Como é o Exame LEED? Compartilhamos nossas experiências

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Você pretende estudar para o exame LEED e dar um grande passo na carreira?

Muitos profissionais procuram. Por isso, eu e a Sami resolvemos compartilhar nossas experiências para você entender como é realizar o exame e até se tranquilizar um pouco!

Para ouvir é só clicar no player logo acima. 🙂

 

10 Grandes Motivos para Você Ser um LEED AP

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Quais os motivos para ser um LEED AP?

Ser um LEED AP é uma maneira rápida e eficaz de obter ótimos pontos na carreira.

No entanto, apenas falar que você estará na frente de outros profissionais da indústria é simplório.

Por isso, listamos 10 grandes motivos para você se tornar um LEED AP e como isso pode abrir oportunidades inimagináveis na carreira.

1. Novas oportunidades em campos diversos

Assim como já discutido neste artigo, ser um LEED AP abre margem para oportunidades em campos distintos. Aqui estão algumas:

  1. Em consultorias sustentáveis no Brasil e pelo mundo, onde você pode ajudar construtoras ou escritórios de engenharia e arquitetura a atingirem objetivos sustentáveis.
  2. Como um certificador, abrindo sua própria empresa ou ajudando outras a obterem uma certificação.
  3. Em seus próprios projetos, certificando-os ou mesmo aplicando as estratégias de forma organizada e valorizada pelo mercado.
  4. Trabalhar como um consultor de sustentabilidade dentro de bons escritórios de arquitetura ou engenharia.

 

Lembrando que se tornar um LEED AP pode ser interessante não apenas para aqueles que trabalham diretamente com projeto e construção, mas também aqueles que trabalham na cadeia de fornecedores deste mercado, melhorando o discurso e ampliando oportunidades.

2. Em alguns projetos o LEED é preferencial ou até obrigatório

Da última vez que pesquisei “LEED” no www.simplyhired.com, encontrei 4.022 oportunidades de trabalho.

Algumas solicitam o LEED como um sistema de certificação preferencial ou até mesmo obrigatório. Inclusive, existem instituições governamentais e até mesmo empresas pelo mundo tornando obrigatória a certificação de seus empreendimentos.

Portanto, quando você obtém esta acreditação você assegura maiores oportunidades na carreira.

3. O LEED possui um reconhecimento global (e crescente)

Este é um fator de diferencia o LEED de qualquer outro tipo de certificação.

Enquanto outras atuam em pouquíssimos lugares (AQUA), tenham apelo apenas em países da Europa (BREEAM) ou sejam simplesmente muito fáceis para serem levadas a sério, o LEED é utilizado no mundo todo — o que facilita para profissionais que buscam trabalhar em outros lugares do mundo e serem reconhecidos para tal.

Outra consideração inequiparável é o número de projetos: existem mais de 62.000 edifícios certificados LEED em mais de 150 países, e 186.000,00 m2 de espaços certificados por dia.

Como outra vantagem, você poderá trabalhar em conjunto com profissionais de todo o mundo por uma linguagem universal definida pelo sistema de certificação, facilitando o processo de inserção global e por consequência abrindo bons espaços na sua carreira.

4. A economia favorece e continuará favorecendo

Ser um LEED AP é tanto um investimento de curto e longo prazo, pois no mundo a procura por profissionais verdes é crescente.

De acordo com um estudo realizado pela Dodge Data & Analytics em 2016, espera-se que o número de green buildings seja duplicado até 2018. A porcentagem de empresas que esperam ter mais de 60% de seus projetos com certificações saltará dos 18% atuais para 37%.

No Brasil, espera um crescimento de seis vezes na porcentagem de empresas que esperam certificar a maioria dos seus projetos. Um crescimento de cinco vezes é esperado na China, e um crescimento de quatro vezes é esperado na Arábia Saudita (de 8% para 32%).

Portanto, se você procura estar a frente no mercado brasileiro e até mesmo trabalhar fora do Brasil, este pode ser um grande passo.

5. Você saberá como utilizar o dinheiro do cliente mais sabiamente

Muitas empresas do mundo todo — principalmente as maiores — buscam LEED AP’s, pois reconhecem a importância da certificação.

Compreendem também como esses profissionais encaram a sustentabilidade nas construções de forma organizada e pautada nas normas mais modernas do mercado — sem sugerir estratégias que seriam impossíveis de serem realizadas, estarem ultrapassadas ou até mesmo possuir um custo muito alto.

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6. O LEED continua evoluindo

Assim como normas no mundo todo estão se tornando cada vez mais restritivas, o LEED também está evoluindo.

Sua última versão, LEED V4, obteve um grande salto em relação a versão de 2009, e poucos profissionais conhecem as diferenças.

Aprender as estratégias mais atuais pode estabelecer grandes diferenciais na carreira, até mesmo para empresas que já certificam.

7. O LEED como seu “molho secreto”

Se posicionar como alguém educado em sustentabilidade pode abrir novos caminhos dentro da sua atuação existente.

Além de ser muito procurado por profissionais da construção civil, o LEED vem sendo descoberto por advogados, líderes do mercado imobiliário e outros, que compreendem que inserir esses requisitos em suas carreiras podem levar suas atuações para um novo nível.

8. Você pode obter acreditação independente de um curso de pós graduação ou MBA

Alguns cursos de pós graduação oferecem treinamentos sobre a certificação LEED como parte de sua grade curricular, sem dizer de que você pode estudar independentemente.

Muitos entram nesses cursos com o intuito de se tornarem profissionais LEED, mas o que eles não sabem é que poderiam estudar e realizar a prova sem necessitar estar em um curso de pós graduação — ganhando alguns anos no processo.

9. Suas ações vão beneficiar o meio ambiente

Não é sobre nossas carreiras que devemos pensar, certo?

Com a crescente atenção sobre os maleficios que construções fazem ao meio ambiente e como podemos mitigar esses efeitos, não seria interessante você fazer sua parte também?

