Pegada ecológica: o que é e como calcular a sua.

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Pegada ecológica: o que é e como calcular a sua.

 
Você já ouviu falar em pegada ecológica?
 
O termo se refere justamente à “pegada”, ou seja, ao impacto que a existência de cada indivíduo gera no planeta terra.
 
O estilo de vida atual conta com diversas “regalias”. Mesmo que elas não sejam acessíveis a todos, elas permitem que muitos consumam além de suas necessidades básicas de sobrevivência.
 
Tomar banho quente, ter um automóvel e consumir uma grande diversidade de alimentos diariamente. Essas são ações que geram impactos, pois demandam a exploração de recursos naturais.
 
Água, terra, ar, árvores, animais, combustíveis fósseis e o sol sempre foram recursos necessários para a sobrevivência. A questão é que alguns são renováveis, isto é, são rapidamente renovados pelo próprio planeta, outros não.
 
Desde os anos 60, a humanidade vem consumindo mais recursos do que o planeta pode regenerar em um ano. Isso significa que seria necessário mais de um planeta para abastecer nosso estilo de vida. Ou seja, vivemos de forma insustentável.
 
E agora? Como saber o quanto meu estilo de vida impacta no planeta? O que pode ser feito para reduzir esse impacto?
 
Neste artigo iremos mostrar o raciocínio por trás da pegada ecológica. Assim, você conseguirá calcular qual é a sua pegada, e ver as alternativas possíveis para diminuí-la.
 
Você vai aprender:
 
  • O que é pegada ecológica
  • Como é feito o cálculo da pegada ecológica;
  • O que é o dia de sobrecarga da terra;
  • Quais países geram os maiores impactos;
  • Como saber qual é a sua pegada ecológica;
  • Como diminuir sua pegada ecológica através de atitudes individuais;
 

1. O que é Pegada Ecológica

 
O termo “pegada ecológica” foi criado em 1990 pelos cientistas canadenses Mathis Wackernagel e William Rees. Hoje, ele é internacionalmente conhecido. Portanto, se relaciona ao desenvolvimento sustentável e ao uso racional dos recursos naturais.
 
Pegada ecológica é uma forma de medir os recursos naturais que seus hábitos cotidianos exigem. O resultado é dado em quantidades de planetas terras. Ou seja, quantos planetas terras seriam necessários para suprir seu estilo de vida.
 
A pegada ecológica de um país, portanto, será uma média das pegadas ecológicas de sua população.
 

2. Como é feita a conta da pegada ecológica

 
A Global Footprint Network é a organização que oferece recursos para o cálculo da pegada ecológica.
 
O cálculo feito para descobrir quantos planetas são necessários para manter nosso estilo de vida adota a medida de hectare global. São consideradas as áreas de atividades de agricultura, pecuária, áreas urbanas, florestas e quantidade de carbono.
 
Hoje, a média da pegada ecológica mundial é de 2,7 hectares globais por pessoa. Enquanto isso, a biocapacidade de fornecimento do planeta gira em torno de 1,8 hectare global por pessoa. Esses dados apontam a necessidade de 1,5 planetas para abastecer nossas necessidades.
 
No gráfico abaixo nota-se como esse número vem crescendo, e qual a previsão para 30 anos.
Pegada ecológica
 

Projeções (Global Footprint Network, 2010)

 
Esses números apontam uma situação preocupante. À medida que esse problema se agrava, intensificam as disputas por recursos.

3. O que é o dia de sobrecarga da terra

 
A pegada ecológica está diretamente relacionada ao dia de sobrecarga da terra. Essa é a data em que o planeta esgota toda a quantidade de recursos que ele pode regenerar em um ano.
 
No ano de 2020, essa data está prevista para dia 22 de agosto. Isso deixa claro que precisaríamos de mais que um planeta para manter nossos hábitos de consumo.
 

4. Países e suas pegadas ecológicas

 
Ao contrário do que você deve estar pensando, os Estados Unidos não estão em primeiro lugar na lista da pegada ecológica. Mas o país perde apenas para os Emirados Árabes, que ocupam o primeiro lugar. A Austrália ocupa a terceira posição na lista de países que causam o maior impacto no planeta.
 
Outro dado interessante é que o Japão precisaria de 8 vezes sua própria área para garantir os recursos naturais que sua população demanda.
 
A média do Brasil é de 2,9 hectares globais por habitante, estando um pouco acima da média mundial de 2,7 gha/cap. Isso nos coloca como um país que tem hábitos de consumo mais intensos que a média mundial.
 
