Como reduzir a pegada de carbono na construção civil

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Como reduzir a pegada de carbono na construção civil

A construção civil é uma das áreas que mais contribui para a emissão de gases do efeito estufa. Consequentemente, ela é quase protagonista no problema atual da pegada de carbono.

Esse problema relaciona-se com a emissão de gases poluentes que aceleram o aquecimento global.

Isso significa que a construção civil tem potencial de contribuir para a minimização desses danos.

Neste artigo iremos explorar o conceito da pegada de carbono. Você vai entender:

  • O que ela é;
  • Porque diversos países estão comprometidos a reduzi-la;
  • Como é realizado o seu cálculo;
  • E de que forma a construção civil pode colaborar.

No final, mostraremos uma ferramenta que auxilia arquitetos e paisagistas na elaboração de um design mais amigável.

1. O que é a Pegada de Carbono

A pegada de carbono é uma metodologia utilizada para calcular a emissão de gases do efeito estufa (GEE). Todos os gases nocivos ao planeta são convertidos em carbono equivalente.

Aqui estão os principais gases considerados para o cálculo e onde eles são encontrados:

Pegada de carbono

Esquema de gases considerados na pegada de carbono. Autoria: UGREEN

CO2 – Dióxido de Carbono: queima de combustíveis fósseis, desmatamentos e queimadas, transporte.

CH4 – Metano: agricultura, aterros sanitários e lixões.

N2O – Óxido Nitroso: combustão em carros, manutenção de solos agrícolas.

HFC – hidrofluorocarboneto: ar condicionado, refrigeração, retardadores de chamas, aerossóis e solventes.

PFC – perfluorocarbonetos: produção de alumínio.

SF6 – hexafluoreto de enxofre: equipamentos de eletricidade e energia.

Cada um desses gases possui um potencial diferente para aquecer a atmosfera. O Óxido Nitroso (N2O), por exemplo, é 310 vezes mais prejudicial que o dióxido de carbono. Isso significa que cada Kg de N2O equivale a 310 Kg de CO2.

Dessa forma, utiliza-se o carbono como medida de grandeza para contabilizar esses gases.

O impacto ambiental causado por tais substâncias tem ganhado espaço na sociedade e na mídia. Isso contribuiu para que ele fosse levado a discussões e tratados internacionais. Nesses encontros, diversos países se reúnem para discutir estratégias de redução de emissão de gases. São assinando acordos de investimentos e comprometimento.

2. Acordo de Paris

O Acordo de Paris é um tratado mundial que objetiva conter o aquecimento global. Um total de 195 países assinaram o acordo durante a COP21 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2015), em Paris. As medidas e metas do tratado passaram a valer neste ano (2020).

Nele, governos se comprometem a tomar medidas de incentivo à redução da pegada de carbono. Cada país dentro de seu contexto de crescimento populacional e econômico.

A meta brasileira corresponde a uma redução de 66% na emissão de gases do efeito estufa por unidade do PIB até 2025 e de 75% até 2030. Ambas em relação a 2005.

Hoje, o Brasil ocupa o 15º lugar na classificação mundial de quantidade de emissões de CO2 por consumo de energia. Muitas indústrias vêm atuando na redução da pegada de carbono. Contudo, ainda contam com baixos resultados, atingindo somente 10% nas reduções.

pegada de carbono

Esquema de pegada de carbono por estado brasileiro. (2018)

Para entender como viabilizar reduções e contabilizar números, precisamos saber como é feito o cálculo da pegada de carbono.

3. Como a pegada de carbono é contabilizada

Diversas atividades do nosso cotidiano envolvem a emissão de gases poluentes. Boa parte dos alimentos que compramos chegou até o mercado pelo transporte de caminhões. Antes disso, ocupou terras de plantio ou de pasto.

Tanto os caminhões quanto o desmatamento para agricultura e pecuária são atividades que aumentam os níveis de carbono na atmosfera.

Para fazer a conta desses níveis é possível utilizar dois métodos: o ‘top down’ ou o ‘botton up’.

‘Top Down’:

Emissões totais ÷ Emissões = Atividades Geradoras.

De cima para baixo, divide o total de emissões de uma entidade (organização, cidade, país…) pelas suas atividades.

‘Bottom Up’:

Atividades Geradoras ÷ Emissões = Emissões totais

Nesse caso são somadas as emissões de carbono de cada uma das atividades individuais.

