Casas com Telhados Verdes: 5 Exemplos Para Você se Inspirar

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Tenho certeza de que se você está aqui, procura por alternativas construtivas amigáveis ao meio ambiente.

Neste momento, já sabe que telhados verdes são uma ótima opção para garantir um projeto mais eficiente.

Juntando o útil ao agradável, criamos uma lista com 5 casas com telhados verdes que são um ótimo exemplo do uso.

Se você ficou curioso, continue lendo este artigo e não se esqueça de compartilhar nas redes sociais.

Mas antes…

O que é telhado verde?

De forma bem resumida, telhados verdes são telhados feitos com a aplicação de uma camada vegetal.

Essa foi uma das soluções encontradas pelos profissionais da área de construção, para criar um ambiente que propiciasse melhor climatização e a economia de água.

Se você está um pouco por fora do assunto, leia o nosso Guia Completo sobre Telhados Verdes para saber mais.

Para fazer a aplicação desse telhado, é necessário fazer uma base impermeável. Essa base pode ser uma laje ou um telhado convencional que receberá uma camada impermeabilizante.

É importante lembrar que o telhado ou laje precisa estar preparado para receber a camada de peso extra, pois além da camada impermeabilizadora, todo o projeto tem um peso e isso não pode ser desconsiderado.

Esse tipo de telhado ajuda na captação de água das chuvas que podem ser armazenadas em grandes cisternas. Se você ainda não leu nosso post sobre cisternas, clique aqui.

As casas com telhados verdes também possuem uma isolação termoacústica, pois esse tipo de telhado evita a transferência de frio, calor e ruídos para o interior das construções. Além disso, o telhado verde também contribui para o micro clima local, reduzindo o efeito das Ilhas de Calor. Portanto, não é só uma questão ambiental, mas também financeira e estética.

Esses tipos de construções permitem um menor gasto energético com refrigeração e aquecimento, permitindo uma maior economia na conta de luz. Além de, é claro, serem construções belíssimas.

Vamos a alguns exemplos.

Casas com telhados verdes

Casa em Acassuso, Buenos Aires

Casas com telhado verde

Essa belíssima casa construída em Acassuso, Buenos Aires, conta com um design que tira partido de todo o entorno. Cercada pela natureza, a casa foi planejada de modo a ter vários níveis e pontes que os interligassem.

A entrada é feita de pedras que passam por cima da garagem. Sua paisagem é definida pelas estações do ano, criando um cenário único ao visitá-la.

Apesar das áreas bem “quadradas” com modelagem reta, sua arquitetura é moderna e inova ao utilizar diferentes níveis para cada cômodo da casa.

Sua cor cinza combinada com as pedras da entrada fazem contraste com o uso da madeira no portão, mostrando o uso de diferentes tipos de materiais, como o vidro, por exemplo. Além do verde da paisagem que dá o toque belíssimo à arquitetura.

Casa da Piscina em Westlake, Texas

Casas com telhado verde

Uma casa de piscina com telhado verde. Já imaginou?

Espaçosa e elegante, a casa foi projetada para ser moderna e ter um ar informal. Rodeada pelo jardim e com um telhado verde cheio de flores, se integra a natureza. Tira um ótimo partido da luz natural.

Torshavn, Ilhas Faroé

Casas com telhado verde

Não podemos falar de telhados verdes sem mencionar os escandinavos, e nesse ponto, eles não brincam em serviço. Esse tipo de telhado foi adotado por eles há muito tempo e pelo visto, o povo escandinavo não irá mudar o seu modelo de telhado tão cedo.

O telhado verde é tão famoso entre os povos escandinavos, que existem competições anuais para escolher o melhor projeto de telhado verde da Escandinávia.

Contudo, existe uma razão para a adoção desse telhado. Ele mantem a casa quente durante o inverno rigoroso.

Casa Avalon em New South Wales, na Austrália

A casa Avalon foi construída em New South Wales, Austrália. Como podemos observar na foto acima, ela não usa técnicas que agridam o meio ambiente. Seu projeto usa estratégias de arquitetura bioclimática.

Dessa forma, foram utilizados materiais locais e todo o projeto foi desenhado de forma a utilizar o clima da região a favor da construção.

A casa possui janelas que são posicionadas em direção ao vento, para aproveitar a ventilação natural e, economizar energia.

Essas janelas e vidros também aumentam a entrada da luminosidade, mais um ponto para a eficiência energética, pois dessa forma diminui o uso de iluminação artificial durante o dia.

Sobrado na Califórnia

Casas com telhado verde

Para aqueles que não são fãs de grandes construções e procuram um pouco mais de simplicidade, essa pode ser uma alternativa.

Esse lindo sobrado fica no parque Menlo, na cidade de São Francisco, Califórnia. É uma casa moderna e ao mesmo tempo possui grandes beirais. A residência não possui a forma e aparência de uma casa comum e impressiona pelas técnicas usadas na sua construção.

O seu telhado verde mistura as texturas, o que deu um toque único ao ambiente. Sua mistura de pedras claras e plantas produzem o mesmo efeito no clima e o isolamento térmico, ao mesmo tempo em que diminuem a manutenção e dão um colorido diferente ao projeto.

Essa é ou não é uma das mais lindas casas com telhados verdes que você já viu?

 

Para finalizar…

Vale lembrar que esse tipo de telhado requer manutenção, contudo as escolhas de plantas apropriadas utilizando-se do xeroscaping podem reduzir e muito a manutenção e longevidade do telhado.

E agora? Já escolheu o modelo de casas com telhados verdes que mais lhe agradou? Deixe nos comentários!

Fontes das imagens: sustentabilidade.blog, contemporist, decoist, nomades011 e homedit

Quer saber mais sobre Telhados Verdes?

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5 Exemplos Sensacionais de Arquitetura Vernacular (o 4º corre risco de extinção)

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O que é Arquitetura Vernacular

Arquitetura Vernacular é uma forma de construção que usa materiais locais, algumas técnicas tradicionais, tipologias regionais e adequada ao ambiente.

Estamos falando das construções de taipa (pau-a-pique), de adobe, madeira, pedras, bambu, telhado de palha, entre outros. Essa é uma forma de arquitetura que, por se integrar ao ambiente, usar materiais orgânicos e principalmente ter resistido ao teste do tempo, é considerada sustentável.

Como cada lugar possui sua singularidade, como questões geográficas e culturais, essa arquitetura está ligada ao modo de construir utilizando materiais da região e técnicas que são passadas de geração em geração.

A Arquitetura Vernacular possibilita o uso de técnicas que contribuem para um bom isolamento térmico e acústico. Algumas das suas práticas são milenares, mas continuam a ser estudadas por profissionais contemporâneos, sendo reproduzidas em projetos de modo a visar à diminuição do uso de energia e elevando o conforto do usuário.

Quer ver 5 exemplos sensacionais? Continue lendo este artigo para descobrir.

Exemplos de Arquitetura Vernacular

Ma’dan Reed Houses, Iraq

A casas de junco são muito encontradas nos pântanos da junção dos rios Tigre e Eufrates no Iraque. Essa região serve de habitação para o povo Ma’dan, ou como são conhecidos, os árabes do Pântano.

Essa forma de habitação é possível de ser construída devido à quantidade substancial de juncos que crescem ao redor dos pântanos. Para construí-las, são feitas colunas, paredes e arcos que são envolvidos pelo junco. Uma casa desse tipo por ser rapidamente erguida em 3 dias.