Agora, voltando o olhar para mais perto, já pensou em calcular sua própria pegada ecológica?
 

5. Calculando a sua pegada ecológica

 
O cálculo realizado para medir a pegada ecológica de cada um considera alguns hábitos cotidianos.
 
Alguns exemplos de hábitos considerados são:
 
  • Consumo de carne,
  • Se você possui um automóvel e com qual frequência o utiliza
  • Se você oferece ou pega caronas
  • Quantas vezes por mês costuma comprar roupas ou aparelhos eletrônicos,
 
Existem testes online em que você responde algumas perguntas e descobre sua pegada ecológica. Isto é, quantos planetas seriam necessários se todos tivessem o mesmo estilo de vida que o seu.
 
Você pode realizá-lo nesses sites:
 
 

6. Como reduzir sua pegada ecológica

Se você já realizou o teste, provavelmente percebeu que seu estilo de vida causa grande impacto no planeta, não é mesmo?
 
Mas quais são as alternativas para reduzir esse impacto e, ainda assim, ter uma vida confortável?

Alimentação:

O consumo de carne vermelha demanda grandes áreas de pasto para a criação de gado. Desde modo, é um dos motivos principais que levam ao desmatamento de florestas.
 
Reduzir o consumo de carne vermelha é uma ação simples e que pode causar grande impacto positivo.

Bens materiais:

Consuma bens materiais de forma consciente. Isso significa prestar atenção na origem, qualidade e matérias-primas utilizadas para a fabricação. Ou seja, dar preferência a produtores locais, coisas duráveis e comprar somente o que é realmente necessário.
 
Neste artigo explicamos detalhadamente uma maneira fácil de adotar um estilo de vida mais minimalista.
 
No momento de escolher eletrônicos, é importante prestar atenção no gasto de energia. Dê preferência aos que consomem menos energia e são mais eficientes.

Transporte:

Se você tem um carro e o utiliza bastante, considere começar a oferecer caronas para seus colegas de trabalho. Se você pensa que poderia abrir mão do automóvel, pode começar a utilizar mais o transporte público de sua cidade. Outras alternativas são andar de bicicleta e até pegar caronas com seus conhecidos

Arquitetura:

Morar em uma casa bem planejada é uma forma de reduzir sua pegada ecológica. Estratégias de conforto térmico que visam menor consumo de energia são características de uma casa sustentável.
 
Outras características são:
 
  • Recolhimento de água da chuva,
  • Aquecimento solar,
 
Essas estratégias são essenciais para otimizar o consumo de recursos naturais.

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Resumindo…

 
Saber nossa pegada ecológica é o primeiro passo para começar a adotar atitudes sustentáveis. Considerando a urgência dessas atitudes, é importante mobilizar não só a população, mas também a indústria e as autoridades governamentais.
 
Como você viu aqui, ter uma rotina menos impactante ao planeta terra não é tão simples, contudo, é necessário. Essas atitudes positivas garantem a nossa permanência em um planeta saudável por mais tempo.
 
Renunciando a pequenos hábitos insustentáveis, você colabora para a regeneração do planeta e dos recursos naturais.
Fontes:
SCARPA, Fabiano. Pegada Ecológica: qual é a sua? / Fabiano Scarpa; Ana Paula Soares. São José dos Campos, SP; INPE, 2012. 24p.

Ar Condicionado Inverter: quais as vantagens?

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Ar Condicionado Inverter: vantagens e desvantagens.

 
O ar condicionado inverter surgiu para melhorar os sistemas de ar condicionado split. Ele foi desenvolvido com o intuito de consumir menos energia e ser mais eficiente.
 
O modelo inverter controla a velocidade do compressor do motor através de um inversor (daí o nome), que regula a temperatura.
 
Se você pretende economizar na conta de luz, sugerimos que você leia este artigo até o fim.
 
Por mais que uma casa possua estratégias de conforto térmico, muitas vezes o uso do ar condicionado se faz necessário. Principalmente em locais onde o calor é intenso.
 
Algumas técnicas colaboram para melhorar a eficiência de um ar condicionado, como:
 
  • Boas vedações nas portas e janelas;
 
  • Potência do aparelho adequada à dimensão do ambiente.
 
  • Quantidade de máquinas de acordo com a demanda.
 
E, principalmente,
 
  • A compra de um bom equipamento.
 