A quantificação da emissão de carbono é necessária para contabilizar reduções e seu possível valor de comercialização.

Sim, o carbono pode ser comercializado. Você já ouviu falar em créditos de carbono?

É basicamente uma moeda de troca que consiste na não emissão de dióxido de carbono.

Representa um mercado de créditos que são gerados tanto na base da não emissão de gases, como em ações que revertem o problema. Programas de plantio de árvores ou de geração de energia renovável são exemplos dessas ações.

Esses créditos podem ser comercializados. Assim, países ou empresas que não conseguem cumprir suas metas de redução, podem adquirir créditos.

Utilizamos o termo “sequestro de carbono” para atividades que absorvem carbono da atmosfera. A maior e mais natural delas é o crescimento de florestas. Cada hectare de floresta em crescimento pode absorver de 150 a 200 toneladas de carbono.

Portanto, a compensação de carbono é a procura pelo contrapeso das emissões de determinada empresa ou país.

Para evitar a necessidade da compra de créditos, empresas devem minimizar danos.

O nicho da construção civil envolve inúmeras atividades de exploração e processamento de materiais. Isso justifica sua grande participação nos níveis de pegada de carbono.

Veja abaixo quais são as alternativas para esse nicho.

4. A Construção Civil e a Redução da Pegada de Carbono

Em um edifício, devemos considerar os efeitos da pegada de carbono em dois momentos:

  1. Durante o período de construção
  2. Ao longo dos anos de uso

Ou seja, não adianta projetar uma casa eficiente se não forem considerados materiais e técnicas em sua construção. A etapa da obra geralmente é quando se tem o maior impacto.

Desta forma, um bom projeto e gerenciamento de obra são fundamentais para otimizar o processo.

Devemos sempre prestar atenção no momento de especificar os materiais. Cada material da construção (revestimentos, iluminação, estrutura, tijolos, portas, janelas…) também passa por um processo de fabricação.

É importante entender o impacto desse processamento no ciclo de vida do material. Você deve se perguntar:

Como esse material é fabricado?

De onde vem a matéria-prima? Como é feita a extração?

Como funciona a reciclagem desse material?

Para onde ele vai quando for descartado?

No Brasil, por exemplo, a siderurgia responde por cerca de 35% das emissões de carbono do setor industrial. Enquanto isso, a produção de cimento corresponde por 19%. Contudo, o aço pode ser reciclado, já o cimento, não.

Se não houver uma logística de reciclagem, é muito possível que a destinação final seja o aterro sanitário ou algum lixão. Ambos são grandes emissores de gás metano e dióxido de carbono.

Ou seja, quanto menos processado for o material, melhor. Devemos priorizar o uso de materiais naturais facilmente assimilados pelo ambiente.

Priorizar materiais regionais também evita a emissão de poluentes no transporte até a obra.

Algumas sugestões de materiais naturais são:

  • Terra;
  • Bambu;
  • Palha;
  • Madeira;
  • Areia;
  • Linho;

E os principais materiais que emitem gases de efeito estufa são:

  • Aço;
  • Cal;
  • Cimento.

Além da escolha dos materiais, existem outras técnicas que abrangem a redução da pegada de carbono em uma edificação. Essas técnicas colaboram para reduzir os impactos do edifício durante seu uso. São elas:

  • Uso de energia renovável (solar, eólica…);
  • Elementos passivos para conforto térmico, como brises e ventilação natural;
  • Captação de água da chuva;
  • Tratamento de água quando possível;
  • Paisagismo com vegetação densa;
  • Redução da irrigação;
  • Medição para alcançar melhorias;
  • Evitar resíduos de obra: direcionar para reciclagem, compostagem ou outras obras.

5. Ferramenta “Climate Positive Design

Para a elaboração de projetos de baixo impacto, sugerimos a utilização desta ferramenta online:

Disponível em climatepositivedesign.com

A ferramenta “Climate Positive Design” é gratuita. Após fazer um registro, ela permite que você simule o projeto com tipologias genéricas de plantas. Então, ela cria uma estimativa de quanto carbono foi poupado ou sequestrado com seu design.

A ferramenta também conta com um toolkit, que irá ajudar na seleção de materiais com menor impacto.

De maneira geral…

… a redução da pegada de carbono é um objetivo comum. Pessoas conscientizadas cobram de empresas e governos para que tomem atitudes sustentáveis.