Em alguns casos, as casas de junco flutuam nas chamadas “tuhul” que são espécies de “ilhas”. Em outros casos, elas apenas são movidas de acordo com os níveis de água que sobem e descem, e são reerguidas em menos de um dia.

Essas casas, embora extremamente simples em seus materiais e construção, podem durar até 25 anos com cuidados adequados. Infelizmente, durante o governo de Saddam Hussein, os árabes Marsh foram perseguidos por quem o governo considerasse terroristas ou inimigos do estado.

Os pântanos foram drenados até o ponto em que grande parte da população de Ma’dan não teve escolha senão se mover para encontrar comida adequada, diminuindo sua população de meio milhão para cerca de 1.600 na virada do século.

Com a queda do regime, mais de 10 anos depois, os pântanos foram restaurados em cerca de 50% do seu tamanho original. Assim, o povo Ma’dan pode voltar ao local, possibilitando o crescimento de sua cultura.

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Fonte: Archdaily

Os Bangalôs de Chicago

Ao visitar Chicago, você encontrará uma importante forma de habitação familiar única da cidade. Em locais como os bairros que se encontram à beira da cidade, são encontrados os bangalôs.

Esses bangalôs são importantes para a população de Chicago e é o mais próximo que a arquitetura do local tem com uma religião. Os arquitetos do local dão o nome de Bangalô ao arco feito pelas quase 100 mil casas espalhadas de sul a norte da cidade.

Nos anos 20, a “Bungalowmania” fez possível o Sonho Americano da casa própria. Nos dias atuais, no entanto, enquanto os proprietários amam o charme de suas janelas de vidro artísticas, muitos têm sido alvo de desdém por “detonarem” o topo dos bangalôs com a construção de um segundo andar.

Recentemente, houveram campanhas chamadas de “Stop the Pop”, que trouxeram argumentos convincentes contra as mudanças das características arquitetônicas.  Todavia, não existe leis que impeçam essas alterações.

Talvez um dos argumentos fundamentais da arquitetura vernacular seja provocar a discussão sobre a legitimidade dessas alterações, ou mesmo a permanência da identidade desse ambiente construído.

Fonte: Curbed Chicago

Casas na Malásia

Na Malásia encontramos as chamadas “Malay Houses”. Essas casas foram criadas com a intenção de lidar com a umidade e o calor. Assim, elas foram projetadas para serem porosas de forma a permitir a ventilação cruzada através da construção, para torná-la mais fria.

Seus grandes telhados sobrepostos permitem que as janelas permaneçam abertas em caso de chuva ou sol, o que ocorre praticamente todos os dias. Construir sobre palafitas foi outra forma de aumentar o fluxo de ar, e evitar danos em caso de chuvas fortes.

Na verdade, a maioria dessas casas foram construídas de teca e são mais valiosas pela sua madeira do que pela casa em si. O proprietários deste exemplo receberiam cerca de R$160.000,00 pela casa se as substituem por uma caixa de concreto com um ar condicionado na lateral.

Também podem ser encontradas cabanas de barro em Camarões e casas de cana no Iraque. Todas elas se adaptam ao clima e usam materiais e recursos do local. Hoje, no entanto, a urbanização e o ar condicionado mudaram tudo. Podemos ver essa tipologia facilmente substituída por edifícios feios com caixas brancas na parede.

Fonte: Treehugger

As Comunidades de Tulou, China

No sudeste de Fujian encontramos o povo Hakka. Suas residências são compostas por vigas de madeira que formam grossas e cilíndricas paredes para proteger o seu interior contra ataques.

As paredes exteriores possuem apenas uma entrada e nenhuma janela. Todas as varandas, portas e aberturas ficam voltadas para dentro, protegendo ainda mais os moradores. Cada estrutura dessa, abriga centenas de pessoas e funciona como uma pequena aldeia; possuindo espaço para atividades comunitárias no interior que é aberto.

Dentro do Tulou, as residências individuais são divididas igualmente. Devido a esse fato, em 2008, 46 tulos foram designados como Patrimônio Mundial da UNESCO.

Fonte: Archdaily

Oca Indígena na regiao do Xingu, Brasil

No Brasil também temos exemplos da arquitetura vernacular. A tribo dos índios do Xingu, que se localiza no centro-oeste do país, constrói suas ocas de modo a fazer referência ao corpo de um animal ou de um homem. A parte frontal representa o peitoral e os fundos representam as costas. O chão é a solidez da casa, onde são cravados os pilares de sustentação, e toda a sua estrutura.

Diagramados pelos semi-círculos laterias, temos a parte íntima da casa que seriam como as “nádegas”. A vedação é feita com ripas de madeira e bambu, referindo-se às costelas, e o revestimento de cada parede seriam os pelos ou cabelos.

Esse tipo de construção se assemelha muito ao da tribo dos Morubos, pois ambas as construções são associadas a uma espécie de proteção xamânica.

Fonte: Brasilia Concreta

Conclusão

A arquitetura vernacular busca conceitos básicos e antigos de arquitetura verde, aliando eficiência energética e a utilização de materiais e recursos próximos do lote. Mesmo em uma era em que os materiais estão disponíveis muito além da nossa região, é essencial levar em consideração o quanto de energia perdemos na questão do transporte desses materiais para uma obra.

O conceito proporciona uma conexão antiga entre os seres humanos e o meio ambiente. Nos lembra que a arquitetura era um resultado de um processo evolutivo milenar – e cheio de fracassos – que culminou em tipologias que finalmente deram certo, abrigaram nações inteiras e resistiram ao teste do tempo.

Se nós procuramos avançar nos princípios das construções sustentáveis, não podemos deixar os conhecimentos antigos de lado, buscando empregar as estratégias e atingirmos maiores resultados.

Agora, é sua vez! Você, arquiteto, engenheiro ou profissional da área de construção. Que tal usar técnicas de Arquitetura Vernacular no seu próximo projeto?

Falando nisso, já acessou o nosso conteúdo sobre bambu e taipa? Ainda não?

Se não viu, acesse e fique por dentro do assunto!

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O que Você Deveria Saber Sobre Materiais Sustentáveis

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Materiais Sustentáveis – Reportando e Otimizando

Os materiais sustentáveis e sua aplicação na construção civil ainda são assuntos discutidos de forma rasa nas mesas de projeto e canteiros de obra do Brasil.

Muitos consideram que se trata apenas de tijolos ecológicos, concreto reciclado ou materiais feitos por fibras naturais.

Você tem interesse genuíno em saber mais sobre materiais sustentáveis?

O conteúdo a seguir será denso. Porém, apresentará para você de forma clara para onde irá caminhar o processo de encontrarmos e especificarmos materiais sustentáveis.

Portanto, continue lendo para saber o que faz um material ser sustentável.