Conhecer o sistema de certificação e ser um LEED AP pode ajudá-lo a ter uma carreira com este intuito de forma clara e concisa.

10. Empresas podem lhe pagar para realizar o exame

É comum que empresas falem conosco no intuito de treinar seus profissionais a se tornarem LEED GA’s ou AP’s.

Será que seu chefe não se interessaria em ter um profissional deste calibre em sua empresa também? Afinal, sua empresa desfrutaria de grandes benefícios.

E, talvez, seu treinamento e o seu exame podem sair de graça…

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Estratégias para Escolas de Alta Performance

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O que conhecemos sobre educação se transformou nos últimos anos, não concorda?

Se antigamente tínhamos as salas de aula e bibliotecas como redutos da boa educação, atualmente possuímos suas extensões em plataformas de EAD, quem vem ocupando cada vez mais espaço.

Apesar deste fator ajudar as escolas a reduzir seus custos operacionais — além de facilitar e baratear o aprendizado — muitas instituições escolares ainda necessitarão de espaços que estimulem os estudantes.

Quais boas estratégias de green building podemos aplicar em espaços novos ou existentes, estabelecendo escolas de alta performance?

Buscamos as principais neste artigo.

Performance acústica

A boa acústica é imprescindível, tanto para aprimorar o aprendizado dos estudantes como para manter a boa saúde dos professores.

De acordo com o Institute for Enhanced Classroom Hearing, uma média de 25 a 30% do que os professores dizem em sala de aula não são compreendidos pelos alunos devido a má performance acústica.

Entre os problemas estão:

Ruídos internos de sistemas de ar condicionado
O ideal é obtermos um nível inferior de pelo menos 40dBa em sistemas de HVAC para uma maior qualidade do ensino.

Ruídos que se originam de fontes externas
Para casos onde o barulho externo é excessivo, podemos utilizar barreiras de som, elevar o coeficiente de transmissão sonora das paredes ou mesmo procurar estratégias adicionais para melhorar estes níveis.

Tempos de reverberação
Para a grande maioria das salas de aula, obter um tempo menor de reverberação inferior a 0,6 deve bastar. Para mais detalhes, consulte a ANSI 60 ou a NBR12.179

(Comentário: o Arquiteto Marco Losso, especialista em acústica do site www.acustica.arq.br, contribuiu com este artigo dizendo que a NBR 12.179 não é suficiente para tratar o tema de reverberação em escolas.)

É possível sanar cada um desses problemas por estratégias em conjunto com o engenheiro mecânico e por cálculos na especificação de projetos de interiores, obtendo assim escolas de alta performance.

Acessibilidade

Um bom projeto é aquele que permite todas as pessoas a fazerem parte dele. Por este motivo precisamos assegurar que pessoas portadoras de necessidades especiais tenham acesso a mobilidade.

Para atingirmos este objetivo podemos consultar uma norma nacional já bem conhecida, como a NBR9050, que foi atualizada em 2015. Caso queira ir mais longe, é possível buscar a ADA Standards for Acessible Design e também a ISO 21542 – Acessibilidade e Usabilidade do Ambiente Construído.

Ergonomia Física e Visual

Utilizar os mesmos músculos e ligamentos repetidamente pode causar desconforto e tensão, principalmente em espaços onde realizamos tarefas repetitivas, como escolas. Portanto, para obtermos escolas de alta performance, oferecer estratégias de ergonomia física e visual são fundamentais. Podemos oferecer:

1. Ergonomia visual, fornecendo telas de computador ajustáveis em altura e distância do usuário.
2. Flexibilidade de altura nas mesas, e outros suportes de altura adicionais.
3. Flexibilidade de altura e profundidade nas cadeiras.

Iluminação Interna

Estudos de iluminação mostraram que estudantes ficam mais confortáveis ​​e produtivos em ambientes cuidadosamente iluminados. A alta qualidade da iluminação ajuda a eliminar distrações, cria interesse visual e um senso de lugar, além de suportar interações e
comunicação, contribuindo para o bem-estar dos ocupantes e reduz os problemas de saúde.

Nós podemos melhorar consideravelmente a iluminação interna utilizando estratégias de controle de iluminação, mas para escolas o mais importante serão as estratégias de qualidade.

Entre as estratégias para escolas de alta performance que podemos fazer, estão:

  1. Utilizar luminárias com uma luminância de menos de 2.500 cd/m2, para manter espaços econômicos com uma boa qualidade luminosa.
  2. Utilizar luminárias com um CRI de 80 ou superior, para deixar a coloração dos espaços mais reais.
  3. Utilizar fontes de luz com expectativa de vida de pelo menos 24 000 horas, para diminuir a emissão de resíduos.
  4. Utilizar iluminação indireta direta para o máximo de espaços possíveis, forçando menos a visão.
  5. Atingir as refletâncias médias de 85% para tetos, 60% para paredes e 25% para pisos, para manter uma boa distribuição luminosa.

Iluminação Natural

O aumento do acesso à luz do dia possui efeitos positivos para o comportamento humano e a saúde, porque reforça o nosso ritmo circadiano. Estudos demonstraram que o seu uso ajuda no desempenho dos alunos, combate a depressão, a letargia.

Um edifício bem projetado neste quesito também utiliza menos energia de iluminação elétrica, conservando recursos naturais e reduzindo a poluição do ar.

A estratégia mais eficaz possui o foco na simulação computacional, onde precisamos trabalhar com a distribuição luminosa e ao mesmo tempo diminuir impactos relacionados a sua intensidade.

Aqui surge o conceito da Autonomia Espacial Diurna (sDA)300/50%, onde precisamos atingir no ano todo pelo menos 300 lux para 50% das horas do período de análise.

Já a nível de intensidade luminosa, precisamos atender o conceito da Exposição Anual à Luz Solar (ASE1000,250). Aqui precisamos diminuir ao máximo a intensidade luminosa acima de 1000 lux para 250 horas do ano em nossos espaços.

