Composteira: O Guia Completo

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O guia completo da composteira: uma alternativa para o lixo orgânico

“Se os resíduos orgânicos descartados em um ano no Brasil fossem submetidos em processos de tratamento como uma composteira, as emissões reduzidas seriam o equivalente à retirada de sete milhões de automóveis das ruas”. – CBN

Muitos associam a reciclagem apenas a resíduos secos: papel, plástico, vidro e assim por diante.

Mas o lixo orgânico também possui um potencial enorme de ser reaproveitado. Nos aterros sanitários e lixões, ele produz gás metano, o que é muito prejudicial à natureza. Por esse motivo, iniciativas individuais de compostagem são uma alternativa à redução da poluição.

A compostagem é mais simples que a reciclagem e pode ser realizada dentro de casa.

Ter uma composteira doméstica permite que você obtenha adubo rico em nutrientes, além de contribuir com o meio ambiente.

Ficou com vontade de ter sua composteira, mas não sabe por onde começar?

Confira aqui neste artigo tudo o que você precisa saber para começar hoje mesmo a compostar seu lixo orgânico.

Você vai aprender:

  1. Os benefícios de ter uma composteira
  2. Como funciona a compostagem
  3. Categorias de composteira: qual a mais adequada para você
  4. O que pode jogar na composteira
  5. O que fazer com o produto final da compostagem

Sabendo disso, você estará pronto para fazer a sua parte na redução da poluição e colaborar para um mundo mais sustentável!

1. Os benefícios de ter uma composteira

As vantagens da composteira vão muito além da questão ambiental, ela também traz ganhos econômicos e sociais.

Aqui estão listados os principais benefícios:

  • Pode reduzir pela metade o lixo gerado na sua casa, dependendo de seus hábitos alimentares.
  • Minimiza a emissão de poluentes tanto nos aterros sanitários, quanto no transporte de lixo.
  • Você terá adubo em casa de forma fácil e gratuita.
  • Reduz os custos da coleta de lixo da sua cidade.
  • Para empresas, é uma forma de se posicionar no mercado com uma atitude sustentável.
  • Tendo uma composteira em casa, você influencia seus amigos e vizinhos a fazerem o mesmo.
  • Você pode contribuir fornecendo adubo a produtores locais ou hortas comunitárias.

As vantagens são, inúmeras, não é mesmo?

Mas para atingir esses benefícios, é imprescindível saber como a compostagem funciona.

2. Como funciona a compostagem

O processo de compostagem é muito simples. Ele consiste na transformação de resíduos orgânicos em fertilizante.

O processo ocorre pela ação de microorganismos que se alimentam desses resíduos. Isso significa que nós não precisamos realizar esforço nenhum além de depositar nosso lixo em um recipiente e revolvê-lo periodicamente.

Para regular a umidade do composto, é necessário adicionar folhas secas ou serragem.

Existem dois tipos de processo de compostagem: com minhocas ou sem!

  • Vermicompostagem: conta com a ajuda de minhocas para decompor a matéria orgânica. Processo mais rápido.

Não se preocupe, ao contrário do que alguns podem pensar, as minhocas são animais higiênicos e que não transmitem doenças.

  • Compostagem seca: conta somente com a ação de microorganismos no composto. Processo mais demorado.

Qual método de compostagem eu devo escolher?

Você deve considerar o lugar onde você mora, seus hábitos alimentares e a sua comunidade.

3. Categorias de composteira: qual a mais adequada para você

Em comunidade/ no quintal:

Compostagem em leiras são feitas em áreas externas. São uma opção ideal se você mora em um condomínio ou em uma comunidade engajada com a compostagem. Também é possível fazer no quintal de casa.

Nesse processo, é cavado um buraco e os resíduos são colocados diretamente no chão. Para evitar a contaminação do lençol freático, é possível instalar um ducto de drenagem.

Por cima do composto deve ser colocada matéria seca, de forma a cobri-lo e evitar a presença excessiva de insetos. Ele deve ser revolvido periodicamente para oxigenação.

