Adequação Ambiental: caminho sustentável da construção civil

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No setor da construção civil, a adequação ambiental é fundamental, visto que este setor é responsável por grande parte das intervenções e modificações do meio ambiente. Por isso, há uma maior preocupação em se implantar boas práticas no processo construtivo.

Adequação ambiental nas edificações

A adequação ambiental nas edificações, é resultado das pressões dos consumidores e dos órgãos legisladores para a adoção de técnicas que assegurem o desenvolvimento sustentável. 

Nas edificações, algumas diretrizes relacionadas ao tema estão estabelecidas na NBR 15575. Nela, estão identificadas algumas boas práticas, como a construção racionalizada, o gerenciamento e a reciclagem de resíduos da construção civil. Bem como a reutilização da água nos canteiros de obras, o uso de energia não convencional. Orienta, ainda, o emprego de materiais de menor impacto ao meio ambiente.

Mas outras condutas da NBR 15575 relacionam-se indiretamente à adequação ambiental, como:

  • A observância do clima da região (desempenho térmico)
  • A incidência do sol (desempenho lumínico)
  • Vegetação e topografia (implantação e entorno) 

Estes parâmetros, além de complementar a adequação ambiental, garantem o conforto físico e mental do usuário no lar onde vive. Contribuem, ainda, de forma a tirar o melhor proveito das condições naturais do espaço onde a obra será construída. 

Isto é extremamente relevante, sobretudo em nosso país, onde há uma vastidão em recursos naturais e riqueza de luminosidade. Porém, geralmente, o potencial destes fatores não é aproveitado de forma satisfatória.

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Importância da adequação ambiental no quadro atual do país

Ter consciência e seguir a adequação ambiental é de extrema importância. Sobretudo no quadro nacional atual, onde a situação de consumo elétrico é uma preocupação latente. 

Pode ser uma atitude que, de fato, é mais trabalhosa, mas não é difícil. O clima temperado do Brasil permite que as necessidades térmicas e de iluminação sejam completamente supridas através de estratégias passivas de condicionamento. Basta que haja o cuidado em incorporá-las no projeto de arquitetura. Para tanto, é preciso aliar a conceituação arquitetônica ao condicionamento natural da edificação.

Em se tratando de edificações residenciais populares, aliás, este posicionamento torna-se ainda mais relevante. Afinal, no Brasil, a maioria da população não possui condições financeiras para adotar sistemas artificiais de conforto térmico. Como, por exemplo, os aparelhos de ar-condicionado e os sistemas de calefação. Portanto, adotar sistemas passivos e técnicas estratégicas, neste contexto, garante o conforto do usuário de forma economicamente viável.

Assim, podemos dizer que observar as diretrizes da adequação ambiental e as disposições da NBR 15575 promove o aumento da qualidade de vida. Mais do que isso: reflete a real vanguarda na arquitetura. Contudo, ainda assim podemos ver cidades repletas de construções inadequadas sob esta perspectiva. 

Para reverter este quadro, é importante obter conhecimento das técnicas dispostas na legislação e das normas de desempenho. Somente assim é possível conscientizar-se sobre a premência e responsabilidade que se tem a respeito destes fatores. Neste contexto, é fundamental contar com um apoio especializado. A UGreen oferece toda a consultoria e suporte necessários para a aderência do projeto à cada aspecto da adequação ambiental.

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Desempenho Térmico: Como dados climáticos ajudam na avaliação?

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O desempenho térmico envolve uma série de fatores para ser alcançado, como as variáveis pessoais, as variáveis psicológicas e, principalmente, as variáveis físicas ou ambientais. Nesta última é que estão englobados os dados climáticos, que são fundamentais para garantir o conforto térmico.

Como o desempenho térmico é uma exigência disposta na NBR 15575, é uma questão obrigatória para todas as edificações residenciais. Portanto, o não cumprimento dos parâmetros relacionados a este tópico decorre em penalidades e sanções judiciais. Isso porque esta norma de desempenho está em vigor desde 2013, sendo que seu cumprimento já era recomendado muito antes disso.

Desempenho térmico na arquitetura

Oferecer edificações que cumpram o desempenho térmico é um princípio básico da boa arquitetura. Afinal, as moradias devem fornecer o conforto térmico necessário para que os usuários realizem confortavelmente suas rotinas diárias. Porém, com a chegada de recursos como ar-condicionado, aquecedores e demais equipamentos, esta preocupação foi deixada de lado.

