Desvendando os Segredos de Uma Casa Sustentavel (Com Exemplos)

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Desvendando os Segredos de Uma Casa Sustentavel (Com Exemplos)

Muitos pensam em projetar ou construir uma casa sustentável.

Porém, poucos conhecem a variedade de elementos e dificuldades para a realizar com eficácia.

Alguns conhecem um pouco sobre materiais que podem ser aplicados, como lâmpadas de LED e painéis solares. Outros compreendem sobre elementos que geram economia de água, ou sobre materiais sustentáveis.

A verdade é que uma casa sustentável está ligada a diversos elementos, como:

  • Implantação
  • Conectividade
  • Materiais
  • Conforto
  • Energia
  • Água

Com a finalidade de mudar sua forma de pensar sobre uma casa sustentável…

Vamos apresentar todos estes elementos em um único artigo. Após a leitura, tenho certeza que você terá uma base sólida para continuar seus estudos.

Portanto, se você procura saber tudo sobre uma casa sustentável, continue lendo este artigo.

O Que é Uma Casa Sustentável?

Uma casa sustentável é conceituada como parte de um ecossistema. Portanto, é considerada parte de um habitat vivo.

Pode contrastar com o trabalho de muitos arquitetos que consideram uma casa “arte”. Ou, como muitos dizem, “uma escultura habitável”.

Acredito fortemente que uma casa deve procurar uma conexão profunda com o entorno. O clima, a região, o terreno e o ser humano.

Por quê? Porque projetos que ignoram seu entorno simplesmente não são mais aceitáveis em uma era de mudanças climáticas.

O famoso arquiteto Le Corbusier disse no início do século passado que “casas são máquinas de morar”. Portanto, é mais que hora desta máquina evoluir da mesma forma que a sociedade evoluiu. A consciência social e ambiental faz parte desta evolução.

Exemplo de implantação bioclimática, por UGREEN:

casa sustentável

Logo, esta é a minha visão de uma casa sustentável. Continue lendo para compreender todos os elementos que a compõe.

Qual a Importânica de Uma Casa Sustentável?

O uso de energia elétrica no Brasil é dividido pelos seguintes setores:

 

Portanto, o setor residencial é o segundo maior consumidor de energia no país.

A utilização de energia muitas vezes leva ao consumo de combustíveis fósseis. Consequentemente ao aquecimento global.

Logo, devemos ser mais sábios na utilização da energia em nossas residências. Isso vale tanto para a fabricação quanto para o uso, que ocorre por dezenas de anos.

Uma casa sustentável consiste em diversos elementos que estão intimamente interligados.

São estes elementos que você aprenderá logo a seguir…

Elemento #1: Implantação

Uma casa sustentável procura impactar ao mínimo o entorno no qual está inserido. As seguintes estratégias podem ser utilizadas para uma implantação de baixo impacto:

Captação da Água da Chuva

Uma casa sustentável não deixará a chuva não absorvida no próprio lote para a cidade cuidar. Portanto, levará em conta os índices pluviométricos para a captação da água da chuva e uma maior permeabilidade. Logo, podemos reutilizar a água e ao mesmo tempo ajudar a prevenir inundações em sua cidade.

Outra estratégia é o uso de telhados verdes. Além de promover a biodiversidade e a redução da carga térmica, promove também maior captação da água da chuva.

Espaços abertos

Uma casa sustentável deixa ela mesma e seu entorno respirar. Ao mesmo tempo, permite afastamentos suficientes entre edificações vizinhas. Promoverá o andar por meio de um paisagismo consciente que use menos água na irrigação.

Prevenção de Ilhas de Calor

Podemos prevenir o aquecimento das superfícies com cores mais claras e lisas. Esta relação se chama absortância e o quanto mais baixa, melhor.

A Norma de Desempenho privilegia absortâncias baixas. A referência são absortâncias abaixo de 60% em algumas regiões brasileiras e 40% em outras. As edificações obterão cargas térmicas inferiores e menor uso do ar condicionado. Simultaneamente, o meio urbano agradece pela contribuição com o microclima local.

Elemento #2: Conectividade

Uma casa sustentável promove o ir de vir de seus usuários. Portanto, uma casa dissociada do meio urbano não pode ser considerada uma casa sustentável.

Como assim?

A verdade é que uma casa sustentável deve possuir uma relação próxima com a cidade. Tornar os hábitos corriqueiros, como comprar um pão na padaria ou ir a uma loja, mais acessíveis.

É comum alguns pensarem que casas sustentáveis podem existir no campo. Porém, estas casas utilizam mais veículos nas atividades corriqueiras, poluindo mais. Consomem mais da infraestrutura urbana, necessitando de mais vias até estas residências. Consome até mais do meio ambiente, impactando uma flora e fauna de regiões que antes eram intocadas.

Portanto, cidades na densidade certa promovem sim a sustentabilidade.

Uma casa no meio urbano é mais independente do carro, poluindo menos. Promove atividades físicas como caminhar, ou o uso de bicicleta por ciclovias. Possui conexão com um bom sistema de transporte coletivo, facilitando o ir e vir.

Sabemos que desfrutar de uma boa estrutura urbana é privilégio de poucos brasileiros. Inegavelmente uma casa sustentável vai de encontro a um urbanismo sustentável. É uma evolução conjunta que necessita ocorrer.

Elemento #3: Conforto

Podemos separar o conforto de uma casa sustentável em:

  • Conforto Térmico
  • Conforto Lumínico Natural
  • Conforto Lumínico Artificial
  • Conforto Acústico
  • Qualidade do Ar
  • Vistas de Qualidade

Conforto Térmico

Imagine dez pessoas em um único ambiente. Mesmo que elas estejam nesta mesma situação, algumas podem estar sentindo mais frio ou mais calor.

A relação de bem estar é diferente para cada pessoa, devido ao seu metabolismo. Somando a este fator existe a vestimenta, que gera novas combinações de conforto….

Ainda existe a umidade, a velocidade do vento, a temperatura das superfícies e a temperatura do ambiente…

Todos estes fatores somados tornam as estratégias de conforto térmico mais difíceis de atingir. Para a maior eficácia, exige um profissional para simular o projeto e otimizar os custos.

Uma pessoa que projeta com foco em conforto térmico irá buscar uma relação intensa com a sua região bioclimática. Desta forma o conforto será garantido em grande parte de forma passiva. Dependerá menos do aquecimento ou ar condicionado e reduz o consumo de energia elétrica.

Regra rásica de envoltória para região norte e sul em uma casa sustentável

No sul do país será geralmente privilegiada uma envoltória com transmitância mais baixa. Ou em um bom português, uma parede que deixe passar menos o calor ou o frio.

Já a capacidade térmica da envoltória deve ser mais alta. Desta forma ela terá maior inércia térmica, absorvendo o calor externo no verão e a utilizando a noite, quando está mais frio.

Já no norte do Brasil será privilegiada uma ventilação mais acentuada. Portanto, utilizar pisos elevados é uma estratégia válida. Simultaneamente, aberturas abaixo da cobertura permitirá o controle térmico mais eficiente.