Se for inviável realizar o processo diretamente no chão, você  pode adquirir contentores de plástico.

compostagem

Contentor de plástico para compostagem. Fonte: Husqvarna

Dentro de casa:

Se você não dispõe de um espaço externo grande, não tem problema. Existem maneiras de compostar o lixo dentro de casa e sem mau cheiro.

Há diversas categorias de composteira no mercado, com diferentes tamanhos e preços. Mas se você não quer comprar, também pode fazer sozinho.

Composteiras de ambientes internos são geralmente constituídas de três caixas de plástico empilhadas. A caixa inferior possui uma torneira para a retirada do chorume e a caixa superior possui uma tampa.

composteira

Composteira doméstica HUMI.

Entre essas caixas deve haver furos para a filtragem do composto de cima para baixo. O ideal é que na caixa inferior chegue apenas o líquido, portanto os furos devem ser como uma peneira.

Se você quiser utilizar minhocas, coloque-as nas caixas superiores.

Junte os resíduos da cozinha em um recipiente, e quando ele estiver cheio, leve-o para a composteira. A cada nova camada de composto, adicione uma camada de matéria seca. Também é importante revolver o conteúdo para oxigenação, tomando cuidado para não machucar as minhocas.

Você deve estar se perguntando: “Mas será que eu posso jogar qualquer resíduo orgânico na composteira?”

A resposta é não. Existem alguns cuidados que devemos tomar para uma composteira saudável e sem odores.

4. O que pode jogar na composteira

Para garantir que a compostagem funcione, devemos tomar alguns cuidados.

Existem alimentos que aceleram a proliferação de bactérias e microorganismos desfavoráveis, ou alteram o PH.

Esses alimentos acabam atrapalhando o processo na totalidade.

Confira aqui o que você NÃO DEVE jogar na composteira:

  • Carnes
  • Alho e cebola
  • Frutas cítricas
  • Lacticínios
  • Fezes de animais domésticos
  • Plantas doentes (com fungos ou pragas)
  • Trigo
  • Alimentos cozidos em grande quantidade

Todos esses itens em grandes quantidades irão dificultar a compostagem. Alimentos cozidos, por exemplo, possuem sal e conservantes que geram umidade. Se eles forem colocados na composteira, insira materiais secos em maior quantidade.

Confira agora, o que PODE jogar na composteira:

  • Restos de alimentos crus, em geral
  • Cascas de ovo
  • Borra de café
  • Filtro de café
  • Podas
  • Alimentos cozidos em pequena quantidade.

Inserindo resíduos corretos você garante o sucesso da sua compostagem.

Como resultado, terá chorume e adubo de ótima qualidade na sua casa.

E agora, o que eu posso fazer com esse produto?

5. O que fazer com o produto final da compostagem

Se você  não sabe dar um destino correto ao produto final, trouxemos algumas opções.

O chorume é um líquido que serve como fertilizante. Basta misturar 1 copo de chorume com 10 copos de água e utilizar esse líquido para regar suas plantas.

O composto sólido é a mistura seca da matéria orgânica depois da ação dos microorganismos. Ele se torna uma terra fértil e rica em nutrientes, perfeita para ser aproveitada como adubo.

Você pode colocar o adubo nas plantas da sua casa, vender ou doar a hortas comunitárias e produtores rurais de sua região.

Pessoas interessadas nesse material tão rico não irão faltar.

Pronto para iniciar sua composteira?

Agora você aprendeu como é fácil realizar a compostagem de forma individual e assim contribuir para tornar sua cidade mais sustentável!

Basta entender como funciona o processo, para então escolher qual a maneira mais adequada para o seu caso.

Tendo a sua composteira, é só prestar atenção no que pode ou não pode ser compostado, adquirir suas minhocas (ou não) e utilizar o chorume e adubo para deixar as suas plantas mais saudáveis ou colaborar com o cultivo de alimentos em sua região!

Fontes: http://www.assemae.org.br/
https://composteirahumi.eco.br/
https://www.ecycle.com.br/

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Como Trabalhar com uma Parede Verde?

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O que é Uma Parede Verde?

A inclusão da natureza no ambiente urbano contemporâneo tem sido cada vez mais reconhecida como uma boa prática em nossa sociedade.

Intervenções paisagísticas estão ganhando cada vez mais força e até mesmo protagonismo junto a grandes obras do cenário arquitetônico.