Neste artigo vamos analisar as diferenças entre o ar condicionado split convencional e o inverter. Mostraremos as vantagens e desvantagens de cada um.
 
Além disso, você vai aprender em quais especificações deve prestar atenção no momento de escolher um aparelho.
 

1. Economia de Energia

 
Estima-se que o ar condicionado inverter seja de 40% a 60% mais econômico que o ar condicionado convencional.
 
A economia se baseia na extinção de picos de energia em seu funcionamento. Isso se deve a uma placa que fica na unidade externa e controla a frequência do compressor.
 
O que são picos de energia?
 
É comum percebermos que os ares condicionados comuns desligam ao atingir a temperatura correta. E ligam novamente quando a temperatura aumenta. Deste modo, cada vez que ele liga, ele gera um pico de energia.
 
O ar condicionado inverter possui uma placa que controla a frequência do compressor. Isso quer dizer que ele não desliga durante o funcionamento. Mas sim, mantém um funcionamento contínuo e pouco variável.
 
Podemos ver essa diferença nos gráficos abaixo:
 
Ar condicionado inverter

Ar condicionado convencional. Imagem: Frigelar

Ar condicionado inverter

Ar condicionado inverter. Imagem: Frigelar

 

2. Conforto térmico e acústico

 
A frequência contínua do equipamento também garante maior conforto térmico e evita que você precise ficar colocando e tirando o casaco. Isso porque a temperatura se mantém constante no ambiente.
 
Outra vantagem dessa característica do modelo Inverter é a redução de ruído. Como o funcionamento é constante, o ruído também é suave e sem variações. Ideal para quem se incomoda com barulho.
 

3. Velocidade de resfriamento de um Ar Condicionado Inverter

 
O ar condicionado Inverter atinge a temperatura desejada mais rápido que o convencional. O motivo é o fluido refrigerante (gás) circular pelo aparelho com maior pressão, otimizando a troca de calor.
 
Por outro lado, quando um ar condicionado convencional atinge a temperatura certa, ele desliga. Ou seja, essa demora de regulagem acontece repetidamente.
 

4. Gás Refrigerante

 
Você sabia que o funcionamento de um ar condicionado depende do uso de gases refrigerantes?
 
Até um tempo atrás, utilizava-se o R22, gás nocivo à camada de ozônio. Isso tornava o ar condicionado um grande vilão da pegada de carbono e do aquecimento global.
 
Hoje, a maioria dos aparelhos já substituiu o R22 pelo R410a. Esse último é mais eficiente e não afeta a camada de ozônio.
 

5. Manutenção de um Ar Condicionado Inverter

 
O ar condicionado convencional apresenta maior facilidade de manutenção. Sua estrutura é mais simples e o modelo está há mais tempo no mercado.
 
Já o ar condicionado inverter possui elementos eletrônicos mais complexos. Essa questão exige profissionais mais qualificados para a manutenção. Desta forma, os custos são geralmente maiores.

6. Durabilidade

 
A durabilidade dos aparelhos de ar condicionado geralmente varia de 10 a 15 anos. Isso depende muito dos cuidados de conservação e manutenção periódica.
 
Contudo, se você mora em uma região litorânea, deve tomar alguns cuidados extras.
 
Como a placa do ar condicionado é externa, ela fica suscetível ao desgaste da maresia. Isso pode causar a queima do aparelho em um menor período de uso. Por isso, cuidados e manutenção devem ser mais frequentes nesse caso.
 

7. Custo-Benefício de um Ar Condicionado Inverter

 
Falando em custo, o ar condicionado inverter pode ser um pouco mais caro. Porém, seu valor tem diminuído bastante e hoje não apresenta uma diferença tão grande em relação ao convencional.
 
Dependendo da frequência de uso, em poucos meses a economia na conta de luz irá compensar o investimento no modelo Inverter.

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Concluindo

 
É muito importante considerar os benefícios a longo prazo na escolha desses equipamentos. Além disso, a escolha deve ser feita considerando a dimensão do ambiente, a potência do aparelho e o clima do local.
 
O ar condicionado split convencional e o inverter são visualmente iguais e apresentam a mesma potência de resfriamento. A diferença está apenas no sistema de funcionamento.
 
Na questão da sustentabilidade, é possível afirmar que o ar condicionado Inverter será geralmente mais adequado. Mesmo possuindo um custo maior, ele ganha na eficiência energética e no conforto para os usuários.
 