A construção civil envolve inúmeras outras atividades que estão ligadas à emissão de gases poluentes. Sendo responsável por grande porcentagem da pegada de carbono, é nela que devemos focar esforços.

Nesse artigo você viu como é importante incentivar o uso de materiais naturais no planejamento de edifícios e obras. É fundamental promover pesquisas acerca de materiais e técnicas construtivas. Assim, garante-se uma evolução constante de eficiência e qualidade na construção civil.

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Fontes:

Ministério do Meio ambiente: www.mma.gov.br

Ferramente Climate Positive Design: climatepositivedesign.com

Observatório do Clima: www.observatoriodoclima.eco.br

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Carta Solar: o que é e como utilizá-la para dimensionar Brises

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Carta Solar: o que é e como utilizá-la para dimensionar Brises

Você sabe o que é uma carta solar?

Se sim, você sabe interpretá-la ou acha confuso demais?

Embora a carta solar possa parecer difícil de ler, ela é fundamental para entendermos a incidência solar em uma edificação. Desta forma, conseguimos dimensionar brises para que eles fiquem no tamanho adequado.

Afinal, quem nunca ficou perdido na hora de saber qual brise é adequado para a fachada de um edifício?

Tudo depende dos ângulos de incidência solar que esse edifício recebe durante o ano.

Portanto, neste artigo você vai aprender de forma descomplicada:

  • O que é uma carta solar
  • Como ler as informações
  • Quais ‘softwares’ gratuitos utilizar
  • Como dimensionar e posicionar brises a partir da carta solar

É muito mais simples do que parece.

1. O que é uma carta solar?

Para controlar a incidência de sol em uma casa, precisamos primeiro saber por onde o sol vai passar. 

De acordo com a época do ano e a latitude de sua cidade, o sol vai realizar um percurso em determinada inclinação. E para saber essa inclinação, utilizamos a carta solar.

 

Imagem retirada do Software SOL-AR, com a Carta solar da cidade de Curitiba-PR.

Portanto, ela é uma representação gráfica da trajetória do sol ao longo do dia, em determinada localização, durante o período de um ano.

Ou seja, ela vai mostrar a posição do sol no céu em cada horário de cada dia do ano.

Mas e agora? O que significa cada linha do gráfico?

2. Como ler as informações?

Agora que você já sabe o que é uma carta solar, o segundo passo é saber ler as informações que constam nela.

Imagem retirada do Software SOL-AR, com a Carta solar da cidade de Curitiba-PR.

  • A parte colorida do gráfico mostra os trajetos do sol para a cidade de Curitiba-PR, que escolhemos para exemplificar.
  • As cores mais frias correspondem às temperaturas frias do ano, momentos em que o sol é necessário. Já as cores quentes correspondem às temperaturas quentes, que demandam proteções (brises).
  • As linhas pretas da região colorida representam as horas do dia (verticais) e os dias do ano (horizontais).
  • Os círculos concêntricos mostram o ângulo do sol em relação ao chão. Ou seja, o ângulo de 0º é o momento do nascer e do pôr do sol. E quanto mais para o centro, mais alto o sol estará.
  • As linhas radiais que vão do centro até a extremidade do círculo nos dão o ângulo do sol em relação ao norte. Assim, podemos ver como no dia 22 de junho o sol nasce mais ao norte, e no dia 22 de dezembro, mais ao sul.

Vocês perceberam como toda a parte colorida está mais para o norte? É por isso que a fachada sul não precisa de brises, afinal, quase não há incidência solar nela.

Muito fácil, não é mesmo?

E o melhor ainda está por vir, existem softwares gratuitos onde você pode gerar a carta solar da sua cidade.

Falta só mais esse passo para que você consiga fazer o cálculo do brise ideal.

3. Quais softwares gratuitos utilizar?

Os ‘softwares’ SOL-AR e Climate Consultant são gratuitos e ideais para estudos solares.

Você pode baixar eles aqui:

SOL-AR: http://labeee.ufsc.br/downloads/softwares/analysis-sol-ar
Climate Consultant: https://climate-consultant.informer.com/download/

Carta Solar com o SOL-AR: 

Esse ‘software’ gera uma carta solar como a que foi utilizada nos exemplos acima.

carta solar

Imagem retirada do Software SOL-AR, com a Carta solar da cidade de Curitiba-PR.

Sua interface é bastante intuitiva. O primeiro passo é escolher sua cidade. Caso ela não esteja nas opções disponibilizadas, adicione a configuração da sua cidade no programa, é só ir em Arquivo > Incluir Nova Cidade.