Isso é apenas o começo para escolas de alta performance…

Quer conhecer mais estratégias e testar seus conhecimentos em construções sustentáveis? Faça o nosso teste logo abaixo.

 

A Blockchain Como o Futuro da Energia Verde

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Você acompanha o crescimento da energia solar?

O setor de energia solar foi um dos que mais cresceu em 2017. De acordo com o The Guardian, o crescimento mundial foi de 50% em 2017, muito devido a esforços dos EUA e China.

No Brasil o crescimento foi de 70% nos últimos dois anos.

Mesmo com ótimos sinais, considero que o crescimento poderia ser muito maior, afinal, a produção de energia renovável ainda é proibitiva para grande maioria do setor residencial.

Como isso poderia ser diferente, incluindo você e muitos de seus clientes no processo?

Leia esse artigo para compreender.

O grande empecilho

O maior impeditivo para aqueles que buscam um sistema de energia renovável ainda é o longo prazo de retorno do investimento.

É importante ressaltar que a culpa desse longo payback não é do sistema solar por si só. O preço dos componentes na verdade só decrescem, caminhando inclusive contra o aumento anual das tarifas energéticas.

Este payback longo se origina, em grande parte, pela falta de incentivos governamentais.

Impeditivo 1

Mesmo que o produtor de energia residencial mantenha uma produção superior ao seu consumo, será necessário o pagamento da tarifa mínima para a concessionária, que terá um valor dependendo da região e da sua rede — monofásica, bifásica ou trifásica.

Esse fator torna o investimento interessante apenas para produzir o excedente da energia consumida, já que o residual da tarifa mínima terá que ser pago separadamente de qualquer forma.

Este fator diminui drasticamente o benefício ambiental e econômico do investimento.

Impeditivo 2

Outro revés para quem produz acima da própria demanda é apenas receber créditos sobre o excesso, que são “armazenados” – geralmente por um período de até 60 meses – e poderão ser utilizados para os próximos meses caso o consumo seja maior que a produção.

Este benefício é inútil na maioria dos casos, pois se você produz mais do que precisa, geralmente continuará produzindo, mesmo considerando estações mais frias onde a produção diminui.

Mas…e se o futuro reservasse maior independência e bons frutos para os bons produtores de energia verde?

A verdade é que esta realidade não está tão longe assim.

Para você entender como o setor de energia verde pode mudar drasticamente em alguns anos, precisamos entender o conceito da Blockchain.

A Blockchain como o futuro da energia verde

Se você acompanhou as notícias da área da tecnologia, deve estar familiarizado com o Bitcoin e o termo Blockchain.

O Blockchain é como se fosse um livro-razão virtual — público e compartilhado — que cria um consenso entre duas partes pela validação de muitos computadores pelo mundo sobre uma transação.

É considerado um sistema altamente seguro, justamente por ser descentralizado, e também econômico, pois as transações são livres de intermediários entre transações, como bancos e sistemas de pagamento.

A Blockchain é vista como a principal inovação do Bitcoin, a criptomoeda que tem aparecido em notícias do mundo todo, visto seu crescimento espantoso — e abrindo precedentes a milhares de outras criptomoedas surgirem no mercado.

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Hoje existem criptomoedas de todos os tamanhos e cores: algumas como uma evolução tecnológica do Bitcoin (Ethereum), ligadas a internet das coisas (IOTA) e até moedas estranhas ligadas a pornografia, videogames ou…batatas.

Bancos e instituições querem distância desse crescimento das criptomoedas – muito porque várias não sobreviverão a longo prazo – mas o motivo principal é porque buscam manter seu controle sobre a economia.

Definitivamente, existe um elefante na sala que hora ou outra eles terão que lidar — e eventualmente perder bastante neste processo.

A descentralização da energia

Cenários distópicos a parte, a verdade é que o setor da energia verde tem muito a se beneficiar com o sistema da Blockchain, principalmente pela descentralização da energia das grandes empresas e também pela eliminação de intermediários no processo da troca da energia excedente — o que gera uma grande economia no processo.

Uma das iniciativas mais sérias é a WePower, em que produtores de energia renovável poderão obter capital pela emissão de tokens que representam a energia que eles irão produzir e entregar, em um custo mais baixo que o mercado.

Entre esses fornecedores podem estar até mesmo eu e você, já que o sistema permite uma troca P2P, mais ou menos com os sistemas de troca de mp3 entre usuários que se tornou bastante popular nos anos 2000.

A grande vantagem é que, diferentemente do Bitcoin, em que a moeda se origina pela “mineração virtual” e consome energia de maneira crescente devido a escassez programada da moeda — o WePower inverte esses valores, beneficiando quem produz energia e consequentemente realiza boas ações ao planeta.

Um resultado mais democrático (e verde)

O resultado da energia verde descentralizada pela adoção da blockchain será uma energia mais barata e acessível para consumidores de todo o mundo, além da maior independência das concessionárias de distribuição energética.

Podemos ainda considerar que a produção de energia residencial pode vir a se tornar de mera hipótese para uma fonte de renda complementar real, independente das oscilações das tarifas mínimas de energia e das cargas tributárias.

Outra grande vantagem da blockchain é que dificilmente fontes de energia “sujas” como o petróleo ou o carvão conseguiriam assimilar sua tecnologia, por não serem sistemas digitais e altamente mensuráveis como a geração de energia fotovoltáica.

No fim do dia, a popularização e democratização tecnológica são as principais mudanças necessárias para que a energia solar ocupe o primeiro lugar entre todas as outras fontes de energia e contribua para um futuro mais sustentável. É hora.

E você, considera possível a Blockchain como o futuro da energia verde?

A Especificação de Materiais Sustentáveis na Prática

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Como trabalhar com a especificação de materiais sustentáveis na prática?

Acreditamos que a internet já esteja bem recheada de matérias sobre o que é um produto sustentável ou que você deve buscar para identificá-lo.