Felizmente, o uso de paredes verdes vem surgindo como proposta de qualidade de vida em nosso ambiente construído.

As paredes verdes, ou Green Walls, podem ser divididas em duas categorias:

  • Os Jardins Verticais, também conhecidos como Living Walls.
  • As Green Facades, popularmente conhecidas como Fachadas Verdes.

Um dos percursores do paisagismo vertical no Brasil foi o paisagista Roberto Burle Marx, que projetou um jardim vertical para o Edifício do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro junto a grandes nomes de arquitetura como Le Courbiser e Oscar Niemeyer.

Qual a importância de uma parede verde?

Apesar destas belezas serem fortemente atribuídas como elemento estético, podem contribuir muito quando adotadas como estratégias bioclimáticas.

Dentre os benefícios das paredes verdes estão:

  • A redução da carga térmica do ambiente.
  • A retenção de ruídos.
  • A umidificação e filtragem do ar, livrando os ambientes dos compostos orgânicos voláteis.

A medida que vão crescendo as certificações ambientais, torna-se cada vez mais necessário o uso de tecnologias que contribuam de forma efetiva em um bom desempenho dos edifícios.

Sabemos que a eficiência energética é um quesito muito importante para algumas destas certificações, como a LEED por exemplo.

Apesar de um telhado verde ser mais eficiente a nível energético e ambiental, as paredes verdes ainda sim podem ser ótimas aliadas. Então não podemos deixa-las de fora de nossos projetos, não é mesmo?

Assista a live sobre Paredes Verdes

Realizada por Sami Meira e Irina Kim Sang – Miami Vertical Garden – Miami, EUA

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Tipologias em Paredes Verdes

Para criar uma Parede Verde de forma correta torna-se necessário conhecer algumas das tipologias e entender qual se encaixa melhor no programa proposto pelo seu projeto.

O Jardim Vertical é o termo empregado quando a vegetação é colocada em um sistema de fixação auxiliar, geralmente afastados da parede ou com um formato autoportante.

Pode ser realizado também com o uso de feltro, criando bolsas onde é adicionado o substrato, permitindo assim o desenvolvimento das plantas.

Já nas Fachadas Verdes, as plantas são inseridas sobre lajes ou no solo próximas à edificação, podendo estas serem, diretas ou indiretas.

As diretas possuem uma superfície geralmente em argamassa bruta e as indiretas com um sistema de tela, que tornam mais fácil o desenvolvimento de espécies trepadeiras.

parede verde
Parede Verde. Cortesia de Vertical Garden Green Wall

Recomendações Essenciais Para Uma Parede Verde

É muito importante se atentar a carga adicional devido ao sistema de sua Parede Verde, a parede ou superfície de suporte deve ser capaz de resistir ao peso gerado pelo sistema, geralmente cerca de 20Kg saturados por m².

É necessário prever pontos de água e energia próximos da intervenção quando se pretender utilizar sistema de irrigação automatizado.

Quanto a estanqueidade, a superfície de suporte deve estar impermeabilizada para evitar o transpasse da umidade proveniente do sistema de irrigação ou até mesmo a própria vegetação.

Para evitar ao máximo qualquer problema com infiltrações, recomenda-se o uso de materiais impermeabilizantes de qualidade.

No Brasil não há uma norma que forneça parâmetros específicos para este tipo de intervenção, portanto orienta-se que para fins de manutenção seja consultada a NBR 15.575, onde podemos estabelecer alguns prazos de acordo os requisitos de desempenho.

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Como manter uma Parede Verde?

Um dos grandes desafios em jardins verticais é a durabilidade da vegetação e a permanência da sua exuberância, escolha da vegetação e sistema de irrigação.

Para se obter maiores benefícios ambientais, o ideal é usar plantas de espécies nativas.

É ideal estabelecer critérios para escolha de espécies através das suas características:

  • Considerar a incidência de ventos e luminosidade;
  • Plantas de sol, meia sombra e sombra;
  • Ciclo de vida perene;
  • Atributos ornamentais: folhas, flores e frutos;
  • Forma de crescimento: semiereta, pendente, etc;
  • Altura e diâmetro da planta;
  • Necessidade de água e nutrientes.

