtudes para quem chega no país. A arquitetura inspira, respeita, preserva os recursos naturais e valoriza diferentes culturas.

Para transmitir essa mensagem, estratégias sustentáveis estão atreladas ao design.

Os painéis fotovoltaicos no telhado acompanham as formas das montanhas. Os tijolos coloridos e o aço desgastado imitam os padrões da terra e da grama presentes na paisagem. O paisagismo conta a história da escassez e da colheita de água no deserto.

A sombra no exterior e a luz natural no interior do edifício aproveitam o sol da melhor maneira possível.

3. Centro da Natureza Ambiental e Pré-Escola

Projeto Sustentável

Em 2019, a pré escola foi adicionada a um Centro Ambiental que já existia no local. Ambos foram projetados pelo escritório LPA, Inc.

O Centro ambiental funcionava com o intuito de fornecer educação ambiental, na prática. A escola, então, foi adicionada para oferecer uma educação voltada para a natureza a crianças entre 2 e 5 anos.

“Ele apresenta às crianças a sustentabilidade responsável em uma idade jovem. É um lugar onde as pessoas vão querer enviar seus filhos. Ele faz todas as coisas certas – água, biofilia, resiliência e ótimas escolhas materiais.” – Comentário do júri

O projeto foi desenvolvido através de uma abordagem de design holística. Envolveu a equipe de arquitetos, engenheiros, paisagistas e designers de interiores da empresa.

Possui estratégias de ventilação natural e painéis fotovoltaicos na cobertura.

4. Sede da Etsy

Projeto sustentável

Esse projeto envolveu a reforma de um edifício antigo em Brooklyn, (Nova Yorque).

A reforma buscou manter a maior parte da estrutura já existente. Foi dada preferência a materiais locais e o edifício utiliza energia solar. Ele possui uma cobertura com jardins, que é um espaço de convívio para os funcionários.

O interior da empresa possui diversas estratégias biofílicas. Foram trazidos materiais e cores naturais para os ambientes comuns e de trabalho. A sede também possui diversas peças que foram produzidas artesanalmente na região.

A empresa tem uma filosofia que busca cuidar da saúde de seus funcionários.

5. Centro de justiça social da Fundação Ford

Este projeto, assim como o anterior, foram projetados pelo escritório Gensler.

Este também é uma reforma de um edifício antigo. Muitos materiais foram preservados e o edifício foi adaptado para melhorar sua funcionalidade. A abordagem de design reflete os valores centrais da fundação de transparência, colaboração, inclusão e capacitação.

Muitos espaços foram abertos ao público, e as janelas proporcionam transparência para o exterior.

A água da chuva é coletada e utilizada para regar os jardins e para resfriamento interno. Estratégias de eficiência energética foram adotadas, responsáveis por uma economia de energia de 35%.

6. Edifício de Design John W. Olver

Projeto sustentável

Projeto de Leers Weinzapfel Associates abriga departamentos da Universidade de Massachusetts.

O edifício promove a colaboração entre arquitetura, construção civil, paisagismo e planejamento regional. O seu design sustentável explora as tecnologias emergentes de construção com madeira.

Diversas estratégias de design passivo aumentam a eficiência energética. Dessa forma, reduz-se a energia utilizada e a energia incorporada em sua construção.

Este é maior edifício acadêmico de madeira laminada cruzada (CLT) dos Estados Unidos. Ele demonstra a sustentabilidade e beleza da madeira como material de construção renovável.

O prédio em si é tanto um ambiente de aprendizado quanto uma ferramenta de ensino. Demonstrando a simplicidade, o poder e a beleza da sustentabilidade.

7. Keller Center – Escola de Políticas Públicas da Universidade de Chicago

O projeto consiste na restauração de um edifício histórico, pelos escritórios Farr Associates e Woodhouse Tinucci Architects.

O edifício foi integrado à comunidade de seu entorno, com novas entradas e caminhos. A fachada de vidro permite entrada de luz natural. Em simultâneo, possui uma tecnologia que evita que os pássaros esbarrem no vidro.

Um átrio central maior de quatro andares serve a várias funções.

O Keller Center é um laboratório de aprendizagem. Nele, estudantes de políticas podem testemunhar desafios e soluções do mundo real por meio do design.

8. Centro de Educação Marinha do Laboratório de Pesquisa da Costa do Golfo

Esse centro educacional foi projetado após o furacão Katrina e outras tempestades destruírem a estrutura antiga.

A estrutura é dividida entre diversas construções de pequena escala. Elas são elevadas, de forma a resistir a possíveis cheias do rio.

As instalações incluem salas de aula ao ar livre, laboratórios, escritórios administrativos, espaços de montagem, áreas de exposição e uma ponte suspensa para pedestres.

Os edifícios foram localizados na copa das árvores existentes. Permitem assim, que as árvores funcionassem como um amortecedor natural do vento. A equipe selecionou materiais de baixo impacto para a saúde dos ocupantes e para evitar a contaminação do oceano em caso de desastre natural.

9. The Six

O edifício foi projetado para abrigar moradores de rua e ex veteranos de guerra. Como muitos inquilinos possuem deficiências físicas, o local foi completamente adaptado.

The Six foi projetado considerando estratégias de iluminação e ventilação natural. Possui também painéis solares para captação de energia.

O design tira a ênfase de um layout recluso e isolado em favor de um espaço interativo voltado para a comunidade.

10. Upcycle

Upcycle significa reciclar um material sem comprometer sua qualidade.

O terceiro projeto dessa lista do escritório Gensler, é um espaço criativo para escritórios.

Antigo prédio de reciclagem, ele foi transformado em um espaço lúdico. Todos os elementos do local foram reaproveitados.

Ele atingiu o objetivo de contar a história dos materiais e ser um local atrativo para pessoas e escritórios. As claraboias permitem entrada de luz natural e um sistema de ventilação reduz a necessidade de climatização.

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Concluindo

Esses projetos mostram como a sustentabilidade depende de cada contexto. Assim como das soluções presentes no local.

Cada projeto, de sua maneira, transformou estratégias sustentáveis em edifícios completos. Sempre levando diversos fatores em consideração, como preservação, vida em sociedade, eficiência energética, saúde e assim por diante.

Fonte: AIA ORG.

Porque a biomimética é o futuro do design sustentável

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Porque a biomimética é o futuro do design sustentável

“Quando olhamos para o que é verdadeiramente sustentável, o único modelo real que funcionou por longos períodos de tempo é o mundo natural.” – Janine Benyus

Antes de tudo, você sabe o que é biomimética?

“Bio”, significa vida, e “mimética” significa imitar. A biomimética consiste basicamente em buscar soluções inspirando-se na natureza. 

Você já percebeu que tudo o que você possui, desde suas roupas até aparelhos eletrônicos, foi projetado por alguém?

Hoje, para que um produto chegue a uma boa solução de design, ele vai sendo aprimorado de acordo com feedbacks. Ou seja, um design inteligente muitas vezes é fruto de uma sequência de versões que não deram tão certo.

Por isso que as versões novas dos produtos vem com melhorias baseadas nas reclamações da versão anterior.

É na busca por um design inteligente que a natureza aparece. Afinal, ela nada mais é que um sistema formado por anos de evolução e ciclos de feedback.