A climatização artificial, contudo, não deve ser considerada o principal recurso para garantir ambientes agradáveis termicamente. Principalmente porque estes equipamentos nem sempre são capazes, por si só, de assegurar o conforto térmico em ambientes fechados. Por isso, o desempenho térmico na NBR 15575 dispõe exclusivamente das condições naturais de insolação, ventilação, entre outras.

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Importância dos dados climáticos

Como vimos, o desempenho depende de diversos fatores para ser cumprido, sendo que um deles são os dados climáticos. Estes são determinantes para que uma edificação residencial ofereça o conforto térmico adequado à região onde será instalada.

O Brasil é um país de grande extensão territorial, onde cada região apresenta suas próprias particularidades climáticas. Assim, o conforto térmico é percebido de formas diferentes em uma edificação construída no nordeste e outra construída no sul. Neste sentido, os dados climáticos são determinantes para estabelecer o desempenho adequado a cada região.

Por isso, os critérios são estabelecidos tomando como base as zonas bioclimáticas brasileiras, conforme imagem abaixo:

Zoneamento conforme a NBR 15220 – parte 3

Os dados climáticos que devem ser considerados para compor o desempenho térmico são, entre outros:

  • Topografia
  • Temperatura e velocidade do ar
  • Umidade do ar
  • Direção e velocidade do vento
  • Temperatura média radiante.

Partindo dos dados climáticos, pode-se realizar um projeto que ofereça um desempenho térmico adequado à região onde a edificação será construída. Cumprido este tópico, ainda precisarão ser seguidos os demais elementos para assegurar o conforto térmico, como já foi elucidado anteriormente.

Com um apoio especializado, cada um dos tópicos que devem ser observados para que as edificações cumpram o desempenho térmico são seguidos de forma satisfatória. A UGreen fornece toda consultoria e suporte necessários para auxiliar neste processo.

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A importância da acessibilidade nas edificações

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A acessibilidade é um tema que está em alta, assim como a sustentabilidade, sendo uma questão fundamental no cenário atual. E como não poderia deixar de ser, uma das maiores preocupações da arquitetura é dar a devida importância à acessibilidade nas edificações.

Estamos em um momento em que a sociedade está mais esclarecida sobre os direitos das pessoas com deficiência ou com dificuldade de mobilidade. Realmente, no mundo moderno já não cabe mais a negligência com o direito de mover-se livremente.

Nas edificações isso é ainda mais importante. Afinal, as pessoas não podem sentir-se presas ou ter dificuldades de transitar em suas próprias residências. Os lares devem ser os lugares onde os moradores devem poder ter toda a liberdade para manter suas atividades rotineiras. Sem impedimentos, sem obstáculos, sem dificuldades.

Mesmo tendo esta preocupação de oferecer edificações que atendam às questões de acessibilidade, como isso pode ser aplicado? É por isso que existem normas de desempenho que abrangem este assunto e podem orientar os profissionais neste sentido. 

Norma de Desempenho e acessibilidade

A NBR 15575 foi criada pensando em orientar os arquitetos e demais profissionais envolvidos na obra a oferecer segurança e conforto aos moradores em seus lares. Envolve, portanto, diversos conceitos neste sentido, e a acessibilidade é um deles.

As diretrizes que fazem parte desta norma de desempenho, determinam alguns parâmetros que devem ser seguidos desde o projeto. Estes critérios garantem que pessoas com mobilidade reduzida ou pessoas com deficiência possam desfrutar plenamente de seus lares. Isso com o máximo de segurança e conforto.

Já falamos sobre este tema recentemente aqui no blog. Você pode conferir os requisitos de acessibilidade que estão presentes na NBR 15575 neste post

Aliás, é importante deixar claro que atender a estes requisitos já não é um diferencial. Desde 2013, a norma de desempenho 15575 é uma obrigação para arquitetos e incorporadoras. Ou seja, não seguir suas diretrizes gera penalidades como multas e pagamento de indenizações.

Acessibilidade na arquitetura: contribuindo para a inclusão social

A acessibilidade e a inclusão social caminham juntas, e na arquitetura não é diferente. A primeira é a forma de oferecer edificações com acesso facilitado a pessoas com mobilidade reduzida ou portadores de deficiência. Já a inclusão social trata-se de oferecer a oportunidade de todos desfrutarem dos espaços com o mesmo conforto e segurança. 