Muito cuidado com a luminosidade do ambiente que receberá a Parede Verde. Locais onde a iluminação é totalmente artificial podem causar déficits na taxa de fotossíntese de muitas espécies, resultando em uma maior demanda na manutenção.

Conclusão

Empregar Paredes Verdes em seu projeto não proporciona só personalidade na decoração. Garantem maior qualidade do ar e contribuem com a eficiência energética da edifício.

São poderosas agentes bioclimáticas, e por este motivo, conferem de forma inteligente respostas às necessidades ambientais.

Estratégias como essa, destacam a importância de se adotar premissas que contribuam com um ambiente sustentável, tornando-se uma ótima aliada no processo de certificação, promovendo o bem estar e melhorando a qualidade de vida.

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15.575 Edificações Habitacionais – Desempenho. Parte 1: Requisitos gerais. Rio de Janeiro, 2013.

RODRIGUES, L. A. Técnicas e tecnologias para implementar paredes verdes externas em edifícios residenciais e comerciais na cidade de São Paulo. 2017. 148p.. Dissertação (Mestrado em Habitação – Tecnologia em Construção de Edifícios) – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. São Paulo, 2017.

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Você Conhece o Desafio de 2030?

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Enquanto trabalhava ao lado do Filipe está semana, percebi que ele tinha a intenção de abordar o Desafio de 2030 durante seu novo webinario, Fachadas Sustentáveis.

Foi então que questionei…

Quantas pessoas que irão assistir esse webinário conhecem o desafio de 2030?

Considero o assunto importante, portanto resolvi gravar esse video para esclarecer para todos o que é o desafio de arquitetura 2030.

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Ed Mazria e seu grupo Architecture 2030 são os responsáveis por estabelecer as metas do desafio 2030. São metas evolutivas que foram estabelecidas entre 2010 e 2030 que foram lançadas para cidades, distritos e produtos da construção civil.

Assim sendo, o Desafio de 2030 estabelece medidas drásticas na redução de emissões de gases de efeito estufa e no uso de energia.

Hoje nossa meta encontra-se em 70%, mas nos próximos anos, serão de:

  • 2020: 80%
  • 2025: 90%
  • 2030: Neutro – carbon neutral.

Os arquitetos pelo mundo toparam o desafio de 2030?

Hoje, 80% das TOP 10 firmas de arquitetura listadas estão dentro do desafio, e 65% das empresas TOP 20 do EUA também estão.

Inclusive adotam essa prática instituições americanas federais, o AIA e a ASHRAE, que tanto falamos em outros artigos. O Canadá é o segundo pais com mais instituições e governos que toparam o desafio.

Considerando que estes escritórios são os que justamente vem direcionando as tendências de arquitetura pelo mundo, obviamente que esta tendência chegará mais cedo ou mais tarde aqui no Brasil também.

Como crescer sua empresa com o desafio de arquitetura 2030?

De acordo com HOK, EDR (Eskew+Dumez+Ripple) e CTA (CTA Architects Engineers), as principais formas são:

  1. Seja inovador.
  2. Estabeleça suas metas para economia de energia já no início do projeto.
  3. Simule cedo e sempre.
  4. Encontre o balanço entre os custos de construção e operação.
  5. Faça dos seus modelos de simulação verdadeiras apresentações de projeto, e mantenha-os acessíveis para todos.
  6. Integre o desempenho ambiental ao seu processo de design. Ele não é a cereja do bolo, mas sim sua consistência.
  7. Contrate pessoas com paixão pela sustentabilidade.

Quer saber mais?

Conheça nossos materiais em construções sustentáveis:

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Arquitetura Social: 5 Passos Simples para Conhecer os Desafios e Oportunidades

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Arquitetura Social: 5 Passos Simples para Conhecer os Desafios e Oportunidades

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, existe um deficit habitacional de 7,7 milhões de moradias no Brasil.

Logo, a Arquitetura Social pode promover grandes soluções para este cenário. Promove boas relações, qualidade de vida e explora a transformação de uma sociedade.