Contudo, o ideal é sempre avaliar cada projeto isoladamente em conjunto com o bioclima. Diversas ferramentas estão disponíveis para quem busca realizar arquitetura bioclimática.

Uma das ferramentas mais simples e eficientes é o Projeteee. Ela foi desenvolvida pelo Governo Federal em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente.

Existem outras ferramentas voltadas para especialistas, que incluem simulação computacional. A mais famosa é o Energyplus, mas existem outras como Designbuilder, Sefaira e IES. Conheça nossos cursos para aprender a utilizá-las.

Conforto Lumínico Natural

O Conforto lumínico em uma casa sustentável deve privilegiar a distribuição máxima da luz, evitando o uso da luz elétrica.

No entanto, apenas distribuir a iluminação sem critério pode gerar grandes problemas. Um efeito comum é um grande índice de ofuscamento e uma maior carga térmica. Como resultado é necessário o maior uso do ar condicionado e energia.

Uma recomendação eficaz é obter a iluminação próxima a 300 lux durante o ano todo em áreas regularmente ocupadas. Estas áreas são geralmente salas, cozinhas e quartos. Por outro lado, não permitir áreas acima de 1250 lux durante o ano todo previne o ofuscamento.

Abaixo está um exemplo realizado por nosso escritório:

Parece difícil, certo? E realmente é, se o projeto foi conceituado com poucos recursos. Porém, com simulações computacionais e um bom conceito arquitetônico você terá ótimos resultados.

Recomendações para a otimização da iluminação em uma casa sustentável

  • A orientação é o elemento rei para uma edificação sustentável. Determinar a melhor posição para os ambientes otimizará a eficiência de uma residência.
  • Uma menor profundidade dos ambientes em relação a fachada gera ambientes mais claros e econômicos.
  • A avaliação criteriosa das proporções vidro/fachada para cada orientação da edificação é crucial. Edifícios com muito vidro necessitarão de vidros de alta performance para obter um bom nível de conforto.
  • Brises são ótimos elementos para o controle passivo do calor externo. No norte são indicados brises horizontais e no leste/oeste brises verticais.

Regra comum das aberturas e brises em uma casa sustentável

  • Norte: aberturas médias com brises horizontais.
  • Leste: aberturas médias com brises verticais
  • Sul: aberturas sem brises.
  • Oeste: menos aberturas e mais inércia térmica, bloqueando e retardando a intensidade do sol.

A simulação computacional é a melhor forma de gerar informações para as melhores decisões de projeto. Caso necessite de uma dessas análises, fale conosco.

Conforto Lumínico Artificial

Apesar das tão faladas lâmpadas de LED fornecerem economia, cuidados devem ser tomados.

A principal delas é a compreensão do uso de cada espaço. A Norma de Desempenho determina como parâmetro superior pelo menos 200 lux em salas. Porém, a CIBSE (Chartered Institution of Building Services Engineers) determina 300 lux.

Já para cozinhas a iluminância confortme NBR15575 deve ser maior, 400 lux. Neste caso a CIBSE indica 500 lux.

Portanto, verifique os níveis que você possui nos ambientes projetados. A simulação é a melhor forma de avaliação em projeto, assim garante-se maior economia na solução.

Para ambientes já construídos, é possível medir no próprio local com um luxímetro ou, com menor precisão, aplicativos. Atenha-se aos centros do ambiente e a uma altura de 80cm do solo para otimizar a precisão.

Conforto Acústico

A acústica trata de fenômenos importantes como a reverberação e o mascaramento.

No entanto, o mais importante para residências é a redução do ruído externo. Isso vale para a fachada e também entre ambientes, no caso de apartamentos distintos.

A Norma de Desempenho (NBR15575) apresenta regras claras neste quesito. São determinados limites que pisos, paredes e esquadrias devem suportar. Sua variação depende da classe de ruído da edificação e dos ambientes a serem avaliados.

Um exemplo são paredes externas em apartamentos em localização tranquila. Em um ensaio, as vedações externas devem suportar pelo menos 20 db de fontes de ruído localizadas a 2 metros de distância. Já em ambientes com maior ruído o requisito é maior, devendo suportar 25db.

Esta é apenas uma amostra dos critérios que uma casa deve fornecer para garantir a qualidade de vida dos usuários.

Qualidade do Ar

Uma casa sustentável estabelece um padrão mínimo para qualidade interna do ar. Realiza a troca do ar em condições determinadas pela sua região bioclimática.

A seriedade desta questão deve-se a síndrome dos edifícios doentes. Ela prejudica a saúde das pessoas que vivem em espaços inadequados na qualidade do ar.

As causas dos edifícios doentes estão na falha no sistema de aquecimento, ventilação e ar condicionado. Também são relacionados aos COV’s (Compostos Orgânicos Voláteis) usados na construção, altamente poluentes.

Este é um problema que não tem distinção de raça, gênero e mata tanto gente pobre quanto gente em melhores condições. Um exemplo é o ex-ministro Sérgio Mota, que foi vítima da bactéria Legionella sp, que causa pneumonia.

Portanto, utilizar produtos com uma quantidade reduzida de COV’s é uma solução simples e eficaz. Verifique principalmente a composição das pinturas utilizadas.

Outra ótima forma de privilegiar a qualidade do ar em uma casa é promover a ventilação adequada. A NBR15575 determina uma área de ventilação de pelo menos 7% da área do piso em grande parte das regiões brasileiras. Pode variar de 8 até 12% em regiões mais quentes.

Vistas de Qualidade

Olhar para fora traz saúde. Portanto, privilegie janelas que tenham vistas para elementos da cidade. A flora, fauna e até pessoas ajudam drasticamente na regulagem dos ritmos circadianos.

Sim, uma casa sustentável procura estabelecer a relação com o ritmo biológico humano. Afinal, é um ritmo estabelecido após dezenas de milhares de anos em contato com a natureza. Mas ainda sim, muitos insistem em ignorá-lo com edificações ineficientes.

Elemento #4: Materiais

Uma casa não pode ser considerada sustentável sem pensarmos na procedência dos seus materiais. Elas se distribuem nas seguintes estratégias:

  • Redução do uso de materiais na construção ou reforma.
  • Reutilização de materiais, tanto no próprio lote quanto fora dele.
  • Utilização de materiais orgânicos (madeira, pedra natural).
  • Utilização de materiais rapidamente renováveis (bambu, linóleo, cortiça, que se regeneram em um período máximo de 10 anos).
  • Utilização de materiais com conteúdo reciclável.
  • Utilização de materiais regionais.

Exemplo de aplicação de materiais sustentáveis em projeto, por UGREEN:

casa sustentavel

Porém, não é apenas especificar o que fornecedores dizem ser bom que irá gerar uma casa sustentável. A investigação deve ser parte da vida de quem possui compromisso com a sustentabilidade.

Para sua sorte, temos alguns materiais sustentáveis disponíveis para download aqui.

Qual a importância da investigação para uma casa sustentável?

Muitos materiais podem ser sustentáveis na sua composição. Porém, podem ser extraídos ou processados por pessoas em condições desumanas de trabalho.

Materiais podem ser sustentáveis, mas a matéria prima vir de longas distâncias. Utilizam muito combustível e podem, no final, ser menos sustentável que um produto comum fabricado em região próxima.