A biomimética é uma das principais tendências de design dos próximos anos. Afinal, ela busca entender mecanismos da natureza para aplicar na tecnologia.

Essa ferramenta parte da teoria de que todas as soluções já existem, nós só precisamos aprender a observar e ouvir.

Neste artigo vamos mostrar quais são as vantagens da biomimética e analisar alguns exemplos de sucesso. Além disso, trouxemos dicas de como parar para observar e aprender com a natureza.

1. A Biomimética na arquitetura: formas naturais

A arquitetura possui diversas maneiras de explorar a biomimética na forma dos edifícios. Confira alguns exemplos.

  • Templo de Lótus, na India

Biomimética

O templo religioso mais visitado do mundo, é um espaço aberto a todas as raças, religiões e castas.

Ele assume a forma da flor de lótus, considerada sagrada para a maioria da população da Índia. O templo foi projetado para refletir simplicidade, clareza e frescor. Ele é um símbolo da unidade e da humanidade das religiões.

O arquiteto Fariborz Sahba buscou trazer a luz e a água como ornamentação no lugar das estátuas.

A estrutura é composta por três fileiras de nove pétalas cada. As duas primeiras filas se curvam para dentro, enquanto a terceira se curva para fora, cobrindo as nove entradas.

  • Eastgate Center, Zimbabwe

Um shopping center na cidade de Harare, no Zimbabwe, foi construído inspirado nos cupins.

Biomimética

Os cupins constroem montes gigantes para crescer e abrigar alimentos, que são os fungos. Para isso, eles precisam manter temperaturas específicas. Mesmo em locais com grande variação da temperatura externa.

Para isso, eles criaram um mecanismo onde o ar é sugado na parte inferior do monte. Os cupins cavam continuamente novas aberturas e conectam as antigas para ajustar o sistema.

O Eastgate Center no Zimbábue imita um conceito semelhante. A massa de concreto do edifício aquece ou resfria os ventos que entram no edifício, dependendo de qual está mais quente, o concreto ou o ar.

  • The Gherkin, Londres

The Gerkin é um dos edifícios mais icônicos da Inglaterra. Ele foi um dos primeiros a adotar conceitos modernos de biomimética em sua concepção.

A torre de 180 metros de altura possui sistema de ventilação de ar semelhante a esponjas do mar e anêmonas.

Essas espécies se alimentam direcionando o fluxo da água do mar através de seus corpos.

Da mesma forma, o Gherkin é apoiado por uma estrutura de exoesqueleto e é projetado para que a ventilação flua por todo o edifício.

Mas a biomimética na arquitetura não está somente nas formas. Existem soluções tecnológicas que podem passar percebidas, mas são essenciais.

2. Onde a biomimética pode ser aplicada

O biomimetismo busca ir além da forma e entender a função dos elementos naturais. Essa função pode ser uma estratégia, um sistema ou uma estrutura.

Podemos aplicá-lo para resolver praticamente qualquer problema ao observar:

  • Como os animais se protegem;
  • Como é a vida em comunidade;
  • Que meios a natureza utiliza para se comunicar;
  • Quais são as estratégias de sobrevivência;
  • Como os materiais se regeneram
  • Como as plantas colaboram umas com as outras

E assim por diante…

A natureza é complexa, assim como a sociedade. Portanto, é possível dizer que a biomimética pode ser aplicada:

  • Na arquitetura
  • Na engenharia
  • No design de produto
  • Na administração de empresas
  • No urbanismo
  • Na psicologia

E praticamente em qualquer área que envolva a resolução de problemas.

2. Exemplos de biomimética na tecnologia

Solução para o problema das fachadas espelhadas que enganam os pássaros.

A moda dos prédios espelhados causou um grave problema ambiental nas cidades. Essas fachadas provocam ilusões de ótica nos pássaros. Eles não conseguem visualizar o vidro, que para eles reflete o céu, e acabam esbarrando.

A primeira alternativa foi colar desenhos de pássaros nos vidros. Porém, isso acabava prejudicando a estética das fachadas.

Ao observar o comportamento de pássaros na natureza, cientistas perceberam que eles desviavam das teias de aranha. Contudo, as teias de aranha também são praticamente transparentes.

Analisando as características de uma teia de aranha, percebeu-se que elas refletiam raios ultravioletas. Os pássaros eram capazes de enxergar esses reflexos e, então, desviavam da teia.

A solução encontrada foi desenvolver uma película de vidros que reflete raios ultravioletas. Com essa película, evita-se que os pássaros esbarrem em edifícios com fachadas espelhadas.

Utilização de fungos para otimizar conexões de transporte subterrâneo e aéreo.

Um estudo feito pela universidade de Hokkaido com outras universidades do Japão e do Reino Unido observou que o crescimento de um fungo era semelhante ao caminho ferroviário de Tóquio.

Os pesquisadores colocaram flocos de aveia em uma superfície molhada, nos locais que correspondiam às cidades vizinhas de Tóquio. Em seguida, permitiram que o fungo crescesse a partir do centro.

Como é possível ver na imagem abaixo, o organismo se espalhou de uma forma eficiente, criando conexões entre as cidades. Essa trama apresentou-se como uma solução otimizada e de baixo custo para o transporte ferroviário da região.

Biomimética

Imagem: Science/AAAS

Os cientistas afirmaram que “alguns organismos crescem sob a forma de uma rede interligada como parte de sua estratégia normal de descobrir e explorar novas fontes de alimento”.

Essa estratégia dos fungos mostrou-se eficiente também para a definição de rotas aéreas.

Textura que evita a proliferação de bactérias.

Você sabia que, embora a água do mar esteja repleta de microorganismos, a pele dos tubarões está sempre limpa?

Isso acontece porque a pele do tubarão possui uma textura que impede que bactérias se comuniquem. Deste modo, elas não se reproduzem.

A partir da observação desse fenômeno, pesquisadores criaram uma textura que inibe o crescimento de bactérias. A Sharklet se tornou uma ótima opção para substituir o uso excessivo de produtos químicos em hospitais, por exemplo.

Biomimética

Imagem: Sharklet.

Os produtos de limpeza são prejudiciais porque liberam compostos orgânicos voláteis. Esses compostos prejudicam a saúde. Em hospitais a tecnologia dessa nova textura foi muito eficaz. Já que ela simplesmente impede que as bactérias se reproduzam.

3. Vantagens competitivas

Quais seriam então, as vantagens competitivas ao apostar na biomimética?

Solução sustentável.

A biomimética garante que a solução encontrada seja uma solução sustentável. Afinal, a natureza é a própria sustentabilidade.

Cada vez mais, empresas que adotam estratégias sustentáveis têm vantagens competitivas no mercado. Além disso, elas apostam na coexistência harmônica das pessoas com o meio natural.

Inovação

O processo de observação da natureza vai depender da solução que se busca e da pessoa que está observando.

Considerando que a natureza possui milhões de espécies, sistemas e estratégias, a biomimética leva sempre a uma solução original.

A pergunta será sempre a mesma: O que a natureza faria nessa situação?

Mas essa pergunta leva a infinitas soluções. Inclusive, várias respostas para o mesmo problema. Ou seja, biomimética é inovação.