Podemos dizer, então, que priorizar a acessibilidade em edificações contribui para uma sociedade mais inclusiva e evoluída. Seus efeitos são abrangentes e refletem em várias esferas, como a física, tecnológica, informacional, comunicacional, linguística e pedagógica. 

Se você tem a preocupação de oferecer acessibilidade às suas edificações, existem, além da norma 15575, diversas ferramentas disponíveis. Todos os anos, novas tecnologias e equipamentos são desenvolvidos para promover construções mais acessíveis. Você pode acompanhar essas inovações assinando nossa newsletter.

Para aderir sua obra aos requisitos da NBR 15575 e demais normas relacionadas à acessibilidade, conte com nossa consultoria especializada. 

Caso queira refinar seus conhecimentos neste assunto, também pode participar de nossos treinamentos, disponíveis em nosso catálogo de cursos.

Oferecemos tudo isso porque entendemos nosso papel nesta questão tão importante. A comunidade UGreen, assim como você, está engajada a incentivar e difundir a arquitetura acessível e sustentável!

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Projeto de Iluminação: transforme atmosferas com eles

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Você conhece as estratégias para trabalhar com um projeto de iluminação de acordo com a norma de Desempenho?

Este é um tema de máxima importância. Afinal, ao ser negligenciada nos ambientes internos, pode trazer sérias consequências à saúde.

Gostaria de saber um pouco mais sobre um projeto de iluminação e a sua importância nos ambientes? Continue lendo este artigo!  

Projeto de iluminação e a qualidade nas edificações

Como sabemos, é dever do arquiteto oferecer ambientes que promovam boa qualidade de vida e a melhor experiência aos usuários de cada ambiente. Dizemos que é uma obrigação porque, no âmbito legal, existem normas que devem ser seguidas neste sentido. 

Como é o caso da NBR 15575, que inclui diversas exigências dos usuários em relação às edificações. Seu principal objetivo é que as residências atendam a uma série de requisitos,  garantindo conforto, segurança e bem-estar aos moradores. Entre as disposições desta norma estão, justamente, os critérios de iluminação, que podem ser conferidos neste outro post.

Um projeto de iluminação que ofereça harmonia e aproveite ao máximo a luz natural é uma atitude sustentável e formidável. Isso porque ela reduz o uso de energia elétrica que as lâmpadas produzem e não geram calor, reduzindo a necessidade de climatização artificial. 

No quadro atual do país, onde a energia é um recurso sobrecarregado, esta técnica é fundamental. Sua aplicação atua também na redução de carbono e gases do efeito estufa.

Desafios nos projetos de iluminação

Atualmente, o grande desafio em um projeto de iluminação natural é aproveitar todo o seu potencial, mantendo estado e superfície equilibrados, além de explorar os benefícios práticos de desempenho e as dimensões estéticas, experienciais e ecológicas.

Os projetos de iluminação são capazes de produzir verdadeiras obras-primas, utilizando-se da inovação e também dos recursos já disponíveis. Pensando nisso, desenvolvemos uma série de vídeos e conteúdos tratando especificamente da luz natural e como ela pode ser trabalhada. Você pode conferir a primeira parte neste link.

Atmosferas transformadas pela iluminação natural

Para comprovar como a luz natural é capaz de transformar atmosferas, deixamos abaixo alguns exemplos para você se inspirar:

Que a arte da iluminação seja cada vez mais incorporada aos ambientes, trazendo a todos os benefícios de que é capaz, sobretudo no contexto da arquitetura contemporânea.

Gostou desse texto? Então, assine nossa newsletter para ficar por dentro das novidades e aproveite para conhecer nosso catálogo de cursos.

Iluminação natural e NBR 15.575: entenda este conceito!

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O desempenho lumínico estabelecido pela NBR 15.575 é mais do que um critério que deve ser seguido sob pena de processos e demais penalidades judiciais. É a personificação da preocupação com o conforto dos habitantes e com a qualidade das edificações residenciais.