No entanto, é fácil se perder com a quantidade de termos: Ciclo de Vida, Certificado Ambiental do Produto, Regionalidade, Cadeia Produtiva e FSC são apenas alguns dos termos mais bem descritos na internet.

Nós também já falamos sobre eles neste artigo e de forma mais profunda em alguns cursos.

O intuito deste artigo é apresentar a forma como as coisas são na realidade. Dar voz às dificuldades de se conduzir uma especificação de materiais sustentáveis no mercado e no molde em que conduzimos projetos e obras.

Afinal, quantas vezes você procurou por produtos ecológicos e, depois de rodar em círculos, terminou comprando o convencional?

Aqui estão alguns dos motivos que, provavelmente, te fizeram terminar no convencional:

O preço

De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor, uma média de 40% das pessoas citam o preço como empecilho para a especificação de materiais sustentáveis. O preço de materiais convencionais é normalmente mais barato, mas nem sempre é verdade. Um exemplo disso é o tijolo ecológico versus o convencional em obras de pequeno porte.

Portanto é importantíssimo entender o termo “mais barato”, pois ele possui mais de um sentido para quem está no canteiro de obras.

  1. O mais barato pode ser a relação de simples custo-benefício. Como exemplo, podemos citar o metro quadrado de carpete convencional e um metro quadrado de carpete com toda sua cadeia produtiva traçada e documentada. Os benefícios reais são incomparáveis, mas quando ocorre uma diferenciação apenas na etiqueta de preço pela equipe de orçamento, a comparação será superficial e injusta – especialmente quando a área de aplicação for extensa.
  2. O mais barato pode ser na facilidade no time de obra em trabalhar com uma marca ou produto. Portanto, inserir algo novo levará mais tempo e não é algo que será feito naquele momento.
  3. O mais barato pode ser a questão de disponibilidade do produto na cidade onde esteja inserindo seu projeto. Trazer o produto de outros lugares mais distantes pode ser custoso – as vezes pouco sustentável também. Neste caso, um calculo mais detalhado de pegada de carbono seria determinante.

Considerar apenas a questão do Preço já encontramos algumas barreiras que compradores podem encontrar – ou até criar – para evitar especificar algo melhor.

Para você que procura uma especificação de materiais sustentáveis, é importante dizer que a relação de preço por custo-benefício não é mais gritante como era há anos atrás. E os inúmeros benefícios de produtos verdes – tanto a nível ambiental quanto de saúde – devem ser levados em consideração ao lado do fator preço.

Portanto, não se dê por vencido antes da pesquisa!

Falta de alternativas

Muitas pessoas já vieram até mim perguntando se existe esse ou aquele produto numa versão eco. Embora haja uma variedade de produtos sendo ofertada, sim, ainda existem diversos produtos que não possuem uma versão eco.

Outra reclamação: trabalho para uma empresa que precisa de três orçamentos para qualquer compra. Esse produto não possui 3 marcas que o produza, então não posso colocar este na competição, pois seria tendencioso.

Essa é a grande realidade para obras de grande porte em grandes empresas. As políticas empresariais não estão preparadas para favorecer produtos sustentáveis. Não seria o caso de rever essas políticas, beneficiando com pontuações esses produtos?

Falta de mão de obra qualificada

A mão de obra qualificada pode ser um determinante para a escolha de materiais sustentáveis, mas não deveria.

Normalmente existem pequenas diferenças na aplicação entre produtos similares. O que contrasta são a procedência e os valores éticos.

Um exemplo fácil de ser encontrado são pintores que não gostam de trabalhar com tintas à base d´água. Alguns inclusive recusam trabalho porque consideram que não ficaria bem acabado e eles seriam responsáveis por refazer.

Falta de documentação de procedência

Em geral, se procurarmos produtos sustentáveis, encontraremos uma quantidade razoável.

Contudo, nada de pulos de alegria. Ao solicitar documentações de comprovação é que a coisa pega.

O grande pecado que vem sendo cometido repetidamente por empresas que investem nesse nicho de produtos é justamente na documentação para que, de fato, possamos ter a garantia de uma especificação de materiais sustentáveis.

A relação entre produtos que se dizem sustentáveis e os que realmente podem comprovar essa sustentabilidade torna a competitividade desigual.

Na maioria dos casos são necessárias horas ao telefone com pessoas não qualificadas para responder questões simples sobre o produto. Em outros, precisamos aguardar mais alguns dias a produção da documentação necessária ou o simplesmente obter a resposta seca: não possuímos e não poderemos fornecer. Mas acredite em nós, somos verdes.

A maneira mais fácil de validar um produto e sua cadeia ainda é pela certificação terceirizada. Os padrões de comprovação já estão bem estabelecidos e não existem desculpas para a falta de documentação básica.

Considerações Finais

Com todos esses fatores apontados, a indústria da construção civil sofre na especificação de materiais sustentáveis. Quanto tempo o mercado precisa para se adaptar a nova realidade?

E a grande verdade é que a realidade não é nova. As construções e certificações sustentáveis vêm se popularizando há uns 10 anos, no mínimo.

Os consumidores também querem a mudança. O Instituto de Defesa do Consumidor fez um levantamento e identificou que mais de 80% dos brasileiros sentem-se mais confiantes quando a marca é certificada por terceiros e possui selos de qualidade.

Na construção civil, além de selos específicos para diferentes tipos de produtos, existe também a possibilidade da empresa se submeter à certificação ISO 14001, que regula a gestão ambiental das atividades da empresa.

Mas qual o principal fator para que essa mudança não aconteça no ponto de vista dos fornecedores?

O principal é que precisará ocorrer em muitos casos uma verdadeira mudança em seus procedimentos e na rastreabilidade de seus produtos. Isso pode vir a encarecer a fabricação e, por isso, deixar de ser interessante.

Temos que manter o curso e continuar exigindo do mercado mais variedade, idoneidade e transparência quanto ao que estamos especificando e consumindo.

E claro, com tudo devidamente documentado.