Vantagens financeiras

Muitas vezes a degradação ambiental se apresenta como um caminho mais rápido e fácil para uma empresa. Contudo, existem cada dia mais multas e penalizações para empesas sem responsabilidade ambiental.

Procurar soluções na biomimética garante que a sua empresa tenha uma visão sistêmica. A longo prazo, essa visão vai trazer vantagens econômicas e permitir que você direcione melhor seus recursos financeiros.

4. Dicas para encontrar soluções na natureza

Você pode estar se perguntando agora como fazer para encontrar essas soluções.

O primeiro passo é saber qual a pergunta que você quer responder. Com a pergunta em mente, envolva mais a natureza em suas atividades cotidianas.

A rotina dentro de grandes cidades muitas vezes afasta as pessoas da convivência com o meio natural. Por vezes, trabalhamos o dia inteiro sem nem perceber como está o clima do lado de fora.

Tente inserir alguns passeios pela natureza na sua semana. Gradualmente, vá observando e tentando entender como as coisas funcionam e o porquê de elas serem assim.

Por exemplo: por que uma semente é redonda?

Para que ela role pelo chão e não brote ao lado de uma espécie igual à dela.

Repare em padrões que se repetem, texturas, organização, funções e formatos. Tire-os do contexto e aplique em outras áreas.

Faça perguntas e busque pelas respostas. Peça ajuda de um biólogo se for necessário. Parcerias entre diferentes áreas de conhecimento são muito ricas e permitem novas descobertas.

Concluindo

A Biomimética é a busca por soluções em um sistema que é fruto de muitos anos de evolução: a natureza. Ela se regenera e utiliza recursos de maneira estratégica.

Não existe modelo mais eficiente de reciclagem que uma planta que morre e serve de adubo para que outra planta cresça em seu lugar.

“O mundo é projetado e, no entanto, o mundo nos projeta. Estamos presos em um ciclo de feedback dinâmico entre o que criamos como espécie e as maneiras pelas quais nossos artefatos criados nos tornam uma espécie.” – Leyla Acaroglu (UNEP).

Afinal, nós como seres humanos também somos uma espécie que faz parte da natureza.

Fontes:
Biomimicry ORG
Sharklet
Artigo: “Fungo projetista aprova projeto do metrô de Tóquio”
“What is Biomimetic Architecture and why young Architects should know about it” – Harshini Aithal
“Lotus Temple: A Symbol Of Excellence In Modern Indian Architecture”

Mofo: aprenda de uma vez por todas a evitar esse problema

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Mofo: aprenda de uma vez por todas a evitar esse problema

O mofo é um problema comum e que deixa muitas pessoas com dor de cabeça. Muitas vezes, por mais que o local seja limpo com frequência, o mofo continua aparecendo.

No inverno ele pode se agravar. Já que em dias frios deixamos a casa mais fechada.

O aparecimento de mofo pode estar relacionado a várias causas. Dependendo do caso, é um problema realmente difícil de resolver.

Além disso, o mofo pode causar doenças. Entre elas estão a rinite, sinusite e asma.

Portanto, por mais que este seja um problema comum, ele precisa ser solucionado. Viver em um local com mofo traz consequências que vão além do mau cheiro.

Mas não se preocupe, há solução para tudo. Neste artigo você vai aprender como acabar de vez com o mofo.

Você verá a seguir:

  1. O que é mofo
  2. O que pode causar o mofo
  3. Atitudes que não funcionam para acabar com o mofo
  4. Melhores dicas para acabar com o mofo

Independente do tipo de mofo que há na sua casa. Leia este artigo até o fim para não ter mais esse problema.

Antes de tomar qualquer atitude, vamos aprender sobre o que é, afinal, o mofo.

1. O que é mofo

O mofo é um tipo de fungo que vive em regiões escuras e úmidas. Para que ele sobreviva e se reproduza, ele precisa de umidade, oxigênio e nutrientes.

Ou seja, ele pode aparecer tanto em paredes, como em alimentos e móveis. Existem mais de mil espécies de fungos que causam mofo. Geralmente, é preciso identificar a espécie. Dessa forma, pode-se definir quais produtos utilizar no tratamento e prevenção.

E por que o mofo faz mal para a saúde?

Para se reproduzir, esse fungo joga esporos no ambiente. Ao respirar esses esporos, pessoas com predisposição à alergia irão desenvolver anticorpos. Ou seja, o corpo vai tentar se defender desses microorganismos. É aí que aparecem os sintomas como coriza e espirros.

Você sabia que o mofo pode causar dor de cabeça e até insônia?

Existem alguns tipos de mofo que são tóxicos. Eles liberam vapores tóxicos voláteis que podem causar inflamações crônicas. Em pessoas vulneráveis podem surgir diversos sintomas, como:

  • Dor de cabeça
  • Insônia
  • Fadiga
  • Sensibilidade à luz
  • Falta de concentração
  • Variação de humor

E muitos outros.

Antes de querer combater o problema do mofo, é importante saber a causa. Assim, você terá certeza que o problema não irá voltar.

2. O que pode causar mofo

Como você já leu aqui, o mofo aparece em locais com umidade. A umidade, porém, pode surgir de diferentes formas.

Umidade por capilaridade

É quando a umidade surge na parte inferior da parede. Nesses casos, ela vem do solo e vai subindo. Geralmente a tinta da parede acaba descascando, como na figura abaixo:

mofo

Exemplo de parede com umidade por capilaridade. (Fonte: fibersals.com.br)

Nesses casos, o problema está na falta de impermeabilização da fundação da casa. Sem resolver essa causa, a parede irá continuar absorvendo umidade.

Não adianta passar tinta anti mofo ou limpar a parede com frequência. Nessas situações o certo é impermeabilizar a fundação.

Infiltrações.

A falta de impermeabilização em coberturas faz com que a água da chuva penetre na estrutura da construção. Dessa forma, ela acaba descendo pela parede ou pela laje. E assim deixa os ambientes internos mais úmidos.

Em lajes expostas, é importante sempre deixar uma leve inclinação para que a água não fique empoçada.

Vazamentos

Vazamentos em canalização também podem fazer com que a água infiltre nas paredes. Essa infiltração pode demorar para ser percebida, mas ela irá deixar o ambiente mais úmido.

Falta de sol.

Hoje, com o aumento da densidade das cidades, edifícios acabam sendo construídos muito próximos uns aos outros. Isso acaba diminuindo a quantidade de sol nas fachadas.

Fachadas que não pegam sol tendem a desenvolver mais umidade. Portanto, elas devem receber uma atenção especial na questão de impermeabilização.

Ou seja, é necessário tomar cuidados desde a concepção do projeto arquitetônico. Depois disso, garantir que a execução da obra seja bem feita.

Se a sua casa já foi construída e apresenta mofo, confira primeiro o que não deve ser feito.

3. Atitudes que não funcionam para acabar com o mofo

Muitas pessoas tentam acabar com o mofo limpando e pintando as superfícies onde ele está. Geralmente isso não resolve a raiz do problema.