Como dito anteriormente, as primeiras ideias que surgem como resposta são apenas materiais, como conteúdo reciclável e madeira de reflorestamento. Não está errado, mas esses são apenas dois itens dentre os muitos aspectos que podem tornar um produto mais sustentável ao meio ambiente e mais nobre ao mercado. Abaixo vamos ver mais itens importantíssimos que devem fazer parte da discussão:

  • A procedência – Como é feita a extração de matérias primas? Como encontra-se as condições de trabalho das pessoas que fazem essa extração? Incentiva a economia local?
  • A velocidade de renovação no meio ambiente – Esse material se renova? Qual é a velocidade com que se renova? Quão abundante esse recurso é em nosso ecossistema?
  • A composição –  Quantos químicos são usados para a constituição do produto final? Quantos químicos são necessários para manutenção e acabamento desse produto?
  • Manipulação –  Como esse produto é industrializado? Quais são os efeitos do seu processo na poluição do meio ambiente?
  • Transporte – Esse produto é regional? Caso não seja, quantas toneladas de CO2 são necessárias para trazer esse produto para o seu canteiro de obra?
  • Impacto a saúde – Esse produto já foi testado quanto aos danos que pode vir a trazer à saúde humana? Todos os químicos utilizados são seguros para  humanos em todas as idades?

Todos esses questionamentos moldam um produto digno de ser especificado em qualquer construção que busca o reconhecimento ou a certificação sustentável.

E onde buscar essas respostas?

Desde a popularização das construções e das certificações sustentáveis, o mercado fornecedor de materiais passou a se preparar melhor e tentar acompanhar essa tendência, porém a verdade é que ainda temos um longo caminho a percorrer. Fornecedores aptos a providenciar respostas completas e confiáveis ainda são  minoria aqui no Brasil, o que se torna um empecilho na hora de especificar.

Entenda mais no Infográfico:

materiais sustentáveis

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Obrigado! Aqui está seu infográfico para download. Veja também outro presentinho que deixamos em seu email!

Materiais e Saúde

materiais sustentáveis

Estamos vivendo numa era em que passamos a maior parte de  nosso tempo em ambientes fechados, seja no trabalho, em casa ou até mesmo no lazer. Esses ambientes são construídos por materiais sintéticos, cheios de compostos químicos e altamente processados. O que mais nos preocupa é que, em sua maioria, os materiais comercializados no Brasil não são testados quanto aos seus efeitos à saúde humana.

Nos EUA e Europa esse assunto vem sendo debatido de forma mais aberta; e já existem diversas instituições responsáveis pelo controle de qualidade e salubridade de ingredientes materiais. Há um respaldo de legislações e normas internacionais que ajudam na cobrança pelo desenvolvimento de produtos menos nocivos a saúde. Em terras brasileiras, esses avanços vêm acontecendo em alguns setores, no entanto conforme já citamos isso é minoria.

Portanto, para obtermos melhores resultados e confiabilidade nas informações relacionadas a materiais e produtos a serem especificados, seguimos nos apoiando fortemente nesses estudos e legislações internacionais. A certificação LEED, certificação sustentável mais utilizada no Brasil, oferece alguns exemplos de metodologias com padrões e legislações para reportagem da qualidade dos materiais utilizados.

Seguindo normas internacionais os métodos de reportagem mais aceitos globalmente são:

  • Listagem ou Declaração de Ingredientes Materiais
  • Analise do Ciclo de Vida – ACV
  • Declaração Ambiental do Produto ou EPD que em inglês é Environmental Product Declaration

Vamos ver cada um deles detalhadamente.

Listagem de Ingredientes Materiais

materiais sustentaveis

 

O fabricante irá fornecer a receita do bolo, com todos os ingredientes e suas quantidades medidas em 1000 ppm (parts per million). No caso de ingredientes secretos, estes ainda devem ser reportados com seus nomes ocultos, todavia informações como a função, quantidade e perigos devem estar abertas.

A ideia da declaração dos Ingredientes Materiais  é encorajar o uso de produtos que tenham um impacto mais positivo no meio ambiente, na saúde humana e no âmbito econômico-social; desde a extração da matéria prima até sua destinação final.

Ingredientes Materiais: o que o LEED solicita

Reportar – Inventário de Ingredientes Químicos

Utilizar pelo menos 20 produtos de no mínimo 5 produtores que demonstrem um inventário químico de pelo menos 0,1 % (1000 ppm).

Pode ser usado o inventário do fabricante que publicou (no CAS):

  1. Um inventário publicamente disponível de todos os ingredientes, identificados por nome e um registro CAS (CASRN)
  2. Materiais com Propriedade Intelectual. Pode descartar o CASRN, mas deve apresentar intuito, quantidade e nível de perigo, usando:
  • Bendmark GreenScreen
  • Sistema Harmonizando Globamente para Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS).
  • HPD open Standard – Health Product Declaration
  • Cradle to Cradle Certification
  • Declare Label
  • REACH List

O GreenScreen é muito utilizado para tecidos. Um exemplo dele aplicado a produtos pode ser encontrado em cortinas, persianas e tapeçaria.

O GHS foi criado pelas Nações Unidas. Portanto, é um sistema único de classificação de químicos, onde também, podem ser verificadas empresas que têm esses químicos.

Otimizar – Cadeia de Fornecedores do Fabricante

Produtos que atendam, a pelo menos, um critério para 25% do custo para o total de produtos da construção instalados no projeto. São coletados de fabricantes que se engajam em programas de saúde e riscos, em 99% do peso dos ingredientes.São coletados de fabricantes, com verificação de terceiros na sua cadeia de produção, que verifique:

  1. Ingredientes químicos ao longo da cadeia de abastecimento;
  2. Identificar, documentar e comunicar informações sobre a saúde, segurança e características ambientais dos ingredientes químicos;
  3. Implementar medidas para gerir o risco para a saúde, segurança e meio ambiente dos ingredientes químicos;
  4. Otimizar a saúde, segurança e impactos ambientais na concepção e aperfeiçoamento de ingredientes químicos;
  5. Processos para comunicar, receber e avaliar a segurança dos ingredientes químicos e a informação da administração ao longo da cadeia de suprimentos; e
  6. Informação de segurança e administração sobre os ingredientes químicos está disponível em todos os pontos ao longo da cadeia de suprimentos.

Analise do Ciclo de Vida dos Materiais  – ACV

O fabricante deve acessar todo o ciclo do material desde sua extração até seu descarte ou re-entrada na cadeia produtiva. Esse tipo de análise faz com que o fabricante tenha maior conhecimento e, consequentemente, maior consciência dos impactos gerados pelo seu produto em cada fase – extração, transporte, processo, durabilidade durante o tempo de utilização e descarte.

A ideia da ACV é entender os impactos ambientais e assim servir de ferramenta para reduzi-los.  A ACV é feita individualmente para cada produto que compõe uma edificação, sendo que cada um possui sua metodologia individual de teste. Os testes e relatórios de análises devem ser executados de acordo com a norma internacional ISO 14044-2006. No Brasil possuímos empresas especializadas na elaboração dessa documentação.

Análise do Ciclo de Vida: O que o LEED solicita

Reduzir em 10% os impactos ambientais em pelo menos 3 categorias das citadas abaixo, sem aumentar em mais de 5% os impactos em outras categorias:

  • Aquecimento Global – Redução do Efeito estufa em kg CO2;
  • Depredação da camada de ozônio estratosférica em kg CFC-11;
  • Acidificação do terreno e fontes de água em moles H+ or kg SO2;
  • Eutrofização (acúmulo de nutrientes que provoca acúmulo de matéria orgânica em decomposição) em kg nitrogênio ou kg fosfato;
  • Formação de Ozono Troposférico, em kg NOx, kg O3 eq, ou kg eteno; e
  • Depreciação dos recursos de energias não renováveis, em MJ.