“Isso é muito Black Mirror”: 3 Materiais Sustentáveis Revolucionários

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Se sim, sabe como os roteiristas brincam com tendências tecnológicas e seu resultado direto para a sociedade. Alguns episódios são bem críveis, o que nos leva a pensar no que poderia ocorrer nos próximos anos.

E na arquitetura? Quais materiais sustentáveis revolucionários possuem uma grande chance de mudar como nós projetamos e melhorar a qualidade de vida dos usuários?

Aqui está uma lista de “3 materiais muito Black Mirror” para você conhecer:

1. Vidros eletrocrômicos

Esta é uma tecnologia que vem evoluindo há mais de 10 anos, mas a versão 2018 do material apresentado pela Halio terá uma tecnologia que promete revolucionar fachadas e sua relação com a iluminação natural.

Como será

Os vidros que utilizamos hoje possuem características estáticas, buscando otimizar a distribuição da iluminação em conjunto com a mitigação dos impactos excessivos. O resultado é que torna-se praticamente impossível ter um ambiente perfeito sempre, mesmo com a automação de brises e cortinas.

O Halio possui uma coloração eletrocrômica que, quando uma corrente de baixa tensão flui através dela, a janela pode escurecer, sem necessitar de cortinas ou brises. Os visuais são valorizados simultaneamente com a redução do ganho de calor solar. Os parâmetros de conforto deste novo modelo são:

  • Clareza, com 70% de transmitância de luz visível.
  • Cor neutra, ou seja, não distorce a realidade como vidros com tons de azul, bronze ou verde.
  • Escurecimento ou clareamento rápido, realizado em apenas três minutos.

 

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O Halio estará disponível como janelas externas que bloqueiam 97% de luz visível e como um painel de privacidade interno que bloqueia até 99,9% de luz visível. Os tamanhos máximos serão de 1,52m x 3,05m e serão compatíveis com controles inteligentes e automação de edifícios, funcionando com Siri ou Alexa.

2. Materiais da Economia Circular

Empresas cada vez mais buscam produtos que permitam a economia circular – produtos que possam ser usados e reutilizados após o fim do seu ciclo de vida.

Diversas novidades vem sendo lançadas, inclusive com a certificação Cradle to Cradle, que representa um avanço no raciocinio sobre o uso e a devolução de um material ao meio ambiente.

Mas materiais como o Ecor, da Noble Environmental Technologies, possibilitam empresas a irem mais longe em relação ao seu descarte.

Como será

Considerando de forma otimista, empresas hoje descartam seus materiais por estações de reciclagem ou empresas de gerenciamento de resíduos. Com esta nova hipótese, materiais que iriam para um descarte serão remanufaturados para serem vendidos dentro do próprio espaço.

Um exemplo seria a Walmart reutilizando o papelão para a fabricação de mobiliário ou itens de decoração. Outro exemplo seria a Starbucks reutilizando restos de sua produção de café para embalagens, mobiliário ou mesmo na produção de materiais de construção  para novas lojas.

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Materiais como o Ecor tornam esse tipo de ação possível e principalmente lucrativa – o principal propulsor do progresso da inovação.

Os materiais sustentáveis revolucionários podem ser produzidos com 100% de conteúdos recicláveis. A Ecor não contém adesivos tóxicos, aditivos, formaldeídos e possui praticamente zero compostos orgânicos voláteis no ar.

Empresas como o Google, a Whole Foods e a Tom Shoes já estão utilizando a tecnologia em benefício próprio, e a tendência é uma ampla evolução nos próximos anos.

3. Energia solar de todas as coisas

Quando a maioria das pessoas pensa em alimentar suas casas com energia solar, imaginam sistemas de coberturas. Mas isso está mudando rapidamente.

Ano passado a Tesla começou a receber pedidos de telhas solares para residências. Apesar de fatores como sombreamento e inclinação otimizada não estarem sendo levados em conta, esse é mais um grande passo na popularização da tecnologia e sua transição para os mais diversos objetos e sistemas construtivos.

Como será

Além da Tesla, outras empresas vem realizando um ótimo trabalho na “solarização” de sistemas construtivos. Uma delas é a Lumos Solar, no colorado, que trabalha com coberturas fotovoltaicas leves para espaços residenciais, comerciais e institucionais, além de estações de recargas de veículos. Já outras empresas vão mais longe, trabalhando com sistemas solares para o piso, vidros e até mesmo para mobiliários, como a Onyx Solar, da Espanha.

A tendência é que, por mais ineficientes que novos sistemas sejam quando comparados com sistemas fotovoltaicos tradicionais, estes sejam incorporados em todo o tipo de revestimento, gerando energia complementar para qualquer uso em nossas edificações.

Quando teremos estes materiais sustentáveis revolucionários em nossas residências?

É notório que irá ainda demorar algum tempo antes que estes materiais de construção de produção de energia façam sentido em um uso popular, mas é provável que se torne mais prático à medida que os preços caem. Enquanto isso, vamos observando as superfícies de edifícios comerciais, que geralmente nos oferecem com antecedência o que devemos aguardar em termos de novidades de materiais sustentáveis revolucionários.

 

Os 5 Principais Erros em Projetos Sustentáveis

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Adoramos dicas sobre o que FAZER para melhorar nossos projetos e deixá-los mais verdes.

Mas você sabe quais são os principais erros em projetos sustentáveis?

Desta vez, esse artigo possui o propósito de apresentar:

  • O que você NÃO deve fazer em um projeto;
  • Os erros mais comuns em projetos sustentáveis
  • E porque isso é um risco para todo o projeto e até sua carreira

Erro nº1 – Falta de planejamento

Grande parte dos problemas se originam aqui. Não possuir um planejamento adequado, e principalmente, que esteja avançado o suficiente para acompanhar as etapas de projeto é um grande erro.

É necessário ter clareza das metas que você deseja alcançar e quão tangíveis elas são para o seu tipo de projeto. A falta de conhecimento sobre o tempo de execução e o custo das metas sustentáveis são a principal causa da sua morte dentro do ciclo de um projeto, e é por isso que é o item nº1 dos principais erros em projetos sustentáveis.