Um material sustentável pode originar um produto insustentável também. No processo de fabricação podem surgir componentes ou químicos que alteram sua característica. Pode inclusive prejudicar a saúde dos seres humanos durante o processo ou uso a longo prazo.

Uma ótima forma de obter materiais sustentáveis para uma casa é por certificações. Para produtos em madeira o FSC é uma sigla comum.

Porém, existem outras, como o Cradle to Cradle. Esta certificação considera um processo produtivo menos agressivo, promovendo a economia circular.

Existem ainda outras de relevância. Os EPD`s, Greenscreen e Declare da Living Future Institute são exemplos expressivos. Elas incentivam os fabricantes a comunicarem com mais clareza seus processos industriais. Estabelecem ainda parâmetros para a melhoria da sustentabilidade em seus processos.

Para saber mais sobre o tema, assista a palestra que realizamos na Expo Revestir em março de 2019:

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Elemento #5 Para Uma Casa Sustentável: Energia

A energia é a categoria que mais impacta o meio ambiente quando negligenciada. Em certificações, buscar a performance energética equivale a quase 1/3 de todo o processo.

Portanto, buscar a eficiência energética deve ser foco em um projeto que vise a sustentabilidade.

Porém, é um erro pensar que um projeto eficiente deve focar em energias renováveis. Entre leigos é aceitável, porém, não entre empresas e certificadoras.

Uma casa verdadeiramente sustentável deve economizar energia diretamente na fonte. Resumindo, o foco deve ser na concepção arquitetônica. Abaixo está um exemplo realizado pela UGREEN:

casa sustentável
Otimizações energéticas em uma casa sustentável, por UGREEN.

Uma das formas mais eficazes de obter economia de energia em projeto é simulando. Os resultados são otimizados se trabalhados em conjunto com o conforto térmico e lumínico.

É bastante importante nunca dissociar estes elementos em uma simulação. Afinal, mais conforto térmico e lumínico em uma edificação significa redução no consumo de energia.

Dentro do gráfico de uso residencial podemos verificar que os consumos possuem variações entre o verão e inverno. Os maiores usos são, em ordem, os refrigeradores, chuveiros, iluminação e ar condicionado.

Portanto, focar na economia destes elementos tornará sua casa mais econômica e sustentável. Como podemos trabalhar?

  • Economia no ar condicionado. Pode ser obtido com a melhoria dos índices de conforto térmico, como detalhado logo antes neste artigo.
  • Chuveiros. Equipamentos mais eficientes, que consomem menos água podem ser uma ótima solução.
  • Refrigerador e outros Equipamentos. Equipamentos mais eficientes, como os com selo PROCEL, são uma boa alternativa.
  • Iluminação. Podemos otimizá-la por um projeto bioclimático eficiente e o uso de lâmpadas adequadas, como já mencionado.

Elemento #6 Para Uma Casa Sustentável: Água

Uma casa sustentável utiliza a água mais sabiamente que casas comuns. Afinal, a população mundial continua crescendo junto com a poluição de rios e as mudanças climáticas.

Gosto de pensar na economia de acordo com o próprio fluxo da água.

“Reuso > Eficiência do Uso Externo > Eficiência do Uso Interno > Mudanças de Hábito.”

Reuso (e reciclagem)

O reuso é uma opção de baixo custo, já que a água é reutilizada com pouco tratamento adicional. Alguns exemplos são:

  • A coleta de chuva.
  • Pontas de água.
  • Irrigação com água cinza.
  • Água de banho compartilhada.

Já a reciclagem exige mais energia ou até mesmo produtos químicos para o tratamento. Alguns exemplos são a reciclagem de água cinza ou até mesmo a água negra.

Eficiência no Uso Externo

  • Plantas mais eficientes no paisagismo.
  • Irrigação eficiente. Um exemplo são os sistemas por gotejamento, que podem utilizar até 90% menos água que os convencionais.

Eficiência no Uso Interno

Para obtermos uma boa economia no uso interno da água, o ideal é conhecermos os maiores vilões do consumo. Abaixo podemos observar o perfil de consumo de água interno médio de uma residência brasileira.

 

Observando o gráfico, notamos que os 3 maiores usos são o vaso sanitário, o chuveiro e a pia de cozinha. Portanto, estes devem ser os principais itens a serem mitigados. Aqui estão alguns elementos que podem ajudar nesta economia:

  • Aeradores.
  • Banheiras com menor volume de água.
  • Louças mais eficientes, como vasos dual-flush ou mictórios sem uso d’agua.
  • Equipamentos mais eficientes, como chuveiros, máquinas de lavar roupa, entre outros.
  • Vasos sanitários por compostagem.
  • Conserto de vazamentos.

É importante notar no gráfico que o chuveiro encontra-se em 2 º lugar. Porém, o chuveiro é considerado também o 2 º maior consumidor de energia de uma edificação…

Portanto, obter reduções no consumo de água no chuveiro também irá impactar na redução do consumo de energia. Obtemos aqui um duplo benefício.

Mudanças de habito para uma casa sustentável

Após obtermos todas as reduções possíveis, é interessante promover ainda uma mudança de hábito. Desta forma obtemos ainda maiores economias.

Algumas estratégias são:

  • Não lavar o carro tão frequentemente.
  • Não irrigar a grama.
  • Tomar banhos mais curtos.

Exemplos Diferentes e Inovadores de Casas Sustentáveis Pelo Mundo

Casa Sustentável na Holanda

A casa de papelão Wikkel House pode ser construída em apenas um dia. Sua principal composição é o papelão em conjunto com uma supercola sem VOC’s. 

Apesar do papelão parecer algo não durável, esta residência pode durar até 100 anos. Portanto, possui uma vida útil superior a muitas residências convencionais.

Os espaços são pequenos, mas ainda acolhedores. Possui um quarto e uma sala que são separados pela cozinha e o banheiro.

casa sustentável

Para os nômades de plantão, outra vantagem. A residência pode facilmente ser transportada para qualquer lugar.

Porém, um impeditivo é o preço. Ela custa, em média, R$ 130 mil. Logo, não seria um atrativo para a maioria das famílias brasileiras.

Casa Sustentável em Milão: Aconchego no Meio da Floresta

Já falarmos que construir em ambientes virgens pode prejudicar a fauna e flora local.

No entanto, estas casas visam uma implantação no meio da floresta com um mínimo impacto no solo.

As casas na árvore, projetadas por Peter Pichler, trazem a sensação de viver dentro da floresta. Possuem entre 35 a 45m², sendo possíveis de serem utilizadas por famílias pequenas.

Apesar de bonitas, nota-se que a quantidade grande de peles de vidro e cores escuras. Portanto, não seria uma solução adequada para a maioria das zonas bioclimáticas brasileiras.

Porém, com algumas adaptações, seria possível obter bons resultados até mesmo em nosso país.

Casa Sustentável Pré-Fabricada Na Austrália

Esta é uma casa australiana pensada na eficiência energética e o impacto mínimo no meio ambiente. Inspirada nos princípios da permacultura, é auto-suficiente e reduz a pegada de carbono.