O fungo penetra nas superfícies de maneira mais profunda do que uma pessoa consegue limpar. Isso significa que, se você limpa o mofo com produtos líquidos, pode até estar agravando o problema, deixando a parede mais úmida.

Não limpe o mofo com pano úmido, e sim com um pano seco. Sempre tomando cuidado para não respirar a poeira que é liberada.

Da mesma forma, ao pintar a parede, você estará somente disfarçando o problema. Os fungos continuarão na estrutura. Em breve, as manchas e o mau cheiro irão aparecer novamente.

Quando o mofo aparece nos móveis, muitas pessoas simplesmente compram móveis novos. Contudo, muitas vezes o móvel adquire mofo por estar encostado em uma parede úmida.

Não adianta trocar os móveis sem tratar a umidade dessa parede.

4. Melhores dicas para acabar com o mofo

Se o mofo em sua casa é algo pouco frequente, existem algumas dicas para evitá-lo:

Deixe o sol entrar. Ele é um grande aliado na prevenção de fungos em geral.

Se o ambiente em questão não pega sol, preste atenção redobrada na próxima dica.

  • Ventilar e arejar a casa.

Mesmo em estações frias, é muito importante manter a casa sempre bem ventilada e arejada. Aproveite para abrir a casa em dias de sol, quando o ar está mais seco.

  • Manter janelas de banheiros abertas.

O banheiro é um dos locais mais úmidos da casa. Principalmente por conta do vapor dos banhos quentes. Portanto, ele merece uma atenção especial. Mantenha as janelas abertas sempre que possível.

Se sua casa for muito úmida, evite que o vapor do banheiro saia para dentro de casa. Nesses casos tente manter a porta fechada depois do banho.

  • Limpezas frequentes

Quanto maior a frequência que um ambiente for limpo, menores as chances de ele apresentar mofo.

  • Não deixar manutenção para depois

Mantenha a manutenção da sua casa em dia. Sempre que houver problemas de infiltração ou vazamentos, rapidamente chame um técnico.

  • Abrir armários

Deixar os armários abertos esporadicamente ajuda a renovar o ar dentro deles.

  • Afastar móveis das paredes.

Como foi visto antes, às vezes a umidade vem da parede. Nesse caso, afaste um pouco os móveis para proporcionar circulação de ar.

  • Aposte em desumidificadores de ambiente

Existem vários produtos que cumprem a função de desumidificar o ambiente. Caso prefira algo mais natural, o sal grosso ou giz de quadro podem ajudar a absorver a umidade do ar.

Adeus, mofo

Com as dicas que você leu, sua casa estará livre de mofo em breve. Lembre-se que o que causa esse problema é umidade. Em muitos casos é preciso resolver o que está causando umidade em sua casa.

Se o seu problema for somente esporádico, preste mais atenção na ventilação e iluminação para resolver o problema.

O mofo é um problema bastante sério e que precisa ser tratado. Ele afeta diretamente sua saúde. Uma casa sustentável deve ser, além de tudo, uma casa saudável para seus moradores.

 

Fonte: psychologytoday.com

Hospitais e a Biofilia como Aliada na Cura

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Hospitais e a Biofilia como Aliada na Cura

Quando você pensa em um hospital, o que vem à sua cabeça?

Muitos associam hospitais a ambientes frios e estéreis. Existem inclusive pessoas com fobia do ambiente hospitalar. Essas fobias podem ser geradas a partir de más experiências ou pelo próprio ambiente.

Infelizmente, a maioria dos hospitais hoje não são espaços convidativos, muitos menos que remetem à cura. Isso prejudica tanto os pacientes, quanto os funcionários.

Essa característica é bastante problemática. Uma vez que sentimentos como nervosismo, preocupação e até mesmo luto são frequentes nesse espaço.

O ambiente que nos envolve afeta diretamente a maneira como nos sentimos. Ele tem potencial de acentuar ou atenuar sensações.

Por esse motivo, é muito importante que um hospital seja um espaço terapêutico e que ajuda na cura de seus pacientes.

A biofilia surge como uma alternativa para tornar espaços hospitalares mais humanizados.

Hospitais que adotam estratégias biofílicas podem apresentar, inclusive, redução de custos. Isso acontece através da maior eficiência dos trabalhadores e redução de permanência dos pacientes.

Neste artigo você vai aprender porque os hospitais se tornaram como são hoje. Além de algumas estratégias biofílicas para melhorar os ambientes internos. Iremos falar sobre:

1. Histórico: como os hospitais deixaram de ser saudáveis.

2. A volta à natureza

3. Como a biofilia pode reduzir os custos

4. Estratégias de biofilia em hospitais

Embora hoje diversos hospitais sejam ambientes frios, eles nem sempre foram assim.

1. Histórico: como os hospitais deixaram de ser saudáveis

Por volta de 1920, havia uma epidemia de tuberculose na Europa. As causas da doença eram tidas como falta de ventilação, enclausuramento, sedentarismo e falta de luz solar.

Na época, o movimento moderno da arquitetura vinha se desenvolvendo. Como resultado, foram construídos hospitais para ajudar na recuperação dos pacientes. Esses hospitais possuíam grandes janelas, cores claras e solários para que os pacientes pudessem pegar sol.

Hospitais biofilia
Exemplo: Hospital Paimio Sanatório, na Finlândia.

Contudo, ao passar dos anos e dos avanços da medicina, essa preocupação com espaços terapêuticos e de prevenção foi se perdendo.

As principais causas foram a invenção dos antibióticos e a necessidade de construir hospitais mais baratos. Como já existiam remédios, adotou-se um pensamento de que as pessoas não precisariam de cuidados e prevenção.

Aliado a isso, a redução dos custos para a construção de hospitais ocasionou o surgimento de hospitais insalubres. Espaços escuros, sem iluminação ou ventilação natural, muitas salas de recuperação não possuíam ao menos janelas.

Mais tarde, por volta de 1970, os sistemas de ar condicionado e iluminação artificial evoluíram. Ou seja, as janelas definitivamente não eram mais uma prioridade.

Isso ocasionou um efeito cascata. As más condições dos hospitais prejudicavam a recuperação dos pacientes. Estes, acabavam por ficar mais dias internados e demandavam mais remédios.

2. A volta à natureza

Em 1984, Roger Ulrich publicou um artigo sobre como as janelas influenciavam a recuperação de pacientes.

A partir desse período, passou-se a estudar a importância do contato com a natureza. As pessoas começaram a perceber como esse contato era saudável e ajudava a prevenir doenças.

Também foram realizados estudos sobre a disseminação de micróbios. Pesquisadores descobriram que os micróbios não toleram luz do sol e variações de temperatura. Isso significa que ambientes mal iluminados e com temperaturas constantes são propícios para sua proliferação.

Ou seja, já estava claro que ambientes hospitalares mal planejados acarretam:

  • Aumento da disseminação de doenças;
  • Maior permanência dos pacientes;
  • Estresse em pacientes e funcionários;

Tudo isso aumenta os custos de um hospital.

Portanto, hoje já se busca trazer de volta essas estratégias biofílicas. Afinal, elas diminuem os custos e ampliam os benefícios.

3. Reduzindo custos de um Hospital com biofilia

Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), os principais custos de um hospital são os funcionários e os medicamentos.