Neste artigo vamos abordar pontos importantes da Arquitetura Social:

  1. O que é?
  2. Os Desafios Da Arquitetura Social no Brasil
  3. A Lei de Assistência Técnica
  4. Exemplos práticos
  5. Como fazer uma Arquitetura Social?

Continue lendo para saber mais sobre o tema.

1. O que é Arquitetura Social?

É a arquitetura voltada para o planejamento e construções para a população de baixa renda.

Ela é diretamente ligada com os programas de urbanização e habitação, bem como com as políticas públicas das cidades.

A Arquitetura Social tem como objetivo:

  • Promover uma relação saudável entre as pessoas e os espaços de convívio;
  • Criar espaços que desenvolvam a conexão entre vida humana e a realidade;
  • Desenvolver espaços que promovam a inclusão;
  • Propor acessibilidade;
  • Projetar com sustentabilidade;
  • Respeitar os usuários;
  • Projetar espaços para cumprir as necessidades humanas.

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Considerando que nossos projetos interferem em grande parte da qualidade de vida das pessoas, devemos criar espaços adequados para as atividades diárias:

  • Projetar com dimensões aptas para a função estabelecida;
  • Considerar que luz, cores e texturas colaboram com a efetividade do espaço;
  • Moderar a temperatura com materiais de construção, plantas e composição adequada;
  • Considerar o conforto acústico, térmico e possíveis odores;
  • Criar uma relação proporcional agradável entre o indivíduo e a escala.

Assim, elaboramos cenários que influenciam direta e positivamente na vida das pessoas.

Devemos lembrar que encontramos diferentes realidades sociais no Brasil. E, tendo estes objetivos em mente, nós, profissionais da construção civil devemos ampliar nossa visão.

Em países como o Brasil, essa desigualdade social é muito grande. Muitas pessoas constroem sem o auxílio de um profissional técnico. Consequentemente, tem problemas com saneamento básico, segurança estrutural e conforto.

“Então, como encarar estes desafios para criar uma arquitetura inclusiva?”

Continue lendo para entender o problema da Arquitetura Social no Brasil e suas possíveis soluções.

2. Os desafios da Arquitetura Social no Brasil

O “sonho da casa própria” no Brasil é bastante conhecido.

No entanto, muitos brasileiros tem dificuldade em possuir uma casa agradável. Que atenda requisitos básicos de conforto, saneamento e acessibilidade.

Para a arquiteta Alis Josefides, o primeiro desafio é:

“Mudar a visão da sociedade sobre o profissional de arquitetura e urbanismo.”

As pessoas, de forma geral, não costumam saber as funções de um arquiteto. Culturalmente, o arquiteto é visto como artigo de luxo.

Para mudarmos isso, devemos nos aproximar de todas as camadas sociais da sociedade.

Pois, a função do arquiteto vai além de construir. Deve conectar o indivíduo com o local onde ele habita.

Com isso, ONG’s (como a ONG Soluções Urbanas), iniciativas privadas e a políticas públicas do governo criam estratégias.

Uma delas é a voltada para a construção de conjuntos habitacionais. No entanto, o deficit habitacional ainda continua grande.

Algumas ONG’s afirmam que o foco deve ser em reformas, ao invés da construção de novas moradia.

A defesa é que a possibilidade de oferecer habitações de interesse social para todos é praticamente nula. Podem ser mais efetivas pequenas mudanças que estabeleçam o bem-estar geral dos moradores.

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3. A lei de Assistência Técnica

Existe a lei 11.888, de 2008, que viabiliza acesso gratuito, para famílias com renda de até 3 salários mínimos, à:

  • Serviços técnicos de engenharia;
  • Serviços técnicos de arquitetura;
  • Regularização fundiária.

Para Alis Josefides, a iniciativa é muito importante. O desafio é construir uma estratégia que coloque em prática este direito.

Além disso, é crucial a interação entre os profissionais da construção civil com a população a ser alcançada.

Com isso, arquitetos e engenheiros percebem as particularidades do local. Bem como compreendem a movimentação e as necessidades da comunidade.

4. Exemplos de Arquitetura Social

Você já ouviu falar do arquiteto Alejandro Aravena?

Ele é um arquiteto chileno e ganhador do Prêmio Pritzker em 2016. É responsável por vários projetos inovadores na área de Arquitetura de Habitação Social.