É preciso entender as técnicas e tecnologias que você deseja aplicar ou contratar alguém que possa fazer isso por você, para que nem o projeto, nem o orçamento, e nem a obra final venham a sofrer.

Erro nº2 – Metas inatingiveis

Encorajamos muitas pessoas a pensar grande, engrandecer seus objetivos e correr atrás de seus sonhos, mas é necessário entender as limitações do seu empreendimento.

Não existe uma formula perfeita de ” tamanho único” para todos os casos.

Incluir metas que estão de acordo com seu orçamento, tamanho e tipo de projeto é uma maneira de trabalhar de forma mais sustentável.

Existem projetos que, para se enquadrar em uma categoria de mais pontos no LEED, podem tentar subverter regras — especificar mais do que o necessário em um projeto é um exemplo dessa subversão — e é por isso que é o 2º item da lista de erros em projetos sustentáveis. Não podemos ir contra aos princípios da sustentabilidade.

E, falando em princípios de sustentabilidade, isso nos leva ao próximo ponto…

Erro nº3 – Pegada de carbono

Apesar de ser mais impactante em países Europeus — que mais dependem de combustíveis fósseis como o carvão mineral ou o gás natural — não pensar na pegada de carbono resultante é um dos principais erros em projetos sustentáveis, indo contra os princípios ambientais da sustentabilidade além de ser um desperdício de raciocínio.

O principal objetivo da sustentabilidade — em toda a soma ambiental, social e econômica — é diminuir nossa pegada de carbono neste planeta.

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Quais os fatores que aumentam a pegada de carbono em um projeto mal planejado?

  • Re-trabalho: falta de compatibilidade entre os sistemas da edificação, o gasto acima do necessário para materiais, um tempo de obra maior para se adequar ao financiamento com um banco.
  • Redundância: o gasto adicional recorrente de explicações, retrabalhos ou compras adicionais. É o consumo de energia superior ao necessário para realizar uma atividade.
  • Equipamentos ineficientes: dimensionar um sistema para funcionar muito abaixo ou acima da sua capacidade.
    • Exemplo 1: um sistema de ar-condicionado que funcione abaixo de sua capacidade. Tornará o sistema mais caro, utilizando recursos desnecessários.
    • Exemplo 2: Um sistema de ar condicionado que funcione acima da sua capacidade. Irá gerar desconforto aos usuários, que irão abrir as janelas e gerar ainda mais consumo para o sistema.

Esses três itens aumentam a pegada de carbono do projeto e jogam energia diretamente no lixo, e por isso são nosso item nº3 dos principais erros em projetos sustentáveis.

Erro nº4 – Não pensar no futuro

Por mais chato que seja falar, o pensamento a curto prazo é um mal do brasileiro.

Ainda pensamos como se vivêssemos em tempos onde a inflação era abrupta — e quem viveu nessa época dificilmente perderá esse sentimento de ter que sair correndo no supermercado para fazer compras e não ver seu dinheiro virando pó.

Ainda não criamos totalmente em nosso país cultura de investir para o futuro.

Além da obsolescência programada de todos os produtos atuais do mercado — que é importante ressaltar, não é exclusivo do Brasil — nosso pensamento imediatista faz com que nossos produtos não sejam de “qualidade para durar” e sim de “qualidade suficiente para vender e depois o problema passa ser do consumidor”.

O pensamento sustentável prega que você deve pensar no legado que você está deixando para o outro, no presente e no futuro. Devemos pensar no que estamos deixando não somente para nossos filhos, mas para pessoas que jamais iremos conhecer. A ignorância deste fato é o 4º entre os principais erros em projetos sustentáveis.

E o ultimo (e talvez o mais triste) dos principais erros em projetos sustentáveis – Propósito de Greenwashing

Quando empresas e clientes se comprometem em trabalhar com princípios verdes, ambos aceitam investir dinheiro, trabalho e esforços pessoais nisso.

E não há nada mais triste do que um profissional que se submete a esse tipo de proposta e se perde — ou simplesmente não procura — atingir esses resultados.

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É impossível saber em números reais quantos empreendimentos certificados pelo mundo usaram desse artificio para poder usufruir de um marketing poderoso que uma certificação sustentável traz.

Já no Brasil, a falta de auditoria por alguns sistemas de certificação infelizmente deixa uma brecha para que esse tipo de projeto continue sendo comercializado sem nenhuma punição severa.

Nossa única alternativa aqui é continuar instruindo nosso público cada vez mais, para que essa prática não frutifique por muito mais tempo. Se você conhece algum projeto que está usando de greenwashing para prosperar em terreno raso, por favor denuncie.

O GBCI não pratica as auditorias de forma voluntária para certificações LEED, Edge, Gresb ou outras aqui no Brasil, mas se um projeto for denunciado, a auditória será realizada e os participantes serão punidos de acordo com o código de conduta da instituição.

O e-mail para denúncia é: reply@gbci.org e a instituição garante total sigilo sobre suas informações.

4 Tendências de Empregos Sustentáveis na Construção Civil em 2018

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Você sabe qual foi a taxa de crescimento de empregos sustentáveis pelo mundo?

A verdade é que o número de empregos sustentáveis vêm crescendo de forma expressiva.

Alguns setores — como o de energia solar — obtiveram um crescimento 12x maior que o restante da economia americana no último ano, enquanto setores como os de óleo e gás retraíram. Já no Brasil este crescimento foi de 2.493% entre 2016 e 2017, de acordo com a Bloomberg New Energy Finance.

Já na área de construções sustentáveis no Brasil, este vem crescendo acima da média mundial. De acordo com o relatório de mercado de 2016 do World Green Building Council — que mede os setores da economia com planejamentos em construções sustentáveis para os próximos 3 anos — construções verdes farão parte de 47% do mercado brasileiro de Retrofit, 35% de residenciais de até 3 pavimentos e 33% de edifícios de uso misto, o que é uma média de 10% acima do nível mundial.