Imagem retirada do Software SOL-AR.

Pronto, aqui é só colocar o nome da sua cidade, com os valores de latitude e longitude corretos. As datas de início das estações são padrões, diferindo somente entre os hemisférios norte e sul. Acima temos as datas correspondentes ao hemisfério sul.

Você pode também alterar a visualização da temperatura ou radiação solar, e escolher entre o período do primeiro ou do segundo semestre do ano.

Abaixo você vai aprender porque devemos escolher o primeiro semestre.

E alfa, beta e gama, o que são? Vamos ver isso logo em seguida na parte de dimensionamento de brises.

Mas antes, é importante dar uma olhada no Climate Consultant.

Carta Solar Com o Climate Consultant

Neste programa, temos outra forma de visualização da carta solar.

Ao abrir o aplicativo, a primeira coisa que ele pede é que você abra um arquivo climático EPW. Baixe o arquivo climático da sua cidade clicando em “Download New EPW weather Data File” > “Install from Weather Data Site”. Você vai ser direcionado para um site com diversos arquivos prontos, aí é só baixar o da sua cidade.

Não esqueça de escolher a extensão .epw.

Um arquivo climático é um conjunto de dados climáticos obtidos durante o ano através de uma estação meteorológica.

Tendo o arquivo climático, escolhemos a forma de avaliar o conforto. Nós indicamos escolher a ASHER 55.

Navegue pelos gráficos que o programa traz até chegar em “Sun Shading Chart”.

carta solar

Imagem retirada do programa Climate Consultant, com o arquivo climático da cidade de Curitiba-PR.

Esse gráfico é um pouco diferente da carta solar.

  • A linha vertical corresponde à altura do sol, enquanto a linha horizontal mostra o ângulo em relação ao norte.
  • Conforme a legenda, azul corresponde à temperaturas frias, e vermelho, à temperaturas quentes.
  • Os números de 6 a 18 são as horas do dia e cada arco equivale a um mês.

Por último, vamos finalmente descobrir como usar essas ferramentas para dimensionar brises.

4. Como dimensionar e posicionar brises a partir da carta solar

Lembra dos tais alfa, beta e gama?

Chegou a hora de descobrir o que eles são.

As letras gregas correspondem aos ângulos de incidência solar dentro da edificação.

Não sei se vocês perceberam, mas o SOL-AR traz esses ângulos ao redor da carta solar.

Alfa (ⲁ):


Visto em corte, é o ângulo entre o plano do peitoril e a incidência de sol.
Utilizamos esse ângulo para dimensionar a profundidade do brise horizontal.

Beta (β)

Visto em planta baixa, é o ângulo entre a extremidade do brise vertical e a lateral oposta da janela.
É utilizado para determinar a profundidade do brise vertical.

Gama( ܔ)

Visto em elevação, é o ângulo entre a extremidade lateral do brise e o canto inferior da janela. Usamos esse ângulo para descobrir a largura do brise horizontal.

Descobrindo os ângulos necessários:

Para descobrir os três ângulos do seu brise, e assim determinar suas dimensões, é muito simples. Basta observar onde estão as temperaturas quentes na carta solar, e inserir ângulos alfa, beta e gama de modo a mascará-las.

O primeiro semestre do ano geralmente apresenta temperaturas mais quentes. Se na sua região acontecer o contrário, escolha o segundo semestre para análise.

No aplicativo SOL-AR, ao inserir um valor de ângulo, o aplicativo mostra uma linha cinza. Dentro dessa linha estão os horários em que o brise impede a incidência solar no interior da edificação.

No exemplo abaixo, estabelecemos ângulos para dimensionar brises de uma janela na fachada norte:

Alfa: 60º
Beta: lado esquerdo: 70º
lado direito: 0
Gama: lado esquerdo: 45º
lado direito: 80º

Simulação no programa SOL-AR para fachada norte.

Nesse caso, o brise estará protegendo a área de intersecção entre as linhas, que é a área com mais cores vermelhas. Isso significa que estamos no caminho certo.

É muito importante tomar cuidado para não obstruir a entrada de sol em dias frios. Para tanto, procure deixar a área azul fora da abrangência do brise.