O que Alejandro Aravena sabe fazer muito bem é envolver a comunidade na concepção do projeto.

Vamos conhecer uma de suas obras e posteriormente outra obra de Arquitetura Social.

Habitação Social Quinta Monroy, por Alejandro Aravena e ELEMENTAL – Chile, 2003

O objetivo foi abrigar cerca de 100 famílias que ocupavam ilegalmente o terreno.

Para efetivar a ideia, foram necessárias 4 estratégias:

  1. Alcançar uma alta densidade para pagar o terreno que era bem localizado.
  2. Introdução de um espaço coletivo entre os espaços público e privado. Com isso, se gera a sociabilização, que auxilia em áreas sociais mais frágeis.
  3. O edifício devia ser possível de crescimento dentro da sua própria estrutura.
  4. Projetar uma casa com porte de classe média. Tendo como foco a entrega da parte que o morador mais terá dificuldade em construir sozinho.

Escola-Ponte, por Li Xiaodong Atelier – China, 2012

A ideia deste projeto é ter 3 funções:

  1. Uma escola;
  2. Uma ponte, que liga dois castelos antigos separados por um pequeno rio;
  3. Um Centro Espiritual.

A ideia é revitalizar a comunidade onde se localiza a obra e preservar a cultura local. Isso resulta na sensação de pertencimento dos habitantes da região.

5. Como fazer?

Com planejamento e foco é possível atuar como arquiteto de forma efetiva e valorizada.

Para trabalhar com Arquitetura Social você pode optar por:

  • Concursos Públicos: projetos municipais, estaduais e federais geridas pelo poder público;
  • ONG’s: voltadas para a habitação social;
  • Empreendedorismo: financiamento coletivo, ou uma arquitetura voltada para classes C, D e E (Minha Casa Minha Vida).

Você tem interesse em empreender na esfera da arquitetura social? O Conselho de Arquitetura e Urbanismo disponibilizou 10 dicas para isso:

  1. Focar no mercado de reformas;
  2. Investir na população de baixa renda;
  3. Faça marketing local;
  4. Abranger do projeto à finalização da obra;
  5. Oferecer condições de parcelamento;
  6. Comprar materiais diretamente dos fabricantes;
  7. Qualificar mão de obra local;
  8. Viabilizar metodologias de troca e mutirões;
  9. Buscar parcerias;
  10. Elaborar um bom Plano de Negócios.

Concluindo…

Você viu neste artigo que a Arquitetura Social é uma ferramenta necessária. Com ela podemos trazer cada vez mais as condições de moradia que as pessoas precisam.

O desafio de mudar a percepção dos brasileiros com relação aos arquitetos é grande. Através da aproximação com todas as classes sociais, profissionais e empresas de arquitetura e urbanismo, podemos transformar este cenário.

Portanto, criar projetos que:

  • Promovam a harmonia entre espaços e pessoas;
  • Desenvolvam a inclusão, sustentabilidade e acessibilidade;
  • Projetar espaços para cumprir as necessidades humanas.

São elementos importantes para criar a sensação de pertencimento e conexão entre as pessoas e o espaço.

Lembrando que, a Sustentabilidade vai muito além de construir com paredes e tetos verdes.

A Sustentabilidade se trata do equilíbrio entre pessoas, lucro e planeta.

Projetar tendo em vista o direito de habitar de cada pessoa, também se torna uma atitude sustentável.

E então? O que você acha do cenário da Arquitetura Social no Brasil?

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Wood Frame: 7 Itens que Você Precisa Saber

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Wood Frame: 7 Itens que Você Precisa Saber

Quantas vezes você já avaliou a possibilidade de fazer algum projeto em madeira?

Você sabia que é mais sustentável? Mais rápido?

Sabemos que sair da zona de conforto é algo difícil. Muitas vezes é mais prático trabalhar com a clássica alvenaria. Que, nós brasileiros, estamos acostumados a utilizar.

Neste artigo, vamos mostrar outro sistema construtivo, o Wood Frame, e falaremos sobre:

  1. O que é o Wood Frame?
  2. Características e Componentes
  3. Como surgiu?
  4. Por quê é sustentável?
  5. Vantagens e Desvantagens
  6. Normas Técnicas relacionadas com Wood Frame
  7. Projetos com Wood Frame

Então continue a leitura para conhecer mais sobre este sistema construtivo.