As abas horizontais no norte demonstram cuidado com a insolação predominante.

Outros elementos sustentáveis são tanques de água da chuva, fossa séptica e queimador de madeira para o inverno.

Janelas e portas operáveis são estrategicamente posicionadas para ventilação cruzada no verão.

No entanto, o mais importante é que os proprietários são apaixonados pela morada e o estilo de vida que ela promove.

Casa Sustentável Até Para Seu Cachorro!

Se cachorros pudessem falar, eles demonstrariam surpresa com esta casa logo abaixo.

O Studio Schicketanz criou esta estrutura para fornecer abrigo para seus animais. É perceptível que o cliente adorou o resultado…

Apesar de parecer exagerado, a casa possui sim, diversos elementos sustentáveis. Existe uma envoltória eficiente, telhados verdes, refrigeração e até mesmo painéis solares.

E você, gostou do resultado?

Concluindo, uma casa sustentável…

É como uma terceira pele. Ela nos fornece abrigo dos elementos externos da mesma forma que nossas roupas.

Logo, deve se adaptar as condições climáticas adversas. Desta forma, ela contribui para não prejudicar o meio ambiente também.

Nenhum destes princípios citados podem ser ignorados na construção de uma casa. São estes elementos que tornam uma residência verdadeiramente sustentável.

Espero que você tenha gostado deste artigo. Comente abaixo o que você espera da sua casa sustentável!

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ArchiCAD 23 – Um Olhar Sobre as Novidades Direto de Las Vegas

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ArchiCAD 23 – Um Olhar Sobre as Novidades Direto de Las Vegas

“Moldamos nossos edifícios. Depois disso eles nos moldam.” – Winston Churchill

Se esta frase se aplica a nossas construções, se aplica também a nossa evolução construtiva.

Este foi o sentimento após presenciar o Reimagine, Conferência anual da Graphisoft em Las Vegas. A UGREEN foi convidada para o evento e revelamos em primeira mão as melhores novidades.

É importante frisar que não levantamos bandeiras para nenhum software BIM. Consideramos tanto o ArchiCAD quanto o Revit grandes programas. Como disse em um vídeo de 2016, o melhor programa é o que mais o usuário gosta de utilizar.

Porém, podemos confessar que o ArchiCAD foi o que melhor se adaptou para nossas necessidades. Facilita nas fases criativas de projeto e possui interface PC e MAC. Possui integração com o Grasshopper, que é um grande bônus. Portanto, foi a escolha que adotamos em nosso escritório, assim como nossos parceiros.

Novidades do ArchiCAD 23

Huw Roberts, novo presidente da Graphisoft, apresentou os novos desafios da empresa. Após poucos minutos a conferência já iniciou com as novidades sobre o Archicad 23.

Durante as apresentações iniciais o foco foi na melhoria de desempenho do software. A facilidade de manipulação de dados foi também um destaque apresentado.

Outras novidades do Archicad 23 foram:

  • Ferramentas de Coluna e Feixe Reprojetadas. A criação de detalhamentos construtivos e seus quantitativos estão mais fáceis.
  • Organização para vazios, nichos e recessos. o ARCHICAD 23 introduziu uma ótima ferramenta para abrir e coordenar os vazios em uma construção. Logo, a comunicação projeto/obra fica mais dinâmica e fluída.
  • Conexão Solibri renovada. As alterações de projeto são enviadas automaticamente para outros projetistas. A organização também foi otimizada, permitindo a colaboração eficaz entre as disciplinas de projeto.

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Apresentações Irresistíveis Para os Nossos Clientes

A integração do ArchiCAD com o Unreal Engine e o Twinmotion foi outro ponto de destaque da apresentação. Os projetos podem ser facilmente exportados para uma plataforma 3D bastante intuitiva.

A plataforma utiliza um motor gráfico de última geração desenvolvida pela Unreal. As visualizações contam com Raytracing, inovação da Nvidia que trata a iluminação de forma muito mais realista.

As apresentações podem ser realizadas em qualquer tela e também por VR. As apresentações são aprimoradas sem a perda de tempo dos renders tradicionais.

Se antigamente tínhamos Artlantis, Maxwell Engine ou Vray… hoje temos Twinnmotion 2019 + Unreal Ray Tracing Engine. É impressionante observarmos a evolução dos softwares de visualização.

Algoritmos Finalmente Fazendo Parte do Processo Criativo

Há pouco tempo, algoritmos estavam restritos a apenas nerds de computador. As apresentações do Reimagine atestaram que eles já estão com lugar fixo do processo criativo dos escritórios. Empresas estão gerando (e executando!) formas antigamente impossíveis.

A percepção é que a integração do Grasshopper & Rhinoceros no Archicad 21 em 2o16 é um caminho sem volta. 70% dos projetos apresentados tinham esta integração em maior ou menor escala.

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Sustentabilidade Ganhando Força com o Archicad 23

Os edifícios verdes estão ganhando cada vez mais força, sustentados pelo processo BIM. Encontramos soluções arquitetônicas arrojadas, inovadoras e sim, sustentáveis. Não são apenas viáveis construtivamente, mas bastante racionais, economizando em obra.

O Ladybug, Hoopshake, e outros plugins apresentaram a força deste processo criativo. Brises e coberturas parametrizadas são os destaques.

Entre os destaques da conferência, estão a Takenaka (Japão) e Pride (Rússia). Elas demonstram a força das soluções verdes em uma plataforma BIM. Confira as apresentações abaixo:

Apresentação da Takenaka (Japão):

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Apresentação da Pride (Rússia):

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Escritórios brasileiros e construtoras com grande expressão no mercado BIM

É ótimo ver grandes escritórios e construtoras do Brasil com atuação consistente em BIM.

Escritórios como Fernandes Arquitetos Associados, FGMF, Königsberger VannucchiConstrutora Vintte, Gustavo Penna são alguns exemplos de empresas que estavam na feira.

Muitos já estão bastante fortes na arquitetura BIM e estão trazendo ainda mais inovações no mercado nacional.

Pronto Para o Archicad 23 e A Evolução Sustentável do BIM?

Nós estamos muito entusiasmados com a evolução do BIM dentro do processo criativo na arquitetura.

O que é perceptível é quanto o processo vem evoluindo como suporte criativo. Não apenas isso, um suporte para construções mais inovadoras, eficientes e sustentáveis.

E você? Qual é seu software BIM preferido? Comente abaixo e vamos ampliar a discussão sobre BIM e edifícios verdes.

* Gostaríamos de agradecer a Graphisoft Brasil e toda a equipe pelo cuidado e hospitalidade durante todo o evento.

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Tijolo Ecológico: 6 Tópicos Para Entender Este Material

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Tijolo Ecológico: 6 Tópicos Para Entender Este Material

Você já avaliou a sustentabilidade do tijolo que aplica na sua obra? Se ele é um tijolo ecológico ou convencional?

Para fabricar um tijolo comum (bloco cerâmico) é necessário levá-lo ao forno para assar. Este processo gera emissão de gases poluentes na atmosfera.