Os Segredos por Trás da Arquitetura Positiva para o Clima

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Os Segredos por Trás da Arquitetura Positiva para o Clima

O termo “Arquitetura Positiva” se refere a produzir arquitetura visando o carbono negativo. Embora pareça controverso, o termo “positivo” é usado para destacar o lado bom de diminuir a pegada de carbono na arquitetura.
 
A Arquitetura positiva para o clima é uma arquitetura que reverte mudanças climáticas.
 
Porque isso é necessário?
 
  • Estima-se que a construção civil seja responsável por 40% das emissões de gases poluentes do mundo. (WBCSD)
  • Na questão de quantidade de edifícios e urbanização, todo mês o mundo constrói o equivalente a uma cidade de Nova York inteira.
 
Ou seja, a prática da arquitetura está diretamente ligada às mudanças climáticas. Neste artigo nos aprofundaremos nas questões que envolvem uma arquitetura positiva para o clima.
 
Vamos apresentar estratégias e ferramentas para que você aprenda por onde começar. E por fim, tornar a arquitetura uma aliada da sustentabilidade.
 
Nosso objetivo será transformar edifícios emissores de carbono em sequestradores de carbono.
 

1. A Roda da Mudança

 
A arquitetura está inserida em um grande universo que envolve as mais variadas indústrias. Desde revestimentos, mobiliário, materiais construtivos, esquadrias, e assim por diante.
 
Além disso, ela é um objeto de consumo da sociedade.
 
Isso significa que a arquitetura sustentável depende de materiais de construção sustentáveis. Ou seja, depende de uma indústria com responsabilidade ambiental e social.
 
Mas ela também se apoia em uma sociedade que valorize práticas sustentáveis. Pessoas conscientes dos impactos da arquitetura sustentável em seu cotidiano e até na saúde.
 
Essa sociedade pode exigir políticas públicas e também adaptações no setor privado. Consumidores conscientes podem incomodar o mercado e modificar a indústria. Quanto maior o valor de concorrência de materiais sustentáveis, maior será o incentivo para que eles sejam fabricados.
 
Dessa forma, podemos começar a produzir uma arquitetura positiva para o clima.
 

2. Por onde começar e porque reciclar não é a melhor opção

 
Comece pelo final.
 
O primeiro passo para produzir uma arquitetura positiva para o clima é saber o que é o negativo.
 
Arquitetura positiva para o clima

Impactos de Materiais na pegada de carbono. Fonte: Carbon Smart Materials Palette.

A imagem abaixo traz uma lista de materiais e a quantidade de carbono que eles emitem ou sequestram.
 
Segundo a imagem, os materiais que emitem carbono, em ordem de quantidade, são:
 
  • Poliestireno extrudado (XPS)
  • Espuma de spray de célula fechada (HFC)
  • Espuma de spray de célula fechada (HFO)
  • Poliestireno expandido (EPS)
  • Manta de lã mineral
  • Manta de Fibra de Vidro
 
E os materiais que sequestram carbono, são:
 
  • Pacote Denso de Celulose
  • Cortiça
  • Concreto de Cânhamo
  • Fardo de Palha
 
De maneira geral, reduzir a emissão de gases envolve todas as fases do ciclo de vida dos materiais e do próprio edifício:
 
  • Extração da matéria-prima
  • Processamento
  • Fabricação
  • Transporte
  • Uso
  • Descarte
 
O ideal seria que essa lista se fechasse em um ciclo, onde o descarte é a matéria-prima do ciclo seguinte. Transformar o descarte em matéria-prima é o que chamamos hoje de reciclagem.
 
Contudo, o processo de reciclagem não é tão simples. Ele também envolve processamento e emissão de gases poluentes.
 
A reciclagem engloba várias etapas:
 
  • Coleta de lixo
  • Separação
  • Encaminhamento
  • Novo processamento
  • Fabricação do produto
  • Transporte
  • Uso
 
Nesse processo, muitos materiais perdem qualidade.
 
Isso significa que, embora a reciclagem seja positiva, ela não deve ser a primeira opção. Deveríamos primeiro pensar em reutilizar.
 
Como isso acontece na prática da arquitetura?

3. A prática de uma arquitetura positiva para o clima

 
Começar pelo fim significa projetar para reutilizar, ou projetar para desmontar. Especificar materiais de construção evitando futuros descartes.
 