Segundo os requisitos para pontuação mínima nesta categoria, devem ser analisados todo envelope e elementos estruturais da edificação: materiais componentes da fundação, paredes estruturais internas incluindo seus acabamentos, pisos e lajes estruturais sem seus acabamentos e coberturas. Elementos internos de acabamento serão considerados, todavia ficam a critério do projetista submeter informações.

Declaração Ambiental do Produto ou EPD

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A declaração ambiental do produto é um documento normalmente autodeclarado pelo fornecedor ou fabricante. Ela contém informações sobre os ingredientes materiais de um produto e os impactos do seu ciclo de vida.  A declaração ambiental, para ser completa e bem pautada, deve seguir as normas ISO 14025,14040, 14044, e EN 15804 ou ISO 21930. Existe também a possibilidade de terceirizar este trabalho e, com isso, o documento ganha mais credibilidade e segurança quanto ao seu conteúdo.

Declaração Ambiental do Produto: o que o LEED socilicita

Opção 1 – Reportar

Usar pelo menos 20 produtos que serão instalados permanentemente na edificação proveniente de 5 fabricantes diferentes e que estejam declarando de acordo com as seguintes opções:

  • Declarações Específicas para Produto – Documentos revisados e criticados de acordo com a ISO 14044, e que possuam um escopo de análise definido para cobrir da extração ao descarte.
  • Declarações Ambientais de Produto – Documentos mais completos, revisados e analisados de acordo com as normas ISO 14025,14040, 14044, e EN 15804 ou ISO 21930 e escopo de análise definido para cobrir da extração ao descarte.
  • Declarações de terceiros realizadas de forma genérica para produtos “tipo”  que possam contar com envolvimento reconhecido do fabricante.
  • Declarações de terceiros realizadas especificamente para o produto e que conte com o envolvimento reconhecido do fabricante
  • Outras formas de declarações ambientais aprovadas pelo USGBC.

Opção 2 – Otimizar

Materiais que compõe 50% do custo total do orçamento devem se enquadrar em uma das seguintes exigências:

  1. Certificados atestados por terceiros que demonstrem algum tipo de redução dos impactos ambientais abaixo da média para a indústria em pelo menos 3 das categorias citadas abaixo:
    • Aquecimento Global – Redução do Efeito estufa em kg CO2;
    • Depredação da camada de ozônio estratosférica em kg CFC-11;
    • Acidificação do terreno e fontes de água em moles H+ or kg SO2;
    • Eutrofização ( acúmulo de nutrientes que provoca acúmulo de matéria orgânica em decomposição) em kg nitrogênio ou kg fosfato;
    • Formação de Ozono Troposférico, em kg NOx, kg O3 eq, ou kg eteno; e
    • Depreciação dos recursos de energias não renováveis, em MJ.
  2. Possuir produtos aprovados por outros standards exigidos pelo USGBC.
  3. Para alcançar o crédito, produtos devem ser extraédos, processados e comprados em um raio de 160km do projeto.

Mesmo que seu projeto não esteja buscando uma certificação, exigir que nossos produtos evoluam para versões melhores que não agridam nossa saúde e o meio ambiente é uma causa que vale a pena. Seremos nós os beneficiados a cada nova construção.

Os químicos mais perigosos a nossa saúde estão citados na lista REACH e em alguns países já foram até banidos do mercado. Veja também outros químicos que podem ser nocivos à saúde humana e são bastante utilizados  na construção civil.

Quer saber mais sobre materiais sustentáveis? Acesse nossa lista gratuita:

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Taipa de Pilão: Um Guia para Arquitetos e Engenheiros

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Taipa de Pilão: Um Guia para Arquitetos e Engenheiros

Você com certeza já viu casas feitas de terra comprimidas em formas de madeira, as taipas de pilão. Essa construção é muito usada na caatinga, no Nordeste, sendo ainda símbolo de pobreza.

Essa construções também podem ser encontradas na China e na Índia em templos budistas.

Apesar de ser um sistema rudimentar de construção de paredes e muros; com o avanço da arquitetura, essa técnica já é utilizada em grandes construções como centros culturais, por exemplo.

Essas estruturas de taipa de pilão, como são chamadas, podem ter longa durabilidade. Então, se você é um arquiteto, engenheiro ou profissional da área de construção deve ficar ciente dos avanços e usos dessa técnica.

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Vamos começar?

Como surgiu a Taipa de Pilão?

As paredes de taipa de pilão surgiram na China e foram construídas pelo povo Longshan entre 2600-1900 a.C. Essas construções surgiram no período em que as cidades começaram a aparecer na região.

Essa forma de construção de paredes grossas íngremes feitas, foram muito usadas em monastérios budistas tradicionais. Monastérios, estes, que se localizavam no Himalaia e em áreas do norte da Índia, como Sikkim.

Aos poucos, a técnica foi se espalhando para o Oriente Médio e Norte da África, onde foi construída a cidade de Cartago.

Taipa de pilão

A Cidade de Catargo era governada pelos Fenícios, sendo um grande centro comercial. Era uma parada praticamente obrigatória a todos os navios que estivessem no Mediterrâneo. Infelizmente, os romanos a destruíram, e hoje só temos ruínas de sua história.

A partir desse momento, os romanos levaram a tecnologia da taipa de pilão para a Europa.

Mas o que é Taipa de Pilão?

A taipa de pilão consiste num sistema rudimentar em que a terra é comprimida em formas de madeira, denominadas taipais, no formato de uma grande caixa.

O barro que será socado é compactado horizontalmente e disposto em camadas de quinze centímetros de altura. Assim, é criada uma estrutura resistente e durável.

Ao longo do processo, essas camadas são reduzidas pela metade através do processo de apiloamento. A técnica recebeu esse nome por ser socado (apiloada) com o auxílio de uma mão de pilão.

As estruturas de taipa de pilão podem ter longa durabilidade. A Grande Muralha da China teve sua maior parte feita com essa técnica. No Norte da Europa, podem ser encontradas construções feitas com essa técnica de até sete andares de altura e dois séculos de idade.

Como essa técnica pode ser usada na atualidade?

Você deve estar se perguntando como utilizar essa técnica. Pois vamos lá.

Atualmente, no Brasil, esta tecnologia é simplesmente denominada de Taipa. Possui grande beleza, quando bem empregada, apresentando excelente desempenho e contribuindo para a busca pela sustentabilidade.

Ela é usada para formar, principalmente, as paredes externas e internas, estruturais, sobrecarregadas com pavimento superior ou com madeiramento do telhado.

Algumas empresas já estão desenvolvendo melhor essa técnica com a aplicação de novos materiais e equipamentos pneumáticos. Assim, são alcançados altos níveis de qualidade e produtividade.

Como exemplo, veja as imagens abaixo de um Centro Cultural no Canadá:

Taipa

Essa técnica também pode ser usada na construção de casas em prol da sustentabilidade e preservação do ambiente.

Uma mistura que tem se mostrado confiável é a combinação de 30% de argila e 70% de areia. Lembrando que a mistura não pode conter muita argila, pois a parede pode encolher e rachar.

Apesar de mais de 40% da população mundial utilizar terra nas construções, aqui no Brasil esse tipo de construção ainda não é muito utilizado.

Observe as fotos abaixo do projeto vencedor do concurso “Uma casa em Luanda”. Essa casa foi projetada pela equipe de  Pedro Sousa, Tiago Ferreira, Tiago Coelho, Bárbara Silva e Madalena Madureira.