Diversos estudos demonstram que viver em ambientes onde não há incidência de luz natural é prejudicial à saúde das pessoas. Esta deficiência da iluminação natural pode ser tão grave que chega a ter uma terminologia própria. Trata-se da depressão SAD, que é uma sigla para Seasonal Affective Disorder, mal provocado pela falta de luz natural. Por outro lado, desfrutar da luz natural nos ambientes residenciais oferece inúmeros benefícios à saúde. Sem falar que pode ser extremamente oportuno para a arquitetura, como você pode conferir neste post.

Neste sentido, a NBR 15.575 elenca algumas exigências específicas para o desempenho lumínico. O objetivo é garantir maior conforto aos usuários e elevar o nível de qualidade nas edificações residenciais.

Iluminação natural de acordo com a NBR 15.575

Segundo os requisitos da NBR 15.575 em relação ao desempenho lumínico (contando somente com a iluminação natural) os níveis gerais de iluminância nas diferentes dependências das construções habitacionais precisa seguir as disposições da Tabela 43:

Nível de Iluminamento geral para os  níveis de   desempenho  lux
desempenhoM*I S
Sala de estar

Dormitório

Copa/cozinha

Área de serviço

≥ 60≥ 90≥ 120
Banheiro

Corredor ou escada interna à unidade

Corredor de uso comum (prédios)

Escadaria de uso comum (prédios)

Garagens/estacionamentos

Não requerido≥ 30≥  45

* Valores mínimos obrigatórios de acordo com o Critério 13.2.1 da NBR 15.575-1.

Existe uma exceção à tabela nos casos de edificações com mais de um piso. Nestas, é permitido que os graus de iluminância sejam ligeiramente inferiores aos estabelecidos. Porém, a diferença máxima não deve ultrapassar 20% em qualquer das dependências. Além disso, esta exceção aplica-se apenas às dependências situadas no térreo ou aos pavimentos  abaixo do nível da rua.

Os critérios estabelecidos na tabela também não são aplicáveis em áreas confinadas ou àquelas em que não haja iluminação natural.

Vale lembrar que deve-se observar e atender as condições mínimas exigidas pela legislação local.

Para a realização das simulações, é preciso empregar o algoritmo apresentado na NBR 15215-3. Sendo que é necessário observar diversas condições relacionadas aos critérios mencionados acima.

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Recursos para obtenção ou melhora do desempenho lumínico

A obtenção ou melhora do desempenho lumínico nas edificações, pode ser alcançada com a utilização de vários recursos. Como, por exemplo, utilizar cores claras no teto ou nas paredes internas. Há também a possibilidade de se optar pelos caixilhos com grandes áreas envidraçadas. Porém, neste caso, a utilização de envidraçamento comum é contra indicada, pois permite a entrada de uma grande quantidade de radiação solar. Este efeito, por sua vez, pode comprometer o desempenho térmico.

Outro item que interfere no desempenho lumínico é o posicionamento das janelas nas paredes. Inclusive, este fator também recai na comunicação com o exterior. Neste âmbito,  a NBR 15.575-1 possui algumas determinações. Portanto, segundo a norma, as cotas dos peitoris devem estar posicionados, no máximo, a 100 cm do piso interno. Já a cota das testeiras dos vãos precisam estar a, no máximo, 220 cm a partir do piso interno.

Igualmente importante é manter o distanciamento adequado entre as edificações, bem como o espaçamento entre elas e obstáculos como muros, taludes, entre outros. Isto é fundamental para assegurar as condições mínimas de ventilação e iluminação natural.

Medição in loco: Níveis requeridos de fator de luz diurna (FLD)

FLD é a sigla para fator de luz diurna. Este elemento refere-se à parcela de luz difusa oriunda do exterior que atinge o ponto interno de medida.

Seu cálculo consiste na razão percentual entre a iluminância no ponto de referência e a iluminância externa disponível, sem a incidência da radiação direta do sol. Sendo que o ponto de referência compreende o centro do cômodo, a 0,75m de altura.

O FLD nas diferentes dependências das construções residenciais, contando unicamente com a iluminação natural, deve seguir as disposições da NBR 15.575. Mais especificamente, o que está descrito na Tabela 44.

O FLD precisa ser determinado observando a ISO 5034-1: “Daylight In Interiors – General Requirements”.

                FLD (%) para            os    níveis    dedesempenho
DependênciaM*IS
Sala de estar

Dormitório

Copa/cozinha

Área de serviço

≥ 0,50 %≥ 0,65 %≥ 0,75 %
Banheiro

Corredor ou escada interna à unidade

Corredor de uso comum (prédios)

Escadaria de uso comum (prédios)

Garagens/estacionamentos

Não requerido≥ 0,25 %≥  0,35%

* Valores mínimos obrigatórios, conforme critério 13.2.3 da NBR 15.575-1

Aqui valem as mesmas ressalvas que foram mencionadas na tabela anterior.

Os critérios relacionados ao desempenho lumínico nas edificações residenciais são bastante complexos. Seja para aplicar os princípios deste tópico ou para observar a aderência da obra aos requisitos, é necessário o domínio total de todas as exigências. Para tanto, pode ser útil contar com um apoio especializado.

A UGreen oferece toda a consultoria e suporte necessários para a adequação à estes tópicos da NBR 15575.

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Entenda sobre a previsão de construções próximas

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Já reparou no impacto que a NBR 15575 apresentou na arquitetura e no segmento da construção civil? A tendência, aliás, é que os padrões se tornem ainda mais elevados na previsão de construções próximas. 

Continue esta leitura para entender mais sobre esse cenário e os desafios que podem ser encontrados!

Norma de desempenho

Podemos dizer, sem sombra de dúvidas que, desde a vigoração desta norma de desempenho, houve uma considerável elevação na qualidade das obras. E no que se refere à previsão de construções próximas, espera-se que este fator se torne cada vez mais marcante.

A contribuição da norma neste sentido, é justamente oferecer orientações que visam o desempenho das edificações. O foco, com isso, deixou de ser simplesmente a qualidade dos materiais, passando a incluir comportamento dos sistemas como um todo durante sua vida útil. 

Cenário favorável à previsão de construções próximas

Desde a obrigatoriedade da norma, pode-se perceber a mobilização e empenho do setor na compreensão e atendimento aos requisitos exigidos. De lá para cá, o segmento está atento e busca trabalhar com os preceitos do desempenho. 

Nota-se que, tanto os projetistas como as construtoras procuram, progressivamente, cumprir as exigências da norma no âmbito habitacional. Este comportamento é o responsável por viabilizar o cenário favorável à previsão de construções próximas.

Desafios do segmento

Ainda que tenha muito a oferecer às previsões de construções próximas, o caminho a ser percorrido ainda apresenta alguns obstáculos. Para que a qualidade das construções residenciais sejam garantidas, é necessário que haja um maior envolvimento do setor. Por exemplo, os fabricantes precisam assumir uma postura mais comprometida em relação aos ensaios. 

Os projetistas também devem buscar uma compreensão mais plena das diretrizes da norma. As construtoras precisam desempenhar um papel mais engajado, exigindo mais rigorosamente os laudos dos ensaios realizados em produtos e sistemas. É necessário, ainda, atuar mais intensamente o pós-vendas.

Mais um desafio, é o pleno entendimento da norma e de todas as suas determinações, que ainda é módico. 

A formação de especialistas que estejam aptos a interpretar o resultado dos ensaios realizados nas obras representa outra deficiência. Ou seja, ainda existem muitos profissionais que, mesmo tendo boa vontade, estão apresentando dificuldades em apreender alguns aspectos da norma. Por fim, é notável a necessidade de treinamentos ou aperfeiçoamentos para formar profissionais capazes de analisar dados obtidos nos testes.

O caminho é o aperfeiçoamento

Podemos dizer, com isso, que a garantia da evolução da previsão de construções próximas, depende que os envolvidos no segmento busquem capacitação. As constantes revisões da norma também exigem um acompanhamento constante. 

Aqui na UGreen, oferecemos inúmeros cursos, treinamentos e toda a orientação necessária no que se refere à NBR 15575. Além disso, ao assinar nossa newsletter, você fica por dentro de todas as novidades do setor construtivo. Faça parte da comunidade UGreen e garanta seu lugar no futuro da arquitetura residencial.

Conforto Tátil e NBR 15575 – a garantia de qualidade das edificações

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O conforto tátil e antropodinâmico na NBR 15575 demonstra uma preocupação maior em tentar assegurar ao usuário que a edificação possui a qualidade adequada de conforto. Ao buscar adequar as obras à estes parâmetros, os profissionais e empresas envolvidos garantem a satisfação dos usuários.

Claro que, por se tratar de um recurso com força de lei, a NBR 15575 é obrigatória para todas as edificações residenciais desde de 2013. Assim, atendê-la também é uma forma de resguardar-se de processos judiciais e demais complicações com a justiça, o que já está acontecendo em nosso mercado

Conforto tátil e antropodinâmico na NBR 15575

Dentro da NBR 15575, os requisitos relacionados ao conforto tátil e antropodinâmico envolvem as normas estabelecidas nas normas prescritivas dos componentes, como janelas, torneiras, entre outros.

Os aspectos observados nesta disposição da norma de desempenho são referentes à deformabilidade de pisos, que podem causar vibrações desagradáveis ao caminhar. Assim como a declividade da rampa, que pode ser difícil de subir ou descer. A velocidade dos elevadores também entra nesta questão, já que pode causar desconforto.

Para estar em adequação com o conforto tátil e antropodinâmico, algumas outras normas, além da NBR 15575 devem ser seguidas. Como por exemplo:

  • NBR 10821- Esquadrias externas para edificações
  • NBR 11778 – Aparelhos sanitários de material plástico
  • NBR 13713 – Instalações hidráulicas prediais
  • NBR 14390 – Misturador para lavatório
  • NBR 14877 – Duchas higiênicas
  • NBR 15627 – Condensadores a ar remotos para refrigeração
  • NBR 15491 – Caixa de descarga para limpeza de bacias sanitárias
  • NBR 15705 – Instalações hidráulicas prediais – Registro de gaveta.

Abaixo, cada um dos requisitos contemplados pelo conforto tátil e antropodinâmico de acordo com a NBR 155575:

Planicidade dos pisos

Este tópico determina que a planicidade da camada de acabamento ou superfícies regularizadas para fixação de camadas de acabamento das áreas comuns deve apresentar valores correspondentes ou inferiores a 3mm com régua de 2m, em qualquer direção.

Este requisito não é aplicável às camadas de acabamento em relevo ou nas que – por razões arquitetônicas – foram projetadas assim.

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Adequação antropodinâmica dos elementos de manobra

Este parâmetro estabelece que a edificação não pode comprometer as atividades naturais dos usuários. Como caminhar, apoiar, limpar, brincar e demais atividades relacionadas.

No que tange as instalações hidrossanitárias, deve-se seguir o que está disposto na NBR 15575-6.

Já elementos e componentes que possuem normalização específica, como portas, janelas, torneiras devem atender aos requisitos de suas respectivas normas.

Ainda segundo este parâmetro, os elementos e componentes da habitação, tais como trincos, puxadores, cremonas, guilhotinas, devem ser projetados, construídos e montados de modo a não causar ferimentos aos usuários.

Além disso, nenhum dos elementos componentes, equipamentos ou quaisquer partes da edificação podem apresentar rugosidades, contundências, depressões ou qualquer tipo de irregularidade.

Força necessária para o acionamento de dispositivos de manobra

Este critério estabelece a força necessária para o acionamento de dispositivos de manobra. Segundo ele, os componentes, equipamentos e dispositivos de manobras devem ser projetados, construídos e montados de forma a exigir:

  • O emprego de força para acionamento inferior a 10 N
  • Torque para acionamento inferior a 20 N.m.

Adaptação ergonômica de acionadores de louças e metais sanitários

Este tópico estabelece que as peças de utilização, incluindo os registros de manobra, precisam apresentar volantes ou dispositivos com formatos e dimensões que permitam torque ou força de acionamento em conformidade com o estipulado pelas normas de especificação de cada produto.

Também determina que estes não podem apresentar rebarbas, rugosidades ou ressaltos que possam provocar ferimentos.

Garantia de qualidade nas edificações

Adequar as edificações aos critérios de conforto tátil e antropodinâmico oferecem melhor qualidade de vida aos moradores, contribuindo para o bem-estar. E, com a regulamentação da NBR 15575, podemos esperar que, cada vez mais, as edificações residenciais proporcionem maior comodidade aos moradores.

Consequentemente, o padrão de exigência dos usuários vai subir. Portanto, adotar as designações da NBR 15575 será uma forma de garantir que suas edificações terão saída no mercado.

Para atender adequadamente a todos estes requisitos, um apoio especializado pode ser necessário. A UGreen oferece toda a consultoria e suporte necessários para a adequação à estes tópicos da NBR 15575 e demais normas.

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