Distribuição da despesa total segundo tipo de despesa (%) – Média dos hospitais. Anahp. Fonte: SINHA/Anahp.

Analisando essa tabela, é possível definir estratégias de redução de custos. Estas envolvem maior eficiência dos funcionários e a prevenção de doenças.

O investimento em medicina preventiva ajuda na diminuição dos custos de um hospital a longo prazo.

Essa medicina preventiva está diretamente ligada a um estilo de vida mais saudável da população em geral. Ela não depende somente do ambiente hospitalar. Mas sim dos ambientes residenciais, corporativos e da cidade na totalidade.

Cidades caminháveis e arborizadas incentivam seus habitantes a fazer trajetos a pé e ter contato com a natureza. Essas atitudes aumentam a imunidade e previnem diversas doenças.

Da mesma maneira, terraços verdes ou jardins externos em hospitais podem somar na cura de doenças. Já que eles são espaços terapêuticos.

Mas quais são as estratégias eficientes para o ambiente hospitalar interno?

4. Estratégias de Biofilia em Hospitais

Agora que está claro como a natureza é importante para a saúde, o desafio é inserir essa natureza em um ambiente hospitalar.

Um hospital, antes de tudo, deve ser um ambiente limpo e saudável. Portanto, ao utilizar materiais naturais, é preciso cuidar com questões sanitárias.

Em geral, um hospital possui diversas alas, desde salas de espera até salas de cirurgia. Esses diferentes espaços vão exigir diferentes cuidados.

Hospitais e a Biofilia
Hospital Sarah Kubitschek, do arquiteto João Figuiras Lima (Lelé)

Na imagem acima, a sala de espera do hospital possui um grande jardim verde. Esse elemento tem potencial de tranquilizar visitantes, por exemplo.

A natureza, contudo não precisa estar presente em sua forma literal. Ela pode se apresentar através de diferentes maneiras:

Cores

Tons terrosos e neutros são elementos biofílicos, pois remetem à natureza. As cores azul e verde também, além de serem cores da natureza, transmitem paz e calma.

As cores podem ser usadas para diferenciar as alas, ajudando na orientação espacial. A acessibilidade também inclui a interpretação do espaço. As pessoas se sentem mais seguras em ambientes onde podem se orientar sozinhas. Isto é, chegar no local e saber para onde se dirigir, onde estão os sanitários, refeitórios, salas de cirurgia, entre outros.

Texturas

Texturas naturais incluem a madeira, pedras ou tecidos naturais. Contudo, por vezes as exigências sanitárias impedem o uso desses elementos em hospitais.

Como solução, há materiais que imitam texturas naturais, como laminados e vinílicos.

Formatos

Os formatos naturais podem se apresentar como adesivos em vidros, papéis de parede, silhuetas e formatos em mobiliários e assim por diante. Embora não sejam verdadeiros, causam efeitos semelhantes aos elementos reais.

Parede verde

Assim como os jardins, as paredes verdes não podem ser aplicadas em todas as áreas de um hospital. Porém, um hospital na Noruega passou a utilizar um musgo estabilizado em espaços de saúde. Esse musgo não absorve impurezas ou junta poeira, o que possibilita seu uso em mais áreas hospitalares.

Outras plantas apropriadas são as tulipas, os cactos e as orquídeas.

Hospitais e a Biofilia
Nessa imagem, observa-se uma textura natural amadeirada, formatos naturais e uma parede verde.

Ilusões de ótica

As ilusões de ótica ajudam a criar a sensação de estar próximo à natureza. Ela pode ser criada através de painéis digitais ou retroiluminados. Ou ainda com quadros e pôsters.

Porém, alguns cuidados são necessários. É preciso garantir que a ilusão faça sentido. Se você deseja criar uma ilusão de céu, os painéis precisam estar no teto. Mas se você pretende criar uma ilusão de paisagem, ela deve estar na parede.

Hospitais e a Biofilia
Ilusão de céu criada acima de uma máquina de exames, onde as pessoas costumam ficar nervosas.

Vistas

Não podemos deixar de mencionar a importância das janelas. As janelas permitem iluminação e ventilação natural. Além de ajudar na saúde, a luminosidade natural regula o ciclo circadiano do corpo. Assim, ajuda o corpo a sentir seu momento de descanso.

Ao contrário do que muitos pensam, uma vista de qualidade não precisa ser necessariamente para a natureza. Uma vista da cidade também é positiva, pois permite que o paciente se distraia e observe o movimento.

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Os Hospitais estão se curando

É controverso o fato de os hospitais terem se tornado ambientes hostis. De fato, os cuidados com limpeza e higiene são necessários. Porém, é preciso mudar a forma como os ambientes internos são planejados.

Gradualmente, a arquitetura hospitalar avança para oferecer espaços saudáveis aos pacientes. Em paralelo, minimiza os altos custos que um hospital arca mensalmente.

É um sistema em que todos os lados ganham. Os funcionários do hospital tem um ambiente de trabalho agradável, os pacientes se recuperam mais rápido e os custos diminuem.

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Som x Ruído: os fundamentos do conforto acústico

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Som x Ruído: os fundamentos do conforto acústico

Neste artigo você irá aprender como funciona o som. Assim, poderá elaborar projetos com melhor conforto acústico.

Porque o conforto acústico é tão importante?

Vamos contextualizar o problema.

Antigamente, na idade média, o maior problema das cidades era o mau cheiro. Como as cidades não possuíam saneamento, os odores eram muito difíceis de controlar. Isso prejudicava o bem-estar dos habitantes.

Hoje, pode-se dizer que poluição sonora é um dos problemas mais difíceis de controlar nas cidades. Ela está presente de tantas formas que quase não nos damos conta.

E da mesma forma que os odores das cidades antigas, o ruído causa desconforto.

Carros na rua, música alta, pessoas conversando, eventos, são muitas as fontes de som na cidade.

Diversos problemas podem partir de questões acústicas. O excesso de ruído por vezes atrapalha a concentração ou o sono. Além disso, reduz a privacidade de espaços comerciais ou residenciais.

Você já sentiu dificuldade de ter uma conversa em um restaurante muito barulhento?

Um tratamento acústico com certeza resolveria esse problema.

Mas o que é, afinal, ruído?

Som x Ruído

Antes de entender o que é ruído, vamos esclarecer o que é o som.

Som é uma vibração em algum meio, que é percebida pelo ouvido humano. Esse meio pode ser ar, água, metal… Quanto mais denso for o meio, mas rápido o som irá se propagar.

O ruído é um som considerado desconfortável e incômodo.

Ou seja, ruído é um termo subjetivo.

Cada pessoa tem uma diferente sensibilidade para cada som.

Por exemplo, você pode se incomodar com o barulho dos carros na rua, mas não com crianças brincando. Por outro lado, seu colega pode se incomodar com as crianças, mas não com os carros.

Portanto, o conforto acústico é bem específico.

Existe também o chamado “ruído de fundo”. Esse é o som ambiente, de pessoas conversando ao fundo, música baixa, som da chuva e assim por diante. Em geral, esse ruido não é intenso ao ponto de incomodar.

Para compreender melhor como o som se comporta, entenda os conceitos que o envolvem.