Taipa

Taipa Taipa de pilão

Como a Taipa pode ser sustentável e ao mesmo tempo manter o belo design?

Se você possui bons carpinteiros para construir quadros simples, os edifícios de taipa acabam se tornando um dos métodos de construção mais baratos e sustentáveis do planeta. Enquanto árvores são cortadas em quantidades de milhares de acres por dia, e o cimento polui em sua fabricação; o solo é o material mais abundante e amigável à terra.

Além disso, a técnica de taipa é não-tóxica, à prova de fogo e é resistente ao cupim. É ótima para construir bancos, paredes, colunas, suportes e blocos grossos que podem ser em camadas como tijolos ou uma camada de barro entre os dois.

Em áreas de terremoto, o sistema de taipa pode utilizar como reforço vergalhões de madeira ou bambu.

Casas luxuosas também podem ser construídas com essa técnica. Observe:

Taipa

A taipa pode ser usada para construções de todos os gostos. Cabe a você profissional da área, em parceria com o seu cliente, escolher o que é melhor para cada caso.

 

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Placas Fotovoltaicas: Um Guia para Arquitetos e Engenheiros

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As placas fotovoltaicas tornaram-se um tema extremamente relevante na construção civil.

Não é surpreendente, afinal houve aumento gritante da energia elétrica nos últimos anos.

Somando a este fato que passamos 90% do nosso tempo dentro de edificações, economizar em energia tornou-se um desejo cada vez mais constante, independente se é em uma residência ou em um local de trabalho.

Então se você é um arquiteto, um engenheiro, ou um profissional que possui a intenção de trazer soluções mais valiosas aos seus clientes, aprender estratégias para obter essa economia tornou-se obrigatório.

Mas…quais são as formas possíveis de obter essa economia?

Uma das estratégias mais utilizadas é o uso de placas fotovoltaicas. Afinal, é uma forma de energia renovável, limpa e que está se tornando cada vez mais acessível.

Portanto, se você procura ajudar mais os seus clientes, o planeta e ainda obter mais competitividade em sua profissão, continue lendo este artigo para aprender tudo sobre painéis solares.

Depois de ler, não esqueça de compartilhar esse conteúdo com seus colegas de profissão na sua rede social favorita.

Como surgiram as Placas Fotovoltaicas?

Para entender como as primeiras placas surgiram, precisamos entender como surgiram as primeiras baterias.

E para entender sobre isso, precisamos fazer a pergunta:

Em 1791, Luigi Galvani publicou uma pesquisa em que, quando ele conectava dois metais com uma rã dissecada, ela sofria algumas contrações. A conclusão foi de que afinal, sapos produziam eletricidade.

Posteriormente, um professor e inventor chamado Alessandro Volta conduziu algumas pesquisas que comprovaram que na verdade a eletricidade do experimento de Galvani era produzida pelo contato de diferentes tipos de metais. A partir deste momento, sapos não produziam mais eletricidade.

A partir dessa descoberta, Alessandro Volta produziu pela junção de zinco, feltro e cobre a primeira Pilha da história. Esta invenção causou uma grande agitação no mundo científico, e a partir daí surgiram os termos “Pilha de Volta”, “Cela Voltaica”, e consequentemente, uma homenagem no termo “Fotovoltaico”.

Phos = Luz

Volt = Volta

(Apenas abrindo um parênteses para fazer justiça aos sapos, foi descoberto posteriormente que tanto eles quanto outros animais geram eletricidade. No entanto, não é relevante a ponto de ser viável para o uso…ainda)

A partir deste momento, a história pôde evoluir para o descobrimento das primeiras células fotovoltaicas e as placas solares como nós as conhecemos. Entenda mais esta história no infográfico:

placas solares

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Como as Placas Solares Funcionam?

As placas fotovoltaicas ou painéis solares funcionam da seguinte forma: os painéis captam a luz do Sol, a luz solar entra em contato com as células fotovoltaicas ativando os elétrons que se movimentam continuamente, criando uma corrente elétrica.

As estruturas conhecidas como células fotovoltaicas têm a capacidade de criar uma diferença de potencial elétrico por ação da luz.

As placas estão sendo muito utilizadas, pois além de ser um método sustentável de se obter eletricidade por meio da conversão dos raios solares, é uma tecnologia que vem evoluindo rápido, tornando mais acessível o valor  da implantação.

Essas placas podem ser usadas em estabelecimentos industriais, comerciais ou em residências.

Como é Composto o sistema?

Existe diferenças entre o sistema conectado a rede e sistemas desconectados, mas eles funcionam basicamente da seguinte forma:

Painel Solar: é o elemento principal que traz a energia para todo sistema. Seu dimensionamento deve ser realizado de acordo com o clima, a eficiência de cada marca e a energia necessária para o local em questão.

Controladores de Carga: Servem para evitar sobrecargas nas baterias, aumentando a vida útil e também o desempenho do sistema.

Inversores Solares: São responsáveis em transformar a corrente contínua geralmente em 12V, para 110 ou 220V da corrente alternada.

placas fotovoltaicas

E agora você já sabe que AC/DC não significa “Antes de Cristo/Depois de Cristo”…

Baterias: Armazenam a energia para que o sistema possa ser utilizado em horários onde não há sol.

Veja o Infográfico para entender a diferença entre Sistemas Conectados a Rede e Sistemas Desconectados

placas fotovoltaicas

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Placas Fotovoltaicas e Fototérmicas: explicando a diferença

As placas fototérmicas são usadas, principalmente, para aquecimento de água para uso em chuveiros, torneiras e piscinas. Na indústria, ela também pode ser utilizada em turbinas ou uso de gases para a secagem de grãos.

A energia gerada por essa placa, além de ser renovável, não causa prejuízos socioambientais. A técnica é bem simples. Ela usa um coletor que capta a luz solar e um reservatório em que os líquidos ou gases serão mantidos. A radiação entra no coletor e se transforma em energia térmica, que aquece o seu interior. A emissão de radiação infravermelha pela placa aquece o reservatório com líquidos ou gases.

Já a placas fotovoltaicas, ao contrário das fototérmicas, gera energia elétrica. Seus painéis são constituídos de células, normalmente de silício. Assim que a camada mais fina é atingida pela energia solar e absorve fótons suficientes, seus elétrons se transferem para a camada mais grossa. Assim, tem-se uma diferença de potencial entre as camadas. Como a produção está ligada à luz, a quantidade produzida depende da estação do ano e do local onde o painel é instalado.

Vantagens das Placas Fotovoltaicas

placas fotovoltaicas

Existem diversas vantagens na utilização de placas fotovoltaicas. A principal diz respeito à sustentabilidade, já que a energia solar é considerada uma energia limpa. Mas vejamos outras vantagens:

  • Um painel solar fotovoltaico dura mais que 25 anos
  • Os painéis solares possuem um vidro temperado de 3.2mm resistente a granizo
  • 90% dos painéis solares fabricados hoje são feitos de cristal de silício ultra-puro, material abundante em nosso ecossistema
  • Economia de energia em residências, comércios ou indústrias
  • Forma limpa de captação e geração de energia

E como está o cenário para as Placas Fotovoltaicas?

Hoje sistemas residenciais possuem um retorno do investimento médio de 4 a 6 anos, dependendo do seu tamanho, já considerando fatores como a depreciação da eficiência do sistema e do aumento da tarifa energética futura, que pode ser de até 8% ao ano.