1. O que é o Wood Frame?

O Wood Frame é um sistema construtivo que tem como base peças de madeira.

Este sistema construtivo é pré-fabricado, por isso reduz muito o tempo e os resíduos da obra.

Além disso, se tornou muito importante pensar em métodos construtivos que sejam mais sustentáveis.

O Wood Frame também utiliza madeira de reflorestamento. Portanto, a construção se destaca como uma ótima opção estrutural sustentável.

“E como esta opção estrutural funciona?”

2. Características e Componentes

As construções que utilizam Wood Frame podem ter até 5 pavimentos. Porém, precisam ser combinadas com outros materiais.

Ele pode ser rapidamente montado e executado, por ser pré-fabricado e industrializado.

Assim, o projeto tem o custo benefício estimado do orçamento.

O Wood Frame possui os conjuntos com placas estruturais e de vedação. Vamos entender um pouco melhor como eles funcionam:

Componentes estruturais

São compostos por montantes, travessas e barroteamentos. São responsáveis por sustentar o projeto.

  • Montantes: pilares horizontais de madeira e que tem a altura do pé-direito.
  • Travessas: peças estruturais horizontais em madeira. Fornecem suporte para as janelas e diminuem o comprimento de flambagem dos pilares.
  • Barroteamentos: criam o suporte para os pavimentos que estão acima do térreo.

Os espaços entre as guias de madeira são preenchidos com um isolante térmico. Eles são importantes para o conforto térmico de diferentes regiões e podem ser mantas de lã de PET.

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Componentes de vedação

As chapas que vedam a construção, podem ser de maior ou menor espessura. Também chamadas de chapas de revestimento e de barroteamento, respectivamente.

  • Chapas de revestimento: são as de menor espessura e usadas para as vedações verticais. Na sua composição são usadas as chapas de OSB.
  • Chapas para Barroteamento: são as de maior espessura. Também compostas por OSB, que diminuem efeitos de torção.

Talvez você esteja se perguntando: O que é OSB?

OSB é uma sigla para Oriented Strand Board. É um conjunto de lascas de madeira de reflorestamento coladas em direções diferentes.

E, porque ela é reorganizada dessa forma?

Para amenizar os efeitos mecânicos naturais da madeira. Que podem prejudicar a sua estabilidade.

Além disso, utilizar as lascas agrega na sustentabilidade deste sistema construtivo. Isso reaproveita pedaços de madeira que geralmente não seriam úteis em outras construções.

Ostros Componentes e Características

Assim como o Tijolo Ecológico, o Wood Frame permite a utilização de vários acabamentos.

Para a fundação, geralmente é utilizada a radier ou de sapatas corridas.

Temos alguns outros componentes que auxiliam na junção da estrutura. Outros que fazem parte do processo de finalização da obra:

  • Fita impermeável de borracha: conecta as fundações e peças de madeira.
  • Mãos-francesas: fazem o contraventamento dos montantes das extremidades da edificação.
  • Placas cimentícias: ficam em áreas molhadas do edifício construído. Assim, tipo de revestimentos como placas, azulejos e porcelanatos podem ser instalados.
  • Instalações elétricas e hidrossanitárias: instaladas como nos sistemas construtivos tradicionais. Mas caso seja necessário atravessar os montantes, é importante prever o projeto estrutural

3. Como surgiu?

O Wood Frame teve seu início na Revolução Industrial. Na mesma época, os sistemas pré-fabricados ganharam impulso.

Após a chegada deste sistema nos EUA, foi para cidade como Chicago e São Francisco que cresciam rapidamente. Assim, o wood frame, foi ganhando popularidade, devido à agilidade da sua produção.

Com isso, as técnicas industrializadas foram se expandindo, pois:

  • Eram mais ágeis;
  • Eram baratas;
  • Poderiam facilmente ser montadas ou desmontadas.

Por esses motivos, nos Estados Unidos e em quase toda a Europa, este método construtivo se tornou muito utilizado.