Conceitos do som

  • Frequência

O som vibra através de ondas sonoras. Frequência é a quantidade de ondas sonoras em um determinado tempo.

Conforto acústico
Sons mais graves têm frequência menor. E sons agudos têm frequência maior.

Essas ondas são medidas em Hertz (HZ). O ouvido humano compreende os sons que estão entre 20 Hz e 20.000 Hz (Hertz). Abaixo de 20 Hz está o infrassom e acima de 20.000 Hz temos o ultrassom.

A voz humana fica em torno de 500Hz.

Por serem mais espaçadas, as ondas graves ultrapassam obstáculos com mais facilidade. Ou seja, é mais fácil barrar sons agudos do que sons graves.

  • Direcionalidade

A direção do som vai depender de qual é sua fonte.

Uma fonte pontual, como um objeto caindo, irá distribuir o som igualmente para todos os lados. Isso acontece se não houverem barreiras.

Já a nossa boca, por exemplo, é uma caixa que direciona o som para frente. Então, quando estamos falando, o som sai em uma direção específica.

Se alguém está atrás de você, essa pessoa terá dificuldade em ouvir sua voz. Ela irá ouvir o som depois de refletido nas superfícies do local.

  • Amplitude

A amplitude das ondas sonoras irá definir o volume do som, que é a intensidade sonora.

Conforto acústico
Quanto maior a amplitude, mais intenso será o volume do som.

O próximo passo é entender os diferentes tipos de ruído. Assim, você poderá aplicar corretamente os conceitos do som na arquitetura.

Tipos de Ruído

  • Propagação:

Campo aberto: em locais abertos o som vai igualmente para todos os lados. Perde intensidade rapidamente.

Campo fechado: em locais fechados o som é mais intenso. Bate nas superfícies e reflete, ficando mais tempo no local.

  • Meio de transmissão:

O ruído pode ser transmitido tanto pelo ar, como também por outros meios.

O ruído mecânico é aquele transmitido pela estrutura de um prédio. Geralmente são os ruídos de impacto: quando o seu vizinho arrasta móveis, por exemplo.

A solução, nesse caso, é utilizar materiais de construção que ajudam a amortecer esse impacto. A borracha é um ótimo material para essa finalidade. Afinal, ela é resiliente, sempre voltando ao seu estado original após sofrer uma deformação.

As borrachas podem ser colocadas entre elementos da estrutura, como pilares e vigas. Outra opção é utilizar a borracha junto ao revestimento do piso.

  • Origem:

Ruído interno é quando fonte de ruído e o receptor estão no mesmo ambiente.

No caso de problemas com ruído interno, o ideal é trabalhar com superfícies que absorvem ruído. Assim, ele fica mais suave. Essa é uma boa opção para restaurantes e escritórios compartilhados, por exemplo.

Já o ruído externo é quando a fonte de ruído vem de outro lugar.

Se você se incomoda com ruídos da rua, ou de vizinhos, precisa melhorar o isolamento do local.

O som consegue atravessar superfícies. Contudo, quanto mais densa é uma divisória, mais ela irá atuar como barreira. Tome cuidado com as frestas de portas e janelas. Geralmente, elas são as maiores responsáveis pelo excesso de ruído.

Para entender melhor como aplicar esses conceitos, veja as principais propriedades do som.

Propriedades do som

  • Reflexão

Como já mencionado, o som é refletido por superfícies planas.

Dependendo de nossa intenção em um projeto, podemos atenuar ou suavizar o som com essas superfícies.

Em estádios de futebol, a posição da arquibancada pode refletir o som de modo que ele fique ainda mais forte.

Já em locais mais tranquilos, é possível colocar materiais que absorvem o som nas superfícies. Assim, ele irá refletir menos e perder sua intensidade.

Aqui, já entramos na segunda propriedade:

  • Absorção

Superfícies porosas irão absorver o som. Quanto mais porosa, mais absorve e menos reflete.

Você já percebeu que quando está em uma sala vazia, o som fica diferente?

Os objetos, em geral, absorvem som. Inclusive as pessoas absorvem som. Quanto mais objetos estiverem em um ambiente, mais suave será a questão acústica.

Itens como sofás, espumas e tapetes, por serem mais porosas, absorvem mais som.

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Por fim, o ruído…

É uma questão muito subjetiva. O conforto acústico deve ser planejado de acordo com as demandas de cada usuário.

As estratégias de conforto acústico dependem dos seguintes itens:

  • fonte sonora
  • entorno
  • local
  • atividades realizadas no ambiente.

Entendendo como o som se comporta, você define melhores materiais e soluções para problemas de acústica.

Como economizar água

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Como economizar água

A preocupação de economizar água é recente na história da humanidade. Durante anos, as pessoas puderam consumir água potável à vontade.

Hoje, a poluição de rios e as mudanças climáticas estão diminuindo a oferta de água doce no mundo. A importância de economizar água vai muito além de gastar menos dinheiro.

Economizar água é demonstrar respeito para com o planeta.

Hoje, o maior gasto de água se encontra em atividades industriais e de agricultura. Contudo, atitudes conscientes devem partir de casa também.

No Brasil existe a Lei das Águas. Essa lei incentiva o uso racional da água e a captação de água da chuva.

Diversos estados brasileiros já contam com leis específicas que regulamentam o uso de água. Essas leis obrigam algumas construções a recolherem água da chuva, por exemplo.

São inúmeras as possibilidades de se economizar água. Isso pode ser feito tanto em ações cotidianas como em projetos de arquitetura.

Nesse artigo, você verá:

  • 9 Atitudes para economizar água em seu cotidiano
  • Como instalar um sistema de coleta de água da chuva
  • Alternativas de paisagismo para economizar água

Leia este artigo até o fim e passe a economizar muito na conta de água.

1. 9 Atitudes para economizar água em seu cotidiano

Atitudes sustentáveis começam dentro de casa. Em nosso cotidiano, podemos fazer diversas escolhas que demonstram nossa consciência ambiental.

Abaixo, veja algumas atitudes simples para adotar hoje mesmo:

  • Reutilizar a água da máquina de lavar roupa e do chuveiro antes de esquentar;
  • Tomar banhos mais curtos;
  • Não deixar a torneira aberta desnecessariamente;
  • Lavar os carros com balde;
  • Prestar atenção em vazamentos, sempre realizando as manutenções necessárias;
  • Lavar a roupa com menos frequência, somente quando a máquina estiver cheia;
  • Varrer as calçadas ao invés de lavar
  • Inspecionar a caixa d’água com frequência;
  • Dar preferência para equipamentos mais econômicos.

Quais seriam esses equipamentos mais econômicos?

O vaso sanitário com válvula de descarga na parede consome cerca de 14 litros de água por descarga.

Já o modelo com caixa acoplada, pode consumir de 3 a 6 litros. Esse modelo ainda tem uma variação em que é possível escolher entre uma descarga mais fraca ou mais forte.

Para torneiras e chuveiros, existem redutores de vazão. Esses redutores podem ser aquelas redes metálicas que direcionam a água e também válvulas redutoras.

Na questão de água, o chuveiro elétrico é mais econômico em relação ao chuveiro aquecido a gás. Isso porque o chuveiro elétrico aquece a água no próprio equipamento. Assim, não é preciso esperar até que a água esquente.