A Terra recebe muita mais energia solar do que a população consome. Essa energia pode ser aproveitada de duas formas: através da instalação de placas fototérmicas e fotovoltaicas.

O Brasil ainda é iniciante no uso da energia solar, mas países como Portugal, Alemanha, Canadá e México já possuem diversos parques de geração dessa tipo de energia.

Infelizmente, o custo de produção ainda é elevado e os investimentos acabam dependendo dos incentivos governamentais.

Contudo é a energia alternativa que mais expande no Brasil, num ritmo acelerado de 300% ao ano desde 2014.

Qual é a eficiência do sistema?

A eficiência dos painéis solares são variáveis de acordo com o fabricante. Os modelos mais comuns possuem uma variação de eficiência entre 13 e 20%, com alguns modelos mais novos chegando a 25%. Para garantir de melhor custo benefício, procure modelos com uma eficiência superior a 15%.

No entanto, novas pesquisas estão trazendo no mercado painéis com a eficiência de até 44,5%. Portanto, é bastante claro que este mercado irá prosperar muito na próxima década.

É importante ressaltar que os testes de eficiência são realizados em condições padrões de testes de laboratório internacionais, chamadas de STC. Este padrão leva em conta painéis em uma condição de 25°C, que não reflete as condições Brasileiras, que serão muitas vezes mais quentes. Por isso, é importante verificar o coeficiente de temperatura nas especificações. As condições ideais apontam entre 0,35 até 0,47%, acima de 25°C. Acima disso é melhor evitar.

E se o fator de eficiência não estiver especificado?

Simples! Calcule você mesmo, seguindo os seguintes passos:

  • Passo 1: Obtenha a área do Painel Solar. Exemplo com medidas simplificadas: 2,00 x 1,00m = 2,00m2
  • Passo 2: Divida a potência do Painel Solar por sua área. Exemplo: 270 / 2 = 135 Watts/m2
  • Passo 3: Divida o resultado por 10 para obter eficiência. Exemplo: 135 / 10 = 13,50%

Em resumo, o painel solar deste exemplo possui uma eficiência de 13,50% em condições padrão.

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Energias Renováveis: Um Guia Rápido e Eficiente

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Você sabia dessas estatísticas sobre Energias Renováveis?

  • Quase 90% das novas fontes de energia na Europa são renováveis.
  • No último ano, 23% de toda energia gerada no mundo foi renovável.
  • O Brasil está atualmente entre os 8 países com maiores fontes de energias renováveis do mundo.

Levando em conta estes dados, nada mais esperto que entendermos como funcionam as energias renováveis e como elas podem beneficiar nossos projetos, certo?

Tenho certeza de que você quer saber mais sobre isso, mas antes…

Como ocorreu a evolução?

Com a crise dos combustíveis fósseis nos anos 70 e 80 o custo da energia elétrica disparou na maioria dos países ao redor do mundo e a busca por alternativas mais viáveis tornou-se uma necessidade.

As energias renováveis já existiam de diversas formas a séculos, mas foi durante essa crise que a era moderna chegou para a maioria delas, os investimentos aumentaram significantemente e com isso o progresso mais rápido das tecnologias.

A chegada do século XXI também contribuiu para que as energias renováveis se tornassem ainda mais protagonistas da nossa era, a globalização  e o aumento do trânsito de produtos e pessoas trouxe junto a escassez de recursos naturais.

A sociedade em que vivemos hoje sabe que é necessário buscar alternativas sustentáveis e virar a chave na relação com o consumo e aquisição de energia. Nossa única alternativa é o investimento cada vez maior nas energias renováveis.

 

Mas afinal, o que são Energias Renováveis?

Energias Renováveis são as fontes de energias naturais e inesgotáveis, sendo cada tipo mais ou menos importante, dependendo da região a qual nos referimos.

Em todo lugar do país e do mundo, é possível se ter uma fonte de energia renovável. Elas podem ser: Solar, Hídrica, Eólica, Geotérmica ou Biomassa.

Entenda mais no Infográfico:

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Você conhece todas formas de energias renováveis existentes? Como escolher?

Ao escolher uma forma de energia para o projeto, o arquiteto deve se atentar a alguns fatos como: espaço físico, consumo médio do cliente, eficiência desejada, forma de uso, prós e contras da energia selecionada, além de estar atento às legislações aplicáveis ao projeto.

A Energia Solar, por exemplo, é a que mais cresce em uso hoje no mundo.

Só no Brasil, até meados de 2017, foram contabilizados 10.530 conexões fotovoltaicas à rede; sendo, a maioria, projetos residenciais. No entanto, é necessário um espaço físico considerável para atender projetos de larga escala.

Já a energia hídrica tem um pró muito importante: o Brasil é líder mundial, estando a Usina de Itaipu em 2º lugar como a maior usina de energia elétrica no ranking mundial. Todavia, são projetos grandes a nível governamental e que exigem muitos estudos prévios de viabilidade e impacto ambiental.

Cada tecnologia tem suas vantagens e desvantagens, cabendo ao arquiteto pesar as medidas de acordo com os benefícios que essa irá trazer para os projetos.

 

Vamos aprender mais sobre cada uma delas?

 

Energia Solar

Energia proveniente do sol captada via painéis de células fotovoltaicas para geração de energia elétrica e em serpentinas de cobre para aquecimento de água ou geração de calor.

Mas como toda energia, tem seus prós e contras e alguns deles serão citados a seguir:

Prós:

  • Começa a dar retorno imediatamente após a instalação
  • Praticamente zero de manutenção

Contras:

  • Espaço físico considerável para atender projetos de larga escala
  • Intermitente

 

Energia Hídrica

O Brasil, pela sua abundância de rios, tem grandes chances de se manter na liderança mundial em se tratando de energia hidrelétrica ou hídrica.

As chamadas Hidrelétricas de pequeno porte vem ganhando muito espaço em plantas industriais e bids governamentais.

Assim, como a solar, a energia hídrica também possui seus prós e contras. Vejamos alguns exemplos:

Prós:

  • O Brasil tem uma abundância de rios potenciais
  • Custo operacional relativamente baixo

Contras:

  • Normalmente, são projetos grandes e exigem muitos estudos de viabilidade e impacto ambiental prévios ao projeto
  • Alto custo de implantação: as proporções de suas estruturas são monumentais e somam uma grande quantia até que comecem a operar

 

Energia Eólica

No passado, a energia eólica utilizava moinhos e cataventos que transformavam a energia cinética dos ventos em energia mecânica para motores.

Essa energia, porém, era de consumo imediato e não possibilitava armazenamento.

Com os equipamentos modernos, as chamadas turbinas, o armazenamento e a transformação da energia mecânica em energia elétrica tornou-se possível e muito viável para muitos países, inclusive o Brasil.

A Alemanha é a líder mundial na produção de energia elétrica a partir dos ventos.

A energia eólica também possui seus prós e contras, vejamos alguns deles:

Prós:

  • Começa a dar retorno imediatamente após finalizada a instalação
  • Se paga entre 5 anos com tempo de vida útil de, em média, 20 anos

Contras:

  • Intermitente e sazonal
  • Altera a paisagem e produz muito ruído

 

Energia Geotérmica

Como se sabe, o centro da Terra é superaquecido e composto pelo magma. O magma, nada mais é que rochas no estado líquido.