Na Suécia e no Canadá, as construções são feitas quase que completamente por Wood Frame.

No Brasil ela chegou em 2009, mas ainda não é um método construtivo bastante utilizado.

Mesmo assim, em 2016 um edifício foi executado em Wood Frame, em Araucária, município do Estado do Paraná.

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4. Por quê o Wood Frame é Sustentável?

Como já foi citado, o Wood Frame reduz significativamente a produção de resíduos da construção.

Mas não para por aí:

O Wood Frame é um material gerado a partir de árvores de áreas reflorestadas e certificadas. O que também gera pontos para a sustentabilidade.

Eficiência Energética

Temos também muitos pontos com a eficiência energética:

  • Para a produção de 1 kg de madeira são usados 0,1kWh de energia.
  • Para fabricar 1 kg de Aço são gastos 10kWh de energia.
  • Na fabricação de 1 kg de Cimento são necessários 10kWh de energia.

Por se tratar de madeira de reflorestamento, toda o material utilizado é replantada.

No replantio, as árvores retiram o CO₂ do meio ambiente, resultando num saldo positivo.

5. Vantagens e Desvantagens

O Wood Frame se destaca pela sustentabilidade.

Mas existem vantagens que percorrem todo o ciclo de vida deste Sistema Estrutural.

Vantagens

  • Sustentabilidade: madeira de reflorestamento.
  • Agilidade: processos 60% mais ágeis que o de construção tradicional.
  • Estabilidade do preço da matéria-prima.
  • Conforto térmico e acústico: devido ao uso das mantas de lã e PET.
  • Redução de resíduos: material seco e proporciona mais aproveitamento dos materiais.
  • Durabilidade: devido à tecnologia aplicada, ela pode ser tão eficiente quanto a alvenaria.
  • Linhas de Produção automatizadas.
  • Economia: é em torno de 10% mais econômica se comparada com a madeira de lei e alvenaria.
  • Precisão para realizar a execução da obra.

Desvantagens

  • São necessários tratamentos específicos para manter a proteção da madeira.
  • As chapas OSB são mais rugosas. Para um acabamento mais liso, é necessária mais correção.
  • Mesmo com o Wood Frame, é necessário uso do concreto armado para a fundação, contrapiso, sapatas, blocos e laje mista.
  • Pouco utilizado no Brasil, pois, construir com alvenaria convencional é cultural.
  • Falta de conhecimento geral sobre as vantagens do wood frame.
  • Mão de obra especializada.

6. Normas Técnicas Relacionadas com WoodFrame

Por mais que a construção com Wood Frame seja recente, a ABNT já considera este método construtivo.

Usamos como Norma Técnica a ABNT NBR 7190:1997 – Projeto de Estruturas de Madeira.

Ela pode ser usada como base para os critérios gerais de dimensionamento estrutural.

7. Projetos com Wood Frame

Vamos exemplificar agora este sistema construtivo através de dois projetos, ambos brasileiros:

Casa Vila, por Arquea Arquitetos – São José dos Pinhais, Brasil, 2012

Este projeto separa as áreas de serviço, íntimo e estar em três volumes diferentes.

Utilizar o Wood Frame facilitou a junção destes espaços. É interessante saber que o wood frame foi uma exigência do cliente

Fazenda Catuçaba, por Studio MK27, Marcio Kogan e Lair Reis – Catuçaba, Brasil, 2016

Este projeto tem o certificado Platina do Referencial Casa.

O projeto possui várias estratégias sustentáveis. Uma delas é o Sistema Construtivo em Wood Frame com isolamento de lã de PET.

Revisando,o Wood Frame…

  • Torna a construção sustentável por diversos motivos.
  • Ágil.
  • Durável.
  • Proporciona Conforto Térmico e Acústico.
  • Econômico.
  • É tão eficiente que possui várias outras vantagens.

Esperamos que este artigo faça você considerar este sistema de construção mais sustentável.

A sustentabilidade na construção civil é resultado de informação. E cabe a nós mostrarmos as vantagens para os nossos clientes.

Portanto, será mais fácil construir com sustentabilidade e eficiência.

E agora? Está incentivado para contar e projetar para os seus clientes com o Wood Frame?

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