A dica para o chuveiro a gás é recolher a água fria em um balde para reutilizar. Essa é uma técnica manual. Porém, até que não sejam lançadas tecnologias que otimizem esse processo, adotamos as soluções possíveis.

Outra técnica comum em locais públicos ou comerciais são os temporizadores de torneira. Sua função é desligar a torneira automaticamente após alguns segundos. Ao adotar temporizadores, é muito importante garantir a manutenção frequente deles.

Por último, a técnica mais eficiente para economizar água é adotar sistemas de coleta de água da chuva.

2. Como instalar um sistema de coleta de água da chuva

A água da chuva não é considerada potável. Por isso, utiliza-se essa água para atividades de limpeza, rega do jardim ou descargas.

Quando não há coleta de água da chuva, a água que cai no telhado vai para a canalização de águas pluviais da cidade. Essa água é canalizada até o curso de água mais próximo. Esses cursos d’água podem ser córregos, rios ou o mar.

Ao recolher a água da chuva, você armazena ela em uma cisterna. A partir dessa cisterna, é possível direcionar a água para alguns pontos da casa.

Abaixo estão alguns exemplos de cisterna. Ela pode ficar acima do solo ou enterrada no chão.

Economizar água

Exemplo de cisterna sobre o chão. (Fonte: tecnotri.com.br)

Economizar água

Exemplo de cisterna enterrada. (Fonte: cec.com.br)

Dependendo do caso, será necessário bombear essa água para outra caixa d’água mais alta. Deste modo, a água ganha pressão para ser usada em descargas, por exemplo.

A primeira água da chuva que cai no telhado geralmente traz bastante sujeira. Essa sujeira também pode conter folhas que foram se acumulando. Por isso, é importante que haja um filtro de folhas e que essa primeira água seja descartada.

Hoje existem sistemas que realizam essa função automaticamente.

Economizar água

Exemplo de filtro de folhas e impurezas. (Fonte: fortlev.com.br)

Para garantir que o seu sistema de coleta seja eficiente, invista em um bom projeto. Um profissional de arquitetura ou engenharia pode definir a melhor forma de funcionamento.

Com esse sistema instalado, você poderá economizar até 50% na conta de água.

Afinal, não faz sentido utilizar água potável para dar descarga ou molhar as plantas, não é mesmo?

Falando em molhar as plantas, essa é outra atividade que consome muita água.

Dependendo do clima de sua região, pode haver épocas de pouca chuva. Nessas épocas é necessário regar as plantas para que elas não morram.

3. Alternativas de paisagismo para economizar água

Um jardim bonito exige diversos cuidados e manutenção.

Se você precisa de muita água para manter seu jardim vivo, talvez esteja na hora de repensar o paisagismo.

Existem algumas plantas que precisam de muita água para se manterem vivas e bonitas. Já outras, preferem uma terra mais seca.

O Xeriscaping é uma técnica de paisagismo que busca adotar um paisagismo que não precisa de irrigação. São escolhidas plantas adaptadas ao clima da região. Essas plantas geralmente sobrevivem somente com a água da chuva.

Essa técnica é mais utilizada em regiões secas. Em locais com chuvas frequentes é preciso tomar cuidado para não “afogar” as plantas.

Economizando água

Nesse artigo você viu como é fácil tomar atitudes simples para economizar água dentro de casa. Quanto menos desperdício, mais garantimos água potável para as gerações futuras.

Até este ponto, você já deve ter repensado algumas atitudes, não é?

Educar as crianças desde cedo a utilizar água com responsabilidade é muito importante.

Junto a essas atitudes, aposte na coleta de água da chuva e no xeriscaping. Essas técnicas farão uma grande diferença em sua conta de água no fim do mês.

Se você trabalha com grandes empreendimentos, fique atento à legislação de sua cidade e estado. Em diversos lugares já é obrigatória a instalação de sistemas de coleta de água da chuva.

Gostou desse artigo?

Comente aqui quais atitudes você já toma para economizar água.

Como projetar um Hospital Sustentável em 6 passos

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Como projetar um Hospital Sustentável em 6 passos

Por ser um espaço de cura, um hospital ganha muito ao ser planejado de forma sustentável.

Você pode estar se perguntando o que a sustentabilidade tem a ver com a cura de doenças.

E nós já adiantamos: tem tudo a ver!

Neste artigo você vai entender onde estão as oportunidades de aplicar a sustentabilidade no ambiente hospitalar. Iremos abordar o tema dentro destes 6 aspectos:

  1. Processo Integrativo: a melhor maneira de projetar um hospital sustentável
  2. Estratégias passivas: como economizar dinheiro nas contas de luz e água
  3. Materiais: cuidados na hora de escolher materiais não tóxicos
  4. Acessibilidade e ergonomia
  5. Acústica: controle de ruídos internos e externos
  6. Resíduos: a questão do lixo hospitalar

Após ler este artigo você vai saber como planejar um hospital de alto impacto na saúde das pessoas. E de quebra, com um baixo impacto no meio ambiente.

1. Processo Integrativo: a melhor maneira de projetar um hospital sustentável

O projeto de qualquer hospital tem um grande nível de complexidade. São inúmeras normas, equipamentos e funções que devem ser consideradas.

Estratégias sustentáveis aumentam ainda mais essa complexidade.

Dessa forma, muitos profissionais se envolvem no processo que vai desde o projeto até a execução e manutenção do edifício.

A equipe de profissionais inclui: arquiteto, paisagista, engenheiro, eletricista, decorador, entre outros.

Porém, se cada profissional fizer sua parte de forma independente, o processo é ineficiente. Além disso, aumentam as possibilidades de retrabalhos e erros de execução.

Processo integrativo é um método de projeto.

Nesse método, os profissionais trabalham de forma colaborativa e conjunta. A maior comunicação entre todas as disciplinas do projeto garante sua funcionalidade.

A equipe de um processo integrativo entende a importância de buscar uma sinergia. Assim, consegue oferecer soluções mais eficazes para o cliente.

Por outro lado, de nada adianta haver um hospital muito bem executado se a equipe que vai usar o edifício não souber como os equipamentos funcionam.

Para garantir essa integração dos sistemas e o correto uso do edifício, existe a opção de comissionamento.

Comissionamento no processo Integrativo de um Hospital Sustentável

O agente comissionador é uma pessoa que acompanhará desde o projeto arquitetônico até a fase de uso e manutenções do edifício. Ou seja, ele vai garantir qualidade e eficiência.

Ele participa desde o momento do projeto arquitetônico, conferindo o programa de necessidades com a parte técnica. Assim, garante que todos os equipamentos tenham suporte para funcionar corretamente.

Com o edifício finalizado, o agente comissionador irá realizar testes e ajustes para conferir se os equipamentos estão funcionando.

Por fim, vai treinar a equipe para que os equipamentos sejam utilizados corretamente.

O ideal é que haja uma central de controle de energia. Nessa central será possível controlar os gastos de energia e perceber possíveis problemas.

Por exemplo, equipamento de ar condicionado que está gastando mais energia que o normal pode estar com algum defeito.