Outro problema pode ser do local onde a matéria-prima é extraída. A extração de alguns tijolos convencionais prejudicam áreas de preservação, como mananciais…

E não para por aí…

Além disso, a fabricação do tijolo convencional é feita com argila, e prejudica o equilíbrio ecológico.

Esses são alguns motivos que fazem o Tijolo Ecológico ser uma opção mais sustentável.

Vamos aprender mais sobre o Tijolo Ecológico? No decorrer deste artigo vamos entender:

  1. Porque os tijolos ecológicos são sustentáveis;
  2. Técnicas de Fabricação;
  3. Técnicas de Aplicação;
  4. Quais as suas Vantagens e Desvantagens;
  5. Exemplos de Projetos que utilizaram Tijolo Ecológico;
  6. Custo x Benefício.

Então, continue lendo para saber mais sobre Tijolos Ecológicos.

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1. Por que os tijolos ecológicos são sustentáveis?

Segundo a ANITECO (Associação Nacional da Indústria do Tijolo Ecológico)… a produção de 1.000 tijolos ecológicos economiza de 7 à 12 árvores de médio porte, quando comparado ao bloco cerâmico.

Os tijolos ecológicos também são chamados de:

  • Blocos modulares de solo-cimento;
  • Tijolo modular de solo-cimento;
  • BTC – bloco de terra comprimida.

Mas… como funciona a sua composição?

Composição do Tijolo Ecológico

A composição básica do tijolo ecológico é: solo + cimento + água.
 
Basicamente, podemos usar qualquer solo na composição do tijolo ecológico. As exceções são a terra preta ou outra que tenha material orgânico.
 
Os blocos modulares de solo cimento utilizam um método de compressão para serem fabricados. Graças a este método, é possível utilizarmos outros materiais na composição do tijolo ecológico:
  • Resíduos de usinas siderúrgicas;
  • Resíduo moído de material de construção;
  • Resíduos de atividades mineradoras;
  • Pneus;
  • Papel reciclado, PET e outros materiais recicláveis.

Mas… Se o tijolo não é feito com argila e nem é queimado, como ele é fabricado?

Continue lendo para saber o processo de fabricação.

2. Técnica de Fabricação

Após misturar o solo com o cimento e água, o composto é compactado através de uma prensa. Nela, são aplicadas toneladas de pressão sobre o tijolo.

Para adquirir o formato e compactação almejados, é necessária uma máquina específica para a fabricação de BTC.

A prensa comprime o bloco e assim o tijolo é curado. Após endurecer, agrega para si a capacidade de resistência e durabilidade em diversas aplicações.

Através deste processo as peças saem padronizadas, altamente resistentes e duráveis.

Portanto, não é necessário queimar o tijolo ecológico. Assim ele ajuda o meio ambiente evitando a emissão de gases para a atmosfera e a utilização de árvores para a queima.

Agora que você já sabe como e do que ele é feito, vamos ver como ele é aplicado.

3. Técnica de Aplicação

Inicialmente é crucial dizer que você precisa especificar corretamente seu projeto.

Parece lógico, e de fato é. Mas, na prática, sabemos que não é bem assim que acontece. Afinal, sem a especificação correta existe mais risco de falta de padrões em obra.

Portanto, criamos uma lista com diversos materiais sustentáveis para você utilizar. Clique AQUI para obter gratuitamente.

Mas… por que o tijolo modular de solo-cimento requer maior planejamento de projeto?

Os tijolos de solo-cimento são:

  • Blocos modulares;
  • Auto-ajustáveis;
  • Auto-travantes.

Portanto, permitem encaixes perfeitos entre as peças.

Através desses tijolos, é possível aperfeiçoar a construção e obter maior desempenho e segurança.

Afinal, você já sabe…

Na construção com tijolos comuns é necessário quebrar paredes para a passagem de dutos elétricos e hidráulicos.

Isso gera:

  • Mais resíduos de material de construção;
  • Desperdício devido à quebra de materiais;
  • Uso de mais materiais do que o necessário;
  • Mão de obra.

Portanto, itens que impactam diretamente na sustentabilidade da construção.

A ligação entre os blocos de solo-cimento é muito prática. Os blocos têm furos que possuem encaixes. São adequados para a inclusão das barras de ferro, instalações elétricas e hidráulicas.

Estes mesmos furos proporcionam uma proteção térmica e acústica, criando um maior conforto climático.

Por este motivo, o planejamento do sistema elétrico e hidráulico é muito importante.

Através do bom planejamento com o tijolo ecológico podemos utilizar muito menos material e mão de obra. E tudo isso resulta num impacto muito menor polpando recursos e mão de obra.

Estrutura

A estrutura de sustentação vai embutida na parede:

  • Os furos recebem concreto e ferragem, espaçadamente;
  • A estrutura fica distribuída e não somente nos cantos como acontece comumente;
  • Uso de madeiras e formas é dispensado.

Esta é outra razão pelo qual devemos nos atentar ao planejamento para uma obra de fato sustentável.

Acabamento

Se tratando do acabamento, existem várias opções:

  • Tijolo rejuntado e esbranquiçado;
  • Rejuntado;
  • Sem rejunte;
  • Grafiato;
  • Engessado, com revestimento.

Inclusive, muitos optam por deixar este material aparente e não utilizar acabamentos. O que contribui ainda mais para a sustentabilidade.

Então o tijolo ecológico só tem vantagens?

Não exatamente… continue lendo que iremos falar mais sobre isso.

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4. Vantagens e Desvantagens do Tijolo Ecológico

Como você viu, os Tijolos Ecológicos têm vários motivos para serem uma alternativa sustentável.

Mas será que os Tijolos Ecológicos só tem vantagens?

A seguir veremos algumas das vantagens do Tijolo Ecológico e se ele tem alguma desvantagem.

Vantagens do tijolo ecológico:

  • É possível atingir de 30% a 50% de economia de custo resultante no final da obra;
  • Menores impactos ambientais;
  • Menos tempo de obra;
  • Mínimo de resíduos gerados pela obra;
  • Alta resistência a compressão, até 6x mais resistente que o tijolo comum;
  • A umidade perdida não causa variação volumétrica considerável;
  • Maior resistência a umidade e menor absorção;
  • Mais durável por possuir menor impermeabilidade;
  • Ótimos desempenhos térmico e acústico;
  • Segurança, produto padronizado pela ABNT.

As normas vigentes da ABNT, NBR 8491:2012 e NBR 8492:2012 determinam:

  • índices de resistência a compressão;
  • absorção de umidade;
  • geometria dos tijolos;
  • método e frequência com que os ensaios dos tijolos ecológicos devem ser feitos.

Desvantagens do tijolo ecológico:

  • Poucos fabricantes;
  • Necessita de mão de obra especializada, embora a formação necessária seja de curto prazo.

Ainda não existem muitos fabricantes no território brasileiro, mas isso tende a crescer.

A mão de obra precisa saber como funciona tijolo ecológico, para tirar o máximo de proveito dele. Para isso, é importante um curso preparatório, que geralmente é rápido e eficiente.

Para incentivar o uso de blocos de solo-cimento, é importante a atuação do projetista. A instrução de mão de obra é outra estratégia importante para que o conceito ganhe escala.