Mas…quais as oportunidades de empregos sustentáveis em 2018?

Devido ao otimismo do mercado, resolvemos apresentar 4 oportunidades de empregos sustentáveis para arquitetos e engenheiros em 2018. A última oportunidade da lista muitas empresas nem se tocaram que precisam — alguém precisa ir lá e apresentar a oportunidade para elas. Você está disposto?

Oportunidade 1: Certificações ambientais dentro e fora do Brasil

A internet cada vez mais vem construindo pontes e ampliando as possibilidades de comunicação. No trabalho, vem transformando profissões, como tarefas são executadas e também interfere sobre o que é o “nosso ambiente” de trabalho.

A internet ampliou o nosso “local” e nessa expansão quebrou barreiras importantes dentro da construção civil. Você pode buscar trabalhos remotos em sites brasileiros ou fora do Brasil, como no Upwork. É um mercado pequeno, mas promissor.

Grandes construtoras e escritórios de arquitetura pelo mundo já enviam para outros países tarefas como modelagem, compatibilização, simulações diversas ou mesmo revisão quanto as exigências de certificações ambientais.

Seja pelo tempo ganho com a diferença de fuso ou custo beneficio devido a troca de moeda, qualquer que seja a tarefa que não exija reuniões ou visitas presenciais terá a tendencia de migrar para a internet para ser ofertada e negociada.

Oportunidade 2: Consultorias em Sustentabilidade

Apresentar soluções eficientes e sustentáveis em projetos fazem a diferença na hora da venda e também destaca o profissional. O que sabemos também é que projetar de forma sustentável exige um amplo conhecimento de ferramentas e normas técnicas, e as vezes o profissional ainda encontra-se nesta busca técnica.

Uma solução que vem sendo destaque na industria da construção civil são as consultorias. Elas surgiram a alguns anos no Brasil e continuam crescendo, a medida que o conhecimento sobre seus benefícios e a demanda por construções sustentáveis e certificações também crescem.

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A consultoria pode ser aplicada em múltiplas etapas de projeto e algumas vezes acompanha o projeto da concepção a entrega das chaves.

A maior procura por consultorias tem acontecido quando a equipe de projeto decide buscar uma certificação sustentável, como o LEED. Hoje acreditamos que isso esta mudando, clientes vem notando e procurando os benefícios de um edificação sustentável mesmo sem uma certificação.

Oportunidade 3: Projetos próprios

Arquitetos e engenheiros que realizam projetos podem aproveitar o benefício das estratégias sustentáveis para levar seu projeto mais longe, não só a nível de design, mas também a nível de desempenho.

Compreender estratégias como a adequação ao clima, a captação de iluminação natural, projetar a iluminação artificial de forma econômica e confortável aos olhos do usuário, compreender partidos de eficiência energética, gerenciamento da água e o uso consciente de materiais — além dezenas de outras estratégias — são passos fundamentais para quem procura obter os melhores clientes do mercado, aumentar o reconhecimento profissional e o valor percebido por cada projeto.

O projeto com base em desempenho é o futuro da arquitetura — muito mais do que linhas arrojadas ou a poesia da forma — e quem ainda não entendeu isso ficará para trás na concepção de empreendimentos de qualidade.

Oportunidade 4: Gerentes de sustentabilidade

Escritórios de arquitetura, construtoras, escritórios de engenharia e até empresas multinacionais começam a apresentar cada vez oportunidades para esses cargos, mas ainda é muito pouco.

A sustentabilidade veio para ficar. É uma questão de qualidade de vida e de sobrevivência.

A valorização das produções sustentáveis é algo que nossa sociedade está aprendendo rápido e isso está atrelado ao bem que nos faz saber que o que estamos investindo nosso rico dinheirinho está sendo produzido sobre um código de ética rígido, que beneficia tudo e todos durante o ciclo do conceito a desconstrução deste item.

Portanto entender a cadeia de sustentabilidade e saber como melhor aplica-la para o determinado setor é importantíssimo.

Dentro da construção civil, o gerente de sustentabilidade atuará, acima de tudo, como um propulsor de espaços de alto desempenho.

Nos escritórios de arquitetura, irá coordenar e melhor entender a concepção da obra, visualizar economias de materiais, eficiência dos espaços, projetar com os pilares da sustentabilidade em mente e visualizando seus impactos ambientais.

Nos escritórios de engenharia, irá se comprometer em não onerar os espaços com sistemas custosos e ineficientes, promover a interconectividade dos sistemas e o planejamento para manutenções inteligentes.

Dentro do canteiro de obra o espaço para o gerente de sustentabilidade cresce ainda mais, pois ele precisara treinar as pessoas que irão trabalhar neste ambiente para que ele tenha um canteiro sustentável.

Entre as oportunidades estão o pouco desperdício de materiais, auxílio nas compras — validando itens especificados quanto a sua qualidade e cadeia de produção — o gerenciamento dos resíduos da construção, o auxílio na fabricação e controle de documentos pertinentes a certificações, caso o empreendimento esteja engajado nesta busca.

Empresas multinacionais como bancos, montadoras de carros, construtoras, industria de cosméticos e alimentícia vem investindo cada vez mais nesse setor sustentável, pois gera resultados econômicos de operação e é muito eficiente em seu marketing.

Nestes setores, o gerente de sustentabilidade pode estar em áreas de expansão, controlando empreendimentos físicos da empresa como a decisão na escolha de imóveis, sua reforma, construções de pontos de venda e áreas administrativas. Pode estar ainda inserido diretamente no controle de produto, no marketing e cadeia produtiva.

Encontrou algo para você entre as oportunidades de empregos sustentáveis? Espero que tenhamos ajudado!

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[Previsão] Tendências da Arquitetura para 2018

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Quais são as maiores tendências?

Se você é um arquiteto, engenheiro ou tomador de decisão na área da construção civil, sabe que se antecipar a tendências é importante para a carreira. Mas quais seriam as maiores tendências da arquitetura para 2018?