Em certos pontos estratégicos do planeta, principalmente, onde as placas tectônicas se encontram ou possuem fendas, esse calor se manifesta na superfície em formas de vulcões ou geisers que liberam toda essa pressão provocada pelo calor interno.

É esse calor e pressão que é usado para a obtenção de energia geotérmica.

Para implantar essa energia é necessário saber os prós e contras, que de todas as alternativas podem ser os mais preocupantes, segue alguns:

Prós:

  • Não depende de eventos climáticos exteriores
  • Fiável, disponível para demanda 24/7

Contras:

  • Não existe em abundância de lugares no mundo todo
  • Liberação de Dióxido de Enxofre

 

Energia de Biomassa

A Biomassa é um tipo de energia proveniente da matéria orgânica vegetal ou animal. No Brasil e no mundo, esse processo já é utilizado desde os primórdios de forma rústica.

A Era moderna da Biomassa começou à cerca de 30 anos e tem se demostrada muito eficaz.

Vamos ver alguns dos prós e contras da Biomassa.

Prós:

  • Reaproveitamento e valorização de resíduos
  • Ajuda evitar o êxodo rural

Contras:

  • Biocombustíveis contribuem para as chuvas ácidas
  • Dificuldade de transporte da Biomassa sólida

 

Quais considerações são importantes na hora de adotar um sistema de energia renovável?

  • Região do país aonde o projeto será localizado
  • Espaço físico disponível
  • Sistema autônomo ou compartilhado terceirizado
  • Demanda completa ou percentual colaborativo
  • Industrial, comercial, residencial ou rural
  • Fornecedor autorizado para desenvolvimento e execução do projeto

Somente após todas as considerações, o projeto poderá ser bem sucedido.

 

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Materiais Reciclados e Reutilizados: Entenda a diferença

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Materiais Sustentáveis: Compreensão Geral

Arquitetos e construtores sabem da importância do uso de materiais reciclados ao construir de forma a não agredir, ou de causar um impacto muito alto no meio ambiente. É também conhecida, a dificuldade em encontrar esses materiais.

Essa seja, talvez, uma das categorias mais difíceis de atender ao fazer uma edificação sustentável. É preciso muita pesquisa para que haja a localização de materiais realmente comprovados, e com certificações corretas.

Nos EUA, esse tipo de busca já é avançado. Nesse país, é possível encontrar uma cadeia com relações muito claras desses materiais, com facilidade e transparência. Aqui no Brasil, no entanto, ainda se faz necessário criar uma forma de facilitar esse processo.

Como saber se um material é verde?

O que caracteriza esse tipo de material são quesitos como: materiais recicláveis e até a regionalidade. Para isso, é necessário compreender os materiais. O uso de materiais verdes deve se adequar à obra, ao mesmo tempo em que busca um menor impacto.

Alguns podem até se perguntar: É mais caro construir com materiais verdes?

A resposta é não. Construir com materiais verdes não significa selecionar apenas os materiais, mas sim, trabalhar em toda uma cadeia sustentável.

O profissional deve ficar atento não só ao produto que está adquirindo, mas a todo o processo de criação. Só assim, um determinado material será considerado verde.

O processo do uso de materiais reciclados ou reutilizados

materiais reciclados ou reutilizados

Ao trabalhar com uma edificação sustentável, é preciso começar com a redução do projeto, para que se construa menos.

Para começar, deve-se fazer um bom projeto de arquitetura, considerando o dimensionamento das áreas de acordo com o uso.

O projeto sustentável começa com a legislação e o entendimento de normas técnicas. Não há possibilidade de fazer um projeto sustentável sem considerar essas questões.

Feito o projeto, o arquiteto busca por formas de reutilizar materiais da própria obra ou de outras.

materiais reciclados ou reutilizados

Assim, ele retira e reutiliza, de outras formas, partes da obra que seriam descartadas. Existem outras formas de reutilização, como aproveitar materiais de outra edificações já feitas pelo mesmo arquiteto ou por outro profissional.

Um mesmo material não precisa ter a mesma função. O concreto pode ser reutilizado como banco. Um tijolo, por exemplo, pode ser retirado e reutilizado no piso.

Mas o que não é aconselhável ser reutilizado?

Materiais tóxicos como pinturas com produtos químicos prejudiciais, telhas de amianto, materiais contendo mercúrio, cobre ou até mofo.

Vidros, também, não são indicados. Vidros antigos, por exemplo, não possuem bom isolamento térmico; sendo assim, irão prejudicar a eficiência energética da edificação.

Esses materiais podem prejudicar o planeta e, em alguns casos, a saúde dos moradores do local e dos arredores; portanto devem ser evitados.

Reutilizar X Reciclar

materiais reciclados ou reutilizados

Qual a diferença entre reutilizar e reciclar?

O Reuso é a reutilização de um material para outro propósito, mantendo suas características. Um exemplo, é a reutilização de partes da obra para outras finalidades. Uma madeira que acaba se tornando um banco do jardim, entre outros.

Já na Reciclagem, as características podem ser destruídas para serem reutilizadas criando um novo material ou objeto. Os materiais reciclados podem ter diversos usos nas construções, tornando-se telhas por exemplo.

Através do uso desses materiais sustentáveis, podem ser feitas construções e edificações que irão contribuir para um melhor ambiente.

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O que é Processo Integrativo e a sua importância em projetos eficientes

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Processo Integrado ou Integrativo?

Esse assunto é ainda novo na área de projetos e talvez você possa estar se perguntando: o que é isso? Qual a diferença entre processo integrativo e integrado?

O termo Projeto Integrado é mais antigo, e determina a integração de todas as disciplinas durante o desenvolvimento de um projeto. O processo, apesar de benéfico, ocorria em fase tardia, deixando escapar grandes oportunidades de otimizações.

A evolução do Projeto Integrado é o Processo Integrativo.

Processo Integrativo é um método abrangente de se projetar. O método utiliza a visão do projeto como um sistema complexo, que exige um planejamento interdisciplinar do time desde a concepção, a construção e a entrega. O time deve buscar sinergia entre si, coordenando as disciplinas e sistemas para que possam atender, da melhor forma, os objetivos do cliente e da comunidade com soluções construtivas eficazes.

Qual a importância desse processo?

O Projeto Integrativo é muito importante para maximizar as oportunidades de integração de sistemas do projeto que normalmente são feitas após a instalação. Os participantes do projeto desejam criar um empreendimento sustentável, mas não há uma comunicação eficiente. Cada participante faz sua parte, muitas vezes sem pensar nas consequências que pode gerar para outro, e isso gera retrabalho no canteiro de obra e um resultado ineficiente.

Sendo assim, esse processo é muito importante para promover a integração interdisciplinar, seja dos participantes ou dos sistemas, desde o início do projeto. Isto pode e vai evitar muita dor de cabeça no decorrer do design e principalmente da obra. Além de economizar muito em sistemas e na instalação dos mesmos.

Processo Integrativo

Por que usar o Processo Integrativo?

Esse processo já existe nos EUA desde os anos 80 e foi amplamente adotado pelos praticantes da Construção Sustentável.

Ele vai ao encontro dos princípios da sustentabilidade em todos os seus aspectos, não sendo surpresa quando entrou na evolução da certificação LEED. Esse item já existiu em versões anteriores do LEED como um pré-requisito e hoje, passou a ser também um crédito; podendo também afetar outros de maneira bem positiva.

Ao usar o Processo Integrativo, o arquiteto soma pontos ao projeto de forma direta e pode contribuir de forma indireta para vários outros pontos em múltiplas categorias.

Como aplicar esse método para maximizar os benefícios no projeto e na tabela de pontos LEED?

Para trabalhar esse método é necessário entender as metas do proprietário do projeto, eleger o coordenador geral do projeto para que este possa familiarizar-se com o método, desenhar um cronograma inicial de encontros e reuniões, selecionar os participantes que devem ser um representante assíduo de cada disciplina do projeto e convoca-los para o processo.

Lembre-se de que a comunicação entre os participantes e interessados no projeto é a chave para o sucesso.

Quer saber mais sobre Processo Integrativo? Assista a nossa aula exclusiva.

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Hidroponia: um Guia Básico Para Arquitetos, Engenheiros e Paisagistas

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O que é Hidroponia?

A hidroponia é um sistema de cultivo de plantas em que não é necessário o uso de terra (solo). As raízes das plantas ficam dentro da água. Essa água recebe os elementos minerais essenciais para o crescimento das plantas. Esses elementos são fornecidos constantemente através de uma solução nutritiva e na medida exata para cada tipo de vegetal.

Assim, a hidroponia possibilita o desenvolvimento de plantas em vários tipos de locais. Esse sistema, muitas vezes, ocupa pouco espaço, não deixa sujeira, além de fornecer alimentos.

A hidroponia diminui a quantidade de água utilizada, por ser um sistema fechado, e reduz o uso de agrotóxicos, quando feita dentro de estufas. Há uma queda no número de ataques de predadores e o produtor pode controlar a produção o ano todo, pois diminui-se as intempéries do tempo.

Hidroponia

A hidroponia pode ser feita de várias formas, pois existem vários sistemas. Ela deve, preferencialmente, ser feita em uma estufa, quando há o interesse de se produzir muito. Mas, existem pessoas que têm hortas hidropônicas no quintal de casa devido à estrutura simples necessária.

Como construir minha horta hidropônica?

Para se construir um sistema de hidroponia é necessária uma estrutura muito simples. Basicamente, é necessário algo para sustentação da planta, como canos de PVC por exemplo; um reservatório para colocar a solução nutritiva e uma forma de contato entre as raízes e essa solução.

São feitos buracos nos canos de PVC, onde serão colocados recipientes que podem ser copos descartáveis. Esses recipientes também deverão possuir furos no fundo para que entrem em contato com a água.

É importante colocar a estrutura de forma desnivelada, pois assim a gravidade ajudará na circulação da solução nutritiva por todo o sistema hidropônico.

Será necessário conectar uma mangueira do reservatório ao topo da estrutura. A parte da mangueira que fica dentro do reservatório é conectada a uma bomba, fazendo com que a solução nutritiva percorra o sistema.

Ao preparar a solução nutritiva do sistema hidropônico, o produtor pode escolher entre vários substratos. É necessário frisar que o substrato deve ser suficiente para que todas as raízes fiquem cobertas e firmes, pois só assim é assegurado que elas receberão nutrientes.

Esses nutrientes podem ser encontrados em casas especializadas e em sites na internet. Recomenda-se que seja comprada a solução específica para a planta que será cultivada.

Existem sites que vendem os nutrientes para hidroponia caseira. Eles vêm em sachês, o que torna mais fácil, sendo necessário apenas diluir em água conforme indicado pelo fornecedor.

Hidroponia no Brasil

A hidroponia, infelizmente, ainda não é tão difundida no Brasil. Ela é mais utilizada em países como Holanda, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Japão, Austrália, Estados Unidos, México e áreas da América Central.

Aqui no Brasil, esta técnica é apenas utilizada em locais onde as terras agricultáveis são mais escassas e caras. Regiões perto de grandes centros urbanos concentram essa forma de cultivo. A região sudeste é a campeã de produção hidropônica no nosso país.

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Uso de Telhas Ecológicas em Construções Sustentáveis

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Uso de Telhas Ecológicas: Uma maneira eficiente e sustentável de construir

Talvez um dos maiores desafios na construção civil seja aliar sustentabilidade, funcionalidade e estética. É cada vez mais desafiador o trabalho de arquitetos em busca de produtos que não agridam o meio ambiente. Cada vez mais, as Telhas Ecológicas vêm sendo desenvolvidas com este objetivo.

Junto da preocupação com o meio ambiente, o mercado foi crescendo e se inovando. Hoje, temos um mercado que traz produtos feitos com criatividade e que pouco – ou quase nada – impactam o meio ambiente.

É preciso que o processo dos materiais de produção sejam mais sustentáveis, utilizando matérias-primas e processos de fabricação mais limpos. Além de contribuir para o meu ambiente, o uso desses materiais pode contribuir com  pontuações no LEED, como por exemplo nos créditos relacionados a Ilhas de Calor.

As telhas ecológicas são produzidas a partir de fibras naturais ou de materiais reciclados. Possuem uma estética bonita, são versáteis e funcionais, podendo ser usadas em varandas ou coberturas.

Essas telhas possuem modelos próprios para cada estrutura, e diferentes marcas, sendo facilmente encontradas em qualquer casa de material de construção.

Quais são os tipos de Telhas Ecológicas?

Existem diversos tipos de telhas ecológicas, e sua utilização vai depender do local e do gosto do cliente.

Telhas Ecológicas

Temos as telhas que podem ser fabricadas a partir de restos de materiais plásticos. O tubo da pasta de dente é um dos materiais usados para a fabricação dessas telhas. Ao invés de serem apenas jogados fora, acumulando mais lixo no nosso planeta; tubos de pasta de dente e outro materiais que contenham polietileno podem ser usados na reciclagem.

Esse tipo é composto de 25% de alumínio e 75% de plástico, sendo assim impermeável e difícil de quebrar. Uma das grandes vantagens de seu uso é a redução do calor interno dos ambientes. Elas também são leves, o que dispensa o uso de grandes estruturas, resultando em menos custo.

Ainda como exemplo das telhas recicladas, temos as telhas ecológicas de PET. São alternativas sustentáveis, resistentes e igualmente úteis; porém são mais leves e mais baratas.

Telhas Ecológicas

A fabricação de Telhas Ecológicas também pode ser feita através de fibras vegetais impregnadas de betume, pigmentadas e com camada de resina protetora. Pode ser mais leve ou mais pesada que a telha de barro convencional, dependendo do fabricante.

Esse tipo é bem popular entre os profissionais da área e possuem design diferenciado, possuindo várias cores. São telhas fabricadas com fibras de coco, sial, bananeira ou com madeiras como eucalipto e pinho. Ressaltando que elas também podem ser feitas de papel reciclado.

Telhas Ecológicas

Por que usar esse tipo de telha?

As Telhas Ecológicas possuem várias vantagens, entre elas:

  • São leves;
  • Resistentes;
  • Impermeáveis;
  • Anti-corrosivas;
  • Possuem baixa transmissão térmica e acústica;
  • São de fácil manuseio; e
  • São Ecológicas.

Além das vantagens acima, esse tipo de telha pode ser utilizado em muitos tipos de construção:

  • Residências e habitações de interesse social;
  • Coberturas para veículos;
  • Fachadas;
  • Edifícios;
  • Escolas;
  • Galpões;
  • Quiosques;
  • Comércios;
  • Indústrias, entre outros.

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