Somos nós, profissionais da construção civil que incentivamos o uso de materiais sustentáveis.

Agora vamos ver projetos que aplicaram o Tijolo Ecológico.

5. Exemplos de Projetos que utilizaram Tijolo Ecológico

A seguir, mostraremos 2 projetos que utilizaram o BTC (tijolo ecológico) na sua composição e o resultado estético.

Residência IHA, por Wallmakers – Índia, 2018

Para a construção desta residência, era importante considerar as chuvas frequentes na região. Por este motivo, os blocos de solo-cimento foram usados.

Isso não só garantiu mais proteção da umidade, mas também permitiu aberturas, devido a sua junção por módulos.

tijolo ecológico

Residência GSM, por OTP arquitetura – Brasil, 2018

Neste projeto, a proposta era preservar as condições locais da implantação.

O BTC entrou para acrescentar na sustentabilidade e estética do projeto. Assim criou contraste entre o concreto e o acabamento branco.

tijolo sustentável

6. Custo x Benefício do Tijolo Ecológico

Como você viu anteriormente, o tijolo ecológico gera uma economia no custo da obra. Em relação ao bloco cerâmico tradicional, pode chegar de 30% a 50%.

Para concluir este artigo, mostramos alguns números que ilustram esta economia:

  • Economia em torno de 55% com ferragens, para sustentar a edificação;
  • 100% de economia no uso de madeira armação de formas estruturais;
  • 100% de economia no uso de argamassa e cimento para assentar os tijolos;
  • Redução de 15% do material, por haver menos quebra e consequentemente de desperdício;
  • Velocidade da construção até 2x mais rápida;
  • Economia no controle climático e acústico de ambientes;
  • Caso seja uma opção do cliente, não é necessário usar material para regularização e acabamento das paredes;
  • Economia ao instalar a infra-estrutura elétrica e hidráulica da edificação.

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Concluindo…

O Tijolo Ecológico tem diversas vantagens e pode fazer sua construção se tornar mais barata, rápida e sustentável.

Ele pode ter um valor unitário mais alto, em torno de R$1,00 a unidade. Principalmente quando comparado com o tijolo convencional, que fica por volta dos R$0,54.

Mesmo assim, a diferença é compensada no final da obra. Afinal, o tijolo ecológico:

  • Utiliza compressão ao invés de queima no seu processo de fabricação, não emitindo gases poluentes na atmosfera;
  • Tem um design que permite encaixe e reduz materiais para a junção dos blocos;
  • Proporciona conforto térmico e acústico;
  • O sistema estrutural é embutido na parede;
  • O sistema hidráulico e elétrico embutidos na parede.

Lembramos você novamente que se planeje para executar a sua obra.

Para te ajudar, criamos uma lista com diversos Materiais Sustentáveis.

Nela, você encontrará alguns fornecedores de Tijolos Ecológicos que podem te atender. Encontrará também outros materiais sustentáveis para seu projeto.

E agora que você está munido de informações, está pronto para planejar a sua obra utilizando Tijolos Ecológicos?

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5 Elementos Essenciais de Um Projeto de Interiores Sustentável

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5 Elementos Essenciais de Um Projeto de Interiores Sustentável

Você consegue diferenciar um projeto de interiores sustentável de um não sustentável?

Algumas partes são bem visíveis.

Já outras estão ocultas, imperceptíveis aos olhos da maioria.

Hoje eu vou te apresentar os 5 Elementos Essenciais de um Projeto de Interiores Sustentável.

Ao trabalhar sustentável, você garante a realização de ótimos projetos e clientes que podem durar por uma vida toda.

Mas antes de te mostrar estes 5 elementos, pense comigo:

Por que para alguns é difícil ver a diferença entre um projeto de interiores sustentável e não sustentável?

Para mim, é muito simples:

Muitos desconhecem que os princípios da sustentabilidade vão além do projeto em 3D.

Em outras palavras, a maioria pensa em projetos como elementos que determinam formas e funções. Na verdade eles impactam nossas vidas de forma muito mais profunda:

  • Em nossa saúde e bem estar a curto e longo prazo.
  • Na produtividade dos funcionários.
  • Na economia de energia que este espaço pode proporcionar.
  • Na durabilidade do espaço, tanto em relação a seus materiais quanto a longevidade do seu próprio uso.
  • Em toda a cadeia produtiva, desde empresas com respeito ambiental e seus fornecedores.

Portanto, um projeto de interiores possui uma relação profunda com a sustentabilidade.

E você? Está fazendo o necessário para ajudar o planeta?

Caso ainda não, continue lendo para compreender os 5 elementos de interiores sustentáveis.

Vamos ver cada um deles em detalhe:

Os 5 Elementos de Um Projeto de Interiores Sustentável

Se o seu objetivo é:

  • Realizar projetos mais sustentáveis…
  • Tornar seus projetos mais interessantes…
  • Tornar Clientes bastante satisfeitos…

Então você precisa ficar atento a esses 5 elementos:

  1. Natureza incorporada
  2. Eficiência energética
  3. Atemporalidade do design
  4. Conforto
  5. Respeito ao ser humano e ao ambiente

Simples, não é mesmo?

Porém, se você já realizou vários projetos de interiores, sabe que na realidade não é tão fácil assim.

Felizmente, existem técnicas e fórmulas que podem nos ajudar a projetar mais sustentável.

Elemento #1: Natureza Incorporada

Vivemos 90% de nossas vidas dentro de espaços internos. Portanto, determinar bons espaços é tão importante para a saúde quanto a prática de exercícios ou a alimentação.

Porém, muitos desconhecem os fatores que tornam nossos espaços internos mais saudáveis. O desconhecimento gera projetos que deixam de fornecer aos clientes diversos benefícios.

Uma das estratégias essenciais que você deve considerar é o uso da Biofilia.

Um projeto que contempla a biofilia não promove só a melhoria do meio ambiente onde este está inserido. Promove mais produtividade e diversos benefícios físicos, mentais e comportamentais.

Porém, não é só encaixar uma série de plantas dentro do seu espaço que ele se torna automaticamente biofílico. Existem grandes erros cometidos, como ignorar a ergonomia ou até mesmo a iluminação natural.

Existem diversas considerações imprescindíveis para tornar um projeto verdadeiramente biofílico.

Como dito por Stephen R. Kellert e Elisabeth F. Calabrese no livro “The Practice of Biophilic Design”, podemos organizá-los como:

1. Experiências Diretas de Natureza

Podemos utilizar a luz, ar, água, plantas, animais, paisagens ou o fogo ao nosso favor. Estes elementos contribuem significativamente para um bom design biofílico.

2. Experiências Indiretas de Natureza

Podemos utilizar imagens da natureza, materiais naturais, cores naturais e a luz natural.

O contato com formas que evoquem a natureza ou a passagem do tempo gera grandes benefícios ao seres humanos.

3. Experiências de Espaço e Lugar

Precisamos proporcionar espaços em que pessoas se sintam refugiadas.

Fornecer vistas amplas gera maior percepção das “oportunidades e perigos”. Logo, é uma ótima forma de gerar uma maior sensação de refúgio e segurança.