No programa Climate Consultant, conseguimos definir o ângulo de uma maneira mais fácil. Porém, ele só nos revela os ângulos alfa e gama, ou seja, só permite calcular o brise horizontal.

carta solar

Imagem retirada do programa Climate Consultant, com o arquivo climático da cidade de Curitiba-PR.

Aqui, para definir a proteção solar é só mover a parte branca e observar os ângulos em sua extremidade.

No exemplo acima, observamos um ângulo alfa de 55º e um ângulo beta do lado esquerdo de 75º.

A parte branca corresponde ao período em que o sol estará incidindo dentro da edificação. Ou seja, ela deve cobrir a região azul do gráfico.

A dica é começar a análise pelo Climate Consultant para definir Alfa e Gama e dimensionar o brise horizontal.

Em seguida, consultar o SOL-AR para conferir o brise horizontal e dimensionar o brise vertical.

Sabendo os ângulos corretos, você pode calcular o tamanho do brise.

De maneira resumida, uma carta solar…

… é um instrumento que permite avaliar a incidência solar em determinado local. Assim, ela possibilita a escolha de estratégias bioclimáticas em um projeto arquitetônico. Através das ferramentas apresentadas nesse artigo, o SOL-AR e o Climate Consultant, você pode gerar cartas solares da sua cidade.

Com isso em mãos, basta consultar quais são os períodos do ano em que a proteção solar por brises se faz necessária. Assim, é possível definir os ângulos alfa, beta e gama.

Dessa forma, você se torna capaz de dimensionar um brise de forma exata e evita desconforto térmico ou gastos desnecessários de materiais.

Esse artigo ajudou você? Comente aqui o que você achou.

Fontes:

labEEE
Climate Consultant

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Minimalismo: o que é e como adotá-lo na sua vida

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Minimalismo: o que é e como adotá-lo na sua vida

Com certeza você já comprou coisas que não precisava, não é mesmo? Ou tem itens em casa que estão só ocupando espaço e juntando poeira, mas você não consegue decidir se joga fora ou não.

A verdade é que, quanto mais coisas nós possuímos, com mais coisas teremos que nos preocupar.

Coisas tomam tempo e espaço.

Afinal, é muito mais fácil escolher uma roupa para sair se você tem apenas duas opções. Quanto mais opções, mais tempo você ficará tentando decidir, além de precisar de mais espaço para armazená-las.

Se você se sente constantemente perdido e sem tempo, ou está com dificuldade de organizar sua casa e sua vida, você precisa conhecer o minimalismo.

Ao contrário do que muitos pensam, você não precisa usar todo dia a mesma roupa, ou jogar todas as suas coisas fora.

Acompanhe esse artigo para saber mais sobre a origem do termo e como ele pode tornar sua vida mais leve.

Como surgiu o minimalismo?

O termo “minimalismo” surgiu com um movimento de arte na década de 1960. O movimento prezava por pinturas mais geométricas, com menos cores, elementos e formas.

Porém, logo a palavra sairia do campo das artes para ganhar espaço em discussões sobre consumismo.

Desde a revolução industrial, com o início da fabricação e comércio de mercadorias em massa, o acesso a novos produtos se torna cada vez mais fácil. Hoje, é possível comprar com apenas um clique na internet.

Essa facilidade fez com que muitas pessoas passassem a comprar objetos desnecessários. Afinal, é bem comum comprarmos algo que logo receberá uma versão mais nova e mais atualizada no mercado.

Por esses motivos, o “minimalismo” ganhou novo significado. Ele ganha espaço na discussão sobre consumo consciente. É uma crítica ao capitalismo selvagem que se ancora na ostentação e desperdício. Lentamente, a sociedade percebe a importância de valorizar pessoas e momentos em detrimento de bens que podem ser comprados.

Mas além dessa crítica, no que consiste o minimalismo?

O que é o minimalismo?

De forma resumida, o minimalismo consiste em um instrumento para abrir mão dos excessos.

Os adeptos do minimalismo defendem uma vida mais simples, focada em realizações e experiências.

O documentário “Minimalism: a documentary about important things” (“Minimalismo: um documentário sobre as coisas importantes”), disponível nas plataformas Netflix e Vimeo, conta a história de dois amigos, Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, que largaram suas carreiras para experimentar uma vida mais minimalista. Eles documentaram o processo e criaram um site, o theminimalists.com. O site serve como uma plataforma para quem está buscando fazer o mesmo.

O documentário também traz experiências de diferentes pessoas que decidiram adotar essa filosofia. Ele aborda temas como economia, moda, saúde e sustentabilidade.

Pessoas minimalistas priorizam qualidade em vez de quantidade. Ou seja, não significa que você não pode ter um carro bom ou roupas boas. Você pode, desde que esses itens sejam realmente necessários para a sua realização.

É fundamental ter autoconhecimento para saber o que é necessário para sua felicidade. A ideia é de realizar aquisições que não sejam motivadas pelo desejo de mostrar, e sim de ser.

Mas como saber o que eu realmente preciso?

Por onde começar seu projeto minimalista?

Faça com que seja fácil. Não adianta querer jogar tudo fora de uma vez,  o processo deve ser gradual. Respeite seu tempo de analisar seus pertences um por um e decidir o que você precisa e do que poderia desapegar.

Você pode analisar uma gaveta por dia, por exemplo. Separar roupas que você não usa, cosméticos vencidos, eletrônicos estragados…

Cuidado para não jogar fora itens de valor afetivo. Eles podem não ter uma utilidade funcional, mas são importantes para preservar lembranças.

Logo será mais claro quais pertences não agregam mais na sua vida. No fim desse processo de desapego, a ideia é que você se sinta mais leve.

O próximo passo é fazer compras mais conscientes, tendo claro o que é importante.

Algumas perguntas podem surgir no caminho, como:

  • O que fazer com o que eu não quero mais?
  • Existe algo que eu preciso, mas uso com pouca frequência?
  • O que é realmente importante para o meu dia a dia?

Alternativas de reuso

O minimalismo vem como uma ideia de uma sociedade mais consciente nas questões de consumo e, consequentemente, de descarte. Existem diversas alternativas para não jogar fora suas coisas de boa qualidade.

Você pode doar para instituições ou ONGs que fazem o trabalho de ajudar famílias que precisam de doações. Doar ou vender para seus amigos e conhecidos também é uma boa ideia.

Uma atitude cada vez mais comum é a de pessoas que fazem brechós em suas próprias casas, convidando amigos para participar e possibilitando trocas.

A internet também já conta com diversos sites e opções de venda de objetos usados.

O esforço de encontrar alguém que vá usar o que você não quer mais é uma atitude responsável.

Procure sempre direcionar para alguém que realmente precisa daquilo, afinal, essa é a ideia principal do minimalismo.

Deste modo, o movimento também estimula a solidariedade, estimulando que as pessoas compartilhem suas coisas com mais frequência.

Compartilhamento pelo minimalismo

Influenciadas pelo minimalismo, hoje existem inúmeras iniciativas de compartilhamento de objetos.

Já existem condomínios que contam com sala de ferramentas, por exemplo. Você pode alugar uma furadeira por um dia quando precisar. Assim, o valor é menor que o custo da furadeira e você não arca com sua manutenção nem precisa ter um local para armazená-la em casa.

Dessa forma, um objeto só pode ser compartilhado entre diferentes pessoas. Devagar, diversas áreas e empreendimentos estão adotando estratégias mais minimalistas.

‘Tiny Houses’

Você já reparou como a maior parte do espaço da sua casa é usado para armazenar coisas?

As “Tiny Houses” (pequenas casas) são alternativas para o morar das pessoas que decidiram viver com menos. Essas casas são conhecidas por serem pequenas. Elas possuem ambientes integrados e somente o que é necessário em uma casa. Às vezes podem ser comparadas a uma Kitnet, onde não há separação entre quarto, cozinha e sala.

minimalismo

Exemplo de uma Tiny House. Fonte: www.businessinsider.com

Algumas podem ser sobre rodas, permitindo estilos de vida mais flexíveis, e outras são fixas. O desafio é ter um ambiente confortável em um espaço reduzido.

As vantagens econômicas e de não precisar se preocupar com manutenções de uma casa grande compensam para quem decide morar assim.

Pronto para desapegar com o minimalismo?

Independente de onde você mora e do seu estilo de vida, você viu que o minimalismo pode ser adotado por qualquer um. E já existem inúmeras iniciativas incentivando essas atitudes.

Ele parte do princípio do consumo consciente. Ou seja, saber o que você precisa para tomar decisões corretas.

Ao passo que você possui menos coisas, você conquista mais tempo, espaço e liberdade.

Além disso, ainda pode economizar seu dinheiro para investir em experiências. Isso, é claro, de maneira equilibrada e sem abrir mão do seu conforto.

Fontes:
The minimalists
Business Insider

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