Um edifício é um conjunto de camadas. Existem camadas mais fixas e camadas mais flexíveis. As camadas mais fixas são a estrutura, a fachada, a cobertura, elementos que possuem um período maior de vida útil. Já as camadas mais flexíveis são as divisórias, itens pessoais, o mobiliário, a parte mais personalizada.
 
Um edifício que é projetado para ser reutilizado considera os possíveis usos futuros. A parte fixa deve ser de fácil manutenção e a parte flexível deve permitir adaptações fáceis.
 
Imagine uma casa sendo desmontada ao invés de demolida. Suas diversas partes podem ser reutilizadas em outras construções.
 
Ferramentas de simulação facilitam o projeto de uma arquitetura positiva para o clima.
 

4. Simulações para um projeto de arquitetura positiva para o clima.

 
A escolha de materiais sustentáveis apoia-se em uma indústria responsável pelo ciclo de vida de seu produto.
 
Para saber como um edifício pode melhorar sua pegada de carbono, ou até sequestrar carbono, realizamos simulações. Testando diferentes materiais, as simulações vão mostrando quais são as melhores opções.
 
Para viabilizar essas ferramentas, é necessário ter a base de dados dos materiais. Uma grande dificuldade atual é falta de transparência da indústria, que faz com que as simulações não sejam exatas. Estima-se que a margem de erro de uma simulação de pegada de carbono fique em torno de 30%.
 
Em países com incentivos governamentais o processo é facilitado. Nesses casos, as indústrias são obrigadas a desenvolver análises de ciclo de vida. Além disso, precisam disponibilizar dados sobre a fabricação e origem dos produtos.
 
Essas três ferramentas internacionais disponibilizam informações sobre o ciclo de vida dos produtos.
 
 
Essas ferramentas foram produzidas em países que possuem estilos construtivos diferentes. Isso dificulta um pouco a realização de simulações no Brasil.
 
Mas além de dados, análises e simulações, não se pode esquecer o papel humano e cultural da arquitetura.
 

5. Sustentabilidade Holística para uma arquitetura positiva

 
Nenhuma simulação pode prever como será o uso da edificação por quem a habita. Diferenças culturais também dificultam o desenvolvimento de ferramentas internacionais padronizadas.
 
A visão holística da sustentabilidade busca reconhecer cultura e a história da região para valorizar suas tradições. Essa aproximação humana deve ser feita na menor escala, na compreensão dos desejos, valores e anseios dos usuários.
 
É justamente aqui que a padronização esbarra. A arquitetura positiva para o clima exige um olhar atento à pequena escala:
 
  • O entorno da edificação
  • Materiais locais
  • Fauna e Flora
  • Indústrias presentes na região
  • Hábitos cotidianos das pessoas
  • Vida em Comunidade
 
 
Deste modo, o ideal é que todas as escalas sejam pensadas em conjunto. Uma arquitetura completa abrange desde estudos internacionais, até hábitos locais.

6. Exemplo de Arquitetura Positiva para o Clima:

 
O empreendimento Cidade Pedra Branca localiza-se na cidade de Palhoça (Santa Catarina). Ele é um exemplo de urbanismo que procura reduzir a pegada de carbono e melhorar a qualidade de vida dos habitantes.
 
O bairro conta com inovações economicamente viáveis, geração de energia limpa, gerenciamento de resíduos e água, sistemas de transporte e de iluminação pública.
 
As edificações foram projetadas e construídas com materiais e técnicas de menor impacto ambiental. Elas prezam pela qualidade e flexibilidade de ambientes internos. Além disso, adotam estratégias biofílicas como ventilação e iluminação natural.
 
Outras técnicas são o aquecimento solar, reutilização da água da chuva, e recomendações do sistema LEED®, como o respeito à paisagem natural e à vida silvestre.
 

Arquitetura positiva para o clima, desvendada

 
Você aprendeu nesse artigo todas as escalas que englobam a arquitetura positiva para o clima. Partindo da conscientização das pessoas para exigência da análise de ciclo de vida dos materiais e de uma indústria mais transparente.
 
De qualquer maneira, é necessário projetar para reutilizar antes de considerar a reciclagem. Ferramentas de simulação ajudam na escolha de materiais com menos pegada de carbono. Contudo, a sustentabilidade exige também uma visão holística.
 
Se a arquitetura for executada de maneira consciente, o impacto positivo vai além das mudanças climáticas. Ele irá transformar a qualidade de vida e a saúde das pessoas.
Fontes: