Green Buildings e sua Relação com a Sustentabilidade

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O que é um Green Building?

A ideia de criar edifícios que mitiguem os impactos ao meio ambiente e melhorem a qualidade de vida dos ocupantes originou o conceito do Green Building. No início era uma ideia relativamente utópica. Com o tempo está saindo do âmbito da vanguarda e se tornando algo padronizado para as próximas gerações.

Um Green Building é uma edificação planejada com uma estrutura e um processo ambientalmente responsável. É eficiente na utilização dos recursos, pois foi planejado sobre o seu ciclo de vida. De forma resumida, pensa desde sua criação até o seu retorno para a sociedade após sua utilização.

Este ciclo de vida analisa sua localização e integra todo o projeto. É analisado o processo de concepção, construção, operação, manutenção, renovação e desconstrução.

Obviamente, o projeto não se esquece das preocupações principais e básicas para uma edificação, como a economia, utilidade, durabilidade e conforto.

Benefícios dos Green Buildings

Um Green Building é uma edificação que utiliza seu local, a energia, água e materiais de forma eficiente. Além de pensar nas pessoas, protege a saúde dos ocupantes e também dos próprios trabalhadores em sua construção. Como consequência, proporciona melhorias na produtividade dos funcionários.

Gosto muito de um exemplo de que, se você possui 10 funcionários trabalhando em uma temperatura adequada dentro de uma empresa, você tem a produção de 10 funcionários.

Agora, se você possui 10 funcionários com uma temperatura de 6 graus acima do nível de conforto, você possui, na verdade a produção de 7 funcionários.

Muitas empresas já perceberam esses valores. Principalmente as grandes do mercado, que geram benefícios na produtividade de suas empresas e até mesmo no marketing.

Telhado verde em Vancouver – Fonte: Flynn Group Co.

Quando um edifício pode ser caracterizado como um Green Building?

Um Edifício Verde não é verde por si só: ele se comunica com o entorno de forma eficiente. Reduz as emissões de gases de efeito estufa, tanto da própria edificação, quanto pelo seu uso indireto.

Um bom exemplo é a proximidade do edifício com ciclovias. Ela aumentam as chances de usuários evitarem veículos para suas atividades diárias. Possuir comércios diversos nas proximidades e linhas de transporte coletivo também são ótimas contribuições para um edifício mais sustentável.

Um Green Building se relaciona muito bem com sua cidade e aproveita seus recursos. Ao mesmo tempo, contribui para o seu desenvolvimento.

Boas práticas em sustentabilidade reduzem o desperdício e a poluição. Uma das formas é pela utilização de materiais ambientalmente corretos e com menor impacto no ciclo de vida. Devemos comprovar seus ingredientes, sua matéria-prima e práticas de extração. Afinal, só dizer que é sustentável não comprova nada.

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Resumindo, Green Buidlings utilizam menos energia, economizam a longo prazo, fornecem mais saúde e conforto aos ocupantes e são melhores para o planeta.

Em uma pesquisa realizada pela U.S. General Services Administration, verificou-se que edifícios verdes, quando comparado com edifícios convencionais, possuem:

  • Custos de manutenção 13% menor.
  • Consumo de energia 26% menor.
  • 27% de maior índice de satisfação do usuário.
  • Níveis 33% menores de emissões de CO2.

Certificações Ambientais, o USGBC e a Relação com Green Buildings

Na última década tivemos um crescimento expressivo no número de certificações ambientais pelo mundo. A mais expressiva delas é o LEED, criada pelo UGSBC. A certificação possui o intuito de fomentar técnicas de construções sustentáveis de forma sistemática e mensurável.

É importante abrir um parênteses para a atuação do USGBC no reconhecimento dos green buildings no mundo. Muitos consideram a certificação LEED e a entidade USGBC como algo mercadológico. Porém, é notável que sem esta atuação, estaríamos alguns anos atrasados na aplicação organizada da sustentabilidade em edificações.

A sistemática do LEED é um padrão que vem sendo adotado por praticamente todas as certificações. Resumidamente, projetos podem ganhar um entre quatro níveis de certificação LEED (Certified, Silver, Gold ou Platinum). O resultado é obtido após atingir um determinado número de créditos baseados em pontos dentro do sistema de classificação.

Uma evolução constante do mercado

Outras certificações expressivas no mercado mundial são a certificação Aqua HQE, Living Building Challenge e BREEAM. Outras também estão ganhando espaço no mercado. A Edge e até mesmo a GBC Casa e Condomínio, são bons exemplos.

Portanto, os green buildings caminham hoje para uma maior organização e sistemática. Ferramentas como o Edge estão levando isso para um novo nível, com aplicativos automatizados que tornam a aplicabilidade das estratégias muito mais prática e dinâmica.

É um caminho sem volta, e quem está trabalhando nesta área encontra um espaço para maior diferenciação. Algo importante em um mercado da construção muitas vezes hostil e pouco aberto à mudanças.

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Como Tornar Seu Paisagismo Mais Sustentável Por Xeriscaping

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O que é Xeriscaping?

Xeriscaping é o paisagismo que reduz ou elimina a necessidade de água para irrigação. É uma técnica geralmente utilizada em regiões em que não há muitos recursos hídricos.

O Xeriscaping surgiu em Dengo, Colorado, em 1978. Essa região havia passado por um período de extrema seca, o que levou à criação da chamada Força-Tarefa do Xeriscaping. Essa força-tarefa tinha o objetivo de ajudar às pessoas a diminuírem a necessidade de irrigação no paisagismo.

É importantíssimo frisar, que essa técnica não se adequa a algumas regiões, inclusive no Brasil; pois em várias regiões brasileiras, existem períodos de chuvas constantes. Sendo assim, não é necessária a intervenção humana na irrigação.

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Por que e como utilizar essa técnica?

Nos dias atuais, arquitetos e paisagistas têm procurado medidas sustentáveis para a criação de seus projetos. Como muitas regiões sofrem com a falta de água, é necessário ir em busca de métodos que possam suprir o problema da irrigação.

Um ponto importante a ser considerado, é o uso de espécies nativas que ajudam na não utilização de irrigação. Essa informação pode ser encontrada no horto municipal da cidade. Na falta de espécies nativas, também podem ser usadas espécies adaptadas para a região e que não sejam invasoras. O apoio de um paisagista pode ser necessário. Ele poderá dizer qual a necessidade de irrigação de cada planta.

Quais os benefícios do Xeriscaping e como posso utilizá-lo?

Os benefícios do Xeriscaping são muitos: redução de água, em alguns casos drasticamente; redução da erosão em áreas sensitivas; redução da manutenção, pois a necessidade de irrigação é menor; redução de pesticidas e herbicidas; favorecimento da fauna da região como pássaros, abelhas e borboletas; maior ciclo de vida, pois com essa técnica, o jardim sobrevive a um tempo muito longo; e contribuição com o meio ambiente, pois é uma forma tangível e prazerosa de se trabalhar em algo que reduz os impactos ambientais.

Essa técnica pode ser utilizada em um quintal pequeno de uma casa ou em um parque municipal extenso. Também pode ser feita em áreas de lazer, para que se tenha um ambiente agradável para receber pessoas.

Como começar?

Para começar, basta seguir os 7 princípios do Xeriscaping:

• Planejamento e Projeto;
• Análise e Melhoria do Solo;
• Áreas Práticas de Grama;
• Seleção de Plantas;
• Irrigação;
• Mulching; e
• Manutenção.

Lembre-se que tudo começa com o planejamento e projeto. Essa é a parte mais importante. Não havendo especialização em paisagismo por parte do arquiteto, este deve fazer a ideia e passar a um paisagista para revisar. Um planejamento bem feito leva ao sucesso do projeto.

 

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