Falando em energia, vamos para o nosso segundo tópico:

2. Estratégias passivas: como economizar dinheiro nas contas de luz e água.

“Os hospitais funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana e 365 dias por ano. Tudo o que implica eficiência da edificação tem impacto direto não só nos custos, mas na produtividade e no maior bem dos seres humanos, a vida” – Eleonora Zioni

Estratégias passivas visam evitar a sobrecarga do sistema. Elas abrangem desde a escolha de equipamentos mais eficientes, até o uso de fontes passivas de energia, como o sol e o vento.

Vamos falar aqui sobre os principais sistemas:

  • Eletricidade: Iluminação e refrigeração
  • Hidráulico: uso consciente da água

Iluminação

A principal estratégia de iluminação passiva é utilizar a luz natural como apoio. Janelas grandes colaboram para deixar os ambientes bem iluminados e salubres.

Outra estratégia é dar preferência para lâmpadas de LED, que consomem menos energia. Além disso, é possível instalar sensores de presença em salas de pouca permanência, como depósitos, por exemplo.

Um cuidado importante a ser tomado é o da iluminação da cidade que pode iluminar o interior das salas à noite. Essa luz, em excesso, tem potencial de atrapalhar o sono dos pacientes em recuperação.

Nesse caso, o ideal seria pensar no posicionamento dos quartos em relação à cidade no momento do projeto. Ou, no caso de um edifício existente, instalar boas cortinas tipo “blackout”.

Refrigeração

Um hospital requer um alto nível de conforto térmico para os pacientes. Muitas vezes, estratégias de ventilação natural não são suficientes. Mas isso não significa que elas não devem ser consideradas.

Vamos tomar como exemplo o hospital Sarah, projetado pelo arquiteto Lelé. Nele, a climatização mecânica é minimizada com as estratégias de ventilação natural.

Hospital Sustentável

Hospital Sustentável

Hospital Sarah Kubitschek Salvador / João Filgueiras Lima (Lelé). Fonte: Archdaily

Vale mencionar a importância de limpar com frequência os filtros dos ares condicionadores para evitar a proliferação de bactérias.

Água:

Embora em hospitais essa estratégia exija cautela, é possível utilizar água de reuso para algumas atividades. Um exemplo é usar para irrigação de jardins na área externa.

A economia de água deve ser considerada desde o momento do projeto, na especificação de metais e louças. Uma boa estratégia é a de torneiras com arejadores e temporizadores. Contudo, é muito importante que esses mecanismos sejam monitorados com frequência.

Inclusive, o próximo tópico é sobre a especificação de materiais.

3. Materiais: cuidados na hora de escolher materiais não tóxicos.

A presença de toxinas em ambientes hospitalares é ainda mais grave do que em situações comuns.

Por isso, é importante tomar cuidado no momento de escolher revestimentos, móveis e até os produtos de limpeza.

Podemos atentar para a Declaração de Saúde do Produto. Essa declaração traz todos os elementos químicos utilizados na fabricação de um produto, assim como seus efeitos na saúde das pessoas.

Procuraremos, por exemplo, produtos com compostos orgânicos voláteis baixos ou inexistentes. Esses compostos podem estar presentes em tintas, colas e até nas espumas de colchões.

Por isso, em um hospital é preferível adquirir colchões preenchidos com látex.

Outro detalhe é evitar que os materiais sejam finalizados dentro do hospital. Quanto menos cola e tinta for aplicada dentro do ambiente hospitalar, melhor. Prefira materiais que já chegam na obra estando finalizados.

Estratégias de design biofílico tem grande potencial de serem utilizadas para a cura de pacientes. Existem muitos estudos acadêmicos que vêm comprovando os benefícios do contato com a natureza para a saúde humana.

Não é muito recomendável inserir plantas dentro do ambiente hospitalar. Portanto, a natureza pode ser representada através de cores, formatos e texturas naturais. Ou até através de uma vista da janela.

4. Acessibilidade e ergonomia para um Hospital Sustentável

Os materiais também são interessantes na questão da acessibilidade. Eles podem ser utilizados para criar transições de ambientes, por exemplo.

A questão da acessibilidade envolve tanto a parte física e motora, como também a questão visual e de compreensão do espaço.

Cores, contrastes e iluminação ajudam na leitura do ambiente.

É importante que tudo seja acessível por cadeiras de rodas em um local onde diversas pessoas estão com restrições motoras. Além disso, o piso não pode ser escorregadio.

O excesso de ruídos também pode prejudicar a comunicação de uma pessoa com problemas de audição. Confira sempre se o seu projeto está de acordo com a NBR 9050 – Norma de Acessibilidade.

5. Acústica: controle de ruídos internos e externos

O desconforto acústico, ou seja, o excesso de ruído, pode desencadear estresse e até doenças como a depressão.

Em relação aos níveis de ruído medidos em decibéis, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que os níveis não passem de 30 dB em um ambiente hospitalar.

Já a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) estabelece níveis entre 35 e 55 dB para hospitais.

O ruído dentro de um hospital pode vir tanto da parte interna quanto da parte externa.

Se for um ruído externo, esquadrias bem vedadas e um preenchimento acústico na parede dificultam a entrada de barulho.

Entretanto, se o problema for o ruído de dentro do próprio hospital, ele é um pouco mais complicado de resolver.

Quando o ruído se origina do mesmo ambiente que você está, a ideia será reduzir sua intensidade e o tempo de permanência. Ou seja, dispor de superfícies que absorvem o ruído, evitando que ele reverbere.

Espumas e superfícies acolchoadas são ótimos absorvedores de ruído. Por conta da limpeza, não é possível inserir esses materiais no piso e nas paredes. Portanto, a alternativa é inserir materiais acústicos no forro.

Por último, vamos falar daquilo que resta.

6. Resíduos: a questão do lixo hospitalar

O problema do lixo hospitalar é que ele é tóxico e pode transmitir doenças. Por esse motivo, seu tratamento é feito com incineração.

Mas a incineração libera poluição que é prejudicial ao meio ambiente.

Desta forma, é importante que haja uma separação correta do lixo dentro do hospital. Muitas vezes, acontece de o lixo reciclável ou orgânico ser descartado como lixo hospitalar.

Quando isso acontece, resíduos que poderiam ser reciclados ou compostados passam pela incineração sem necessidade.

A separação correta demanda uma conscientização da equipe, dos pacientes e dos visitantes.

Conclusão

Nesse artigo você aprendeu como a sustentabilidade pode colaborar na recuperação de pacientes. Da mesma forma, colabora na saúde da cidade, consumindo menos energia e descartando resíduos corretamente.

Um sistema de controle e monitoramento vai garantir que tudo funcione da maneira correta. Manutenções frequentes são fundamentais para garantir um bom desempenho do edifício.

A sustentabilidade cura. Quando percebemos isso, fica clara que a dimensão de um projeto sustentável vai muito além de questões apenas ambientais.

Afinal, sustentabilidade abrange aspectos ambientais, sociais e econômicos.

Vale mencionar também que um hospital sustentável irá atrair bons médicos e mais pacientes. Ou seja, é um investimento que vai garantir o sucesso da instituição.

Fontes:

OMS

ABNT

Archdaily