Então sem muita enrolação, cito as 4 maiores tendências que vão fazer a diferença neste ano — e até mesmo pra 2019:

Residências com mais suítes master

O setor imobiliário deixou de ser tão atraente para investidores, tanto pela limitada liquidez quanto por rendimentos abaixo de outras formas de investimento.

O poder aquisitivo do brasileiro também diminuiu, gerando menos oportunidades em imóveis e até mesmo inviabilizando a operação para aqueles com menor poder aquisitivo.

Uma consequência são filhos que poderiam comprar um imóvel para sair de casa, mas não encontram mais um bom custo-benefício na operação, permanecendo mais tempo na casa dos pais.

Outro exemplo seriam pessoas que buscam estudar em lugares distantes mas não conseguem um apartamento dentro do seu orçamento.

Uma consequência direta é que residências ou apartamentos com 2 ou mais suítes master começam a ser mais procurados — e valorizados. Estas unidades incentivam a economia compartilhada em conjunto com a privacidade de seus habitantes.

Além dos fatores econômicos, esta possibilidade torna-se ainda mais possível pela popularização de sites como o Airbnb e similares, que tornam mais práticas a procura por imóveis e o compartilhamento sazonal.

Iluminação Natural

Com a evolução dos softwares, sistemas de esquadrias e também do conhecimento dos arquitetos e engenheiros, percebe-se uma mudança clara de pensamento e na evolução nos projetos com o foco na coleta de iluminação natural.

Para lojas, os benefícios em rentabilidade são claríssimos e utilizados faz um bom tempo em grandes redes. Estudos como os da California Energy Comission comprovam que ambientes com boa iluminação natural proporcionam um aumento de 40% nas vendas em lojas.

O retorno financeiro geralmente é rápido para qualquer tipo de edificação, e agora começa a ser mais visto no setor residencial, e este é o motivo de estar entre as tendências da arquitetura para 2018.

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Os benefícios para este setor são interessantes: a melhoria dos ritmos circadianos dos usuários, na qualidade de saúde no ambiente, na eficiência energética, na produtividade para quem trabalha em casa, além de que móveis e objetos simplesmente ficam mais bonitos quando banhados pela luz do sol.

Obviamente precisa-se levar em conta a questão da distribuição e intensidade e as normas relevantes para a comprovação de resultados (algo que já falamos bastante em nossa série de 4 partes e em nossos cursos), mas a tendência é observarmos cada vez mais este aproveitamento.

Automação/Tecnologia Embarcada

Dispositivos inteligentes estão se tornando mais comuns e mais acessíveis, tanto em termos de facilidade de uso quanto de custo.

Definitivamente, quem hoje está inserido e acostumado a tendências tecnológicas possui poder aquisitivo para esta aquisição — bem diferente de anos atrás — e por consequência um número crescente de casas estão sendo conectadas.

O setor manteve-se totalmente estável em 2016 e 2017 e de acordo com uma pesquisa realizada pela GFK e disponibilizada pela Aureside, 57% da população brasileira acredita que tecnologias em smart home ganharão mais espaço e terão mais impacto sobre suas vidas nos próximos anos, conectando-se cada vez mais com a internet das coisas.

Ainda não é comum encontrar uma casa que venha com esses sistemas já configurados, mas eles estão em alta e o processo de conversão de uma casa normal em um com dispositivos inteligentes interligados é muito mais eficiente do que costumava ser, além de acessível.

Conectores sem fio começam a de tornar tendência na nova geração de celulares, gerando espaço para uma ampla gama de móveis com disponíveis de carga sem fio incorporados.

À medida que esta tecnologia é refinada, novos móveis terão aplicações próprias, e em última instância, poderão funcionar a distância, o que significa que, com a infra-estrutura certa, um dispositivo pode ser carregado apenas por estar no quarto certo.

Já a nível ambiental, veremos também cada vez mais a tecnologia caminhando para obter estes benefícios, como por exemplo dispositivos recicladores de lixo que podem ser embutidos no design de mobiliário de forma prática e acessível.

Além disso, é algo que as pessoas simplesmente querem, conforme podemos ver nos resultados deste projeto do Indiegogo. É uma demonstração de que são tecnologias que vieram para ficar e é por isso que é uma das tendências da arquitetura para 2018.

 

Certificações Ambientais

Além de construtoras, escritórios de arquitetura e engenharia que buscam destacar os benefícios do seu trabalho entendem os benefícios das certificações — procurando cada vez mais conhecimento. Em nossa perspectiva, tivemos um salto de 316% em alunos procurando capacitação e matriculando-se em nossos cursos entre 2016 e 2017.

Os sinais do mercado são claros: acordo com uma pesquisa realizada pela Engebanc Real Estate na cidade de São
Paulo para imóveis comerciais, edificações com certificação de sustentabilidade registraram taxa de vacância de 20,6% no terceiro trimestre de 2017 (julho, agosto e setembro) contra 32% dos edifícios convencionais.

Uma das razões principais é que empresas buscam uma economia com a logística de seus negócios, e prédios verdes apresentam taxas de condomínio entre 15 a 25% mais econômicas.

A consequência é que todo o setor — inclusive o residencial — também começa a mostrar sinais de mudanças, e é por isso que esta é uma das tendências da arquitetura para 2018.

Como um exemplo, levando em consideração construtoras brasileiras com potencial de inovação, no final de 2016/início de 2017 tivemos em Curitiba o lançamento do primeiro edifício residencial LEED Gold do país, o LLUM da construtora Laguna.

Mas por que certificar afinal, e não realizar as estratégias por conta própria? Resumindo, certificar é uma demonstração por entidades de autoridade de que os níveis almejados em sustentabilidade foram atingidos, o que é bem diferente de se comunicar por si próprio. E por este motivo que o mercado vem exigindo capacitação profissional, principalmente na certificação LEED.

Quer conhecer mais Tendências da Arquitetura para 2018?

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