Utilizar espaços de transição, maior mobilidade e uma orientação adequada são outras estratégias eficientes.

interiores sustentávis

 Elemento #2: Eficiência Energética

O consumo de energia é um dos principais contribuintes para as mudanças climáticas. Isso você já sabe.

Porém, muitos consideram que apenas a envoltória ou sistemas mecânicos promovem a economia de energia.

A verdade é que a eficiência energética também pode ser bastante aprimorada por projetos de interiores.

Aqui estão algumas estratégias:

Aquecimento e Resfriamento

Projetos de interiores podem sim reduzir o consumo do aquecimento e resfriamento.

A melhor forma de iniciar é pela análise bioclimática em conjunto com a edificação existente. Podemos assim encontrar deficiências que podem ser mitigadas no design de interiores.

Em outras palavras, somente após esta análise saberemos quais são os melhores passos a serem tomados.

Porém, existem regras padrão que são válidas para qualquer tipo de projeto:

  • A maior parte do frio escapa pelas janelas da edificação em climas quentes – ou o contrário em locais frios. Portanto, é importante que sejam consideradas janelas com um bom isolamento.
  • Brises horizontais e verticais, cortinas e persianas também ajudam a manter o calor (ou o frio) do lado de fora. Permite o controle de temperatura mais eficiente, abrindo-os ou fechando-os conforme necessário.
  • Outra maneira de controlar nossos ambientes é através de bons sistemas de automação. Eles podem ser ativados caso a temperatura atinja níveis indesejáveis.
  • Em climas frios, tapetes podem ser considerados excelentes isolantes térmicos. De acordo com estimativas, um tapete pode reter até 10% do calor de uma sala.

Iluminação

A especificação de lâmpadas e luminárias fazem muita a diferença no consumo energético. Isso já é bastante discutido e difundido.

Porém, podemos economizar energia antes mesmo de pensarmos nestas especificações. Muito pode ser feito apenas com a escolha de cores corretas em nossos espaços.

Cores mais claras refletem mais luz. Já salas com móveis e paredes escuras normalmente precisam de mais iluminação artificial.

A utilização de superfícies refletoras aumenta a quantidade de luz em um ambiente. Consequentemente, diminuímos a dependência da iluminação artificial.

Porém, é importante entender as relações de contraste entre cada um dos elementos. Caso contrário, tarefas diárias podem ser prejudicadas.

Pisos tendem a ser mais escuros, paredes e mesas um nível intermediário e o teto o mais claro. É imprescindível considerar estes fatores quando procuramos obter uma boa iluminação natural.

projeto de interiores sustentável

Elemento #3: Atemporalidade do Design

O descarte de materiais é um dos principais fatores que geram resíduos que vão para aterros sanitários.

Mas…como podemos mitigar estes efeitos em nosso design?

O objetivo de projetar de forma atemporal é buscar espaços duráveis. Assim suprimimos o desejo de “se estar na moda”, necessitando de menos mudanças no decorrer do tempo.

Sabemos que não é uma tarefa fácil, já que somos praticamente programados a procurar as últimas tendências…

Porém, a melhor maneira de atingir a atemporalidade é escolher qualidade ao invés de quantidade. O clássico dentro da modernidade e a simplicidade sobre muitos adornos.

Durabilidade e flexibilidade

Para evitar que materiais sejam descartados com frequência, devemos considerar sua vida útil. Principalmente os elementos que sofrem muito desgaste — como pisos, por exemplo.

Podemos economizar também com custos oriundos da sua manutenção e limpeza.

Portanto, investir em materiais robustos, duráveis e fáceis de limpar geram espaços mais sustentáveis.

Outra excelente forma é investir em flexibilidade. Isso significa que menos intervenções serão necessárias e como resultado um menor desperdício.

É claro que, ao longo dos anos, famílias ou empresas crescem, tornando necessárias alterações nos espaços.

Principalmente por este motivo, designers devem considerar a flexibilidade nas concepções. Precisam considerar até que ponto o projeto pode se adaptar para novas demandas.

Quando podemos substituir ou adaptar elementos de forma fácil, não há necessidade de renovações bruscas. O meio ambiente agradece, e nosso bolso também.

Tendências para Projeto de Interiores

A inovação trouxe muitas opções para um design mais flexível nos mais diversos tipos de uso:

  • Residências. Paredes em drywall que podem ser previstas. Quando as crianças crescem e precisam de seus próprios quartos, estes espaços se tornam possíveis.
  • Escritórios. Móveis ajustáveis e remontáveis possuem maior flexibilidade. Permite-se a personalização e fácil substituição de peças individuais.
  • Hospitais. São ambientes onde ocorrem mudanças frequentes. Prever mobiliários médicos flexíveis é uma ótima solução. Solicitar do arquiteto uma planta mais flexível ajudará a manter os espaços úteis a longo prazo.

projeto de interiores

Elemento #4: Conforto

O conforto ambiental é a forma que podemos descrever o nível de satisfação de um ser humano dentro de um espaço.

Espaços confortáveis proporcionam boas condições psicológicas, acústicas, visuais, térmicas, ergonômicas e de qualidade do ar.

Portanto o lazer, trabalho, descanso ou estudo se tornam todos otimizados pelo conforto. Imprescindível, não acha?

Mas como podemos fazer isso no projeto de interiores? Resumimos em 3 partes:

Conforto Térmico

Qualquer um que trabalha no calor ou frio sabe o quanto afeta nossa produtividade.

O problema é que a definição de conforto térmico é de natureza subjetiva. Existem variações como a vestimenta e o próprio metabolismo humano.

Por este motivo as normas atuam com estratégias de minimização do estado de conforto. A principal delas é a ASHRAE 55, que mede o conforto térmico pelo Voto Médio Previsto (PMV).

Caso o ambiente seja mal projetado, ocorrerá uma porcentagem de instatisfação expressiva.

Como aprimorar o conforto ambiental no projeto de interiores?

Essencialmente, existem 4 maneiras de obter conforto térmico através de um bom projeto.

1. Utilizar um sistema de ar condicionado que regule a temperatura

Sistemas comuns geralmente não possuem o componente de medição dos ambientes. A medição permite a otimização do ambientes, tanto energicamente quanto para a satisfação dos usuários.

2. Minimize o vazamento da envoltória

Caso existam aberturas, o ar em temperatura ou umidade inadequada pode adentrar no espaço. Haverá um maior desconforto no ambiente projetado para cargas térmicas específicas. Outro problema será a eficiência do sistema de ar-condicionado, que é comprometida.

3. Forneça controle aos ocupantes no projeto de interiores

A obtenção do conforto térmico muitas vezes terá uma relação direta com o nível de controle que você dá para as pessoas. Proporcionar acesso ao termostato, janelas ou persianas, proporciona também um maior conforto.

4. Realize as manutenções necessárias

Uma boa manutenção é fundamental para o bom funcionamento dos equipamentos. Incluímos aqui ajustes conforme alterações sazonais. Os sistemas podem ser otimizados para um maior conforto com redução de energia.

Conforto Acústico

O conforto acústico é um tema de grande importância quando falamos em produtividade. Principalmente em ambientes como escolas e hospitais.

Obedecer critérios mínimos para estes fenômenos é essencial para um bom projeto de interiores. Desta forma podemos otimizar a qualidade de aprendizado ou a recuperação de pacientes.

Já para outros tipos de edificações o controle também deve estar presente. Podemos utilizar das mesmas estratégias aplicadas em escolas. Porém, os critérios serão diferentes em cada caso.

Como utilizar a acústica ao seu favor no projeto de interiores?

Entender os fenômenos básicos pode ajudar bastante na tomada de decisão em grande parte dos projetos. Vamos a alguns deles:

  1. Redução dos tempos de reverberação. O conceito é diminuir “o tráfego” do som pelo ambiente, removendo a sensação de “igreja” no ambiente. Mitiga-lo utilizando superfícies com absorção no piso, parede e teto é uma solução comum.
  2. Redução da transmissão de som entre elementos. Conhecendo os coeficientes mínimos de transmissão sonora, podemos reduzir o ruído entre ambientes.
  3. Utilização de sistemas de reforço de som e mascaramento. É aplicável para auditórios ou salas que abriguem mais de 50 pessoas.
  4. Ruídos de Sistemas de Ar-condicionado. Podemos avaliar os ruídos do sistema e solicitar ao engenheiro mecânico uma otimização. Cada uso terá níveis máximos de ruídos aceitáveis, sendo que escolas não permitem mais do que 40dBA.

Conforto Lumínico

A iluminação é uma das qualidades mais importantes no conforto ambiental. A diferença entre uma iluminação boa e ruim pode gerar impactos no conforto, o humor e na felicidade geral em sua casa.

A exposição à luz natural afeta o sistema imunológico, bem como os ritmos circadianos, o ciclo do sono e os hormônios. Estudos relacionam a falta de luz solar à depressão, problemas imunológicos, doenças cardíacas, diabetes e até o câncer.

O que podemos fazer no projeto de interiores?

Proporcionar Controle de Iluminação

Para espaços de trabalho, um ótimo passo é proporcionar aos ocupantes o controle do sistema. Foque nos espaços regularmente ocupados e não esqueça de tornar estes controles acessíveis para todos.

É benéfico proporcionar 3 níveis (on, off e meio nível). Assim as pessoas podem controlar a intensidade dependendo da luz externa.

Proporcionar Qualidade Luminosa

  • Após implementar o controle, podemos buscar a qualidade luminosa. Existem diversas estratégias:
  • Otimizar a intensidade luminosa necessária para cada tipo de abordagem. Exemplos: 500 lux em escritórios, 750 lux para supermercados…
  • Uso de lâmpadas com o CRI (índice de refletância de cor) acima de 80, que torna a iluminação mais natural.
  • Buscar lâmpadas com maior vida útil. Atender acima de 2.400 horas ajuda na economia de longo prazo.

A melhor forma para garantir o controle adequado é através de simulações computacionais. O DiaLUX é um dos softwares mais indicados para estas análises.

Qualidade do Ar

Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, a poluição em ambientes fechados é uma das cinco maiores ameaças à saúde humana.

Ela pode gerar problemas como alergias, dores de cabeça, asma, irritações de garganta, nariz e olhos, até mesmo o câncer.

Como podemos promover uma melhor qualidade do ar no projeto de interiores?

O ideal é o monitoramento dos espaços, com equipamentos que meçam os níveis de CO2, a umidade, partículas, ozônio e temperatura.

Inspecionar periodicamente os filtros de ar para o controle de umidade.

Outro fator primordial é a utilização de produtos de limpeza que não agridam a saúde humana.

Um elemento que pode contribuir com a remoção de poluentes é a utilização de plantas adequadas.

Elemento #5: Respeito ao Ser Humano e ao Ambiente

Quando projetamos, não podemos pensar apenas nas últimas tendências ou no benefício de nossos clientes.

É importante compreendermos que afetamos de forma direta ou indireta o meio ambiente.

E sim, você pode contribuir ainda mais com seus projetos realizando uma decoração sustentável!

Como podemos fazer isso no projeto de interiores?

  • Reduzir o uso dos elementos decorativos, como dito em capítulos anteriores deste artigo.
  • Reutilizar materiais.
  • Utilizar materiais orgânicos (madeira, pedra natural).
  • Utilizar materiais rapidamente renováveis (bambu, linóleo, cortiça, que se regeneram em um período máximo de 10 anos).
  • Procurar materiais com conteúdo reciclável.
  • Utilizar materiais regionais.

Porém, não é apenas especificar o que fornecedores dizem ser sustentável. É necessário investigar o processo de extração e manuseio desses materiais.

Afinal…

  • Um material pode ser sustentável em sua composição, mas pode ser extraído com uma mão de obra quase-escrava….
  • Um material pode ser sustentável mas vir de longe, utilizando muito combustível…
  • Um material pode ser sustentável, mas fabricado em conjunto com componentes tóxicos, afetando a saúde…

Compreende agora a profundidade da questão?

Por este motivo que surgiram diversas etiquetas, normas e certificações. Elas fornecem informações sobre a origem e processo dos produtos, facilitando a especificação sustentável.

O exemplo mais comum é a etiqueta FSC em produtos de madeira, que garante a sua extração sustentável.

Outra certificação que vem crescendo muito nesse aspecto é o Cradle to Cradle (C2C). Ela estabelece “sistemas fechados” no processo de fabricação de um material até o seu descarte.

Os materiais tradicionais cumprem o processo resumido de “fabricação > uso > aterro”. Já Cradle to Cradle utiliza o processo de “fabricação > uso > reinserção no mercado”. Não necessita de grandes intervenções químicas ou físicas para que retorne ao seu uso na sociedade.

Produtos Cradle to Cradle evitam uma série de desperdícios comuns no processo industrial. São uma forte tendência para as novas gerações de mobiliários e já encontramos várias em feiras pelo mundo.

Existem ainda outras certificações, como os EPD`s, Greenscreen e Declare da Living Future Institute. Elas incentivam empresas a comunicarem mais transparência dentro de seus processos.

projeto de interiores sustentável

Bônus – Elemento #6: O Poder de Colocar em Prática o Projeto de Interiores Sustentável

Espero que você tenha gostado deste artigo.

Porém, este conteúdo não vale nada se não for colocado em prática por você.

É necessário experimentar incansavelmente, buscando as melhores soluções para seus clientes.

Felizmente, existem técnicas que podem ser aprendidas por qualquer um que deseja fazer projetos sustentáveis.

Estes conceitos possuem base na ciência e são universais. Aplicáveis para diversos tipos de projeto de interiores.

Possuímos um processo, estudado após 15 anos de profissão e com base em normas nacionais e internacionais. Ela consiste na:

  • Depurar as normas mais atuais.
  • Sistematizá-las em micro-processos.
  • Estruturá-las em um cronograma de projeto, para aplicá-las na hora certa.
  • Incluir as estratégias como serviços adicionais em suas propostas.

Este método já está gerando resultado para centenas de alunos em nossa plataforma de ensino.

Compartilhamos esta estratégia em detalhes em nosso treinamento especial, Interiores Sustentáveis. Hoje, ele está em condição especial!

Clique abaixo para conhecer: