Como evitar a emissão dos poluentes através das normas de desempenho?

Especialmente no setor construtivo, a emissão de poluentes é um tema muito importante e que deve ser levado em conta. Principalmente quando lembramos que o segmento tem grande impacto neste aspecto. 

Mas então, como evitar a emissão de poluentes através das normas de desempenho? É o que você vai descobrir no texto de hoje!

Quadro atual da poluição

Um estudo publicado em 2018 pelo Health Effects Institute apontou que mais de 95% da população mundial respira ar poluído. Sobretudo as comunidades com menor economia, que são as mais prejudicadas.

O relatório anual intitulado State Global Air Report 2018, demonstrou que abrigar-se em casa já não adianta. Segundo o estudo, pelo menos uma em cada três pessoas está vulnerável à poluição, seja em ambientes internos ou externos.

Se por um lado as metrópoles estão expostas ao ar tóxico, por outro as áreas rurais também acabam sendo atingidas. Isso por causa da emissão de poluentes através da queima de combustíveis sólidos. 

Quando o assunto é poluição da água, o quadro nacional é alarmante. Um relatório da Agência Nacional das Águas aponta que o Brasil detém 12% da oferta de água no planeta. Porém, deste montante, apenas 4% é de qualidade considerada ótima. 

Entre nossos rios, 100 encontram-se em situação considerada ruim ou péssima. Principalmente nas regiões metropolitanas de grandes cidades como Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba.

Setor construtivo x Emissão de poluentes

O setor construtivo é um dos que mais consome recursos naturais, entre 40% e 75%. Sendo responsável por 25% da emissão de resíduos poluentes. 

As edificações também representam 40% do consumo global de energia. Sem falar que emitem até 30% dos gases responsáveis pelo efeito estufa, no que se refere ao consumo energético.

Este impacto do setor construtivo na emissão de poluentes faz com que a busca por soluções sustentáveis seja uma prioridade. E, na verdade, isto tem acontecido muito entre arquitetos, engenheiros civis e demais envolvidos no segmento. Prova disso é que o Brasil ocupa a 4ª colocação em número de empreendimentos sustentáveis a nível global.

Uma das grandes responsáveis por esta postura sustentável é a norma de desempenho 15575. Criada para garantir segurança e conforto ao usuário, apresenta uma parte dedicada à redução da emissão de poluentes nas edificações.

Como evitar a emissão de poluentes através de normas de desempenho

Com força de lei desde 2013, a norma 15575 determina critérios específicos quando se trata de emissão de poluentes: 

  • Poluentes na atmosfera interna à habitação – Empregar materiais, equipamentos e sistemas que não liberem agentes que poluam o ar em ambientes confinados (aerodispersóides, gás carbônico, etc).
  • Poluentes no ambiente de garagem – Implementar sistemas de exaustão/ventilação em garagens internas para permitir a saída dos gases poluentes emitidos pelos veículos.
  • Contaminação da água a partir dos componentes das instalações – Manter o sistema de água potável separado de qualquer outra instalação que conduza água não potável.

Garantir que os componentes das instalação do sistema de água fria não transmitam substâncias tóxicas ou contaminem a água por meio de metais pesados.

  • Contaminação biológica da água no sistema de água potável – Adotar materiais laváveis na superfície interna de todos os componentes em contato com a água potável. Assim evita-se a aderência de biofilme. 

Componentes da instalação não podem permitir o empoçamento ou estagnação da água por insuficiência de renovação.

  • Contaminação da água potável do sistema predial – Garantir que componentes enterrados sejam protegidos contra a entrada de animais ou corpos estranhos. Bem como líquidos que possam contaminar a água potável.
  • Contaminação do ar ambiente pelos equipamentos – Assegurar-se que os ambientes não apresentem teor de CO2  superior a 0,5% e de CO superior a 30 bpm.

Dentro dos critérios desta norma, estão relacionadas diversas outras NBRs que precisam ser atendidas. E, para cumprir cada uma delas, é preciso conhecê-las a fundo. 

Para isso, uma consultoria sempre é bem-vinda, não é mesmo? Aqui na UGreen podemos tirar todas as suas dúvidas sobre a NBR 15575 e demais, e orientar sobre todos os seus requisitos. 

Além disso, ao assinar nossa newsletter, você fica por dentro de todas as novidades do segmento. Entre para a comunidade UGreen e assuma uma postura comprometida com a arquitetura sustentável.

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3 Passos Fundamentais Para Você Se Diferenciar Verdadeiramente na Construção Civil

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3 Passos Fundamentais Para Você Se Diferenciar Verdadeiramente na Construção Civil

Caro leitor,

Este talvez seja o meu artigo mais transparente sobre tudo o que aprendi estudando os negócios da construção civil nos últimos 3 anos.

Talvez você estranhe a honestidade brutal do que vou te contar. Porém, tenho certeza de que se você ler todo o meu estudo, compreenderá um padrão. Um padrão que diferencia profissionais sem sucesso de outros que parecem obter resultados com muito mais facilidade.

Caso você queira ter mais controle sobre o seu destino profissional, aprenderá também sobre um processo. Um processo de 3 partes que, quando rigorosamente sistematizado, pode te ajudar a obter grande diferenciação no seu mercado.

É claro que muitos iniciam a vida profissional com mais “sorte”, como uma família abastada ou a convivência com bons contatos. No entanto, esta ciência mostrou-me que a nossa sorte também pode ser fabricada, independente da nossa condição. E você verá como isso pode ser feito na sua condição profissional também.

Neste artigo, vamos abordar:

  • Por que alguns profissionais, por mais dedicados que sejam, não obtém sucesso (incluindo alguns dos nossos alunos).
  • O processo de 3 partes que gera resultados consistentes para quem o aprende e — importante — o aplica.
  • No que falhamos miseravelmente no nosso processo educacional dentro da UGREEN.
  • Como consertamos estas falhas e estamos gerando muito mais resultado para os nossos alunos.
  • Como você pode usar esta estrutura, tanto por conta própria quanto utilizando o nosso processo.

O padrão Que Descobri Estudando os Melhores

Sempre considerei que o sucesso nos negócios era destinado para pessoas que tinham um talento especial. Um grupo distinto de profissionais comunicativos, extrovertidos e inteligentes. Um padrão bem distante da minha pessoa — tímida, pouco comunicativa e sem grandes destaques durante a vida.

Porém, a grande verdade é que estas técnicas podem ser estudadas e implementadas, obviamente com resultados variáveis dependendo do seu estágio na carreira e habilidade de implementação destes novos aprendizados.

No entanto, a minha maior descoberta está longe de ser essa…

A minha maior descoberta é que, muito mais importante do que aprender uma técnica e tornar-se excelente nela, é implementar um conjunto de estratégias e interliga-las, em uma ordem que gera o que chamo de “empilhamento de valor.”

É algo que você faz bem, que leva para outra coisa que você é bom e que resulta em outra, como um processo industrial.

É aqui que a sorte pode ser fabricada e melhorada, dia após dia.

Quando observamos as nossas ações profissionais dentro de um processo, podemos medi-las, ajustar os pontos fracos e melhorar. A sua capacidade de análise e consistência nas ações é que vai determinar o seu sucesso ou fracasso.

Este é o motivo que encontramos profissionais extremamente talentosos, mas que não conseguem crescer profissionalmente. Eles são muito bons numa parte, mas extremamente negligentes em outra.

É como belíssimos vasos de porcelana numa fábrica que são fabricados cuidadosamente, mas se despedaçam no setor de embalagem por falta de controle nas esteiras.

Ser bom em apenas uma etapa do processo pode ser ótimo quando você é um funcionário — como fui por muitos anos — mas é extremamente prejudicial quando você é um empresário.

As boas notícias é que este processo pode ser aprendido por qualquer um. No meu caso, tornei-me empresário apenas com 34 anos. Antes disso sempre fui funcionário e tentava ser o melhor dentro desta função. Portanto, não foi um aprendizado fácil e natural.

Tive um grande investimento de tempo e financeiro (que prefiro não revelar) para estudar grandes nomes do mercado como Frank Kern, Neil Patel, Aaron Fletcher, Russell Brunson, Dennis Yu, Mike Dillard, entre outros.

Precisei também ter bom discernimento para ficar longe de tantos outros empresários que possuem uma visão completamente errônea e contrária sobre o que deveria ser empreendedorismo, que é sobre trazer um grande valor para o maior número de pessoas.

Separei tudo o que realmente funcionava para fornecedores de serviços da construção civil e sistematizei num processo com 3 passos, que você pode ver no desenho abaixo.

O Que Significa Esta Escada?

Esta escada representa os passos que precisamos vencer para obter sucesso como prestadores de serviços para construção civil.

Estes estágios foram separados em:

  1. Propósito
  2. Disciplinas em Negócios
  3. Competência profissional (aqui voltado para o conhecimento em sustentabilidade para a construção civil, que é o foco da UGREEN).

Cada passo consiste em diversos blocos, como um LEGO. A junção destes blocos é que dará consistência para este “Empilhamento de Valor”. Um empresário que possui esta consistência terá um propósito muito claro, saberá como alimentar a sua empresa sem medo de não possuir mais clientes, entregará um ótimo serviço e manterá uma curva de crescimento por muitos e muitos anos.

Já o contrário, como um empresário que possui um grande propósito, entrega um ótimo serviço, mas que não sabe estabelecer processos para trazer clientes com consistência na sua empresa…

Este sempre terá problemas de crescimento, não importa o seu conhecimento e talento dentro da sua função.

Quer saber como cada etapa deste “lego” funciona?

Você vai entender cada uma dessas partes e a sua importância em 1 minuto. Mas antes…

O Mundo Comum

Vamos começar pela base. O mundo comum está no pavimento térreo, e representa onde a maioria das pessoas está hoje. Alguns buscando motivação, um diferencial de carreira ou um emprego novo. Estão a procura do seu propósito e geralmente trabalham com o único objetivo de pagar as contas.

Lembrando que isto não é problema algum. Pode ser que estas pessoas não tenham grandes ambições na carreira, tenham problemas maiores para resolver ou apenas outras prioridades. Mas a verdade é que pessoas assim terão dificuldade em crescer, porque não compreendem exatamente para onde estão indo.

Após termos ciência da nossa realidade e de um objetivo, chegamos no primeiro passo que qualquer profissional de sucesso precisa realizar, que é…

1. Propósito

São as pessoas que já possuem um objetivo bem definido. Com um propósito, podem discernir melhor o mercado em que atuam e trabalhar com mais assertividade na sua identidade profissional, criando processos internos e estabelecendo uma disciplina que permite a resolução mais rápida dos problemas dos seus clientes.

São pessoas que, por acreditarem verdadeiramente em algo, conseguem transmitir com mais clareza sua mensagem e tornam todos a sua volta mais consciente dos seus objetivos.

Portanto, o propósito é o inicializador de tudo. Definirá a sua identidade, autoimagem, crenças, consciência das suas ações, pensamentos e comportamento.

Porém, não só é de propósito que vivemos. Quando fundei a UGREEN em 2016, estava cheio de propósito, mas nem de longe isso era suficiente para estabelecer uma empresa séria e que sobrevivesse no hostil mercado da construção civil.

Precisava buscar mais… caso contrário não sobreviveria e teria que voltar para um emprego, provavelmente reclamando que o mundo é muito injusto e “o Brasil não está preparado para aprender sustentabilidade”.

É aqui que entra a segunda etapa do processo.

2. Disciplinas de Negócios

Profissionais que aprendem disciplinas de negócios possui maior probabilidade de realizar estratégias mais bem sucedidas e desenvolver serviços que atendam a demanda dos seus clientes.

Também poderão estabelecer processos assertivos em marketing e vendas, driblar a concorrência, criar ferramentas para o seu negócio e analisar as métricas que realmente importam para continuar crescendo.

As disciplinas de negócios são o elo entre o seu propósito e a sua prática. Elas é que realmente vão tornar possível você trabalhar em mais projetos, consultorias e ganhar bem com elas, e não apenas sobreviver.

É importante ressaltar que um negócio pode até se tornar grande, mas nunca irá gerar um impacto significativo no mundo sem a etapa 1: Propósito.

No máximo, será um celeiro de empresários vazios como as centenas que conhecemos, pensando só em vendas, métricas e retorno sobre o investimento.

No entanto, o contrário é completamente verdadeiro. Um grande propósito sem conexão direta com uma boa visão de negócios, voltada para resolução de problemas reais dos seus clientes, também não leva empresas para lugar algum. É por este motivo que tantas empresas com propósitos sustentáveis falham, porque não conseguem apresentar ofertas que solucionem os grandes problemas do seu mercado.

Um exemplo de empresa com propósito, mas sem análise completa do seu negócio:

Vamos dizer que adoro surfar e por este motivo irei ensinar outras pessoas, para que elas tenham um passatempo saudável e maior qualidade de vida. O propósito é claro, e alinhado com a minha vontade. Ótimo! Porém, será que este é um grande problema que as pessoas querem ver a solução? Não podemos ser egoístas pensando apenas no nosso propósito e não observarmos o que os nossos clientes realmente querem ver resolvido.

Uma boa visão de negócios é voltada para a entrega de grandes serviços, validações constantes com o seu público e escalabilidade. É focado em valor real, métricas e resultados concretos, não em números ilusórios como popularidade social, algo que está levando pessoas para a total confusão.

Como uma observação, na UGREEN nunca encontramos correlação entre crescimento das redes sociais com número de vendas. Diversos profissionais que também convivi e estudei — alguns multimilionários — também não encontraram.

3. Competência Profissional

É a etapa final, e que mais aprendemos na faculdade. Estudamos ANOS para sermos bons naquilo que queremos exercer: arquitetura, engenharia, design…

… e saímos da faculdade com preparação para enfrentarmos o mercado de trabalho. Alguns saem melhores que outros.

É extremamente triste ver profissionais que obtêm muitos clientes e demonstram completo despreparo para exercer a sua função. Soluções ruins, atraso nas entregas, má compatibilização, encontramos de tudo. E você sabe mais do que eu que profissionais assim existem aos montes por aí.

No entanto, muitos profissionais que não obtêm resultado nas suas carreiras consideram que o problema principal é a falta de estudo APENAS nesta etapa do processo. É claro que estudar nunca é ruim, deve ser um processo constante. Para exercer a sua função com maestria é obrigatório que você continue evoluindo.

No entanto, será que não precisamos olhar também outras etapas?

É importante clareza, para que o seu vaso de porcelana elaborado com extremo cuidado seja descoberto pelas pessoas e não fique estocado nos fundos de uma loja, contando com a sorte.

Abaixo você encontra um mapa mental com o resumo dos 3 passos e as habilidades internas que precisamos desenvolver para nos diferenciarmos na construção civil:

Nosso Erro Fatal

Na UGREEN, percebemos um problema sério na questão do ensino em construções sustentáveis. Um grande problema, um público buscando a solução por todo o Brasil e um deficit imenso de entrega.

Muitos queriam descobrir estes temas para fazer melhor nos seus projetos ou consultorias, mas não tinham acesso. Hoje, centenas de profissionais estudaram conosco através de diversas mídias, como ebooks gratuitos, ou de forma bastante aprofundada através dos nossos cursos. Gente desde o Acre até o Rio Grande do Sul, passando por países como Portugal, El Salvador e Angola.

Ensinamos desde 2016 conhecimentos para uma melhor competência profissional (Etapa 3) dos nossos alunos. Processos, softwares, leis, normas e certificações sustentáveis, para que eles pudessem fazer grande diferença lá fora.

Os nossos alunos puderam aprender como projetar de forma eficiente, realizar interiores sustentáveis ou trabalhar em certificações. Beneficiaram com mais conforto e economia os seus clientes, o planeta, diferenciando-se dos concorrentes e também colocando mais dinheiro nos seus bolsos.

Porém, o nosso maior erro foi não ter ensinado cursos voltados para a Etapa 2 (Estratégias de Negócios) e estabelecer mais reforço na Etapa 1 (Propósito). Acreditávamos que o nosso foco deveria estar apenas na formação técnica de qualidade, que era nosso principal conhecimento, e as outras disciplinas eles precisariam procurar em outro lugar.

Como resultado, formamos profissionais com extrema competência na área de construções sustentáveis, mas que muitas vezes não conseguiam obter os projetos que gostariam de realizar. Que não conseguiam comunicar o valor dos seus serviços, encontrar novos clientes ou se diferenciar dos concorrentes com aquilo que hoje fazem tão bem.

Por este motivo, compreendemos que ensinar estratégias voltadas para a Etapa 1 e 2 (Propósito e Competência Profissional) seria extremamente importante para estes profissionais.

No entanto, para ensinar um processo, você no mínimo precisa passar por ele também e ter atingido sucesso consistentemente. Descobrir como criar bons serviços, encontrar clientes do zero, vender e obter sucesso sucessivamente, até estabelecer padrões que funcionaram e que podem ser ensinados para outros, para que eles realmente tenham realização nos seus negócios.

Em 2016 nós definitivamente não estávamos aptos a fazer isso. Tínhamos que passar por um processo. Hoje, não apenas criamos uma empresa nova, mas crescemos muito em pouco tempo, e continuamos crescendo consistentemente.

Alguns irão dizer que é sorte.

Já eu, vou dizer que é um processo.

Afinal, não apenas desvendamos como ensinar construções sustentáveis com competência. Mas aprendemos como levar uma mensagem forte para milhares de pessoas e estabelecer um negócio que cresce mesmo num mercado hostil para novos empresários.

Isso foi obtido após dezenas de testes, alinhamentos de propósito, ajustes de público alvo, descobertas de clientes em potencial, centenas de e-mails escritos e testados, automações, anúncios que falharam e que depois funcionaram muito bem…

… para finalmente, a obtenção de clientes expressivos (Grupo Boticário, Incepa e TEICH são alguns) e entregas que excederam expectativas.

O Seu Sucesso e Escala

90% dos profissionais falham por não conseguir exercer bem as suas funções dentro das 3 etapas.

Acreditamos que somos os profissionais mais bem preparados para apresentar processos em todas as 3 Etapas, para a realização de projetos e consultorias de sucesso na construção civil. Que geram impacto, lucratividade e escala.

E você também pode ter este processo. De forma comprovada, validada e com acompanhamento da nossa equipe.

Clique no botão abaixo para saber mais.

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Projeções Sobre os Clientes do Amanhã

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Projeções Sobre os Clientes do Amanhã

O começo do ano é conhecido pelas inúmeras projeções sobre o que estará em alta nos múltiplos setores do mercado.

Particularmente, gosto de ler essas matérias, especialmente em relação à Arquitetura. Boa parte delas dão enfase às cores, tendências, materiais de acabamento e um determinado espaço em destaque.

O que sinto falta nessas reportagens e que pretendo abordar neste artigo é mais foco no público – é para ele que projetamos. Portanto, resolvi fazer a minha versão sobre as projeções para o nosso amanhã.

Assim como os materiais evoluem, evoluem também as gerações e suas necessidades. É extremamente importante nos mantermos atentos às mudanças que definem a forma com que as pessoas vivem e como consomem.

Você sabe para quem você estará projetando em 2019?

Tente visualizar toda a sua carteira de clientes, as características dessas pessoas e, de preferência, se analise até o seu cliente/usuário final.

Vizualizou?

Caso não tenha feito o exercício, vou fazer uma colocação para lhe auxiliar: num futuro tão próximo quanto amanhã, boa parte de sua clientela será constituída por Millennials.
A geração Millennial chegou à maturidade, não só em idade, mas também para o mercado de consumo de bens.

Hoje, janeiro de 2019, eles já compõem a maior fatia de consumidores do mercado e atingirão o seu auge no ano que vem (2020)!

Portanto, pergunto: Estamos preparados para atendê-los?

Millennials já causaram grande impacto anos atrás quando adentraram o mercado de trabalho. Esta geração surpreendeu a maioria das empresas – muitas ainda não estão adaptadas para recebê-los. Este impacto provou-se custoso, primeiro porque muitos sofreram para conseguir preencher vagas importantes  e depois, principalmente pela dificuldades em reter os talentos encontrados. Por conta deste desencontro com o mercado, a geração Millennial ganhou o apelido de geração mimimi.

Porque geração mimimi?

Existem muitas explicações psicológicas para esta denominação. No entanto, tentando manter um pensamento imparcial, talvez estejamos sendo um pouco injustos quando os apelidamos desta forma.

Muitas das mudanças trazidas por eles provaram-se importantes para o mercado e nosso estilo de vida como sociedade.

Do ponto de vista arquitetônico e sustentável, que é o que nos compete aqui na UGREEN, existem alguns pontos que consideramos benefícios valiosos para construção civil e também para o sucesso dos arquitetos e seus projetos.

Uma das coisas que se nota é que esta geração parece estar verdadeiramente focada em saúde. Millennials não são uma geração saúde daquelas “hipocondríacas”, eles são a geração saúde do tipo “cuidados preventivos”.

Clamam por uma qualidade de vida que o mundo não estava preparado para proporcionar, mas, que através da insistência estão conquistando.

(Alguns dos adjetivos que definem esta geração são extremamente bem-vindos e vou além — são necessários para obtermos bons projetos.)

Prepare-se Para o Impacto

Como mencionamos anteriormente, os primeiros impactos que sentimos dessa geração foi quando adentraram o mercado de trabalho e encontraram empresas vazias.

Como assim, “Empresas Vazias”?

Me refiro a empresas vazias de propósito, sem um ambiente adequado para se exercer um trabalho de qualidade sem que isso consuma a saúde dos contribuintes.

Isto foi surpreendente e ultrajante para donos de empresas, observando o estagiário pedindo janelas com vistas de qualidade. Para gerações passadas, um escritório com uma boa vista pertencia ao chefe, correto?

Houveram também as exigências por maior flexibilidade de horário e local de trabalho. Gerações passadas tinham como certo que esta liberdade era oferecida apenas para cargos de confiança e carreiras longas dentro da empresa.

Parecia que aterrizaram mandando. Que audácia!

Será mesmo que é uma audácia querer ser fisica e mentalmente mais saudável que seus pais? Qual é o verdadeiro problema em preferir ganhar menos por uma maior qualidade de vida?

Estas demandas audaciosas estão refletindo em todos os setores da sociedade, inclusive o nosso. Serão essas demandas as responsáveis pela nossa longevidade e pela melhor qualidade de vida dentro de ambientes construídos.

Então sem demora, vamos resumir aqui as projeções para nossos futuros clientes Millennials.

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Flexibilidade

Espaços flexíveis para trabalhar e viver. A flexibilidade dos espaços é uma tendência inadiável. Não apenas pela urgência desta geração de consumidores, mas pela urgência de nosso planeta que está super populoso e metros quadrados hoje devem ser vistos com maior propósito.

Como flexibilizar os espaços?

Este tema já caberia em um artigo próprio — mas basicamente temos que deixar de pensar em paredes de concreto, abandonar os móveis pesados e adotar o estilo multifuncional onde for possível. Com isso, nada deveria ter apenas uma etiqueta funcional.

A flexibilidade de espaços na arquitetura traz pontos positivos no orçamento e também auxilia a manter edificações atualizadas. Facilita a adaptação a novas tecnologias e uso – seja de uma sala comercial, um apartamento, ou até mesmo uma casa. Evita atividades de demolição e o desperdício de materiais e recursos naturais.

Desta forma valorizamos também a energia e o trabalho gasto, estendendo o ciclo de vida das coisas e dando a elas um propósito mais nobre.

Propósito

O propósito da arquitetura poderia ser simplesmente definido pela criação de um ambiente físico aonde pessoas habitam.

Soa rudimentar quando descrevemos assim, mas se expandirmos este pensamento, entendemos por que esta ciência/arte é tão maravilhosa.

Podemos filosofar sobre cada centelha, mas a verdade é que para nós que, trabalhamos com projetos, o propósito deveria ser criar espaços de qualidade para servir a sociedade em que vivemos.

Os avanços da arquitetura refletem o desenvolvimento da sociedade e suas demandas.

No passado, já fomos contentes com uma caverna que aos poucos ficou desconfortável demais e passamos a exigir ar-condicionado e  um cafezinho. O ar condicionado então ficou doente e o café sem propósito.

Como ser relevante novamente?

Para atendermos as novas demandas, devemos nos preocupar com ambientes que promovam a saúde mental e física. Que acomodem a tecnologia e equipamentos da vida moderna, além de permitir que sejam atualizados. Ambientes que auxiliem a execução de tarefas de trabalho e as cotidianas domésticas.

Saúde e Bem Estar

Ao longo da história da arquitetura acumulamos dados concretos de que o ambiente em que habitamos nos molda. Neste relativamente curto período já pudemos constatar o quão mal podemos causar para toda uma geração se confinarmos todos em espaços escuros, mal iluminados por lâmpadas de mercúrio, que respiram por ar-condicionado e são abastecidos por cafezinho 24 horas. O famoso edificio doente.

Matamos muitas coisas assim…

Um ambiente mal planejado mata o orçamento, mata o espaço construído, mata a energia e o pior, e mais grave de todos, mata pessoas.

Dentre os malefícios causados por projetos ruins encontramos:

  • Depressão,
  • Doenças Respiratórias,
  • Atrofias Musculares,
  • Intoxicações Químicas
  • Câncer, dentre outros.

Existem várias formas de se inserir qualidade de vida no ambiente construído. Itens que sabemos que podem contribuir para este feito são:

Conectividade

Este talvez não seja um mérito exclusivo desta geração, mas do momento em que nos encontramos no tempo.

Um fato que se tornou óbvio com o desenvolvimento desta geração é que a conectividade que procuram não é apenas virtual. Millennials preferem viver e trabalhar perto, desta forma poupam mais tempo para o lazer. Este item já vem sendo sentido e está remodelando os grandes centros urbanos.

Um edifício que oferece amenidades a uma caminhada de distância irá prosperar e valorizar muito aos olhos desses clientes. Ambientes que ofereçam conectividade virtual e praticidade para que o trabalho seja executado onde quer que se esteja, não se prendendo apenas a escritórios.

Esta evolução natural da arquitetura pode iniciar com Millennials, mas beneficiará inclusive a qualidade de vida de quem sofreu com erros do passado.

É certo que nem todos os adjetivos atribuidos aos Millennials são positivos – esta se tornou uma geração ansiosa. Se é difícil esperar um bolo assar sem ter uma crise, imagine então esperar a conclusão de uma obra! E o que podemos trazer de positivo para atender a esse quesito?

Algumas estratégias que podemos implementar são:

  • Implementação do Processo Integrativo na fase de projetos.
  • Eficiência Construtiva – métodos mais rápidos de montagem.
  • Materiais Sustentáveis – Procedência declarada, nobreza no descarte e regionalidade (que torna a entrega muito mais ágil).

Atendendo as exigências deste novo público teremos uma arquitetura atraente para o mercado de consumo e muito mais nobre, sustentável e saudável para o meio ambiente. Parece que apesar do mimimi, todos podem sair no lucro.


E você? Está pronto para projetar para a nova geração de consumidores?

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Poluição Sonora e Norma de Desempenho: como elas se relacionam?

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Você sabia que a poluição sonora é um problema enfrentado, em sua maioria, por pessoas que vivem em grandes cidades?  Isso porque, quanto maior a metrópole, mais elevado é o grau de ruídos que podem ser percebidos. 

Neste contexto, surgiu a premência de garantir que as pessoas não sofressem os efeitos colaterais deste incômodo. 

Pensando em oferecer uma solução para esta questão, foram estabelecidas algumas diretrizes relacionadas ao tema, que podem ser encontradas na norma de desempenho 15575 e são de cumprimento obrigatório por parte das incorporadoras, arquitetos e engenheiros.

Gostaria de saber mais sobre o assunto? Continue esta leitura e entenda a relação da poluição sonora e a norma de desempenho.

Poluição sonora e o contexto urbano 

A poluição sonora é uma realidade dos tempos atuais, um fenômeno que deu-se, sobretudo, devido ao rápido crescimento das cidades.  

Na história, com o surgimento das indústrias, as pessoas começaram a migrar para perto das fábricas. O objetivo era estar próximo ao local de trabalho, evitando assim o deslocamento de grandes distâncias. Porém, com essa atitude, vieram algumas consequências. Entre elas, a poluição sonora.

Este acontecimento forma uma cadeia, onde uma coisa leva à outra e todas levam ao mesmo destino: o excesso de barulho. Para abarcar o crescente deslocamento de pessoas para trabalhar nas indústrias, foi preciso criar terminais rodoviários ou rodoferroviários. Estas estações são grandes fontes de elevados ruídos. 

As pessoas que optaram por viver mais perto do trabalho, criaram assentamentos ou vilas. Estes locais, não sendo planejados adequadamente, fazem com que as casas não possuam distância suficiente entre uma moradia e outra. 

Além disso, as edificações, muitas vezes construídas sem nenhum conhecimento técnico, acabam por não oferecer isolamento acústico. Ou seja, o barulho provocado pela rotina de uma família acaba invadindo a residência de outra família, causando incômodo. 

Ao somar a acústica criada pela convergência de todos estes sons, tem-se a poluição sonora.

A construção de novas edificações para suprir as demandas de moradia, devido justamente ao alto volume de pessoas, também compõe o quadro de poluição sonora. Britadeiras, betoneiras e demais equipamentos empregados nas obras acabam com a tranquilidade em seus entornos.

Refletindo mais detidamente sobre este contexto, percebemos que a poluição sonora já era presente, mesmo sem os adventos da tecnologia. Mas a criação de alguns itens modernos piorou ainda mais o quadro. Por exemplo: os rádios mais potentes, a utilização de aparelhos de ar-condicionado e lavadoras de alta pressão.

Poluição sonora X Norma de desempenho 15575

Para acelerar o desenvolvimento no segmento imobiliário, muitas casas populares foram construídas. Porém, o preço acessível é fruto de uma economia nem um pouco proveitosa: materiais mais baratos, além de paredes e lajes de espessuras muito finas. Sem falar na negligência de outros aspectos que também influem no conforto acústico.

Observando estas falhas, notou-se a urgência de ter uma norma que obrigasse o setor da construção residencial a oferecer qualidade nas edificações. A NBR 15575, criada especialmente para garantir que os usuários das edificações tenham conforto e segurança preservados, foi a escolhida. 

Nela, estão contidas diversas diretrizes relacionadas aos mais variados temas, que se relacionam ao bem estar dos moradores. 

Entre as questões abrangidas pela norma está justamente o desempenho acústico, que visa reduzir os impactos da poluição sonora na rotina dos moradores. 

Os parâmetros da NBR 15575 abrangem questões relacionadas a:

  • Atendimento ao critério de vedações e coberturas
  • Isolamento das vedações externas
  • Isolamento entre ambientes
  • Ruídos de impacto.

A norma determina que devem ser alcançados os níveis mínimos para cada um destes tópicos para que a edificação possa atender aos critérios de desempenho acústico.

Fator crítico nas construções

No contexto atual, é preciso admitir que a poluição sonora é um fator crítico que deve ser considerado na hora de construir as moradias. Afinal, é preciso conviver com esta realidade,   buscando formas de atenuar seus impactos negativos na rotina das pessoas. 

É preciso lembrar, também, o quanto o excesso de barulho é prejudicial à saúde física e mental. E nosso objetivo, como arquitetos, é oferecer residências que garantam o bem-estar e saúde dos moradores. Para isso, observar e seguir as orientações da NBR 15575 é fundamental.

Quer entender melhor sobre o desempenho acústico e como tratar este tema na arquitetura? Confira nossos cursos e assine a newsletter para ficar por dentro das novidades sobre este assunto. 

Teste de Estanqueidade: o que é e como é feito?

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O teste de estanqueidade é fundamental para analisar a aderência da obra ao que determina a NBR 15575. Afinal, seguir as disposições desta norma é uma obrigação legal, que acarreta em grandes prejuízos e penalidades judiciais quando negligenciada. Sem falar que é uma maneira de oferecer edificações de qualidade e segurança aos usuários. Além disso, é útil para nos aperfeiçoarmos em relação aos componentes, como:

  • Parafusos
  • Calhas 
  • Oitões
  • Regiões de cumeeiras
  • Vigas-calha
  • Encontros com paredes
  • Arremates
  • Espigões
  • Águas-furtadas
  • Subcoberturas.

Representa, ainda, uma oportunidade de avaliar as condições reais de uso, inclusive sob o aspecto de vida útil de projeto.

Teste de estanqueidade

O teste de estanqueidade é realizado através de ensaios. Sobretudo em casos onde o comportamento de um dos componentes do sistema de cobertura é desconhecido. Isso geralmente ocorre quando se utilizam sistemas construtivos inovadores.

Durante o ensaio, segundo a NBR 15575, não deve ocorrer a penetração ou infiltração de água pelo telhado, que acarrete em escorrimento, gotejamento ou manchamento na face interna. Para tanto, deve-se considerar as condições de exposição indicadas no texto normativo.

O destelhamento ou arrancamento dos componentes devido à pressão de ar exercida no corpo de prova da cobertura também não deve ocorrer durante o ensaio.

Como funciona o teste de estanqueidade

O ensaio que representa o teste de estanqueidade submete um trecho do sistema de cobertura à determinada vazão de água. Para isso, deve haver uma diferença estática de pressão. 

Esta diferença varia conforme as condições de exposição às quais será submetida a cobertura. Ela é calculada em função das diversas regiões do Brasil, considerando as isopletas de vento constantes na NBR 6123:1888.

Condições de exposição conforme as regiões brasileiras

Condições de exposição conforme as regiões brasileiras

Usa-se para o teste de estanqueidade uma câmara estanque ao ar. Esta deve possibilitar a montagem do trecho da cobertura em seu interior. Dentro dela, instalam-se bicos aspersores de água e de ar para representar as chuvas, sem a interferência do meio externo.

O sistema de cobertura instalado na câmara fica sobre uma área vedada para receber a pressurização de ar. Submete, então, o corpo de prova à uma pressão negativa (sucção) na face interna. Enquanto isso, a água é lançada na face externa.

A face superior da zona de pressurização é o próprio corpo de prova. Sua face interior consiste em caixilhos que permitem a visualização das ocorrências durante o ensaio, como vazamentos, gotejamento e outras possíveis falhas.

A face superior da câmara possui aspersores na extremidade superior. Eles podem ser utilizados para verificar a estanqueidade onde há volumes de água superiores aos incidentes diretamente sobre a cobertura. Casos como quadros onde os panos são mais extensos do que a capacidade do equipamento, por exemplo.

Esta câmara permite, ainda, reproduzir as inclinações a que o sistema de cobertura obedecerá, conforme o projeto. Com isso, o teste de estanqueidade torna-se mais realista, graças à simulação de diversas configurações de telhados das obras reais.

Teste de estanqueidade: critérios da NBR 15575

De acordo com a norma 15575, é preciso observar alguns critérios para realização do teste de estanqueidade. Como as condições do ensaio e o percentual máximo da soma das áreas de manchas de umidade.

Condições de ensaio à estanqueidade à água de sistemas de vedações verticais externas

Os sistemas de vedações verticais, incluindo as juntas entre a parede e a janela, não poderão ocasionar manifestações patológicas. Por exemplo: infiltrações que resultem em borrifamentos, escorrimentos ou formação de gotas de água aderentes na face interna que possam causar manchas de umidade. Suas áreas são delimitadas pela tabela:

Estanqueidade à água de vedações verticais externas (fachadas) e esquadrias

Para as janelas, fachadas-cortina e similares, devem ser obedecidas as exigências contidas na norma NBR 10821. Esta norma trata dos requisitos de desempenho das esquadrias para edificações, independente do tipo de material.

Para garantir que a edificação esteja de acordo com as exigências relacionadas à estanqueidade, é preciso observar inúmeras diretrizes. Para isso, você pode precisar de uma ajuda especializada. A UGreen oferece a orientação necessária para garantir a aderência a este e todos os demais critérios da NBR 15575.

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Verificação de Riscos e Gerenciamento na Construção Civil

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A verificação de riscos na construção civil é responsável por controlar os fatores que podem apresentar perigo durante a obra. Consiste na análise de uma série de cuidados que devem ser tomados, desde o projeto, para oferecer segurança aos trabalhadores. O gerenciamento dos riscos também visa oferecer uma edificação segura aos futuros moradores.

Verificação de riscos

A verificação dos riscos na construção civil é feita através da análise da observância das diretrizes relacionadas, como os requisitos da NBR 15575 – dispostos na parte 6 da norma. 

Inclusive, seguir as determinações da norma de desempenho 15575 é obrigatório na construção de edificações residenciais de até 5 pavimentos. Isso porque, desde 2013, suas disposições possuem força de lei. Ou seja, o não cumprimento de seus parâmetros implica em vultosas multas, pagamento de indenizações e demais penalidades judiciais.

A NBR 15575 garante a segurança e qualidade das unidades habitacionais, visando o bem estar, segurança e conforto do usuário. Além disso, serve para determinar as responsabilidades de arquitetos e incorporadoras, deixando bem destacado o papel de cada um. Garante, dessa forma, que a cobrança das consequências causadas por falhas sejam atribuídas a quem se deve.

A verificação de riscos é realizada por um auditor, que faz os testes para comprovar a aderência aos critérios fixados pelas normas e legislação vigente. No processo de execução do projeto, a verificação é realizada por meio dos ensaios detalhados na NBR 15575.

Responsabilidades do arquiteto 

A segurança dos trabalhadores durante a obra é de responsabilidade do Ministério do Trabalho. Porém, algumas atitudes que garantem a segurança aos trabalhadores da edificação são atribuídas aos arquitetos da obra.

A seguir, vamos tratar especificamente das responsabilidades do arquiteto em relação ao gerenciamento de riscos na construção.

Segundo a NBR 15575, existem alguns tópicos que envolvem a segurança na operação das edificações que competem aos arquitetos. Entre eles:

Platibandas

Os sistemas ou platibandas previstos para sustentar andaimes suspensos ou balancins leves devem suportar a ação dos esforços. Tanto no topo como ao longo de qualquer trecho, pela força F (do cabo), associados ao braço de alavanca e distância entre pontos de apoio.  

No que se refere às platibandas, é de responsabilidade do arquiteto indicar no projeto as ancoragens onde for necessário.

Segurança do trabalho em sistemas de coberturas inclinadas

O arquiteto deve prever, para sistemas de cobertura inclinados com declividade >30%, dispositivos de segurança suportadas pela estrutura principal.

Cabe ao profissional, ainda, especificar dispositivos de fixação que suportem tração por meio de força horizontal ≥ 3 kN, aplicada a posição mais desfavorável.

O projeto também precisa estabelecer:

  • O uso de dispositivos ancorados na estrutura principal. Este cuidado visa possibilitar o engate de cordas, cintos de segurança e demais EPIs para declividades superiores à 30%.
  • Os meios de acesso para realização da manutenção.

Possibilidade de caminhamento sobre o sistema de cobertura

O arquiteto é encarregado de prever, para telhados e lajes de cobertura, condições que propiciem o caminhamento dos trabalhadores, seja para fins de operação de montagens, manutenção ou instalação. A carga vertical concentrada que deve ser suportada é de ≥ 1,2 kN nas posições indicadas em projeto. Isto sem apresentar ruptura, deslizamentos ou demais falhas. Também deve estar de acordo com o que foi detalhado no manual do proprietário.

É encargo do arquiteto orientar que a execução é liberada somente depois de obtidos os resultados de ensaio de montagem experimental. Ensaio este que deve ser realizado de acordo com o Anexo G da NBR 15575.

Segurança nas edificações

É fundamental que seu projeto esteja alinhado aos requisitos para passar sem problemas pela verificação de riscos. Para tanto, você pode precisar de uma ajuda especializada para atender a todas as diretrizes envolvidas neste âmbito. A UGreen oferece toda a orientação e consultoria para adequar o projeto às disposições necessárias.

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O que é um projeto luminotécnico?

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Já falamos anteriormente o quanto o projeto luminotécnico é fundamental em qualquer tipo de edificação. 

Tão importante que Oscar Niemeyer, renomado arquiteto e urbanista, o considerava crítico para a construção. Segundo ele: “Uma boa iluminação levanta uma arquitetura medíocre, porém uma má iluminação acaba com o melhor projeto”. 

Por aí já dá para se ter uma ideia da importância deste aspecto, não é mesmo? 

Então, continue lendo esse texto e entenda mais sobre o que é e sua importância para cada ambiente.

O que é um projeto luminotécnico?

Um projeto luminotécnico é desenvolvido com base no resultado de análises da função dos ambientes. Além disso, considera a quantidade de luz requerida para cada cômodo e, também, o cálculo de iluminação. 

Tudo isso é pensado para oferecer conforto visual aos usuários, afinal sua elaboração busca utilizar de forma harmônica tanto a iluminação natural como a artificial.

Os principais objetivos do projeto luminotécnico é contribuir para a funcionalidade, conforto do usuário e estética dos ambientes. 

E quais são os conceitos relacionados ao projeto luminotécnico?

Fluxo luminoso: conceito relativo à potência emitida por uma fonte de luz e que é perceptível ao olho humano.

Eficiência luminosa: trata-se da relação que existe entre o fluxo luminoso e a potência elétrica das lâmpadas.

Iluminância/iluminamento: refere-se à associação do fluxo luminoso com incidência da luz na superfície.

Intensidade luminosa: é, basicamente, a radiação ou luz emitida em determinada direção.

Temperatura de cor: este aspecto concerne à coloração visível das lâmpadas.

Projeto luminotécnico ao longo do tempo

A luminotécnica surgiu em fins do século XIX, em plena revolução industrial. Seu objetivo, naquele momento, era iluminar as linhas de produção. Buscava, ainda fornecer as condições lumínicas ideais para que os trabalhadores desempenhassem suas funções com a máxima eficiência.

Porém, ao longo do tempo, o papel do projeto luminotécnico adquiriu funções mais amplas. E  finalmente, chegamos ao conceito atual da luminotécnica. Ou seja, oferecer ambientes iluminados de forma a garantir que os usuários deste espaço desfrutem do máximo de conforto visual.

Importância de um bom projeto luminotécnico

Aqui no blog já foi dito e repetido o quanto a iluminação é fundamental para a saúde dos usuários. Mas, mais do que isso, ela também influencia em diversos aspectos de nossa rotina. 

Por exemplo, em ambientes comerciais, um espaço iluminado adequadamente, pode ser capaz de incentivar as vendas. No contexto industrial, como já sabemos, pode aumentar a eficiência profissional. 

Já em ambientes residenciais, é preciso que cada cômodo seja iluminado pensando em seu contexto, nas atividades desempenhadas ali. Por isso, a iluminação da cozinha e a do quarto não são as mesmas, já que suas finalidades são diferentes.

NBR 15575 X Projetos luminotécnicos

A importância do projeto luminotécnico é evidente e inquestionável. Ainda assim ele é negligenciado, especialmente quando se pensa em utilizar exclusivamente a iluminação artificial, deixando a natural em segundo plano. 

Assim, pensando em como essa harmonia entre os dois tipos de iluminação é essencial para a saúde e bem-estar dos usuários, a NBR 15575 estipulou alguns critérios neste sentido.

Com força de lei desde de 2013, esta norma de desempenho é obrigatória para qualquer edificação de até cinco pavimentos. Com isso, espera-se que, cada vez mais, os ambientes ofereçam o máximo de qualidade em conforto lumínico aos usuários. Também podemos dizer que seu cumprimento se tornará um requisito determinante para os compradores na aquisição dos imóveis. 

Aqui na UGreen, oferecemos toda a consultoria e orientação necessária para estar de acordo com a lei e proporcionar um desempenho lumínico eficiente. Além disso, temos cursos e treinamentos para aprimorar seus conhecimentos em diversas áreas da Arquitetura. Não deixe de conferir!

 

Atingindo o conforto térmico nas edificações

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O conforto térmico é um aspecto cada vez mais relevante nas edificações residenciais. Não apenas para prezar pelo bem-estar do morador, mas também é uma forma de contribuir no consumo energético, reduzindo a necessidade do uso da climatização artificial.

Conforto térmico na história da humanidade

O conceito de residência iniciou-se a partir da ideia de desfrutar de temperaturas amenas. Conforme o homem foi alcançando as regiões mais ao norte do planeta, precisou desenvolver diferentes tipos de abrigo para obter conforto térmico durante as estações. Com isso, o “envelope” do edifício, como filtro entre o interior e o exterior, tornou-se gradualmente mais sofisticado.

Entretanto, durante o século 20, ganhamos um controle sem precedentes sobre nosso ambiente térmico. Sobretudo devido ao desenvolvimento de equipamentos de climatização artificial. Com isso, no cenário nacional atual, existe uma demanda crescente de energia para suprir estes aparelhos. Então, esforçar-se para reduzir a dependência energética em edifícios, satisfazendo as exigências de conforto, é mais importante do que nunca. Dessa forma, projetar envelopes de edifícios eficientes é um dos primeiros passos a se considerar.

Atualmente, passamos cada vez mais tempo em ambientes fechados, onde esperamos níveis de conforto térmico que garantam bem-estar e eficiência. Além disso, à medida que avançamos século 21 adentro, população mundial, áreas urbanizadas e expectativas de conforto continuam a crescer.

Conforto térmico

Os princípios básicos por trás do conforto térmico são amplamente universais. Porém, a sensibilidade térmica varia de uma pessoa para outra. 

Sem falar que muitos fatores podem influenciar nossa percepção individual de conforto térmico, por exemplo:

  • Humor
  • Fatores ambientais
  • Aspectos da cultura regional
  • Fatores individuais.

O corpo humano é um mecanismo térmico que está em constante troca com o ambiente em que está inserido. Portanto, o conforto térmico também é sentido através de uma série de interações conscientes e inconscientes entre três áreas:

 

  • Fisiológico

 

Corpos humanos, como o de todos os mamíferos, são motores térmicos que geram e dissipam energia. Inclusive, o objetivo do nosso metabolismo é regular a temperatura corporal com o mínimo de esforço, quando possível. 

Para tanto, temos diferentes maneiras de equilibrar nossa troca de calor constante com o meio ambiente. Por exemplo: através de tremores, da transpiração ou modificando nosso fluxo sanguíneo para regular a distribuição de calor. Daí a necessidade de poder controlar o ambiente físico que nos rodeia.

 

  • Físico 

 

Os aspectos físicos do conforto térmico envolvem a transferência de energia térmica. Esta  pode ocorrer de três formas que, juntamente com as mudanças de umidade, influenciam nossa percepção sobre o meio ambiente:

  1. Condução: energia transferida de maneira sólida
  2. Irradiação: energia emitida a partir de uma superfície
  3. Convecção: energia transferida de um sólido para um gás ou líquido adjacente.

Um ambiente globalmente equilibrado é a chave para o conforto térmico, mas nossos corpos são muito sensíveis. Enquanto extremos de temperatura podem ser fatais, mesmo flutuações suaves marcam todos nós com prazer ou desconforto. Por isso, variações locais podem ser motivadoras de sensações desagradáveis. Como:

  • Correntes de ar desagradáveis
  • Diferença de temperatura do ar vertical
  • Calor radiante assimétrico
  • Temperatura do piso.

 

  • Psicológico

 

Muitos fatores psicológicos também influenciam nossa percepção do ambiente térmico em que vivemos:

  • Estado emocional atual, humor ou nível de fadiga
  • Fatores ambientais variáveis, como aglomerações 
  • Histórico térmico pessoais e antecedentes sociais
  • Níveis variáveis de tolerância.

Por isso, quanto mais controle tivermos sobre o ambiente térmico, melhor nos sentimos e mais produtivos nos tornamos. Aliás, é inerente ao ser humano escolher exercer esse controle.

Contudo, um fator-chave em nossa evolução no futuro será uma reflexão crítica aumentada sobre nossas reações ao ambiente. Qual nível de conforto térmico será considerado aceitável se decidirmos simplesmente colocarmos um casaco em vez de aumentar o calor?

Garantindo o conforto térmico nas edificações

O conforto térmico é o resultado de uma combinação bem equilibrada de sistemas construtivos adaptados ao clima local e ao tipo de atividade realizada. Sendo que, neste contexto, o envelope da edificação desempenha um papel fundamental. Afinal, ele age como um filtro entre os climas exterior e interior. E, para projetá-lo eficientemente, é preciso considerar 4 fatores principais (lembrando que as soluções vão depender do clima local):

  1. Isolamento térmico: a edificação deve reduzir a perda de calor durante as estações frias. Por outro lado, deve oferecer ganho de calor durante as estações quentes
  2. Ganho solar: é influenciado pelos níveis de isolamento do edifício, sua forma e orientação. Assim como a relação entre a superfície da janela e a parede opaca, o tipo de envidraçamento, sombra ou sombreamento
  3. Inércia térmica: varia de acordo com a massa e os materiais de um edifício. Envelopes de alta inércia permanecem relativamente estáveis diante das mudanças de temperatura
  4. Estanqueidade e ventilação: permitem controlar as trocas de ar com o exterior, oferecendo uma climatização natural equilibrada.

O envelope do edifício influencia diretamente o conforto térmico interior através do gerenciamento desses parâmetros. Quando bem projetado, ele pode, também, reduzir drasticamente a necessidade de sistemas mecanizados para garantir o conforto térmico. Com isso, contribui ativamente até na redução  dos níveis de carbono na atmosfera.

Conforto térmico: um parâmetro de premência latente para o futuro

Embora nossos requisitos básicos de conforto térmico provavelmente permaneçam os mesmos no futuro, nosso ambiente externo provavelmente mudará. 

O clima sofrerá mudanças e terá um papel cada vez mais importante no design do ambiente construído. Novos sistemas e materiais também continuarão a ser desenvolvidos e aperfeiçoados nesse sentido.

Já passamos por uma conscientização sobre nossas atitudes em relação ao consumo de energia. Também estamos sempre passando por alterações em nossos hábitos de vida. Tudo isso exige que os edifícios sejam capazes de evoluir ao longo do tempo. Mais do que nunca, as edificações deverão ser confortáveis e eficientes em termos energéticos.

Para oferecer edificações de qualidade, que prezam pelo conforto térmico dos moradores, é  preciso estar de acordo com o que rege as normas de desempenho. Por exemplo, NBR 15575, NBR 15220-3:2005, NBR 7213, NBR 9909:2016, NBR 11358:2013, NBR 11360, entre outras. 

Como vimos, são muitas as normas e aspectos que envolvem o tema, sendo extremamente proveitoso contar com uma orientação especializada. A UGreen oferece toda a orientação e consultoria necessárias para a adequação a todas estas diretrizes.

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